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quarta-feira, 8 de março de 2017

Gold, de Stephen Gaghan

Um prospector de ouro, à procura do seu golpe de sorte, junta-se a um geólogo e penetram na selva da Indonésia à procura daquele metal precioso. 
Desde cedo percebemos que Gold tenta ser The Wolf of Wall Street, mas nem Kenny Wells tem o charme de Jordan Belfort, nem Stephen Gaghan é Martin Scorsese.
Depois de Dalas Buyers Club, Matthew McConaughey volta a transformar-se, desta vez ficando calvo e gordo, num desempenho corajoso não destoando das suas anteriores boas interpretações.
Destaque ainda para a boa banda sonora.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Fruitvale Station, de Ryan Coogler

Ryan Coogler conquistou o Festival de Sundance em 2013 com este filme independente que relata as ultimas 24 horas na vida de Oscar Grant III. Amigos, inimigos, família, desconhecidos cruzam-se com ele antes do fatídico acontecimento que levaria à sua morte. Realização competente e interpretações fortes.

NOTA: 7/10

quinta-feira, 6 de março de 2014

Dallas Buyers Club, de Jean-Marc Vallée


Estados Unidos, 1985. O vírus do SIDA ainda não era totalmente conhecido, começavam a aparecer os primeiros casos e eram associados à comunidade gay. Ron Woodroof (Matthew McConaughey) é um cowboy que gosta de viver nos limites, sexo com fartura, muitas drogas e alcool até cair. Após um pequeno incidente vai parar ao hospital e sofre a brutal noticia de que é portador de HIV e tem apenas 30 dias de vida. A principio Ron entrega-se à auto-destruição e negação à doença, consumindo muitas drogas e muito álcool. Até que começa o tratamento com AZT, único medicamento autorizado na altura e que quase o conduz à morte. Começa então a estudar a doença e a recorrer a medicamentos alternativos noutras partes do mundo, mesmo que esses medicamentos não sejam permitidos nos Estados Unidos. Funda assim o Dallas Buyers Club com outro portador da doença, Rayon (Jared Leto), um clube de venda desses medicamentos a outras pessoas nas mesmas condições que eles. O sucesso do clube foi tal que despertou as atenções das autoridades e das farmacêuticas que viam o seu monopólio ameaçado.

Dallas Buyers Club não sendo um grande, é um filme de actores que brilham a alto nível. Tanto McConaughey, como Leto têm desempenhos de excelência que lhes valeriam, há poucos dias os Oscars de actor principal e secundário.

NOTA: 7/10

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Rush, de Ron Howard


Rush traz de volta Ron Howard aos grandes filmes, com um biopic sobre dois grandes rivais da Formula 1, Niki Lauda, um frio e calculoso austríaco e James Hunt, um irresponsável playboy inglês. O filme transporta-nos aos anos em que os dois começaram, até à sua ascensão na F1, culminando na luta titanica que ambos travaram no mundial de 1976. 
Ron Howard explora bem a dificuldade que era conduzir um carro de F1 naquela altura, com a morte a poder surgir a cada curva, numa altura em que muitos pilotos perdiam a vida. Um dos pontos altos é precisamente o momento do terrível acidente de Niki Lauda, que sofre queimaduras graves em praticamente todo o corpo e mesmo assim consegue voltar a competir, ainda naquele mundial.
As cenas das corridas estão muito bem conseguidas e os actores principais Daniel Brühl (Lauda) e Chris Hemsworth (Hunt) encaixam bem nos papeis que representam.
Um dos bons filmes de 2013, para ser visto não só pelos fãs de Fórmula 1.

NOTA: 8/10

terça-feira, 13 de março de 2012

Machine Gun Preacher, de Marc Forster

Quando um antigo biker toxicodependente decide mudar de vida, parte para África com o objectivo de conseguir redenção ajudando os mais necessitados. É ali que se vai deparar com uma realidade que irá mudar a sua vida, crianças forçadas a combater para os senhores da guerra.
Esta é a história veridica de Sam Childers que ajudou milhares de crianças sudanesas a sair dos horrores da guerra e a terem uma vida mais digna.

