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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Biutiful, de Alejandro González Iñárritu

Primeiro filme de Iñarritu sem a colaboração do parceiro argumentista Guillermo Arriaga. Foram-se as histórias cruzadas mas ficou o mergulho profundo no sofrimento das personagens.
No submundo de Barcelona encontramos Uxbal (Javier Bardem) um homem que tem o dom de falar com os mortos e vive de negócios ilícitos (sendo esse um deles).
Quando descobre que tem um cancro em fase terminal, Uxbal fica preocupado com os 2 filhos, que não podem contar com a mãe, prostituta toxicodependente.
Dá para perceber que não há nada de biutiful nesta história dos argumentistas Armando Bo e Nicolás Giacobone, num filme que aborda a morte, as personagens que vão surgindo fazem de tudo para sobreviver, mesmo que não seja da forma mais "politicamente correcta" de o fazer. O desempenho de Bardem é soberbo e o filme é acompanhado pela subtileza musical de Gustavo Santaolalla.

NOTA: 8/10

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Bajo la Sal, de Mario Muñoz


O filme começa com a paisagem desértica de uma salina. Um mar de de sal, numa zona fronteiriça do México, é o local ideal para ocultar um cadáver. Apesar do estado de mumificação em que o cadáver se encontra dá para perceber que se trata de uma das jovens que tem desaparecido nos últimos tempos naquela localidade. Cabe ao comandante Trujillo, enviado da capital, tentar resolver o mistério.

Este filme mexicano é um thriller em todo o seu esplendor, crimes violentos, um policia obcecado em resolver o caso e uma série de suspeitos, qualquer um deles a poder ser o serial-killer.
Levemente baseado no caso das mulheres mortas de Juarez (o caso é referido algumas vezes durante o filme) este é um bom thriller vindo de um país que tem vindo a dar grandes cineastas nos últimos tempos, casos de Gullermo del Toro ou Gonzalez Iñarritu.

NOTA: 8/10


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O Monte do Vendavais, de Luis Buñuel


Adaptação livre do romance de Emile Brontë, O Monte dos Vendavais, com o mestre do surrealismo Luis Buñuel a dar a sensibilidade e paixão habituais na sua filmografia, transportando a história para ambientes mexicanos.

Após longos anos de ausência, Alejandro (Jorge Mistral) o ex-criado de uma fazenda do México rural do séc. XIX, regressa agora rico para se vingar de quem o afastou da filha do patrão, Catalina (Irasema Dilián). Ela agora está casada com Eduardo (Ernesto Alonso), um abastado vizinho da família. Alejandro pede a Calalina para que fujam mas ela diz que é tarde demais. Assim ele vira-se para Isabel, irmã de Eduardo pretendendo casar-se com ela mesmo que não nutra mais do que ódio e a veja como forma de se vingar do irmão.

NOTA: 9/10

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Filmes de Eleição #32 - El


El é um dos melhores filmes de Luis Buñuel, considerado por alguns (Cahiérs du Cinema) como um dos 100 melhores filmes de sempre.

Francisco, um homem rico de meia idade, amargo e em conflito com o mundo, que culpa de tudo o que lhe acontece. Um dia conhece Glória, pela qual se apaixona e tudo fará para a ter.
Os dois lá casam e passado algum tempo as atitudes ciumentas de Francisco começam a sufocar Gloria. Qualquer atitude, por mais inocente que seja de outro homem para ela é considerado por Francisco um ataque à sua esposa.

Este era um dos filmes favoritos de Buñuel nas sua fase de exilado no México, para fugir à ditadura de Franco. O surrealismo presente na maior parte da sua obra é aqui mais uma vez demonstrado neste estudo sobre o ciume e a obsessão.