quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Duplicity, de Tony Gilroy


Este é o regresso de Tony Gilroy à realização, depois de ter surpreendido com Michael Clayton (2007). Aqui centra-se numa trama de espionagem industrial, onde dois ex-agentes da CIA e do MI6 (Julia Roberts e Clive Owen) trabalham agora para duas empresas rivais que tentam saber o que a outra tem na manga.

Não sendo tão bom como o seu primeiro filme, Tony Gilroy pisca o olho a alguns filmes de Soderbergh (Out of Sight é mais que evidente) com um trhiller em tons de comédia, com um argumento interessante e realização competente.

NOTA: 7/10


terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Diabo na Cruz

Mais um grande som surgido recentemente a provar que a música portuguesa está bem e recomenda-se! Chamam-se Diabo na Cruz e podem ouvi-los mais aqui.


terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Som da Frente


O Som da Frente foi um programa que me marcou muito. Estávamos nos anos 80 e eu morava em Grândola. Tive acesso aos Joy Division, Echo and the Bunnymen e outros por parte do meu irmão mais velho. Mas houve uma fase em que senti que queria descobrir por mim aquilo que queria ouvir. Havia o Se7e e o Blitz que divulgavam alguma música boa, mas... não tinham som!
Não havia internet, logo a música não nos chegava como chega hoje. Por isso o Som da Frente surgiu como uma pedrada no charco na malta da minha geração, que como eu não atinava com a música que dava nos top's. O Som da Frente dava tarde e aos dias de semana, mas isso não nos impedia de ouvir o programa e o seu autor de voz grave. Lembro-me de adormecer com a Comercial ligada, som baixo para não acordar a família e até gravar o programa para mais tarde ouvir com mais atenção. E foram muitas as bandas, que hoje são das minhas preferidas de sempre que o António Sérgio me deu a conhecer. Pixies, Stone Roses, Jesus and the Mary Chain, são alguns exemplos.
Quando tive programas na Rádio Clube de Grândola quis que esse programa fossem do género do Som da Frente. Um desses programas até tinha o nome de uma das suas rubricas, Sinais de Fumo.
O Som da Frente marcou uma geração, o António Sérgio é difícil de substituir...

domingo, 1 de Novembro de 2009

Tributo a António Sérgio


Foi com profunda tristeza que hoje acordei com a noticia da morte do António Sérgio, um dos meus mestres e um dos homens que mais me influenciou a nível musical.
Era fiel seguidor do Som da Frente ouvindo a sua voz característica praticamente todos os dias da 1 às 3 da manhã. Quando não o ouvia deixava a gravar o programa e com ele ouvi pela primeira vez algumas bandas que ficaram a ser das minhas preferidas.
Pixies, Jesus and the Mary Chain, Ministry, Mute Drivers, Stone Roses, Happy Mondays, Jesus Jones, Screaming Blue Messiahs... e tantas outras!
Por causa dele passei a sintonizar a XFM. Depois a XFM fechou portas e ele voltou à Comercial para tempos mais tarde os senhores daquela rádio terem o desplante de dizer que ele já não servia. E ainda bem que ele saiu dali, porque era uma lufada de ar fresco no meio do esterco que se tinha transformado a Rádio Comercial.
Foi para uma rádio à sua imagem, a Radar, que eu já seguia devido ao gosto musical e sempre que podia lá ouvia o Viriato 25.

Um grande obrigado, António por me dares a ouvir a musica que eu queria ouvir.
Que descanses em paz!


sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Best of... Pedro Almodovar


Pedro Almodovar já não é só o melhor realizador espanhol vivo. Já é um dos melhores do mundo do cinema e já atingiu um estatuto que o coloca ao nível do sem compatriota Luis Buñuel! Filme após filme, Almodovar vai deixando a sua marca pessoal. Sexualidade, desejo, família, paixão, cores fortes são imagem de marca do seu cinema e vão com certeza continuar a encantar todos os cinéfilos. Como limitei este top a 10 filmes a escolha foi difícil!

1.
Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos



2.
Tudo Sobre a Minha Mãe

3.
Que Fiz eu Para Merecer Isto

4.
Ata-me

5.
A Flor do Meu Segredo

6.
Carne Trémula

7.
Abrazos Rotos

8.
Volver

9.
Negros Hábitos

10.
Kika

domingo, 25 de Outubro de 2009

Eels já têm novo disco preparado


Os Eels regressam já em Janeiro com um novo álbum de originais. Isto apenas 7 meses depois de Hombre Lobo, que ainda deve estar a percorrer os tímpanos de muito boa gente, como é o exemplo deste escriba.
Na era do digital onde tudo corre a uma velocidade estonteante e nada se deixa na gaveta, Mr. E não quis perder tempo e lança já "End Times", disco que terá 14 canções.
Cá estarei à espera do possível primeiro grande disco de 2010!

