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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Son of Rambow, de Garth Jennings

Mais uma excelente comédia vinda do Reino Unido e que chaga a Portugal numa altura em que já saiu em DVD um pouco por essa Europa fora.
Son of Rambow passa-se nos anos 80, numa altura em que o VHS estava no auge e era o boom do pós-punk.
Will Proudfoot é um muido cuja familia pertence a uma seita religiosa o que o impede, entre outras coisas de ouvir rádio e ver televisão. É então que conhece um miúdo mal comportado (Lee Carter), que está constantemente a ser expulso das aulas.
Numa visita a casa de Lee, Will vê uma cópia pirata de First Blood (o 1º e melhor filme da série Rambo) e fica fascinado e como Lee Carter anda a fazer filmagens com a camara do irmão mais velho, Will tem a ideia de fazer uma sequela de First Blood com o filho do Rambo!
Uma panóplia de "efeitos especiais", cães voadores, actores internacionais e espantalhos malvados vão fazer tudo para impedir o sucesso dos nossos heróis e por em causa a sua amizade. Será que o Coronel Trautman e o filho de Rambo(w)* conseguem salvar a personagem outrora interpretada por Stalone?
Destaque também para a banda sonora com muitas bandas que fizeram furor nos 80's: The Cure, David Bowie, Siousxie and the Banshees, Depeche Mode, Blondie, Human League, entre outros.
Uma lufada de ar fresco no meio de tanta palha que estreia por ai!

NOTA: 8/10



* Os créditos finais devem ser vistos até ao fim. Lee Carter e Will Proudfoot explicam porque aparece o w no fim do Rambo!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Surveillance, de Jennifer Lynch



Foi uma grande surpresa este regresso da filha de David Lynch à realização. Depois daquela coisa que foi Boxing Helena o medo era grande mas logo de inicio verifica-se que estamos perante um filme de nível completamente diferente do anterior.

Produzido pelo papá Lynch este filme mostra-nos dois agentes especiais do FBI, Anderson (Julia Ormond) e Hallaway (Bill Pullman), que são enviados para Santa Fé, onde uma série de assassínios arrepiantes no deserto estão a colocar a polícia local em tumulto. Durante a investigação, são inquiridas três testemunhas visivelmente abaladas, especialmente Stephanie (Ryan Simpkins), uma criança de oito anos, cuja família está entre as vítimas. No entanto, quando cada testemunha relata a sua versão da história, torna-se evidente que elas são diferentes e que todos sabem mais do que contam…

Gosto deste típo de thrillers onde nada é o que parece e com uma surpresa no final.

NOTA: 8/10


sábado, 6 de dezembro de 2008

24: Redemption


24: Redemption é um telefilme que faz a ponte entre a 6ª e a 7ª temporada desta famosa série.
Jack Bauer anda fugido às autoridades americanas e vamos encontrá-lo em Sangala, África numa escola americana administrada por um amigo (ex-camarada de armas).
Nessa altura está iminente um golpe de estado (apoiado por algumas pessoas poderosas nos States) e Jack vai ter que proteger as crianças da escola de serem levadas para o exercito dos golpistas.

Venha de lá então a 7ª temporada, com Jack já nos Estados Unidos, a CTU dissolvida, uma nova presidente com alguns traidores à pátria a seu lado e algumas almas penadas.

NOTA: 8/10

domingo, 30 de novembro de 2008

Blindness, de Fernando Meirelles


Baseado no Ensaio Sobre a Cegueira, do nosso prémio Nobel José Saramago, Blindness é também ele um ensaio sobre a adaptação desta obra tão complexa ao cinema.
E aqui há que tirar o chapéu a Fernando Meirelles (realizador dos brilhantes Cidade de Deus e O Fiel Jardineiro) pela tentativa.
De facto a realização é bastante competente as intepretações (Julianne Moore, Mark Ruffalo, Gael Garcia Bernal, Danny Glover, Alice Braga) são competentes mas nota-se que falta ali qualquer coisa que o faça ser um grande filme e não apenas mais um I am Legend ou um Doomsday.

