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sábado, 10 de abril de 2010

The Hurt Locker, de Kathryn Bigelow


Dentro do género filmes de guerra/guerra(s) do Iraque, aqui está o melhor filme feito até ao momento. E logo aos olhos de uma mulher, Kathryn Bigelow. Kathryn já foi casada com James Cameron e realizou alguns filmes interessantes, tais como Point Break (com Keanu Reeves e Patrick Swayze), Strange Days (com Ralph Fiennes e Juliette Lewis) e K19-The Widowmaker (um drama baseado em factos reais, passado num submarino russo, com Harrison Ford e Liam Neeson).


Filmado na Jordânia, The Hurt Locker acompanha uma companhia com a maior taxa de baixas de toda a guerra. Eles são especialistas em bombas/minas e armadilhas numa cidade, Bagdad onde o perigo e a morte estão em qualquer lado. Centrado em 3 dos soldados dessa companhia, o filme acompanha-os em alguns episódios baseados em factos reais (o argumentista Mark Boal - In the Valley of Elah - entrevistou vários destes operacionais no campo de batalha).
K. Bigelow filma de forma impressionante - a fotografia é genial - todos os momentos de tensão que se vão vivendo ao longo de mais de duas horas de filme, e estes não são poucos. Além disso foca um aspecto importante que é o do vicio pelo perigo que este tipo de acção pode causa nos soldados.
Com actores ainda pouco conhecidos (ponham os olhos em Jeremy Renner e Anthony Mackie) e apenas breves aparições de Guy Pearce e Ralph Fiennes.
Venham mais filmes assim...

NOTA: 10/10

PS. Como sabem este foi o grande vencedor da ultima cerimónia dos Oscars, para além de ter arrecadado outros prémios importantes.



quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Antichrist, de Lars Von Trier


Após dois filmes que não estrearam nas sala portuguesas (Manderlay-2005 e The Boss of it All-2006) eis que Anticristo traz de volta o polémico realizador dinamarquês Lars von Trier ao nosso país.
E de polémica vive mais uma vez este filme, interpretado por Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg, que compõem um casal que após a morte do filho se refugia numa cabana chamada Eden, no meio de um bosque. Ele é psicólogo e tenta tudo para ajudá-la a ultrapassar a perda, mas os medos dela aliados ao poder que a floresta em si exerce, vão desencadear acontecimentos inesperados.
Perito em mostrar a dor humana e acusado de gostar de "torturar" mulheres (Ondas de Paixão, Dancing in the Dark, Dogville, são disso bons exemplos), Von Trier volta a fazê-lo num filme onde as relações entre humanos e destes com a natureza estão fortemente vincadas.
Um filme dificil de classificar ou não fossem todos os de Lars von Trier...

NOTA: 8/10


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Avatar, de James Cameron

Entrei preocupado para dentro da sala de cinema para assistir a Avatar. Essa preocupação tinha a ver com o facto de já ter escolhido os 10 melhores filmes estreados por cá em 2009, e Avatar estreou no ano que há pouco findou.
Era uma probabilidade real. Muitos o escolheram para o seu top 10 e até como melhor filme do ano. Mas felizmente para mim e infelizmente para o filme a minha lista não vai sofrer alterações.

James Cameron que já fez coisas boas no cinema (não, não estou a falar de Titanic) demorou alguns anos a realizar este projecto. Na altura que terminou Titanic achou que a industria cinematográfica ainda não tinha os meios necessários para o realizar e esperou. Fez alguns documentários no fundo do mar e esperou... E pelo que me foi dado a ver essa espera valeu a pena. O filme é visualmente deslumbrante e o facto de ser em 3D só vem aumentar essa espectacularidade. O argumento é que apesar de não ser mau dá ideia que está pouco trabalhado e de já ter sido visto em qualquer lado (Pocahontas; Princesa Mononoke):