O primeiro filme de Marc Forster (Monster's Ball; Finding Neverland) depois de Quantum of Solace não vem confirmar aquilo de bom que ele já fez, o argumento deixa um pouco a desejar com algumas pontas soltas e outras aprofundadas demais.

Com Gerald Butler, Michelle Monaghan e Michael Shannon nos papeis principais.

NOTA: 7/10

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

The Conspirator, de Robert Redford




Em 14 de abril de 1865, Abraham Lincoln, o 16º presidente dos Estados Unidos foi baleado e morto enquanto assistia à peça Our American Cousin no Ford's Theatre em Washington D.C. O autor, um conhecido actor de nome John Wilkes Booth (Toby Kebbell).
Mas este filme de Robert Redford não fica centrado no assassinato de Lincoln, mas sim no julgamento de Mary Surrat, a dona de uma pensão onde os conspiradores se encontravam e acusada de saber o que se estava a planear.
Apesar de sempre se declarar inocente, Mary Surratt torna-se o bode expiatório de uma nação sedenta de justiça e vingança. E é então que Frederick Aiken (James McAvoy), ex-combatente do exército do norte e advogado de 28 anos, ciente das dificuldades mas crendo na sua inculpabilidade, decide defendê-la em tribunal militar. Mas, mesmo conseguindo provar a sua inocência, conseguirá o jovem advogado salvar-lhe a vida? Um drama histórico, realizado pelo actor e realizador Robert Redford (“O Encantador de Cavalos”, “A Lenda de Bagger Vance”, “Gente Vulgar”) e inspirado num acontecimento verídico que se tornou um marco na história dos EUA durante os críticos anos da Guerra de Secessão.

O filme está muito bem representado (James McAvoy, Robin Wright, Kevin Kline, Evan Rachel Wood, Tom Wilkinson), o guarda-roupa e a fotografia ajudam a recriar com excelência a época em questão.

NOTA: 7/10


sexta-feira, 13 de maio de 2011

Grande Ecran

Conviction, de Tony Goldwin
Baseado em factos reais este filme conta a história de Kenny (Sam Rockwell), acusado por um crime que não cometeu. O ministério público alega dificuldades em representa-lo e a condenação é mais que certa. Betty Anne (Hilary Swank) é mãe e trabalha, mas para livrar seu irmão da cadeia decide ir estudar Direito e interpor um recurso.

Apesar do "baseado em factos reais" esta é mais um filme de tribunais e não acrescenta nada de novo ao género.

NOTA: 6/10




Never Let Me Go, de Mark Romanek
Baseado no romance de Kazuo Ishiguro, a história deste filme é narrada por Kathy H., uma das alunas do colégio de Hailsham onde os humanos são clonados geneticamente para, quando atingirem uma determinada idade, doarem órgãos para transplantes. É quando saem do colégio para a realidade que se deparam com sensações que antes lhe eram desconhecidas: a paixão, o medo, a esperança, a traição, e a corrida contra o tempo que lhes escasseia para que se possam descobrir.

NOTA: 6/10

sábado, 19 de março de 2011

The King's Speech, de Tom Hooper


The King's Speech conta-nos uma parte da história do rei George VI (Colin Firth), que ascendeu ao trono de Inglaterra nos anos que antecederam a II Guerra Mundial. Só que este rei sofria de gaguez e numa época em que a rádio era o principal meio de chegar à maioria da população (incluindo as colónias inglesas) era necessário um líder com um discurso forte, mobilizador, que desse alento naquela fase difícil para o país. Ainda por cima o adversário na guerra tinha um lider com uma poderosa fluência discursiva: Adolf Hitler.
Para resolver a questão o rei, ajudado pela sua esposa (Helena Bonham Carter) procura um terapeuta da fala (Geoffrey Rush) e o filme incide essencialmente sobre a relação entre ambos.
O filme está muito bem interpretado e filmado, com uma fotografia boa, mas daí a considerá-lo o melhor filme do ano, como aconteceu nos Oscars, vai uma grande distância.
O prémio de melhor actor para Colin Firth é merecido mas só isso. É daqueles filmes que a Academia gosta e premeia de vez em quando.

