Uma excelente viagem aos primórdios do cinema.
sexta-feira, 16 de março de 2012
Hugo, de Martin Scorsese
Uma excelente viagem aos primórdios do cinema.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Cinema - ultimos vistos
Duas amigas passeiam de bicicleta pela Argentina até que se perdem uma da outra.Um filme de terror que não acrescenta nada ao género. NOTA: 5/10
Les Aventures extraordinaires d'Adèle Blanc-Sec, de Luc Besson
Adèle é uma jovem e aventureira repórter capaz de qualquer coisa para conseguir o que quer. Vai até ao Egipto em busca da cura da doença da sua irmã, na tumba secreta de um faraó. Ao regressar para Paris, ela percebe que o pânico tomou conta da população. Um ovo de dinossauro com milhões de anos chocou misteriosamente no museu e a criatura está a aterrorizar a cidade. Além disso, coisas estranhas continuam a acontecer no museu. Mas, nem o perigo e nem todo mistério por detrás dos curiosos acontecimentos impedirá Adèle de conseguir salvar sua irmã.Adaptação por parte de Luc Besson de uma conhecida BD francesa de Tardi. As aventuras de Adéle Blanc-Sec são um bom entretenimento. Nota: 7/10
segunda-feira, 21 de março de 2011
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Hereafter, de Clint Eastwood

Na sequência dos acontecimentos traumáticos do tsunami de 2004 e da experiência resultante da sua quase-morte, a jornalista Marie Lelay (Cécile De France) volta a Paris a acreditar que "viu" a morte. Esta situação rapidamente a afasta dos colegas e namorado que não acreditam nela.
Em Londres, entretanto, uma tragédia familiar deixa um miudo de 12 anos de idade, Jason (Frankie e George McLaren) sem o seu irmão gémeo e a lidar sozinho com a sua mãe toxicodependente. Estas duas narrativas desenvolvem-se paralelamente à de George Lonnegan (Matt Damon) um trabalhador da construção civil com uma ligação especial com a vida para além da morte e que tem vindo a tentar ter uma vida normal.
Clint Eastwood é um dos melhores realizadores da actualidade e continua a filmar temas relacionados com o envelhecimento e a morte (Imperdoável, True Crime, Blood Work; Million Dolar Baby; Grand Torino).
Filmado com olho de mestre, Hereafter foca o lado humano dos personagens desenvolvendo-os a um ritmo lento o que se torna positivo quando temos uma história contada em 3/4 locais diferentes.
O elenco é competente, com Damon à cabeça e com a francesa Cécile de France e Bryce Dallas Howard a dar boa ajuda.
O director de fotografia Tom Stern acompanha mais uma vez Clint Eastwood e mostra o seu talento e a confiança que o mestre deposita em si.
Em resumo, mais um bom filme saido da colheita de estreias do ano 2011.
NOTA: 8/10
terça-feira, 16 de novembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Drag Me To Hell, de Sam Raimi

Drag me to Hell é um belo filme de terror onde uma funcionária bancária é obrigada a ordenar o despejo duma senhora idosa da sua casa, por falta de pagamentos ao banco, mas ao fazê-lo fica vítima de uma maldição diabólica que vai virar a sua vida do avesso.
Raimi volta assim ao seu melhor estilo e ao terror clássico, gore, com toques de humor que já não víamos um americano fazer talvez desde os tempo dos Evil Dead (é dele, of course) . Tem uma jovem, aparentemente inocente, tem uma cigana, tem um namorado apaixonado, tem uma maldição, tem um espírito maligno, tem um exorcista, tem uma cena num cemitério, se a isto juntarmos que nada é forçado reparamos que estamos perante um belo filme deste género que é muito difícil de me agradar. Não vou cá em adaptações de filmes de terror japoneses e mesmo esses, nem todos são bons.
NOTA: 8/10
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
District 9, de Neill Blomkamp

Bem se lixaram! O filme não só é muito bom, como melhor que muitos produtos do cinema-pipoca estreados recentemente.
Foi em 2006 que o projecto de adaptação do popular videogame Halo. Para isso escolheu o realizador sul-africano Neill Blomkamp, um desconhecido com formação em spots públicitários (é dele o spot em que um Citröen C4 se transforma num robot dançarino).
Mas o que chamou a atenção de Jackson foi uma curta realizada por Blomkamp. Alive in Joburg é um falso documentário onde é mostrada a vida dos extraterrestres quando a sua nave chega a Joanesburgo! No fundo o porto de partida deste District 9.
O apartheid regressou à África do Sul mas desta vez as vitimas são extraterrestres que estão no local há 20 anos depois da nave em que viajavam ter supostamente avariado sobre Joanesburgo.
Eles são isolados do resto da população num gueto, o chamado Distrito 9 e estão sobre a huarda da Multi-National United (MNU), uma empresa de segurança privada, e também a maior fabricante de armas do mundo.
Um incidente com um dos comandantes da MNU vai ter proporções, digamos que... inesperadas!
NOTA: 9/10
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Filmes de Eleição #35 - El Espinazo del Diablo