Apesar de confinado a uma cadeira de rodas, Jake Sully (Sam Worthington), um ex-marine, continua em combate. É recrutado para uma missão em Pandora, um corpo celeste que órbita um enorme planeta gasoso, para explorar um mineral alternativo chamado Unobtainium, usado na Terra como recurso energético. Porém, devido ao facto de a atmosfera de Pandora ser altamente tóxica para os humanos, é usado um programa de avatares híbridos, que possibilita a transferência da mente de qualquer humano para um corpo Na'vi - os nativos que habitam Pandora.
Como as relações entre as duas raças tem estado em crise, Jake, já no seu corpo avatar, é também incumbido de tentar infiltrar-se naquela sociedade e encontrar uma forma de a dominar. Mas após ter sido salvo por Neytiri (Zoe Saldana), uma bela nativa, e perceber que afinal as ordens da Terra não vão ao encontro daquilo em que sempre acreditou, Jake questiona essas razões.

NOTA: 8/10


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

2012, de Rolland Emmerich


Os Maias, uma das mais fascinantes civilizações de todos os tempos, deixaram uma profecia para o século XXI: no ano de 2012, todo o planeta entrará em colapso e sucessivos eventos irão convergir na destruição total da Humanidade.
Uma equipa de astrólogos, geofísicos e numerologistas resolve investigar a fundo o significado deste mito ancestral. E os cientistas chegam à assustadora conclusão que todos os cálculos são exactos e que e extinção da Humanidade está escrita há vários séculos. Quando as placas tectónicas começam a deslizar provocando múltiplas réplicas sísmicas em Los Angeles, instalando o caos e a destruição, Jackson Curtis (John Cusack) e toda a sua família começam uma viagem desesperada para impedirem a catástrofe prevista pelas antigas civilizações. Mas nem todos poderão ser salvos...
Mais um "thriller" apocalíptico de Roland Emmerich, depois de "O Dia Depois de Amanhã", "O Dia da Independência" e "10.000 AC".

Já era altura de prender este senhor por terrorismo cinematográfico!!!

NOTA: 4/10

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Àgora, de Alejandro Aménabar


Àgora é uma arrojada e ambiciosa produção, realizada pelo espanhol Alejandro Aménabar. Ainda por cima é um filme que me diz muito porque mostra a Biblioteca de Alexandria, como era no séc. IV.
No ano 391 DC, o cristianismo começava a espalhar-se por todo o lado, o que acontece também em Alexandria, destruindo símbolos e documentação de quem não pensava como eles (o que faz lembrar os talibãs ou o nazismo, para dar exemplos mais recentes).
No meio destes conflitos encontramos Hipatia (Rachel Weisz), uma astrónoma e filósofa brilhante que tenta salvar anos e anos de sabedoria aquando do saque da biblioteca. Com ela estão os dois jovens que disputam o seu coração, Orestes (Oscar Isaac), um seu aluno e Davus(Max Minghella - filho do malogrado realizador), o seu fiel escravo, amante da ciência mas em busca da liberdade.
O arrojo de Amenabar é de saudar, as imagens da Alexandria daquele tempo são bem conseguidas, com o seu farol (uma das 7 Maravilhas do Mundo Antigo) e a sua biblioteca, num filme que é também um ensaio sobre a intolerância e o conhecimento e o eterno conflito "Religião vs. Ciência".

NOTA: 8/10


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Surrogates, de Jonathan Moscow


Num futuro próximo o mundo ficou transformado num enorme parque virtual com todas as pessoas substituídas por "Surrogates", andróides controlados por computador por uma humanidade que vive fechada em casa, evitando crimes, acidentes, doenças, etc. Neste mundo toda a gente é bela e apenas escassas ilhas de humanos o percorrem, humanos esses liderados por um Profeta (Ving Rhames).
Tudo é muito bonito neste mundo virtual até ao momento em que surge uma arma que anda a matar simultaneamente os "Surrogates" e o humano que o controla, o que faz com que um agente do FBI (Bruce Willis) largue o seu "substituto" e vá ele próprio para as ruas tentar resolver o mistério...

Mais um filme que aborda a velha questão humanos/máquinas a fazer lembrar outros, como "À Beira do Fim", de Richard Fleicher; "Blade Runner", de Ridley Scott ou "Eu, Robot", de Alex Proyas.
O elogio que se pode fazer a este filme do realizador do 3º Terminator é que vai direito ao assunto, o filme não é muito extenso o que é positivo para o caso.
Um dos tais filmes que se vê bem quando não há um GRANDE filme para ver.

