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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Wind River, de Taylor Sheridan


Reserva de Nativos Americanos, no estado do Wyoming, Estados Unidos da América. 
O corpo de uma adolescente índia é encontrado por Cory Lambert (Jeremy Renner) um caçador e batedor local e é chamada à região uma jovem agente do FBI, Jane Banner (Elizabeth Olsen. Não estando à espera de um caso tão complicado, Jane não ia preparada para o isolamento e clima gelado da região e terá de contar com a ajuda de Cory, como guia, para fazer frente aos contratempos que lhe irão aparecer. 
Taylor Sheridan é um actor/argumentista, que entrou, por exemplo, na série Sons of Anarchy, onde fazia o xerife David Hale e escreveu dois dos melhores filmes dos últimos tempos, Sicário (2015), de Denis Villeneuve e Hell or High Water (2016), de David Mackenzie e realiza aqui o seu segundo filme, depois do, não tão bem conseguido Vile (2011). 

Como algumas cenas de acção e suspense bem conseguidas, como aquela em que, num flashback, ficamos a saber o que aconteceu e uma direcção de fotografia, a cargo de Ben Richardson, que consegue captar excelentes planos num território onde a neve e o gelo predominam. 
Não sendo tão bom quanto os outros filmes que escreveu, Wind River não deixa de ser um filme a ver com atenção e volta a confirmar Taylor Sheridan como um dos nomes a seguir com atenção nos próximos tempos, ele que já tem uma nomeação para um Oscar, precisamente pelo argumento de Hell or High Water. 


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Get Out, de Jordan Peele


Chris (Daniel Kaluuya), um fotógrafo afro-americano, vai passar uns dias à casa de família da sua namorada caucasiana, Rose (Allison Williams). A casa fica no meio do nada e nela vivem os pais de Rose (Bradley Whitford e Catherine Keener), o irmão (Caleb Landry Jones), uma criada (Betty Gabriel) e um jardineiro (Marcus Henderson), ambos afro-americanos. Chris nem estranha a excessiva condescendência com que os pais tratam a relação inter-racial da filha, mas com o passar dos dias, algumas descobertas inesperadas levam-no a uma verdade que não estaria à espera.Uma abordagem ao género “terror” um pouco diferente do que estamos habituados e talvez por isso o filme tenha tido bastante aceitação por parte do público, ainda por mais pegando num flagelo que ainda está muito presente na nossa sociedade, que é o racismo. Tensão racial é um excelente tema para reflectir o horror dos nossos tempos. Ainda assim, é no toque quase satírico que Peele alfineta com mais intensidade uma sociedade ainda movida por retrocessos. Um filme de terror, para ser bom nunca precisou de grande orçamento e Jordan Peele prova isso mesmo, nesta sua estreia na realização.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

The Man in the High Castle - Season 2

Demorou a pegar, esta segunda temporada mas depois de chegar a meio lá começou a aquecer, para acabar em grande. A guerra-fria entre nazis e japoneses, o aparecimento do homem que dá titulo à série, viagens espaço-temporais, e casalinhos que irritam (Juliana Crain e Joe Blake). E agora é esperar pela 3ª temporada e ver como vão resolver as questões que ficaram em aberto nesta temporada e esperar que alguns que morreram, afinal não estejam mortos.

Melhores episódios:

2x09 Detonation 
2x10 Fallout

sábado, 26 de novembro de 2016

Elle, de Paul Verhoeven

Michèle (Isabelle Huppert) é uma mulher de meia-idade que dirige uma grande companhia de videojogos e comanda com mão de ferro tanto os seus negócios como a sua vida sentimental. Um dia, é atacada e violada por um homem mascarado, na sua própria casa. Em vez de chamar a polícia ou entrar em desespero, Michele limpa os estragos, toma banho e arquitecta um plano de vingança. Entre ela e o criminoso dá-se então início a um perigoso jogo de perseguição que depressa fica fora de controlo.
Baseado no romance "Oh…", escrito, em 2012, por Philippe Djian, este é um "thriller" psicológico que marca o regresso à realização de Paul Verhoeven ("Instinto Fatal”, “Robocop”, “Total Recall” ou “Livro Negro”).
Perturbadora e inquietante obra de Paul Verhoeven, que aqui regressa ao seu melhor. O filme tem o seu quê de hitchcockiano mas também nos faz lembrar Instinto Fatal (também de Verhoeven) ou Ata-me, de Pedro Almodovar.