NOTA: 8/10




quarta-feira, 9 de março de 2011

The Fighter, de David O. Russel


Mick Ward é um bouxer de baixo nível que tenta chegar ao sucesso apesar de viver na sombra do irmão Dickie Eklund, um ex-pugilista com problemas de toxicodependência. Só que Mickey sempre teve o apoio do irmão na sua ascensão e no momento em que pode chegar ao topo vai ter de decidir se quer continuar a ter a sua ajuda.
Baseado na história veridica da ascensão de Mick Ward ao sucesso, The Fighter é mais um filme sobre os relacionamentos entre as personagens do que um filme sobre boxe e vale principalmente pelas excelentes interpretações. Mike Wahlberg, Amy Adams, Christian Bale e Melissa Leo enchem o ecrã. Bale e Leo venceriam mesmo os Oscares de melhores actor/actriz secundários.

NOTA : 8/10



sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

127 Hours, de Danny Boyle


127 Hours foca-se na incrível história verdadeira da luta pela vida que Aron Ralston (James Franco) teve, durante 5 dias quando uma rocha que se soltara lhe prendeu um braço e o deixou à beira da morte no fundo de um canyon.
James Franco faz aqui um grande trabalho de representação como um homem confiante e arrogante que quer fugir da civilização e não avisa ninguém para onde vai. O argumento (juntamente com Simon Beaufoy) e realização de Boyle e a fotografia de Enrique Chediak e Anthony Dod Mantle são muito bons transmitindo na perfeição a agonia sentida por Aron naqueles dias.
Um dos filmes que pode ser falado na noite dos Oscars, mais que não seja a premiar a grande interpretação de James Franco. Um drama que se transforma em suspense e nos mantém presos até ao fim.

NOTA: 8/10


terça-feira, 24 de agosto de 2010

Footnotes in Gaza


O repórter Joe Sacco está de regresso ao conflito israelo-palestiniano com Footnotes in Gaza.
Esta é mais uma excelente reportagem em formato BD que Sacco nos traz depois de Palestina (editado em Portugal) e Safe Area Gorazde (por editar em Portugal) sobre a guerra da Bósnia.
Neste Footnotes in Gaza, Joe Sacco tira do baú de memórias 2 massacres acontecidos em 1956 na Faixa de Gaza. O primeiro no campo de refugiados de Khan Yunis onde o exército israelita terá morto de forma rápida 275 palestinianos. O segundo, Rafah, onde mais de 100 palestinianos perderam a vida e muitos outros foram espancados e mal tratados. Como nos livros anteriores, Joe Sacco foi ao centro do conflito, fez jornalismo de investigação, entrevistou centenas de sobreviventes e testemunhas, para de seguida passar 6 anos a desenhar e escrever mais uma reportagem deste conflito que parece não ter fim.
Mais um grande livro, por certo que espero tenha edição portuguesa.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Nothing but the truth, de Rod Lurie


A história de Rachel Armstrong (Kete Beckinsale), uma jovem repórter da secção nacional do Capitol Sun-Times, um dos mais importantes jornais diários de Washington. Rachel escreve um artigo explosivo, revelando a identidade de uma agente da CIA sob disfarce, Erica Van Doren (Vera Farmiga), que ao ser publicada desencadeia um verdadeiro vendaval, levando o Governo a pedir a identificação da fonte de Rachel. Com o apoio da sua editora, Bonnie Benjamin (Angela Basset), do advogado do jornal, Avril Aaronson (Alan Alda) e do marido, Ray (David Schwimmer), Rachel desafia o carismático e decidido Procurador, Patton Dubois (Matt Dillon). Quando Rachel também se recusa a revelar a sua fonte ao Juíz Hall, este acusa-a de desrespeito pelo Tribunal e manda-a para a cadeia, afirmando que só ela tem o poder de sair da cela e que o tempo a passar no Centro de detenção a ajudará a perceber isso. Só que Rachel não cede e os dias e meses de cadeia vão passando e toda a gente está ansiosa por saber: quem é afinal a fonte e porque razão está Rachel disposta a sacrificar-se para a proteger?

