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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Nebraska, de Alexander Payne


Nebraska é uma joia de filme que viu os seus méritos serem reconhecidos devido à excelente prestação dos actores em cena. 
A fotografia a preto e branco realça a decadência e melancolia daquela zona dos Estados Unidos e fortalece a atmosfera entristecida que as personagens querem transmitir. 
Bruce Dern interpreta Woody, um homem de idade com sinais de senilidade, em boa parte devido a uma vida de alcoolismo. A esposa, interpretada por June Squibb é firme e orgulhosa e não deixa nada para dizer. O filho mais velho David (Will Forte) vende produtos electrónicos em Billings, Montana e Ross (Bob Odenkirk) é o outro filho, um jornalista na televisão local. Quando Woody recebe uma publicidade a dizer que tem de ir a uma cidade do estado do Nebraska para levantar 1 Milhão de dólares que acaba de ganhar. Impedido de guiar, Woody decide ir a pé e vendo que o pai não vai desistir da sua jornada, David decide levá-lo, numa viagem que dará para se ficarem a conhecer melhor, eles que sempre tiveram uma relação distante. 
Alexander Payne é perito a contar histórias de homens de certa idade, deslocados e perdidos no mundo, que normalmente partem numa jornada de autodescoberta. Foi assim em Sideways, About Schmidt ou Os Descendentes e volta a fazê-lo aqui, sendo a primeira vez que não tem a seu cargo o argumento, que fica para o estreante Bob Nelson. Um filme muito bom, que está no rol dos melhores que vi ultimamente.

NOTA: 8/10

segunda-feira, 23 de abril de 2012

War Horse, de Steven Spielberg


Um cavalinho é domado por um rapaz, o pai do rapaz é obrigado a vender o cavalinho quando começa a Grande Guerra. O cavalinho parte para a guerra do lado dos bons (há bons nas guerras?) mas o rapaz afirma que eles vão voltar a estar juntos. Já na guerra o cavalinho anda a saltitar de lado (ora é dos bons, ora é dos maus) e por um momento bons e maus para a guerra para ajudar o cavalinho.

Já começa a ser tempo de o Spielberg fazer um filme mudo. Só com imagem.
Se assim fosse este War Horse teria nota 10. Fotografia espectacular, a fazer lembrar em alguns momentos o cinema de John Ford. Mas a história e os seus momentos lamechas é que eram escusados. 

NOTA: 8/10

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Grande Ecrã


X-Men: First Class, de Matthew Vaughn

Tenho para mim que este é o melhor X-Men feito até ao momento. Sim, melhor que o 1º de Bryan Singer.

Tem bons actores (McAvoy, Fassbender, Jennifer Lawrence...), tenho guarda-roupa anos 60, tem o realizador de Kick-Ass ao comando.
E tem uma boa história, de como surgiram os X-Man. Principalmente os dois maiores protagonistas da saga, Xavier e Magneto.
E tem um cameo do Wolverine.

Nota: 8/10









Route Irish, de Ken Loach

Fergus e Frankie são dois amigos que vão para Bagdad. 3 anos depois Frankie é morto na Route Irish, a estrada mais perigosa da capital iraquiana.
Não acreditando na explicação oficial, Fergus vai investigar sozinho a estranha morte do melhor amigo.

NOTA: 8/10

sexta-feira, 16 de março de 2012

Hugo, de Martin Scorsese

Martin Scorsese foi o realizador ideal para adaptar o livro de Brian Selznick ao cinema. De facto a personagem de Hugo poderia ser o próprio Scorsese. Paris, 1930. Hugo Cabret, um jovem de 12 anos, órfão, que vai viver com o seu tio após a morte do seu pai. Mas, pouco tempo depois, o parente desaparece sem deixar rasto. O rapaz vê-se então obrigado a viver em segredo no interior das paredes da gare e a cuidar dos vários relógios, tarefa que o tio lhe ensinara. Enquanto sobrevive à custa de esmolas e pequenos roubos, tenta arranjar um autómato que o seu pai lhe deixara, seguro de que depois de terminado o arranjo, o autómato lhe trará uma mensagem. É então que conhece Isabelle, uma menina que, tal como ele, vive em quase reclusão e abandono em casa do seu padrinho, um misantropo e sorumbático dono de uma loja de brinquedos. Estranhamente, Isabelle tem a chave em forma de coração que encaixa na pequena fechadura do autómato. Confuso, ele vai tentar perceber porque esta e outras peças se encaixam na perfeição.