A produção esteve a cargo de Pedro Almodovar.
terça-feira, 3 de março de 2009
The Fall, de Tarsem Singh

No inicio dos anos 20, numa altura que o cinema dava os primeiros passos, Alexandria e Roy são pacientes num hospital de Los Angeles. Ambos estão hospitalizados devido a uma queda. Roy é duplo de cinema, Alexandria, uma menina de 5 anos é filha de imigrantes que trabalham na apanha de laranja. Os dois conhecem-se e Roy começa a contar histórias a Alexandria, entre elas uma aventura épica de cinco heróis que juntam forças para derrubar um tirano. A fértil imaginação de Alexandria e o facto de Roy colocar personagens reais na história com o intuito de cativar a atenção da menina, faz com que esta por vezes confunda ficção com realidade e nós somos arrastados para estes dois mundos e damos por nós a ter as mesmas sensações que Alexandria tem quando por exemplo Roy faz uma das diversas interrupções da história ou quando é contra o desenrolar da mesma questionando várias vezes Roy sobre o porquê de certos acontecimentos.
Com o desenrolar destes encontros, Alexandria vai começar a ver em Roy a figura paternal que perdeu e Roy que foi deixado pela namorada devido à sua paralisia, vê na menina alguém que gosta dele como ele é.
O realizador Tarsem Singh (que tinha realizado o esquisito A Cela) transporta-nos pelos 4 cantos do mundo, com a história de Roy e a imaginação de Alexandria, no meio de paisagens magnificas e paradisíacas cheias de vida e cor. The Fall é uma experiência fascinante que merece uma (ou mais) visualização. Um filme sobre os primórdios do cinema, sobre aquilo que sentimos quando estamos a ler um livro ou a ver um filme.
Spike Jonze e David Fincher baptizam.
NOTA: 9/10
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
The Curious Case of Benjamin Button, de David Fincher

A Vida ao Contrário
Baseado num conto de F. Scott Fitzgerald, de 1921 este filme de David Fincher conta a história de Benjamin Button (Brad Pitt) um homem que nasce com aparencia de velho e cujo corpo vai rejuvenescendo... à medida que vai envelhecendo!
O filme começa com uma velha Daisy, às portas da morte num hospital de New Orleans no dia em que chega o furacão Katrina. Daisy pede à filha que lhe leia o diário que Benjamin deixou e a partir daí vamos seguindo em flashbacks toda a história, ao longo do séc. XX e passando por vários pontos do globo.
Mais um grande filme para este inicio de ano e um dos principais candidatos aos prémios do Cinema. Excelente direcção artistica e claro, David Fincher. Se juntarmos a isto duas excelentes interpretações de Brad Pitt (mais uma) e Cate Blanchet verificamos que estamos perante ma obra de elevada qualidade.
PS. Às páginas tantas, lá para o meio do filme lembrei-me do Forest Gump ao que não deve estar alheio o facto de o argumentista ser o mesmo (Eric Roth).
NOTA: 9/10
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Hellboy 2 - The Golden Army, de Guillermo del Toro

Já tinha gostado bastante do primeiro Hellboy e conheço a BD do Mike Mignola (do qual Del Toro é fã e amigo) e acho que Del Toro foi o realizador indicado para transportar aquele universo para o cinema, dando-lhe o seu cunho pessoal o que melhora ainda mais as obras. E neste Hellboy 2 esse toque pessoal ainda é mais notado, pelo que ainda gostei mais deste que do primeiro.
São quase duas horas de puro entretenimento com uns pozinhos de humor principalmento vindos do herói vermelho vindo do inferno.
Neste segundo Hellboy, o reino do Inferno está prestes a invadir a Terra, depois das tréguas entre a Humanidade e o reino fantástico terem sido quebradas. O mais duro dos heróis terá então de derrotar o mais implacável ditador e o seu exército de seguidores, o Exército Dourado. Para isso vai ter a ajuda dos habituais Abe Sapien e Liz Sherman e de um novo agente, Johann Krauss.
NOTA: 8/10
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Time Bandits, de Terry Gilliam

