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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

The Deuce


Terminou a 1ª temporada de uma grande série.
Criada por David Simon (The Wire​ e Treme​) e George Pelecanos (produtor de The Wire, Treme e The Pacific​), e com James Franco e Maggie Gyllenhal nos principais papeis.
Passa-se nos anos 70 e mostra a ascensão da indústria pornográfica em New York, passando pela prostitutas e os seus chulos e aqueles que de uma maneira ou de outra faziam negócio ou viveram à volta disso e, inevitavelmente, ao aparecimento dos primeiros casos de SIDA. 
Obrigatório ver.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Dallas Buyers Club, de Jean-Marc Vallée


Estados Unidos, 1985. O vírus do SIDA ainda não era totalmente conhecido, começavam a aparecer os primeiros casos e eram associados à comunidade gay. Ron Woodroof (Matthew McConaughey) é um cowboy que gosta de viver nos limites, sexo com fartura, muitas drogas e alcool até cair. Após um pequeno incidente vai parar ao hospital e sofre a brutal noticia de que é portador de HIV e tem apenas 30 dias de vida. A principio Ron entrega-se à auto-destruição e negação à doença, consumindo muitas drogas e muito álcool. Até que começa o tratamento com AZT, único medicamento autorizado na altura e que quase o conduz à morte. Começa então a estudar a doença e a recorrer a medicamentos alternativos noutras partes do mundo, mesmo que esses medicamentos não sejam permitidos nos Estados Unidos. Funda assim o Dallas Buyers Club com outro portador da doença, Rayon (Jared Leto), um clube de venda desses medicamentos a outras pessoas nas mesmas condições que eles. O sucesso do clube foi tal que despertou as atenções das autoridades e das farmacêuticas que viam o seu monopólio ameaçado.

Dallas Buyers Club não sendo um grande, é um filme de actores que brilham a alto nível. Tanto McConaughey, como Leto têm desempenhos de excelência que lhes valeriam, há poucos dias os Oscars de actor principal e secundário.

NOTA: 7/10

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Biutiful, de Alejandro González Iñárritu

Primeiro filme de Iñarritu sem a colaboração do parceiro argumentista Guillermo Arriaga. Foram-se as histórias cruzadas mas ficou o mergulho profundo no sofrimento das personagens.
No submundo de Barcelona encontramos Uxbal (Javier Bardem) um homem que tem o dom de falar com os mortos e vive de negócios ilícitos (sendo esse um deles).
Quando descobre que tem um cancro em fase terminal, Uxbal fica preocupado com os 2 filhos, que não podem contar com a mãe, prostituta toxicodependente.
Dá para perceber que não há nada de biutiful nesta história dos argumentistas Armando Bo e Nicolás Giacobone, num filme que aborda a morte, as personagens que vão surgindo fazem de tudo para sobreviver, mesmo que não seja da forma mais "politicamente correcta" de o fazer. O desempenho de Bardem é soberbo e o filme é acompanhado pela subtileza musical de Gustavo Santaolalla.

NOTA: 8/10

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Grande Ecrã

Carancho, de Pabrlo Trapero

Carancho (abutre na língua do filme) começa com a informação de que na Argentina morrem, anualmente, cerca de 8.000 pessoas em acidentes de trânsito. Muitas indemnizações ocorrem devido a esses acidentes. E, com isso, advogados gananciosos saíam à caça de potenciais clientes, perseguindo as ambulâncias até os hospitais.
Sosa (Ricardo Darín), é um desses advogados, que se aproveita das vítimas, levando boa parte da indemnização das mesmas (daí o título). Ao envolver-se com uma médica (Martina Gusman) que trata dessas vitimas ele vai questionar as suas práticas e tentar uma saída airosa.
Um thriller de denuncia bem realizado e interpretado (Ricardo Darin é estrela no cinema argentino, com ele também já se viu o oscarizado O Segredo dos teus olhos).

NOTA: 7/10


Buried, de Rodrigo Cortés

Buried é um filme claustrofóbico passado inteiramente dentro de um caixão.
Paul Conroy (Ryan Raynolds) é um motorista de  camião norte-americano, a trabalhar no Iraque que é raptado e enterrado vivo. Os seus raptores deixam-lhe um telemóvel com o qual tenta negociar a sua libertação ou tentar que alguém o descubra.
Ideia engraçada para quem não tem problemas de claustrofobia.... como eu.

NOTA: 7/10

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ajami, de Scandar Copti e Yaron Shani


Esta colaboração entre dois jovens realizadores, um palestiniano e um israelita, leva a uma história poderosa que nos mostra ambos os mundos na perfeição.

Ajami é um dos bairros mais perigosos da cidade de Jaffa, uma vez que integra tanto israelitas como palestinianos. Neste mundo várias histórias que à partida pareciam diferentes vão-se cruzar. Omar Nasri e seu irmão mais novo, são o alvo da vingança de um clã rival pois o tio deles disparou sobre um dos seus membros. Para que a vingança termine Omar precisa de arranjar uma grande quantidade de dinheiro rapidamente. Malek trabalha ilegalmente num restaurante e também precisam de dinheiro para pagar uma operação da sua mãe. Dando é um policial israelita atormentado pela morte do seu irmão. As suas histórias vão-se cruzar, para o bem e para o mal.

Ajami surge na onda de filmes como Babel, Amor Cão (ambos de G. Iñarritu) ou Crash, cruzando histórias aparentemente diferentes. Um bom filme surgido daquela zona do globo.

