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sábado, 26 de novembro de 2016

Elle, de Paul Verhoeven

Michèle (Isabelle Huppert) é uma mulher de meia-idade que dirige uma grande companhia de videojogos e comanda com mão de ferro tanto os seus negócios como a sua vida sentimental. Um dia, é atacada e violada por um homem mascarado, na sua própria casa. Em vez de chamar a polícia ou entrar em desespero, Michele limpa os estragos, toma banho e arquitecta um plano de vingança. Entre ela e o criminoso dá-se então início a um perigoso jogo de perseguição que depressa fica fora de controlo.
Baseado no romance "Oh…", escrito, em 2012, por Philippe Djian, este é um "thriller" psicológico que marca o regresso à realização de Paul Verhoeven ("Instinto Fatal”, “Robocop”, “Total Recall” ou “Livro Negro”).
Perturbadora e inquietante obra de Paul Verhoeven, que aqui regressa ao seu melhor. O filme tem o seu quê de hitchcockiano mas também nos faz lembrar Instinto Fatal (também de Verhoeven) ou Ata-me, de Pedro Almodovar.

Com uma Isabelle Huppert sublime no papel de Michèle Leblanc, Elle é um filme a não perder na obra deste multifacetado cineasta holandês.

NOTA: 8/10

sábado, 24 de setembro de 2016

Victoria, de Sebastian Schipper


Na história do cinema não é novidade um filme ser rodado em apenas um take. 
Recentemente, Biutiful de Alejandro Iñarritu não foi filmado num só take mas foi editado criando essa ilusão. Sebastian Schipper vai mais longe e filma as 2 horas de Victoria em apenas um take. Claro que isto não é novidade na história do cinema, A Arca Russa, de Aleksandr Sokurov (2002), foi filmado assim. Clássicos como Goodfellas (Scorsese), Shining (Stanley Kubrick) ou The Rope (Hitchcock) têm longos e extraordinários takes e o mesmo já foi experimentado em séries de TV, como é o caso de True Detective, no 4º episódio da 1ª temporada, filmado por Cary Joji Fukunaga. 

E é por isso que este Victoria é um projecto ambicioso, com Sebastian Schipper a pegar num argumento de apenas 12 páginas, co-escrito por ele e outros dois comparsas. 

Victoria (Laia Costa) é uma jovem trabalhadora-estudante espanhola que está a aproveitar as ultimas horas da madrugada a dançar numa discoteca de Berlim, onde vive há algum tempo. Com o amanhecer a aproximar-se ela sai da discoteca para ir descansar um pouco, antes de abrir o café onde trabalha. E é cá fora que ela encontra um grupo de amigos, Sonne (Frederick Lau), Boxer (Franz Rogowski), Blinker (Burak Yigit) e Fuss (Max Mauff). Victoria identifica-se logo com eles, acha-lhes piada e decide passar algum tempo com o grupo a beber, fumar e conversar. Só que uma chamada recebida por Boxer vai alterar o rumo dos acontecimentos. E não é para melhor. 
De inicio somos levados a temer pela segurança de Victoria, a rapariga estrangeira metida no meio de um grupo de alemães com intensões duvidosas. Mas depois começamos a perceber que um deles, Sonne gosta mesmo da rapariga e começamos a ficar um pouco mais confortáveis no filme até ao início das incidências que dão uma reviravolta à madrugada deste grupo que só se queria divertir. Uma agradável surpresa, que descobri por acaso e que até venceu alguns prémios importantes em Festivais de Cinema, incluindo o de Berlim.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Headhunters, de Morten Tyldum

Roger Brown (Aksel Hennie) é um vilão sedutor, um homem que parece ter tudo: é o caçador de cabeças mais bem-sucedido da Noruega - procura e selecciona altos quadros para as maiores empresas -, casado com uma elegante galerista e proprietário de uma casa luxuosa. Mas, por detrás desta fachada de sucesso, Roger Brown gasta mais do que pode e dedica-se ao perigoso jogo do roubo de obras de arte. Na inauguração de uma galeria, a mulher, Diana (Synnøve Macody Lund), apresenta-o ao holandês Clas Greve (Nikolaj Coster-Waldau - Jaime de Game of Thrones) e Roger percebe imediatamente que não pode deixar escapar aquela oportunidade. Clas Greve não é apenas o candidato perfeito ao cargo de diretor-geral que ele tem de recrutar para a empresa Pathfinder, como ainda tem em seu poder um famoso quadro de Rubens. Roger identifica aqui a possibilidade de se tornar financeiramente independente e começa a planear o seu maior golpe de sempre. Mas depressa se vê em apuros - e desta vez não são financeiros. 
Esta é a premissa de " Headhunters ", filme norueguês baseado na novela de Jo Nesbø que tem recebido criticas positivas por todos os festivais que tem passado. É uma espécie de "The Thomas Crown Affair" um pouco mais violento, com algumas cenas não recomendadas aos mais sensíveis. Com alguns twists à mistura para apimentar o enredo.
Um bom filme (mais um) do cinema nórdico que já tem previsto um remake americano.

