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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

The Nines, de John August


Já andava para ver isto há algum tempo e no dia 09.09.09 decidi que tinha chegado a hora!
Um interessante filme realizado pelo argumentista de Charlie e a Fábrica de Chocolate, A Noiva Cadáver e Big Fish, dividido em 3 histórias que aparentemente não têm nada a ver mas afinal verifica-se que há uma ligação.
Um problemático actor de TV é colocado em prisão domiciliária depois de ter tido um acidente enquanto conduzia sob o efeito de estupefacientes. Um produtor televisivo entra num reality show enquanto cria uma nova série. E por fim um casal viaja com a sua filha e têm um problema no carro. O pai parte em busca de ajuda mas é afastado do caminho de volta...

O eterno "onde estou, para onde vou, o que faço aqui", com um Ryan Reynolds numa tripla interpretação (ou será só uma?) e em busca do seu "eu"!


NOTA: 7/10


quinta-feira, 23 de julho de 2009

Comédias

Pineapple Express, de David Gordon Green

Uma das comédias que fez mais sucesso nos ultimos tempos e que conta a história de Dale (Seth Rogen) e do seu dealer Saul (James Franco) que se metem em encrencas quando o primeiro presencia um assassinato e é reconhecido pelos assassinos pela qualidade da erva que fuma.

NOTA: 7/10

The Darjeeling Limited, de Wes Anderson

Três irmãos americanos (Owen Wilson, Adrien Brody e Jason Shwartzman) emreendem uma viagem espiritual pela India com o intuito de encontrarem paz interior e voltarem a relacionar-se.
Wes Anderson (The Royal Tenenbaums; The Life Aquatic with Steve Zissou) é um dos novos talentos do cinema americano e mais uma vez mostra a sua originalidade partindo de um argumento dele próprio de de Roman Coppola (filho de Francis Ford). No elenco estão nomes que habitualmente com ele trabalham, como Clive Owen e Jason Shartzman (primo de Roman e sobrinho de F.F.) e estou em crer que se Bill Murray tem apanhado o combóio no inicio teria também entrado no filme!

NOTA: 8/10

A Vida é um Milagre, de Emir Kusturica

O cinema louco de Kusturica volta a ser mostrado neste filme de 2004.

Bosnia, 1992, Luka, um engenheiro sérvio vai com a mulher, Jadranka, ex-cantora de ópera, e o filho que quer ser futebolista, para uma aldeia no meio do nada, para ajudar a construir uma linha de caminhos de ferro que trará turismo à região. Só que em vez de turistas o que vem é a guerra e quando eclode o conflito a sua vida dá uma grande volta. A mulher foge com um músico bulgaro, o filho Milos em vez de ir jogar para o Partizan de Belgrado, é chamado para o combate.
Para agravar a situação os sérvios confiam a Luka a guarda de uma refém muçulmana, Sabaha, devendo esta servir de moeda de troca com Milos que foi feito prisioneiro pelo inimigo. Só que Luka e Sabaha apaixonam-se...
Toda esta mixórdia é acompanhada pela habitual música dos filmes de Kusturica.

NOTA: 8/10

sábado, 11 de julho de 2009

Following, Christopher Nolan

Hoje em dia Christopher Nolan é mais que conhecido (e reconhecido), principalmente depois de ter dado um novo tom a Batman, com Batman Begins e The Dark Knight. Mas ele é muito mais que estes dois filmes do herói morcego pois além destes têm outros grande filmes: The Prestige, Insomnia e... Memento. E foi precisamente de Memento que me lembrei ao ver este Following, a sua primeira longa-metragem (apesar de só ter 1 hora e pouco).
Um jovem e perturbado escritor anda pelas ruas a seguir pessoas à procura de inspiração e material de escrita. E é numa dessas perseguições que conhece um ladrãozeco que logo o convence a participar nos seus assaltos e o forma na sua arte... Além destas duas personagens ainda há uma loira por quem o jovem escritor se apaixona, que não é mais que uma das vitimas dos seus assaltos.
Como em Memento também aqui a narrativa anda aos saltos no tempo, sem pontos de referência com as explicações sobre uma ou outra cena em que andamos à nora a serem só dadas mais tarde.
Chris Nolan é um dos melhores realizadores da actualidade e já aqui mostrava ao que vinha.