O padrinho de Isabelle não é mais que o pioneiro do cinema Georges Méliès e o filme todo é uma enorme ode à 7ª arte. E como seria de esperar, Scorcese realiza de forma sublime, este mundo dickensiano na Paris dos anos 30. Os detractores do filme dizem que Scorsese finalmente se vendeu. Não concordo nada. Aliás, não via outro realizador a adaptar esta obra a não ser ele.
Uma excelente viagem aos primórdios do cinema.
Com excelentes intepretações de Ben Kingsley, Asa Butterfield, Chloë Grace Moretz, Sacha Baron Cohen, Jude Law, Michael Stuhlbarg, Emily Mortimer e Ray Winstone.

 NOTA: 9/10


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

J. Edgar, de Clint Eastwood



A história de um dos maiores e mais controversos ícones do século XX: John Edgar Hoover. Um dos principais responsáveis pela criação do FBI, que chefiou durante quase meio século, servindo oito presidentes, tornando-se num dos homens mais poderosos e temidos dos EUA. Sob a sua batuta foram presos alguns dos mais importantes criminosos (John Dillinger, por ex.) e os métodos de investigação criminal continuam a ser usados até hoje. Mas apesar do sucesso da sua carreira, a sua vida privada, mantida secreta, deu azo a todo o tipo de especulações, entre elas a alegada relação homossexual com Clyde Tolson, seu braço direito. 


Clint Eastwood volta a tentar piscar o olho aos Oscars com este biopic de Edgar Hoover. O septuagenário realizador foca-se no incio da sua ligação ao FBI, na relação com a mãe e com Clyde Tolson. Algumas alturas importantes na história dos EU não constam do filme (II Guerra Mundial e McCartismo, por ex.). J. Edgar é um bom drama de época, recheado de boas interpretações mas longe do melhor que Eastwood consegue fazer. 

NOTA: 7/10

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Texas Killing Fields, de Ami Canaan Mann

Realizado por Ami Canaan Mann (filha de Michael Mann), Texas Killing Fields, que se inspira em factos reais, segue a dois investigadores da polícia na caça a um serial killer de mulheres que larga as suas vítimas numa zona pantanosa denominada de “killing fields”. Brian Heigh (Jeffrey Dean Morgan) começa a ficar obcecado em descobrir o assassino, obsessão essa que se intensifica quando Anne (Chloë Grace Moretz) uma jovem, filha de uma prostitua local (Sheryl Lee) também desaparece. 



É obvio que não vamos querer comparar Ami ao pai (que é o produtor) logo no seu 2º filme, e talvez nunca venha a chegar aos seus calcanhares, coisa já de si difícil. Mas nota-se que os genes estão lá em algumas cenas, como as perseguições de carro. O elenco conta ainda com Sam Worthington, como o xerife local e parceiro de Brian e Jessica Chastain que também anda a investigar o caso. Texas Killing Fields não é The Killing e muito menos Twin Peaks (embora ande por lá a Laura Palmer) mas valeu o esforço.

Nota: 7/10

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Meek's Cutoff, de Kelly Reichardt


1845, Oregon. Uma caravana composta por três famílias de pioneiros contrata Stephen Meek, um explorador com ar de Buffalo Bill, para guiá-los através da Cordilheira das Cascatas. Meek, afirmando conhecer um atalho, conduz o grupo ao longo das planícies desérticas por um caminho não assinalado, acabando por se perder num deserto que mais parece a superfície lunar. Os emigrantes terão de enfrentar a fome, sede e a falta de fé que demonstram no instinto de sobrevivência uns dos outros. Quando um indio se cruza no seu caminho, eles sentem-se divididos entre depositar a sua confiança num guia que provou ser pouco fiável e um homem que sempre viram como um inimigo natural. Meek's Cutoff é um filme com realização de Kelly Reichardt ("Old Joy", "Wendy and Lucy") e argumento de Jonathan Raymond, baseado em diários dos pioneiros encontrados no estado do Oregon. Surpreende pela sua beleza e que não deve ser visto por aqueles para quem a lentidão ou falta de acção são uma falha.
Com: Michelle Williams, Bruce Greenwood (irreconhecível como Meek), Will Patton e Paul Dano.


NOTA: 8/10

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

The Ides of March, de George Clooney


George Clooney volta a filmar a politica americana. Depois do excelente Good Night and Good Luck onde esmiuçava os meandros da caça às bruxas nos anos 50 e como isso afectou várias actividades da sociedade norte americana. Agora foca-se na campanha para encontrar um candidato à presidência dos Estados Unidos e logo aos olhos do partido democrata.
Ryan Gosling é um idealista director de campanha do governador George Clooney, e é dos melhores na sua área. Ele acredita piamente que o seu candidato tem as convicções e energia necessárias para liderar aquele país. Só que o simples facto de ele acreditar não significa que seja verdade e o lado escondido da politica é mais obscuro do que pensava, cheio de truques, onde ao mínimo descuido se pode ser pisado e deixado fora de jogo.

