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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Confessions, de Tetsuya Nakashima


Confessions é mais um exemplo do bom cinema que nos chega do oriente, neste caso do Japão. Uma história violenta, perturbadora e cheia de surpresas.

Escrito e realizado por Tetsuya Nakashima, o filme baseia-se no romance manga de Kanae Minato.
O filme começa com o discurso de despedida de uma professora aos seus alunos. Ninguém a parece ouvir quando ela começa por lhes falar da importância da vida e de como ficou destroçada com a morte da filha, de 4 anos. Mas todos se calam quando ela revela que a morte da filha não foi acidental, como consta no relatório da policia e que 2 dos alunos presentes na sala a mataram.
A partir daqui começam uma série de confissões, dos principais intervenientes que vão revelar grandes segredos e despoletar uma série de acontecimentos inesperados.
A vingança é um prato que se serve gelado... com consequências imprevisíveis.

NOTA: 8/10


segunda-feira, 23 de maio de 2011

A Costa dos Murmurios, de Margarida Cardoso


Durante a guerra colonial, Evita (Beatriz Batarda) muda-se de Lisboa para Moçambique a fim de casar com Luis (Filipe Duarte). Aos poucos vai percebendo que Luís já não é o mesmo e que, perturbado pela guerra, se transformou num triste imitador do seu capitão, Forza Leal (Adriano Luz).
Os homens partem para uma grande operação militar no norte. Evita fica sozinha e, no desespero de tentar compreender o que modificou Luís, procura a companhia de Helena, a mulher de Forza Leal. Submissa e humilhada, Helena é prisioneira na sua casa onde cumpre uma promessa. Perdida num mundo que não é o seu, Evita apercebe-se da violência de um tempo colonial à beira do fim.

Boa primeira longa metragem de Margarida Cardoso nesta adaptação do livro de Lídia Jorge, com uma excelente recriação histórica, boas representações, boa fotografia e uma bela composição sonora de Bernardo Sassetti.

NOTA: 7/10

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Animal Kingdom, de David Michod


Esta é a estreia como realizador do australiano David Michod, um nome a ter em atenção nos próximos tempos.
Michod não esconde as suas influências, que vão desde Michael Mann a PT Anderson. Mas Animal Kingdom consegue respirar por si e é uma bela saga criminal.
Apesar de não ser nenhuma santa, Julia Cody protegeu o seu filho de 17 anos, Joshua Cody da sua familia de criminosos, mudou de residência e não os vê há alguns anos. Após a morte de Julia por overdose, Joshua não vê outra alternativa senão contactar a sua avó Janine (surpreendente Jacki Weaver), a matriarca da familia e ir viver com ela e com os seus três tios.
O tio mais velho, Andrew “Pope” Cody (Ben Mendelsohn), assaltante de profissão, é procurado pela policia. Craig (Sullivan Stapleton), é um bem-sucedido mas instável traficante de drogas, enquanto o mais jovem Cody, Darren (Luke Ford), segue ingenuamente os passos do seu irmão mais velho.
Após a morte de Barry Brown, o seu melhor amigo e companheiro de assaltos, Pope jura vingança sobre os policias que o perseguem, o que vai despoletar uma onda de violência. Esta onda de crimes vai afectar para sempre Joshua que terá de decidir de que lado é que fica.

Jackie Weaver está nomeada para o Oscar de melhor actriz secundária, num filme que foi escolhido por Quentin Tarantino como dos melhores de 2010.

NOTA: 8/10


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ajami, de Scandar Copti e Yaron Shani


Esta colaboração entre dois jovens realizadores, um palestiniano e um israelita, leva a uma história poderosa que nos mostra ambos os mundos na perfeição.

Ajami é um dos bairros mais perigosos da cidade de Jaffa, uma vez que integra tanto israelitas como palestinianos. Neste mundo várias histórias que à partida pareciam diferentes vão-se cruzar. Omar Nasri e seu irmão mais novo, são o alvo da vingança de um clã rival pois o tio deles disparou sobre um dos seus membros. Para que a vingança termine Omar precisa de arranjar uma grande quantidade de dinheiro rapidamente. Malek trabalha ilegalmente num restaurante e também precisam de dinheiro para pagar uma operação da sua mãe. Dando é um policial israelita atormentado pela morte do seu irmão. As suas histórias vão-se cruzar, para o bem e para o mal.

Ajami surge na onda de filmes como Babel, Amor Cão (ambos de G. Iñarritu) ou Crash, cruzando histórias aparentemente diferentes. Um bom filme surgido daquela zona do globo.