É um mimo reparar que na porta de casa do jovem escritor está o logo de Batman (este filme é de 98, Batman Begins de 2005)!



NOTA: 9/10


terça-feira, 30 de junho de 2009

Shotgun Stories, de Jeff Nichols

Shotgun Stories é uma trágica história de vingança. Numa remota pequena localidade dos Estados Unidos vivem 3 irmãos a quem um pai alcoólico e uma mãe odiosa atribuiram os nomes de Son (filho), Boy (rapaz) e Kid (miudo).
Son (brilhante Michael Shannon) é o mais velho e aquele que se preocupa com o bem-estar dos irmãos e apesar de não ter muito dinheiro gasta o que tem no casino, o que leva a que a mulher sair de casa. Tudo muda na vida deles quando um dia a mãe vai lá a casa informá-los que o pai, que agora tinha outra mulher e mais 4 filhos, morreu. Este depois de os abandonar entrou em recuperação, entregou-se a Jesus e formou uma nova família que o adora. Só que no funeral, Son tem um discurso difamatório não esquecendo o que aquele homem, que se tinha transformado em bom fora um dia um monstro. Essa atitude leva a que a outra familia se revolte e apele por vingança.

Este é um filme independente, muito bem feito e bem estruturado onde se destaca a fotografia em wide-screan e a já referida boa interpretação de Michael Shannon (que já tinha brilhado em Bug e Revolutionary Road - que lhe deu uma nomeação ao Oscar de melhor secundário).

NOTA: 8/10


quarta-feira, 3 de junho de 2009

Der Baader Meinhof Komplex, de Uli Edel


Nos motins que ocorreram aquando da visita do Xá do Irão a Berlim em 1967 um estudante é morto a tiro pela policia. Dias depois após um discurso anti guerra do Vietname o activista Rudi Dutschke é baleado por um extremista de direita.
Motivados por estes e outros acontecimentos um grupo de activistas liderados por Gudrun Ensslin e pelo namorado, o temperamental Andreas Baader incendeia uns armazéns em Frankfurt. A esta luta contra o imperialismo e politicas de direita junta-se a jornalista Ulrike Meinhoff que abandona o marido e as filhas para se dedicar à vida militante.

Muito bom filme sobre este grupo terrorista o RAF (Red Army Faction) que assombrou a Alemanha ocidental durante um largo período (nos anos 90 alguns atentados foram relacionados com o grupo) seguindo a época dos seus primeiros lideres, precisamente Andreas Baader e Ulrike Meinhoff.
Um filme alemão candidato ao Oscar de melhor filme estrangeiro que passou praticamente despercebido por cá. Mas isso já não é novidade para ninguém.

NOTA: 8/10



domingo, 31 de maio de 2009

Let the Right One In, de Thomas Alfredson


Oskar é um rapaz de 12 anos que vive nos subúrbios de Estocolmo. Filho de país separados ele está a maior parte do dia entregue a si próprio e na escola é constantemente vitima de bullying o que o faz ter fantasias de vingança e coleccionar recortes de jornais com noticias de crimes macabros incluindo um ocurrido recentemente em que um jovem foi sangrado até à morte.

A nova vizinha anda a intriga-lo, apesar das temperaturas negativas e da neve, ela não tem frio e diz-lhe no primeiro encontro que não poderão ser amigos. Apesar disso os encontros entre ambos mantém-se e uma paixão começa a nascer.