  NOTA: 7/10

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Jagten, de Thomas Vinterberg


Depois de um divórcio complicado, a sorte de Lucas (Mads Mikkelsen) parece estar a mudar. Uma namorada nova, um novo trabalho e está aplicar-se a reconstruir a sua relação com Marcus, o filho adolescente. Contudo, uma mentira impiedosa que se espalha por toda a comunidade vai mudar o curso da sua vida. A desconfiança abate-se sobre os que vivem na pequena vila dinamarquesa e, perseguido por todos para onde quer que vá, Lucas vai ter de encontrar maneira de provar que não é quem todos julgam ser. 

Os argumentistas Tobias Lindholm e Thomas Vinterberg (que também realiza)abordam um tema dificil e ao invés de o sensacionalizar, é tratado de forma cuidadosa e sensivel, dando enfase ao drama pessoal e à tensão entre os protagonistas, como aliás tinha acontecido no filme de Vinterberg para o movimento Dogma 95, Festen. 
As personagens são bem desenvolvidas, mesmo as que têm papeis mais leves e o filme leva o espectador a tomar vários partidos, embora o foco esteja sempre centrado em Lucas e naquilo que possa ou não ter feito. A realização de Vinterberg ajuda a isto que referi em cima, muitos close-ups, essencialmente focados nos olhos, auxilados por planos longos que ajudam a enfatizar o isolamento de Lucas. 
Mads Mikkelsen tem uma das melhores interpretações que já lhe vi. Sublime. Um dos melhores filmes que vi nos ultimos tempos. 

 *Em Portugal o titulo do filme é A Caça

NOTA: 9/10

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Hævnen, de Susanne Bier


Anton é um médico que divide o seu tempo entre a sua casa numa cidade dinamarquesa, onde vive separado da mulher e dos filhos devido a um erro que cometeu, e o seu trabalho num campo de refugiados em África. Um dos seus filhos, Elias é vitima de bulling na escola e segue o exemplo do Pai, de não responder com mais violência. No meio da sua solidão, Elias torna-se amigo de um novo colega, Christian recentemente chegado à cidade, órfão de Mãe - vitima de cancro e revoltado contra o Pai que acusa de não ter feito tudo para salvar a Mãe. Um dia Christian ajuda Elias que estava novamente a ser agredido por um colega e esse acto vai desenrolar uma espiral de violência que os vai afectar a ambos e às suas famílias.
Cada filme de Susanne Bier é uma panóplia de emoções, quer pelos temas polémicos que aborda, quer pela forma como consegue entrar no intimo das personagens e levar isso ao espectador.

Hævnen (que significa "vingança") venceu o Golden Globe e o Oscar para melhor filme estrangeiro.

NOTA: 8/10


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Cinema - ultimos vistos

And Soon the Darkness, de Marcos Efron

Duas amigas passeiam de bicicleta pela Argentina até que se perdem uma da outra.
Um filme de terror que não acrescenta nada ao género. NOTA: 5/10




Les Aventures extraordinaires d'Adèle Blanc-Sec, de Luc Besson


Adèle é uma jovem e aventureira repórter capaz de qualquer coisa para conseguir o que quer. Vai até ao Egipto em busca da cura da doença da sua irmã, na tumba secreta de um faraó. Ao regressar para Paris, ela percebe que o pânico tomou conta da população. Um ovo de dinossauro com milhões de anos chocou misteriosamente no museu e a criatura está a aterrorizar a cidade. Além disso, coisas estranhas continuam a acontecer no museu. Mas, nem o perigo e nem todo mistério por detrás dos curiosos acontecimentos impedirá Adèle de conseguir salvar sua irmã.