Nota: 8/10


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Filmes que não fazem mossa #1

My Son, My Son, What Have Ye Done?, de Werner Herzog

Um desperdicio de talentos: David Lynch (produção); Werner Herzog (realização); Willem Dafoe e Chloe Sevigny (representação). Vale por mais um bom papel de Michael Shannon.

NOTA: 6/10

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

True Grit, de Henry Hathaway


Agora que está quase aí a versão dos manos Coen resolvi ver a versão antiga de True Grit.
True Grit proporcionou a John Wayne um dos melhores, senão o melhor papel da sua longa carreira (recebeu o Oscar por este papel) e apresentou-nos uma das personagens mais carismáticas dos anos dourados do western, Rooster Cogburn, papel ao qual voltaria 6 anos mais tarde, em 1975.

Rooster é um velho e rezingão marshall, cuja reputação como caçador de criminosos é insuperável. Por isso é contratado pela jovem e obstinada Mattie Ross para caçar o assassino do seu pai. A eles se vai juntar o ranger La Boeuf que também quer caçar Tom Chaney.
Muito bom western, bem filmado por Henry Hathaway que conta ainda com uns muito jovens Robert Duvall e Dennis Hopper.
Após este visionamento ainda fiquei mais em pulgas para a nova adaptação da novela de Charles Portis por parte de Joel e Ethan Coen. E com Jeff Bridges no papel de Rooster...

NOTA: 8/10

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Straw Dogs, de Sam Peckinpah


Straw Dogs é um filme bastante violento de Sam Peckinpah, datado de 1971.
Nele um pacato matemático norte-americano, David Sumner (Dustin Hoffman) muda-se com a sua esposa britânica para uma zona rural do interior de Inglaterra. Mas o que parecia ser uma vida de sonho depressa se transforma em pesadelo quando os homens que David contrata para reparar a garagem começam um jogo de intimidação e medo, invadindo a sua casa e a privacidade do casal. O pacato (para não usar um termo mais depreciativo) David vai ser posto à prova e tudo fazer para afastar aqueles homens da sua casa.

Um filme perturbador e um dos melhores de Peckinpah.
O título Straw Dogs (Cães de Palha em português) não vem explicado no filme mas referes-se a uma passagem do manual taoísta I Ching que diz que o céu e a terra trata a todos como cães de palha, ou seja coisas baratas e facilmente descartáveis.

NOTA: 8/10


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

The Horsemen, de Steven Kastrissios


Mais um filme sobre um pai que tudo faz para vingar a morte da filha partindo à procura daqueles que a mataram ou possam ter alguma coisa a ver com a sua morte. O Ponto de partida é uma cassete (VHS) pornográfica em que a sua filha participa. É um filme extremamente violento este vindo da Austrália e o desempenho Peter Marshall no papel do Pai é frio, duro, com ausência de culpa e ultra-violento.

NOTA: 7/10


quarta-feira, 9 de junho de 2010

Bajo la Sal, de Mario Muñoz


O filme começa com a paisagem desértica de uma salina. Um mar de de sal, numa zona fronteiriça do México, é o local ideal para ocultar um cadáver. Apesar do estado de mumificação em que o cadáver se encontra dá para perceber que se trata de uma das jovens que tem desaparecido nos últimos tempos naquela localidade. Cabe ao comandante Trujillo, enviado da capital, tentar resolver o mistério.

Este filme mexicano é um thriller em todo o seu esplendor, crimes violentos, um policia obcecado em resolver o caso e uma série de suspeitos, qualquer um deles a poder ser o serial-killer.
Levemente baseado no caso das mulheres mortas de Juarez (o caso é referido algumas vezes durante o filme) este é um bom thriller vindo de um país que tem vindo a dar grandes cineastas nos últimos tempos, casos de Gullermo del Toro ou Gonzalez Iñarritu.

NOTA: 8/10


terça-feira, 8 de junho de 2010

Un Prophète, de Jacques Audiard


Malik El Djebena (Tahar Rahim) é condenado a seis anos de prisão. Aos 19 anos, sem saber ler nem escrever, ele parece mais frágil do que na realidade é. Rapidamente se vê enredado nas lutas de gangues, com uma série de "missões" que deverá executar para conquistar a atenção de um dos líderes. Mas Malik é forte e esperto, e rapidamente começa a criar os seus próprios planos…

Grande filme do cinema francês, de Jacques Audiard (realizador de De Tanto Bater o meu Coração Parou) que esteve entre os candidatos ao Oscar de melhor filme estrangeiro, tendo sido uma das surpresas da noite visto que o Oscar acabou por ir para o filme argentino El Secreto de Justificar completamentesus Ojos (tanto este como O Laço Branco são melhores que o filme argentino).