Obviamente que Oskar ainda não sabe que Eli é uma vampira e tem de se alimentar de sangue humano para sobreviver.
Depois de Twilight, este filme do sueco Thomas Alfredson volta a reinventar o filme de vampiros (agora novamente na moda, também devido à série True Blood) com uma fábula de amor pré-adolescente com toques Bergmanianos à mistura.

Uma agradável surpresa e um belissímo filme que receio passe despercebido à maioria dos espectadores.


NOTA: 9/10




terça-feira, 26 de maio de 2009

Memories of Murder, de Joon-ho Bong


Entre 1986 e 1991, várias mulheres foram assassinadas numa pequena localidade rural da Coreia do Sul. Apesar dos esforços da policia - às vezes exagerados - o criminoso nunca foi encontrado. A desorganização da policia local é total, na ânsia de encontrar um culpado e tem de vir ajuda de Seul para dar um toque mais moderno às investigações.

Mais um bom filme surgido do cinema asiático do mesmo realizador de The Host - A Criatura! Mais um filme que foi arredado das estreias portuguesas e que pode ser encontrado em DVD numa das lojas de cinema vindo do oriente.

NOTA: 8/10


quarta-feira, 13 de maio de 2009

Star Trek, de JJ Abrams


Não sendo um trekkie por natureza gostava de ver a série original do Star Trek quando passava na RTP. Via-a com alguma regularidade embora a minha preferida de ficção cientifica fosse o Espaço 1999, que até tenho em DVD. Dos 10 filmes que já se tinham feito baseados nesta mítica série apenas vi um ou dois e mesmo desses não tenho uma recordação muito presente.

Então se não era um fã desmedido da série, o que é que me fez ir ao cinema ver esta nova versão de Star Trek, com actores jovens e imberbes?
JJ Abrams, senhoras e senhores. Apesar de achar que o terceiro capitulo de Missão: Impossível era dispensável, qualquer coisa que este senhor toque deixa-me curioso.
E de facto temos aqui algo de muito bom. Um filme para aqueles que não gostam ou não conhecem a série, mesmo para quem não é fã da ficção científica. Ao mesmo tempo os verdadeiros trekkies de certo que não irão ficar desapontados.
Depois tem aqueles piscar de olho brilhantes, ou não fossem os mesmos argumentistas de Lost e Cloverfield (a bebida fictícia que eles pedem no bar, no inicio do filme, aparece também em Lost e Cloverfield e as legendas que aparecem aquando da mudança de lugar são as mesmas do logótipocameo desse ícone que é Leonard Nimoy (o Spock original), no papel de... Spock. O elenco é bem conseguido, com especial destaque para o novo Mr. Spock, Zachary Quinto (o Sylar da série Heroes) e Eric Bana, maléfico com o seu vilão Nero. Embora não me lembre bem de alguns personagens da série/filmes originais veio-me logo à memória o original Dr. McCoy assim que vi o novo, desempenhado pelo actor Karl Urban.
Um filme obrigatório, cheio de grandes cenas de acção e efeitos especiais do melhor, que me fez vontade de ver (ou rever) alguns dos Star Trek anteriores.


NOTA: 9/10


segunda-feira, 11 de maio de 2009

The International, de Tom Tykwer


Luis Salinger (Clive Owen), agente da Interpol e Eleanor Whitman (Naomi Watts), assistente do procurador-geral de New York, estão decididos a desmascarar as actividades ilicitas de um dos mais poderosos bancos do mundo (o fictício IBBC). De Berlin a Nova Iorque, de Milão a Istanbul eles seguem o dinheiro ao mesmo tempo que lutam pela sobrevivência, pois há quem faça tudo para cumprir os seus objectivos, incluindo matar.

