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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

os melhores de 2014 - cinema

1. The Wolf of Wall Street

2. Boyhood

3. Gone Girl

4. Nightcrawler

5. Keze Tachinu

6. Grand Budapest Hotel

 7. The Immigrant

8. Nebraska

 9. Cold in July

 10. Before I Disappear

sábado, 20 de dezembro de 2014

Gone Girl, de David Fincher


A menina bonita desapareceu. Nick Dunne descobre isso quando é chamado por um vizinho numa tarde de 5 de Julho. Em casa há sinais de luta e algumas manchas de sangue, um ferro da lareira ainda quente e uma atitude algo despreocupada de Nick. Assim começa a busca de Amy Dunne, uma jovem mimada, ex-Barbie, vinda de uma família abastada por quem Nick se viu perdido numa relação baseada em estimulação intelectual, sexo intenso e vida abastada.

Vemos através do diário de Amy e com recurso a flashbacks, o início da relação que a princípio parecia correr pelo melhor até ao dia em que tem de ir viver para a cidade de Nick devido à doença da mãe deste. E a partir daqui as coisas começam-se a deteriorar. Tédio, dependência, desconfiança, culpa.
Mas isso pertence ao passado, ao qual Fincher nos transporta em vários outros momentos, com o intuito de percebermos como se chegou aqui, ao presente onde Nick fornece todos os detalhes à polícia, é apoiado pela irmã e embora Nick seja suspeito do seu desaparecimento, Fincher nunca revela mais do que é necessário.

O filme é baseado na obra homónima de Gillian Flynn, também a cargo do argumento e a sua narrativa ultrapassa o tradicional “whodunit”. O filme tem outras coisas interessantes que são exploradas como a instituição casamento, o fascínio dos americanos por crimes sexuais, principalmente se meterem casais, a obsessão dos media em esmiuçar ao máximo, manipulando o público a seu bel-prazer.
Outro dos méritos do filme são as personagens, onde cada uma conta e nenhuma tem um papel que se possa dizer que é desnecessário. O trabalho dos actores que lhes dão vida muito ajuda a que isso seja possível e até Bem Affleck que por muitas vezes fez papéis que não lembram a ninguém, tem aqui um desempenho notável, bem secundado por Rosamund Pike, Carrie Coon (excelente na série The Leftovers), Kim Dickens e os outros.
Palavra final para a excelente banda sonora de Trent Reznor e Atticus Ross, os oscarizados colaboradores habitués dos filmes de Fincher.
A ver e a rever...

NOTA: 8,5/10

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Mobsters, de Michael Karbelnikoff



Vi isto numa sala de cinema, julgo que no ano de 92. Na altura já havia Goodfellas e já tinha visto os Padrinhos nem sei quantas vezes. Pelo que isto me pareceu vazio, apesar de falar sobre personagens reais, com algumas coisas que aconteceram mesmo e outras que foram inventadas para tentar dar mais dramatismo à coisa. 

Resolvi rever agora, por causa de Boardwalk Empire, onde as personagens eram as mesmas e fazer um ponto de comparação entre aquela altura e agora. E como esperava, isto agora ainda me parece mais fraco. O elenco era de alto nível: Anthony Quinn, F. Murray Abraham, Michael Gambon ou Christian Slater deixavam antever que algo de bom poderia ver daqui. Mas não. E até o papel de Anthony Quinn parece rídiculo se compararmos com a mesma personagem (Joe Masseria) interpretada por Ivo Nandi em Boardwalk Empire.
O filme conta a história de 4 amigos e como se tornaram em alguns dos nomes mais conhecidos da história do crime organizado dos Estados Unidos.
Os autores eram desconhecidos na altura e desconhecidos continuaram. Uma proeza

NOTA: 5/10

terça-feira, 25 de novembro de 2014

The Zero Theorem, de Terry Gilliam


Num futuro distópico, numa cidade que poderia ser Londres, Qohen vive isolado numa antiga igreja incendiada, à espera de um telefonema que, segundo ele lhe dará as respostas que ele tanto procura, a eterna questão: quem sou, para onde vou, o que faço aqui? Ele trabalha para uma misteriosa companhia, chefiada por "Management", com o objectivo de resolver o teorema zero e descobrir a razão da existência - ou a falta dela. Mas a sua solitária existência é interrompida pelas visitas da sensual Bainsley e de Bob, o filho prodígio de "Management". 

