sexta-feira, 11 de Abril de 2014

Lone Survivor, de Peter Berg


Peter Berg, adapta com competência o livro de Marcus Lutrell sobre uma operação ocorrida em 2005 no Afeganistão, que correu terrivelmente mal.
A Operação Red Wings tinha como objectivo a captura (morto ou vivo) de um comandante talibã no norte do Afeganistão. A missão parecia fácil e os 4 Navy Seal enviados tinham tudo a postos para a concluir com êxito. Só que uma série de contratempos faz com que o caçador passe a presa e o autor do livro, aqui interpretado por Mark Wahlberg é o único sobrevivente. E é numa das cenas mais tensas do filme, onde eles têm de decidir se matam uma família de pastores que encontram. O avô (?) tem um walkie-talkie e o rapaz olha para os americanos com ódio nos olhos (segundo um dos Navy Seals). A decisão que tomam irá definir o seu futuro.
Um filme competente com grandes cenas de combate e muito suspense apesar de já sabermos o que ia acontecer àqueles soldados.

NOTA: 8/10

quarta-feira, 2 de Abril de 2014

colheita musical de 2014 - #9

Temples - Sun Structures

8/10

Disco de estreia desta banda de Kettering, Inglaterra que logo aos primeiros acordes fazem lembrar a fase psicadélica dos Beatles. Mas ao longo do disco mostram que são muito mais do que isso e dão passos seguros pelo próprio pé. Mais uma das bandas que chegaram para reinventar (e bem) o rock psicadélico.



sábado, 29 de Março de 2014

máquina do tempo - 1995

Estes são os sons que fizeram o meu 1995.


(What's the Story) Morning Glory?  - Oasis
To Bring You My Love - PJ Harvey
Different Class - Pulp
The Bends - Radiohead
Mellon Collie and the Infinite Sadness - The Smashing Pumpkins

Alfaro Vive, Carajo! - At the Drive-In
Nemesisters - Babes in Toyland
Post - Björk
The Great Escape - Blur
Outside - David Bowie
Sparkle and Fade - Everclear
King for a Day... Fool for a Lifetime - Faith No More
Foo Fighters - Foo Fighters
Red Medicine - Fugazi
Garbage - Garbage
Penthouse - Luna
Smells Like Children - Marilyn Manson
See You on the Other Side - Mercury Rev
Southpaw Grammar - Morrissey
Alternative - Pet Shop Boys  
¡Adios Amigos! - Ramones
One Hot Minute - Red Hot Chili Peppers
The Rapture - Siouxsie and the Banshees
Washing Machine - Sonic Youth
Cerebral Caustic - The Fall
The Presidents of the United States of America - The Presidents of the United States of America
A Northern Soul - The Verve
University - Throwing Muses
Tindersticks - Tindersticks
Maxinquaye - Tricky

quinta-feira, 27 de Março de 2014

colheita musical de 2014 - #8

Dum Dum Girls - Too True

7/10
Com um som a fazer lembrar o rock alternativo do final da década de 80, assim se apresenta o 3º disco destas raparigas de L.A.

segunda-feira, 24 de Março de 2014

A Tríade de Shanghai, de Zhang Yimou


Zhang Yimou é um dos mais conceituados realizadores chineses, autor da brilhante trilogia de wuxias (Hero, O Segredo dos Punhais Voadores e A Maldição da Flor Dourada) e que ainda na década de 90 realizou obras visualmente perfeitas, como Esposas e Concubinas (Raise the Red Lantern) ou Ju Dou.
Neste sua incursão ao mundo da máfia chinesa, nos anos 30 ele mostra-nos aquele submundo pelo olhar de Shuisheng, um rapaz de 14 anos que é trazido pelo seu tio para trabalhar para o chefe da tríade, Tang que o põe ao serviço da sua concubina, a cantora Bijou (Gong Li).
Bijou, como Shuisheng também veio do campo para Xangai mas depressa conseguiu sucesso fácil, situação que lhe corrompe a inocência e a torna numa pessoa arrogante, até com o seu jovem criado. Shuisheng vai observando, abismado a opulência do seu patrão, a luxuria da amante do patrão e a traição de Song, um dos braço-direito de Tang.
O filme decorre num período de 8 dias, desde a chegada de Shuisheng, passando pelas traições de Bijou, a tentativa do gang rival matar Tang, a fuga para uma ilha nas proximidades de Xangai onde uma série de eventos vai mudar as vidas destas personagens.
Não sendo um dos melhores filmes do mestre chinês, A Tríade de Shanghai é ainda assim muito interessante de ver. E como na maioria dos filmes de Yimou a beleza visual é um dos aspectos presentes.

