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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Mobsters, de Michael Karbelnikoff



Vi isto numa sala de cinema, julgo que no ano de 92. Na altura já havia Goodfellas e já tinha visto os Padrinhos nem sei quantas vezes. Pelo que isto me pareceu vazio, apesar de falar sobre personagens reais, com algumas coisas que aconteceram mesmo e outras que foram inventadas para tentar dar mais dramatismo à coisa. 

Resolvi rever agora, por causa de Boardwalk Empire, onde as personagens eram as mesmas e fazer um ponto de comparação entre aquela altura e agora. E como esperava, isto agora ainda me parece mais fraco. O elenco era de alto nível: Anthony Quinn, F. Murray Abraham, Michael Gambon ou Christian Slater deixavam antever que algo de bom poderia ver daqui. Mas não. E até o papel de Anthony Quinn parece rídiculo se compararmos com a mesma personagem (Joe Masseria) interpretada por Ivo Nandi em Boardwalk Empire.
O filme conta a história de 4 amigos e como se tornaram em alguns dos nomes mais conhecidos da história do crime organizado dos Estados Unidos.
Os autores eram desconhecidos na altura e desconhecidos continuaram. Uma proeza

NOTA: 5/10

segunda-feira, 24 de março de 2014

A Tríade de Shanghai, de Zhang Yimou


Zhang Yimou é um dos mais conceituados realizadores chineses, autor da brilhante trilogia de wuxias (Hero, O Segredo dos Punhais Voadores e A Maldição da Flor Dourada) e que ainda na década de 90 realizou obras visualmente perfeitas, como Esposas e Concubinas (Raise the Red Lantern) ou Ju Dou.
Neste sua incursão ao mundo da máfia chinesa, nos anos 30 ele mostra-nos aquele submundo pelo olhar de Shuisheng, um rapaz de 14 anos que é trazido pelo seu tio para trabalhar para o chefe da tríade, Tang que o põe ao serviço da sua concubina, a cantora Bijou (Gong Li).
Bijou, como Shuisheng também veio do campo para Xangai mas depressa conseguiu sucesso fácil, situação que lhe corrompe a inocência e a torna numa pessoa arrogante, até com o seu jovem criado. Shuisheng vai observando, abismado a opulência do seu patrão, a luxuria da amante do patrão e a traição de Song, um dos braço-direito de Tang.
O filme decorre num período de 8 dias, desde a chegada de Shuisheng, passando pelas traições de Bijou, a tentativa do gang rival matar Tang, a fuga para uma ilha nas proximidades de Xangai onde uma série de eventos vai mudar as vidas destas personagens.
Não sendo um dos melhores filmes do mestre chinês, A Tríade de Shanghai é ainda assim muito interessante de ver. E como na maioria dos filmes de Yimou a beleza visual é um dos aspectos presentes.

NOTA: 7/10

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Gangster Squad, Ruben Fleischer

Ambientado no pós-guerra em Los Angeles, o argumento de Will Beall mostra-nos a batalha pela alma da cidade dos anjos, travada entre um ex-lutador de boxe, agora gangster, Mickey Cohen (Sean Penn) e um esquadrão secreto de policias incorruptíveis instituído pelo chefe local, Parker (Nick Nolte)! Estes "novos" Intocáveis, são liderado pelo sargento O'Mara (Josh Brolin). A ele, juntam-se o garanhão Jerry Wooters (Ryan Gosling), o mauzão Coleman (Anthony Mackie), o franco-atirador Max Kennard (Robert Patrick), o imigrante mexicano Navidad (Michael Peña) e um especialista em telecomunicações Conway (Giovanni Ribisi). Não podia faltar a femme fatale, com Emma Stone a encarnar uma Jessica Rabbit de carne e osso. 
Como já disse, isto é uma especie de The Untouchables de pacotilha, que deve ser visto se não houver nada de melhor por perto... Um elenco desta qualidade merecia um filme melhorzito.

NOTA: 6/10

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Boardwalk Empire


Boardwalk Empire é uma série criada pelo produtor e argumentista d' Os Sopranos, Terrence Winter e que tem como produtor executivo Martin Scorsese. Baseia-se no livro de Nelson Johnson, Boardwalk Empire: The Birth, High Times, and Corruption of Atlantic City e passa-se na Atlantic City dos anos 20, em plena Lei Seca onde Enoch "Nucky" Thompson (personagem baseada no verdadeiro Enoch L. Johnson) um politico que ganhou destaque e controlou essa cidade do estado de New Jersey durante aquele período. Nucky (interpretado de forma soberba por Steve Buscemi) interage com outras figuras que ficaram conhecidas na época como Al Capone, Arnold Rothstein ou Lucky Luciano.
Para além de Buscemi a série conta ainda com a participação de actores como Michael Pitt e Michael Shannon.
O próprio Scorcese realiza o primeiro episódio.
Já vai em 6 magníficos episódios e ao fim do 1º a série já tinha sido renovada para uma segunda temporada.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Public Enemies, de Michael Mann