Kevin é um rapaz com uma imaginação muito fértil e uma noite ouve uns barulhos vindos do guarda-fatos do seu quarto e depara-se com 6 anões que vêm fugidos do Ser Supremo do universo, a quem roubaram um mapa. Um mapa que assinala os "buracos do tempo" de todo o universo.
Juntos vão viver aventuras no tempo de Napoleão, na Idade Média, na Grécia Antiga, com Robin Hood e até a bordo do Titanic.
Este filme de Gilliam teve a particularidade de o juntar a outros dois Phyton, Michael Palin e John Cleese.
Sou fã dos delirios de Terry Gilliam e este é mais um bom exemplo daquilo de bom que ele sabe fazer.
NOTA: 8/10
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Youth Without Youth, de Francis Ford Coppola

O filme acompanha um velho Dominic Matei (Tim Roth), nos últimos dias de uma vida dedicada ao trabalho. Trabalho esse que o fez perder o seu grande amor.
Ao viajar para Bucareste em busca de uma nova identidade é atingido por um raio que não o mata mas deixa-o num estado lavral. Com o passar dos dias Dominic e o médico que o acompanha constatam que aquele está a rejuvenescer sem qualquer tipo de explicação.
Dominic agarra-se então a esta nova oportunidade vivendo algumas peripécias com Nazis à mistura, até ao dia que se depara com uma reencarnação da sua amada Laura.
E novamente surge o dilema entre terminar a sua obra (estudo das linguas mortas) ou optar pelo amor de Verónica.
Coppola que sempre preferiu filmes pessoais off-Hollywood (Os Padrinhos e Apocalypse Now foram a excepção) tem aqui mais e nesta história de amor volta a marimbar-se para as grandes indústrias cinematográficas e faz aquilo que quer e sabe.
Muito bom.
NOTA:8/10
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Cria Corvos, de Carlos Saura
Aos 9 anos, Ana (Ana Torrent) vê os seus pais morrerem num curto espaço de tempo.Ela acredita ter um estranho poder sobre a vida e a morte dos seus familiares. Por isso, carrega um misto de culpa e remorso que a acompanhará até à idade adulta.
O título do filme baseia-se num ditado que diz que quem cria corvos terá por eles os olhos arrancados.
Conhecido na época pelos seus filmes políticos, desta vez Saura não os aborda aprofundadamente, embora a família de Ana posa representar a Espanha de Franco, com todas as suas culpas.
Destaque ainda para a linda canção-tema do filme, "Por que te vas" e para Ana Torrent, no papel de Ana. Torrent que prossegue a carreira na idade adulta e pode ser vista em filmes como Tese de Alejandro Amenabar, no português Amor e Dedinhos de Pé, de Luis Filipe Rocha e mais recentemente em The Other Boylen Girl, ao lado de Natalie Portman, Scarlett Johanson e Eric Bana. O filme conta ainda com a companheira de Saura na altura, Geraldine Chaplin, filha de Charlie Chaplin e habitué nos filmes do realizador espanhol.
NOTA: 9/10
quarta-feira, 12 de março de 2008
Jumper, de Doug Liman
Sinopse:David Rice parece um jovem como todos os outros, mas não é. David pode tomar o pequeno-almoço nas pirâmides do Nilo e segundos depois estar a fazer surf na Austrália. Impossível? Não para um "jumper", alguém a quem uma anomalia genética transmitiu um dos poderes mais cobiçados de sempre: o teletransporte. David pode teletransportar-se para qualquer parte do mundo, ver vinte vezes o pôr-do-sol ou em segundos roubar milhões de dólares.
Mas David, ao contrário do que pensa, não está sozinho e não é o único a ter este poder. A longa linhagem de "Jumpers" é acompanhada por uma agência secreta, os Paladinos, que têm como missão eliminar David e os seus semelhantes para os impedir de usar os seus poderes para praticar o mal. Perseguido por todo o globo, David descobre passo a passo a surpreendente verdade sobre o seu passado e a sua família.
May the force be with you Hayden...
Nota: 7/10
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Sweeney Mãos de Navalha

