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sexta-feira, 30 de março de 2012

The Innocents, de Jack Clayton


Nesta adaptação lúgubre, mas brilhante da novela clássica de Henry James "The Turn of the Screw", uma ama do século XIX, Miss Giddens (Deborah Kerr) chega a uma mansão sombria para cuidar de Flora (Pamela Franklin) e Miles (Martin Stephens), dois sobrinhos de um milionário que tem mais que fazer do que lhes dar atenção. À primeira vista as crianças são umas jóias mas logo a ama começa a perceber que há algo de mais perverso por detrás daquele ar angelical. Depois de presenciar várias situações inquietantes, Miss Giddens obtém informações da governanta (Megs Jenkins) que sugere que as crianças possam estar possuídas por espíritos de anteriores trabalhadores da casa, incluindo a antecessora de miss Giddens.


Um filme com 51 anos mas que dá uma lição a muito filmes do género do terror/suspense que por aí pairam, nesta que é cada vez mais a era do 3D.
Deborah Kerr (From Here to Eternity; Black Narcissus) tem um desempenho muito bom, começando com um ar doce de ama para depois de se deparar com algo que não estava à espera ter de partir para um registo diferente. No filme também vemos Michael Redgrave, o patriarca de uma família com tradições no cinema (ele é pai de Vanessa Redgrave).

NOTA: 9/10


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

discos com história #6 - The Beatles (aka The White Album)



9º disco dos Beatles, editado em Novembro de 1968, mais conhecido como The White Album devido à sua capa totalmente branca. Foi o unico album duplo dos Beatles e foi gravado durante a sua "hibernação" na India. Era o fim da era mais ligada ao psicadelismo, iniciada com Revolver. Nele figuram temais imortais como Dear Prudence, Honey Pie, Happiness is a Warm Gun, While My Guitar Gently Weeps ou Helter Skelter...
Para alguns o melhor album dos Fab Four. Sem dúvida um dos melhores.


Um album intemporal, para ser ouvido eternamente.



quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

If..., de Lindsay Anderson


“There’s no such thing as a wrong war. Violence and revolution are the only pure acts” 
  Mick Travis

Malcolm McDowell é Mick Travis (personagem que repetiria com o mesmo realizador em mais dois filmes - O Lucky Man e Britannia), um estudante que, juntamente com alguns colegas, tenta manter a  independência num opressivo colégio interno britânico. Estes estudantes entram em choque com este rígido sistema de ensino, que os castiga, ridiculariza e tortura. Esta opressão vai levá-los a um acto desesperado de consequências devastadoras.

Sátira ao sistema de ensino britanico nos anos 60, que Lindsay Anderson conheceu por dentro, If... é levemente inspirado no hino à anarquia escolar, Zero em Comportamento (1933), de Jean Vigo transportando a intriga para a altura das revoltas estudantis de 1968.


Destaque para a primeira aparição de Malcolm McDowell no grande ecrã. O actor ficaria nos anais do cinema anos depois com o seu Alex de Large, em Clockwork Orange.

Curiosidades: 

  • Cena de sexo explicito, muito ousada para a altura
  • O filme alterna película a cores com preto-e-branco, não por qualquer razão especial mas devido ao facto de o orçamento para a cor ter sido gasto antes do filme estar concluído.
  • Palma de Ouro em Cannes (1969)
NOTA: 9/10

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

True Grit, de Henry Hathaway


Agora que está quase aí a versão dos manos Coen resolvi ver a versão antiga de True Grit.
True Grit proporcionou a John Wayne um dos melhores, senão o melhor papel da sua longa carreira (recebeu o Oscar por este papel) e apresentou-nos uma das personagens mais carismáticas dos anos dourados do western, Rooster Cogburn, papel ao qual voltaria 6 anos mais tarde, em 1975.

Rooster é um velho e rezingão marshall, cuja reputação como caçador de criminosos é insuperável. Por isso é contratado pela jovem e obstinada Mattie Ross para caçar o assassino do seu pai. A eles se vai juntar o ranger La Boeuf que também quer caçar Tom Chaney.
Muito bom western, bem filmado por Henry Hathaway que conta ainda com uns muito jovens Robert Duvall e Dennis Hopper.
Após este visionamento ainda fiquei mais em pulgas para a nova adaptação da novela de Charles Portis por parte de Joel e Ethan Coen. E com Jeff Bridges no papel de Rooster...

NOTA: 8/10

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Filmes de Eleição #34 - Once Upon a Time in the West


Mais um filme de Sergio Leone nesta minha lista de eleição. Um grande Western Spaghetti com um dos melhores começos de um filme da história do cinema.Três bandidos esperam pela chegada de um comboio. Enquanto esperam tentam entreter-se com qualquer coisa, nem que seja a prender moscas no cano da pistola. A espera torna-se longa, não há diálogos, apenas o som do ambiente que os rodeia. Ouve-se então o som do comboio que se aproxima, o som aumentando, o comboio chega à estação e dele sai apenas um homem que toca harmónica... Segue-se uma curta conversa entre os quatro e o primeiro tiroteio do filme...

Henry Fonda (um biltre da pior espécie), Charles Bronson (o homem da harmónica), Claudia Cardinale (uma mulher a quem acabaram de assassinar o marido) e Jason Robards brilham em grande estilo e a música de Ennio Morricone encaixa na perfeição.

Uma obra prima.


segunda-feira, 25 de maio de 2009

Filmes de Eleição - #31 - Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb, de Stanley Kubrick


Uma das mais geniais comédias de sempre tem a assinatura desse grande génio da 7ª arte que é Stanley Kubrick. No auge da guerra fria, teve a ousadia de fazer este filme recheado de cenas hilariantes que já pertencem à elite das melhores cenas da história do cinema.
Para mim Kubrick foi um dos melhores realizadores de sempre que o cinema nos deu, faltam-me ver dois dos seus filmes mais antigos e dos mais geniais (quase todos) é difícil escolher o melhor.

A luta entre o general (George C. Scott) e o embaixador russo na War Room! O comandante texano do B52, com sotaque à cowboy, Major King Kong e a música dos westerns que acompanha essas cenas. O vilão Jack D. Ripper. O telefonema do capitão Mandrake para o presidente dos EU a partir de uma cabine telefónica... Todas as cenas do Dr. Strangelove... Geroge C. Scott e... Peter Sellers (em três personagens diferentes).
Grandioso.

NOTA: 10/10

Não deixo aqui um trailer mas sim a brilhante sequência final, onde o Dr. Strangelove traça o plano de sobrevivência caso a "doomsday machine" entre em accção! E claro, o brilhante milagre final! Mein Führer! I can Walk!


quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Máquina do Tempo #3


Nos anos 60, entre outras grandes bandas os Velvet Underground davam cartas. Umas das melhores bandas de sempre que influenciaram muito boa gente. Alguns destes meninos ainda hoje fazem coisas muito boas.


terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Filmes de Eleição #16 - O Bom, o Mau e o Vilão


Este é um dos expoentes máximos do western spaghetti, um filme todo ele arte do principio ao fim. Era o culminar da trilogia dos dólares, sempre com Clint Eastwood à cabeça.


terça-feira, 3 de junho de 2008

In Cold Blood, Richard Brooks


Baseado no romance de Truman Capote com o mesmo título, In Cold Blood conta a verdadeira história da morte da família Clutter e dos autores da chacina.
O filme segue o trajecto dos dois assassinos, desde o planeamento do golpe até à sua condenação e morte na forca.
Perry Smith e Dick Hickock planearam o assalto pensando que iam encontrar uma fortuna mas acabaram por cometer os crimes levando pouco mais que 40 dolares.
Um dos bons filmes de Richard Brooks, realizador de filmes como Gata em Telhado de Zinco Quente, O Falso Profeta ou Corações na Penumbra.

Curiosidades:
O filme Capote, que deu o Oscar de melhor actor a Philip Seymour Hoffman acompanha a relação entre Truman Capote (na sua pesquisa para o livro) e Perry Smith.

Anthony Hopkins estudou ao promenor a personagem de Perry Smith, desempenhada por Robert Blake para o seu Hannibal Lecter.

Robert Blake foi acusado e preso, em 2002 por ter assassinado a esposa. Em 2005 foi absolvido.
Blake ficou famoso nos anos 70 ao protagonizar a série Baretta. O seu ultimo filme foi Estrada Perdida, de David Lynch onde curiosamente fazia de um homem que matava a esposa.

NOTA: 8/10

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Dia Mundial do Livro


Neste Dia Mundial do Livro nada melhor que recomendar um filme sobre livros, sendo que esse filme é também baseado num livro.

Em Fahrenheit 451, baseado no romance de Ray Bradbury, Montag é um bombeiro (numa época em que os bombeiros não apagam fogos mas queimam livros, sendo o título uma referência à temperatura a que os livros ardem) que é chamado sempre que há denuncias sobre alguém que tenha uma obra literária.
Após conhecer uma jovem rebelde, Montag começa a questionar a sua actividade . Porquê de queimar livros que nunca leu?
É então que resolve libertar-se das teias da censura e da repressão intelectual, vigente nessa época.

Magnifica adaptação por parte de François Truffaut, em 1966. Um filme a ver. Um livro a ler.
O livro vai ter outra adaptação, por parte de Frank Darabont estando a estreia prevista para 2010.

NOTA: 10/10