Mostrar mensagens com a etiqueta II guerra. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta II guerra. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Idi i Smotri, de Elem Klimov


Idi i Smotri (em português Vem e Vê) é um olhar pessoal de Elem Klimov sobre a invasão da Bielorrússia por parte dos nazis durante a II Grande Guerra.  O filme é visto pela perspectiva de um rapaz chamado Florya que se junta a um grupo de guerrilheiros bielorrussos que combatem o invasor.  Durante a passagem por uma aldeia Florya é deixado para trás pelos outros combatente, que não o levam muito a sério e tem de se desenrascar sozinho no meio de todo aquele caos que se tinha instalado.
Idi i Smotri é horrível, devastador, intenso, perturbador, mas de forma assustadoramente bela e onde encontramos cenas que nos lembram o cinema de Tarkovsky e até de Kubrick.
Para muitos considerado como o melhor filme de guerra.

NOTA: 9/10

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Unbroken, de Angelina Jolie


Louis Zamperini era um promissor atleta americano que chegou a participar nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, estando nos seus planos ser medalhado nos JO de 1940. Só que por essa altura o mundo já estava ocupado com uma guerra e Zamperini foi chamado para a tribulação de um bombardeiro que combatia no Pacífico. Durante uma missão de salvamento o bombardeiro cai no meio do oceano e sobrevivem Zamperini e outros 2 camaradas. Andam à deriva num bote salva-vidas durante 47 dias (um deles acaba por falecer ao fim de 30 dias) e são resgatados por um navio japonês. Zamperini é feito prisioneiro de guerra, em alguns campos japoneses e tem como carrasco um dos mais sádicos guardas de campo japoneses, Mustsuhiro Watanabe. 
O filme tenta mostrar a resistência deste homem que é por diversas vezes posto à prova mas nota-se que falta intensidade dramática e um argumento que podia se melhor explorado. Apesar das mais de 2 horas sente-se que se podia ter ido mais além. Estranhamente o nome dos irmãos Coen surge associado ao argumento mas quero acreditar que eles fizeram uns rabiscos que depois passaram para outras mãos. Palavra para o actor Jack O'Connel, que desempenha com competência o papel de Zamperini 

NOTA: 6.5/10

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Grande Ecran

The Eagle, de Kevin McDonald
Ano 120 a.C.. O comandante romano Flavius Aquila e a sua legião de cinco mil homens desaparecem sem deixar rasto durante uma missão a norte do Império Romano. Vinte anos depois, o seu filho Marcus Flavius Aquila (Channing Tatum) parte com os seus homens, em busca da verdade, numa tentativa de recuperar a honra dos Aquila. Para isso decide levar Esca (Jamie Bell), um escravo originário das tribos locais que conhece a zona e cuja capacidade extraordinária de sobrevivência e agilidade são vistas como essenciais nessas paragens longínquas. Mas Esca, capturado e mantido como gladiador, nutre um profundo desprezo por Roma e por tudo o que ela significa. Porém, uma vez longe, perdidos nas montanhas inóspitas e perante a ameaça das tribos rebeldes, escravo e senhor vão ter de ultrapassar as suas motivações pessoais e assumir que apenas a união lhes poderá salvar a vida. Com realização de Kevin Macdonald ("Touching the Void - Uma História de Sobrevivência", "O Último Rei da Escócia") é a adaptação cinematográfica do primeiro livro da reconhecida saga juvenil sobre o Império Romano, escrita pela inglesa Rosemary Sutcliff.
NOTA: 7/10

The Lincoln Lawyer, Brad Furman
Michael Haller (Matthew McConaughey) é advogado em Los Angeles. Cínico e manipulador, para ele a lei pouco ou nada tem a ver com culpa ou inocência. O seu escritório é o banco de trás do seu velho Lincoln Continental, que tem a particularidade de ter como matrícula NTGUILTY, onde ele estuda os processos e arquitecta as suas causas. Praticamente toda a sua carreira tem sido a defesa de pequenos criminosos. Até que é contratado para um caso importante: a defesa de um playboy rico de Beverly Hills, acusado da violação e tentativa de assassínio de uma prostituta. Mas o que parecia ser um caso simples e muito rentável transforma-se numa perigosa disputa entre dois mestres da manipulação... The Lincoln Lawyer é uma adaptação de um romance do escritor Michael Connelly.
NOTA: 7/10

The Way Back, de Peter Weir
Este é o regresso de Peter Weir após o muito acessível Master and Comander e quanto a mim requer uma versão do realizador pois esta edição parece ter sido feita um tanto ou quanto à pressa quando o argumento até tem alguma substancia para ser esmiuçada.

