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sexta-feira, 13 de março de 2015

The Game - Mini-série


No inicio dos anos 70, o lider do MI5, Daddy (Brian Cox) forma uma equipa que inclui o espião Joe Lambe (Tom Hughes) e outros cinco operacionais com o objectivo de localizar agentes soviéticos em solo britânico. Neste jogo do gato e do rato qualquer um pode ser um espião soviético, incluindo os próprios membros da equipa.

Uma excelente série de espionagem com a chancela BBC, dividida em 6 partes, que se vê com emoção do primeiro ao ultimo episódio. O elenco brilha com intensidade, principalmente os protagonistas, Brian Cox e Tom Hughes, que nos apresenta um anti-Bond, sem gadgets, nem grandes malabarismos, mais à imagem dos espiões da altura da Guerra-Fria.

Melhor Episódio: 1.5

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A Most Wanted Man, de Anton Corbijn

Filme de espionagem passado em Hamburgo, cidade onde andaram alguns dos terroristas do 11 de Setembro e que na actualidade não quer repetir erros passados. 
Philip Seymour Hoffman tem aqui um dos seus últimos papeis como um agente dos serviços secretos alemães que tem por missão provar que um recém chegado à cidade não é um terrorista mas sim um cidadão à procura de asilo politico.

NOTA: 7.5/10

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Tinker, Tailor, Soldier, Spy, de Tomas Alfredson


Esta obra de John Le Carré já tinha sido adaptada em 1979, numa série da BBC com Alec Guinness como protagonista.
Desta feita, e com produção europeia  coube ao sueco Tomas Alfredson (Deixa-me Entrar) realizar esta difícil adaptação.
George Smiley (Gary Oldman) é um dos mais qualificados e conceituados agentes do Circus, o quartel-general dos serviços de espionagem britânicos. Prestes a obter a reforma, é intimado pelo governo britânico para resolver um caso particularmente delicado: interceptar um agente soviético infiltrado na própria agência. A única coisa que se sabe sobre esta "toupeira" é que é alguém do grupo, treinado para trair e em quem eles, infelizmente, se habituaram a confiar... 

The Circus

A sólida realização de Alfredson quase que nos hipnotiza, numa adaptação que à partida poderia tornar-se complicada. A estrutura da narrativa é composta por inúmeros flashbacks sem aviso prévio de que os mesmo estão a suceder.
O elenco é grandioso, o que não significa que tenha grande protagonismo. Gary Oldman, John Hurt, Colin Firth, Mark Strong, Tom Hardy, Ciaran Hinds, com este último, por exemplo a quase não abrir a boca mas a ter uma presença  notável.
Esta é, no fundo a revitalização dos filmes de espiões.
Tinker Tailor Soldier Spy está nomeado para 3 Oscars (Argumento Adaptado, Actor - Gary Oldman e Banda Sonora).

NOTA: 8/10

terça-feira, 20 de abril de 2010

From Paris With Love, de Pierre Morel

Depois do muito bom filme de acção que foi Taken, Pierre Morel continua a movimentar as ruas de Paris. Desta vez são Jonathan Rhys Meyers e John Travolta os americanos que estão encarregues de desmantelar uma célula terrorista, não olhando a meios para conseguir os seus objectivos. Principalmente a personagem interpretada por Travolta.
É um filme de acção banal que podia e devia ter potencial, dada a qualidade dos anteriores filmes de Morel.
É bom entretenimento, não mais do que isso. O que é pena...

NOTA: 6/10


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Nothing but the truth, de Rod Lurie