NOTA: 7/10

segunda-feira, 17 de Março de 2014

True Detective

“O homem é o animal mais cruel que existe”.



True Detective não é um procedural qualquer em que o principal foco é investigar o caso estabelecido em toda a série, mas sim uma verdadeira auto-descoberta de seus protagonistas, os investigadores Marty (Woody Harrelson) e Rust (Matthew McConaughey). É na complexidade dos dois personagens e nas suas questões mal resolvidas que se constrói uma das séries mais intrigantes dos últimos tempos. O argumento de Nic Pizzolatto deixa claro que todo o ser humano tem os seus próprios fantasmas, e que a vida nada mais é do que uma tragédia particular, onde cada um tem de arranjar a melhor forma de lidar com esses infortúnios.
É nessa premissa que Marty e Rust são chamados para resolver um caso complicado que envolve uma série de desaparecimentos e assassinatos, e 15 anos passados voltam a ser chamados a falar sobre esse mistério que até pode não estar resolvido. E à medida que eles vão investigando o caso eles vão desvendando os demónios que cada um carrega.

Marty é um pai de família, tem esposa e duas filhas, mas precisa de dar as suas facadas no matrimónio para aliviar o stress, como se isso o fizesse ser um melhor chefe de família.
Rust é um individuo assombrado pela perda da filha consequente separação da sua esposa. E é nesta tragédia que a vida de Rust se baseia, tornando-o um ser sombrio e frio. A principal diferença entre os dois é que um já perdeu quase tudo na vida e dá um valor obsessivo à sua perda, enquanto o outro ainda tem o seu lar e a sua estrutura, mas suas acções demonstram que o valor que dá à sua família é por mera necessidade e comodidade. True Detective tem nas mensagens filosóficas um dos pontos fortes e isso nota-se em cada um dos 8 episódios.  Com um argumento sufocante e uma realização (Cary Fukunaga) eficiente, ao longo dos 8 episódios, coisa rara nas séries, que costumam ter mais que um realizador ao longo da temporada.
O elenco é de eleição, com McConaghey a provar que é mesmo um dos actores em melhor forma e Woody Harrelson a não se deixar ficar para trás. Destaque final para a excelente banda sonora, começando logo com a musica dos créditos iniciais. Uma grande série.


quinta-feira, 13 de Março de 2014

colheita musical de 2014 - #6

Beck - Morning Phase

9/10
6 anos de espera valeram a pena. O melhor disco desde Sea Change que já data de 2002 e um dos melhores do cantautor californiano. Aliás o som remete para os ambientes de Sea Change. Para ouvir vezes sem conta. O melhor disco de 2014, até ao momento.

segunda-feira, 10 de Março de 2014

colheita musical de 2014 - #5

CYMBALS - The Age of Fracture

7/10
Depois de um primeiro disco que soavam a uns Talking Heads dos primeiros tempos, este quarteto londrino regressa com um álbum bastante mais dançável, cheio de canções que entram facilmente no ouvido.