URSS, 1940. Um grupo de sete prisioneiros consegue fugir de um campo de trabalhos forçados da Sibéria. Numa região deserta e completamente gelada, eles sabem que ainda não estão a salvo e que o pior está para vir. Assim, durante um duro e longo ano, numa luta diária para manterem as suas vidas e a sua sanidade mental, eles vão ter de percorrer sete mil quilómetros a pé, atravessando o deserto de Gobi e a cordilheira dos Himalaias, para conseguirem chegar à a uma zona que a guerra ainda não tenha afectado. The Way Back inspira-se no livro de memórias do polaco Slavomir Rawicz, "The Long Walk: The True Story of a Trek to Freedom". Entre o elenco vemos Ed Harris, Colin Farrell, Jim Sturgess, Saoirse Ronan e Mark Strong.

NOTA: 7/10

sábado, 4 de setembro de 2010

The Pacific


Excelente mini-série produzida por Steven Spielberg e Tom Hanks sobre um dos conflitos mais sangrentos da II Guerra Mundial, a batalha do Pacífico, que durou desde o ataque japonês a Pearl Harbour, em Dezembro de 1941 até Agosto de 1945, altura da rendição japonesa após o lançamento das duas bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagasaki.
Baseado em factos e personagens reais.







segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Inglorious Basterds, de Quentin Tarantino


Once upon a time in nazi-occupied France...


Em primeiro lugar há que dizer que Inglorious Basterds é muito mais que um filme de guerra. É principalmente uma homenagem ao cinema.

No primeiro ano da ocupação de França pelos nazis, Shosanna Dreyfus testemunha a execução da sua família às mãos do Coronel Hans Landa (magnífico Christoph Waltz). Shosanna escapa por pouco, e foge para Paris onde vai adquirir o nome de Emmanuelle Mimieux e dirigir uma sala de cinema.·
Entretanto, noutro ponto da Europa, o Tenente Aldo Raine organiza um grupo de soldados judeus americanos, com o simples objectivo de liquidar nazis. Conhecidos pelos seus inimigos como "os sacanas", o bando de Raine une-se à actriz e agente infiltrada alemã Bridget von Hammersmark numa missão para destruir os lideres do Terceiro Reich. Todas estas personagens se vão juntar num cinema e talvez aí decidir o futuro da humanidade, colocando um ponto final na guerra.

Com já disse, esta é acima de tudo uma homenagem ao cinema. De facto o filme está repleto de referências cinematográficas: temos um actor de cinema que é soldado (e herói nacional), temos uma actriz de cinema que é espia, temos um crítico de cinema que é espião, temos a dona de uma sala de cinema e temos o próprio cinema que se vai transformar num improvável campo de batalha. Além de varias outras “escondidas” em todo o filme.

A juntar a tudo isto estão os já famosos diálogos “à la Tarantino”, resultantes de mais um excelente argumento de Tarantino.

Nota máxima para todo o elenco, encabeçado por Brad Pitt no papel de Aldo Raine e com a presença além de outros de Eli Roth que surge também como realizador convidado, tendo dirigido o hilariante filme de propaganda nazi, “O Orgulho da Nação”. Mas para mim a melhor personagem é a do Cor. Hans Landa numa magnífica interpretação do desconhecido actor austríaco Christoph Waltz. De se tirar o chapéu e já a piscar o olho a uma possível nomeação ao Óscar de melhor secundário.

Ah. E como é normal no Tarantino não faltam os tiros, o sangue, as facadas, as bastonadas e os escalpes a serem tirados fazerem parte da colecção de Aldo Raine.

Tarantino Vintage…


NOTA: 10/10



quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Filmes de Eleição #35 - El Espinazo del Diablo


El Espinazo de Diablo foi a 3ª longa metragem do visionário realizador mexicano, Guillermo de Toro e a sua primeira obra prima. Aqui embarca pela primeira vez no universo da Guerra Civil Espanhola (mais tarde iria lá voltar em O Labirinto do Fauno) para nos mostrar um orfanato dirigido pelo regime franquista que recebe uma criança filho de um guerrilheiro morto. Carlos entra em conflito com o lider das crianças e cedo começa a perceber que o orfanato está envolto em mistérios...
A produção esteve a cargo de Pedro Almodovar.


quarta-feira, 1 de abril de 2009

Filmes de Eleição #28 - Das Boot


Um grande filme quando Wolfgang Petersen era ainda um eterno desconhecido e embora tenha feito alguns filmes bons nos EU este é de longe o seu melhor.
Somos transportados para dentro de um U-Boat (submarino alemão) em plena II Guerra Mundial. E a intensidade é máxima do 1º ao último minuto com o espectador a sentir-se muitas vezes claustrofóbico e com vontade de trazer o submarino à superficie para puder respirar. Um filme a ver e a rever, principalmente na versão do realizador (mais de 3 horas)!