Adaptação por parte de Luc Besson de uma conhecida BD francesa de Tardi. As aventuras de Adéle Blanc-Sec são um bom entretenimento. Nota: 7/10

terça-feira, 8 de junho de 2010

Un Prophète, de Jacques Audiard


Malik El Djebena (Tahar Rahim) é condenado a seis anos de prisão. Aos 19 anos, sem saber ler nem escrever, ele parece mais frágil do que na realidade é. Rapidamente se vê enredado nas lutas de gangues, com uma série de "missões" que deverá executar para conquistar a atenção de um dos líderes. Mas Malik é forte e esperto, e rapidamente começa a criar os seus próprios planos…

Grande filme do cinema francês, de Jacques Audiard (realizador de De Tanto Bater o meu Coração Parou) que esteve entre os candidatos ao Oscar de melhor filme estrangeiro, tendo sido uma das surpresas da noite visto que o Oscar acabou por ir para o filme argentino El Secreto de Justificar completamentesus Ojos (tanto este como O Laço Branco são melhores que o filme argentino).

Malik é um anti-herói que tudo faz para se safar dentro da prisão e se possível sair "um pouco mais esperto do que entrou!" Esta é uma das frases da sua primeira vítima, que curiosamente é quem lhe dá as dicas para sobreviver naquele mundo povoado pela máfia corsa, magrebinos, bascos ou marselheses. Um Profeta foi realizado de forma muito realista, com aspectos que vão da simples inocência à mais pura violência.
Destaque ainda para a dupla de actores principais, Tahar Rahim e Niels Arestrup.

NOTA: 9/10


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Antichrist, de Lars Von Trier


Após dois filmes que não estrearam nas sala portuguesas (Manderlay-2005 e The Boss of it All-2006) eis que Anticristo traz de volta o polémico realizador dinamarquês Lars von Trier ao nosso país.
E de polémica vive mais uma vez este filme, interpretado por Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg, que compõem um casal que após a morte do filho se refugia numa cabana chamada Eden, no meio de um bosque. Ele é psicólogo e tenta tudo para ajudá-la a ultrapassar a perda, mas os medos dela aliados ao poder que a floresta em si exerce, vão desencadear acontecimentos inesperados.
Perito em mostrar a dor humana e acusado de gostar de "torturar" mulheres (Ondas de Paixão, Dancing in the Dark, Dogville, são disso bons exemplos), Von Trier volta a fazê-lo num filme onde as relações entre humanos e destes com a natureza estão fortemente vincadas.
Um filme dificil de classificar ou não fossem todos os de Lars von Trier...

NOTA: 8/10


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Das weisse Band, de Michael Haneke


Magnifico filme do realizador austríaco Michael Haneke, situado pouco antes da I Guerra Mundial, numa pequena localidade do norte da Alemanha atormentada por uma série de incidentes violentos que não eram mais do que um presságio de horrores maiores que estavam para vir.

A história é narrada por uma das personagens centrais do filme, o professor (papel que Haneke escreveu para Ulrich Mühe - o agente da Stasi de As Vidas dos Outros - mas o actor faleceu antes de se iniciarem as gravações) que vai relatando os estranhos acontecimentos que se vão sucedendo ao longo de vários anos. Grande parte desta localidade está dependente do Barão que dá emprego a maior parte da população, ao mesmo tempo que são fieis ao pastor da igreja.
O primeiro incidente dá-se logo no inicio quando o médico local é atirado do cavalo quando este é feito cair por um arame amarrado a duas árvores, e fica gravemente ferido. Obviamente trata-se de um crime mas ninguém sabe quem é/são o(s) culpado(s).
Nas semanas seguintes uma mulher que trabalhava para o Barão aparece morta, uma plantação do barão é vandalizada, o pequeno filho do barão é espancado e deixado à beira da morte, um celeiro do barão é incendiado e uma criança deficiente é agredida e amarrada de cabeça para baixo a uma árvore, ficando quase cega.
Quem poderá estar por trás destas punições e porque é que elas acontecem?

Filmado a preto e branco, recorrendo frequentemente a planos estáticos, Michael Haneke mostra-nos o lado negro do comportamento humano. O Laço Branco é uma parábola aos primórdios do fascismo, retrato de uma sociedade disfuncional, construída sobre a desconfiança, a injustiça e o medo, à beira da Primeira Guerra Mundial.

A Palma De Ouro conquistada em Cannes para o filme e realizador foram mais do que merecidas. Ainda esta semana o filme recebeu o Golden Globe para melhor filme estrangeiro.