Public Enemies não é uma biografia de John Dillinger com a história contada desde a sua infancia, apesar de ser a personagem central do filme.
John Dillinger era um assaltante de bancos e foi o inimigo público #1 nos Estados Unidos durante os 13 meses em que decorre a acção.
Na altura da Grande Depressão que assolou os EU, havia uma grande revolta da população para com os bancos que eram os culpados da crise. Dillinger foi visto como um novo Robin Hood, pelos seus assaltos e pelas fugas épicas da prisão.
O recém criado FBI, liderado por J. Edgar Hoover decide colocar o seu melhor homem, Melvin Purvis à cata dos Inimigos Públicos. Era a época de grandes criminosos como Pretty Boy Floyd, Baby Face Nelson, Ma Barker, Bonnie & Clyde e claro John Dillinger.

Michael Mann (Manhunter, Heat, Collateral, Miami Vice...) pega aqui no livro de Bryan Burrough "America's Greatest Crime Wave and the Birth of the FBI" e volta a usar a câmara digital (já o tinha feito em Miami Vice e Collateral). Mann é um dos melhores realizadores da actualidade e a sua "obsessão" pelo mais ínfimo pormenor volta a fazer-se notar ele é exímio a filmar cenas de acção. Volta a mostrar-nos um bandido com charme, de quem o público gosta, como tinha acontecido em Heat.
Johnny Depp e o seu charme dão um toque especial a Dillinger, num desempenho digno dos seus melhores, Christian Bale traça uma personagem fria com o seu Melvin Purvis e o resto do elenco está muito bem trabalhado.
Public Enemies é mais um grande filme de Michael Mann e também um dos melhores do ano até ao momento.

NOTA: 9/10


quarta-feira, 8 de julho de 2009

Filmes de Eleição #33 - Once Upon a Time in America


É sem dúvida alguma um dos marcos da 7ª arte, este filme realizado por Sergio Leone em 1984. As suas quase 4 horas não se notam a passar dada a intensidade e forma como somos levados para aquele mundo do crime.
É a historia de 4 amigos que começam cedo a cometer pequenos crimes e vão subindo até se tornarem cada vez mais poderosos e vamos acompanhando a sua evolução desde crianças até à velhice.
Uma excelente realização de Leone com brilhantes interpretações de Robert de Niro e James Woods e ainda uma magnífica banda sonora da autoria de Ennio Morricone. Este é sem a mínima dúvida um dos meus filmes de eleição.


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Filmes de Eleição # 24 - The Cotton Club

O Cotton Club era um clube de jazz situado no Harlem, New York muito famoso durante a lei seca! Francis Ford Coppola juntou personagens reais com ficcionadas e foi até aos tempos em que os gangsters como Dutch Shultz ditavam as leis ao som do jazz.
Richard Gere, Diane Lane, Nicholas Cage, Bob Hopkins, James Remar, Gregory Hines brilhavam a grande altura neste filme que por cá estreou no Festróia.


terça-feira, 13 de janeiro de 2009

RocknRolla, de Guy Richie

Ladies and Gentleman, Mr. Guy Richie is back!
Está visto que a Madonna tem um efeito negativo na criatividade dos actores/realizadores com quem está casada. Foi assim com Sean Penn e voltou a acontecer com Guy Richie que teve um bloqueio criativo nos anos que este casado com a senhora.
Em RocknRolla ele volta à boa forma e dá inicio a uma trilogia (o próximo será The Real RocknRolla - é citado no final do filme).
Um mafioso russo (piscar de olho a Abramovich) planeia um golpe milionário que atrai a atenção de todos os criminosos de Londres, incluindo um perigoso mafioso, um político corrupto e vários ladrões. Recheado de cenas hilariantes, uma boa banda sonora, diálogos do melhor, dignos dos dois primeiros filmes do realizador, e boas interpretações de Tom Wilkinson, Gerald Butler, Toby Kebbell e Thandie Newton.

NOTA: 8/10


quarta-feira, 25 de junho de 2008

Layer Cake, de Matthew Vaughn


Daniel Craig interpreta uma personagem sem nome. Um jovem e bem sucedido traficante de droga, que espera pelo último negócio para se reformar. No entanto, é obrigado por um barão da droga a negociar com quem não deseja, e é aqui que as coisas correm mal. A encomenda – pastilhas de ecstasy – começa a dar problemas, e uma série de jogos de poder e traição põe em causa a vida do jovem traficante e dos seus colegas – Morty (George Harris) e Gene (Colm Meaney).