Malik é um anti-herói que tudo faz para se safar dentro da prisão e se possível sair "um pouco mais esperto do que entrou!" Esta é uma das frases da sua primeira vítima, que curiosamente é quem lhe dá as dicas para sobreviver naquele mundo povoado pela máfia corsa, magrebinos, bascos ou marselheses. Um Profeta foi realizado de forma muito realista, com aspectos que vão da simples inocência à mais pura violência.
Destaque ainda para a dupla de actores principais, Tahar Rahim e Niels Arestrup.

NOTA: 9/10


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Laputa: Castle in the Sky, de Hayao Miyazaki


Quando um dirigível é atacado por piratas Sheeta, uma jovem adolescente ali detida, aproveita a oportunidade para escapar dos seus raptores. Só que os piratas também estão atrás dela e acaba por se precipitar e cair em direcção ao solo. Cá em baixo, numa pequena aldeia mineira, o jovem Pazu vê uma estanha luz vinda do céu a dirigir-se na sua direcção. Pazu acolhe Sheeta e mais tarde os dois são obrigados a fugir dos piratas que os perseguem e de agentes do governo. Todos estão interessados em Sheeta e na pedra que ela transporta, a chave para descobrir a misteriosa ilha flutuante, Laputa.

Laputa, Castle in the Sky (1986) foi a 2ª longa-metragem de Hayao Miyazaki (a primeira tinha sido Nausicca - 1984) e adapta livremente um dos segmentos de As Viagens de Gulliver, de Johnattan Swift em que o herói passa em Laputa, uma cidade voadora.
Mais uma vez os heróis são crianças, como acontece em (quase) todos os filmes/séries de Miyazaki. Sejam raparigas (Kiki, Chihiro, Nausicaa) ou rapazes (Conan, Ashitaka).
Uma excelente história de aventuras para todas as idades com belas sequências de animação, como só este mestre japonês sabe.

NOTA: 9/10


sábado, 13 de fevereiro de 2010

Two Days in the Valley, de John Herzfeld


Este filme de 1996, de John Herzfeld é uma colagem descarada a Pulp Fiction mas obviamente numa escala menor.
Apesar disso não deixa de ser um filme interessante que gira em torno de eventos passados urante 48 horas nas vidas de um grupo de pessoas unidos por um assassinato.
Um simpático assassino de meia idade (Danny Aiello) é contratado pelo frio Lee Woods (James Spader) para o ajudar a assassinar um homem. Eric Stoltz e Jeff Daniels fazem de 2 policias da brigada de combate ao narcotráfico que vão parar à cena do crime. Um realizador falhado, um coleccionador de arte com pedra nos rins, uma ex-atleta olímpica, a namorado de um dos assassinos e uma enfermeira também tem protagonismo nesta história (mais uma) de vidas cruzadas.
O elenco, para além dos já citados conta ainda com Charlize Theron (a namorada sueca de James Spader) e Teri Hatcher (a mulher do morto).

NOTA: 7/10


domingo, 7 de fevereiro de 2010

Gone Baby Gone, de Ben Affleck


Goste-se ou não do que tem feito em alguns filmes como actor (estou-me a lembrar de Pearl Harbour ou Daredevil) a verdade é que Ben Affleck já fez coisas boas tanto nessas funções como nas de argumentista onde, convém recordar já ganhou um Oscar (Good Will Hunting juntamente com Matt Damon).
Em 2007 surgiu pela primeira vez como realizador e não se safou nada mal, antes pelo contrário.
Já se sabe que a estreia de Gone Baby Gone foi por várias vezes adiada em alguns países europeus (incluindo Portugal) devido a certas semelhanças com o caso "Maddie McCann" (histeria dos pudicos ingleses, direi eu...)!
O irmão mais novo de Ben, Casey Affleck que contracenou com ele em Good Will Hunting e mais recentemente foi nomeado ao Oscar por The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford, desempenha o papel de Patrick Kenzie, um detective privado de Boston que, com a sua namorada Angie (Michelle Monaghan) costumam desvendar casos de adultério e de pessoas desaparecidas, mais propriamente aquelas que devem dinheiro a alguém. Mas desta vez o caso é diferente, eles são contratados pelos tios de uma menina de 4 anos que foi vitima de um possível rapto. À cabeça da investigação policial está Jack Doyle (Morgan Freeman) e os seus dois melhores investigadores, Remy Bressant (Ed Harris) and Nick Poole (John Ashton).
Devido ao vicio da mãe da criança, Helene (Amy Ryan - nomeada ao Oscar por este papel) Patrick e Angie descobrem haver uma relação desta com um perigoso traficante local e que isso pode estar ligado com o desaparecimento de Amanda.

