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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Filmes do Ano - 2012

1. The Dark Knight Rises, de Christopher Nolan


2. Hugo, de Martin Scorsese

3. Tinker Tailor Soldier Spy, de Tomas Alfredson
4. Take Shelter, de Jeff Nichols

5. Shame, de Steve McQueen

6. Skyfall, de Sam Mendes

7. Cloud Atlas, de Tom Tyker & Wachowski Brothers

8. Extremely Loud & Incredibly Close, de Stephen Daldry

9. Millenium 1, de David Fincher

10. Monrise Kingdom, de Wes Anderson


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

The Dark Knight Rises, de Christopher Nolan


É difícil nomearmos uma trilogia em que todos os filmes sejam de grande qualidade. De facto, com a entrada em cena de Chris Nolan, a saga Batman ganhou um novo alento, e conclui em grande forma a trilogia que define bem o legado do que é realmente esta personagem criada por Bob Kane.


A liderar uma conspiração para destruir Gotham City encontramos um vilão atrás duma mascara, de nome Bane (Tom Hardy). Oito anos antes, em colaboração com o tenente Jim Gordon e com o procurador Harvey Dent, Batman limpou Gotham City de organizações criminosas. Porém, ao assumir-se culpado pela morte de Dent, o homem morcego transformou-se num criminoso perseguido por todas as instituições policiais que antes o respeitavam e com quem sempre colaborou. Agora, a cidade volta a mergulhar no caos criado pelo cruel Bane, o tal adversário mascarado, com um passado sombrio e que planeia destruir Gotham City e todos os seus habitantes. É chegado então o momento de Bruce Wayne voltar ao activo e lutar de novo por tudo aquilo em que sempre acreditou. Mas, após ter sofrido várias desfeitas ele parece não estar preparado para enfrentar este grande desafio.


Depois do brilhante Joker de Heath Ledger, era dificil arranjar outro vilão carismático mas o Bane de Tom Hardy (irreconhecível) safa-se muito bem. Anne Hathaway e Joseph Gordon-Levitt são outros novatos que dão boa conta do recado.

Tim Burton tinha dado o seu tom gótico à saga Batman, Joel Schumacher só faltou acrescentar I Will Survive e YMCA à banda sonora dos seus filmes e finalmente, Chris Nolan revitalizou a saga e mostrou a personagem como ela realmente é, um homem como qualquer um, em busca de alguma justiça.
Se nos lembrarmos, reparamos que Batman é o unico super-herói que é humano. Spider-man foi picado por uma aranha radioactiva e ficou com poderes especiais, Superman vinha de outro planeta. E estes são só os exemplos mais conhecidos. E os filmes de Nolan mostram isso muito bem, mostram a personagem como ser humano que é, com todas as suas limitações e fraquezas. E essa é uma das vantagens desta trilogia que começou em Batman Begins e agora termina, em grande estilo diga-se.
Quem vier a seguir não vai ter a vida nada facilitada.

NOTA: 9/10


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Being Flynn, de Paul Weitz


 Nick Flynn (Paul Dano) é um jovem escritor de vinte e poucos anos que cresceu sem pai e teve de lidar com o suicídio da mãe (Julianne Moore). Jonathan (Robert De Niro), o pai, é um megalómano que sempre se auto-proclamou escritor e poeta, apenas comparado aos melhores. Nick era ainda uma criança quando o pai abandonou a família e acabou preso por burla. Hoje, Nick trabalha numa associação de apoio aos sem-abrigo em Nova Iorque, e o caminho de ambos acaba por se cruzar, uma vez que pelas circunstâncias e modo de vida irrealista, Jonathan acabou por se tornar num indigente.

Antes de mais, vale a pena saudar o regresso de Robert de Niro aos grandes desempenhos. O filme é baseado no livro de memórias do próprio Nick, Another Bullshit Night in Suck City e o seu forte é a boa representação dos dois protagonistas, De Niro e Paul Dano, que deixou já de pertencer à selecção de esperanças.

NOTA: 7/10


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Moonrise Kingdom, de Wes Anderson


1965, numa ilha localizada ao largo do estado de New England, Sam (Jared Gilman) e Suzy (Kara Hayward), jovens de 12 anos, sentem-se deslocados no meio das pessoas com que vivem. Depois de se conhecerem numa peça teatral na qual Suzy actuava, eles apaixonam-se e passam a trocar curiosas cartas regularmente. Um dia, resolvem deixar tudo para trás e fugir juntos. O que não esperavam era que os pais de Suzy (Bill Murray e Frances McDormand), o capitão Sharp (Bruce Willis) e o escuteiro-chefe Ward (Edward Norton) fizessem todo o possível para encontrá-los. 