Temos aqui uma piscadela de olho de Tom Tykwer (Corre Lola, Corre) a filmes paranóia dos anos 70, mais propriamente Os Três dias do Condor (Sidney Pollack) e O Vigilante (FF Coppola) num thriller competente que numa altura de crise financeira à escala mundial é bom de ver, ainda que na ficção, alguém que combate e faz frente àqueles que levaram a esta situação.
Cenas de acção do melhor que se tem visto, principalmente aquela passada no Museu Guggenheim, em Manhattan. O qual é completamente metralhado.
Clive Owen encaixa bem na sua personagem mas a de Watts não se percebe bem o que anda lá a fazer. Destaque ainda para a presença de um secundário como Armin Mueller-Stahl!

NOTA: 7/10


quinta-feira, 7 de maio de 2009

Knowing, de Alex Proyas


Alex Proyas é um realizador que eu muito aprecio. No seu currículo estão alguns filmes já considerados de culto, como por exemplo O Corvo, o filme que viu morrer uma possível estrela que estava a tentar despertar, Brandon Lee. Além deste tem Dark City e I, Robot.

Foi pois com alguma expectativa que fui ver este Knowing esfriada por alguns comentários que li noutros blogues, de pessoal que assistiu à ante-estreia.
E apesar de não ser tão bom como outros filmes de Proyas encontra-se aqui bom material e também um Nicholas Cage muito melhor que os últimos "filmes" em que tem entrado.

No final dos anos 50 (mais precisamente em 1959) os alunos de uma escola fazem uns desenhos imaginando como será o mundo dali a 50 anos. Esses desenhos são metidos dentro de uma cápsula que será enterrada no pátio da escola e aberta precisamente 50 anos depois.
Quando a cápsula é aberta em 2009 um dos miudos fica, não com um desenho mas uma espécie de mapa numérico. O pai dele (Nick Cage) ao investigar essas inscrições descobre com surpresa que se tratam de datas, números de mortos e local de acidentes que aconteceram... e ainda vão acontecer!

É um filme com um enorme potencial, com cenas de cortar a respiração e dá a sensação que podia ter ido mais além.

NOTA: 8/10


sexta-feira, 1 de maio de 2009

Death Proof, de Quentin Tarantino

Agora que revi o filme chunga de Tarantino em DVD trago aqui aquilo que escrevi aquando do visionamento num cinema. Também vi a versão Grindhouse e esta que surgiu na Europa acrescenta muito mais à trama.

Depois de algumas revisitações que incluíram filmes de artes marciais e western spaghetti, Quentin Tarantino virou-se agora (juntamente com Robert Rodriguez) para os filmes xunga (série Z) que passavam em sessões duplas em salas chamadas Grindhouse.

 

Em Portugal os 2 filmes Grindhouse foram apresentados separadamente estreando primeiro este À Prova de Morte.

E ainda bem que assim foi pois esta versão tem mais 27 minutos que aquela que foi apresentada nos Estados Unidos.

A cicatriz que marca a cara de Stuntman Mike (um excelente Kurt Russell) é o que ele tem de menos inquietante. Duplo de filmes e séries de televisão dos anos 70, ele distrai-se a utilizar o seu carro Chevy Nova “à prova de morte” para matar belas jovens.

A estrutura do filme divide-se em duas partes separadas por alguns meses e por dois grupos de mulheres perseguidas por Stuntman Mike. O primeiro grupo formado por raparigas arrogantes que só pensam em divertir-se, o segundo grupo com mulheres mais temperamentais e decididas que vão causar mais dificuldades ao vilão.

Sendo já hábito em Tarantino, À Prova de Morte está cheio de referências de filmes anteriores, repare-se por exemplo no carro amarelo com lista preta fazendo lembrar a vestimenta que Uma Thurman usava em Kill Bill. E só para reparar nestes pequenos pormenores já vale a pena ir ver o filme.

E como bom filme série Z,  À Prova de Morte tem tudo aquilo a que tem direito: uma cópia riscada, saltos de imagem, falhas no som,... Por isso, senhores espectadores, não vale a pena tentar agredir o projeccionista! O filme é mesmo assim!

Quanto a mim é imperdivel.