As principais criticas que tenho lido a The Zero Theorem é que não tem enredo ou que este é pouco desenvolvido, o que a meu ver mostra uma certa preguiça cinematográfica. Terry Gilliam nunca foi um autor fácil e gosta de manipular e usar o espectador, deixando a história em aberto a qualquer interpretação. É o que acontece neste que ele considera o capitulo 3 da sua trilogia orweliana (Brazil e 12 Monkeys eram os outros). Não será dos melhores filmes dele mas tem uma grande cinematografia e um Christoph Waltz em grande estilo.

NOTA: 7/10

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

The Immigrant, de James Gray



No seu mais recente filme, o 5º da sua carreira e o 4º em colaboração com Joaquin Phoenix, James Gray filma a América, na altura em que era a terra de oportunidades para muita gente que vinha desesperada da Europa. É em Nova Iorque de 1921 que nos encontramos com Ewa (Marion Cotillard) uma emigrante polaca que chega a Ellis Island acompanhada da irmã e tenta entrada para a terra dos sonhos. Após a sua irmã ser metida em quarentena por ter chegado doente, Ewa conhece Bruno (Phoenix), um homem sedutor mas ao mesmo tempo manipulador que a ajuda a entrar mas o preço a pagar será demasiado alto. Logo Ewa se torna refém de Bruno que a obriga a prostituir-se para sobreviver. A chegada de Orlando (Jeremy Renner), um ilusionista primo de Bruno vai trazer-lhe esperança num futuro melhor. O que ela não contava era com os ciumes de Bruno.

O ponto alto do filme é a forma como James Gray nos arrebata visualmente, transportando-nos para os ambientes da época numa Nova Iorque a fazer lembrar filmes como The Godfather II, de Coppola ou Once Upon a Time in America, de Sergio Leone. 
Marion Cottilard é o retrato de uma mulher em sofrimento naquela época especifica, Joaquin Phoenix, do qual aprendi a gostar já não desilude e a personagem que interpreta é um homem do qual gostamos e odiamos, um farsante que sabe vir com falinhas mansas e enganar quem ele quer. 

NOTA: 8/10

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Locke, de Steve Knight


Ivan Locke (Tom Hardy) é um homem dedicado à família e um bem sucedido empreiteiro, tendo a seu cargo uma grande construção na zona de Birmingham, onde vive. Tudo lhe corre bem até ao dia que à saída do emprego recebe uma chamada telefónica que vai colocar tudo em causa. Deixando para trás mulher, filhos e o dia mais importante da sua carreira, ele encaminha-se para Londres onde uma colega com quem teve um caso pontual, está prestes a dar à Luz. Ao longo dessa viagem de hora e meia a sua vida vai-se por completo. Ao telefone, enquanto conduz ele salta por entre conversas de apoio a Bethan (a amante), a confissão de infidelidade à mulher, o confronto com os filhos que estavam à sua espera para assistir a um jogo do Birmingham City e ainda dar instruções à distância para a importante obra a que não devia ter faltado. Pelo meio ele vai ter de enfrentar os seus fantasmas e quando chegar ao destino verificará que tudo mudou e que não há ponto de retorno.

Locke é um intenso thriller, escrito e realizado por Steve Knight (argumentista de Promessas Perigosas, de David Cronenberg) que nos fará ficar agarrados à cadeira durante a sua duração. Um homem, um carro e um telefone. Simples mas intenso e uma grande representação de Tom Hardy.

