Mais uma iniciativa de outro blogue, neste caso o Blockbusters e que visava a escolha de um TOP10 de adaptações de BD/Comics ao cinema, de 2000 para cá.
Scott Pilgrim é o baixista de uma banda de garagem, chamada Sex Bob-omb. Tem 22 anos e acaba de conhecer a miúda dos seus sonhos - Ramona Flowers. Um único entrave para ganhar o seu coração? Os setes maléficos ex's preparados para matar Scott. De um infame skater a uma estrela de rock vegan... ele terá de vencê-los a todos antes que o jogo (e o filme) acabe ...
Foi preciso muita coragem para adaptar este comic ao cinema, e quem já folheou o livro sabe do que estou a falar. Mas Edgar Wright (Shaun of the Dead; Hot Fuzz) soube fazê-lo muito bem e criou um dos filmes mais loucos dos ultimos tempos mantendo as referências musicais, o estilo video-jogo e outras referências da cultura pop. O elenco também está muito bem conseguido, com destaque para Michael Cera, Kieran Culkin, Jason Schwartzman, Anna Kendrick e Mary Elizabeth Winstead.
Muitos diziam que era impossível adaptar para o cinema o grandioso comic-book de Alan Moore, que foi lançado nos Estados Unidos entre 1986 e 1987. Um dos que estavam contra esta adaptação era o próprio Moore, que recusa que o seu nome apareça nos créditos de filmes que adaptem obras suas. From Hell, Constantine e V for Vendetta não foram assim tão maus quanto isso, agora aquela coisa inenarrável a que chamaram de Liga de Cavalheiros Extraordinários não tinha nada a ver com o comic de Moore e foi uma ofensa a todos os amantes dos livros e ao próprio autor.
A Zack Snyder, que já havia adaptado de forma brilhante 300, de Frank Miller calhou a espinhosa missão de adaptar e realizar a mais celebrada obra de Alan Moore, Watchmen.
E o melhor elogio que se pode fazer é dizer que é das mais fiéis adaptações que já se fizeram.
Tudo começa com um dos créditos iniciais mais fantásticos dos últimos tempos. Ao som de Times They Are A-Changin de Bob Dylan vamos acompanhando a ascensão e queda dos primeiros super-heróis.
De seguida partimos para a cena inicial com a morte do Comediante (um excelente Jeffrey Dean Morgan, mais conhecido das séries televisivas Anatomia de Grey e Sobrenatural). A entrada em cena do Rorschach (Jackie Earle Haley encarna a personagem na prefeição), com a cena com que começa a novela gráfica "Rorschach's journal. October 12th, 1985..." faz-nos entrar para esta América onde Nixon vai para o seu 4º mandato e a tensão da Guerra Fria está no auge, com EUA e URSS à beira da guerra nuclear. Um mundo onde os "heróis" têm problemas morais, éticos e existenciais. Convencido que há uma conspiração para acabar com os Watchmen, Rorschach vai investigar a morte do Comediante. Rorschach é o único que se mantém no activo, por conta própria. Devido à Lei Keene que tornou os "super-heróis" ilegais, excepto se trabalhassem para o Governo, casos do Dr. Manhattan e do Comediante, enquanto os restantes (Nite Owl II; Silk Spectre II, Ozymandias) penduraram os fatos e dedicaram-se a uma vida normal. E é precisamente Rorschach e a morte do Comediante que os fazer tirar os fatos do armário (ou do expositor) e voltar à acção e tentar perceber o que se está a passar e quem está por de trás da maléfica conspiração contra eles.
Zack Snyder teve o condão de, com a ajuda de Alex Tse conseguir adaptar aquilo que à partida parecia inadaptável mantendo-se o mais fiel possível à novela gráfica. Os actores, parece que foram escolhidos a dedo tal é a perfeição com que encarnam as personagens. Depois há uma banda sonora divinal, cenas de acção do melhor que se tem visto ultimamente (a cena do "resgate" de Rorschach é exemplo disso), tudo misturado resulta numa obra arrebatadora que me faz babar só de pensar que aí vem um Director's Cut, de 220 min. a sair em DVD.
Depois disto vou-me lançar à novela gráfica (que conheço só até à 4ª parte) e ao motion comic o que me saciará esta sede de mais Watchmen.
Tornou-se um filme de culto, principalmente devido ao facto de o seu protagonista, Brandon Lee (filho de Bruce Lee) ter morrido acidentalmente durante as filmagens. Um ano após ter sido assassinado juntamente com a sua noiva, um músico rock levanta-se da sua sepultura com a ajuda de um corvo para se vingar dos bandidos que o assassinaram! Um grande filme que revelava que Brandon Lee poderia fazer-se num bom actor caso tivesse a orientação certa.