The Ides of March é um bom thriller politico, com excelentes interpretações (principalmente de Ryan Gosling), mas também com um elenco destes, outra coisa não seria de esperar: Gosling, Clooney, Paul Giamatti, Philip Seymour Hoffman, Marisa Tomei, Jeffrey Wright, Evan Rachel Wood.

NOTA: 8/10

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

The Conspirator, de Robert Redford




Em 14 de abril de 1865, Abraham Lincoln, o 16º presidente dos Estados Unidos foi baleado e morto enquanto assistia à peça Our American Cousin no Ford's Theatre em Washington D.C. O autor, um conhecido actor de nome John Wilkes Booth (Toby Kebbell).
Mas este filme de Robert Redford não fica centrado no assassinato de Lincoln, mas sim no julgamento de Mary Surrat, a dona de uma pensão onde os conspiradores se encontravam e acusada de saber o que se estava a planear.
Apesar de sempre se declarar inocente, Mary Surratt torna-se o bode expiatório de uma nação sedenta de justiça e vingança. E é então que Frederick Aiken (James McAvoy), ex-combatente do exército do norte e advogado de 28 anos, ciente das dificuldades mas crendo na sua inculpabilidade, decide defendê-la em tribunal militar. Mas, mesmo conseguindo provar a sua inocência, conseguirá o jovem advogado salvar-lhe a vida? Um drama histórico, realizado pelo actor e realizador Robert Redford (“O Encantador de Cavalos”, “A Lenda de Bagger Vance”, “Gente Vulgar”) e inspirado num acontecimento verídico que se tornou um marco na história dos EUA durante os críticos anos da Guerra de Secessão.

O filme está muito bem representado (James McAvoy, Robin Wright, Kevin Kline, Evan Rachel Wood, Tom Wilkinson), o guarda-roupa e a fotografia ajudam a recriar com excelência a época em questão.

NOTA: 7/10


sexta-feira, 24 de junho de 2011

Grande Ecran

A Single Man, de Tom Ford

Um hino à representação de um grande actor chamado Colin Firth sobre um homem que após perder o grande amor da sua vida se vê à beira do abismo. Julianne Moore e Nicholas Hoult também não vão nada mal.
NOTA: 7/10




All the King's Men, de Steven Zaillian

Baseado na obra de Robert Penn Warren sobre um homem que é eleito governador pela população da classe baixa do estado de Louisianna, fazendo frente às pessoas influentes e poderosas daquele estado. Com Sean Penn, Jude Law, Anthony Hopkins, Kate Winslet, Mark Ruffalo e James Gandolfini.
Apesar do excelente elenco, que até faz pela vida, o filme do final dos anos 40, baseado na mesma obra obteve muito mais sucesso.
NOTA: 6/10



Boogie Nights, de Paul Thomas Anderson

No final dos anos 70, um jovem com um dom especial é descoberto pelo melhor realizador porno e levado até ao estrelato. Mas o sucesso passa depressa e Dirk Diggler (nome de guerra dasta porn-star no masculino) vai ajudar a essa queda.

Segundo filme deste grande realizador e o primeiro dele a ganhar notoriedade.
NOTA: 9/10

segunda-feira, 20 de junho de 2011

12 Angry Men, de Sidney Lumet


Enorme filme que marcava a estreia na realização (em cinema) de Sidney Lumet.
Passa-se inteiramente no interior de uma sala onde 12 jurados têm de decidir se um homem deve ou não ser condenado à morte. Apesar desse facto, Lumet consegue agarrar-nos ao ecrã durante a sua hora e meia de duração com a tensão crescente entre os 12 jurados de modo a se conseguir uma unanimidade.
Destaque ainda para as interpretações notáveis, como por exemplo as de Henry Fonda e Lee B. Cobb. 12 Angry Men seria nomeado para 3 Oscars (Melhor Filme, Realizador e Argumento)
Obrigatório para qualquer amante da 7ª arte.


NOTA: 9/10


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Unknown, de Jaume Collet-Serra


Collet-Serra é um realizador espanhol, há muito radicado nos Estados Unidos. Aliás, foi para os EU porque se identificava mais com aquele cinema do que propriamente com o cinema espanhol!!!
Antes de realizar esta-tentativa-de-ser-um-novo-Jason-Bourne-mas-que-ele-diz-ser-uma-coisa-à-Hitchcock, Jaume tinha realizado os "fabulosos" House of Wax, Orphan e Goal II.

