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terça-feira, 28 de abril de 2015

Lost River, de Ryan Gosling


Numa cidade que se extingue, Billy, uma mãe solteira, afunda-se pouco a pouco na pobreza e miséria de um mundo sombrio e macabro, enquanto Bones, o seu filho mais velho, descobre uma estrada secreta que conduz a uma cidade submersa. 

Filme de estreia do actor Ryan Gosling, que também cuida do argumento, num filme alucinado, sombrio e triste, que faz lembrar o universo David Lynch.

NOTA: 7/10

terça-feira, 8 de julho de 2014

Oldboy, de Spike Lee

Por norma sou contra qualquer tipo de remakes de filmes bons, sejam eles antigos ou feitos originalmente noutro país. Mas já se sabe que os americanos, do alto do seu ego têm a mania que sabem e podem fazer melhor. Só que, como em qualquer outro lado, há uns americanos melhores que outros. E o Spike Lee, por muito bom trabalho que já tenha feito, ultimamente tem mostrado que não é um génio como um Scorsese ou os irmãos Coen (para lembrar remakes de filmes bons que deram filmes ainda melhores).
O Oldboy coreano é um filmaço. E ponto final. E por "ponto final" devia ser entendido que era pra não mexer mais. 
Há já algum tempo que o Spike Lee não faz um filme de autor, daqueles que me levou a gostar dele (Do the Right Thing, Jungle Fever, Clockers) e se ele transpusesse a história de Oldboy para o seu mundo, quem sabe se não teria sido bem mais interessante? É pena.

NOTA: 6/10

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Sherlock Holmes, de Guy Richie


Este Sherlock Holmes apresenta-se como um belo entretenimento, algo entre aquilo que já nos habituou o cinema de Richie e a sua devoção pela personagem de Conan Doyle.
Aqueles familiarizados com anteriores adaptações vão concerteza estranhar este Holmes, habituados que estão a certos tiques de outros Sherlock Holmes.
A história segue o mais famoso detective de sempre (exemplarmente interpretado por Robert Downey Jr.) a tentar resolver o caso do serial killer Lord Blackwood (Mark Strong), que depois de condenado e enforcado parece ter regressado do mundo dos mortos. Ajudado pelo seu velho companheiro Dr Watson (um não menos exuberante Jude Law), Holmes usa de toda a sua habitual perspicácia para reunir todas as provas que levem à divulgação do mistério por trás dos crimes de Blackwood.

NOTA: 7/10


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Das weisse Band, de Michael Haneke


Magnifico filme do realizador austríaco Michael Haneke, situado pouco antes da I Guerra Mundial, numa pequena localidade do norte da Alemanha atormentada por uma série de incidentes violentos que não eram mais do que um presságio de horrores maiores que estavam para vir.

A história é narrada por uma das personagens centrais do filme, o professor (papel que Haneke escreveu para Ulrich Mühe - o agente da Stasi de As Vidas dos Outros - mas o actor faleceu antes de se iniciarem as gravações) que vai relatando os estranhos acontecimentos que se vão sucedendo ao longo de vários anos. Grande parte desta localidade está dependente do Barão que dá emprego a maior parte da população, ao mesmo tempo que são fieis ao pastor da igreja.
O primeiro incidente dá-se logo no inicio quando o médico local é atirado do cavalo quando este é feito cair por um arame amarrado a duas árvores, e fica gravemente ferido. Obviamente trata-se de um crime mas ninguém sabe quem é/são o(s) culpado(s).
Nas semanas seguintes uma mulher que trabalhava para o Barão aparece morta, uma plantação do barão é vandalizada, o pequeno filho do barão é espancado e deixado à beira da morte, um celeiro do barão é incendiado e uma criança deficiente é agredida e amarrada de cabeça para baixo a uma árvore, ficando quase cega.
Quem poderá estar por trás destas punições e porque é que elas acontecem?

Filmado a preto e branco, recorrendo frequentemente a planos estáticos, Michael Haneke mostra-nos o lado negro do comportamento humano. O Laço Branco é uma parábola aos primórdios do fascismo, retrato de uma sociedade disfuncional, construída sobre a desconfiança, a injustiça e o medo, à beira da Primeira Guerra Mundial.

A Palma De Ouro conquistada em Cannes para o filme e realizador foram mais do que merecidas. Ainda esta semana o filme recebeu o Golden Globe para melhor filme estrangeiro.