NOTA: 10/10


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O Silêncio de Lorna, de Jean-Pierre e Luc Dardenne


Lorna (Arta Dobroshi) é uma albanesa que casa com o toxicodependente Claudy com o objectivo de obter nacionalidade belga. Ao mesmo tempo ela está metida num esquema com o namorado, Sokol (com o qual quer abrir um bar - e para isso precisam de dinheiro) e Fábio, o homem que faz os "arranjos" matrimoniais. Fábio quer que Lorna volte a casar com um mafioso russo para que este obtenha cidadania belga. Para isso é preciso verem-se livres de Claudy...

Os irmãos Dardenne - O Filho (2002) ; A Criança (2005) - são peritos a filmar estas emoções e a crueldade da sociedade em que vivemos. Aqui retratam um dos problemas que afectam a sociedade dos nossos dias aos olhos de Lorna, com a câmara a segui-la por todo o lado, numa espécie de voyerismo.
Arta Dobroshi, com um look à Ellen Page nunca tinha representado e mal sabia falar francês quando foi convidada para interpretar Lorna. Isso não a impediu de ter um desempenho notável.

Como já é habitual nos irmãos Dardenne este foi mais um filme que arrecadou prémios no Festival de Cannes.

NOTA: 8/10


sábado, 11 de julho de 2009

Following, Christopher Nolan

Hoje em dia Christopher Nolan é mais que conhecido (e reconhecido), principalmente depois de ter dado um novo tom a Batman, com Batman Begins e The Dark Knight. Mas ele é muito mais que estes dois filmes do herói morcego pois além destes têm outros grande filmes: The Prestige, Insomnia e... Memento. E foi precisamente de Memento que me lembrei ao ver este Following, a sua primeira longa-metragem (apesar de só ter 1 hora e pouco).
Um jovem e perturbado escritor anda pelas ruas a seguir pessoas à procura de inspiração e material de escrita. E é numa dessas perseguições que conhece um ladrãozeco que logo o convence a participar nos seus assaltos e o forma na sua arte... Além destas duas personagens ainda há uma loira por quem o jovem escritor se apaixona, que não é mais que uma das vitimas dos seus assaltos.
Como em Memento também aqui a narrativa anda aos saltos no tempo, sem pontos de referência com as explicações sobre uma ou outra cena em que andamos à nora a serem só dadas mais tarde.
Chris Nolan é um dos melhores realizadores da actualidade e já aqui mostrava ao que vinha.


É um mimo reparar que na porta de casa do jovem escritor está o logo de Batman (este filme é de 98, Batman Begins de 2005)!



NOTA: 9/10


quarta-feira, 3 de junho de 2009

Der Baader Meinhof Komplex, de Uli Edel


Nos motins que ocorreram aquando da visita do Xá do Irão a Berlim em 1967 um estudante é morto a tiro pela policia. Dias depois após um discurso anti guerra do Vietname o activista Rudi Dutschke é baleado por um extremista de direita.
Motivados por estes e outros acontecimentos um grupo de activistas liderados por Gudrun Ensslin e pelo namorado, o temperamental Andreas Baader incendeia uns armazéns em Frankfurt. A esta luta contra o imperialismo e politicas de direita junta-se a jornalista Ulrike Meinhoff que abandona o marido e as filhas para se dedicar à vida militante.

Muito bom filme sobre este grupo terrorista o RAF (Red Army Faction) que assombrou a Alemanha ocidental durante um largo período (nos anos 90 alguns atentados foram relacionados com o grupo) seguindo a época dos seus primeiros lideres, precisamente Andreas Baader e Ulrike Meinhoff.
Um filme alemão candidato ao Oscar de melhor filme estrangeiro que passou praticamente despercebido por cá. Mas isso já não é novidade para ninguém.

NOTA: 8/10



domingo, 31 de maio de 2009

Let the Right One In, de Thomas Alfredson


Oskar é um rapaz de 12 anos que vive nos subúrbios de Estocolmo. Filho de país separados ele está a maior parte do dia entregue a si próprio e na escola é constantemente vitima de bullying o que o faz ter fantasias de vingança e coleccionar recortes de jornais com noticias de crimes macabros incluindo um ocurrido recentemente em que um jovem foi sangrado até à morte.

A nova vizinha anda a intriga-lo, apesar das temperaturas negativas e da neve, ela não tem frio e diz-lhe no primeiro encontro que não poderão ser amigos. Apesar disso os encontros entre ambos mantém-se e uma paixão começa a nascer.