Não sou grande fã de musicais, às vezes vou vê-los com reticencias e no fim tenho de dar o braço a torcer devido ao nível do mesmo.
Mas senhoras e senhores, isto não é um musical qualquer, isto é algo completamente à parte. Nunca vou para um filme do Burton a achar que não vou gostar, vou sempre à espera de algo grandioso e este é mais um caso.
Grande filme, grande realização, grande Johnny Depp, grandes secundários, grandes navalhadas (depois de o ver com tesouras e agora com navalhas, tenho de concluir que o homem é um artista)... e se já há uns tempos que corto o cabelo em casa agora tenho mais uma razão para jamais me sentar numa cadeira de barbeiro.
É que senhoras e senhores, meninas e meninos, nunca se sabe se o barbeiro ai da rua não será o próximo Sweeney Todd.
Aviso: Este filme é proibido a menores de 16 anos e a membros da ASAE!
NOTA: 10/10
Trailer
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
I am legend, de Francis Lawrence

Robert Neville (Will Smith) é um brilhante cientista, mas nem ele conseguiria conter o vírus terrível e imparável criado pelo homem. Imune por qualquer razão estranha, Neville é agora o último sobrevivente humano no que sobrou de Nova Iorque e talvez do mundo. Nos últimos três anos tem enviado mensagens por rádio, na esperança de encontrar outros sobreviventes. Mas não está sozinho. Vítimas mutantes do vírus escondem-se na sombra, a observar cada movimento de Neville, esperando que ele cometa o erro fatal. Sendo talvez a última esperança da humanidade, Neville é guiado pela única missão que lhe resta: descobrir a forma de inverter o efeito do vírus usando o seu próprio sangue imune. Mas sabe que o adverário é em muito maior número e o tempo escasseia cada vez mais.
Isto soa mais a remake do filme britanico, de Danny Boyle, 28 Dias Depois do que outra coisa.
A acção é levada de londres para New York e pronto.
Mas ainda assim o filme de Francis Lawrence (que já tinha feito o satisfatório Constantine) é aceitável. E são quase duas horas de entretenimento.
NOTA: 7/10
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Inland Empire, David Lynch

Vi este filme já há algum tempo mas tenho andado extasiado com o mesmo. Mas como este é um dos grandes filmes do ano apraz-me dizer qualquer coisa sobre mais uma obra-prima de David Lynch.
Lynch descreve-o como um filme de uma mulher em apuros. Mulher essa que é uma actriz (Laura Dern) que tem a oportunidade de protagonizar um filme que a levará de volta ao estrelato. Só mais tarde é que ela e o actor principal ficam a saber que o filme é um remake de uma obra acabada, filmada num país de leste, da qual se diz ter caido uma maldição, que levou a que os actores acabassem mortos.
A certa altura a personagem de Laura Dern (qual delas?) diz: "Merda, isto parece um diálogo do nosso guião". E de facto tem razão e às páginas tantas vemo-nos mergulhados num labirinto lynchiano onde não sabemos o que é a realidade, o que é o remake e o que é o original. E pelo meio há uma sitcom com personagens com cabeças de coelho, que há medida que nos vamos embrenhando no filme nos parecem perfeitamente normais!!!!
Lynch sabo como nos manipular e constrói os filmes como um puzzle, onde temos de ser nós, os espectadores a fazer a nossa própria interpretação do mesmo.
De destacar o excelente leque de secundários com Jeremy Irons e Harry Dean Stanton à cabeça.
NOTA: 10/10
TRAILER:
sexta-feira, 20 de julho de 2007
é pró menino e prá menina, olhó...
Transformers, de Michael Bay
Desde logo Steven Spielberg (sendo que neste caso o espectáculo vem aliado a cinema de qualidade), depois James Cameron, e nos últimos tempos Michael Bay.
Bay começou por trabalhar para Jerry Bruckheimer, outro senhor que gosta muito de tiros e explosões nos seus filmes.
Juntos fizeram um filme razoável (o Rochedo, com Nicholas Cage e Sean Connery) e dois filmes inenarráveis, daqueles mesmo abaixo de cão e que se intitulam Armaggedon e Pearl Harbour. Dois filmes que apenas servem para ver numa tarde de Domingo, quando não se tem nada para fazer e se quer dormir a sesta. São melhor que qualquer sonífero.
Foi neste cenário que se começou a falar em Transformers, filme baseado numa série de animação dos anos 80 com o mesmo título, sobre uma raça de robots que se transformavam em veículos para combater o crime (mais tarde os Transformers também viriam a fazer furor no mundo dos brinquedos).
Spielberg convida Michael Bay para realizar o filme, este aceita e ai está uma das grandes estreias deste Verão.
NOTA: 8/10

