Justifica-se portanto a sua subestimação ao cinema espanhol.
Que continue pois a tentar, pode ser que um dia consiga chegar ao nivel dos seus idolos, Alfredo Hitchcock e Roman Polanski.

NOTA: 6/10

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Winter's Bone, de Debra Granik


Winter's Bone é passado numa remota região montanhosa da zona central dos Estados Unidos, as montanhas Ozrak. Ali acompanhamos a jovem Ree Dolly (Jennifer Lawrence) que com apenas 17 anos tem de cuidar dos seus 2 irmãos mais novos e de uma mãe doente. O pai, um conhecido traficante da zona está desaparecido desde que foi solto da prisão sob fiança. Como se isto não bastasse para preocupar a jovem ainda lhe aparece o xerife local, Baskin (Garret Dillahunt), que a informa que a casa em que vivem foi deixada como garantia pelo seu pai e caso ele não regresse dentro de uma semana, a família Dolly terá de abandonar a propriedade. Então Rea parte numa jornada pela região à procura do pai e fica a saber que ele andava metido no fabrico de metanfetaminas e dava-se com as personagens mais desagradáveis da região. Pede ajuda ao tio Teardrop (John Hawkes) mas este parece temer algo e diz para ela desistir. Mas mesmo sozinha Rea vai até onde for preciso para salvar a casa onde vive com a familia.

Winter's Bone é um filme independente de Debra Granik que está farto de ganhar prémios por esse mundo fora (Berlim e Sundance incluidos) e foi recentemente nomeado para 4 Oscars, incluindo Melhor Filme e Actriz (Jennifer Lawrence).
É uma história de persistência com grandes interpretações. Jennifer Lawrence é um nome a ter em atenção e John Hawkes vê finalmente o seu talento reconhecido.
Debra Garnik já tinha visto o seu trabalho reconhecido no Festival de Sundance com o seu primeiro filme, Down to the Bone (2004), tendo arrecadado o prémio de realização e Vera Farmiga o de interpretação. Agora arrecadou o Grande Prémio do Juri e Melhor Argumento
Um grande filme que devia ser obrigatório ver.

NOTA: 9/10


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Hereafter, de Clint Eastwood




Na sequência dos acontecimentos traumáticos do tsunami de 2004 e da experiência resultante da sua quase-morte, a jornalista Marie Lelay (Cécile De France) volta a Paris a acreditar que "viu" a morte. Esta situação rapidamente a afasta dos colegas e namorado que não acreditam nela.
Em Londres, entretanto, uma tragédia familiar deixa um miudo de 12 anos de idade, Jason (Frankie e George McLaren) sem o seu irmão gémeo e a lidar sozinho com a sua mãe toxicodependente. Estas duas narrativas desenvolvem-se paralelamente à de George Lonnegan (Matt Damon) um trabalhador da construção civil com uma ligação especial com a vida para além da morte e que tem vindo a tentar ter uma vida normal.

Clint Eastwood é um dos melhores realizadores da actualidade e continua a filmar temas relacionados com o envelhecimento e a morte (Imperdoável, True Crime, Blood Work; Million Dolar Baby; Grand Torino).
Filmado com olho de mestre, Hereafter foca o lado humano dos personagens desenvolvendo-os a um ritmo lento o que se torna positivo quando temos uma história contada em 3/4 locais diferentes.
O elenco é competente, com Damon à cabeça e com a francesa Cécile de France e Bryce Dallas Howard a dar boa ajuda.
O director de fotografia Tom Stern acompanha mais uma vez Clint Eastwood e mostra o seu talento e a confiança que o mestre deposita em si.

Em resumo, mais um bom filme saido da colheita de estreias do ano 2011.

NOTA: 8/10


terça-feira, 19 de outubro de 2010

The Town, de Ben Affleck


Ben Affleck estreou-se na realização em 2007 com o excelente Gone Baby Gone e regressa novamente à sua cidade adoptiva, Boston, para continuar a filmar o mundo do crime, depois do rapto de uma criança desta vez os assaltos a bancos, com o próprio realizador a assumir o papel de protagonista.