Para quem não conhece a história esta fala de "uma cidade que é devastada por uma misteriosa epidemia de cegueira, uma cegueira branca, aparentemente incurável. Devido à rapidez com que a epidemia se propaga, os primeiros indivíduos afectados são colocados em quarentena num hospital abandonado, mas são deixados entregues a si próprios. Rapidamente, o sentido primitivo da sobrevivência desperta e o grupo entra em colapso, com os mais fortes a sobreporem-se aos mais fracos, numa luta pela comida. São cometidos actos atrozes, vistos apenas pela única testemunha do pesadelo, uma mulher que, estranhamente e sem explicação, não foi tocada pela cegueira. A mulher do médico, que resolveu fingir-se cega para poder acompanhar o marido. "

NOTA: 7/10


segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Body of Lies, de Ridley Scott


Ed Hoffman (Russel Crowe) é um veterano da CIA e responsável pelo combate ao terrorismo no Médio Oriente. Roger Ferris (Leonardo DiCaprio) é o seu espião no terreno. Desde o Iraque até à Jordania ele procura o lider de uma célula terrorista que tem despoletado atentados em diversos países da Europa. Na Jordania, Ferris tem de trabalhar com o líder da policia secreta, mas no mundo da espionagem eles não sabem em quem devem confiar.

Baseado no romance do jornalista do Washington Post David Ignatius, Body of Lies é mais um de muitos bons filmes da carreira de Ridley Scott. Realizador de dois filmes vintage (Alien e Blade Runner), Scott tem contruido uma carreira competente e tirando um ou outro precalço (G.I. Jane) tem feito filmes muito acima da média (Thelma e Louise, Gladiador, Black Hawke Down, Kingdom of Heaven, American Gangster) e este não foge à regra.
Russel Crowe, que tem a sua 4ª aparição num filme de Ridley Scott está ao seu melhor nível e DiCaprio prova cada vez mais que por trás daquela cara de puto giro está um grande actor.

Curiosidade: A actriz iraniana Golshifteh Farahani foi banida do seu país por entrado no filme sem autorização do governo do Irão.

NOTA: 9/10


sábado, 15 de novembro de 2008

Untraceable, de Gregory Hoblitt


Em busca do Silêncio dos Inocentes perdido...

Desde 1991 que aparecem todos os anos pelo menos um filmezito que tente igualar essa obra de mestre que é o Silêncio dos Inocentes. E quando é uma senhora do FBI à frente das investigações e atrás de um serial killer, essa comparação ainda mais se acentua.

Desta feita é Diane Lane no papel de uma agente do FBI, da secção de crimes informáticos, que se depara com um serial killer que com a ajuda dos cibernautas assassina as suas vitimas online.
A realização é de Gregory Hoblitt que nos tem presenteado com alguns thrillers simpáticos. Foi ele que mostrou ao mundo o talento de Edward Norton em Primal Fear.

Se já viram todos os filmes bons que por ai andam, e enquanto não estreia o novo Ridley Scott podem dar uma espreitadela a este.

NOTA: 6/10


sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Righteous Kill, de Jon Avnet


Um filme com o De Niro e o Pacino é motivo para ir ao cinema. É coisa rara ver um filme com com estes dois monstros sagrados da arte de representar. Tinha acontecido numa obra-prima (Padrinho II, de Francis Ford Coppola) e numa obra-menos-prima, mas também muito boa (Heat, de Michael Mann).
Por isso a fasquia estava lá em cima e se os dois actores principais mostram toda a sua competência já o filme deixa algo a desejar.

Eles são dois veteranos da policia que têm de investigar a morte de um chulo. E quando é morta a 2ª vitima eles reparam que são criminosos que fugiram à justiça e que anda um serial-killer à solta (deixem o Dexter em paz que desta vez não foi ele).

Portanto não vão à espera de um Heat - já nem falo do Padrinho II porque esse é de outro campeonato - mas se querem ver um filme com o Al Pacino e o Robert de Niro aproveitem!