NOTA: 9/10


quarta-feira, 22 de abril de 2009

Twilight, de Catherine Hardwicke


A nova histeria teenager?!?!
Quando surgiu a noticia de que os best-sellers de Stephenie Meyer iam passar ao grande ecrã houve logo quem pensasse de que se trataria de mais um filme para adolescentes. Mas felizmente não foi isso que aconteceu e esta história romantica de jovens vampiros até se leva bem.
Bella Swan (Kristen Stewart - Into the Wild) muda-se para casa do Pai na pequena cidade de Forks e quando pensava que ia ter aí uma estadia monótona conhece o misterioso Edward Cullen (Robert Pattison) e sua sinistra familia. A verdade é que todos ele são vampiros tentando levar uma vida pacata inseridos na comunidade. Os dois apaixonam-se e para além de lutar contra a sua sede de sangue, Edward ainda tem de defender Bella de alguém que anda a assassinar cidadãos de Fork.

NOTA: 7/10


segunda-feira, 13 de abril de 2009

Taken, de Pierre Morel


Taken é dos melhores filmes de acção que vi ultimamente. É um filme que não está com rodeios e vai directamente àquilo que realmente interessa. 
Bryan (Liam Neeson) é um ex-agente da CIA que se reforma para poder estar mais perto da filha Kim (Maggie Grace), que vive com a mãe (Famke Janssen) e um padrasto endinheirado. Quando Kim quer ir para Paris com uma amiga o Pai mostra-se reticente mas acaba por aceitar. Só que as piores suspeitas vêm-se a confirmar e Kim e a amiga são raptadas por um grupo de traficantes de mulheres. Sem tempo a perder Bryan parte para Paris e vai mover uma perseguição impiedosa apostado em não deixar nenhum dos inimigos para trás. Liam Neeson tem aqui um registo a fazer lembrar os bons tempos de Charles Bronson e do seu justiceiro solitário. E continuando no campo das comparações, Jack Baeur também vem à memória uma vez que para este Bryan também não existem questões morais.
O realizador é Pierre Morel, antigo colaborador de Luc Besson (que aqui contribui como argumentista) na direcção de fotografia.

Nota: 8/10




terça-feira, 7 de abril de 2009

Eden Lake, de James Watkins


Eden Lake é o mais um exemplo do bom cinema de terror produzido no Reino Unido.
Um casal é perseguido e torturado por um grupo de jovens num parque natural do interior da Inglaterra. Terror intenso, puro e duro. Com jarros de sangue à mistura mostrando mais uma vez que não são necessárias grandes paneleirices para fazer um bom filme do género. Estes jovens bandalhos fazem os caçadores de Deliverance parecerem uns meninos de coro...bem, talvez esteja a exagerar, mas andam lá perto.
A Kelly Reillly não merecia...

NOTA: 8/10


terça-feira, 31 de março de 2009

Killshot, de John Madden


Este Killshot é um belo filme de acção protagonizado por um belo quarteto de actores.
Baseado num conto de Elmore Leonard (3:10 to Yuma; Rum Punch que originou Jackie Brown) traz-nos a história de um casal à beira da ruptura que se vê acidentalmente a resolver uma tentativa de suborno levado a cabo por um bandido de meia tigela (Joseph Gordon Levitt) e o seu recém compincha, o assassino profissional mais conhecido por Blackbird (Mickey Rourke). Carmen e Wayne vão passar a viver protegidos e com outra identidade mas os assassinos não vão desistir facilmente.
O realizador é John Madden, do premiado Shakespeare in Love.

NOTA: 7/10

segunda-feira, 16 de março de 2009

Gran Torino, de Clint Eastwood


Walt Kowalski é um homem irascível, que ficou viúvo recentemente, que não se dá com os filhos, ex-combratente na guerra da Coreia, que manda uma piadas racistas de vez em quando. Apesar das mudanças que se deram no mundo e no seu bairro, numa localidade do Michigan, ele continua a pensar como nos anos 50 e tem sempre à mão uma espingarda pronta a disparar.
Uma noite alguém tenta roubar o seu Gran Torino, de 1972: o seu vizinho adolestcente Thao pressionado por um gang de Hmongs. Walt começa-se a dar com a familia do rapaz e a defendê-lo contra as ameaças do gang.