quinta-feira, 5 de março de 2009

Stalag 17, de Billy Wilder

Como devem ter reparado por um dos filmes de eleição (o último que mereceu comentário aqui no Cantinho), Billy Wilder é um realizador que eu muito aprecio, tendo realizado alguns dos filmes mais marcantes da história do cinema.
Este Stalag 17, não sendo um desse é no entanto um filme muito bom sobre um campo de prisioneiros alemão, durante a II Guerra Mundial de onde ninguém consegue fugir.
O filme começa precisamente com a tentativa de fuga de dois sargentos americanos e a consequente morte à mão dos guardas alemães. A partir daqui gera-se uma série de conflitos entre os prisioneiros e os guardas e entre os próprios prisioneiros, com a desconfiança de que o Sgt. JJ Sefton (William Holden, que viria a ganhar o Oscar com este papel) anda a informar os alemãs das actividades da caserna. Todo o filme se desenrola com a tensão habitual de um filme de guerra mas com um refinado sentido de humor à mistura (a guerra tinha acabado há pouco tempo - o filme é de 1953) onde até os alemães eram tratados como uns patetas.


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

The Boy in the Striped Pyjamas, de Mark Herman


O Rapaz do Pijama às Riscas é um filme comovente, baseado na obra homónica, de John Boyne.
A acção passa-se durante a II Guerra Mundial onde a família de um militar alemão se muda da cidade para o campo devido ao novo trabalho do Pai! Aborrecido por não ter com quem brincar Bruno, o filho mais novo decide explorar os arredores da nova casa e encontra uma "quinta" cercada por arame farpado com um menino da idade dele, com um "pijama" às riscas, sentado do outro lado daquela vedação. Os dois tornam-se amigos, apesar de Bruno estranhar o porquê de Shmuel não poder sair da sua "quinta". Esta amizade de efeitos devastadores irá arrancar Bruno da sua inocência.

De Mark Herman só tinha visto até agora um filme de 1996 com Ewan McGregor, Brassed Off. E nesta adaptação do livro de John Boyne está a ensinar aos mais novos o efeitos do Holocausto.

Curiosidade: Embora nunca se diga no filme qual é o campo de concentração sabe-se que Awshwitz era o único com mais que duas chaminés crematórias!

Nota: 8/10


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Valkyrie, de Bryan Singer


E eis que na mesma semana estreiam três filmaços. Mas aquele que me traz aqui agora é este Valkirye.
Valkyrie marca o regresso em grande estilo de Bryan Singer, depois das suas abordagens ao mundo dos super-heróis (X-Men e Superman). Recordo que este Bryan Singer tinha realizado dois grandes filmes na década de 90 (The Usual Suspects e Apt Pupil - onde iniciava o seu fascinio pela II Guerra Mundial.
Para quem não sabe a Operação Valquiria foi das várias tentativas engendradas para matar Hitler, aquela que teve maiores proporções. O plano era do Coronel Claus von Stauffenberg e visava não só matar Adolf Hitler e os nºs 2 do regime NAZI (Himmler e Göring) como tomar o poder da Alemanha. Com o conde von Stauffenberg estavam altas patentes do exercito alemão, a Operção esteve mesmo em marcha, eles chegaram a afirmar que Hitler estava morto. Como se sabe Hitler sobreviveu e os conspiradores foram mortos logo a seguir. Mais que um filme sobre os "maus" dos NAZIs este é um filme sobre uma Alemanha em guerra consigo própria e de um grupo de pesssoas que tentou resolver mais cedo esse conflito.
O filme desenvolve-se em bom ritmo e está recheado de grandes interpretações (Tom Cruise, Bill Nighy, Kenneth Branagh, Tom Wilkinson, Eddie Izzard, Terrence Stamp...)