Ben e Casey foram criados em Boston dai moverem-se pela cidade com grande à vontade, o que se nota tanto na realização dum como na interpretação do outro e a história é baseada na obra homónima de Denis Lehane, o mesmo de Mystic River e volta a abordar o tema dos abusos na infância.
Um bom filme que revi agora em DVD, com um grande elenco.

NOTA: 8/10


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O Silêncio de Lorna, de Jean-Pierre e Luc Dardenne


Lorna (Arta Dobroshi) é uma albanesa que casa com o toxicodependente Claudy com o objectivo de obter nacionalidade belga. Ao mesmo tempo ela está metida num esquema com o namorado, Sokol (com o qual quer abrir um bar - e para isso precisam de dinheiro) e Fábio, o homem que faz os "arranjos" matrimoniais. Fábio quer que Lorna volte a casar com um mafioso russo para que este obtenha cidadania belga. Para isso é preciso verem-se livres de Claudy...

Os irmãos Dardenne - O Filho (2002) ; A Criança (2005) - são peritos a filmar estas emoções e a crueldade da sociedade em que vivemos. Aqui retratam um dos problemas que afectam a sociedade dos nossos dias aos olhos de Lorna, com a câmara a segui-la por todo o lado, numa espécie de voyerismo.
Arta Dobroshi, com um look à Ellen Page nunca tinha representado e mal sabia falar francês quando foi convidada para interpretar Lorna. Isso não a impediu de ter um desempenho notável.

Como já é habitual nos irmãos Dardenne este foi mais um filme que arrecadou prémios no Festival de Cannes.

NOTA: 8/10


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Duplicity, de Tony Gilroy


Este é o regresso de Tony Gilroy à realização, depois de ter surpreendido com Michael Clayton (2007). Aqui centra-se numa trama de espionagem industrial, onde dois ex-agentes da CIA e do MI6 (Julia Roberts e Clive Owen) trabalham agora para duas empresas rivais que tentam saber o que a outra tem na manga.

Não sendo tão bom como o seu primeiro filme, Tony Gilroy pisca o olho a alguns filmes de Soderbergh (Out of Sight é mais que evidente) com um trhiller em tons de comédia, com um argumento interessante e realização competente.

NOTA: 7/10


quinta-feira, 10 de setembro de 2009

The Nines, de John August


Já andava para ver isto há algum tempo e no dia 09.09.09 decidi que tinha chegado a hora!
Um interessante filme realizado pelo argumentista de Charlie e a Fábrica de Chocolate, A Noiva Cadáver e Big Fish, dividido em 3 histórias que aparentemente não têm nada a ver mas afinal verifica-se que há uma ligação.
Um problemático actor de TV é colocado em prisão domiciliária depois de ter tido um acidente enquanto conduzia sob o efeito de estupefacientes. Um produtor televisivo entra num reality show enquanto cria uma nova série. E por fim um casal viaja com a sua filha e têm um problema no carro. O pai parte em busca de ajuda mas é afastado do caminho de volta...

O eterno "onde estou, para onde vou, o que faço aqui", com um Ryan Reynolds numa tripla interpretação (ou será só uma?) e em busca do seu "eu"!


NOTA: 7/10


sexta-feira, 1 de maio de 2009

Death Proof, de Quentin Tarantino

Agora que revi o filme chunga de Tarantino em DVD trago aqui aquilo que escrevi aquando do visionamento num cinema. Também vi a versão Grindhouse e esta que surgiu na Europa acrescenta muito mais à trama.

Depois de algumas revisitações que incluíram filmes de artes marciais e western spaghetti, Quentin Tarantino virou-se agora (juntamente com Robert Rodriguez) para os filmes xunga (série Z) que passavam em sessões duplas em salas chamadas Grindhouse.

 

Em Portugal os 2 filmes Grindhouse foram apresentados separadamente estreando primeiro este À Prova de Morte.

E ainda bem que assim foi pois esta versão tem mais 27 minutos que aquela que foi apresentada nos Estados Unidos.

