sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Melhores Discos 2016

1- David Bowie - Blackstar

 2 - Radiohead - A Moon Shaped Pool

3. Wild Beasts - Boy King

4. The Kills - Ash & Ice

 5. Savages - Adore Life

6. Nick Cave - Skeleton Tree

7. PJ Harvey - The Hope Six Demolition Project

8. Suede - Night Thoughts

9. Animal Collective - Painting With

10. Iggy Pop - Post Pop Depression

11. Bat For Lashes - The Bride

12. Jagwar Ma - Every Now & Then

13 - Diiv - Is the is Are

14. The Last Shadow Puppets - Everything You've Come to Expect

15. Warpaint - Heads Up

16. Capitão Fausto - Capitão Fausto Têm os Dias Contados

17. Underworld - Barbara, Barbara, We Face a Shining Future

18. IAMX - Everything is Burning

19. Toy - Clear Shot

20. Metronomy - Summer 08



sábado, 26 de novembro de 2016

Elle, de Paul Verhoeven

Michèle (Isabelle Huppert) é uma mulher de meia-idade que dirige uma grande companhia de videojogos e comanda com mão de ferro tanto os seus negócios como a sua vida sentimental. Um dia, é atacada e violada por um homem mascarado, na sua própria casa. Em vez de chamar a polícia ou entrar em desespero, Michele limpa os estragos, toma banho e arquitecta um plano de vingança. Entre ela e o criminoso dá-se então início a um perigoso jogo de perseguição que depressa fica fora de controlo.
Baseado no romance "Oh…", escrito, em 2012, por Philippe Djian, este é um "thriller" psicológico que marca o regresso à realização de Paul Verhoeven ("Instinto Fatal”, “Robocop”, “Total Recall” ou “Livro Negro”).
Perturbadora e inquietante obra de Paul Verhoeven, que aqui regressa ao seu melhor. O filme tem o seu quê de hitchcockiano mas também nos faz lembrar Instinto Fatal (também de Verhoeven) ou Ata-me, de Pedro Almodovar.

Com uma Isabelle Huppert sublime no papel de Michèle Leblanc, Elle é um filme a não perder na obra deste multifacetado cineasta holandês.

NOTA: 8/10

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Bahuaus ao vivo em 1980


Faz hoje 36 anos que foi lançado o 1º álbum de Bauhaus, In the Flat Field.
3 dias antes, na noite de Halloween deram um show na Universidade de Londres. Aqui fica esse registo histórico:

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

The Wailing, de Hong-jin Na


Uma onda de assassinatos violentos assola uma pacata vila sul-coreana. Esses crimes coincidem com a chegada de um misterioso forasteiro que se instala na vizinhança, o que desperta medo e desconfiança nos locais. Entre os moradores está o policial Jong-Goo (Kwak Do-won), que comanda a investigação e até a sua própria filha se torna alvo da maldição que assola a região. Para combater este poder maléfico ele pede a ajuda de um xamã para encontrar e destruir o culpado das mortes.

Mais um bom exemplo da qualidade do cinema sul-coreano, não só no género de terror (como é aqui o caso) mas também noutros géneros. Hong-jin Na é o realizador de The Chaser, que também vi recentemente.



segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Rectify - 4ª Temporada


Já começou a 4ª e ultima temporada de Rectify
Continua a luta de Daniel Holden, que passou 19 anos no corredor da morte para se encaixar na sociedade, agora longe de casa, devido a um acordo que fez e sem possibilidade de regressar. Um 1º episódio muito intenso, totalmente passado na sua nova morada/emprego/amigos. 
 Prove-se ou não que Daniel é inocente a sua vida já está arruinada e será difícil voltar à normalidade. 

Trailer da 4ª temporada

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Ontem houve PJ Harvey no Coliseu




The Americans


Andava para ver The Americans há algum tempo, aliás vi o primeiro episódio na altura que estreou mas só agora meti a série em dia.
São quatro temporadas do melhor que se faz para TV com suspense e situações inesperadas a ocorrer a qualquer momento.
Estamos no inicio dos anos 80 e a guerra-fria ainda está bem viva. EUA e URSS têm espiões por todo o lado, sendo os mais importantes aqueles que estão infiltrados no país inimigo. Philip e Elizabeth são um casal de espiões soviéticos que desde há muito tempo vive nos Estados Unidos, onde passam despercebidos como uma família normal. Têm emprego numa agência de viagens, filhos, mas secretamente espião para o seu país de origem, a União Soviética. Um dia aparecem uns novos vizinhos no bairro. Um casal com um filho, o pai é agente do FBI e trabalha para o departamento que caça espiões soviéticos.

