sábado, 5 de janeiro de 2008
O Melhor de 2007 - Música
2. Arcade Fire - Neon Bible
3. Animal Colective - Strawberry Jam
4. The Good, The Bad and The Queen
5. Thurston Moore - Trees outside the academy
6. P.J. Harvey - White Chalk
7. White Stripes - Icky Thump
8. National - Boxer
9. Beirut - The Flying club cup
10. LCD Sound System - Sound of Silver
Concertos do ano:
White Stripes no Oeiras Alive
Arcade Fire no Super Bock Super Rock
Radiohead - Nude, from "In Rainbows"
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
sábado, 29 de dezembro de 2007
Um Grande 2008
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Control, Anton Corbjin

Walk in silence
Don't walk away, in silence
See the danger
Always danger
Endless talking
Life rebuilding
Don't walk away
Walk in silence
Don't turn away, in silence
Your confusion
My illusion
Worn like a mask of self-hate
Confronts and then dies
Don't walk away
People like you find it easy
Naked to see
Walking on air
Hunting by the rivers
Through the streets
Every corner abandoned too soon
Set down with due care
Don't walk away in silence
Don't walk away
NOTA: 10/10
TRAILER:
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
mais uma
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Inland Empire, David Lynch

Vi este filme já há algum tempo mas tenho andado extasiado com o mesmo. Mas como este é um dos grandes filmes do ano apraz-me dizer qualquer coisa sobre mais uma obra-prima de David Lynch.
Lynch descreve-o como um filme de uma mulher em apuros. Mulher essa que é uma actriz (Laura Dern) que tem a oportunidade de protagonizar um filme que a levará de volta ao estrelato. Só mais tarde é que ela e o actor principal ficam a saber que o filme é um remake de uma obra acabada, filmada num país de leste, da qual se diz ter caido uma maldição, que levou a que os actores acabassem mortos.
A certa altura a personagem de Laura Dern (qual delas?) diz: "Merda, isto parece um diálogo do nosso guião". E de facto tem razão e às páginas tantas vemo-nos mergulhados num labirinto lynchiano onde não sabemos o que é a realidade, o que é o remake e o que é o original. E pelo meio há uma sitcom com personagens com cabeças de coelho, que há medida que nos vamos embrenhando no filme nos parecem perfeitamente normais!!!!
Lynch sabo como nos manipular e constrói os filmes como um puzzle, onde temos de ser nós, os espectadores a fazer a nossa própria interpretação do mesmo.
De destacar o excelente leque de secundários com Jeremy Irons e Harry Dean Stanton à cabeça.
NOTA: 10/10
TRAILER:
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Eastern Promises, de David Cronenberg

Este final de ano está-se a revelar surpreendente quanto ao numero de grandes filmes que têm estreado.
Desta vez é o regresso de David Cronenberg, depois do grande Uma História de Violência, mais um grande filme.
A premissa:
Nikolai Luzhin (Viggo Mortensen) é um russo misterioso a trabalhar como motorista da mais importante família criminosa de Londres originária da Europa de Leste, parte da organização Vory v Zakone. Gerida por Semyon (Armin Mueller-Stahl), cujo charme de chefe-de-sala do restaurante Trans-Siberian esconde na perfeição uma alma gelada e brutal, a fortuna da família é delapidada pelo filho Kirill (Vincent Cassel), mais ligado a Nikolai do que ao pai. Mas a cautelosa existência de Nikolai é abalada quando no Natal se cruza com Anna Khitrova (Naomi Watts), uma parteira do North London Hospital. Anna anda preocupada com o caso de uma rapariga muito jovem que morreu quando dava à luz. Anna decide então tentar encontrar familiares da criança, aproveitando o diário da mãe, escrito em russo. Mas ao remexer nos assuntos nele descritos, Anna mais não faz do que desencadear a fúria da Vory.
Cronenberg é o realizador do fantástico, que gosta de mostrar a mutação do corpo e da mente, são disso exemplo A Mosca, Naked Lunch, Crash, e até Uma História de Violência.
Esse aspecto volta a estar presente neste filme e nele vemos uma das cenas de violencia mais reais de que me lembro de ver no cinema. É passada nuns banhos turcos com um nu frontal de Viggo Mortensen incluido.
Viggo Mortensen que tem o melhor desempenho da sua carreira (assombroso) excelentemente secundado por Vincent Cassel e Armin Mueller-Stahl.
NOTA: 10/10
Trailer:
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
o seu a seu dono
Faltava lá isto:
Agora se me permitem vou ali buscar o meu cilício e chibatar-me um bocado com aquilo!
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Rescue Dawn, de Werner Herzog

