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segunda-feira, 24 de março de 2014

A Tríade de Shanghai, de Zhang Yimou


Zhang Yimou é um dos mais conceituados realizadores chineses, autor da brilhante trilogia de wuxias (Hero, O Segredo dos Punhais Voadores e A Maldição da Flor Dourada) e que ainda na década de 90 realizou obras visualmente perfeitas, como Esposas e Concubinas (Raise the Red Lantern) ou Ju Dou.
Neste sua incursão ao mundo da máfia chinesa, nos anos 30 ele mostra-nos aquele submundo pelo olhar de Shuisheng, um rapaz de 14 anos que é trazido pelo seu tio para trabalhar para o chefe da tríade, Tang que o põe ao serviço da sua concubina, a cantora Bijou (Gong Li).
Bijou, como Shuisheng também veio do campo para Xangai mas depressa conseguiu sucesso fácil, situação que lhe corrompe a inocência e a torna numa pessoa arrogante, até com o seu jovem criado. Shuisheng vai observando, abismado a opulência do seu patrão, a luxuria da amante do patrão e a traição de Song, um dos braço-direito de Tang.
O filme decorre num período de 8 dias, desde a chegada de Shuisheng, passando pelas traições de Bijou, a tentativa do gang rival matar Tang, a fuga para uma ilha nas proximidades de Xangai onde uma série de eventos vai mudar as vidas destas personagens.
Não sendo um dos melhores filmes do mestre chinês, A Tríade de Shanghai é ainda assim muito interessante de ver. E como na maioria dos filmes de Yimou a beleza visual é um dos aspectos presentes.

NOTA: 7/10

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Moonrise Kingdom, de Wes Anderson


1965, numa ilha localizada ao largo do estado de New England, Sam (Jared Gilman) e Suzy (Kara Hayward), jovens de 12 anos, sentem-se deslocados no meio das pessoas com que vivem. Depois de se conhecerem numa peça teatral na qual Suzy actuava, eles apaixonam-se e passam a trocar curiosas cartas regularmente. Um dia, resolvem deixar tudo para trás e fugir juntos. O que não esperavam era que os pais de Suzy (Bill Murray e Frances McDormand), o capitão Sharp (Bruce Willis) e o escuteiro-chefe Ward (Edward Norton) fizessem todo o possível para encontrá-los. 

 Mais um filme à Wes Anderson, no qual as primeiras imagens mostram logo a assinatura do realizador e recorre a temas habituais no seu trabalho - a família disfuncional; a relação do individuo com o grupo (a família, os escuteiros); o guarda-roupa excêntrico ; as crianças prodígio; os adultos desajustados... Moonrise Kingdom é Wes Anderson no seu melhor e é 1h30 de cinema que deve ser visto e revisto.

NOTA: 8/10