O filme baseia-se num facto real (e polémico) ocorrido nos EU em 2005 quando uma jornalista se recusou a revelar a sua fonte e foi detida, acusada de traição à pátria.
Rod Lurie que já tinha filmado os meandros da politica em The Contender (2000), volta aqui a um terreno que sabe pisar bem, filmando com competência esta complicada trama.
Matt Dillon e Alan Alda estão ao seu nível e Kate Beckinsale tem aqui a sua melhor interpretação até ao momento.

NOTA: 7/10


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Five Minutes of Heaven, de Olivier Hirschbiegel


Irlanda no Norte, 1975. O Ulster Volunteer Force, um grupo paramilitar protestante, tem por alvo os católicos, que afirmam ser republicanos militantes. Alistair Little, com 17 anos, é o líder de uma célula do UVF, a quem é dada a ordem para matar James Griffin, como forma de aviso para os católicos. Quando o assassinato é executado, o irmão de 11 anos de James assiste horrorizado e passa a vida atormentado por aquele episódio: a mãe acusa-o de não ter feito nada, o pai e outro irmão morreram pouco tempo depois. 30 anos depois, Joe Griffin (James Nesbitt) e Alistair (Liam Neeson) têm encontro marcado, em frente às câmaras, para uma reconciliação. Alistair cumpriu a sua sentença na prisão, e o que procura é redenção. Mas Joe não vai ao programa para um aperto de mãos...

Olivier Hirschbiegel realizou, ainda na Alemanha, seu país de origem os muito bons, A Experiência e A Queda e teve uma experiência pouco positiva nos Estados Unidos com A Invasão, filme que foi estraçalhado pelo estúdio que o produziu. Agora no Reino Unido realiza mais um bom filme sobre factos reais ocorridos na Irlanda do Norte. Liam Nesson é competente no desempanho da sua personagem, fazendo de um homem quase em transe o filme todo. Mas o destaque vai inteirinho para James Nesbitt, brilhante com o seu Joe Griffin toda a sua esquizofrenia e a busca pelos cinco minutos de paz que desde aquele episódio não tem.
Uma lufada de ar fresco no meio de tanto lixo que vemos estrear por cá.

NOTA: 8/10


terça-feira, 11 de agosto de 2009

Public Enemies, de Michael Mann


Public Enemies não é uma biografia de John Dillinger com a história contada desde a sua infancia, apesar de ser a personagem central do filme.
John Dillinger era um assaltante de bancos e foi o inimigo público #1 nos Estados Unidos durante os 13 meses em que decorre a acção.
Na altura da Grande Depressão que assolou os EU, havia uma grande revolta da população para com os bancos que eram os culpados da crise. Dillinger foi visto como um novo Robin Hood, pelos seus assaltos e pelas fugas épicas da prisão.
O recém criado FBI, liderado por J. Edgar Hoover decide colocar o seu melhor homem, Melvin Purvis à cata dos Inimigos Públicos. Era a época de grandes criminosos como Pretty Boy Floyd, Baby Face Nelson, Ma Barker, Bonnie & Clyde e claro John Dillinger.

Michael Mann (Manhunter, Heat, Collateral, Miami Vice...) pega aqui no livro de Bryan Burrough "America's Greatest Crime Wave and the Birth of the FBI" e volta a usar a câmara digital (já o tinha feito em Miami Vice e Collateral). Mann é um dos melhores realizadores da actualidade e a sua "obsessão" pelo mais ínfimo pormenor volta a fazer-se notar ele é exímio a filmar cenas de acção. Volta a mostrar-nos um bandido com charme, de quem o público gosta, como tinha acontecido em Heat.
Johnny Depp e o seu charme dão um toque especial a Dillinger, num desempenho digno dos seus melhores, Christian Bale traça uma personagem fria com o seu Melvin Purvis e o resto do elenco está muito bem trabalhado.
Public Enemies é mais um grande filme de Michael Mann e também um dos melhores do ano até ao momento.