Com uma Isabelle Huppert sublime no papel de Michèle Leblanc, Elle é um filme a não perder na obra deste multifacetado cineasta holandês.

NOTA: 8/10

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

The Wailing, de Hong-jin Na


Uma onda de assassinatos violentos assola uma pacata vila sul-coreana. Esses crimes coincidem com a chegada de um misterioso forasteiro que se instala na vizinhança, o que desperta medo e desconfiança nos locais. Entre os moradores está o policial Jong-Goo (Kwak Do-won), que comanda a investigação e até a sua própria filha se torna alvo da maldição que assola a região. Para combater este poder maléfico ele pede a ajuda de um xamã para encontrar e destruir o culpado das mortes.

Mais um bom exemplo da qualidade do cinema sul-coreano, não só no género de terror (como é aqui o caso) mas também noutros géneros. Hong-jin Na é o realizador de The Chaser, que também vi recentemente.



sábado, 30 de janeiro de 2016

Bridge of Spies (2015), Steven Spielberg


No auge da Guerra Fria, a um advogado moralmente correto, James Donovan (Tom Hanks) é entregue a defesa de um espião russo, recentemente capturado, Rudolf Abel (Mark Rylance). Apesar de toda a gente estar a pressioná-lo para apenas estar presente e deixar a condenação acontecer, Donovan quer que Abel tenha um julgamento justo. E nem as pressões vindas dos seus chefes, da sua esposa ou as ameaças que recebe o vão demover. Mesmo depois do previsível veredicto acontecer ele é usado para negociar uma troca deste preso com outro que os soviéticos têm. 

Spielberg, que mesmo longe da genialidade que lhe conhecemos não consegue fazer um filme mau (pelo menos é assim que eu penso) e aqui pega numa história real, reinventada para cinema pelos irmãos Coen e Mark Charman, embora o argumento tenha pouco a ver com o de um típico filme dos Coen, tirando alguns diálogos entre Donovan e Abel

James Donovan: Aren't you worried? 
Rudolf Abel: Would it help? 

E Spielberg dá-lhe o seu toque pessoal, construindo um filme (a montagem é de Michael Kahn e a fotografia do habitual Janusz Kaminski) onde o suspense que se vivia naquela época passa para o lado de cá da tela. É mesmo o melhor filme de Steven Spielberg desde Munique (2005) e o primeiro filme desde 1985 sem o contributo de John Williams na banda sonora, indo os créditos desta vez para Thomas Newman, outro compositor muito bem visto no mundo do cinema. 

Tom Hanks, em mais uma colaboração com Spielberg, está perfeito como James Donovan, um “herói” à Spielberg, mas a grande surpresa vai para o desconhecido Mark Rylance, actor vindo do teatro britânico, com uma atuação irrepreensível como o espião russo. 
Ponte dos Espiões está nomeado para 6 Oscars, incluindo Melhor Filme, Melhor Actor Secundário (Mark Rylance), Melhor Argumento e Melhor Banda Sonora.

NOTA: 8/10

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Locke, de Steve Knight


Ivan Locke (Tom Hardy) é um homem dedicado à família e um bem sucedido empreiteiro, tendo a seu cargo uma grande construção na zona de Birmingham, onde vive. Tudo lhe corre bem até ao dia que à saída do emprego recebe uma chamada telefónica que vai colocar tudo em causa. Deixando para trás mulher, filhos e o dia mais importante da sua carreira, ele encaminha-se para Londres onde uma colega com quem teve um caso pontual, está prestes a dar à Luz. Ao longo dessa viagem de hora e meia a sua vida vai-se por completo. Ao telefone, enquanto conduz ele salta por entre conversas de apoio a Bethan (a amante), a confissão de infidelidade à mulher, o confronto com os filhos que estavam à sua espera para assistir a um jogo do Birmingham City e ainda dar instruções à distância para a importante obra a que não devia ter faltado. Pelo meio ele vai ter de enfrentar os seus fantasmas e quando chegar ao destino verificará que tudo mudou e que não há ponto de retorno.

Locke é um intenso thriller, escrito e realizado por Steve Knight (argumentista de Promessas Perigosas, de David Cronenberg) que nos fará ficar agarrados à cadeira durante a sua duração. Um homem, um carro e um telefone. Simples mas intenso e uma grande representação de Tom Hardy.