 Mais um filme à Wes Anderson, no qual as primeiras imagens mostram logo a assinatura do realizador e recorre a temas habituais no seu trabalho - a família disfuncional; a relação do individuo com o grupo (a família, os escuteiros); o guarda-roupa excêntrico ; as crianças prodígio; os adultos desajustados... Moonrise Kingdom é Wes Anderson no seu melhor e é 1h30 de cinema que deve ser visto e revisto.

NOTA: 8/10

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Dog Pound, de Kim Chapiron

Dog Pound é um drama canadiano que se centra no sistema prisional juvenil e sua dura realidade. O filme segue o encarceramento de três jovens e a sua luta para lidar com a nova realidade. O filme é brutal, com algumas cenas de extrema violência, parecendo por vezes um documentário. A câmara não se centra na perspectiva de uma personagem em particular, simplesmente captando as cenas à medida que elas se desdobram com recurso a close-ups, o que torna o acontecimento que estamos a ver muito mais realista. Representado por actores desconhecidos que ainda assim têm excelentes desempenhos, conseguindo transmitir a dor, a angustia e nalguns casos, a dureza que uma situação daquelas requer.

NOTA: 8/10

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Prometheus, de Ridley Scott


Digam o que disserem sobre este filme uma coisa é certa, há algum tempo que não se fazia algo tão bom em ficção científica.
Ridely Scott pode ter andado algum tempo a fazer filmes menos conseguidos mas não nos podemos esquecer que é o Pai de duas das maiores obras do género da ficção cientifica... de sempre. Para os mais distraídos estou a falar de Alien e Blade Runner.
Por isso foi com entusiasmo que recebi a noticia de que Scott iria regressar ao universo alien, com uma prequela do seu filme de 1979.

No ano de 2093 a nave Prometheus, com a sua equipa de cinetistas chega ao planeta LV-223 com a finalidade de descobrir a origem da humanidade. O que eles não sabiam era que iam descobrir algo mais que poderia levar à sua extinção.


O design visual faz lembrar o do filme de 79, com as óbvias distâncias uma vez que a tecnologia disponível agora é muito mais avançada. Mas não deixa de ser uma homenagem, mesmo que não seja directamente, ao mundo que Moebius ajudou a criar para Alien.
Prometheus é mais que um filme de suspense, Scott (e os argumentistas Jon Spaihts e Damon Lindelof) metem-nos a filosofar sobre as origens da nossa existência, quem seriam esses seres superiores que nos criaram e por conseguinte, se esses seres eram tão superiores, quem (o que?) eram os seres que levaram à sua (quase) extinção?
O elenco e personagens são competentes, e aqui se inclui o android David de Michael Fassbender (um "filho" do Ash - Ian Holm - de Alien). Noomi Rapace, Idris Elba, Charlize Theron e um irreconhecível Guy Pearce também por lá andam.

NOTA: 8/10

terça-feira, 18 de setembro de 2012

As Flores da Guerra, de Zhang Yimou

Zhang Yimou é um dos melhores realizadores chineses e já nos apresentou filmes maravilhosos: Milho Vermelho, Judou, Esposas e Concubinas, A Tríade de Xangai, Herói, O Segredo dos Punhais Voadores. Todos eles filmes maravilhosos.
Desta vez deparou-se com o filme chinês mais caro de sempre e com a presença de uma estrela do cinema ocidental, Christian Bale.

Yimou foca aqui um acontecimento da Segunda Guerra sino-nipónica (o massacre de Nanquim - por aquela altura a capital da China) onde os japoneses, após conquistarem a cidade, procederam a todo o tipo de atentados contra a humanidade, desde violações a execuções em massa.
O filme tem algumas cenas espectaculares, algo já habitual no cinema de Yimou mas ainda assim longe da beleza fotográfica de filmes como Herói ou O Segredo dos Punhais Voadores.
Nota: 7/10

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Take Shelter, de Jeff Nichols


O realizador e argumentista Jeff Nichols volta a fazer parelha com Michael Shannon depois de Shotgun Stories. Aqui vemos a história de Curtis, um pai de familia, residente no Midwestern americano com a sua esposa (Jessica Chastain) e a sua filha Hannah (Tova Stewart) que é surda. 
Quando começa a ser atormentado por visões de uma tempestade apocalíptica ele teme estar a ficar esquizofrénico como a mãe (Kathy Baker). Com os pesadelos a piorar, Curtis cada vez mais paranóico, constrói um abrigo subterrâneo junto a sua casa para proteger a família da tempestade que se aproxima. 

