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terça-feira, 7 de abril de 2015

Discos com História - #15 - Seventeen Seconds


Se há bandas que me tocam cá dentro, os Cure são certamente uma delas. Chegaram a ser a minha banda de eleição, a meio da década de 80, eles que foram uns dos reis da cena musical, do principio ao fim dessa década do séc XX.
No 1º ano dessa década lançam o seu primeiro grande disco, Seventeen Seconds. Não que Three Imaginary Boys fosse mau, mas não tinha a qualidade deste e dos que se seguiriam (Faith e Pornography), que se caracterizaram por um som mais sombrio, rótulo que viria a ficar anexado para sempre à banda.
O som é quase perfeito. O 1º trabalho do baixista Simon Gallup na banda a combinar na perfeição com a bateria de Lol Tolhurst, a guitarra de Robert Smith e as teclas de Matt Hartley.
Seventeen Seconds tem algumas das melhores canções da banda. A Forest (talvez mesmo a melhor) sobre um tipo perdido numa floresta à procura de uma rapariga que nunca existiu, M (de Mary, a namorada de Smith na altura e actual esposa) sobre medo e paranóia ou Play for Today, sobre estar farto de uma relação. Smith escreveu todas as canções em apenas duas ocasiões, em casa dos pais.

"You expect me to act like a lover, consider my moves and deserve the reward. To hold you in my arms, and wait... wait for something to happen" - Play For Today

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

discos com história #14 - Nursery Cryme


Este e os discos seguintes dos Genesis deve ter sido aqueles com que fui mais massacrado na minha infância e juventude. Uns são vitimas de bullying por parte dos irmãos mais velhos e seus amigos, eu era "vitima" de Genesis, Pink Floyd, Police e outros.
E eles estudavam estas óperas rock dos Genesis, e ainda hoje sabem as letras de trás para a frente. Aliás, é a unica fase de que gosto nos Genesis. Depois da saída de Peter Gabriel ainda tiveram um albúm mais ou menos com os mesmos ambientes psicadélicos mas depois a coisa descambou.

The Musical Box, o longo tema de abertura foi escrito por Peter Gabriel, baseado num conto de fadas victoriano, sobre um rapaz e uma rapariga que vivem numa zona rura. A rapariga, Cynthia mata o rapaz, Henry removendo-lhe a cabeça com um taco de croquet. Mais tarde ela encontra a caixa de musica de Henry e quando a abre o rapaz volta em forma de espírito e começa a envelhecer rapidamente. Isto faz com que durante alguns instantes ele tenha os desejos sexuais de uma vida inteira e tenta presuadir Cynthia a ter relações com ele. Só que entretanto entra em cena a sua enfermeira que lhe atira a caixa de musica destruindo ambos. Nas apresentações ao vivo, Peter Gabriel aparece com um máscara de velho para os versos finais deste tema.


A capa do album mostra Cynthia com o taco de croquet na mão e algumas cabeças espalhadas no campo, ao seu redor.

sábado, 3 de agosto de 2013

discos com história #13 - In the Flat Field


Por altura do lançamento de In the Flat Field eu ainda era influenciado pelas escolhas dos mais velhos (irmãos, amigos). Mas quando comecei a fazer as minhas escolhas, Bahuaus foi uma das bandas pela qual mais me apaixonei. E o seu som dark, a sua imagem gótica têm o ponto alto logo no 1º disco. In the Flat Field é para mim o melhor disco de originais dos Bauhaus. Um disco que ainda hoje se ouve com imenso prazer.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

máquina do tempo - 1981

os meus discos de 1981

Continuando o périplo pelos discos que fizeram história e avançando 1 ano, a seguir a 1980 veio 1981 (se bem me lembro). Eis os discos que mais me marcaram dessa altura. 