NOTA: 6/10


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

The Brothers Bloom, de Rian Johnson


Desde a infância passada numa série de lares e casas de adopção até à idade adulta, como vigaristas de gabarito internacional, Stephen (Mark Ruffalo) e Bloom (Adrien Brody) têm partilhado tudo. Stephen é o cérebro e engendra brilhantes histórias para os dois, mas continua à procura do golpe perfeito.

Farto de viver uma vida de mentira, Bloom aceita fazer parte de um último e espectacular trabalhinho — seduzir uma excêntrica herdeira (Rachel Weisz) para uma aventura que os levará a uma volta ao mundo. Mas quando a elaborada teia engendrada por Stephen começa a apertar, Bloom começa a pensar se o seu irmão não os terá metido na aventura mais perigosa das suas vidas.

Depois do "alternativo" Brick, Rian Johnson regressa para um projecto mais arrojado e a meu ver não se sai mal. As personagens são brilhantes, desde os dois irmãos, passando pela excêntrica herdeira, mulher prendada que sabe falar várias linguas, toca banjo, harpa, guitarra, sabe karaté e para além de espatifar Lamborghinis como se não houvesse amanhã ainda tem orgasmos enquanto ouve trovoada... até à ajudante japonesa dos manos, Bang Bang que só diz duas ou três coisas durante todo o filme.
Um filme que mistura os bons filmes de golpadas (incluindo o mítico filme George Roy Hill) com as ambiências dos filmes de Wes Anderson, com cenários magníficos, boas interpretações... resumindo: está muito bem esgalhado.

NOTA: 8/10


terça-feira, 13 de outubro de 2009

Los Abrazos Rotos, de Pedro Almodovar


Almodovar está de regresso e tal como Tarantino fez em Inglorious Basterds, também ele presta homenagem ao cinema nesta história sobre um homem cego, escritor e argumentista de cinema de pseudónimo Harry Caine. Actualmente ele vive graças ao argumentos que escreve, com a ajuda da sua antiga produtora e do filho desta, Diego, que é seu secretario, escrivão e guia. Um dia aparece-lhe alguém que lhe pede para escrever um argumento, argumento esse que o vai fazer recordar os tempos da sua verdadeira identidade, Mateo Blanco.

Mais um grande filme deste realizador espanhol que volta a filmar com Penelope Cruz, tirando desta o que de melhor ela sabe fazer. Além do mais temos uns cameos de algumas das musas de Almodovar, como por exemplo Rossy de Palma.

NOTA: 9/10



quinta-feira, 8 de outubro de 2009

The Taking of Pelham 1 2 3, de Tony Scott


Tony Scott tem alguns dos melhores filmes de acção dos últimos tempos. Com alguns dos mestres do género dos anos 80 (caso de John McTiernan) em stand by, é o irmão de Ridley Scott que tem assumido o protagonismo recentemente.

Este é mais um caso de um bom filme de acção, baseado num livro de John Godey (pseudónimo de Morton Freedgood) que já havia sido adaptadocinema em 1974 por Joseph Sargent. E esta nova versão peca em muitas coisas em relação ao filme anterior. Desde logo a revelação da identidade dos bandidos, coisa que não acontecia no filme de Sargent, com estes a serem apenas conhecidos por cores (pormenor repescado por Quentin Tarantino para o seu Reservoir Dogs): Mr. Brown, Mr. Blue, Mr. Green... o que quer queiramos quer não tira alguma emoção à trama.

Nesta nova versão Walter Garber (Denzel Washington), é um controlador de tráfego da linha do metro de Nova Iorque que se vê envolvido no sequestro de um dos comboios por quatro bandidos armados, comandados por Ryder (John Travolta), líder tão brilhante quanto implacável, que ameaça matar a sangue frio os 18 passageiros caso o resgate de um milhão de dólares não seja pago no prazo máximo de uma hora. Garber e Camonetti (John Turturro), negociador da polícia de Nova Iorque, são as pessoas do outro lado do telefone que usarão todos os meios para vencer os criminosos e salvar os passageiros. Mas um problema continua sem solução: mesmo que os ladrões consigam o dinheiro, como poderão escapar da linha de metro?