NOTA: 9/10

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

grande ecrã

Martha Marcy May Marlene, de Sean Durkin (2011)

Martha Marcy May Marlene é um poderoso thriller psicológico, interpretado por Elisabeth Olsen no papel de Martha, uma jovem à procura de viver uma vida normal depois de algum tempo no meio de uma seita onde tinha de obedecer às ordens do seu carismático líder (John Hawkes). Ela foge para casa da irmã (Sarah Poulson) mas os tormentos por que passou não a vão deixar em paz.
Primeiro filme de Sean Durkin, que viria a conquistar o prémio de realização no Festival de Sundance desse ano. A sua prespectiva é interessante, uma vez que Martha não precisa de viver no meio de uma sita para se sentir presa. A vida em casa da irmã também se mostra estranha e cheia de restrições.
Um realizador a seguir atentamente nos próximos temos, assim como a protagonista Elisabeth Olsen.
NOTA: 8/10





The Counselor, de Ridley Scott (2013)

Escrito por Cormac McCarthy (autor de No Country for Old Men) e realizado por Ridley Scott, The Counselor é um filme na linha desse best seller que viria a dar o Oscar (e outros prémios) aos irmãos Coen, um homem que por dinheiro dá passos maiores que as pernas, metendo-se num esquema relacionado com tráfico de droga que tinha tudo para correr bem.
O filme é suportado por alguns bons momentos de diálogos e acção e com um elenco de luxo (Michael Fassbender, Penelope Cruz, Javier Bardem, Brad Pitt, Cameron Diaz), não se espere mais que isso.
NOTA: 6/10


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Ain't Them Bodies Saints, de David Lowry

Texas, anos 70. Bob e Ruth são uma especie de Bonnie & Clyde que quando um assalto corre mal vêm-se cercados pela policia e após um tiroteio em que Ruth (que está grávida) quase mata o xerife local, eles são apanhados e Bob assume todas as culpas e é condenado. Após 4 anos preso, ele foge e atravessa os Estados Unidos com o intuito de ir ter com a mulher que ama e a filha.
Ruth entretanto está a refazer a vida e está muito próxima de Patrick (o policia que ela alvejou no passado).

David Lowry escreve e realiza este filme que na história e no ambiente criado faz lembrar o Badlands de Terrence Malick. E tem mérito na contrução pausada, dando ainda mais suspense à narrativa. Um nome a ter em conta para os próximos tempos.
No elenco encontramos Casey Affleck (Bob), Rooney Mara (Ruth), Ben Foster (Patrick) e Keith Carradine (como o vizinho e protector de Ruth)
NOTA: 8/10

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Gravity, de Alfonso Cuáron

Uma equipa de astronautas vai para o espaço para reparar um satélite mas aquilo que parecia ser um trabalho de rotina, transforma-se em algo muito mais complicado depois de uma série de incidentes.
O melhor elogio que se pode fazer a este filme do mexicano Alfonso Cuáron é que só conseguimos respirar quando começam os créditos finais.
Cuáron dirige com mestria, um argumento que ele co-escreveu com o filho Jonas. Um argumento simples que resulta numa experiência claustrofóbica e intensa durante a hora e meia de duração.
Um dos melhores filmes de 2013.

NOTA: 8/10

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Mientras Duermes, de Jaume Balagueró


César é porteiro num prédio e conhece todos os moradores, que por si passam várias vezes por dia. Esse conhecimento leva-o a jogar com a privacidade dessas pessoas. E essa violação de privacidade leva-o a ficar obssecado pela moradora do 5º B. César irá entrar num jogo que poderá não ter saída.


Filme de suspense do mesmo realizador de [Rec] e Fragile, por exemplo. Não tendo a qualidade destes, acaba por ter alguns bons momentos de tensão. No papel de Cesar encontramos Luis Tosar, actor de Cela 211.

NOTA: 6/10

segunda-feira, 15 de julho de 2013

We Need to Talk About Kevin, de Lynne Ramsay

O filme começa com a protagonista banhada em tomate, durante a Tomatina, em Espanha. O vermelho acomanha-nos durante os primeiros minutos do filme e em algumas cenas posteriormente, sem que até aí percebamos porquê.
Tilda Swinton é Eva, uma escritora de sucesso que após se apaixonar e casar com Franklin (John C. Reilly) fica grávida do 1º filho. Quando Kevin nasce, Eva sofre de depressão pós-parto mas quem é mais afectado é a criança que começa a crescer com comportamentos estranhos. E a situação vai-se agravando à medida que os anos passam. A mãe vai ter de viver sozinha com este dilema uma vez que o pai não o quer ver e acha que os comportamentos de Kevin são normais ou são culpa da mãe.

