quarta-feira, 6 de julho de 2016

Banshee

Não sabia o que era Banshee até há pouco mais de uma semana e assim que lhe peguei só consegui parar porque já não havia mais episódios para ver.
Um homem é libertado ao fim de 15 anos de prisão devido a um roubo de diamantes que correu mal. Ao sair da prisão é perseguido pela máfia ucraniana, a mando do seu chefe, Mr. Rabbit. Depois de descobrir onde está a sua ex-namorada Anastasia (filha de Rabbit), este desconhecido dirige-se para a pequena localidade de Banshee, na Pensilvania, onde Anastasia vive agora sob o pseudónimo de Carrie Hopewell e está casada com um procurador público local.
Entretanto chega à cidade um novo xerife, Lucas Hood que se irá apresentar no dia seguinte.  Só que este é morto por dois rufias locais e o nosso John Doe assume a sua identidade e começa assim a sua saga como xerife de Banshee, tendo como principal inimigo um ex-Amish Kai Proctor, o senhor do crime da região, enquanto tenta recuperar a sua parte dos diamantes roubados e fugir a Mr. Rabbit que o quer morto a todo e qualquer custo.

São 4 temporadas de 10 episódios (a última tem apenas 8), de uma série criada por Jonathan Tropper e David Schickler, e que conta ainda com a presença como produtor executivo de Alan Ball (Six Feet Under e True Blood).
Muita acção, muito suspense e personagens do melhor (Job, Kai Proctor ou o sinistro Clay Burton são exemplo disso).

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Peaky Blinders - 3ª temporada



À 3ª temporada Peaky Blinders, série criada por Steven Knight, continua a dar cartas e a ser uma das melhores séries desde que estreou em 2013. Desde a criação, à realização, ao argumento, à interpretação, tudo ali é bom, muito muito bom. E para ajudar tem uma excelente banda sonora que ainda melhora nesta temporada de 2016 com nomes como Nick Cave, PJ Harvey, Arctic Monkeys, The Last Shadow Puppets, Radiohead, The Kills ou David Bowie (Lazarus assenta ali que nem uma luva, numa altura em que Thomas parece pedir ajuda devido ao estado em que o deixaram)!

2 anos se passaram desde os acontecimentos da 2ª temporada e agora Thomas vive num casarão e prepara-se para casar com Grace. Só que os negócios da família, apesar dos apelos da futura esposa, estão sempre primeiro e os Peaky Blinders vêem-se metidos no meio de uma perigosa intriga internacional, com aristocratas russos e os maçons lá do sítio, representados por um pérfido padre, metidos ao barulho. Pelo meio Thomas Shelby vai recorrer à ajuda do gangster judeu-ortodoxo, brilhantemente interpretado por Tom Hardy. Eles que têm uma das cenas mais intensas desta 3ª temporada.

Uma série com a chancela BBC que devia ser obrigatório constar das listas de todos os amantes de séries.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Bloodline - 2ª temporada


*Contém spoilers para quem não viu a 1ª temporada*

Depois de uma excelente 1ª temporada acho que muita gente (eu incluído) não acreditaria que a 2ª fosse melhor. Ainda por cima com a morte da personagem mais carismática, prevendo-se que Ben Mandelsohn já não tivesse o papel preponderante que teve na 1ª parte.
Mas não se verificou nada disso. A 2ª temporada consegue ser tão boa ou melhor e Danny Rayburn está presente em quase todos os episódios para infernizar a vida do irmão John.
Já sabíamos que na familiar Rayburn não há inocentes, agora ainda ficamos a conhecer mais podres, numa série onde não há bons nem maus. Há pessoas, como muitas outras, com muitos defeitos e algumas virtudes e ficamos com a sensação de que aquele que julgávamos vilão é afinal a vitima. John pensa que tem tudo controlado, Meg continua a tapar os buracos, Kevin o mesmo burro de sempre e a mãe que aparenta aquele ar bonzinho mas teve parte no mal que lhes aconteceu no passado. 
Tudo isto representado por uma trupe de grandes actores, onde está Sissy Spacek, que continua a brilhar tanto ou mais que outros. E depois há aqueles actores que passam despercebidos no cinema mas que encontram uma série na qual podem explorar todo o talento que tinham escondido, como é o caso de Kyle Chandler.