NOTA: 7/10


sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Quantum of Solace, de Marc Forster


Ao 22º filme de Bond, James Bond eis a primeira sequela. De facto Quantum of Solace funciona como continuação do brilhante Casino Royale. Bond (2ª vez de Daniel Craig) está determinado a descobrir quem levou Vesper Lynd a trai-lo. As pistas levam-no até uma organização eco-terroristas liderada pelo sinistro Dominc Green (Mathieu Amalric) e a conhecer a bela Camille (Olga Kurylenko), também ela à procura de vingança.

Já haviamos percebido no filme anterior que este Bond anda mais no fio da navalha, escapa da morte por um triz , e leva porrada como gente grande (se ele fica assim como ficarão os outros - em relação a isto M (Judi Dench) pede-lhe várias vezes para deixar alguém vivo), embebeda-se com elaboradas bebidas que ele não sabe o que são mas no fundo não passam do mítico vodka martini shaken, not stirred.
Algumas referências a anteriores filmes Bond, principalmente aos da fase Sean Connery, desta vez com uma evidente a Goldfinger. Quem não se lembra de Shirley Eaton, morta em cima de uma cama e banhada em ouro? Desta vez o ouro é substituido por petróleo!

Gosto deste Bond, gostei do filme e a realização de Marc Forster é bastante competente, apesar de pisar uma área a que não estava habituado. Monster's Ball, Finding NeverLand e The Kite Runner foram os seus filmes anteriores, e que filmes.
Referência final para a falta que sinto de um ou dois gadgets do Q e para a musica deste filme, uma das melhores Bond-songs já feitas.
E pronto, venha de lá o Bond 23, de preferência com Daniel Craig que depois da vitória de Obama já veio dizer que se podia fazer um filme com um Bond negro. Aceitam-se apostas para a escolha desse actor!

NOTA: 9/10




PS. O trailer do Watchman visto numa sala de cinema perspectiva algo de grandioso!!!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Tropic Thunder, de Ben Stiler







Um grupo de actores é contratado para fazer o filme de guerra mais caro de sempre. Partem então para o Sudeste Asiático onde o realismo do filme ser ser maior do que aquilo que eles querem fazer!

Desde logo uma das melhores comédias do ano, realizada por Ben Stiler e com um excelente naipe de actores. Robert Downey Jr., a interpretar um actor do método, que leva a arte de representar ao limite, está soberbo. Jack Black tem mais uma das suas interpretações loucas. E para finalizar anda por lá um magnifico Tom Cruise a provar que ainda consegue ser actor. E dos bons.

NOTA: 8/10


quarta-feira, 29 de outubro de 2008

W., de Oliver Stone


Oliver Stone volta ao seu melhor nível com este biopic do ainda presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.
W. retrata politica e humanamente um dos mais polémicos presidentes americanos, mas aqui Stone larga a bandeira militante (ele que é anti-Bush) para nos dar uma imagem que desconhecíamos deste Bush - "Vamos lá tentar perceber o gajo..."!
O filme foca principalmente um dos aspectos mais marcantes da administração Bush (convencer o mundo que se devia atacar o Iraque), onde W. rodeado de personagens sinistras (Dick Cheney, Donald Rumsfeld, Condoleezza Rice) é ele próprio manipulado?
Manipulado? Mas ele não é o presidente do mais poderoso país do Mundo?!?!? Pois...

Notável a interpretação camaleónica de Josh Brolin, que se transforma completamente em W. Bush, acompanhado por secundários de grande nível como Richard Dreyfuss (faz hoje anos - parabéns) no papel de Dick Cheney!

Uma coisa é certa, saímos do filme com uma visão diferente daquele presidente. E podemos agradece-lo ao goonie Josh Brolin.