Soberbamente escrito e muito bem dirigido (a cena final é soberba, por ex.), Take Shelter é um drama emocional, com toques de suspense e tem um desempenho fantástico de Michael Shannon. Mais um.

NOTA: 8/10

sexta-feira, 18 de maio de 2012

The Girl With the Dragon Tattoo, de David Fincher


Um jornalista desacreditado (Daniel Craig) e uma misteriosa hacker (Rooney Mara) formam uma inesperada dupla que vai investigar o desaparecimento de Harriet Vanger, a pedido do tio que suspeita que terá sido morta por um membro da família. 

Remake? Refilmagem? Nova adaptação do 1º livro da trilogia de Stig Larson?
Chamem-lhe o que quiserem, a verdade é que tem o toque de David Fincher. 
E isso nota-se. E isso agrada-me. 
Além disso tem um excelente leque de actores e só de ver Rooney Mara como Lisbeth Salander (já Noomi Rapace tinha sido excelente) vale logo a pena.

NOTA: 8/10

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Comédias que ainda vale a pena ver - 30 Minutes or Less


Por ano fazem-se várias comédias nos states, sendo que 90% (ou mais) delas são lixo. Nos ultimos anos têm surgido alguns nomes novos a fazer comédia de qualidade. Filmes como Pineapple Express (de David Gordon Green) , The Hangover (de Todd Phillips), Zombieland (de Ruben Fleisher, mesmo autor deste filme) trouxeram uma lufada de ar fresco no que à comédia diz respeito.

NOTA: 7/10


Serve isto para dizer que 30 Minutes or Less é uma agradável comédia, com as personagens a encontrarem-se em situações insólitas (e parvas).
Um entregador de pizas é raptados por dois amigos vestidos de gorila para o obrigarem a assaltar um banco, para terem dinheiro para mandar matar o pai ditador de um deles. É muita maluquice? Então vejam o resto.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

War Horse, de Steven Spielberg


Um cavalinho é domado por um rapaz, o pai do rapaz é obrigado a vender o cavalinho quando começa a Grande Guerra. O cavalinho parte para a guerra do lado dos bons (há bons nas guerras?) mas o rapaz afirma que eles vão voltar a estar juntos. Já na guerra o cavalinho anda a saltitar de lado (ora é dos bons, ora é dos maus) e por um momento bons e maus para a guerra para ajudar o cavalinho.

Já começa a ser tempo de o Spielberg fazer um filme mudo. Só com imagem.
Se assim fosse este War Horse teria nota 10. Fotografia espectacular, a fazer lembrar em alguns momentos o cinema de John Ford. Mas a história e os seus momentos lamechas é que eram escusados. 

NOTA: 8/10

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Dito Montiel





















Vi por estes dias dois filmes que eu não faço a mais pequena ideia de como chegaram até mim. O mais curioso é que eram ambos do mesmo realizador, coisa que eu desconhecia até à altura do nome do senhor aparecer no genérico.
A verdade é que me pus a ver, primeiro The Son of No One e dias depois A Guide to Recognizing Your Saints.
O 1º é sobre um policia que quando era jovem vivia num bairro problemático onde esteve envolvido em 2 crimes. O 2º filme é supostamente uma autobiografia do realizador (será? pelo menos o nome do protagonista é o mesmo) sobre um tipo que volta a casa vários anos depois para descobrir que se safou ao destino trágico de todos (ou quase todos) com quem andava na altura.
Nos dois filmes há Channing Tatum, pelos vistos o actor fetiche deste realizador. O primeiro filme tem Al Pacino, o segundo tem Robert Downey Jr. Tanto num filme como noutro, o realizador recorre a flashbacks para contar a história.

E pronto, foi assim que aterrei no cinema de Dito Montiel. Não perdia nada se não aterrasse. Mas aterrei. E para darmos valor ao que é bom também temos de conhecer o que é menos bom.

NOTA- A Guide to Recognize Your Saints: 6


NOTA - The Son of No One: 5

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Grande Ecrã


X-Men: First Class, de Matthew Vaughn

Tenho para mim que este é o melhor X-Men feito até ao momento. Sim, melhor que o 1º de Bryan Singer.