 Adaptado do romance de Lionel Shriver, a história é gira em torno de um momento de horror que define a vida de uma pessoa e levanta a questão: quem é o responsável pelo acto a que assistimos no final? A resposta temos de ser nós a dar. Destaque para o excelente desempenho de Tilda Swinton e do jovem Ezra Miller, no papel de Kevin. Um actor a ter em atenção nos próximos tempos. - NOTA: 8/10

quinta-feira, 6 de junho de 2013

The Hunter, Daniel Nettheim

NOTA: 7/10
Willem Dafoe é Martin David, o caçador mercenário do titulo, que é pago por uma companhia europeia de bio-genética, para que ache o ultimo tigre da Tasmânia, considerado extinto por quase toda a gente.
Ao chegar ao paradisiaco local, Martin instala-se em casa de uma familia um tanto ou quanto disfuncional. O pai está desaparecido (andava à procura do mesmo animal), a mãe passa o tempo a dormir e os filhos menores, vivem por conta própria. A acrescentar a isto os locais pensam que ele é mais um amigo do ambiente e não o querem ver por aquelas bandas. Um desses habitantes locais é Jack Mindy (Sam Neill) que serve de guia a Martin e é um dos vertices do "triangulo amoroso". Martin começa a ganhar afecto pela familia que o acolhe e ter problemas com os locais, principalmente com Jack, que está apaixonado por Lucy (a mãe).

Há factores a reter no filme, as magnificas paisagens da Tasmânia e o bom desempenho (mais um) de Willem Dafoe. No entanto este thriller ambientalista torna-se previsível e deixa uma pontas mal aproveitadas. 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Looper, de Rian Johnson

Em 2074, quando a máfia queria livrar-se de alguém enviava essa pessoa 30 anos atrás no tempo, onde tinha um assassino contratado à espera. Joe (Joseph Gordon-Levitt) é um desses assassinos que então percebe que a máfia quer "fechar o ciclo", ou seja mandar o Joe de 2074 (Bruce Willis) para que seja morto. Só que o "velho" Joe não está disposto a deixar-se morrer facilmente.

Rian Johnson (Brick, The Brothers Bloom) tem aqui um projecto mais arrojado que os anteriores, e apesar de ter argumento original dele não deixa de nos fazer lembrar outros filmes que deixaram marca sobre a mesma temática - viagens no tempo. À memória vem, por exemplo 12 Monkeys, também ele com Bruce Willis, que pelos vistos está habituado a estas andanças.
Não sendo tão bom como aquele filme de Terry Gilliam, nem mesmo como o primeiro de Johnson, ainda assim vale a pena uma visualização.

Nota: 7/10

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Zero Dark Thirty, de Kathryn Bigelow


Após o 11 de Setembro, Maya (Jessica Chastain), uma analista da CIA, é recrutada para localizar os culpados dos atentados daquele fatídico dia, principalmente o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden.
Juntamente com os agentes Dan (Jason Clarke) e Jessica (Jennifer Ehle), Maya tem de trabalhar com informação limitada, fornecida por terroristas capturados, informações essas obtidas através de tortura e coerção. Com a pouca informação que lhes é fornecida, eles têm de discernir qual a que é válida e ligar os pontos. É assim que chegam a um homem chamado Abu Ahmad, que Maya acredita que seja o mensageiro de Bin Laden. Se encontrarem Ahmad, eles encontrarão Bin Laden.



O argumento já estava a ser escrito por Mark Boal (o mesmo de Hurt Locker, anterior filme da realizadora) antes da morte de Bin Laden, e centrava-se mais na incapacidade de os Estados Unidos em capturar o homem mais procurado do mundo, 10 anos após o 11 de Setembro. Teve por isso de ser reescrito e centrar-se na obsessão e persistência daqueles agentes na sua captura.
Kathryn Bigelow mostra mais uma vez a sua competência para filmes do género e o elenco (conta ainda com Kyle Chandler, Mark Strong ou James Gandolfini, por ex.) é do melhor que se pode ter, com o destaque para uma das actrizes do momento, Jessica Chastain.