A cicatriz que marca a cara de Stuntman Mike (um excelente Kurt Russell) é o que ele tem de menos inquietante. Duplo de filmes e séries de televisão dos anos 70, ele distrai-se a utilizar o seu carro Chevy Nova “à prova de morte” para matar belas jovens.

A estrutura do filme divide-se em duas partes separadas por alguns meses e por dois grupos de mulheres perseguidas por Stuntman Mike. O primeiro grupo formado por raparigas arrogantes que só pensam em divertir-se, o segundo grupo com mulheres mais temperamentais e decididas que vão causar mais dificuldades ao vilão.

Sendo já hábito em Tarantino, À Prova de Morte está cheio de referências de filmes anteriores, repare-se por exemplo no carro amarelo com lista preta fazendo lembrar a vestimenta que Uma Thurman usava em Kill Bill. E só para reparar nestes pequenos pormenores já vale a pena ir ver o filme.

E como bom filme série Z,  À Prova de Morte tem tudo aquilo a que tem direito: uma cópia riscada, saltos de imagem, falhas no som,... Por isso, senhores espectadores, não vale a pena tentar agredir o projeccionista! O filme é mesmo assim!

Quanto a mim é imperdivel.

NOTA: 9/10


terça-feira, 3 de março de 2009

The Fall, de Tarsem Singh


The Fall é um filme de uma beleza invulgar, quer a nível de imagem, quer a nível da história.
No inicio dos anos 20, numa altura que o cinema dava os primeiros passos, Alexandria e Roy são pacientes num hospital de Los Angeles. Ambos estão hospitalizados devido a uma queda. Roy é duplo de cinema, Alexandria, uma menina de 5 anos é filha de imigrantes que trabalham na apanha de laranja. Os dois conhecem-se e Roy começa a contar histórias a Alexandria, entre elas uma aventura épica de cinco heróis que juntam forças para derrubar um tirano. A fértil imaginação de Alexandria e o facto de Roy colocar personagens reais na história com o intuito de cativar a atenção da menina, faz com que esta por vezes confunda ficção com realidade e nós somos arrastados para estes dois mundos e damos por nós a ter as mesmas sensações que Alexandria tem quando por exemplo Roy faz uma das diversas interrupções da história ou quando é contra o desenrolar da mesma questionando várias vezes Roy sobre o porquê de certos acontecimentos.
Com o desenrolar destes encontros, Alexandria vai começar a ver em Roy a figura paternal que perdeu e Roy que foi deixado pela namorada devido à sua paralisia, vê na menina alguém que gosta dele como ele é.
O realizador Tarsem Singh (que tinha realizado o esquisito A Cela) transporta-nos pelos 4 cantos do mundo, com a história de Roy e a imaginação de Alexandria, no meio de paisagens magnificas e paradisíacas cheias de vida e cor. The Fall é uma experiência fascinante que merece uma (ou mais) visualização. Um filme sobre os primórdios do cinema, sobre aquilo que sentimos quando estamos a ler um livro ou a ver um filme.

Spike Jonze e David Fincher baptizam.

NOTA: 9/10


sábado, 29 de novembro de 2008

The Man From Earth, de Richard Schenkman


Filme simples, todo passado dentro de uma sala onde um grupo de professores se reúne para a despedida de um deles. Quando este lhes começa a explicar a razão da sua partida, muitos não acreditam e ficam indignados e outros acham piada e querem saber mais. E à medida que ele vai contando a sua história a tensão dentro daquela sala vai aumentando.
Quem será aquele homem? Estará ele a falar a verdade ou é só a sua fértil imaginação a funcionar?

NOTA: 8/10


sexta-feira, 31 de outubro de 2008

In Bruges, de Martin McDonagh

(este post foi "puxado" para cima por conveniência do serviço)

Mais um filme que foi retirado do mapa de estreias previstas para Portugal.
E que filme... Um filmaço digo eu.

Uma dupla de assassinos profissionais é enviada para Bruges, a mais preservada cidade medieval do mundo, depois de um "trabalho" que correu mal. Harry, o patrão deles quer que ficam lá durante uns tempos e aproveitem para visitar a cidade. Enquanto esperam pelo telefonema do patrão, Ray e Ken vão se habituando aos costumes locais, desde conversas com turistas, namoradas com segredos ocultos, um actor americano anão a prostitutas holandesas e quando o tal telefonema chega nada será como dantes...

Três grandes actores (Brendan Gleeson, Colin Farrel e Ralph Fiennes) mostram aquilo que valem neste filme hilariante de produção britânica.

NOTA: 9/10