Curiosidade: O título da obra original refere-se ao metro que partia da estação Pelham Bay Park, à 1h23.

NOTA: 7/10


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

District 9, de Neill Blomkamp


Peter Jackson dá com este filme um chuto no cu dos grandes estúdios que se recusaram a investir no projecto pois pelos vistos queriam um realizador mais credenciado do que aquele escolhido pelo realizador do Senhor dos Anéis.
Bem se lixaram! O filme não só é muito bom, como melhor que muitos produtos do cinema-pipoca estreados recentemente.
Foi em 2006 que o projecto de adaptação do popular videogame Halo. Para isso escolheu o realizador sul-africano Neill Blomkamp, um desconhecido com formação em spots públicitários (é dele o spot em que um Citröen C4 se transforma num robot dançarino).
Mas o que chamou a atenção de Jackson foi uma curta realizada por Blomkamp. Alive in Joburg é um falso documentário onde é mostrada a vida dos extraterrestres quando a sua nave chega a Joanesburgo! No fundo o porto de partida deste District 9.
O apartheid regressou à África do Sul mas desta vez as vitimas são extraterrestres que estão no local há 20 anos depois da nave em que viajavam ter supostamente avariado sobre Joanesburgo.
Eles são isolados do resto da população num gueto, o chamado Distrito 9 e estão sobre a huarda da Multi-National United (MNU), uma empresa de segurança privada, e também a maior fabricante de armas do mundo.
Um incidente com um dos comandantes da MNU vai ter proporções, digamos que... inesperadas!

NOTA: 9/10


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Nothing but the truth, de Rod Lurie


A história de Rachel Armstrong (Kete Beckinsale), uma jovem repórter da secção nacional do Capitol Sun-Times, um dos mais importantes jornais diários de Washington. Rachel escreve um artigo explosivo, revelando a identidade de uma agente da CIA sob disfarce, Erica Van Doren (Vera Farmiga), que ao ser publicada desencadeia um verdadeiro vendaval, levando o Governo a pedir a identificação da fonte de Rachel. Com o apoio da sua editora, Bonnie Benjamin (Angela Basset), do advogado do jornal, Avril Aaronson (Alan Alda) e do marido, Ray (David Schwimmer), Rachel desafia o carismático e decidido Procurador, Patton Dubois (Matt Dillon). Quando Rachel também se recusa a revelar a sua fonte ao Juíz Hall, este acusa-a de desrespeito pelo Tribunal e manda-a para a cadeia, afirmando que só ela tem o poder de sair da cela e que o tempo a passar no Centro de detenção a ajudará a perceber isso. Só que Rachel não cede e os dias e meses de cadeia vão passando e toda a gente está ansiosa por saber: quem é afinal a fonte e porque razão está Rachel disposta a sacrificar-se para a proteger?

O filme baseia-se num facto real (e polémico) ocorrido nos EU em 2005 quando uma jornalista se recusou a revelar a sua fonte e foi detida, acusada de traição à pátria.
Rod Lurie que já tinha filmado os meandros da politica em The Contender (2000), volta aqui a um terreno que sabe pisar bem, filmando com competência esta complicada trama.
Matt Dillon e Alan Alda estão ao seu nível e Kate Beckinsale tem aqui a sua melhor interpretação até ao momento.

NOTA: 7/10


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

What Doesn't Kill You, de Brian Goodman


Brian Goodman, actor de TV (podemos vê-lo em 24 e Lost, por ex.) com algumas aparições em cinema (Catch me if you can; Munich) realiza aqui o seu primeiro filme, que co-escreveu com Donnie Whalberg (irmão de Mark), filme esse que se inspira no seu difícil percurso de vida nas ruas.