Quem aqui vem e quem me conhece já deve ter reparado que sou fã de Guillermo Del Toro e realizador mexicano já tem algumas obras grandiosas no seu currículo. Já tinha gostado bastante do primeiro Hellboy e conheço a BD do Mike Mignola (do qual Del Toro é fã e amigo) e acho que Del Toro foi o realizador indicado para transportar aquele universo para o cinema, dando-lhe o seu cunho pessoal o que melhora ainda mais as obras. E neste Hellboy 2 esse toque pessoal ainda é mais notado, pelo que ainda gostei mais deste que do primeiro. São quase duas horas de puro entretenimento com uns pozinhos de humor principalmento vindos do herói vermelho vindo do inferno. Neste segundo Hellboy, o reino do Inferno está prestes a invadir a Terra, depois das tréguas entre a Humanidade e o reino fantástico terem sido quebradas. O mais duro dos heróis terá então de derrotar o mais implacável ditador e o seu exército de seguidores, o Exército Dourado. Para isso vai ter a ajuda dos habituais Abe Sapien e Liz Sherman e de um novo agente, Johann Krauss.
Podia bem ser um pretexto para ir mostrando os vários cartazes já saídos do filme, mas não é o caso. Hoje chega a noticia de que tudo indica que Wathcmen verá mesmo a luz do dia (neste caso do projector). A Fox diz agora que nunca quis que o filme não fosse exibido, apenas quer receber a sua parte dos lucros do filme. Os fãs de Watchmen já se preparam para boicotar filmes da Fox, incluindo X-Men Origins: Wolverine, outra adaptação de um comic book! Por enquanto a data de estreia mantém-se inalterada: 6 de Março 2009 (nos States).
Uma guerra juridica entre a Fox e a Warner pelos direitos do filme vieram dar razão à primeira. A Fox tinha os direitos sobre o filme mas este estava emperrado há 2 décadas até que em Setembro a Warner pegou no projecto e meteu mão à obra com Zack Snyder ao leme. Agora um juiz vem dar razão ao Fox que prefere que o filme seja morto á nascença do que ter alguma percentagem dos lucro que o mesmo viesse a conseguir. Aparentemente a Fox nunca cedeu os direitos de distribuição do filme.
Agora que deixaram a malta com água na boca era bom que se entendessem e o projecto visse a luz do dia!
É raro, quase improvavel entrar numa sala de cinema com enormes expectativas e sair de lá não só com essas expectativas completamente superadas como totalmente banzado com aquilo que tinha acabado de ver.
O filme é realmente muito bom, com um argumento bem conseguido pelos irmãos Nolan e nem a sua extensão me incomodou porque ficaria ali mais uns minutos a ver aquela obra de arte. Como sempre a realização de Chris Nolan é excelente, quer seja nos planos abertos da cidade de Gotham ou nos fechados das expressões das personagens. Fotografia (aqueles tons azulados caem que nem ginjas no ambiente sombrio do filme), montagem, caracterizações tudo do melhor que se tem visto. No que diz respeito às interpretações, Christian Bale é o Batman de eleição. É um dos meus actores preferidos, na sua geração e mais uma vez porta-se à altura. Micahel Caine é Michael Caine e o papel do mordomo Alfred assenta-lhe como uma luva, assim como a Morgan Freeman como Lucius Fox (ou não se tratassem de dois dos melhores actores da actualidade). Gary Oldman (James Gordon) é um grande actor e está ao seu nível mais uma vez. Maggie Gyllenhall, como Rachel Dawes é muito melhor que Katie Holmes mas para mim a melhor surpresa foi a interpretação de Aaron Eckhart (Harvey Dent/Two Face) numa interpretação sublime. Já só me falta falar na melhor intrepretação de todas, aquela de que todos falam e desde que começaram a aparecer as primeiras imagens se dizia que era um Joker sublime. Não querendo fazer comparações com outros vilões, mas este Joker de Heath Ledger é genial em toda a sua essencia, é daqueles vilões que nós ganhamos simpatia e do principio ao fim a sua presença enche o ecrã - a cena da saida do hospital é genial e arrepiante. Fala-se em Oscar póstumo e quanto a mim é mais que merecido.
O filme ocupa neste momento o nº 1 no imdb e continua a bater vários records havendo quem ache que é o melhor filme de super-heróis de sempre. Não querendo entrar em comparações, apenas digo que é um dos melhores até porque pode viver à vontade com os Batman de Tim Burton, que também são dos filmes geniais tendo o realizador transportado Gotham City para o seu próprio mundo.
Por falar em filmes de super-heróis ou baseados em comic-books, vêm aí grandes surpresas... Será The Dark Knight o filme do ano?