A história de Rachel Armstrong (Kete Beckinsale), uma jovem repórter da secção nacional do Capitol Sun-Times, um dos mais importantes jornais diários de Washington. Rachel escreve um artigo explosivo, revelando a identidade de uma agente da CIA sob disfarce, Erica Van Doren (Vera Farmiga), que ao ser publicada desencadeia um verdadeiro vendaval, levando o Governo a pedir a identificação da fonte de Rachel. Com o apoio da sua editora, Bonnie Benjamin (Angela Basset), do advogado do jornal, Avril Aaronson (Alan Alda) e do marido, Ray (David Schwimmer), Rachel desafia o carismático e decidido Procurador, Patton Dubois (Matt Dillon). Quando Rachel também se recusa a revelar a sua fonte ao Juíz Hall, este acusa-a de desrespeito pelo Tribunal e manda-a para a cadeia, afirmando que só ela tem o poder de sair da cela e que o tempo a passar no Centro de detenção a ajudará a perceber isso. Só que Rachel não cede e os dias e meses de cadeia vão passando e toda a gente está ansiosa por saber: quem é afinal a fonte e porque razão está Rachel disposta a sacrificar-se para a proteger?

O filme baseia-se num facto real (e polémico) ocorrido nos EU em 2005 quando uma jornalista se recusou a revelar a sua fonte e foi detida, acusada de traição à pátria.
Rod Lurie que já tinha filmado os meandros da politica em The Contender (2000), volta aqui a um terreno que sabe pisar bem, filmando com competência esta complicada trama.
Matt Dillon e Alan Alda estão ao seu nível e Kate Beckinsale tem aqui a sua melhor interpretação até ao momento.

NOTA: 7/10


segunda-feira, 11 de maio de 2009

The International, de Tom Tykwer


Luis Salinger (Clive Owen), agente da Interpol e Eleanor Whitman (Naomi Watts), assistente do procurador-geral de New York, estão decididos a desmascarar as actividades ilicitas de um dos mais poderosos bancos do mundo (o fictício IBBC). De Berlin a Nova Iorque, de Milão a Istanbul eles seguem o dinheiro ao mesmo tempo que lutam pela sobrevivência, pois há quem faça tudo para cumprir os seus objectivos, incluindo matar.

Temos aqui uma piscadela de olho de Tom Tykwer (Corre Lola, Corre) a filmes paranóia dos anos 70, mais propriamente Os Três dias do Condor (Sidney Pollack) e O Vigilante (FF Coppola) num thriller competente que numa altura de crise financeira à escala mundial é bom de ver, ainda que na ficção, alguém que combate e faz frente àqueles que levaram a esta situação.
Cenas de acção do melhor que se tem visto, principalmente aquela passada no Museu Guggenheim, em Manhattan. O qual é completamente metralhado.
Clive Owen encaixa bem na sua personagem mas a de Watts não se percebe bem o que anda lá a fazer. Destaque ainda para a presença de um secundário como Armin Mueller-Stahl!

NOTA: 7/10


sábado, 6 de dezembro de 2008

24: Redemption


24: Redemption é um telefilme que faz a ponte entre a 6ª e a 7ª temporada desta famosa série.
Jack Bauer anda fugido às autoridades americanas e vamos encontrá-lo em Sangala, África numa escola americana administrada por um amigo (ex-camarada de armas).
Nessa altura está iminente um golpe de estado (apoiado por algumas pessoas poderosas nos States) e Jack vai ter que proteger as crianças da escola de serem levadas para o exercito dos golpistas.

Venha de lá então a 7ª temporada, com Jack já nos Estados Unidos, a CTU dissolvida, uma nova presidente com alguns traidores à pátria a seu lado e algumas almas penadas.

NOTA: 8/10

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Body of Lies, de Ridley Scott


Ed Hoffman (Russel Crowe) é um veterano da CIA e responsável pelo combate ao terrorismo no Médio Oriente. Roger Ferris (Leonardo DiCaprio) é o seu espião no terreno. Desde o Iraque até à Jordania ele procura o lider de uma célula terrorista que tem despoletado atentados em diversos países da Europa. Na Jordania, Ferris tem de trabalhar com o líder da policia secreta, mas no mundo da espionagem eles não sabem em quem devem confiar.

Baseado no romance do jornalista do Washington Post David Ignatius, Body of Lies é mais um de muitos bons filmes da carreira de Ridley Scott. Realizador de dois filmes vintage (Alien e Blade Runner), Scott tem contruido uma carreira competente e tirando um ou outro precalço (G.I. Jane) tem feito filmes muito acima da média (Thelma e Louise, Gladiador, Black Hawke Down, Kingdom of Heaven, American Gangster) e este não foge à regra.
Russel Crowe, que tem a sua 4ª aparição num filme de Ridley Scott está ao seu melhor nível e DiCaprio prova cada vez mais que por trás daquela cara de puto giro está um grande actor.