sábado, 4 de junho de 2016

You Can't Win Charlie Brown - Above the Wall

Os portugueses You Can't Win Charlie Brown estão de regresso com um novo tema que serve de rampa de lançamento para o 3º disco da banda.
O sucessor de Diffraction/Refrection chamar-se-à Marrow e este é o tema que o apresenta:

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Deadpool, de Tim Miller


Depois do fiasco que foi a aparição de Deadpool no filme “X-Men Origens: Wolverine, também um fiasco dos grandes, temia-se o pior para a personagem. Por isso optou-se por não fazer um filme de super-heróis convencional mas antes uma sátira. 
E tudo começa logo pelos brilhantes créditos iniciais a gozar com tudo e com todos, desde protagonistas a direcção técnica, a mostrar logo ao que vinha. 
Antes de ser Deadpool, Wade Wilson (Ryan Raynolds) era um ex-militar das forças especiais do exército que agora faz uns biscates como uma espécie de “mercenário do bem”, encontra a mulher (a brasileira Morena Baccarin) com quem quer passar o resto dos dias, só não sabia é que esses dias iam ser curtos pois é-lhe diagnosticado um cancro. Só que não querendo sucumbir a tamanha fatalidade ele sujeita-se a uns testes que o vão deixar desfigurado, com poderes invencíveis e capacidade de se regenerar. É então que aproveitando essas capacidades ele assume a identidade deste anti-herói. 

Ryan Raynolds que até aqui não tinha feito nada de jeito parece ter nascido para ser Deadpool. Ele até goza consigo próprio e exorciza os fantasmas da sua carreira ao encontrar aquilo para o que nasceu: ser Deadpool. O resto do elenco está igualmente bem, com personagens de carne e osso a fazerem jus às da BD e a estreia na realização de Tim Miller, que é um habitué nos efeitos especiais, é competente. 
Deadpool é um belo entretenimento que acelera desde o primeiro minuto e não tem pejo e dar-nos cenas de extrema violência, com membros decepados ou cenas de nudez completa, tudo carregado com grandes doses de humor. 
 Um dos melhores filmes que vi este ano.

Wolf Parade, o regresso


10 anos depois de EXPO 86 os Wolf Parade de Dan Boeckner e Spencer Krug estão de volta com um novo EP. Após EXPO 86 a banda fez uma pausa para alguns dos seus membros se dedicaram a outros projectos. Dan Boeckner, por exemplo fez discos como Handsome Furs, com a sua ex-mulher Alexei Perry e como Divine Fits, com Britt Daniel dos Spoon e Krug esteve activo com os Moonface.
Regressam agora com o 4º EP da banda que apresentaram recentemente no The Late Show de Stephen Colbert.

Para ouvir e ver aqui

quarta-feira, 18 de maio de 2016

The New Apollos


Banda nova surgida em NY City, formada pelo produtor Neill MacCallum, que tem trabalhado com nomes mais ou menos conhecidos da cena musical norte-americana como The Lumineers ou Cage The Elephant. 
Este é o primeiro single da banda que ainda é composta por Karen Walker (piano e voz); Gregoy Morgan (bateria) e Isobel Ward (baixo).O álbum sai dia 30.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Radiohead: Daydreaming e data do álbum


Poucos dias depois de ficarmos a conhecer o tema que apresentava o 9º álbum dos Radiohead eis que eles lançam mais uma música, acompanhada pelo respectivo video. E esse é realizado por, nada mais, nada menos que Paul Thomas Anderson.
Som e imagem conjugam na perfeição e atingem o brilhantismo. 
Mas isto sou eu, que em relação a Radiohead sou completamente suspeito.
Com Daydreaming veio o anuncio da data de lançamento (em formato digital) do sucessor de The King of Limbs: é já no próximo Domingo.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Radiohead - Burn the Witch

Depois de terem apagado tudo o que tinham nas redes sociais e deixarem o site oficial em branco, sabia-se que os Radiohead tinham uma surpresa na manga e essa teria de ter a ver com o novo disco. 
Passados poucos dias aqui está o primeiro avanço para o novo álbum. 
Chama-se Burn the Witch e vem acompanhado por um vídeo maravilhoso que é inspirado num clássico do terror de 1973, The Wicker Man
O som é Radiohead no seu melhor.