NOTA: 9/10

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Nebraska, de Alexander Payne


Nebraska é uma joia de filme que viu os seus méritos serem reconhecidos devido à excelente prestação dos actores em cena. 
A fotografia a preto e branco realça a decadência e melancolia daquela zona dos Estados Unidos e fortalece a atmosfera entristecida que as personagens querem transmitir. 
Bruce Dern interpreta Woody, um homem de idade com sinais de senilidade, em boa parte devido a uma vida de alcoolismo. A esposa, interpretada por June Squibb é firme e orgulhosa e não deixa nada para dizer. O filho mais velho David (Will Forte) vende produtos electrónicos em Billings, Montana e Ross (Bob Odenkirk) é o outro filho, um jornalista na televisão local. Quando Woody recebe uma publicidade a dizer que tem de ir a uma cidade do estado do Nebraska para levantar 1 Milhão de dólares que acaba de ganhar. Impedido de guiar, Woody decide ir a pé e vendo que o pai não vai desistir da sua jornada, David decide levá-lo, numa viagem que dará para se ficarem a conhecer melhor, eles que sempre tiveram uma relação distante. 
Alexander Payne é perito a contar histórias de homens de certa idade, deslocados e perdidos no mundo, que normalmente partem numa jornada de autodescoberta. Foi assim em Sideways, About Schmidt ou Os Descendentes e volta a fazê-lo aqui, sendo a primeira vez que não tem a seu cargo o argumento, que fica para o estreante Bob Nelson. Um filme muito bom, que está no rol dos melhores que vi ultimamente.

NOTA: 8/10

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Fruitvale Station, de Ryan Coogler

Ryan Coogler conquistou o Festival de Sundance em 2013 com este filme independente que relata as ultimas 24 horas na vida de Oscar Grant III. Amigos, inimigos, família, desconhecidos cruzam-se com ele antes do fatídico acontecimento que levaria à sua morte. Realização competente e interpretações fortes.

NOTA: 7/10

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Big Bad Wolves, de Aharon Keshales e Navot Papushado

Recomendado por Quentin Tarantino, que o colocou nos melhores filmes de 2013, este filme israelita coloca a vida de três homens numa violenta rota de colisão: Dror, um professor que é o principal suspeito de uma série de assassinatos de crianças; Miki, um duro policia que está convencido da culpabilidade de Dror e Gidi, o pai de uma das vitimas que quer fazer justiça pelas próprias mãos.

Big Bad Wolves é assustadoramente bem feito, funcionando como um thriller mas o argumento também é revestido de humor negro (a fazer lembrar os Coen e o próprio Tarantino) e um interessante conjunto de valores morais.

NOTA: 8/10

terça-feira, 8 de julho de 2014

Oldboy, de Spike Lee

Por norma sou contra qualquer tipo de remakes de filmes bons, sejam eles antigos ou feitos originalmente noutro país. Mas já se sabe que os americanos, do alto do seu ego têm a mania que sabem e podem fazer melhor. Só que, como em qualquer outro lado, há uns americanos melhores que outros. E o Spike Lee, por muito bom trabalho que já tenha feito, ultimamente tem mostrado que não é um génio como um Scorsese ou os irmãos Coen (para lembrar remakes de filmes bons que deram filmes ainda melhores).
O Oldboy coreano é um filmaço. E ponto final. E por "ponto final" devia ser entendido que era pra não mexer mais. 
Há já algum tempo que o Spike Lee não faz um filme de autor, daqueles que me levou a gostar dele (Do the Right Thing, Jungle Fever, Clockers) e se ele transpusesse a história de Oldboy para o seu mundo, quem sabe se não teria sido bem mais interessante? É pena.

NOTA: 6/10

sábado, 7 de junho de 2014

Incendies, de Denis Villeneuve


Quando a mãe de Jeanne (Mélissa Désormeaux-Poulin) e Simon Marwan (Maxim Gaudette) morre, começam as surpresas para este casal de gémeos. No testamento recebem dois envelopes inesperados: um dirigido ao pai que eles julgavam morto, o outro a um irmão de quem nunca tinham ouvido falar. Perante a relutância do irmão em satisfazer a vontade da mão, Jeanne decide imediatamente partir para o Médio Oriente em busca do passado e da história da mãe (Lubna Azabal), uma mulher que sempre fora algo distante e secreta. Mais tarde Simon acaba por se lhe juntar nessa viagem a um país (nunca é referido mas baseia-se no Libano durante a guerra civil) dilacerado por lutas internas.
Este foi o filme que deu a mostrar ao mundo Denis Villeneuve, um dos realizadores mais promissores do momento. Uma viagem ao destino trágico de uma mulher, apanhada nas malhas de um conflito que infelizmente não tem fim, ao som dos Radiohead. Incendies deixa qualquer um atordoado com a dureza dos factos.