Brian (Mark Ruffalo) e Paulie (Ethan Hawke) são dois amigos de infância que cresceram juntos num bairro problemático do sul de Boston. Para eles, nascidos e criados no seio de uma comunidade marginal, o destino estava escrito. Habituados a pequenos crimes, cedo passam a planos mais arrojados acabando por cair nas mãos de Pat Kelly (o próprio Brian Goodman), chefe do crime organizado da zona. A partir daí as suas vidas são um caminho sem retorno...

NOTA: 6/10



segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Inglorious Basterds, de Quentin Tarantino


Once upon a time in nazi-occupied France...


Em primeiro lugar há que dizer que Inglorious Basterds é muito mais que um filme de guerra. É principalmente uma homenagem ao cinema.

No primeiro ano da ocupação de França pelos nazis, Shosanna Dreyfus testemunha a execução da sua família às mãos do Coronel Hans Landa (magnífico Christoph Waltz). Shosanna escapa por pouco, e foge para Paris onde vai adquirir o nome de Emmanuelle Mimieux e dirigir uma sala de cinema.·
Entretanto, noutro ponto da Europa, o Tenente Aldo Raine organiza um grupo de soldados judeus americanos, com o simples objectivo de liquidar nazis. Conhecidos pelos seus inimigos como "os sacanas", o bando de Raine une-se à actriz e agente infiltrada alemã Bridget von Hammersmark numa missão para destruir os lideres do Terceiro Reich. Todas estas personagens se vão juntar num cinema e talvez aí decidir o futuro da humanidade, colocando um ponto final na guerra.

Com já disse, esta é acima de tudo uma homenagem ao cinema. De facto o filme está repleto de referências cinematográficas: temos um actor de cinema que é soldado (e herói nacional), temos uma actriz de cinema que é espia, temos um crítico de cinema que é espião, temos a dona de uma sala de cinema e temos o próprio cinema que se vai transformar num improvável campo de batalha. Além de varias outras “escondidas” em todo o filme.

A juntar a tudo isto estão os já famosos diálogos “à la Tarantino”, resultantes de mais um excelente argumento de Tarantino.

Nota máxima para todo o elenco, encabeçado por Brad Pitt no papel de Aldo Raine e com a presença além de outros de Eli Roth que surge também como realizador convidado, tendo dirigido o hilariante filme de propaganda nazi, “O Orgulho da Nação”. Mas para mim a melhor personagem é a do Cor. Hans Landa numa magnífica interpretação do desconhecido actor austríaco Christoph Waltz. De se tirar o chapéu e já a piscar o olho a uma possível nomeação ao Óscar de melhor secundário.

Ah. E como é normal no Tarantino não faltam os tiros, o sangue, as facadas, as bastonadas e os escalpes a serem tirados fazerem parte da colecção de Aldo Raine.

Tarantino Vintage…


NOTA: 10/10



quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Five Minutes of Heaven, de Olivier Hirschbiegel


Irlanda no Norte, 1975. O Ulster Volunteer Force, um grupo paramilitar protestante, tem por alvo os católicos, que afirmam ser republicanos militantes. Alistair Little, com 17 anos, é o líder de uma célula do UVF, a quem é dada a ordem para matar James Griffin, como forma de aviso para os católicos. Quando o assassinato é executado, o irmão de 11 anos de James assiste horrorizado e passa a vida atormentado por aquele episódio: a mãe acusa-o de não ter feito nada, o pai e outro irmão morreram pouco tempo depois. 30 anos depois, Joe Griffin (James Nesbitt) e Alistair (Liam Neeson) têm encontro marcado, em frente às câmaras, para uma reconciliação. Alistair cumpriu a sua sentença na prisão, e o que procura é redenção. Mas Joe não vai ao programa para um aperto de mãos...

Olivier Hirschbiegel realizou, ainda na Alemanha, seu país de origem os muito bons, A Experiência e A Queda e teve uma experiência pouco positiva nos Estados Unidos com A Invasão, filme que foi estraçalhado pelo estúdio que o produziu. Agora no Reino Unido realiza mais um bom filme sobre factos reais ocorridos na Irlanda do Norte. Liam Nesson é competente no desempanho da sua personagem, fazendo de um homem quase em transe o filme todo. Mas o destaque vai inteirinho para James Nesbitt, brilhante com o seu Joe Griffin toda a sua esquizofrenia e a busca pelos cinco minutos de paz que desde aquele episódio não tem.
Uma lufada de ar fresco no meio de tanto lixo que vemos estrear por cá.