Esta é a história verídica do piloto Dieter Dengler (Christian Bale), capturado no Laos durante a guerra do Vietname, depois de o seu avião ter sido abatido. Dengler nasceu na Alemanha e sonhava tornar-se piloto de caças, partindo ainda jovem para os EUA, onde entrou para a Força Aérea. Mobilizado para a guerra, acabou preso pelo inimigo, vindo a preparar uma fuga de alto risco, com um pequeno grupo de prisioneiros de guerra, do qual fazia parte Duane Martin (Steve Zahn num excelente desempenho).

Este é o regresso às longas de Werner Herzog (Fitzcaraldo e Aguirre) e logo a um tema que ele já tinha documentado em Little Dieter Needs to Fly, resolvendo desta vez ficcionar a história de Dengler.
Bale continua no seu melhor e Steve Zahn surpreende.
NOTA: 9/10
Trailer
!!! - Myth Takes
terça-feira, 27 de novembro de 2007
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Liars - Liars
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Letters From Iwo Jima, de Clint Eastwood

Letters From Iwo Jima faz parte de um projecto, juntamente com Flags of Our Fathers sobre a batalha de Iwo Jima, uma das prinicipais do conflito entre EUA e Japão, na II Guerra Mundial (era considerado um porta-aviões natural).
O obreiro deste projecto foi Clint Eastwood e enquanto este fala do conflito visto do lado japonês,Flags of Our Fathers foca o lado americano.
Ambos formam um panorama abrangente e humano, mostrando a visão dos soldados de ambos os lados.
O filme começou a ser pensado em 2005 quando foram descobertas várias cartas numa das grutas da ilha de Iwo Jima e vamos acompanhando alguns dos autores dessas cartas.
Entre eles estão Saigo (Kazunari Ninomiya) um padeiro ingénuo e inadaptado ao cenário de guerra, desmoralizado e descrente numa vitória do seu país, e o General Tadamichi Kuribayashi (Ken Watanabe), conhecedor da cultura americana (havia estudado naquele país) mas determinado a morrer pelo seu império, transmitindo aos seus soldados para que lutem até ao fim e que morram pela pátria apesar de a partir de uma certa altura ele próprio não acreditar nisso.
Este quanto a mim é muito melhor que Flags of Our Fathers e ajuda-nos a perceber melhor a cultura japonesa da época.
Clint Eastwwod filma como só ele sabe, não é por acaso que é visto com o ultimo dos realizadores clássicos de Hollywood.
NOTA: 9/10
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
American Gangster, de Ridley Scott