NOTA: 9/10


segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Sleepwalking, de William Maher


Joleen (Charlize Theron) é mãe solteira e acaba de ser despejada de sua casa juntamente com a filha, Tara (AnnaSophia Robb), de 12 anos. Decide então que vão morar com o irmão dela, James (Nick Stahl) no seu pequeno apartamento.
Joleen é uma mãe despreocupada e acaba por partir com um camionista deixando a filha ao cuidado de James.
Só que James mal consegue cuidar dele próprio e logo têm a segurança social lá do sítio para levar Tara para uma instituição. Após uma visita de James à nova "casa" de Tara, esta convence-o a fugirem. Quando ficam sem dinheiro James decide leva-los para a quinta do abusivo pai que os obriga a trabalhar no duro.

Recheado de boas interpretações de bons nomes da 7ª arte (Dennis Hopper, Charlize Theron, Nick Stahl, Woody Harrelson) e jovens promessas (AnnaSophia Robb) este é um drama sobre pessoas à procura de fazer algo pelas suas vidas dificeis.

NOTA: 7/10

Sugestão: Charlie and the Chocolate Factory, de Tim Burton (para rever a pequenita AnnaSophia Robb).




sábado, 25 de outubro de 2008

Death Race, de Paul W. S. Anderson


Paul W. S. Anderson, realizador de Resident Evil e desse vómito cinematográfico que é Alien vs Perdador realiza aqui mais um filme de porrada.
E quem melhor ultimamente para participar num filme de porrada? Jason Statham, claro. Ele que por acaso era o "man with the brains" (ok, às vezes nem por isso) nos filmes de Guy Richie (mostrou-se em Lock, Stock and Two Smoking Barrels e Snach) mas quando foi requisitado pelos estúdios americanos é principalmente para filmes de porrada, onde aparece musculado e na máxima forma... física!

Num futuro próximo o grande acontecimento televisivo são as corridas de carros dentro da prisão. Essas corridas são transmitidas em directo e para cativar mais espectadores essas corridas passam a ser até à morte, com as viaturas a parecerem mais carros de combate que outra coisa.
Quando o grande campeão bate as botas eles têm de arranjar outro preso que saiba conduzir e assim matam a mulher de um ex-corredor de Nascar (o bom do Jason), ficando ele com as culpas para ser preso e vir a ser o futuro protagonista desta corrida mortal.

Há filmes de acção piores e há filmes de acção (muito) melhores.
A presença da Joan Allen, como directora da prisão dá uma certa credibilidade ao filme - mas não muita.
O filme é uma adaptação de um outro filme de 1975, Death Race 2000 que tinha David "Bill" Carradine e Sylvester "Rambo" Stallone como protagonistas.
NOTA: 6/10


terça-feira, 14 de outubro de 2008

Gomorra, de Mateo Garrone


Baseado no pelémico livro de Roberto Saviano, Gomorra foi uma das surpresas do último festival de Cannes onde conquistou o Prémio Especial do Júri.
Poder, dinheiro e sangue são os valores com que os residentes da provincia de Nápoles e Caserta se confrontam todos os dias. Praticamente não têm escolha, e são obrigados a obedecer às regras da Camorra. Aqui é impossivel levar uma vida normal.
É neste ambiente violento e quase em jeito de documentário que seguimos o cruzamento de cinco histórias num retrato cruel de uma realidade que às vezes nem nos lembramos que existe.
Os tentáculos do polvo chegan a todo o lado e estão inseridos em todo o género de actividades.

O autor do livro, Roberto Saviano vive sob escolta policial desde a publicação do mesmo.

Adenda: o filme está tão perto da realidade que recentemente foram presos dois dos actores de Gomorra por associação à Camorra.

NOTA: 8/10


segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Eagle Eye, de D.J. Caruso


Jerry (Shia LaBeouf) e Rachel (Michelle Monaghan) são dois estranhos que se cruzam por causa de um telefonema de uma mulher que não conhecem. Ameaçando a sua família e amigos, essa estranha mulher manipula Jerry e Rachel, fazendo deles meros peões do seu jogo diabólico. Eles tentam fugir, mas a estranha controla todos os seus passos, antecipando cada movimento.