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Julian Casablancas

Enquanto não chega um novo dos Strokes os seus membros vão-se desembaraçando sozinhos. Desta vez é o vocalista, Julian Casablancas que farto de esperar pelos outros decidiu também ele lançar um disco a solo. Algumas das músicas de Phrases for the Young já se ouvem por aí...


terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Los Abrazos Rotos, de Pedro Almodovar


Almodovar está de regresso e tal como Tarantino fez em Inglorious Basterds, também ele presta homenagem ao cinema nesta história sobre um homem cego, escritor e argumentista de cinema de pseudónimo Harry Caine. Actualmente ele vive graças ao argumentos que escreve, com a ajuda da sua antiga produtora e do filho desta, Diego, que é seu secretario, escrivão e guia. Um dia aparece-lhe alguém que lhe pede para escrever um argumento, argumento esse que o vai fazer recordar os tempos da sua verdadeira identidade, Mateo Blanco.

Mais um grande filme deste realizador espanhol que volta a filmar com Penelope Cruz, tirando desta o que de melhor ela sabe fazer. Além do mais temos uns cameos de algumas das musas de Almodovar, como por exemplo Rossy de Palma.

NOTA: 9/10



quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

The Taking of Pelham 1 2 3, de Tony Scott


Tony Scott tem alguns dos melhores filmes de acção dos últimos tempos. Com alguns dos mestres do género dos anos 80 (caso de John McTiernan) em stand by, é o irmão de Ridley Scott que tem assumido o protagonismo recentemente.

Este é mais um caso de um bom filme de acção, baseado num livro de John Godey (pseudónimo de Morton Freedgood) que já havia sido adaptadocinema em 1974 por Joseph Sargent. E esta nova versão peca em muitas coisas em relação ao filme anterior. Desde logo a revelação da identidade dos bandidos, coisa que não acontecia no filme de Sargent, com estes a serem apenas conhecidos por cores (pormenor repescado por Quentin Tarantino para o seu Reservoir Dogs): Mr. Brown, Mr. Blue, Mr. Green... o que quer queiramos quer não tira alguma emoção à trama.

Nesta nova versão Walter Garber (Denzel Washington), é um controlador de tráfego da linha do metro de Nova Iorque que se vê envolvido no sequestro de um dos comboios por quatro bandidos armados, comandados por Ryder (John Travolta), líder tão brilhante quanto implacável, que ameaça matar a sangue frio os 18 passageiros caso o resgate de um milhão de dólares não seja pago no prazo máximo de uma hora. Garber e Camonetti (John Turturro), negociador da polícia de Nova Iorque, são as pessoas do outro lado do telefone que usarão todos os meios para vencer os criminosos e salvar os passageiros. Mas um problema continua sem solução: mesmo que os ladrões consigam o dinheiro, como poderão escapar da linha de metro?

Curiosidade: O título da obra original refere-se ao metro que partia da estação Pelham Bay Park, à 1h23.

NOTA: 7/10


terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Sons of Anarchy PT

Entretanto a série Sons of Anarchy já vai para o 5º episódio da 2ª temporada. E os motards da localidade de Charming estão aí para as curvas embora tenham novos adversários que os querem destruir custe o que custar!
Para por a par do que se vai passando nesta excelente série surgiu um novo blogue "Sons of Anarchy Portugal", para o qual eu dou o meu humilde contributo.

Flash Forward


Já está aí em força mais uma temporada de séries televisivas. Entre algumas que já acompanhava, como Dexter, Sons of Anarchy, Fringe ou Dollhouse, estreou uma que pelos dois episódios já vistos parece que vai fazer sucesso.
FlashForward conta a história de um misterioso incidente que provoca um desmaio de dois minutos e dezassete segundos a toda a Humanidade. Durante esse lapso temporal todos têm visões estranhas sobre o futuro (exactamente o dia 29 de Abril de 2010). Depois desse estado de caos e confusão começará um longo e perigoso caminho para descobrir como aquilo aconteceu, se estas imagens se vão tornar realidade e se podem ou não mudar o destino do Planeta.

Baseada no “best-seller” de ficção científica de Robert J. Sawyer, a série foi criada por Bannon Braga (24; Threshold; Star Trek: Enterprise) e David S. Goyer, o homem que escreveu Dark City, Batman Begins e The Dark Knight. No elenco podemos encontrar Joseph Fiennes e Sonya Walger (a Penelope Widmore - namorada de Desmond - de Lost).
A série estreia já amanhã (7 de Outubro), em Portugal, através do canal por cabo AXN (22.25h).

segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

District 9, de Neill Blomkamp


Peter Jackson dá com este filme um chuto no cu dos grandes estúdios que se recusaram a investir no projecto pois pelos vistos queriam um realizador mais credenciado do que aquele escolhido pelo realizador do Senhor dos Anéis.
Bem se lixaram! O filme não só é muito bom, como melhor que muitos produtos do cinema-pipoca estreados recentemente.
Foi em 2006 que o projecto de adaptação do popular videogame Halo. Para isso escolheu o realizador sul-africano Neill Blomkamp, um desconhecido com formação em spots públicitários (é dele o spot em que um Citröen C4 se transforma num robot dançarino).
Mas o que chamou a atenção de Jackson foi uma curta realizada por Blomkamp. Alive in Joburg é um falso documentário onde é mostrada a vida dos extraterrestres quando a sua nave chega a Joanesburgo! No fundo o porto de partida deste District 9.
O apartheid regressou à África do Sul mas desta vez as vitimas são extraterrestres que estão no local há 20 anos depois da nave em que viajavam ter supostamente avariado sobre Joanesburgo.
Eles são isolados do resto da população num gueto, o chamado Distrito 9 e estão sobre a huarda da Multi-National United (MNU), uma empresa de segurança privada, e também a maior fabricante de armas do mundo.
Um incidente com um dos comandantes da MNU vai ter proporções, digamos que... inesperadas!

NOTA: 9/10


quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

Best of... Coen brothers


Das duplas mais criativas do cinema e dois dos meus cineastas preferidos. Têm coisas hilariantes, as quais eu adoro pelo que foi com grande dificuldade que elaborei este top 10. De certeza que quem vem a este cantinho terá outra opinião mas neste momento esta é a minha:

1. Fargo 10/10



2. Big Lebowski 10/10

3. No Country fo Old Men 10/10

4. Miller's Crossing 10/10

5. Blood Simple 9/10

6. The Man That Wasn't There 9/10

7. O' Brother, Where Art Thou? 9/10

8. Barton Fink 9/10

9. Burn After Reading 9/10

10. Raising Arisona 8/10

quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

The Resistence


Já por aí anda o novo disco dos Muse. Intitula-se The Resistence e tem como 1º single este Uprising. É um disco que pode-se estranhar de principio mas depois entranha-se!
E o teledisco é muito bom, diga-se...


Nothing but the truth, de Rod Lurie


A história de Rachel Armstrong (Kete Beckinsale), uma jovem repórter da secção nacional do Capitol Sun-Times, um dos mais importantes jornais diários de Washington. Rachel escreve um artigo explosivo, revelando a identidade de uma agente da CIA sob disfarce, Erica Van Doren (Vera Farmiga), que ao ser publicada desencadeia um verdadeiro vendaval, levando o Governo a pedir a identificação da fonte de Rachel. Com o apoio da sua editora, Bonnie Benjamin (Angela Basset), do advogado do jornal, Avril Aaronson (Alan Alda) e do marido, Ray (David Schwimmer), Rachel desafia o carismático e decidido Procurador, Patton Dubois (Matt Dillon). Quando Rachel também se recusa a revelar a sua fonte ao Juíz Hall, este acusa-a de desrespeito pelo Tribunal e manda-a para a cadeia, afirmando que só ela tem o poder de sair da cela e que o tempo a passar no Centro de detenção a ajudará a perceber isso. Só que Rachel não cede e os dias e meses de cadeia vão passando e toda a gente está ansiosa por saber: quem é afinal a fonte e porque razão está Rachel disposta a sacrificar-se para a proteger?

O filme baseia-se num facto real (e polémico) ocorrido nos EU em 2005 quando uma jornalista se recusou a revelar a sua fonte e foi detida, acusada de traição à pátria.
Rod Lurie que já tinha filmado os meandros da politica em The Contender (2000), volta aqui a um terreno que sabe pisar bem, filmando com competência esta complicada trama.
Matt Dillon e Alan Alda estão ao seu nível e Kate Beckinsale tem aqui a sua melhor interpretação até ao momento.

NOTA: 7/10


segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Humbug

Os Arctic Monkeys estão de regresso com o 3º disco de originais. E continuam a sua fase ascendente uma vez que têm vindo a melhorar de disco para disco. Humbug é desde já candidato a disco do ano. Este Crying Lightning é o 1º single extraído do mesmo


domingo, 20 de Setembro de 2009

The Hurt Locker, de Kathryn Bigelow


Dentro do género filmes de guerra/guerra(s) do Iraque, aqui está o melhor filme feito até ao momento. E logo aos olhos de uma mulher, Kathryn Bigelow que já foi casada com James Cameron e realizou alguns filmes interessantes como Point Break (com Keanu Reeves e Patrick Swayze), Strange Days (com Ralph Fiennes e Juliette Lewis) e K19-The Widowmaker (drama baseado em factos reais, passado num submarino russo, com Harrison Ford e Liam Neeson).
Filmado na Jordânia, The Hurt Locker acompanha uma companhia com a maior taxa de baixas de toda a guerra, eles são especialistas em bombas e armadilhas numa cidade, Bagdad onde o perigo e a morte estão em qualquer lado. Centrado em 3 dos soldados dessa companhia, o filme acompanha-os em alguns episódios baseados em factos reais (o argumentista Mark Boal (In the Valley of Elah) entrevistou vários destes operacionais no campo de batalha).
K. Bigelow filma de forma impressionante todos os momentos de tensão que se vão vivendo ao longo de mais de duas horas de filme, e estes não são poucos. Além disso foca um aspecto importante que é o do vicio pelo perigo que este tipo de acção pode causa nos soldados.
Com actores ainda pouco conhecidos (destaque para Jeremy Renner e Anthony Mackie), apenas breves aparições de Guy Pearce e Ralph Fiennes.
Venham mais filmes assim...

NOTA: 9/10