Chamem-lhe “Scarface negro” ou “O Padrinho do Harlem” mas o facto é que American Gangster é um grande filme e um sério candidato aos próximos Oscars. Danzel Washington é um colosso como o barão da droga Frank Lucas e Russel Crowe tem, para mim, o seu melhor papel até à data, como Richie Roberts, uma espécie de Serpico, polícia honesto e determinado a derrubar Lucas.
O filme começa com Frank Lucas (Denzel Washington) como aluno aplicado de Ellsworth “Bumpy” Johnson (Clarence Williams III), um dos mais famosos gangsteres do Harlem, desenvolvendo conhecimentos necessários sobre o crime organizado para mais tarde os poder aplicar.
Com a morte de Bumpy, Frank Lucas vê a oportunidade de ser ele o novo Boss do crime organizado novaiorquino. Baseado em fortes valores éticos e sempre contando com o apoio de sua família, Lucas começa a demonstrar uma incrível capacidade de coordenar e alterar as regras do universo da máfia local. Ele próprio viaja para o Sudeste Asiático para comprar a heroína directamente ao produtor, com uma percentagem de pureza elevada, coisa rara na época, e a um baixo preço, concorrendo directamente com a máfia italiana.
Ao mesmo tempo o policia Richie Roberts, que tem dificuldades de integração na vida da esquadra porque é honesto dentro de um departamento totalmente corrupto é chamado para o FBI e para o combate à droga. O confronto entre ambos é inevitável e o filme termina não à moda Scarface (com muitos tiros) mas com um longo e inteligente frente-a-frente entre Lucas e Richie, com o primeiro a conseguir um acordo e a desmascarar grande parte dos policias corruptos que ajudavam os traficantes da altura. Na altura da sua prisão, em 1976, os bens de Lucas foram avaliados em 250 milhões de dólares.
Com uma fantástica fotografia de Nova Iorque, Ridley Scott volta ao seu melhor (Alien, Blade Runner) num filme que o aproxima bastante de Martin Scorsese na maneira de filmar. O argumento de Steve Zaillian (argumentista de Gangs de New York e A Lista de Schindler) é muito bom e bastante coeso mantendo-se fiel aos relatos de Richie Roberts e Frank Lucas que estiveram presentes nas filmagens.
A banda sonora também é muito boa.
Nota: 9/10
Trailer:
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
The Brave One, de Neil Jordan
Erica Bain (Jodie Foster) é locutora de rádio em Nova Iorque, adora a vida que leva e ama muito o seu noivo, mas tudo isto lhe é roubado por um ataque brutal que a deixa gravemente ferida e causa a morte do namorado. Incapaz de ultrapassar a tragédia, Erica passa as noites a patrulhar as ruas da cidade, na esperança de localizar os homens que considera responsáveis. A sua tenebrosa busca de justiça chega aos ouvidos do público e a cidade acompanha, fascinada, as suas incursões anónimas. Enquanto a polícia procura desesperadamente o culpado e a vingadora é perseguida por um persistente detective da polícia, cabe a Erica decidir se a sua busca de vingança é verdadeiramente justificada ou se está a tornar-se igual aos homens que pretende apanhar.Mais um grande filme de Neil Jordan, um realizador do qual gosto muito.
Não me admiro que Jodie Foster e Terrence Howard (que grande actor me está a sair este tipo) possam ser nomeados para os Oscars.
NOTA: 9/10
Trailer:
terça-feira, 30 de outubro de 2007
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Epá, isto é giro...

Descobri neste mui sábio blog e ando a ouvir há 3 dias seguidos.
Vejam e escutem:
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Grindhouse - Volume One

Depois de algumas revisitações que incluíram filmes de artes marciais e western spaghetti, Quentin Tarantino virou-se agora (juntamente com Robert Rodriguez) para os filmes xunga (série Z) que passavam em sessões duplas em salas chamadas Grindhouse.
E ainda bem que assim foi pois esta versão tem mais 27 minutos que aquela que foi apresentada nos Estados Unidos.
A cicatriz que marca a cara de Stuntman Mike (um excelente Kurt Russell) é o que ele tem de menos inquietante. Duplo de filmes e séries de televisão dos anos 70, ele distrai-se a utilizar o seu carro Chevy Nova “à prova de morte” para matar belas jovens.A estrutura do filme divide-se em duas partes separadas por alguns meses e por dois grupos de mulheres perseguidas por Stuntman Mike. O primeiro grupo formado por raparigas arrogantes que só pensam em divertir-se, o segundo grupo com mulheres mais temperamentais e decididas que vão causar mais dificuldades ao vilão.
Sendo já hábito em Tarantino, À Prova de Morte está cheio de referências de filmes anteriores, repare-se por exemplo no carro amarelo com lista preta fazendo lembrar a vestimenta que Uma Thurman usava em Kill Bill. E só para reparar nestes pequenos pormenores já vale a pena ir ver o filme.
E como bom filme série Z, À Prova de Morte tem tudo aquilo a que tem direito: uma cópia riscada, saltos de imagem, falhas no som,... Por isso, senhores espectadores, não vale a pena tentar agredir o projeccionista! O filme é mesmo assim!
Quanto a mim é imperdivel.
Também já vi Planeta Terror (a parte de Robert Rodriguez) mas desse filme falarei noutra altura.
NOTA: 9/10Trailer:







