Chris
(Daniel Kaluuya), um fotógrafo afro-americano, vai passar uns dias à casa de
família da sua namorada caucasiana, Rose (Allison Williams). A casa fica no
meio do nada e nela vivem os pais de Rose (Bradley Whitford e Catherine Keener),
o irmão (Caleb Landry Jones), uma criada (Betty Gabriel) e um jardineiro
(Marcus Henderson), ambos afro-americanos. Chris nem estranha a excessiva
condescendência com que os pais tratam a relação inter-racial da filha, mas com
o passar dos dias, algumas descobertas inesperadas levam-no a uma verdade que
não estaria à espera.Uma abordagem ao género “terror” um pouco diferente do que
estamos habituados e talvez por isso o filme tenha tido bastante aceitação por
parte do público, ainda por mais pegando num flagelo que ainda está muito
presente na nossa sociedade, que é o racismo.
Tensão racial é um excelente tema para reflectir o horror dos
nossos tempos. Ainda assim, é no toque quase satírico que Peele alfineta
com mais intensidade uma sociedade ainda movida por retrocessos. Um filme de terror, para ser bom nunca precisou de grande
orçamento e Jordan Peele prova isso mesmo, nesta sua estreia na realização.
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sexta-feira, 8 de setembro de 2017
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
The Wailing, de Hong-jin Na
Uma onda de assassinatos violentos assola uma pacata vila sul-coreana. Esses crimes coincidem com a chegada de um misterioso forasteiro que se instala na vizinhança, o que desperta medo e desconfiança nos locais. Entre os moradores está o policial Jong-Goo (Kwak Do-won), que comanda a investigação e até a sua própria filha se torna alvo da maldição que assola a região. Para combater este poder maléfico ele pede a ajuda de um xamã para encontrar e destruir o culpado das mortes.
Mais um bom exemplo da qualidade do cinema sul-coreano, não só no género de terror (como é aqui o caso) mas também noutros géneros. Hong-jin Na é o realizador de The Chaser, que também vi recentemente.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
The Conjuring, de James Wan
Mais um filme de terror apresentado como tendo sido baseado em factos reais (de facto foi mesmo), embora não precisasse desta informação para se considerado um bom filme do género.
Realizado por um mestre do terror, James Wan (o homem por trás de Saw) The Conjuring apresenta-nos uma família que vai viver para uma casa de campo, isolada das grandes cidades e logo na primeira noite descobrem um passagem secreta, que depois de aberta vai-lhes começar a causar problemas.
NOTA: 7/10
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Kill List, de Ben Wheatley
![]() |
| NOTA: 6/10 |
«Kill List» conta a história de Jay, um ex-soldado que se transformou num assassino profissional.
Oito meses depois de um trabalho desastroso em Kiev, que o deixou física e mentalmente marcado, e com problemas financeiros, Jay é agora pressionado pelo seu parceiro, Gal, a aceitar uma nova missão. À medida que se vão deixando levar pelo mundo obscuro e perturbador do contrato, Jay começa a revelar mais uma vez o seu medo e paranoia, deixando-se levar para a profundidade das trevas.
Eligiado em vários festivais onde foi exibido o filme acaba por não ser nada de extraordinário. Com um inicio algo lento, mostrando-nos os problemas familiares de Jay, só começa a ter algum interesse quando uma das personagens secundárias (Fiona) deixa uma mensagem intrigante por trás de um espelho na casa de Jay.
Algumas cenas de extrema violência que podem levar os mais sensíveis a ficar impressionados, e pouco mais neste thriller britânico.
Neil Maskell faz o papel de Jay com competência, ele que eu já conhecia da série Utopia, onde também fazia de sinistro assassino.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Prometheus, de Ridley Scott
Digam o que disserem sobre este filme uma coisa é certa, há algum tempo que não se fazia algo tão bom em ficção científica.
Ridely Scott pode ter andado algum tempo a fazer filmes menos conseguidos mas não nos podemos esquecer que é o Pai de duas das maiores obras do género da ficção cientifica... de sempre. Para os mais distraídos estou a falar de Alien e Blade Runner.
Por isso foi com entusiasmo que recebi a noticia de que Scott iria regressar ao universo alien, com uma prequela do seu filme de 1979.
No ano de 2093 a nave Prometheus, com a sua equipa de cinetistas chega ao planeta LV-223 com a finalidade de descobrir a origem da humanidade. O que eles não sabiam era que iam descobrir algo mais que poderia levar à sua extinção.
O design visual faz lembrar o do filme de 79, com as óbvias distâncias uma vez que a tecnologia disponível agora é muito mais avançada. Mas não deixa de ser uma homenagem, mesmo que não seja directamente, ao mundo que Moebius ajudou a criar para Alien.
Prometheus é mais que um filme de suspense, Scott (e os argumentistas Jon Spaihts e Damon Lindelof) metem-nos a filosofar sobre as origens da nossa existência, quem seriam esses seres superiores que nos criaram e por conseguinte, se esses seres eram tão superiores, quem (o que?) eram os seres que levaram à sua (quase) extinção?
O elenco e personagens são competentes, e aqui se inclui o android David de Michael Fassbender (um "filho" do Ash - Ian Holm - de Alien). Noomi Rapace, Idris Elba, Charlize Theron e um irreconhecível Guy Pearce também por lá andam.
NOTA: 8/10
sexta-feira, 30 de março de 2012
The Innocents, de Jack Clayton
Nesta adaptação lúgubre, mas brilhante da novela clássica de Henry James "The Turn of the Screw", uma ama do século XIX, Miss Giddens (Deborah Kerr) chega a uma mansão sombria para cuidar de Flora (Pamela Franklin) e Miles (Martin Stephens), dois sobrinhos de um milionário que tem mais que fazer do que lhes dar atenção. À primeira vista as crianças são umas jóias mas logo a ama começa a perceber que há algo de mais perverso por detrás daquele ar angelical. Depois de presenciar várias situações inquietantes, Miss Giddens obtém informações da governanta (Megs Jenkins) que sugere que as crianças possam estar possuídas por espíritos de anteriores trabalhadores da casa, incluindo a antecessora de miss Giddens.
Um filme com 51 anos mas que dá uma lição a muito filmes do género do terror/suspense que por aí pairam, nesta que é cada vez mais a era do 3D.
Deborah Kerr (From Here to Eternity; Black Narcissus) tem um desempenho muito bom, começando com um ar doce de ama para depois de se deparar com algo que não estava à espera ter de partir para um registo diferente. No filme também vemos Michael Redgrave, o patriarca de uma família com tradições no cinema (ele é pai de Vanessa Redgrave).
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
I Saw the Devil, de Kim Ji-woon
Da Coreia chega-nos mais um filme de vingança - falo da trilogia de vingança de Chan-wook Park, desta vez de Kim Ji-woon, realizador de Doce Tortura e Tale of Two Sisters, por ex.
Kyung-chul (Choi Min-sik) é um sádico sexual que mata sem remorsos e com
requintes de malvadez. Com toda a polícia de Seul no seu encalço, nada
o parece parar até ao dia em que escolhe como vítima a jovem noiva de
Soo-hyun (Lee Byung-hun), um agente da polícia secreta coreana.
Devastado pelo sofrimento e obcecado com a vingança, Soo-hyun só tem um
objectivo: fazer o assassino sentir ainda mais horror e sofrimento do que a sua noiva sentiu. Começa assim um jogo macabro em que caçador e presa trocam de
papéis: o psicopata assassino é convertido em vítima e a sua presa acaba
transformado num monstro igual àquele que desejava destruir.
I Saw the Devil é um filme de extrema violência sobre a natureza da vingança, uma experiência visceral que nos deixa abananados, do principio ao fim.
Um dos grandes filmes estreados este ano nas salas portuguesas.
NOTA: 9/10
terça-feira, 19 de julho de 2011
Daybreakers, de Peter e Michael Spierig

Numa época em que há vampiros por todo o lado, quer seja no cinema, televisão ou literatura surge este filme dos gémeos Spierig que é bem melhor que muita coisa do género que por aí anda.
Em 2019, uma praga transformou a maior parte dos humanos em vampiros. A raça dominante prevendo uma futura falta de sangue começa a recolher os poucos humanos existentes enquanto uma pequena resistência tenta salvar a humanidade com a ajuda de uns poucos vampiros.
Andam por lá nomes como Ethan Hawke, Sam Neill ou Willem Dafoe
Nota: 7/10
Em 2019, uma praga transformou a maior parte dos humanos em vampiros. A raça dominante prevendo uma futura falta de sangue começa a recolher os poucos humanos existentes enquanto uma pequena resistência tenta salvar a humanidade com a ajuda de uns poucos vampiros.
Andam por lá nomes como Ethan Hawke, Sam Neill ou Willem Dafoe
Nota: 7/10
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Cinema - ultimos vistos
And Soon the Darkness, de Marcos Efron
Duas amigas passeiam de bicicleta pela Argentina até que se perdem uma da outra.
Um filme de terror que não acrescenta nada ao género. NOTA: 5/10
Les Aventures extraordinaires d'Adèle Blanc-Sec, de Luc Besson
Adèle é uma jovem e aventureira repórter capaz de qualquer coisa para conseguir o que quer. Vai até ao Egipto em busca da cura da doença da sua irmã, na tumba secreta de um faraó. Ao regressar para Paris, ela percebe que o pânico tomou conta da população. Um ovo de dinossauro com milhões de anos chocou misteriosamente no museu e a criatura está a aterrorizar a cidade. Além disso, coisas estranhas continuam a acontecer no museu. Mas, nem o perigo e nem todo mistério por detrás dos curiosos acontecimentos impedirá Adèle de conseguir salvar sua irmã.
Adaptação por parte de Luc Besson de uma conhecida BD francesa de Tardi. As aventuras de Adéle Blanc-Sec são um bom entretenimento. Nota: 7/10
Duas amigas passeiam de bicicleta pela Argentina até que se perdem uma da outra.Um filme de terror que não acrescenta nada ao género. NOTA: 5/10
Les Aventures extraordinaires d'Adèle Blanc-Sec, de Luc Besson
Adèle é uma jovem e aventureira repórter capaz de qualquer coisa para conseguir o que quer. Vai até ao Egipto em busca da cura da doença da sua irmã, na tumba secreta de um faraó. Ao regressar para Paris, ela percebe que o pânico tomou conta da população. Um ovo de dinossauro com milhões de anos chocou misteriosamente no museu e a criatura está a aterrorizar a cidade. Além disso, coisas estranhas continuam a acontecer no museu. Mas, nem o perigo e nem todo mistério por detrás dos curiosos acontecimentos impedirá Adèle de conseguir salvar sua irmã.Adaptação por parte de Luc Besson de uma conhecida BD francesa de Tardi. As aventuras de Adéle Blanc-Sec são um bom entretenimento. Nota: 7/10
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Black Swan, de Darren Aronofsky

Depois de nos ter presenteado com alguns dos melhores filmes dos últimos tempos (Pi, Requiem for a Dream, The Fountain, The Wrestler), Darren Aronofsky está de volta com um dos filmes mais aguardados do ano (é de 2010, está e vai ser nomeado para os melhores de 2010 mas só estreia em Portugal em 2011) passado no universo do ballet, onde uma companhia se prepara para levar a cena O Lago dos Cisnes.
Tudo começa quando o director da companhia (Vincent Cassel) decide trocar a envelhecida bailarina Beth (o regresso de Winona Ryder) pela jovem Nina (Natalie Portman), a quem entrega o papel principal. Mas apesar de Nina transmitir a fragilidade do Cisne Branco nos seus movimentos, não consegue captar a essência sedutora do Cisne Negro. Nina começa a ficar obcecada por este duplo papel e os nervos aumentam à medida que se aproxima o dia da apresentação, com outras candidatas à espreita de um deslize seu.
Aronofsky dá-nos um crescente de tensão do primeiro ao último minuto e prova mais uma vez que não são precisos muitos recursos para se fazer um grande filme de terror e suspense.
As interpretações são bastante sólidas, principalmente a de Natalie Portman que depois do bom desempenho em Brothers, tem aqui o ponto mais alto da sua ainda curta carreira.
Já nomeado para 4 Golden Globe Awards, Black Swan pode ser também um dos filmes que mais se ouvirá falar na noite dos Oscars.
Tudo começa quando o director da companhia (Vincent Cassel) decide trocar a envelhecida bailarina Beth (o regresso de Winona Ryder) pela jovem Nina (Natalie Portman), a quem entrega o papel principal. Mas apesar de Nina transmitir a fragilidade do Cisne Branco nos seus movimentos, não consegue captar a essência sedutora do Cisne Negro. Nina começa a ficar obcecada por este duplo papel e os nervos aumentam à medida que se aproxima o dia da apresentação, com outras candidatas à espreita de um deslize seu.
Aronofsky dá-nos um crescente de tensão do primeiro ao último minuto e prova mais uma vez que não são precisos muitos recursos para se fazer um grande filme de terror e suspense.As interpretações são bastante sólidas, principalmente a de Natalie Portman que depois do bom desempenho em Brothers, tem aqui o ponto mais alto da sua ainda curta carreira.
Já nomeado para 4 Golden Globe Awards, Black Swan pode ser também um dos filmes que mais se ouvirá falar na noite dos Oscars.
NOTA: 9/10
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Drag Me To Hell, de Sam Raimi

Em boa hora Sam Raimi se livrou das teias de aranha e voltou ao género pelo qual ficou conhecido, o terror e o fantástico.
Drag me to Hell é um belo filme de terror onde uma funcionária bancária é obrigada a ordenar o despejo duma senhora idosa da sua casa, por falta de pagamentos ao banco, mas ao fazê-lo fica vítima de uma maldição diabólica que vai virar a sua vida do avesso.
Raimi volta assim ao seu melhor estilo e ao terror clássico, gore, com toques de humor que já não víamos um americano fazer talvez desde os tempo dos Evil Dead (é dele, of course) . Tem uma jovem, aparentemente inocente, tem uma cigana, tem um namorado apaixonado, tem uma maldição, tem um espírito maligno, tem um exorcista, tem uma cena num cemitério, se a isto juntarmos que nada é forçado reparamos que estamos perante um belo filme deste género que é muito difícil de me agradar. Não vou cá em adaptações de filmes de terror japoneses e mesmo esses, nem todos são bons.
Drag me to Hell é um belo filme de terror onde uma funcionária bancária é obrigada a ordenar o despejo duma senhora idosa da sua casa, por falta de pagamentos ao banco, mas ao fazê-lo fica vítima de uma maldição diabólica que vai virar a sua vida do avesso.
Raimi volta assim ao seu melhor estilo e ao terror clássico, gore, com toques de humor que já não víamos um americano fazer talvez desde os tempo dos Evil Dead (é dele, of course) . Tem uma jovem, aparentemente inocente, tem uma cigana, tem um namorado apaixonado, tem uma maldição, tem um espírito maligno, tem um exorcista, tem uma cena num cemitério, se a isto juntarmos que nada é forçado reparamos que estamos perante um belo filme deste género que é muito difícil de me agradar. Não vou cá em adaptações de filmes de terror japoneses e mesmo esses, nem todos são bons.
NOTA: 8/10
sexta-feira, 4 de junho de 2010
The Wolfman, de Joe Johnson

A infância de Lawrence Talbot (Benicio del Toro) terminou na noite da morte da sua mãe. Após deixar a pequena localidade de Blackmoor, passou décadas a tentar recuperar e esquecer o sucedido. Mas quando a noiva do seu irmão, Gwen Conliffe (Emily Blunt), o procura para a ajudar a encontrar o seu amor desaparecido, Talbot regressa a casa para ajudar nas buscas. Descobre, então, que algo de força bruta e sedento de sangue tem vindo a matar os aldeãos e que um desconfiado inspector da Scotland Yard chamado Aberline (Hugo Weaving) foi chamado para investigar o caso. Quando as peças começam a formar o terrível puzzle, Talbot ouve falar de uma maldição antiga que transforma os desesperados em lobisomens aquando da Lua Cheia. Agora, de modo a parar a chacina e proteger a mulher que ele aprendeu a amar, Talbot tem de matar a maligna criatura que se esconde nos bosques que circundam Blackmoor...
Remake de um dos clássicos de terror da Universal, este lobisomem não acrescenta nada à história, nem ao suspense a não ser uma série de efeitos especiais que eram impossíveis nos anos 40.
Del Toro tem pinta de lobo, Anthony Hopkins anda há vários filmes a fazer o mesmo papel, Emily Blunt é um bocado insossa, salva-se Hugo Weaving, com a sua já característica voz, no papel de um destemido agente da Scotland Yard.
A realização ficou a cargo de Joe Johnson, um dos protegidos de Steven Spielberg (realizou alguns episódios de The Young Indiana Jones Chronicles e o 3º Jurassic Park, para além de estar nos efeitos especiais de Star Wars - The Empire Strikes Back e The Return of the Jedi e Raiders of Lost Ark.
NOTA: 6/10
Trailer
Remake de um dos clássicos de terror da Universal, este lobisomem não acrescenta nada à história, nem ao suspense a não ser uma série de efeitos especiais que eram impossíveis nos anos 40.
Del Toro tem pinta de lobo, Anthony Hopkins anda há vários filmes a fazer o mesmo papel, Emily Blunt é um bocado insossa, salva-se Hugo Weaving, com a sua já característica voz, no papel de um destemido agente da Scotland Yard.
A realização ficou a cargo de Joe Johnson, um dos protegidos de Steven Spielberg (realizou alguns episódios de The Young Indiana Jones Chronicles e o 3º Jurassic Park, para além de estar nos efeitos especiais de Star Wars - The Empire Strikes Back e The Return of the Jedi e Raiders of Lost Ark.
NOTA: 6/10
Trailer
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Antichrist, de Lars Von Trier

Após dois filmes que não estrearam nas sala portuguesas (Manderlay-2005 e The Boss of it All-2006) eis que Anticristo traz de volta o polémico realizador dinamarquês Lars von Trier ao nosso país.
E de polémica vive mais uma vez este filme, interpretado por Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg, que compõem um casal que após a morte do filho se refugia numa cabana chamada Eden, no meio de um bosque. Ele é psicólogo e tenta tudo para ajudá-la a ultrapassar a perda, mas os medos dela aliados ao poder que a floresta em si exerce, vão desencadear acontecimentos inesperados.
Perito em mostrar a dor humana e acusado de gostar de "torturar" mulheres (Ondas de Paixão, Dancing in the Dark, Dogville, são disso bons exemplos), Von Trier volta a fazê-lo num filme onde as relações entre humanos e destes com a natureza estão fortemente vincadas.
Um filme dificil de classificar ou não fossem todos os de Lars von Trier...
E de polémica vive mais uma vez este filme, interpretado por Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg, que compõem um casal que após a morte do filho se refugia numa cabana chamada Eden, no meio de um bosque. Ele é psicólogo e tenta tudo para ajudá-la a ultrapassar a perda, mas os medos dela aliados ao poder que a floresta em si exerce, vão desencadear acontecimentos inesperados.
Perito em mostrar a dor humana e acusado de gostar de "torturar" mulheres (Ondas de Paixão, Dancing in the Dark, Dogville, são disso bons exemplos), Von Trier volta a fazê-lo num filme onde as relações entre humanos e destes com a natureza estão fortemente vincadas.
Um filme dificil de classificar ou não fossem todos os de Lars von Trier...
NOTA: 8/10
terça-feira, 16 de junho de 2009
The Alphabet Killer, de Rob Shmidt

Tive o azar de ver esta "coisa" mas ainda não sei o que me levou a fazê-lo.
Talvez tenha sido por ter gostado de ver o trabalho da Eliza Dushku no Dollhouse, o facto é que tinha sido avisado.
A história é aparentemente baseada em factos reais, pelo menos no que aos assassínios diz respeito.
Também já vi filmes em que o investigador fica alterado com o decorrer das investigações, isso tudo bem, é normal e pode acontecer até na vida real. Mas com 30 segundos de investigação a gaja passa-se?!?!? Porquê? Para quê? A partir daqui é um sem fim de cenas ridículas, num filme que até tem alguns actores que já fizeram coisas boas. Também já se viu, com bons resultados, filmes baseados em crimes que nunca foram resolvidos (Black Dhalia; Zodiac), aqui a experiência é traumatizante, para não dizer ridícula!
Quanto à Eliza Dushku já lhe vi melhores dias e até pode ter sido que este esforço inglório tivesse a ver com o facto de se produtora executiva disto. Saiu-lhe o tiro pela culatra. O realizador, Rob Schmidt quer-se tornar num mestre do terror, mas ainda vai ter de pedalar muito!!!
Depois disto, fiquei com vontade de ver um filme bom. Para limpar a alma.
NOTA: 4/10
Talvez tenha sido por ter gostado de ver o trabalho da Eliza Dushku no Dollhouse, o facto é que tinha sido avisado.
A história é aparentemente baseada em factos reais, pelo menos no que aos assassínios diz respeito.
Também já vi filmes em que o investigador fica alterado com o decorrer das investigações, isso tudo bem, é normal e pode acontecer até na vida real. Mas com 30 segundos de investigação a gaja passa-se?!?!? Porquê? Para quê? A partir daqui é um sem fim de cenas ridículas, num filme que até tem alguns actores que já fizeram coisas boas. Também já se viu, com bons resultados, filmes baseados em crimes que nunca foram resolvidos (Black Dhalia; Zodiac), aqui a experiência é traumatizante, para não dizer ridícula!
Quanto à Eliza Dushku já lhe vi melhores dias e até pode ter sido que este esforço inglório tivesse a ver com o facto de se produtora executiva disto. Saiu-lhe o tiro pela culatra. O realizador, Rob Schmidt quer-se tornar num mestre do terror, mas ainda vai ter de pedalar muito!!!
Depois disto, fiquei com vontade de ver um filme bom. Para limpar a alma.
NOTA: 4/10
domingo, 31 de maio de 2009
Let the Right One In, de Thomas Alfredson

Oskar é um rapaz de 12 anos que vive nos subúrbios de Estocolmo. Filho de país separados ele está a maior parte do dia entregue a si próprio e na escola é constantemente vitima de bullying o que o faz ter fantasias de vingança e coleccionar recortes de jornais com noticias de crimes macabros incluindo um ocurrido recentemente em que um jovem foi sangrado até à morte.
A nova vizinha anda a intriga-lo, apesar das temperaturas negativas e da neve, ela não tem frio e diz-lhe no primeiro encontro que não poderão ser amigos. Apesar disso os encontros entre ambos mantém-se e uma paixão começa a nascer.
Obviamente que Oskar ainda não sabe que Eli é uma vampira e tem de se alimentar de sangue humano para sobreviver.
Depois de Twilight, este filme do sueco Thomas Alfredson volta a reinventar o filme de vampiros (agora novamente na moda, também devido à série True Blood) com uma fábula de amor pré-adolescente com toques Bergmanianos à mistura.
Depois de Twilight, este filme do sueco Thomas Alfredson volta a reinventar o filme de vampiros (agora novamente na moda, também devido à série True Blood) com uma fábula de amor pré-adolescente com toques Bergmanianos à mistura.
Uma agradável surpresa e um belissímo filme que receio passe despercebido à maioria dos espectadores.
NOTA: 9/10
terça-feira, 7 de abril de 2009
Eden Lake, de James Watkins

Eden Lake é o mais um exemplo do bom cinema de terror produzido no Reino Unido.
Um casal é perseguido e torturado por um grupo de jovens num parque natural do interior da Inglaterra. Terror intenso, puro e duro. Com jarros de sangue à mistura mostrando mais uma vez que não são necessárias grandes paneleirices para fazer um bom filme do género. Estes jovens bandalhos fazem os caçadores de Deliverance parecerem uns meninos de coro...bem, talvez esteja a exagerar, mas andam lá perto.
A Kelly Reillly não merecia...
NOTA: 8/10
Um casal é perseguido e torturado por um grupo de jovens num parque natural do interior da Inglaterra. Terror intenso, puro e duro. Com jarros de sangue à mistura mostrando mais uma vez que não são necessárias grandes paneleirices para fazer um bom filme do género. Estes jovens bandalhos fazem os caçadores de Deliverance parecerem uns meninos de coro...bem, talvez esteja a exagerar, mas andam lá perto.
A Kelly Reillly não merecia...
NOTA: 8/10
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Midnight Meat Train, de Ryuhei Kitumara

Midnight Meat Train é uma short story de Clive Barker agora adaptada ao cinema e conta a história de um fotografo que suspeita que anda um serial killer a operar no metro de Nova Iorque. A sua investigação vai leva-lo a caminhos que ele não queria seguir.
NOTA: 7/10
NOTA: 7/10
terça-feira, 7 de outubro de 2008
The Ruins, de Carter Smith
Mais um filme de terror bonzito onde seguimos um grupo de amigos a passar férias no México - lembrei-me logo do Hostel - começa a viver um autentico pesadelo quando decidem aventurar-se com um turista alemão numa missão arqueológica para as profundezas da floresta onde existem umas ruínas Maias que não fazem parte de qualquer roteiro turístico. Nessas ruínas esconde-se algo diabólico!Nota: 6/10
sábado, 30 de agosto de 2008
Doomsday, de Neil Marshall

Um virus mortal, conhecido como Reaper espalha-se por toda a Escócia matando milhares de pessoas. O governo britanico coloca a população de quarentena e manda construir um muro de alta segurança em volta da zona afectada. Ninguém pode entrar. Ninguém pode sair.
25 anos depois, surge um novo foco do vírus, mas agora em Londres. Via satélite chegam imagens de sobreviventes do outro lado do muro, e se há sobreviventes, deve haver uma cura! O governo decide mandar o seu melhor operacional (neste caso "a" melhor) com o intúito de descobrir uma cura para este vírus mortal...
Este filme é um misto de Escape from New York, Mad Max e 28 Dias Depois. E sabendo que Neil Marshall é fã de John Carpenter menos admirado ficamos ao ver tamanhas semelhanças à obra do mestre. Ainda assim o filme aguenta-se por si só embora tenhamos sempre a sensação de que já vimos aquilo tudo.
Marshall continua a dar protagonismo às mulheres (já o havia feito n' A Descida), com esta versão feminina de Snake Plisken.
25 anos depois, surge um novo foco do vírus, mas agora em Londres. Via satélite chegam imagens de sobreviventes do outro lado do muro, e se há sobreviventes, deve haver uma cura! O governo decide mandar o seu melhor operacional (neste caso "a" melhor) com o intúito de descobrir uma cura para este vírus mortal...
Este filme é um misto de Escape from New York, Mad Max e 28 Dias Depois. E sabendo que Neil Marshall é fã de John Carpenter menos admirado ficamos ao ver tamanhas semelhanças à obra do mestre. Ainda assim o filme aguenta-se por si só embora tenhamos sempre a sensação de que já vimos aquilo tudo.
Marshall continua a dar protagonismo às mulheres (já o havia feito n' A Descida), com esta versão feminina de Snake Plisken.
NOTA: 8/10
Sugestão: Escape From New York, de John Carpenter
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Wilderness, de Michael J. Bassett

Mais um filme não estreado comercialmente em Portugal, saindo directamente para DVD, com o título Ilha Selvagem, onde um grupo de jovens delinquentes é enviado para uma ilha isolada durante uma semana, para realizarem uma série de exercícios que visam fortalecer a sua personalidade, depois de um dos seus colegas de cela se ter suicidado.
Só que as coisas começam a correr mal, pois eles não estão sozinhos na ilha. Há mais alguém munido de uma matilha de cães esfomeados e uma pontaria certeira com uma besta!
Mais um filme de terror produzido no Reino Unido, com resultados satisfatórios. Pena que só se ligue ao que fazem os americanos...
Só que as coisas começam a correr mal, pois eles não estão sozinhos na ilha. Há mais alguém munido de uma matilha de cães esfomeados e uma pontaria certeira com uma besta!
Mais um filme de terror produzido no Reino Unido, com resultados satisfatórios. Pena que só se ligue ao que fazem os americanos...
NOTA: 7/10
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