Passado no bairro de Charlestown, o filme segue Doug MacRay (Bem Affleck) e os seus leais amigos de infância em mais um assalto a um banco. Só que desta vez as coisas não correm como o esperado e eles são obrigados a fazer refém a gerente do banco, Claire (Rebecca Hall) apenas a libertando quando já estão a salvo. Para terem a certeza de que ela não sabe de nada e não os pode denunciar, Doug começa a segui-la e acaba por se envolver com ela. Ao ver que o agente do FBI Adam Frawley (John Hamm) está cada vez mais perto da verdade, James (Jeremy Renner) o membro mais impulsivo do bando e também melhor amigo de Doug não concorda com esta relação e pensa que Doug poderá estragar tudo e terá de por um fim (literalmente) àquela história. Só que Doug já se decidiu a mudar de vida e levar Claire para longe daquela cidade… mas antes será obrigado a fazer um ultimo serviço…

A realização de Affleck é muito boa, com aquela cidade a ser o seu cenário ideal. O elenco é do melhor que se tem visto ultimamente. Além de Affleck e Rebecca Hall conta com Jeremy Renner que confirma tudo o que tinha mostrado em The Hurt Locker. Depois ainda há John Hamm (de Mad Man), Blake Lively (de Gossip Girl), Titus Welliver (de Sons of Anarchy) e os consagrados Pete Postlethwaite e Chris Cooper.
O argumento não evita alguns clichés mas prende-nos a atenção do primeiro ao último minuto e fica provado que Bem Affleck é um autor a ter em conta e a seguir com atenção nos próximos projectos. Gone Baby Gone e este The Town certamente que não são grandes filmes por acaso.

NOTA: 8,5/10


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Predators, de Nimrod Antal


Depois das palhaçadas que fizeram com este bicharoco e com o Alien havia que recuperar o franchise daí que se optou por eliminar os filmes feitos a seguir ao original (com Arnold Schwaznegger) e retomar a série a partir daí.
A ideia foi a mesma de Alien que teve o 2º título (de James Cameron) elevado ao plural.
Assim sendo, neste segundo filme da saga Predator um grupo de desconhecidos é atirado para um planeta desconhecido, habitado por estas criaturas que aniquilam tudo à sua volta. À excepção de um todos eram assassinos no planeta de origem, predadores humanos contra os predadores locais.
Ao contrário de Aliens em que todos sabiam ao que iam (apenas não imaginando as consequências) aqui a premissa vai de encontro a Predator com um grupo de homens armados, numa selva a dar de caras com um ser estranho que os quer aniquilar.

Apesar de ser muito melhor actor, Adrien Brody não faz esquecer Arnie e as suas famosas tiradas ("You're one... *ugly* motherfucker!") mas safa-se bem como herói de acção e está bem secundado por actores como Laurence Fishburne, Danny Trejo, Walter Goggins ou a brasileira Alice Braga.

Curiosidade: Robert Rodriguez, que é o produtor quis realizar isto em 1994. Mas o projecto foi considerado pela FOX muito caro na altura.

NOTA: 7/10


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Wall Street - Money Never Sleeps, de Oliver Stone


Em 1987 Oliver Stone dava-nos a conhecer os meandros do mundo financeiro com Wall Street, onde ganância, poder e dinheiro andavam de mãos dadas. O filme apresentava-nos Gordon Gekko (papel que valeria a Michael Douglas o Oscar de melhor actor) e mostrava-no que aquele mundo poderia cair como um castelo de cartas.
Neste novo filme Gekko sai da prisão ao fim de 8 anos e lança um livro que diz que "Greed is Good" (A Ganancia é boa). Mas aquele mundo que ele outrora dominou não está neste momento ao seu alcance e vai-se aliar ao namorado da filha, Jake (Shia LaBoeuf) com o intuito de regressar numa altura de colapso mundial das bolsas.
Stone aproveitou o colapso financeiro de 2008 para fazer regressar Gekko e trouxe um excelente naipe de actores para acompanhar Douglas nesta nova cruzada: Frank Langella, Eli Wallach, Shia Laboeuf, Susan Sarandon e principalmente Josh Brolin no papel de um vilão, também ele ganancioso, no fundo um Gekko elevado a 10.
Destaque ainda para a excelente banda sonora de David Byrne e Brian Eno, com muitas musicas tiradas do seu album de 2008, Everything That Happens Will Happen Today misturadas com outras mais antigas.
Em relação à presença feminina e apesar de Carey Mulligan não se sair mal ficamos com saudades da Darryl Hannah do 1º filme.

Curiosidades:
1- O toque de telemóvel de Jake é o tema de O Bom, o Mau e o Vilão. Eli Wallach, que era o Vilão do filme de Sergio Leone também entra no filme.
2- Bud Fox (personagem principal de Wall Street-1987), aparentemente aprendeu bem com o mestre Gekko como é provado pelo breve cameo de Charlie Sheen no filme.
3 - Numa cena em que Gordon Gekko está a experimentar fatos, numa loja em Londres vê-se por trás dele uma foto autografada de Kirk Douglas.

NOTA: 8/10