quinta-feira, 6 de Março de 2014

Dallas Buyers Club, de Jean-Marc Vallée


Estados Unidos, 1985. O vírus do SIDA ainda não era totalmente conhecido, começavam a aparecer os primeiros casos e eram associados à comunidade gay. Ron Woodroof (Matthew McConaughey) é um cowboy que gosta de viver nos limites, sexo com fartura, muitas drogas e alcool até cair. Após um pequeno incidente vai parar ao hospital e sofre a brutal noticia de que é portador de HIV e tem apenas 30 dias de vida. A principio Ron entrega-se à auto-destruição e negação à doença, consumindo muitas drogas e muito álcool. Até que começa o tratamento com AZT, único medicamento autorizado na altura e que quase o conduz à morte. Começa então a estudar a doença e a recorrer a medicamentos alternativos noutras partes do mundo, mesmo que esses medicamentos não sejam permitidos nos Estados Unidos. Funda assim o Dallas Buyers Club com outro portador da doença, Rayon (Jared Leto), um clube de venda desses medicamentos a outras pessoas nas mesmas condições que eles. O sucesso do clube foi tal que despertou as atenções das autoridades e das farmacêuticas que viam o seu monopólio ameaçado.

Dallas Buyers Club não sendo um grande, é um filme de actores que brilham a alto nível. Tanto McConaughey, como Leto têm desempenhos de excelência que lhes valeriam, há poucos dias os Oscars de actor principal e secundário.

NOTA: 7/10

quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2014

máquina do tempo - 1994

1994 foi um ano razoável a nível musical. O destaque maior foi para o aparecimento em longa duração dos Oasis, uma banda da cidade dos Joy Division e dos The Smiths mas cuja maior influência era uma banda de Liverpool, os Beatles. E eles, para o bem e para o mal vieram a marcar o panorama musical nos anos seguintes. Kurt Cobain, líder dos Nirvana, banda que marcara o panorama no inicio dos anos 90 é encontrado morto. Tinha 27 anos.
No cinema surgiriam filmes como Pulp Fiction e Forrest Gump e no futebol foi o ano do ultimo campeonato do Benfica, antes da grande seca e o ano do Mundial  dos Estados Unidos que era para ter sido ganho pela Argentina mas a FIFA quis que fosse ganho pelo Brasil que dedicou a vitória a Ayrton Senna, falecido no Grande Prémio de San Marino, uns meses antes.


The Stone Roses - Second Coming
Sonic Youth - Experimental Jet Set, Trash and no Star
Blur - Parklife
Oasis - Definitely Maybe
R.E.M. - Monster

outros (sem qualquer ordem): 
Mão Morta - Vénus em Chamas
Mark Lanegan - Whiskey for the Holy Ghost
Green Day - Dookie
Cake - Motorcade of Generosity
Therapy? - Troublegum
Luna - Bewithched
Beck - Mellow Gold
Nine Inch Nails - The Downward Spiral
Morrissey - Vauxhall and I
The Divine Comedy - Promenade
The Offspring - Smash
Nick Cave & the Bad Seeds - Let Love In
The Fall - Reckoning
Sunny Day Real Estate - Diary
Pretenders - Last of the Independents
Frank Black - Teenager of the Year
David Byrne - David Byrne
Lush - Split
L7 - Hungry for Stink
Marylin Manson - Portrait of an American Family
Julian Cope - Autogeddon
Portishead - Dummy
Sebadoh - Bakesale
Jeff Buckley - Grace
Pulp Fiction Sountrack
Suede - Dog Man Star
dEUS - Worst Case Scenario
Nirvana - MTV Unplugged in NY
Pearl Jam - Vitology
Bush - Sixteen Stone
Primal Scream - Give Out bu Don't Give Up
Inspiral Carpets - Devil Hopping



sexta-feira, 21 de Fevereiro de 2014

colheita musical de 2014 - #4

You Can't Win Charlie Brown -  Diffraction/Refraction

8/10
Três anos após a estreia nos longa-duração, a banda portuguesa lança agora este Diffraction/Refraction e conseguem passar bem a barreira do "difícil 2º disco". O ano passado já tinham arriscado fazer uma brincadeira tocando ao vivo o Velvet Underground & Nico na integra, fazendo as suas próprias versões das musicas imortalizadas por Lou Reed e sua trupe.
Uma das boas bandas portuguesas do momento. 

quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2014

1 Tema, 3 Coordenadas, 1 Posição

Mais uma participação numa iniciativa de outro blog. Desta feita no blog Caminho Largo, de Jorge Teixeira.
Era pedido que, a partir de um Tema (neste caso foi Coragem) indicássemos 3 filmes que definissem esse mesmo tema, assim como O realizador que melhor definisse o tema em questão.



Os filmes foram ordenados cronologicamente. 
Em Stand by Me há uma grande dose de coragem da parte daqueles 4 adolescentes, que partem para o desconhecido em busca do corpo de outro jovem, atropelado por um comboio. Mas é também uma busca interior de cada um deles, um exorcizar dos seus medos e das coisas que os atormentam. Partem nesta aventura para provar à comunidade onde vivem, e principalmente àqueles que os atormentam que são capazes, que também sabem ser heróis. 
Em Saving Private Ryan, filme de Spielberg realizador que também escolhi há desde logo o exemplo de coragem por ser um filme de guerra. Depois há o facto de aqueles homens abandonarem os seus postos de conquista (ou reconquista, como queiram) de um território para irem à procura de UM soldado. 
Escolhi também The Impossible, porque sendo baseado numa história verdadeira é também um grande exemplo de coragem. Depois daquele trágico acontecimento, uma família é separada, não sabem uns dos outros mas não desistem. E no fim acontece aquilo que, como o título do filme sugere, seria quase impossível. 
O tema coragem está inerente em grande parte da obra de Steven Spielberg. Não só neste filme que escolhi, como noutros que realizou. Império do Sol, A Lista de Schindler, Amistad, Munique, War Horse ou Lincoln, são bons exemplos disso. 

O resultado completo pode ser visto aqui

Obrigado ao Jorge pelo convite.

quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2014

Já Vi(vi) este Filme


Iniciativa do blogue da Inês Moreira Santos, onde nos era pedido que citassemos um filme com o qual nos identificassemos. Um filme que achassemos já ter vivido. Esta foi a minha escolha:

Pode ser lido aqui

Obrigado pelo convite Inês.

terça-feira, 18 de Fevereiro de 2014

grande ecrã

Martha Marcy May Marlene, de Sean Durkin (2011)

Martha Marcy May Marlene é um poderoso thriller psicológico, interpretado por Elisabeth Olsen no papel de Martha, uma jovem à procura de viver uma vida normal depois de algum tempo no meio de uma seita onde tinha de obedecer às ordens do seu carismático líder (John Hawkes). Ela foge para casa da irmã (Sarah Poulson) mas os tormentos por que passou não a vão deixar em paz.
Primeiro filme de Sean Durkin, que viria a conquistar o prémio de realização no Festival de Sundance desse ano. A sua prespectiva é interessante, uma vez que Martha não precisa de viver no meio de uma sita para se sentir presa. A vida em casa da irmã também se mostra estranha e cheia de restrições.
Um realizador a seguir atentamente nos próximos temos, assim como a protagonista Elisabeth Olsen.
NOTA: 8/10





The Counselor, de Ridley Scott (2013)

Escrito por Cormac McCarthy (autor de No Country for Old Men) e realizado por Ridley Scott, The Counselor é um filme na linha desse best seller que viria a dar o Oscar (e outros prémios) aos irmãos Coen, um homem que por dinheiro dá passos maiores que as pernas, metendo-se num esquema relacionado com tráfico de droga que tinha tudo para correr bem.
O filme é suportado por alguns bons momentos de diálogos e acção e com um elenco de luxo (Michael Fassbender, Penelope Cruz, Javier Bardem, Brad Pitt, Cameron Diaz), não se espere mais que isso.
NOTA: 6/10