NOTA: 8/10

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Prometheus, de Ridley Scott


Digam o que disserem sobre este filme uma coisa é certa, há algum tempo que não se fazia algo tão bom em ficção científica.
Ridely Scott pode ter andado algum tempo a fazer filmes menos conseguidos mas não nos podemos esquecer que é o Pai de duas das maiores obras do género da ficção cientifica... de sempre. Para os mais distraídos estou a falar de Alien e Blade Runner.
Por isso foi com entusiasmo que recebi a noticia de que Scott iria regressar ao universo alien, com uma prequela do seu filme de 1979.

No ano de 2093 a nave Prometheus, com a sua equipa de cinetistas chega ao planeta LV-223 com a finalidade de descobrir a origem da humanidade. O que eles não sabiam era que iam descobrir algo mais que poderia levar à sua extinção.


O design visual faz lembrar o do filme de 79, com as óbvias distâncias uma vez que a tecnologia disponível agora é muito mais avançada. Mas não deixa de ser uma homenagem, mesmo que não seja directamente, ao mundo que Moebius ajudou a criar para Alien.
Prometheus é mais que um filme de suspense, Scott (e os argumentistas Jon Spaihts e Damon Lindelof) metem-nos a filosofar sobre as origens da nossa existência, quem seriam esses seres superiores que nos criaram e por conseguinte, se esses seres eram tão superiores, quem (o que?) eram os seres que levaram à sua (quase) extinção?
O elenco e personagens são competentes, e aqui se inclui o android David de Michael Fassbender (um "filho" do Ash - Ian Holm - de Alien). Noomi Rapace, Idris Elba, Charlize Theron e um irreconhecível Guy Pearce também por lá andam.

NOTA: 8/10

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Take Shelter, de Jeff Nichols


O realizador e argumentista Jeff Nichols volta a fazer parelha com Michael Shannon depois de Shotgun Stories. Aqui vemos a história de Curtis, um pai de familia, residente no Midwestern americano com a sua esposa (Jessica Chastain) e a sua filha Hannah (Tova Stewart) que é surda. 
Quando começa a ser atormentado por visões de uma tempestade apocalíptica ele teme estar a ficar esquizofrénico como a mãe (Kathy Baker). Com os pesadelos a piorar, Curtis cada vez mais paranóico, constrói um abrigo subterrâneo junto a sua casa para proteger a família da tempestade que se aproxima. 

Soberbamente escrito e muito bem dirigido (a cena final é soberba, por ex.), Take Shelter é um drama emocional, com toques de suspense e tem um desempenho fantástico de Michael Shannon. Mais um.

NOTA: 8/10

sexta-feira, 18 de maio de 2012

The Girl With the Dragon Tattoo, de David Fincher


Um jornalista desacreditado (Daniel Craig) e uma misteriosa hacker (Rooney Mara) formam uma inesperada dupla que vai investigar o desaparecimento de Harriet Vanger, a pedido do tio que suspeita que terá sido morta por um membro da família. 

Remake? Refilmagem? Nova adaptação do 1º livro da trilogia de Stig Larson?
Chamem-lhe o que quiserem, a verdade é que tem o toque de David Fincher. 
E isso nota-se. E isso agrada-me. 
Além disso tem um excelente leque de actores e só de ver Rooney Mara como Lisbeth Salander (já Noomi Rapace tinha sido excelente) vale logo a pena.

NOTA: 8/10

sexta-feira, 30 de março de 2012

The Innocents, de Jack Clayton


Nesta adaptação lúgubre, mas brilhante da novela clássica de Henry James "The Turn of the Screw", uma ama do século XIX, Miss Giddens (Deborah Kerr) chega a uma mansão sombria para cuidar de Flora (Pamela Franklin) e Miles (Martin Stephens), dois sobrinhos de um milionário que tem mais que fazer do que lhes dar atenção. À primeira vista as crianças são umas jóias mas logo a ama começa a perceber que há algo de mais perverso por detrás daquele ar angelical. Depois de presenciar várias situações inquietantes, Miss Giddens obtém informações da governanta (Megs Jenkins) que sugere que as crianças possam estar possuídas por espíritos de anteriores trabalhadores da casa, incluindo a antecessora de miss Giddens.


Um filme com 51 anos mas que dá uma lição a muito filmes do género do terror/suspense que por aí pairam, nesta que é cada vez mais a era do 3D.
Deborah Kerr (From Here to Eternity; Black Narcissus) tem um desempenho muito bom, começando com um ar doce de ama para depois de se deparar com algo que não estava à espera ter de partir para um registo diferente. No filme também vemos Michael Redgrave, o patriarca de uma família com tradições no cinema (ele é pai de Vanessa Redgrave).

NOTA: 9/10