sábado, 23 de abril de 2016

The Hateful Eight, de Quentin Tarantino




Poucos anos após a Guerra da Secessão, uma diligência avança a toda a velocidade pela infernal paisagem do Wyoming. Lá dentro vão, o caçador de recompensas John Ruth (Kurt Russel) e a fugitiva Daisy Domergue (Jenniffer Jason Leigh). O objectivo é chegarem rapidamente a Red Rock, onde Ruth entregará Domergue às autoridades e assim receber a recompensa. Pelo caminho encontram dois desconhecidos: o major Marquis Warren (Samuel L. Jackson) e Chris Mannix (Walton Goggins) um sulista renegado que afirma ser o novo xerife de Red Rock. Com a chegada de um forte nevão os 4 refugiam-se na estalagem de Minnie, porém não é Minnie que está para os receber mas sim outros 4 rostos desconhecidos. Bob (Demián Bichir) que toma conta da estalagem na ausência de Minnie, Oswaldo Mobray (Tim Roth), o carrasco de Red Rock, o cowboy Joe Gage (Michael Madsen) e o general confederado Sanford Smithers (Bruce Dern). Com o agravar da tempestade eles começam a perceber que não vão sair dali tão cedo e aproveitam para descobrir os segredos de cada um… 

Como qualquer filme de Quentin Tarantino, The Hateful Eight tem cenas de extrema violência, muito sangue a jorrar e diálogos geniais, com a acção a passar-se quase totalmente no mesmo espaço, como já tinha acontecido em Cães Danados, a primeira longa-metragem de Tarantino, com os níveis de tensão entre personagens ainda mais sofisticados. Fiquei fascinado com todas as interpretações, sendo que as mais sobressaem são as de L. Jackson, Walton Goggins e uma Jenniffer Jason Leigh como nunca a tínhamos visto, de longe o seu melhor desempenho no cinema. 

The Hateful Eight foi totalmente filmado em 70 mm, pelicula que confere uma maior riqueza a nível de nitidez e detalhes. A banda sonora ficou a cargo do genial Ennio Morricone (quem não se lembra da BSO de Era Uma Vez na América?), que acabaria por conseguir o único Oscar para o filme. 

The Hateful Eight é Tarantino vintage e é de visualização obrigatória.

NOTA: 9/10

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Outsiders


Terminou a primeira temporada de Outsiders. 
Já tinha dito aqui que era uma série do caraças. Feios, porcos e maus, um pouco ao nível de Sons of Anarchy. 
Um clã vive nas montanhas Appalachia desde sempre e recusam-se a sair de lá. Não usam dinheiro e produzem as suas próprias coisas. Um deles esteve 10 anos no meio da civilização mas voltou. Civilização essa que não os aceita mas tem medo deles. Até ao dia que chega à região uma empresa que quer extrair riqueza daquelas montanhas e para isso tem de os correr de lá. Só que os Farrel não saem. Nem a bem, nem a mal. E os problemas começam. Como se não bastasse ainda há as guerras internas pela liderança do clã, com o novo líder a usar de todos os métodos para se manter no poder e uma pequena facção que está contra esses métodos e não o considera um líder à altura.

Entre os principais actores encontramos David Morse (grande papelaço), Ryan Hurst (o Opie de Sons of Anarchy), Joe Anderson (da série Hannibal) e Thomas M. Wright (das séries The Bridge e Top of the Lake). 

Grande primeira temporada.

Season Finale

Fim de temporada de duas das melhores séries do momento. Better Call Saul terminou a 2ª temporada e Vinyl viu chegar ao fim a temporada de estreia.


Better Call Saul, que é spin-off de Breaking Bad, pois recupera uma das personagens mais marcantes dessa série, o advogado sem escrúpulos Saul Goodman, que para já ainda mantém o nome de nascimento Jimmy McGill. Se Saul e Mike já tinha sido grandes personagens em Breaking Bad, aqui são muito mais espremidas e a natureza das mesmas ainda se torna mais marcante. 
Nesta segunda temporada vemos Jimmy e Kim Wexler a tentarem das os primeiros passos com a sua própria firma de advogados, com o irmão Chuck a fazer com que Jimmy não tenha sucesso, enquanto Mike tem de lidar com o lider do cartel de Juarez, Hector Salamanca (outra das personagens importantes de Breakinga Bad).