Curiosidade: A actriz iraniana Golshifteh Farahani foi banida do seu país por entrado no filme sem autorização do governo do Irão.

NOTA: 9/10


sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Quantum of Solace, de Marc Forster


Ao 22º filme de Bond, James Bond eis a primeira sequela. De facto Quantum of Solace funciona como continuação do brilhante Casino Royale. Bond (2ª vez de Daniel Craig) está determinado a descobrir quem levou Vesper Lynd a trai-lo. As pistas levam-no até uma organização eco-terroristas liderada pelo sinistro Dominc Green (Mathieu Amalric) e a conhecer a bela Camille (Olga Kurylenko), também ela à procura de vingança.

Já haviamos percebido no filme anterior que este Bond anda mais no fio da navalha, escapa da morte por um triz , e leva porrada como gente grande (se ele fica assim como ficarão os outros - em relação a isto M (Judi Dench) pede-lhe várias vezes para deixar alguém vivo), embebeda-se com elaboradas bebidas que ele não sabe o que são mas no fundo não passam do mítico vodka martini shaken, not stirred.
Algumas referências a anteriores filmes Bond, principalmente aos da fase Sean Connery, desta vez com uma evidente a Goldfinger. Quem não se lembra de Shirley Eaton, morta em cima de uma cama e banhada em ouro? Desta vez o ouro é substituido por petróleo!

Gosto deste Bond, gostei do filme e a realização de Marc Forster é bastante competente, apesar de pisar uma área a que não estava habituado. Monster's Ball, Finding NeverLand e The Kite Runner foram os seus filmes anteriores, e que filmes.
Referência final para a falta que sinto de um ou dois gadgets do Q e para a musica deste filme, uma das melhores Bond-songs já feitas.
E pronto, venha de lá o Bond 23, de preferência com Daniel Craig que depois da vitória de Obama já veio dizer que se podia fazer um filme com um Bond negro. Aceitam-se apostas para a escolha desse actor!

NOTA: 9/10




PS. O trailer do Watchman visto numa sala de cinema perspectiva algo de grandioso!!!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Burn After Reading, de Joel e Ethan Coen


Não destruir depois de ver

E ao 10º mês chega-nos o filme parvo do ano.
E que saudades já eu tinha de um bom filme parvo e ninguém melhor que os Coen para nos abrilhantarem com o que de há melhor num filme parvo.

Destruir Depois de Ler é mais um hilariante filme destes dois irmãos, com os quais deve ser um gozo filmar ( adoraria assistir às filmagens de um filme dos gajos - às vezes lá vem um extrazinho no DVD mas coisa pouca) e se não está ao nível de Big Lebowski anda muito lá perto.

Após ter sido despedido, um ex-agente da CIA (John Malkovich) decide escrever as suas memórias documentando segredos do governo mas, durante as partilhas do divórcio, a sua ex-mulher (Tilda Swinton) rouba-lhe um disco com o único exemplar do manuscrito.
Por engano, esse mesmo disco cai nas mãos de dois empregados de um ginásio (Brad Pitt e Frances McDormand), um homem e uma mulher sem escrúpulos, que tencionam explorar ao máximo a sua descoberta, vendendo a informação de forma a poderem pagar uma cirurgia plástica para ela.
No meio disto há ainda um ex-agente da CIA (George Clooney), paranóico, viciado em jogging e louco por mulheres. Como Tilda Swinton e Frances McDormand são mulheres dá para imaginar a ligação...

Depois do registo mais sério que foi Este País não é Para Velhos, os Coen regressam à comédia coeniana tão apreciada por este escriba.
Brad Pitt, estreante no universo Coen está magistral na composição do seu idiota, mas os melhores diálogos do filme são entre o director da CIA (brilhante J.K. Simmons) e um dos seus oficiais (David Rasche).
A ver... e a rever.

NOTA: 9/10