Um grande filme de Eastwood (mais um) que se despede em grande das lides da representação (a partir de agora só vai realizar), com o que podia ser uma recriação do seu Harry Callahan. De facto este Walt Kowalski tem muitos pontos em comum com o Dirty Harry.
Venham mais destes, Mr. Eastwood

NOTA: 9/10


sexta-feira, 13 de março de 2009

The Visitor, de Thomas McCarthy


Walter Vale (Richard Jenkins), um solitário professor de Connecticut, recentemente viúvo, vê-se obrigado a regressar a Nova Iorque para participar numa conferência e encontra o seu apartamento de Manhattan ocupado por um jovem casal de imigrantes ilegais. Depois de esclarecida a intromissão, Vale convida o casal - um jovem músico sírio chamado Tarek e a sua namorada senegalesa - a ficarem temporariamente a viver com ele. Uma improvável amizade acaba por se desenvolver entre o pacato Professor e o vibrante Tarek, mas os bons momentos depressa são perturbados pela injusta prisão de Tarek e a ameaça da sua possível deportação. Vale, que está determinado a ajudar, inicia uma verdadeira cruzada pela libertação de Tarek.

Mais uma um retrato da América pós-11 de Setembro (a América de Bush) este é um filme de um homem à procura de algum sentido para a sua vida. A mulher morreu há pouco tempo, o filho está em Londres, já não tem prazer na única aula que dá, nem inspiração para escrever. E até o artigo que é obrigado a ir comentar na conferência não foi ele que escreveu apesar de ter lá o nome como co-autor. Daí que esta viagem a Nova Iorque e o súbito encontro com estes imigrantes vai mudar a sua vida.
Richard Jenkins, conhecido pelas suas participações em 3 filmes dos irmãos Coen ou na série 7 Palmos de Terra, tem um desempenho notável, reconhecido pela Academia com uma nomeação.

NOTA: 8/10


domingo, 8 de março de 2009

Watchmen, de Zack Snyder

Quis custodiet ipsos custodes


Muitos diziam que era impossível adaptar para o cinema o grandioso comic-book de Alan Moore, que foi lançado nos Estados Unidos entre 1986 e 1987. Um dos que estavam contra esta adaptação era o próprio Moore, que recusa que o seu nome apareça nos créditos de filmes que adaptem obras suas. From Hell, Constantine e V for Vendetta não foram assim tão maus quanto isso, agora aquela coisa inenarrável a que chamaram de Liga de Cavalheiros Extraordinários não tinha nada a ver com o comic de Moore e foi uma ofensa a todos os amantes dos livros e ao próprio autor.
A Zack Snyder, que já havia adaptado de forma brilhante 300, de Frank Miller calhou a espinhosa missão de adaptar e realizar a mais celebrada obra de Alan Moore, Watchmen.
E o melhor elogio que se pode fazer é dizer que é das mais fiéis adaptações que já se fizeram.
Tudo começa com um dos créditos iniciais mais fantásticos dos últimos tempos. Ao som de Times They Are A-Changin de Bob Dylan vamos acompanhando a ascensão e queda dos primeiros super-heróis.
De seguida partimos para a cena inicial com a morte do Comediante (um excelente Jeffrey Dean Morgan, mais conhecido das séries televisivas Anatomia de Grey e Sobrenatural). A entrada em cena do Rorschach (Jackie Earle Haley encarna a personagem na prefeição), com a cena com que começa a novela gráfica "Rorschach's journal. October 12th, 1985..." faz-nos entrar para esta América onde Nixon vai para o seu 4º mandato e a tensão da Guerra Fria está no auge, com EUA e URSS à beira da guerra nuclear. Um mundo onde os "heróis" têm problemas morais, éticos e existenciais. Convencido que há uma conspiração para acabar com os Watchmen, Rorschach vai investigar a morte do Comediante. Rorschach é o único que se mantém no activo, por conta própria. Devido à Lei Keene que tornou os "super-heróis" ilegais, excepto se trabalhassem para o Governo, casos do Dr. Manhattan e do Comediante, enquanto os restantes (Nite Owl II; Silk Spectre II, Ozymandias) penduraram os fatos e dedicaram-se a uma vida normal. E é precisamente Rorschach e a morte do Comediante que os fazer tirar os fatos do armário (ou do expositor) e voltar à acção e tentar perceber o que se está a passar e quem está por de trás da maléfica conspiração contra eles.

