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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O Conto da Princesa Kaguya, de Isao Takahata


Num dia que se previa igual a tantos outros, um velho cortador de bambu acorda para mais um dia de trabalho. Na labuta, depara-se com uma menina minúscula dentro de um pau de bambu. Fascinado com a perfeição daquela doce criatura, leva-a para casa pois julga tratar-se de uma princesa. A bebé cresce aos cuidados do velho senhor e da sua mulher, que a amam como se fosse do seu próprio sangue. Com o tempo, ela torna-se uma jovem bela e cheia de vida que conquista os corações ao seu redor. Todos se rendem aos seus encantos, incluindo cinco nobres pretendentes a quem Kaguya recusa casamento. Porém, o seu nome rapidamente chega aos ouvidos do Imperador, que decide tomá-la como esposa. Ao dar-se conta do interesse dele, Kaguya foge desesperada… 

 Mais um fantástico filme saído do universo Studio Ghibli.

Isao Takahata já é mais que o nº 2. Quem realiza obras primas como este Kaguya Hime, O Túmulo dos Pirilampos ou Only Yesterday, merece outro reconhecimento.

NOTA: 9/10

terça-feira, 17 de novembro de 2015

O Reino dos Gatos, de Hiroyuki Morita


Haru, uma estudante de 17 anos com problemas de pontualidade, vive sozinha com a mãe. Um dia, a caminho da escola, fica espantada com um gato que transporta um pequeno objecto na boca, e salva-o se ser atropelado por um autocarro. O que ela não sabe é que esse gato é um príncipe do Reino dos Gatos. Nessa mesma noite, Haru recebe a visita de uma delegação do Reino dos Gatos, que lhe apresenta um convite para comparecer perante o rei. Como se tal não fosse suficiente para assustar a rapariga, eis que se vê noiva à força do príncipe gato. Uma voz misteriosa aconselha-a a procurar o Barão, um charmoso gato detective, para a ajudar a libertar-se deste casamento arranjado. Só que antes do Barão a ajudar ela é raptada e levada para o Reino dos Gatos, um mundo mágico, onde os animais falam e comportam-se como gente.



Mais uma viagem fantástica ao extraordinário mundo do Studio Ghibli, aqui com um dos raros filmes não realizados por Hayao Miyazaki (creditado na produção) ou Isao Takahata, sem que esse facto torne o filme inferior.
Pena a edição DVD que saiu por cá não ter dobragem em português para chamar mais público infantil, que de certeza iria adorar esta história.

NOTA: 8/10

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Ponyo on a Cliff by the Sea, de Hayao Miyazaki


O génio do cinema de animação está de volta com esta adaptação livre de A Pequena Sereia. Fiel à animação 2D e ao desenho à mão, Miyazaki e seus colaboradores do Studio Ghibli criam mais uma vez uma obra prima de cor e imagem, como só eles são capazes de conceber.
Sosuke, um rapaz de 5 anos vive numa casa, no topo de uma falésia com o pai (sempre ausente) comandante de um navio e a mãe, empregada num lar de idosos. Um dia quando passeava junto ao mar encontra aprisionada dentro de uma garrafa uma menina-peixe e decide guarda-la e protegê-la. Só que o pai dela, um poderoso feiticeiro do mundo marinho consegue leva-la de volta para o oceano. Só que Ponyo é persistente e quer a todo o custo transformar-se numa menina. Afrontando o pai e com a ajuda da mãe, uma deusa das águas ela consegue fugir mas liberta o elixir da vida, o que vai criar um tsunami que põe em risco, não só a aldeia piscatória onde vive Sosuke, como todos os barcos que navegam naquelas águas.

Não sendo tão bom como os melhores de Miyazaki, Ponyo à Beira-Mar (título em Portugal) é uma excelente longa-metragem de animação.

NOTA: 8/10


segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Best of... Hayao Miyazaki

No que à animação diz respeito, este senhor é um dos meus mestres. Tive o primeiro contacto com ele através da série de animação Conan, o Rapaz do Futuro, apesar de na altura ainda não estar muito interessado em quem era o realizador daquilo. Mais tarde vi a Princesa Mononoke e fiquei maravilhado e não demorou muito até que adquirisse a colecção do Studio Ghibli, com os filmes realizados até então por Miyazaki e Isao Takahata. Depois disso já realizou mais três animações e ganhou um Oscar por A Viagem de Chihiro. Quase a estrear está Ponyo à Beira Mar. Eis então o meu top Miyazaki:

1. Laputa: Castle in the Sky 10/10



2. Princesa Mononoke 10/10

3. A Viagem de Chihiro 10/10

4. Nausicaa of the Valley of the Wind 9/10

5. Porco Rosso 8/10

6. O Castelo Andante 8/10

7. My Neighbour Totoro 7/10

8. Kiki's Delivery Service 7/10


quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Filmes de Eleição #19 - Castle in the Sky

Mais uma obra prima do mundo maravilhoso de Hayao Miyazaki. A malta da minha geração certamente se lembrará dessa mítica série que é Conan, o rapaz do futuro. Mas na altura não dava muita importância a quem era o criador daqueles desenhos animados fabulosos, queria era ver as aventuras do rapaz que saltava de um arranha céus e caia de pé como os gatos.
O nome Miyazaki só me chegou quando fui ver a uma sala de cinema a Princesa Mononke. E fiquei logo fascinado e a querer conhecer mais sobre este senhor. Foi então que soube que tinha sido ele a inventar Conan e tem o seu nome ligado a outras séries míticas como Heidi e Marco.

O meu fanatismo levou-me a mandar vir do Japão (via e-bay) uma caixa com todos os filmes do Studio Ghibli até então (Princesa Mononoke era o último na altura) e ao conhecer toda a colecção do senhor verifica-se que o que tinha visto no Conan e na Princesa não tinha sido uma gota num oceano. Este senhor cria universos fascinantes que vale a pena conhecer.

Este Castle in the Sky (inédito por cá em cinema e home video) conta a história de Pazu, um rapaz que encontra uma menina que caiu do céu (literalmente) . Ela é perseguída por piratas, exercito e agentes secretos do governo. Juntos vão tentar perceber quem ela é e porque a perseguem. Essa busca vai levá-los a um castelo flutuante de uma civilização perdida.

Uma obra prima deste mestre que também nos trouxe Princesa Mononoke e A Viagem de Chihiro


sexta-feira, 28 de abril de 2006

The Grave of the Fireflies, Isao Takahata


No seguimento de um bombardeamento da II Guerra Mundial, duas crianças órfãs lutam para sobreviver no Japão rural. Para Seita e a sua irmã de quatro anos, o abandono e a indiferença dos seus compatriotas é ainda mais doloroso do que os ataques do inimigo.

Perante o desespero, a fome e o sofrimento, as vidas destas crianças são tão frágeis quanto o seu espírito e amor é inspirador. Tudo o que eles têm é um ao outro, e a sua crença é que a vida deve continuar...

O Studio Ghibli apresenta O Túmulo dos Pirilampos, um conto sobre a tragédia da guerra e a inocência perdida, não só das crianças desamparadas, mas de toda uma nação.

Prémios:
Festival Internacional de Chicago de Cinema Infantil – Melhor Filme de Animação e Prémio Direitos da Criança.
Um filme de animação lindissimo.
NOTA:9/10