NOTA: 8/10


sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Ponyo on a Cliff by the Sea, de Hayao Miyazaki


O génio do cinema de animação está de volta com esta adaptação livre de A Pequena Sereia. Fiel à animação 2D e ao desenho à mão, Miyazaki e seus colaboradores do Studio Ghibli criam mais uma vez uma obra prima de cor e imagem, como só eles são capazes de conceber.
Sosuke, um rapaz de 5 anos vive numa casa, no topo de uma falésia com o pai (sempre ausente) comandante de um navio e a mãe, empregada num lar de idosos. Um dia quando passeava junto ao mar encontra aprisionada dentro de uma garrafa uma menina-peixe e decide guarda-la e protegê-la. Só que o pai dela, um poderoso feiticeiro do mundo marinho consegue leva-la de volta para o oceano. Só que Ponyo é persistente e quer a todo o custo transformar-se numa menina. Afrontando o pai e com a ajuda da mãe, uma deusa das águas ela consegue fugir mas liberta o elixir da vida, o que vai criar um tsunami que põe em risco, não só a aldeia piscatória onde vive Sosuke, como todos os barcos que navegam naquelas águas.

Não sendo tão bom como os melhores de Miyazaki, Ponyo à Beira-Mar (título em Portugal) é uma excelente longa-metragem de animação.

NOTA: 8/10


domingo, 31 de maio de 2009

Let the Right One In, de Thomas Alfredson


Oskar é um rapaz de 12 anos que vive nos subúrbios de Estocolmo. Filho de país separados ele está a maior parte do dia entregue a si próprio e na escola é constantemente vitima de bullying o que o faz ter fantasias de vingança e coleccionar recortes de jornais com noticias de crimes macabros incluindo um ocurrido recentemente em que um jovem foi sangrado até à morte.

A nova vizinha anda a intriga-lo, apesar das temperaturas negativas e da neve, ela não tem frio e diz-lhe no primeiro encontro que não poderão ser amigos. Apesar disso os encontros entre ambos mantém-se e uma paixão começa a nascer.

Obviamente que Oskar ainda não sabe que Eli é uma vampira e tem de se alimentar de sangue humano para sobreviver.
Depois de Twilight, este filme do sueco Thomas Alfredson volta a reinventar o filme de vampiros (agora novamente na moda, também devido à série True Blood) com uma fábula de amor pré-adolescente com toques Bergmanianos à mistura.

Uma agradável surpresa e um belissímo filme que receio passe despercebido à maioria dos espectadores.


NOTA: 9/10




quarta-feira, 13 de maio de 2009

Star Trek, de JJ Abrams


Não sendo um trekkie por natureza gostava de ver a série original do Star Trek quando passava na RTP. Via-a com alguma regularidade embora a minha preferida de ficção cientifica fosse o Espaço 1999, que até tenho em DVD. Dos 10 filmes que já se tinham feito baseados nesta mítica série apenas vi um ou dois e mesmo desses não tenho uma recordação muito presente.

Então se não era um fã desmedido da série, o que é que me fez ir ao cinema ver esta nova versão de Star Trek, com actores jovens e imberbes?
JJ Abrams, senhoras e senhores. Apesar de achar que o terceiro capitulo de Missão: Impossível era dispensável, qualquer coisa que este senhor toque deixa-me curioso.
E de facto temos aqui algo de muito bom. Um filme para aqueles que não gostam ou não conhecem a série, mesmo para quem não é fã da ficção científica. Ao mesmo tempo os verdadeiros trekkies de certo que não irão ficar desapontados.
Depois tem aqueles piscar de olho brilhantes, ou não fossem os mesmos argumentistas de Lost e Cloverfield (a bebida fictícia que eles pedem no bar, no inicio do filme, aparece também em Lost e Cloverfield e as legendas que aparecem aquando da mudança de lugar são as mesmas do logótipocameo desse ícone que é Leonard Nimoy (o Spock original), no papel de... Spock. O elenco é bem conseguido, com especial destaque para o novo Mr. Spock, Zachary Quinto (o Sylar da série Heroes) e Eric Bana, maléfico com o seu vilão Nero. Embora não me lembre bem de alguns personagens da série/filmes originais veio-me logo à memória o original Dr. McCoy assim que vi o novo, desempenhado pelo actor Karl Urban.
Um filme obrigatório, cheio de grandes cenas de acção e efeitos especiais do melhor, que me fez vontade de ver (ou rever) alguns dos Star Trek anteriores.