1. The Cure - Faith


2. Bauhaus - Mask
3. Stranglers - La Folie
4. New Order - Movement
5. Echo & the Bunnymen - Heaven Up Here
6. The Psychedelic Furs - Talk Talk Talk
7. The Gun Club - Fire of Love
8. Siouxsie & the Banshees - Juju
9. Depeche Mode - Speak & Spell
10. The Sound - From the Lions Mouth

outros:
Ramones - Pleasant Dreams
Roling Stones - Tattoo You
Devo - New Traditionalists
Altered Images - Happy Birthday
Einstürzende Neubauten - Kollaps
U2 - October
OMD - Architecture & Morality
Dead Kennedys - In God We Trust, inc
Soft Cell - Non Stop Erotic Cabaret
Joy Division - Still


sexta-feira, 22 de março de 2013

discos com história #12 - Surfer Rosa


Surfer Rosa chegou-me às mãos já depois de Doolittle, o disco seguinte dos Pixies. Encontrei-o a 900$00 numa discoteca de um pequeno centro comercial, por trás da Avenida da Boavista, no Porto. Foi amor à primeira vista. Todo é bom. Desde a capa ao interior do disco, terminando no conteúdo. Estão cá aquelas que são para mim as melhores musicas dos Pixies. Na altura não havia a partilha e o acesso à música que há hoje e eram raros os programas de rádio que passavam Pixies (mais uma vez António Sérgio), por isso muitas das musicas aqui incluídas eu nunca tinha ouvido. De uma ponta a outra o disco é excelente. As canções são curtas, ficamos com pena quando termina uma mas começa logo outra, e quando chegamos ao fim só nos apetece meter a agulha no inicio. Ainda hoje o oiço com o entusiasmo daqueles dias...

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

discos com história #11 - Movement


Tinha eu uns 14 ou 15 anos quando ouvi o disco pós-Joy Division pela primeira vez. Foi mais uma vez graças ao meu irmão mais velho, que no seguimento da morte de Ian Curtis decidiu dar uma oportunidade à nova banda dos outros 3 rapazes (Bernard Sumner, Peter Hook e Stephen Morris) a que se juntou poucos meses depois Gillian Gilbert, a namorada de Stephen Morris, o baterista.
Este primeiro disco dos New Order ainda soa muito a Joy Division, Ceremony e In a Lonely Place que aparecem na edição mais recente do disco, foram as ultimas musicas gravadas e escritas por Ian Curtis (Ceremony aparece mesmo no álbum póstumo dos JD, Still numa gravação ao vivo).



sexta-feira, 12 de outubro de 2012

discos com história #10 - Velvet Underground & Nico

Pouco haverá a dizer sobre um dos mais importantes discos da história da musica. Os VU (Lou Reed, John Cale, Sterling Morrison e Maureen "Moe" Tucker) tiveram aqui a ajuda de Nico e a produção (e concepção da capa) de Andy Warhol, para um disco repleto de canções belíssimas que eram completamente inovadoras para a época, influenciaram muitas outras bandas e continuam a fazer sentido quando ouvidas. All Tomorrows Parties; Femme Fatale, Heroin, I'm waiting for the man... O melhor é mesmo ouvir.



terça-feira, 25 de setembro de 2012

discos com história #9 - Ocean Rain


Ocean Rain, dos Echo & the Bunnymen (1984) foi mais um daqueles discos que ouvi vezes sem conta. Estava a entrar na adolescência quando me foi dado a ouvir alguns dos sons que viriam a marcar os meus gostos musicais daí para a frente. 
Entre os discos do meu irmão lá estavam 2 dos Echo & the Bunnymen, Heavan Up Here e este Ocean Rain que passava em repeat. Principalmente The Killing Moon e Seven Seas.
Os Echo marcaram a fase pós-punk, influenciaram várias bandas (ainda hoje se nota isso - Editors ou Interpol) e este é certamente um dos seus melhores discos.

Um disco que não envelheceu. Como todas as coisas de excelência é eterno.



quarta-feira, 13 de junho de 2012

discos com história #8 - Pornography


Em 1982 os Cure editaram o seu disco mais dark. Era o 4º da banda e o fim de uma fase musical que começaria com Seventeen Seconds e Faith, o 2º e 3º discos.
Foi a partir deste disco que a formação inicial se desmembrou. Simon Galup (o baixista) não aguentou a pressão e saiu (voltaria mais tarde e é ainda hoje o baixista da banda) e Lol Tolhurst deixou a bateria para se dedicar às teclas.
Mais tarde o disco viria a fazer parte da trilogia que melhor definia os The Cure (segundo Robert Smith), juntamente com Desintegration e Bloodflowers. Os 3 discos foram tocados ao vivo e na integra.