Criada por Joe Weisberg, ele próprio ex-agente da CIA, e que já havia escrito para séries como Falling Skies e Damages, The Americans tem no trio de protagonistas ( Keri Russel, Matthew Rhys e Noah Emmerich) um dos seus pontos fortes.

sábado, 24 de setembro de 2016

Victoria, de Sebastian Schipper


Na história do cinema não é novidade um filme ser rodado em apenas um take. 
Recentemente, Biutiful de Alejandro Iñarritu não foi filmado num só take mas foi editado criando essa ilusão. Sebastian Schipper vai mais longe e filma as 2 horas de Victoria em apenas um take. Claro que isto não é novidade na história do cinema, A Arca Russa, de Aleksandr Sokurov (2002), foi filmado assim. Clássicos como Goodfellas (Scorsese), Shining (Stanley Kubrick) ou The Rope (Hitchcock) têm longos e extraordinários takes e o mesmo já foi experimentado em séries de TV, como é o caso de True Detective, no 4º episódio da 1ª temporada, filmado por Cary Joji Fukunaga. 

E é por isso que este Victoria é um projecto ambicioso, com Sebastian Schipper a pegar num argumento de apenas 12 páginas, co-escrito por ele e outros dois comparsas. 

Victoria (Laia Costa) é uma jovem trabalhadora-estudante espanhola que está a aproveitar as ultimas horas da madrugada a dançar numa discoteca de Berlim, onde vive há algum tempo. Com o amanhecer a aproximar-se ela sai da discoteca para ir descansar um pouco, antes de abrir o café onde trabalha. E é cá fora que ela encontra um grupo de amigos, Sonne (Frederick Lau), Boxer (Franz Rogowski), Blinker (Burak Yigit) e Fuss (Max Mauff). Victoria identifica-se logo com eles, acha-lhes piada e decide passar algum tempo com o grupo a beber, fumar e conversar. Só que uma chamada recebida por Boxer vai alterar o rumo dos acontecimentos. E não é para melhor. 
De inicio somos levados a temer pela segurança de Victoria, a rapariga estrangeira metida no meio de um grupo de alemães com intensões duvidosas. Mas depois começamos a perceber que um deles, Sonne gosta mesmo da rapariga e começamos a ficar um pouco mais confortáveis no filme até ao início das incidências que dão uma reviravolta à madrugada deste grupo que só se queria divertir. Uma agradável surpresa, que descobri por acaso e que até venceu alguns prémios importantes em Festivais de Cinema, incluindo o de Berlim.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

The Night Of


Há séries do caraças e The Night Of é uma delas.
Criada e realizada (a maior parte dos 8 episódios) por Steven Zaillian, argumentista de A Lista de Schindler, entre outras coisas, para a HBO.

Quando quer uma noite de farra com os amigos, Nasir rouba o taxi do pai mas perde-se pela cidade de Nova Iorque. Uma bela rapariga entra-lhe pelo taxi e pede que a leve à praia. Deslumbrado com a beleza da moça, Naz esquece a festa com os amigos e leva-a onde ela quer. Sendo que estala uma quimica entre ambos e o próxima etapa é o apartamento dela. Depois de algumas (muitas) drogas, álcool e jogos mais ou menos perigosos os dois acabam na cama. Na cena seguinte vemos Naz acordar sentado numa cadeira, na cozinha e dirige-se ao quarto para se despedir da rapariga. E é aí que repara que ela está toda esfaqueada e no meio do pânico foge do local do crime levando a faca com que tinham estado a "brincar".

O que se segue é uma história processual com este jovem paquistanês a ver a sua vida ser completamente alterada por aquele acontecimento.

Em The Nigt of é tudo tão bom que quase sinto que é injusto só referir John Turturro (aquele que se oferece para ser advogado de Naz). Riz Ahmed, que faz o papel de Nasir também está à altura e na prisão vai encontrar o grande Michael Kenneth Williams que o vai ajudar a sobreviver naquele perigoso mundo. E ainda há o detective Box (excelente Bill Camp) e a irritante advogada de acusação (Jeannie Berlin).

São apenas 8 episódios mas sempre em a crescer a nível de qualidade.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Stranger Things

Stranger Things é das melhores coisas que se fizeram para TV nos últimos tempos. 

Uma carta de amor aos anos 80, não só porque se passa nessa década do séc. XX mas principalmente pelas inúmeras referências que por lá andam nos oito episódios. Se falarmos em filmes recentes, Stranger Things podia ser Super 8 passado para televisão. Sendo que Super 8 já era uma homenagem a alguns filmes produzidos ou realizados por Steven Spielberg durante a década de 80. 