Nota: 8/10


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Up in the Air, de Jason Reitman


O realizador do excelente Juno, Jason Reitman regressa com a adaptação de uma obra de Walter Kirn, Up in the Air na qual Ryan Bingham (George Clooney) é um executivo que passa a vida a viajar pelos Estados Unidos para despedir pessoas. A sua casa em Omaha serve apenas para guardar as suas pequenas coisas. Ele é um solteirão convicto, sendo até alérgico ao casamento. Esta vivência estranha levam-no a ter pouco contacto com as irmãs. As coisas que mais aprecia na vida são alguns cartões de fidelidade de companhias aéreas e hotéis por onde vai passando.
Tudo vai correndo de vento em popa até à chegada à empresa da jovem Natalie (Anna Kendrick) que vem com ideias inovadoras que passam por despedir as pessoas através de vídeo-conferência, o que arruinará o modo de vida de Ryan, e este tudo fará para que fique tudo na mesma principalmente depois de conhecer Alex (Vera Farmiga) , com quem começa a sincronizar encontros em locais específicos onde se cruzem.

Embora feito a partir da dor e da tragédia que é uma pessoa ficar no desemprego, Reitman filma com a qualidade que já nos habituara nos seus filmes anteriores uma comédia com toques de reportagem social, com grandes interpretações e dois grandes cameos - JK Simmons e Sam Elliott.

Em suma, mais um grande filme que estreia em 2010 e ainda só estamos em Janeiro.

NOTA: 9/10



quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O Silêncio de Lorna, de Jean-Pierre e Luc Dardenne


Lorna (Arta Dobroshi) é uma albanesa que casa com o toxicodependente Claudy com o objectivo de obter nacionalidade belga. Ao mesmo tempo ela está metida num esquema com o namorado, Sokol (com o qual quer abrir um bar - e para isso precisam de dinheiro) e Fábio, o homem que faz os "arranjos" matrimoniais. Fábio quer que Lorna volte a casar com um mafioso russo para que este obtenha cidadania belga. Para isso é preciso verem-se livres de Claudy...

Os irmãos Dardenne - O Filho (2002) ; A Criança (2005) - são peritos a filmar estas emoções e a crueldade da sociedade em que vivemos. Aqui retratam um dos problemas que afectam a sociedade dos nossos dias aos olhos de Lorna, com a câmara a segui-la por todo o lado, numa espécie de voyerismo.
Arta Dobroshi, com um look à Ellen Page nunca tinha representado e mal sabia falar francês quando foi convidada para interpretar Lorna. Isso não a impediu de ter um desempenho notável.

Como já é habitual nos irmãos Dardenne este foi mais um filme que arrecadou prémios no Festival de Cannes.

NOTA: 8/10


sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

os bons e os maus

Existem 'n' filmes sobre as atrocidades sofridas pelo povo judeu ao longo da história (A Lista de Schindler; Os 10 Mandamentos; Defiance, entre muitos outros).
Pode ser que haja alguém um dia que decida levar ao grande ecrã, por exemplo os excelentes livros de BD do Joe Sacco, Palestina.

A ver pelo video abaixo é bom saber que ainda há quem pense naquela velha máxima: "Não faças ao outros o que não gostas que façam a ti"!!!


segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Tropa de Elite, de José Padilha

O capitão Nascimento é o comandante de um esquadrão do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), a força de elite da polícia do Rio de Janeiro, que combate o tráfico de drogas nas favelas daquela cidade brasileira.
Para além da pressão da luta existente na zonas de guerra, a sua mulher está prestes a dar à luz o primeiro filho e pressiona-o dizendo que ele nunca está em casa devido ao trabalho no BOPE. Pelo que Nascimento tem de encontrar um substituto e treiná-lo rapidamente para escapar à violência diária. Dois dos novos recrutas, Neto e Matias, juntos formam o substituto perfeito, um tem o espírito e o querer, o outro a inteligência. Mas separados podem não conseguir sobreviver...
A acção passa-se aquando da ultima visita do Papa João Paulo II ao Rio de Janeiro, tendo o BOPE de assegurar que não existiriam problemas durante essa altura.

Mais um excelente filme que nos chega do Brasil, com mais uma visão das favelas do Rio de Janeiro, retratando aqui o lado do BOPE.
Vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim

NOTA: 8/10

Sugestão: Cidade de Deus, de Fernando Meirelles


quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Blood Diamond


Edward Zwick já nos ofereceu bons filmes - Glory (1989), Last Samurai (2003) - e outros que nem por isso - Lendas de Paixão (1994).
Conseguiu que Danzel Washington ganhasse o Oscar de melhor secundário em Glory e que Anthony Hopkins tivesse um papel ridículo em Lendas de Paixão.

Os conflitos em África estão na ordem do dia no cinema, depois de filmes que abordavam o genocídio do Ruanda (Hotel Rwanda e Shooting dogs) e do extraordinário O Fiel Jardineiro, em que se falava da industria farmacêutica e das suas "experiências feitas em África, desta fez coube a Zwick abordar o tráfico de diamantes, que são negociados em troca de armas para as milícias dizimarem populações inteiras, perante o fechar de olhos dos governantes de todo o mundo.

Leonardo DiCaprio tem uma das melhores interpretações que lhe vi fazer e Djimon Hounsou, descoberto por Spielberg para Amistad também tem uma interpretação muito consistente.

Nota: 8/10