Filme produzido pela Dreamworks, de Steven Spielberg que aqui há uns anos o quis transportar para o grande ecrã, decidindo adiar a sua produção visto ter na altura uma série de filmes de género idêntico (A:I:; Relatório Minoritário, A Guerra dos Mundos).

Agora, com D. J Caruso ( realizador que se tem afirmado na Dreamworks e que tem alguns filmes interessantes no seu currículo - caso de The Salton Sea) ao leme Eagle Eye é mais entretenimento que outra coisa, podendo ser visto se não houver nada melhor na sala ao lado!
Shia LaBoeuf volta a ser chamado (vide Disturbia) e Billy Bob Thornton também anda por lá!

NOTA: 7/10


sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Savage Grace, de Tom Kalin


Barbara Daly (Julianne Moore) é uma bela, ruiva e carismática mulher, que casa com Brooks Baekeland, o enérgico herdeiro da fortuna dos plásticos Bakelite. Mas Barbara não é a mulher perfeita para Brooks, educado em berço de ouro. E o nascimento do único filho do casal, Tony, perturba ainda mais o equilíbrio instável deste casamento de extremos. Para o pai, Tony é um falhanço. E, à medida que cresce, o rapaz torna-se cada vez mais próximo da mãe, lançando assim as sementes de uma inevitável tragédia. A procura dos Baekelands pela distinção social e pelo brilho da "boa vida" leva-os num percurso à volta do mundo, em que se pode assistir à sua ascensão e queda tendo como cenário Nova Iorque, Paris, Maiorca ou Londres.

O filme é baseado na história verídica do assassinato de Barbara Daly Baekeland num apartamento londrino, em 1972. A tragédia

É a história verídica do assassinato de Barbara Daly Baekeland num apartamento londrino em 1972, agora adaptada ao cinema. Uma tragédia que abalou a América e que conta com mais uma brilhante interpretação de Julianne Moore. Atenção também a Eddie Redmayne no papel de Tony.

NOTA: 7/10


terça-feira, 7 de outubro de 2008

The Ruins, de Carter Smith

Mais um filme de terror bonzito onde seguimos um grupo de amigos a passar férias no México - lembrei-me logo do Hostel - começa a viver um autentico pesadelo quando decidem aventurar-se com um turista alemão numa missão arqueológica para as profundezas da floresta onde existem umas ruínas Maias que não fazem parte de qualquer roteiro turístico. Nessas ruínas esconde-se algo diabólico!

Nota: 6/10

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Burn After Reading, de Joel e Ethan Coen


Não destruir depois de ver

E ao 10º mês chega-nos o filme parvo do ano.
E que saudades já eu tinha de um bom filme parvo e ninguém melhor que os Coen para nos abrilhantarem com o que de há melhor num filme parvo.

Destruir Depois de Ler é mais um hilariante filme destes dois irmãos, com os quais deve ser um gozo filmar ( adoraria assistir às filmagens de um filme dos gajos - às vezes lá vem um extrazinho no DVD mas coisa pouca) e se não está ao nível de Big Lebowski anda muito lá perto.

Após ter sido despedido, um ex-agente da CIA (John Malkovich) decide escrever as suas memórias documentando segredos do governo mas, durante as partilhas do divórcio, a sua ex-mulher (Tilda Swinton) rouba-lhe um disco com o único exemplar do manuscrito.
Por engano, esse mesmo disco cai nas mãos de dois empregados de um ginásio (Brad Pitt e Frances McDormand), um homem e uma mulher sem escrúpulos, que tencionam explorar ao máximo a sua descoberta, vendendo a informação de forma a poderem pagar uma cirurgia plástica para ela.
No meio disto há ainda um ex-agente da CIA (George Clooney), paranóico, viciado em jogging e louco por mulheres. Como Tilda Swinton e Frances McDormand são mulheres dá para imaginar a ligação...

Depois do registo mais sério que foi Este País não é Para Velhos, os Coen regressam à comédia coeniana tão apreciada por este escriba.
Brad Pitt, estreante no universo Coen está magistral na composição do seu idiota, mas os melhores diálogos do filme são entre o director da CIA (brilhante J.K. Simmons) e um dos seus oficiais (David Rasche).
A ver... e a rever.