Matthew Vaughn vai buscar inspiração aos 2 bons filmes de Guy Richie, quando este ainda não era Mr. Maddona e torna este Layer Cake num belo filme de gangsters.

Terá sido este o filme que abriu as portas a Craig para ser Bond, James Bond!

NOTA: 8/10

Sugestão: Lock, Stock and Two Smoking Barrales, de Guy Richie


terça-feira, 13 de maio de 2008

We Own the Night, de James Gray


Filme acima da média, este de James Gray que tem vindo a abordar o mundo da máfia nos seus filmes anteriores, Little Odessa, filme premiado no festival de Veneza e The Yards (também com Joaquin Phoenix).
Nova Iorque, fim dos anos 80. Com a explosão do tráfico de droga, a máfia russa estende a sua influência ao mundo da noite. Bobby (Joaquin Phoenix) é o jovem gerente de um bar, que aparentemente pertence aos russos. Para continuar a sua ascensão neste mundo, Bobby deve ocultar os laços familiares: Joseph, o irmão, e Burt, o pai, são importantes membros da polícia nova-iorquina. Apenas Amada (Eva Mendes) conhece o seu segredo. Mas cada dia que passa, os confrontos entre a máfia russa e as autoridades são mais violentos e, face às ameaças contra a sua família, Bobby terá de escolher de que lado da batalha está.

Bons desempenhos de Joaquin Phoenix, Mark Whalberg e Robert Duval.

NOTA: 8/10

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Exiled, de Johnny To

Macau, últimos dias da administração portuguesa. Dois homens chegam a uma casa situada numa rua estreita, à procura de um individuo chamado Wo. A mulher que os recebe diz que ali não mora ninguém com esse nome.Os homens não se mostram convencidos e esperam.Pouco depois juntam-se a eles mais dois homens com o mesmo propósito.
Wo é um alvo a abater por ter traido o líder da tríade a que pertencia mas o serviço não é fácil de concretizar pois os 4 homens estão indecisos entre preservar uma amizade e a lealdade ao seu patrão.

NOTA: 8/10

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

American Gangster, de Ridley Scott


Chamem-lhe “Scarface negro” ou “O Padrinho do Harlem” mas o facto é que American Gangster é um grande filme e um sério candidato aos próximos Oscars. Danzel Washington é um colosso como o barão da droga Frank Lucas e Russel Crowe tem, para mim, o seu melhor papel até à data, como Richie Roberts, uma espécie de Serpico, polícia honesto e determinado a derrubar Lucas.



O filme começa com Frank Lucas (Denzel Washington) como aluno aplicado de Ellsworth “Bumpy” Johnson (Clarence Williams III), um dos mais famosos gangsteres do Harlem, desenvolvendo conhecimentos necessários sobre o crime organizado para mais tarde os poder aplicar.
Com a morte de Bumpy, Frank Lucas vê a oportunidade de ser ele o novo Boss do crime organizado novaiorquino. Baseado em fortes valores éticos e sempre contando com o apoio de sua família, Lucas começa a demonstrar uma incrível capacidade de coordenar e alterar as regras do universo da máfia local.
Ele próprio viaja para o Sudeste Asiático para comprar a heroína directamente ao produtor, com uma percentagem de pureza elevada, coisa rara na época, e a um baixo preço, concorrendo directamente com a máfia italiana.

Ao mesmo tempo o policia Richie Roberts, que tem dificuldades de integração na vida da esquadra porque é honesto dentro de um departamento totalmente corrupto é chamado para o FBI e para o combate à droga. O confronto entre ambos é inevitável e o filme termina não à moda Scarface (com muitos tiros) mas com um longo e inteligente frente-a-frente entre Lucas e Richie, com o primeiro a conseguir um acordo e a desmascarar grande parte dos policias corruptos que ajudavam os traficantes da altura. Na altura da sua prisão, em 1976, os bens de Lucas foram avaliados em 250 milhões de dólares.

Com uma fantástica fotografia de Nova Iorque, Ridley Scott volta ao seu melhor (Alien, Blade Runner) num filme que o aproxima bastante de Martin Scorsese na maneira de filmar. O argumento de Steve Zaillian (argumentista de Gangs de New York e A Lista de Schindler) é muito bom e bastante coeso mantendo-se fiel aos relatos de Richie Roberts e Frank Lucas que estiveram presentes nas filmagens.
A banda sonora também é muito boa.

Nota: 9/10

Trailer:



quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

The Untouchables


Este para mim é já um filme de culto.
Já o vi e revi e agora que me foi oferecido o DVD tornei a rever.
De Niro está muito bem como Al Capone, Kevin Costner começava-se a mostrar e Sean Connery ganharia o Oscar de melhor secundário com o seu policia Mallone.
E claro, Brian de Palma no seu melhor nível.

NOTA: 9/10