NOTA: 10/10


quinta-feira, 10 de setembro de 2009

The Nines, de John August


Já andava para ver isto há algum tempo e no dia 09.09.09 decidi que tinha chegado a hora!
Um interessante filme realizado pelo argumentista de Charlie e a Fábrica de Chocolate, A Noiva Cadáver e Big Fish, dividido em 3 histórias que aparentemente não têm nada a ver mas afinal verifica-se que há uma ligação.
Um problemático actor de TV é colocado em prisão domiciliária depois de ter tido um acidente enquanto conduzia sob o efeito de estupefacientes. Um produtor televisivo entra num reality show enquanto cria uma nova série. E por fim um casal viaja com a sua filha e têm um problema no carro. O pai parte em busca de ajuda mas é afastado do caminho de volta...

O eterno "onde estou, para onde vou, o que faço aqui", com um Ryan Reynolds numa tripla interpretação (ou será só uma?) e em busca do seu "eu"!


NOTA: 7/10


quarta-feira, 4 de março de 2009

Filmes de Eleição # 25 - Sunset Blvd.

Um dos melhores filmes de sempre. É, neste momento, o que me ocorre dizer acerca deste grande filme de Billy Wilder sobre uma ex-actriz do cinema mudo que quer voltar à ribalta, custe o que custar. As interpretações e a realização são notáveis. Repito: um dos melhores filmes de todos os tempos!!!

" 'right Mr. deMille I'm ready for my close-up..."

... e sim é mesmo o Sr. de Mille que ali está!


quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

The Curious Case of Benjamin Button, de David Fincher


A Vida ao Contrário

Baseado num conto de F. Scott Fitzgerald, de 1921 este filme de David Fincher conta a história de Benjamin Button (Brad Pitt) um homem que nasce com aparencia de velho e cujo corpo vai rejuvenescendo... à medida que vai envelhecendo!
Vamos seguindo a sua vida, o seu amor (impossível) por Daisy (Cate Blanchet) desde os tempos em que ele era um velho e ela uma criança (apesar de ele ser pouco mais velho que ela) passando pela meia idade, altura em que a relação encontra equilibrio
O filme começa com uma velha Daisy, às portas da morte num hospital de New Orleans no dia em que chega o furacão Katrina. Daisy pede à filha que lhe leia o diário que Benjamin deixou e a partir daí vamos seguindo em flashbacks toda a história, ao longo do séc. XX e passando por vários pontos do globo.

Mais um grande filme para este inicio de ano e um dos principais candidatos aos prémios do Cinema. Excelente direcção artistica e claro, David Fincher. Se juntarmos a isto duas excelentes interpretações de Brad Pitt (mais uma) e Cate Blanchet verificamos que estamos perante ma obra de elevada qualidade.

PS. Às páginas tantas, lá para o meio do filme lembrei-me do Forest Gump ao que não deve estar alheio o facto de o argumentista ser o mesmo (Eric Roth).

NOTA: 9/10


quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Aquele Inverno em Veneza, de Nicolas Roeg


Um belo thriller psicológico, daqueles em que nem tudo o que parece é, ou se calhar até está lá tudo e nós é que somos levados para um puzzle onde as peças vão encaixando aos poucos e quando chegamos ao final temos de admitir que estavam todas lá.

O filme é baseado num conto de Daphne du Maurier, autora entre outros de Rebecca, A Pousada da Jamaica, transportados para o cinema pelo mestre do suspense Alfred Hitchcock, para o qual ainda escreveu o argumento de Os Pássaros.

Donald Sutherland e Julie Christie representam um casal fragilizado pela recente morte da filha.
Partem para Veneza onde ele vai trabalhar no restauro de uma antiga igreja e tudo parece correr normalmente até ao dia em que se cruzam com duas idosas inglesas, irmãs sendo uma delas cegas e admitindo ser "medium". É essa velhota de olhos bassos e assustadores que diz ver a filha desaparecida no meio deles. Laura (Julie Christie) acredita em tudo o que elas dizem, mas John (Donald Sutherland) é mais céptico e dúvida da credibilidade das irmãs.
As ruas, as pontes e os canais de Veneza ajudam a dar um ar tenebroso ao filme.

NOTA: 8/10