NOTA: 9/10


terça-feira, 16 de junho de 2009

The Alphabet Killer, de Rob Shmidt


Tive o azar de ver esta "coisa" mas ainda não sei o que me levou a fazê-lo.
Talvez tenha sido por ter gostado de ver o trabalho da Eliza Dushku no Dollhouse, o facto é que tinha sido avisado.
A história é aparentemente baseada em factos reais, pelo menos no que aos assassínios diz respeito.
Também já vi filmes em que o investigador fica alterado com o decorrer das investigações, isso tudo bem, é normal e pode acontecer até na vida real. Mas com 30 segundos de investigação a gaja passa-se?!?!? Porquê? Para quê? A partir daqui é um sem fim de cenas ridículas, num filme que até tem alguns actores que já fizeram coisas boas. Também já se viu, com bons resultados, filmes baseados em crimes que nunca foram resolvidos (Black Dhalia; Zodiac), aqui a experiência é traumatizante, para não dizer ridícula!
Quanto à Eliza Dushku já lhe vi melhores dias e até pode ter sido que este esforço inglório tivesse a ver com o facto de se produtora executiva disto. Saiu-lhe o tiro pela culatra. O realizador, Rob Schmidt quer-se tornar num mestre do terror, mas ainda vai ter de pedalar muito!!!
Depois disto, fiquei com vontade de ver um filme bom. Para limpar a alma.

NOTA: 4/10


sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

os bons e os maus

Existem 'n' filmes sobre as atrocidades sofridas pelo povo judeu ao longo da história (A Lista de Schindler; Os 10 Mandamentos; Defiance, entre muitos outros).
Pode ser que haja alguém um dia que decida levar ao grande ecrã, por exemplo os excelentes livros de BD do Joe Sacco, Palestina.

A ver pelo video abaixo é bom saber que ainda há quem pense naquela velha máxima: "Não faças ao outros o que não gostas que façam a ti"!!!


terça-feira, 14 de outubro de 2008

Gomorra, de Mateo Garrone


Baseado no pelémico livro de Roberto Saviano, Gomorra foi uma das surpresas do último festival de Cannes onde conquistou o Prémio Especial do Júri.
Poder, dinheiro e sangue são os valores com que os residentes da provincia de Nápoles e Caserta se confrontam todos os dias. Praticamente não têm escolha, e são obrigados a obedecer às regras da Camorra. Aqui é impossivel levar uma vida normal.
É neste ambiente violento e quase em jeito de documentário que seguimos o cruzamento de cinco histórias num retrato cruel de uma realidade que às vezes nem nos lembramos que existe.
Os tentáculos do polvo chegan a todo o lado e estão inseridos em todo o género de actividades.

O autor do livro, Roberto Saviano vive sob escolta policial desde a publicação do mesmo.

Adenda: o filme está tão perto da realidade que recentemente foram presos dois dos actores de Gomorra por associação à Camorra.

NOTA: 8/10


terça-feira, 1 de abril de 2008

Into the Wild, de Sean Penn

Recentemente saído da Universidade, com um brilhante futuro à sua frente, Christopher McCandless (Emile Hirsh), um jovem de 22 anos, opta por prescindir da sua vida privilegiada e partir em busca de aventura. O que lhe acontece durante este percurso transforma este jovem vagabundo num símbolo de resistência para inúmeras pessoas.
Era Christopher McCandless um aventureiro heróico ou um idealista ingénuo, uma pessoa que tudo arriscava ou uma trágica figura que lutava com o precário balanço entre homem e natureza?

O filme é baseado no livro de Jon Krakauer que por sua vez relata a verdadeira jornada de McCandless a partir de notas deixadas pelo próprio.

Grande filme realizado por Sean Penn, com planos de rara beleza e excelentes interpretações (principalmente de Emile Hirsh que já havia surpreendido em Alpha Dog) e com uma excelente banda sonora de Eddie Vedder.

NOTA: 9/10