Zack Snyder teve o condão de, com a ajuda de Alex Tse conseguir adaptar aquilo que à partida parecia inadaptável mantendo-se o mais fiel possível à novela gráfica. Os actores, parece que foram escolhidos a dedo tal é a perfeição com que encarnam as personagens. Depois há uma banda sonora divinal, cenas de acção do melhor que se tem visto ultimamente (a cena do "resgate" de Rorschach é exemplo disso), tudo misturado resulta numa obra arrebatadora que me faz babar só de pensar que aí vem um Director's Cut, de 220 min. a sair em DVD.
Depois disto vou-me lançar à novela gráfica (que conheço só até à 4ª parte) e ao motion comic o que me saciará esta sede de mais Watchmen.
NOTA: 9/10

sexta-feira, 6 de março de 2009

Cinema Xunga - Bangkok Dangerous, de The Brothers Pang


Nicholas Cage deve ser dos actores que podiam fazer uma boa carreira aquele que faz as piores escolhas. Desde que arrecadou o Oscar em 1995 raro tem sido o filme bom que o homem faz.
Neste mete um cabelo à Tom Hanks no Código Da Vinci e arma-se (literalmente) em assassino profissional, que percorre os 4 cantos do mundo a "limpar" pessoas.
Viaja até Bangkok para uma empreitada de quatro serviços. Os primeiros correm bem, mas depois começa a quebrar algumas das regras do assassino profissional (falta-lhe o código do Harry). Arranja um aprendiz e apaixona-se por uma tailandesa surda-muda (porra, não bastava ser tailandesa para eles não se entenderem, tinha de ser surda-muda??!?!). E no fim são os próprios contratantes que lhe querem limpar o sebo.

Os irmãos Pang fazem um remake de um filme seu, mas desta vez com produção hollywoodesca.
E pronto, lá vou eu esperar pelo próximo filme do Cage e esperar que ele acerte. Esperando que seja já o Knowing do Alex Proyas.

NOTA: 5/10

Trailer

quinta-feira, 5 de março de 2009

Stalag 17, de Billy Wilder

Como devem ter reparado por um dos filmes de eleição (o último que mereceu comentário aqui no Cantinho), Billy Wilder é um realizador que eu muito aprecio, tendo realizado alguns dos filmes mais marcantes da história do cinema.
Este Stalag 17, não sendo um desse é no entanto um filme muito bom sobre um campo de prisioneiros alemão, durante a II Guerra Mundial de onde ninguém consegue fugir.
O filme começa precisamente com a tentativa de fuga de dois sargentos americanos e a consequente morte à mão dos guardas alemães. A partir daqui gera-se uma série de conflitos entre os prisioneiros e os guardas e entre os próprios prisioneiros, com a desconfiança de que o Sgt. JJ Sefton (William Holden, que viria a ganhar o Oscar com este papel) anda a informar os alemãs das actividades da caserna. Todo o filme se desenrola com a tensão habitual de um filme de guerra mas com um refinado sentido de humor à mistura (a guerra tinha acabado há pouco tempo - o filme é de 1953) onde até os alemães eram tratados como uns patetas.