O filme esteve nomeado para o Oscar de melhor filme estrangeiro e venceu prémios em vários festivais de cinema.

NOTA: 8/10

segunda-feira, 19 de maio de 2014

All is Lost, J.C. Chandor

Durante uma viagem solitária pelo Oceano um velho marinheiro repara que o barco está a meter água após ter colidido com um contentor à deriva. Com todos os meios de que dispõe a irem falhando a pouco e pouco, resta-lhe apanhar correntes oceânicas que o levem a uma rota maritima mais frequentada. Só que os dias vão passando e os perigos vão aumentando. 
 Quase sem diálogo, apenas a presença de Robert Redford é suficiente para dar alma ao filme, no papel deste marinheiro empurrado até aos limites. Tecnicamente impressionante, All is Lost é ainda uma experiência visualmente deslumbrante, com uma bela fotografia, tanto acima como debaixo de água que capta com competência os momentos mais difíceis da luta do nosso homem (a personagem é mesmo conhecida como "Our Man") contra as adversidades.

NOTA: 8/10

segunda-feira, 28 de abril de 2014

grande ecrã


Out of the Furnace, de Scott Cooper

Russel Baze (C. Bale) que vivia com Zoe Saldana tem um acidente de carro do qual é culpado e vai parar 5 anos à prisão. O seu irmão (Casey Affleck), ex combatente no Iraque anda metido em esquemas com biltres da pior espécie e  quando Russel sai da prisão e está a tentar refazer a vida, recebe a noticia de que o irmão desapareceu misteriosamente. Partir em busca da verdade ou esquecer como todos lhe pedem são os dilemas com que ele se tem de debater.
Filme produzido por Ridley Scott e Leonardo DiCaprio, que eram pra ter sido realizador e protagonista, no inicio do projecto. Este é o 2º filme de Scott Cooper e volta filmar homens à beira do abismo, depois de Crazy Heart, filme que valeu o Oscar a Jeff Bridges, como um cantor country que desiste da sua vida.

NOTA: 6/10



Night Train to Lisbon, de Bille August

Um professor suíço (Jeremy Irons) impede que uma misteriosa mulher salte de uma ponte e leva-a para uma das suas aulas só que ela desaparece deixando para trás um casaco vermelho e um livro com 40 anos, escrito em português. Intrigado ele decide ir a Portugal e embarca numa viagem aos tempos da ditadura e  às vidas daqueles que lutaram pela liberdade. 
O filme adapta a obra de Pascal Mercier

NOTA: 7/10

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Lone Survivor, de Peter Berg


Peter Berg, adapta com competência o livro de Marcus Lutrell sobre uma operação ocorrida em 2005 no Afeganistão, que correu terrivelmente mal.
A Operação Red Wings tinha como objectivo a captura (morto ou vivo) de um comandante talibã no norte do Afeganistão. A missão parecia fácil e os 4 Navy Seal enviados tinham tudo a postos para a concluir com êxito. Só que uma série de contratempos faz com que o caçador passe a presa e o autor do livro, aqui interpretado por Mark Wahlberg é o único sobrevivente. E é numa das cenas mais tensas do filme, onde eles têm de decidir se matam uma família de pastores que encontram. O avô (?) tem um walkie-talkie e o rapaz olha para os americanos com ódio nos olhos (segundo um dos Navy Seals). A decisão que tomam irá definir o seu futuro.
Um filme competente com grandes cenas de combate e muito suspense apesar de já sabermos o que ia acontecer àqueles soldados.