NOTA: 9/10


segunda-feira, 11 de maio de 2009

The International, de Tom Tykwer


Luis Salinger (Clive Owen), agente da Interpol e Eleanor Whitman (Naomi Watts), assistente do procurador-geral de New York, estão decididos a desmascarar as actividades ilicitas de um dos mais poderosos bancos do mundo (o fictício IBBC). De Berlin a Nova Iorque, de Milão a Istanbul eles seguem o dinheiro ao mesmo tempo que lutam pela sobrevivência, pois há quem faça tudo para cumprir os seus objectivos, incluindo matar.

Temos aqui uma piscadela de olho de Tom Tykwer (Corre Lola, Corre) a filmes paranóia dos anos 70, mais propriamente Os Três dias do Condor (Sidney Pollack) e O Vigilante (FF Coppola) num thriller competente que numa altura de crise financeira à escala mundial é bom de ver, ainda que na ficção, alguém que combate e faz frente àqueles que levaram a esta situação.
Cenas de acção do melhor que se tem visto, principalmente aquela passada no Museu Guggenheim, em Manhattan. O qual é completamente metralhado.
Clive Owen encaixa bem na sua personagem mas a de Watts não se percebe bem o que anda lá a fazer. Destaque ainda para a presença de um secundário como Armin Mueller-Stahl!

NOTA: 7/10


quinta-feira, 7 de maio de 2009

Knowing, de Alex Proyas


Alex Proyas é um realizador que eu muito aprecio. No seu currículo estão alguns filmes já considerados de culto, como por exemplo O Corvo, o filme que viu morrer uma possível estrela que estava a tentar despertar, Brandon Lee. Além deste tem Dark City e I, Robot.

Foi pois com alguma expectativa que fui ver este Knowing esfriada por alguns comentários que li noutros blogues, de pessoal que assistiu à ante-estreia.
E apesar de não ser tão bom como outros filmes de Proyas encontra-se aqui bom material e também um Nicholas Cage muito melhor que os últimos "filmes" em que tem entrado.

No final dos anos 50 (mais precisamente em 1959) os alunos de uma escola fazem uns desenhos imaginando como será o mundo dali a 50 anos. Esses desenhos são metidos dentro de uma cápsula que será enterrada no pátio da escola e aberta precisamente 50 anos depois.
Quando a cápsula é aberta em 2009 um dos miudos fica, não com um desenho mas uma espécie de mapa numérico. O pai dele (Nick Cage) ao investigar essas inscrições descobre com surpresa que se tratam de datas, números de mortos e local de acidentes que aconteceram... e ainda vão acontecer!

É um filme com um enorme potencial, com cenas de cortar a respiração e dá a sensação que podia ter ido mais além.

NOTA: 8/10


terça-feira, 7 de abril de 2009

Eden Lake, de James Watkins


Eden Lake é o mais um exemplo do bom cinema de terror produzido no Reino Unido.
Um casal é perseguido e torturado por um grupo de jovens num parque natural do interior da Inglaterra. Terror intenso, puro e duro. Com jarros de sangue à mistura mostrando mais uma vez que não são necessárias grandes paneleirices para fazer um bom filme do género. Estes jovens bandalhos fazem os caçadores de Deliverance parecerem uns meninos de coro...bem, talvez esteja a exagerar, mas andam lá perto.
A Kelly Reillly não merecia...

NOTA: 8/10