Como curiosidade, ou talvez não Pornography inicia com "It doesn't matter if we all die", de One Hundred Years e termina com "I must fight this sickness, find a cure", de Pornography.

Pornography é o meu álbum preferido de uma das bandas que musicalmente mais me marcou.

segunda-feira, 5 de março de 2012

discos com história #7 - Hup


De 1989, este segundo disco dos The Wonder Stuff é o melhor da banda. 
Mais um som que conheci através do Som da Frente do grande António Sérgio. Não era das bandas mais conhecidas de finais dos anos 80, princípios de 90 mas produziram belas musicas. 
Duraram 4 discos, muito bons por sinal e terminaram funções em 1994. Ainda regressaram nos anos 2004 tendo gravado um disco mas não voltaram ao que eram.
Este é um disco recheado de grandes canções.. Para ouvir do principio ao fim.


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

discos com história #6 - The Beatles (aka The White Album)



9º disco dos Beatles, editado em Novembro de 1968, mais conhecido como The White Album devido à sua capa totalmente branca. Foi o unico album duplo dos Beatles e foi gravado durante a sua "hibernação" na India. Era o fim da era mais ligada ao psicadelismo, iniciada com Revolver. Nele figuram temais imortais como Dear Prudence, Honey Pie, Happiness is a Warm Gun, While My Guitar Gently Weeps ou Helter Skelter...
Para alguns o melhor album dos Fab Four. Sem dúvida um dos melhores.


Um album intemporal, para ser ouvido eternamente.



segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

discos com história #5 - The Ideal Crash


E ao 3º disco os belgas dEUS fizeram o seu melhor disco até ao momento. The Ideal Crash é um disco quase perfeito, com grande musicas do principio ao fim. O primeiro da banda que não hesitei em adquirir.


terça-feira, 27 de setembro de 2011

discos com história #4 - Rum, Sodomy & the Lash

The Pogues foram-me apresentados com este grande disco de 1985, o segundo da banda. O título terá sido tirado de uma citação de Winston Churchill: "Don't talk to me about naval tradition. It's nothing but rum, sodomy, and the lash." e foi sugerido pelo baterista Andrew Ranken.
É um disco cheio de grandes canções, abrilhantadas pela voz embriagada de Shane McGowen, autor da maioria delas.
Tive o prazer de os ver em 88 ou 89, ainda com a formação original num dos maiores concertos a que assisti.



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

discos com história #3 - Goo


Não terá sido o disco que me fez fã dos Sonic Youth mas foi aquele que confirmou a grandeza da banda e um disco que ouvi (e continuo a ouvir) vezes sem conta. Continua a ser dos melhores, se não o melhor disco dos SY. Fez-me grande companhia a concertos e queimas das fitas de Coimbra (t-shirt) e no comboio para a tropa (K7).
A primeira musica que ouvi foi Tunic (song for Karen) no Som da Frente.




sexta-feira, 20 de maio de 2011

discos com história #2 - Closer

Closer foi o segundo e ultimo album de originais dos Joy Division e saiu em Julho de 1980, dois meses após a morte do seu líder, Ian Curtis.
Foi considerado um dos melhores discos do pós-punk e em algumas listas aparece mesmo como um dos melhores de sempre da história da música.

Músicos:
Ian Curtis – voz, guitarra em "Heart and Soul"
Bernard Sumner – guitarra, sintetizadores, baixo em "Atrocity Exhibition"
Peter Hook – baixo, guitarra em "Atrocity Exhibition"
Stephen Morris – bateria






terça-feira, 10 de maio de 2011

discos com história #1 - The Smiths

No meio de muitas coisas que o meu irmão mais velho me deu a conhecer estava este 1º disco de uma das minhas bandas preferidas. Estávamos no ano de 1984, por sinal de má memória.
Começava aqui o culto que infelizmente viria a durar pouco, uma vez que a banda se desmantelaria em 1987, depois do seu 4º álbum de originais.
Por ser o principio dos The Smiths e não só, este é um grande clássico da música moderna.