Passado em 1983 na pequena localidade de Hawkins, Indiana acompanhamos 4 amigos, Mike, Lucas, Dustin e Will, durante uma jogatana de Dungeons & Dragons em casa de um deles. Depois de terminado o jogo Will, durante o trajecto para casa desaparece misteriosamente. Enquanto muitos pensam que está morto, a mãe, os 3 amigos e uma rapariga estranha, que entretanto aparece tentam encontrá-lo. 
As referências aos 80’s começam logo com os excelentes créditos iniciais acompanhados por uma música à John Carpenter (pelos S U R V I V E). Como não podia deixar de ser a marca que Steven Spielberg deixou durante aquela década faz-se notar. E.T. (os amigos, a fuga nas bicicletas, Eleven, a menina com poderes especiais que também vive escondida em casa de um deles, como o Extraterrestre em casa de Elliot) ou Encontros Imediatos do 3º Grau (a obsessão da mãe de Will ou Goonies (novamente a amizade). Também nos lembramos de Stephen King, dos filmes de monstros e de Stand by Me. As referências tornam-se mais evidentes nos posters nas paredes do quarto de algumas personagens juvenis (JAWS, The Thing, por exemplo). 
Outro dos pontos fortes da série é o seu elenco. Principalmente o elenco juvenil, liderados pela excelente Millie Bobby Brown na pele de Eleven, uma rapariga que passou sua infância a servir de cobaia para a maléfica organização que está instalada nas redondezas da cidade. Matthew Modine (actor que teve o seu momento alto nos anos 80) está medonho como o líder dessa organização e Winona Ryder é a mãe de Will e cumpre no papel que desempenha, mas o destaque nos adultos vai para David Harbour no papel do xerife local. 
Os irmãos Matt e Ross Duffer criaram uma das melhores séries de 2016, uma viagem no tempo a uma época que me diz muito e onde até a banda sonora recorda aqueles tempos: Joy Division, New Order, Echo & the Bunnymen, The Clash, Peter Gabriel, entre outros.

Eu que tinha a idade destes putos em 1983 adorei. Senti-me em casa e revi-me em cada um deles, em cada tijolo Panasonic, ou gira-discos, ou filmes, ou aventuras que vivemos naquela altura.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Banshee

Não sabia o que era Banshee até há pouco mais de uma semana e assim que lhe peguei só consegui parar porque já não havia mais episódios para ver.
Um homem é libertado ao fim de 15 anos de prisão devido a um roubo de diamantes que correu mal. Ao sair da prisão é perseguido pela máfia ucraniana, a mando do seu chefe, Mr. Rabbit. Depois de descobrir onde está a sua ex-namorada Anastasia (filha de Rabbit), este desconhecido dirige-se para a pequena localidade de Banshee, na Pensilvania, onde Anastasia vive agora sob o pseudónimo de Carrie Hopewell e está casada com um procurador público local.
Entretanto chega à cidade um novo xerife, Lucas Hood que se irá apresentar no dia seguinte.  Só que este é morto por dois rufias locais e o nosso John Doe assume a sua identidade e começa assim a sua saga como xerife de Banshee, tendo como principal inimigo um ex-Amish Kai Proctor, o senhor do crime da região, enquanto tenta recuperar a sua parte dos diamantes roubados e fugir a Mr. Rabbit que o quer morto a todo e qualquer custo.

São 4 temporadas de 10 episódios (a última tem apenas 8), de uma série criada por Jonathan Tropper e David Schickler, e que conta ainda com a presença como produtor executivo de Alan Ball (Six Feet Under e True Blood).
Muita acção, muito suspense e personagens do melhor (Job, Kai Proctor ou o sinistro Clay Burton são exemplo disso).

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Peaky Blinders - 3ª temporada



À 3ª temporada Peaky Blinders, série criada por Steven Knight, continua a dar cartas e a ser uma das melhores séries desde que estreou em 2013. Desde a criação, à realização, ao argumento, à interpretação, tudo ali é bom, muito muito bom. E para ajudar tem uma excelente banda sonora que ainda melhora nesta temporada de 2016 com nomes como Nick Cave, PJ Harvey, Arctic Monkeys, The Last Shadow Puppets, Radiohead, The Kills ou David Bowie (Lazarus assenta ali que nem uma luva, numa altura em que Thomas parece pedir ajuda devido ao estado em que o deixaram)!