NOTA: 9/10


terça-feira, 23 de setembro de 2008

Mamma Mia, de Phyllida Lloyd

Um belo entretenimento, para ser visto em familia e com amigos. Uma hora e meia de galhofa ao som de uma banda que marcou uma geração, num musical recheado de bons actores.

A premissa é esta:
Uma mãe solteira, independente, que tem um pequeno hotel numa idílica ilha grega, Donna (Meryl Streep), está prestes a ter de deixar partir Sophie (Amanda Seyfried), a filha que criou sozinha. Para o casamento de Sophie, Donna convidou duas das suas melhores amigas - a prática e hilariante Rosie (Julie Walters) e a multi-divorciada Tanya (Christine Baranski) - as quais pertenciam à sua banda de outrora, «Donna and the Dynamos». Mas Sophie, secretamente, também convidou três pessoas. Na tentativa de encontrar o seu pai, ao qual estaria destinado levar a noiva ao altar, ela convidou três dos homens do passado de Donna. Em cerca de 24 horas mágicas e caóticas, surgirão novos romances e renascerão antigos, naquela que parece a ilha de todas as possibilidades.

NOTA 8/10

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Before Devil Knows You're Dead, de Sidney Lumet


O grande Sidney Lumet está de volta, desta vez com um filme cujo título se baseia num provérbio irlandês que diz qualquer coisa como “Possas estar no céu durante meia hora antes que o diabo saiba que morreste…”

E a história parte de dois irmãos, Andy Hanson (Philip Seymour Hofman) e Hank (Ethan Hawke) com dificuldades financeiras que resolvem assaltar a joalharia dos próprios pais. Andy trabalha numa grande empresa do ramo imobiliário mas grande parte do ordenado vai para o seu nariz ou para as suas veias e ainda por cima gosta de viver bem e dar tudo de bom à mulher, Gina (Marisa Tomei). Para poder pagar tudo isto desvia dinheiro da empresa que vai ter uma auditoria dentro de poucos dias. Hank é o mais novo e mais problemático dos irmãos e anda sempre com dividas até ao pescoço. É ai que Andy, que sempre se achou o mais inteligente tem a ideia de assaltarem a joalheira dos pais. O serviço será fácil e lucrativo uma vez que eles conhecem a loja como a palma das suas mãos. Só que infelizmente para estes irmãos eles já estavam no céu há 35 minutos e o que parecia uma coisa fácil vai-lhes mudar as vidas para sempre. Lumet, realizador com créditos firmadíssimos (Serpico, Um Dia de Cão, Doze Homens em Fúria) mostra que continua em grande forma e o que poderia ser argumento para uma comédia, é transformado em thriller, drama de uma família disfuncional e a história é contado sob vários pontos de vista com vários flashbacks que ajudam a desenvolver a trama.

Este negríssimo drama familiar é de visionamento obrigatório e sem dúvida um dos grandes filmes que estamos a ver neste ano de 2008.


NOTA: 9/10


sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Awake, de Joby Harold


O filme parte de uma estatística que diz que todos os anos, 20 milhões de pessoas são submetidas a anestesias relacionadas com intervenções cirúrgicas. Uma em cada 500 permanece acordada durante toda a operação.
Clay Beresford (Hayden Christensen) é o jovem herdeiro de um banqueiro que aparentemente tem tudo - dinheiro, uma carreira e uma bela mulher (Jessica Alba), com quem acabará por casar. Mas Clay precisa acima de tudo de um transplante de coração. Quando finalmente encontram um dador, Clay é imediatamente operado por um médico seu amigo (Terrence Howard) mas, na mesa de operações, a alegria transforma-se em terror. Apesar da anestesia, Clay fica completamente consciente durante toda a operação. E durante esse tempo acordado, descobre que a operação que ele achava que o iria salvar, pode assumir contornos de negligência médica e até mesmo homicídio...

Este é um bom filme de suspense que vale muito pelo seu twist.

NOTA: 7/10