NOTA: 8/10


quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Filmes de Eleição #18 - Cartas de Iwo Jima


Um dos segmentos sobre a mítica batalha de Iwo Jima, ilha considerada um porta-aviões natural e por isso de grande importancia na II Guerra Mundial. Clint Eastwood filmeou os dois segmentos sendo que neste, visto do lado japonês se podia ver toda a sua mestria.
A forma como os japoneses encaravam a guerra, mesmo nas altura em que os próprios sabiam que não havia nada a fazer para evitar a derrota está impecavelmente mostrado neste grande filme.



terça-feira, 25 de novembro de 2008

Filmes de eleição #13 - The Big Red One


Filme de 1980 de Samuel Fuller que foi muito mal tratado na altura tendo sido apresentada uma cópia cheia de cortes. Em 2004 foi feita uma "reconstrução" (como indicava o subtítulo) com mais 45 minutos. E essa nova cópia acaba por fazer justiça à sua grandeza.
Em The Big Red One baseado nas próprias experiências de Fuller enquanto soldado, segue o pelotão liderado por um sargento ao logo de vários campos de batalha da II Guerra Mundial.
Fuller aborda o factor humano da guerra com este grupo de homens sui generis e com sangue, suor, lágrimas e muita sorte!


segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Filmes de eleição #8 - The Thin Red Line


Apesar deste ser um filme de guerra, sobre uma das mais sangrentas batalhas da II Guerra Mundial, é um filme que nos trás uma paz interior nada habitual neste género cinematográfico.
Terrence Malick adaptou a obra de James Jones e chamou um grande número de actores conhecidos para serem secundários (George Clooney, Sean Penn, Nick Nolte, Adrien Brody, James Caviezel, Woody Harralson...). O elemento principal aqui é a natureza e é incrível o contraste entre os sons da guerra e os sons da própria natureza.
Um filme 5 estrelas.


sexta-feira, 2 de maio de 2008

Os Falsificadores, de Stefan Ruzowitzky


Um grupo de judeus é obrigado pelos Nazis a falsificar dinheiro, primeiro inglês e depois americano para assim ajudar ao esforço de guerra e dar um golpe na economia dos inimigos.
Salomon Sorowitch é um falsificador muito talentoso e vai ser o lider do grupo que também tem banqueiros, tipografos, pessoas honestas que têm de colaborar com os Nazis se querem sobreviver e ter regalias nos campos de concentração.
O filme passa-se no barracão onde eles dormem e onde trabalham o que faz aumentar a tensão entre eles, pois há aqueles que não querem colaborar e tentam boicotar o trabalho dos outros, cabendo a Solomon gerir as emoções.
Bom filme, produzido com dinheiros austríacos e alemães e que viria a ganhar o Oscar para melhor filme estrangeiro na ultima edição dos prémios da Academia.

NOTA: 8/10

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Letters From Iwo Jima, de Clint Eastwood


Letters From Iwo Jima faz parte de um projecto, juntamente com Flags of Our Fathers sobre a batalha de Iwo Jima, uma das prinicipais do conflito entre EUA e Japão, na II Guerra Mundial (era considerado um porta-aviões natural).

O obreiro deste projecto foi Clint Eastwood e enquanto este fala do conflito visto do lado japonês,Flags of Our Fathers foca o lado americano.
Ambos formam um panorama abrangente e humano, mostrando a visão dos soldados de ambos os lados.

O filme começou a ser pensado em 2005 quando foram descobertas várias cartas numa das grutas da ilha de Iwo Jima e vamos acompanhando alguns dos autores dessas cartas.
Entre eles estão Saigo (Kazunari Ninomiya) um padeiro ingénuo e inadaptado ao cenário de guerra, desmoralizado e descrente numa vitória do seu país, e o General Tadamichi Kuribayashi (Ken Watanabe), conhecedor da cultura americana (havia estudado naquele país) mas determinado a morrer pelo seu império, transmitindo aos seus soldados para que lutem até ao fim e que morram pela pátria apesar de a partir de uma certa altura ele próprio não acreditar nisso.
Este quanto a mim é muito melhor que Flags of Our Fathers e ajuda-nos a perceber melhor a cultura japonesa da época.

Clint Eastwwod filma como só ele sabe, não é por acaso que é visto com o ultimo dos realizadores clássicos de Hollywood.

NOTA: 9/10


segunda-feira, 12 de março de 2007

os bons

Neste fim-de-semana que passou tive o privilegio de ver dois grandes filmes.



The Good Shepherd, realizado pelo meu actor preferido, Robert de Niro, traz-nos a história de uma das principais agencias de espionagem, a CIA e dos homens que lá trabalhavam sacrificando tudo em favor do país.

A segunda realização de De Niro, depois do bom A Bronx Tale.
NOTA: 8/10






Com The Good German, Steven Soderbergh homenageia os grandes clássicos (não podemos deixar de nos lembrar de Casablanca). Com fotografia dele próprio, a preto e branco somos levados até Berlim, nos ultimos dias da II Guerra, onde tanto sovieticos como americanos tentam chegar a um alemão (o "bom" do título) que sabe segredos de experiencias realizadas pelos NAZI.
Com grandes interpretações de George Clooney e Cate Blanchet
NOTA: 9/10