Obviamente que Oskar ainda não sabe que Eli é uma vampira e tem de se alimentar de sangue humano para sobreviver.
Depois de Twilight, este filme do sueco Thomas Alfredson volta a reinventar o filme de vampiros (agora novamente na moda, também devido à série True Blood) com uma fábula de amor pré-adolescente com toques Bergmanianos à mistura.

Uma agradável surpresa e um belissímo filme que receio passe despercebido à maioria dos espectadores.


NOTA: 9/10




sexta-feira, 31 de outubro de 2008

In Bruges, de Martin McDonagh

(este post foi "puxado" para cima por conveniência do serviço)

Mais um filme que foi retirado do mapa de estreias previstas para Portugal.
E que filme... Um filmaço digo eu.

Uma dupla de assassinos profissionais é enviada para Bruges, a mais preservada cidade medieval do mundo, depois de um "trabalho" que correu mal. Harry, o patrão deles quer que ficam lá durante uns tempos e aproveitem para visitar a cidade. Enquanto esperam pelo telefonema do patrão, Ray e Ken vão se habituando aos costumes locais, desde conversas com turistas, namoradas com segredos ocultos, um actor americano anão a prostitutas holandesas e quando o tal telefonema chega nada será como dantes...

Três grandes actores (Brendan Gleeson, Colin Farrel e Ralph Fiennes) mostram aquilo que valem neste filme hilariante de produção britânica.

NOTA: 9/10


terça-feira, 14 de outubro de 2008

Gomorra, de Mateo Garrone


Baseado no pelémico livro de Roberto Saviano, Gomorra foi uma das surpresas do último festival de Cannes onde conquistou o Prémio Especial do Júri.
Poder, dinheiro e sangue são os valores com que os residentes da provincia de Nápoles e Caserta se confrontam todos os dias. Praticamente não têm escolha, e são obrigados a obedecer às regras da Camorra. Aqui é impossivel levar uma vida normal.
É neste ambiente violento e quase em jeito de documentário que seguimos o cruzamento de cinco histórias num retrato cruel de uma realidade que às vezes nem nos lembramos que existe.
Os tentáculos do polvo chegan a todo o lado e estão inseridos em todo o género de actividades.

O autor do livro, Roberto Saviano vive sob escolta policial desde a publicação do mesmo.

Adenda: o filme está tão perto da realidade que recentemente foram presos dois dos actores de Gomorra por associação à Camorra.

NOTA: 8/10


terça-feira, 19 de agosto de 2008

Wilderness, de Michael J. Bassett


Mais um filme não estreado comercialmente em Portugal, saindo directamente para DVD, com o título Ilha Selvagem, onde um grupo de jovens delinquentes é enviado para uma ilha isolada durante uma semana, para realizarem uma série de exercícios que visam fortalecer a sua personalidade, depois de um dos seus colegas de cela se ter suicidado.
Só que as coisas começam a correr mal, pois eles não estão sozinhos na ilha. Há mais alguém munido de uma matilha de cães esfomeados e uma pontaria certeira com uma besta!

Mais um filme de terror produzido no Reino Unido, com resultados satisfatórios. Pena que só se ligue ao que fazem os americanos...

NOTA: 7/10


quarta-feira, 25 de junho de 2008

Layer Cake, de Matthew Vaughn


Daniel Craig interpreta uma personagem sem nome. Um jovem e bem sucedido traficante de droga, que espera pelo último negócio para se reformar. No entanto, é obrigado por um barão da droga a negociar com quem não deseja, e é aqui que as coisas correm mal. A encomenda – pastilhas de ecstasy – começa a dar problemas, e uma série de jogos de poder e traição põe em causa a vida do jovem traficante e dos seus colegas – Morty (George Harris) e Gene (Colm Meaney).

Matthew Vaughn vai buscar inspiração aos 2 bons filmes de Guy Richie, quando este ainda não era Mr. Maddona e torna este Layer Cake num belo filme de gangsters.

Terá sido este o filme que abriu as portas a Craig para ser Bond, James Bond!

NOTA: 8/10

Sugestão: Lock, Stock and Two Smoking Barrales, de Guy Richie


terça-feira, 24 de junho de 2008

Calvaire, de Fabrice Du Welz


Calvaire é um thriller francês, de 2004 que não me lembro de ter estreado nas salas portuguesas (o DVD está à venda na Amazon, por ex.).
Um cantor percorre pequenas localidades com o seu espectáculo, até que um dia a sua carrinha tem uma avaria e ele vai experimentar um misto de Misery com Deliverance...
Suspense de alto nível.

NOTA: 8/10

Sugestão: Misery, de Rob Reiner