Tem bons actores (McAvoy, Fassbender, Jennifer Lawrence...), tenho guarda-roupa anos 60, tem o realizador de Kick-Ass ao comando.
E tem uma boa história, de como surgiram os X-Man. Principalmente os dois maiores protagonistas da saga, Xavier e Magneto.
E tem um cameo do Wolverine.

Nota: 8/10









Route Irish, de Ken Loach

Fergus e Frankie são dois amigos que vão para Bagdad. 3 anos depois Frankie é morto na Route Irish, a estrada mais perigosa da capital iraquiana.
Não acreditando na explicação oficial, Fergus vai investigar sozinho a estranha morte do melhor amigo.

NOTA: 8/10

Hunger (2008)/ Shame (2011), de Steve McQueen

 Este 1º filme do artista britânico Steve McQueen é de uma crueza impressionante.
Retrata a luta que os prisioneiros políticos do IRA levaram a cabo a prisão de Maze em 1981 e que culminou na morte do activista Bobby Sands, devido a greve de fome.
A realização é irrepreensível e mesmo os cerca de 15/20 minutos do plano-sequência em que Sands tenta fazer ver ao padre os benefícios de uma greve de fome para a luta dos presos políticos, são de uma intensidade brutal.
Destaque igualmente para a brilhante interpretação de Michael Fassbender no papel de Bobby Sands.

Um excelente filme

NOTA: 9/10
Brandon (Fassbender) é um viciado em sexo que quando não está com uma mulher, está a ver porno no seu computador, ou a masturbar-se numa qualquer casa-de-banho. Ele vê o seu ciclo vicioso interrompido com a repentina chegada da irmã.

Mais uma vez McQueen realiza de forma competente a angustia de um viciado que perde todo controlo sobre si.

Mais um excelente desempenho de Fassbender.

NOTA: 8/10

sexta-feira, 30 de março de 2012

The Innocents, de Jack Clayton


Nesta adaptação lúgubre, mas brilhante da novela clássica de Henry James "The Turn of the Screw", uma ama do século XIX, Miss Giddens (Deborah Kerr) chega a uma mansão sombria para cuidar de Flora (Pamela Franklin) e Miles (Martin Stephens), dois sobrinhos de um milionário que tem mais que fazer do que lhes dar atenção. À primeira vista as crianças são umas jóias mas logo a ama começa a perceber que há algo de mais perverso por detrás daquele ar angelical. Depois de presenciar várias situações inquietantes, Miss Giddens obtém informações da governanta (Megs Jenkins) que sugere que as crianças possam estar possuídas por espíritos de anteriores trabalhadores da casa, incluindo a antecessora de miss Giddens.


Um filme com 51 anos mas que dá uma lição a muito filmes do género do terror/suspense que por aí pairam, nesta que é cada vez mais a era do 3D.
Deborah Kerr (From Here to Eternity; Black Narcissus) tem um desempenho muito bom, começando com um ar doce de ama para depois de se deparar com algo que não estava à espera ter de partir para um registo diferente. No filme também vemos Michael Redgrave, o patriarca de uma família com tradições no cinema (ele é pai de Vanessa Redgrave).

NOTA: 9/10


sexta-feira, 23 de março de 2012

Grande Ecrã

Dirty Pretty Things, de Stephen Frears
Realizado por Stephen Frears (realizador de The Grifters, Ligações Perigosas, Alta Fidelidade, entre outros), esta é uma história de sobrevivência de dois imigrantes ilegais (ele nigeriano, ela turca) que aprendem que tudo está à venda no submundo de Londres. O nigeriano Okwe (Chiwetel Ejiofor) e a turca Senay (Audrey Tautou) trabalham num hotel em West London, que é uma fachada para actividades ilegais. Uma noite, Okwe faz uma descoberta macabra que coloca os dois num grande dilema e testa os seus limites. Vencedor de alguns festivais europeus, o filme seria nomeado para o Oscar de Melhor Argumento Original, Dirty Pretty Things é um thriller urbano fascinante e difícil de esquecer! Espantosa a interpretação de Ejiofor.
NOTA: 8/10


The Grey, de Joe Carnahan
De regresso a casa, um grupo de trabalhadores de uma refinaria no Alasca vê o seu avião cair ao cruzar a tundra e apenas oito deles sobreviver. Uma matilha de ferozes lobos, semelhantes aos pré-históricos em tamanho e ferocidade, persegue os sobreviventes. Entre eles, John Ottway (Liam Neeson) torna-se líder dos oito que lutam contra as adversidades da natureza e aqueles que os querem caçar, num autêntico contra-relógio. Será que se vão safar?
Mais um filme de sobrevivência numa região inóspita, desta vez com um cheirinho de terror e suspense.
NOTA: 7/10