Timur Bekmambetov, realizador russo/cazaque (nasceu no Cazaquistão) da trilogia vampiresca NightWatch; DayWatch, TwilightWatch (este ultimo ainda em fase de produção) faz aqui a sua primeira investida em Hollywood, num filme baseado numa novela gráfica de Mark Millar.
No trabalho, o seu patrão parece viver para o humilhar à frente dos colegas. Em casa, a sua namorada trai-o com o melhor amigo. Não é por isso de estranhar que Wesley (James McAvoy), tenha de tomar comprimidos para controlar os ataques de pânico. Mas a chegada da sensual Fox (Jolie) irá mudar para sempre a vida patética de Wesley. Fox vai recrutá-lo para a "Fraternidade", uma sociedade secreta de assassinos com capacidades extra-sensoriais, cujo mote é matar um para salvar milhares. Agora, ao descobrir forças que estavam adormecidas no seu corpo, Wesley vai renascer... mas também descobrir que as intenções dos seus parceiros poderão não ser tão nobres quanto parecia.
Wanted é um filme que vale pelo teor visual, com algumas cenas magníficas e pelos actores com o mestre Morgan Freeman à cabeça.
Mais uma adaptação de um comic book por parte da Marvel Studios e da Paramount Pictures.
Robert Downey Jr. (parece que os problemas já lá vão) aparece aqui como um milionário da industria de armamento e génio da invenção, que é raptado e obrigado a construir uma arma de destruição devastadora. Em vez disso ele cria uma armadura de ferro e assim consegue fugir do seu cativeiro. De volta a casa ele assume a sua armadura, cria-lhe mais uns "gadgets" e promete proteger o mundo como O Homem de Ferro.
Quando não é um realizador conhecido e bom naquilo que faz a adaptar estes comics é de ficar preocupado mas neste caso Jon Favreau consegue safar-se bem e o filme é bem agradável de se ver. A ajudar também está o excelente elenco, composto para além de Downey Jr., por Jeff Bridges, Gwyneth Paltrow e Terrence Howard.
Na cidade de Barrow no Alasca, durante o inverno, o sol não aparece durante 30 dias. Da escuridão e das terras geladas da inóspita região surge uma força do mal que espalha o terror entre os habitantes da região. Será que ao fim desses 30 dias ainda há sobreviventes?
Excelente filme de terror de David Slate e produzido por Sam Raimi. Baseado na banda desenhada de Steve Niles e Ben Templesmith com boas interpretações de Josh Hartnett e Danny Huston.
E à 3ª surge o Spiderman mais fraquinho, com algumas cenas ridiculas à mistura. Salva-se a moça da foto que está cada vez menos parecida com o pai e com o tio.
Scoop não será dos melhores do Woody Allen, mas é um filme do Woddy Allen e logo isso é motivo para ser um bom filme.
NOTA: 7/10
Ghost Rider
Assustei-me quando vi o nome do realizador. Afinal é só mau, náo é péssimo como o Daredevil!!! E o cabelinho do Nick Cage à Fernando Pereira ?!?!?!
Nota: 5/10
Hollywoodland
Divagação sobre a morte do 1º actor a fazer de Superman.
Ben Affleck prova que afinal sabe ser actor.
NOTA: 7/10
Crank
Um filme chunga que se vê bem. Faz lembrar aquela: "Não bate mas entretem"
NOTA: 6/10
Al Pacino tem 88 Minutos para salvar a própria vida, neste thriller intenso do principio ao fim. Gostaria ainda de saber quando é que o Pacino perde o ar ensonado que ficou desde que fez o Insomnia!??!
NOTA: 7/10
Um grupo de pessoas aparentemente desconhecidas umas das outras (e delas próprias) acordam num aramzém e tentam descobrir quem são e o que fazem ali.
A critica portuguesa tem arrasado com esta obra grandiosa. Coisas como "filme fascista", "a morte do cinema", etc.
Sobre ser um filme fascista e que é um filme pro-Bush, tendo inclusive passagens já ditas pelo presidente americano, só posso dizer que o filme se baseia no BD de Frank Miller, que foi escrita em 1998.
Como Sin City, também retrato fiel da BD de Frank Miller, 300 é uma obra cinematografica grandiosa, com actores de carne e osso, mas que recorre ao digital para as cenas de batalha.
Spartan King Leonidas: [Turning towards the Spartans] Spartans! What is your profession? Spartans: Harooh! Harooh! Harooh! Spartan King Leonidas: See old friend, I brought more soldiers than you did.
Persian Officer: Fools! Our arrows will blot out the sun. Stelios: Then we will fight in the shade!
Spartan King Leonidas: Spartans! Ready your breakfast and eat hearty... For tonight, we dine in hell!