2 anos se passaram desde os acontecimentos da 2ª temporada e agora Thomas vive num casarão e prepara-se para casar com Grace. Só que os negócios da família, apesar dos apelos da futura esposa, estão sempre primeiro e os Peaky Blinders vêem-se metidos no meio de uma perigosa intriga internacional, com aristocratas russos e os maçons lá do sítio, representados por um pérfido padre, metidos ao barulho. Pelo meio Thomas Shelby vai recorrer à ajuda do gangster judeu-ortodoxo, brilhantemente interpretado por Tom Hardy. Eles que têm uma das cenas mais intensas desta 3ª temporada.

Uma série com a chancela BBC que devia ser obrigatório constar das listas de todos os amantes de séries.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Bloodline - 2ª temporada


*Contém spoilers para quem não viu a 1ª temporada*

Depois de uma excelente 1ª temporada acho que muita gente (eu incluído) não acreditaria que a 2ª fosse melhor. Ainda por cima com a morte da personagem mais carismática, prevendo-se que Ben Mandelsohn já não tivesse o papel preponderante que teve na 1ª parte.
Mas não se verificou nada disso. A 2ª temporada consegue ser tão boa ou melhor e Danny Rayburn está presente em quase todos os episódios para infernizar a vida do irmão John.
Já sabíamos que na familiar Rayburn não há inocentes, agora ainda ficamos a conhecer mais podres, numa série onde não há bons nem maus. Há pessoas, como muitas outras, com muitos defeitos e algumas virtudes e ficamos com a sensação de que aquele que julgávamos vilão é afinal a vitima. John pensa que tem tudo controlado, Meg continua a tapar os buracos, Kevin o mesmo burro de sempre e a mãe que aparenta aquele ar bonzinho mas teve parte no mal que lhes aconteceu no passado. 
Tudo isto representado por uma trupe de grandes actores, onde está Sissy Spacek, que continua a brilhar tanto ou mais que outros. E depois há aqueles actores que passam despercebidos no cinema mas que encontram uma série na qual podem explorar todo o talento que tinham escondido, como é o caso de Kyle Chandler.

sábado, 4 de junho de 2016

You Can't Win Charlie Brown - Above the Wall

Os portugueses You Can't Win Charlie Brown estão de regresso com um novo tema que serve de rampa de lançamento para o 3º disco da banda.
O sucessor de Diffraction/Refrection chamar-se-à Marrow e este é o tema que o apresenta:

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Deadpool, de Tim Miller


Depois do fiasco que foi a aparição de Deadpool no filme “X-Men Origens: Wolverine, também um fiasco dos grandes, temia-se o pior para a personagem. Por isso optou-se por não fazer um filme de super-heróis convencional mas antes uma sátira. 
E tudo começa logo pelos brilhantes créditos iniciais a gozar com tudo e com todos, desde protagonistas a direcção técnica, a mostrar logo ao que vinha. 
Antes de ser Deadpool, Wade Wilson (Ryan Raynolds) era um ex-militar das forças especiais do exército que agora faz uns biscates como uma espécie de “mercenário do bem”, encontra a mulher (a brasileira Morena Baccarin) com quem quer passar o resto dos dias, só não sabia é que esses dias iam ser curtos pois é-lhe diagnosticado um cancro. Só que não querendo sucumbir a tamanha fatalidade ele sujeita-se a uns testes que o vão deixar desfigurado, com poderes invencíveis e capacidade de se regenerar. É então que aproveitando essas capacidades ele assume a identidade deste anti-herói. 

Ryan Raynolds que até aqui não tinha feito nada de jeito parece ter nascido para ser Deadpool. Ele até goza consigo próprio e exorciza os fantasmas da sua carreira ao encontrar aquilo para o que nasceu: ser Deadpool. O resto do elenco está igualmente bem, com personagens de carne e osso a fazerem jus às da BD e a estreia na realização de Tim Miller, que é um habitué nos efeitos especiais, é competente. 
Deadpool é um belo entretenimento que acelera desde o primeiro minuto e não tem pejo e dar-nos cenas de extrema violência, com membros decepados ou cenas de nudez completa, tudo carregado com grandes doses de humor. 
 Um dos melhores filmes que vi este ano.

Wolf Parade, o regresso


10 anos depois de EXPO 86 os Wolf Parade de Dan Boeckner e Spencer Krug estão de volta com um novo EP. Após EXPO 86 a banda fez uma pausa para alguns dos seus membros se dedicaram a outros projectos. Dan Boeckner, por exemplo fez discos como Handsome Furs, com a sua ex-mulher Alexei Perry e como Divine Fits, com Britt Daniel dos Spoon e Krug esteve activo com os Moonface.
Regressam agora com o 4º EP da banda que apresentaram recentemente no The Late Show de Stephen Colbert.

Para ouvir e ver aqui