The Damned United, de Tom Hooper
A história do mitico treinador inglês Brian Clough (excelente Michael Sheen) aquando da sua curta passagem pelo Leeds United (apenas 44 dias), a melhor equipa inglesa da altura. O filme aborda a ascensão de Clough, a forma como colocou o segundo-divisionário Derby County a campeão e a atribulada ida para o Leeds sem o seu braço direito, Peter Taylor para substituir o seu ódio de estimação, Don Revie que tinha ido treinar a selecção inglesa.
Um objecto histórico muito bom para quem gosta de futebol e não só e que nos ajuda a perceber a personalidade difícil (mas que daria frutos) deste génio do futebol britânico que a seguir aos acontecimentos retratados no filme viria a conquistar 2 Taças dos Campeões Europeus com o desconhecido Nottingham Forest. NOTA: 8/10

sexta-feira, 16 de março de 2012

Hugo, de Martin Scorsese

Martin Scorsese foi o realizador ideal para adaptar o livro de Brian Selznick ao cinema. De facto a personagem de Hugo poderia ser o próprio Scorsese. Paris, 1930. Hugo Cabret, um jovem de 12 anos, órfão, que vai viver com o seu tio após a morte do seu pai. Mas, pouco tempo depois, o parente desaparece sem deixar rasto. O rapaz vê-se então obrigado a viver em segredo no interior das paredes da gare e a cuidar dos vários relógios, tarefa que o tio lhe ensinara. Enquanto sobrevive à custa de esmolas e pequenos roubos, tenta arranjar um autómato que o seu pai lhe deixara, seguro de que depois de terminado o arranjo, o autómato lhe trará uma mensagem. É então que conhece Isabelle, uma menina que, tal como ele, vive em quase reclusão e abandono em casa do seu padrinho, um misantropo e sorumbático dono de uma loja de brinquedos. Estranhamente, Isabelle tem a chave em forma de coração que encaixa na pequena fechadura do autómato. Confuso, ele vai tentar perceber porque esta e outras peças se encaixam na perfeição.


O padrinho de Isabelle não é mais que o pioneiro do cinema Georges Méliès e o filme todo é uma enorme ode à 7ª arte. E como seria de esperar, Scorcese realiza de forma sublime, este mundo dickensiano na Paris dos anos 30. Os detractores do filme dizem que Scorsese finalmente se vendeu. Não concordo nada. Aliás, não via outro realizador a adaptar esta obra a não ser ele.
Uma excelente viagem aos primórdios do cinema.
Com excelentes intepretações de Ben Kingsley, Asa Butterfield, Chloë Grace Moretz, Sacha Baron Cohen, Jude Law, Michael Stuhlbarg, Emily Mortimer e Ray Winstone.

 NOTA: 9/10


terça-feira, 13 de março de 2012

Machine Gun Preacher, de Marc Forster

Quando um antigo biker toxicodependente decide mudar de vida, parte para África com o objectivo de conseguir redenção ajudando os mais necessitados. É ali que se vai deparar com uma realidade que irá mudar a sua vida, crianças forçadas a combater para os senhores da guerra.
Esta é a história veridica de Sam Childers que ajudou milhares de crianças sudanesas a sair dos horrores da guerra e a terem uma vida mais digna.

O primeiro filme de Marc Forster (Monster's Ball; Finding Neverland) depois de Quantum of Solace não vem confirmar aquilo de bom que ele já fez, o argumento deixa um pouco a desejar com algumas pontas soltas e outras aprofundadas demais.

Com Gerald Butler, Michelle Monaghan e Michael Shannon nos papeis principais.

NOTA: 7/10

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Carnage, de Roman Polanski

O mais recente filme de Roman Polanski é baseado na peça teatral, O Deus da Carnificina, de Yasmina Reza.
A história é simples, os casais Longstreet (Jodie Foster e John C. Reilly) e Cowan (Kate Winslet e Christoph Waltz) encontram-se para resolver uma briga entre Zachary e Ethan, os seus filhos de 11 anos. Porém o que parecia ser apenas uma reunião civilizada, transforma-se em algo mais à medida que são puxados para a conversa assuntos que a principio poderiam ser considerados insignificantes. Roman Polanski realiza com competência esta adaptação que tem no extraordinário desempenho dos actores o seu ponto forte.

NOTA: 8/10