NOTA: 8/10

segunda-feira, 24 de março de 2014

A Tríade de Shanghai, de Zhang Yimou


Zhang Yimou é um dos mais conceituados realizadores chineses, autor da brilhante trilogia de wuxias (Hero, O Segredo dos Punhais Voadores e A Maldição da Flor Dourada) e que ainda na década de 90 realizou obras visualmente perfeitas, como Esposas e Concubinas (Raise the Red Lantern) ou Ju Dou.
Neste sua incursão ao mundo da máfia chinesa, nos anos 30 ele mostra-nos aquele submundo pelo olhar de Shuisheng, um rapaz de 14 anos que é trazido pelo seu tio para trabalhar para o chefe da tríade, Tang que o põe ao serviço da sua concubina, a cantora Bijou (Gong Li).
Bijou, como Shuisheng também veio do campo para Xangai mas depressa conseguiu sucesso fácil, situação que lhe corrompe a inocência e a torna numa pessoa arrogante, até com o seu jovem criado. Shuisheng vai observando, abismado a opulência do seu patrão, a luxuria da amante do patrão e a traição de Song, um dos braço-direito de Tang.
O filme decorre num período de 8 dias, desde a chegada de Shuisheng, passando pelas traições de Bijou, a tentativa do gang rival matar Tang, a fuga para uma ilha nas proximidades de Xangai onde uma série de eventos vai mudar as vidas destas personagens.
Não sendo um dos melhores filmes do mestre chinês, A Tríade de Shanghai é ainda assim muito interessante de ver. E como na maioria dos filmes de Yimou a beleza visual é um dos aspectos presentes.

NOTA: 7/10

quinta-feira, 6 de março de 2014

Dallas Buyers Club, de Jean-Marc Vallée


Estados Unidos, 1985. O vírus do SIDA ainda não era totalmente conhecido, começavam a aparecer os primeiros casos e eram associados à comunidade gay. Ron Woodroof (Matthew McConaughey) é um cowboy que gosta de viver nos limites, sexo com fartura, muitas drogas e alcool até cair. Após um pequeno incidente vai parar ao hospital e sofre a brutal noticia de que é portador de HIV e tem apenas 30 dias de vida. A principio Ron entrega-se à auto-destruição e negação à doença, consumindo muitas drogas e muito álcool. Até que começa o tratamento com AZT, único medicamento autorizado na altura e que quase o conduz à morte. Começa então a estudar a doença e a recorrer a medicamentos alternativos noutras partes do mundo, mesmo que esses medicamentos não sejam permitidos nos Estados Unidos. Funda assim o Dallas Buyers Club com outro portador da doença, Rayon (Jared Leto), um clube de venda desses medicamentos a outras pessoas nas mesmas condições que eles. O sucesso do clube foi tal que despertou as atenções das autoridades e das farmacêuticas que viam o seu monopólio ameaçado.

Dallas Buyers Club não sendo um grande, é um filme de actores que brilham a alto nível. Tanto McConaughey, como Leto têm desempenhos de excelência que lhes valeriam, há poucos dias os Oscars de actor principal e secundário.

NOTA: 7/10

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

grande ecrã

Martha Marcy May Marlene, de Sean Durkin (2011)

Martha Marcy May Marlene é um poderoso thriller psicológico, interpretado por Elisabeth Olsen no papel de Martha, uma jovem à procura de viver uma vida normal depois de algum tempo no meio de uma seita onde tinha de obedecer às ordens do seu carismático líder (John Hawkes). Ela foge para casa da irmã (Sarah Poulson) mas os tormentos por que passou não a vão deixar em paz.
Primeiro filme de Sean Durkin, que viria a conquistar o prémio de realização no Festival de Sundance desse ano. A sua prespectiva é interessante, uma vez que Martha não precisa de viver no meio de uma sita para se sentir presa. A vida em casa da irmã também se mostra estranha e cheia de restrições.
Um realizador a seguir atentamente nos próximos temos, assim como a protagonista Elisabeth Olsen.
NOTA: 8/10





The Counselor, de Ridley Scott (2013)