Vinyl acompanha a cena musical nova iorquina dos anos 70 e é produzida por Martin Scorsese e Mick Jagger. Nela seguimos os passos de Richie Finestra como executivo de uma editora discográfica que procura ter sucesso conseguindo os melhores nomes da altura e descobrindo bandas novas. 
Vinyl é um 'must see' para quem gosta de música, para quem gosta de séries e para quem é seguidor do trabalho de Martin Scorsese. Uma destas condições basta para pegar na série, se forem as três então estamos perante um orgasmo televisivo.

terça-feira, 19 de abril de 2016

The Temper Trap estão de volta

Depois de terem surpreendido com o disco de estreia, Conditions (2009) que tinha temas como 'Sweet Desposition', 'Fader' ou 'Love Lost', os Temper Trap regressaram em 2012 com um disco homónimo bastante inferior.
Quatro ano depois estão de volta. O álbum sai em Junho e este 'Fall Together' é um dos temas. 

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Room, de Lenny Abrahamson


Um dos textos mais conhecidos de Platão é a Alegoria da Caverna. Nele dois homens viraram sempre acorrentados numa caverna, e passam os dias a olhar para uma parede no fundo da caverna. Nessa parede são projetadas sombras de estátuas representando pessoas, animais, plantas e objetos, mostrando cenas e situações do dia-a-dia. Um dia um deles consegue fugir e fica fascinado com o mundo real, volta para contar ao companheiro e para o libertar mas este não acredita e prefere ver o mundo como sempre o imaginou. 
Neste filme passa-se algo idêntico. Jack sempre viveu confinado a um quarto com a sua mãe, que foi raptada quando tinha apenas 17 anos e aprisionada na quele pequeno espaço. O mundo para Jack está dentro daquelas 4 paredes, é a cama, o lavatório, a retrete, o frigorífico e o céu que observa através de uma pequena abertura. Quando Jack faz 5 anos a mãe decide que é altura de tentarem a fuga e começa a explicar ao filho que há um mundo imenso por explorar fora daquelas 4 paredes. Jack consegue escapar e a sua fuga também ajuda a que a mãe seja resgatada. 
E a partir deste momento temos a sensação de que entramos num outro filme. Se a primeira parte se centra naquele pequeno espaço e na intimidade e cumplicidade entre mãe e filho, com cenas de alguma tensão num ambiente claustrofóbico, a partir daqui acompanhamos a forma como ambos vão lidar com este novo mundo e esta parte não tem tanta intensidade como a primeira aproximando-se mais do registo lamechas a tentar puxar uma lágrima do espectador. 
Room estava nomeado para 4 Oscars da Academia, acabando por Brie Larson receber a estatueta de Melhor Actriz no papel de Joy, a mãe. Jacob Tremblay, agora com 10 anos, também está excelente como Jack, num filme que conta ainda com interpretações de William H. Macy e Joan Allen como os pais de Joy e Sean Bridgers como o raptor e pai de Jack.

NOTA: 7/10

terça-feira, 22 de março de 2016

Drinking Flowers - New Swirled Order

Os Drinking Flowers vêm de LA e apresentam este ano o seu primeiro longa duração, New Swirled Order, depois de 2 EP's em 2014. 
O som transporta-nos até aos anos 80.

quinta-feira, 17 de março de 2016

King Gizzard & The Lizard Wizard - Gamma Knife


Os australianos King Gizzard & The Lizard Wizard têm novo disco agendado para este ano. 
Sai em 29 de Abril e intitula-se Nonagon Infinity. 

É já o 8º album em apenas 6 anos de existência.

quarta-feira, 9 de março de 2016

The Man in the High Castle - 1ª temporada


The Man in the High Castle é uma distopia produzida para a Amazon pelos estúdios de Ridley Scott e baseada livremente na obra homónima de Philip K. Dick. 
Na história as forças do Eixo venceram a 2ª Guerra Mundial e dominam o mundo. Os Estado Unidos (onde se passa a acção) estão divididos. Os estados do Pacifico pertencem ao Japão e os estados do Atlântico pertencem ao Grande Reich Nazi. Existe ainda uma Zona Neutra situada nas imediações das Montanhas Rochosas. Hitler está vivo e à beira da morte e outros altos nomes do partido Nazi querem tomar o poder para poder declarar guerra ao Japão e assim sozinhos conquistarem o mundo.
No meio disto há uma resistência americana e um grupo de cidadãos comuns é chamado para o centro da acção, voluntária ou involuntariamente. Todos querem ter na sua posse uns filmes que andam a circular, onde os Aliados ganham a guerra e que supostamente são feitos pelo "The Man in the High Castle".
A primeira temporada teve 10 episódios, sempre em bom nível e a criação deste realidade alternativa está em bom plano.