Escrito por Cormac McCarthy (autor de No Country for Old Men) e realizado por Ridley Scott, The Counselor é um filme na linha desse best seller que viria a dar o Oscar (e outros prémios) aos irmãos Coen, um homem que por dinheiro dá passos maiores que as pernas, metendo-se num esquema relacionado com tráfico de droga que tinha tudo para correr bem.
O filme é suportado por alguns bons momentos de diálogos e acção e com um elenco de luxo (Michael Fassbender, Penelope Cruz, Javier Bardem, Brad Pitt, Cameron Diaz), não se espere mais que isso.
NOTA: 6/10


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

The Wolf of Wall Street, de Martin Scorsese


Entre os filmes que estão na corrida aos Oscars, The Wolf of Wall Street é sem dúvida o melhor. Isto obviamente na minha modesta opinião.
A história é a do corrector da bolsa de Wall Street, Jordan Belfort (Leonardo Di Caprio), desde a sua chegada, tendo como mentor Mark Hanna (Matthew McConaughey), passando pela ascensão e culminando com a queda em desgraça.
Jordan aparece inicialmente como um mero funcionário, disposto a aprender e, numa das melhores e mais hilariantes cenas do filme, tem uma aula em pleno restaurante dada por Hanna, que lhe faz ver que o objectivo não é dividir o lucro com os clientes mas sim extorqui-los e garantir a melhor comissão possível.
Com a crise da bolsa, Belfort perde o emprego em Wall Street e depois de alguns biscates consegue arranjar trabalho numa empresa menor, que negoceia acções que valem cêntimos. Só que estamos a falar de um homem capaz de vender lentes de contacto a cegos e logo Belfort enriquece e passa a ter vida de esbanjamento de dinheiro, muitas drogas e bastante luxuria. 
Scorsese constrói um filme baseado em mais uma personagem real, que ao longo da sua actividade atinge altos e baixos. E o filme pode ser facilmente comparado com outros da carreira do realizador, nomeadamente Goodfellas (1990) e Casino (1995).
Tecnicamente o filme é excelente, com Scorsese a ter a colaboração da fotografia de Rodrigo Prieto (Brokeback Mountain, Argo ou Babel) e a edição de Thelma Schoonmaker, uma habitué em filmes de Scorsese, já com 3 Oscars no currículo.
O elenco, liderado por Leonardo DiCaprio, que impressiona a cada filme de Marty, porta-se à altura do filme. Jonah Hill tem um desempenho notável e não seria de admirar que um deles ou ambos conseguissem conquistar vários prémios de interpretação.

NOTA: 9/10

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Ain't Them Bodies Saints, de David Lowry

Texas, anos 70. Bob e Ruth são uma especie de Bonnie & Clyde que quando um assalto corre mal vêm-se cercados pela policia e após um tiroteio em que Ruth (que está grávida) quase mata o xerife local, eles são apanhados e Bob assume todas as culpas e é condenado. Após 4 anos preso, ele foge e atravessa os Estados Unidos com o intuito de ir ter com a mulher que ama e a filha.
Ruth entretanto está a refazer a vida e está muito próxima de Patrick (o policia que ela alvejou no passado).

David Lowry escreve e realiza este filme que na história e no ambiente criado faz lembrar o Badlands de Terrence Malick. E tem mérito na contrução pausada, dando ainda mais suspense à narrativa. Um nome a ter em conta para os próximos tempos.
No elenco encontramos Casey Affleck (Bob), Rooney Mara (Ruth), Ben Foster (Patrick) e Keith Carradine (como o vizinho e protector de Ruth)
NOTA: 8/10

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Malavita, de Luc Besson

A familia Manzoni, conhecida pelas suas práticas no seio da máfia, muda-se para a região da Normandia no âmbito do programa de protecção de testemunhas. Apesar do esforço do agente Stansfield (Tommy Lee Jones) em integrá-los na sociedade local, há hábitos que não se vão de um momento para o outro e Fred Manzoni (Robert de Niro) e o resto da família vão meter-se numa série de peripécias que levam a que a máfia volte a estar no seu encalço.
Contada em jeito de comédia, esta abordagem ao mundo da máfia conta com um De Niro num ambiente que bem conhece e domina como ninguém. Tommy Lee Jones e Michelle Pfiffer também cumprem.
NOTA: 7/10