terça-feira, 24 de novembro de 2009

Kasabian - West Ryder Pauper Lunatic Asylum

E ao terceiro disco de originais os Kasabian estão cada vez melhores. O Sucessor de Kasabian e Empire intitula-se West Ryder Pauper Lunatic Asylum e é um arraso.
Este, Underdog é a primeira música do disco:


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

The Brothers Bloom, de Rian Johnson


Desde a infância passada numa série de lares e casas de adopção até à idade adulta, como vigaristas de gabarito internacional, Stephen (Mark Ruffalo) e Bloom (Adrien Brody) têm partilhado tudo. Stephen é o cérebro e engendra brilhantes histórias para os dois, mas continua à procura do golpe perfeito.

Farto de viver uma vida de mentira, Bloom aceita fazer parte de um último e espectacular trabalhinho — seduzir uma excêntrica herdeira (Rachel Weisz) para uma aventura que os levará a uma volta ao mundo. Mas quando a elaborada teia engendrada por Stephen começa a apertar, Bloom começa a pensar se o seu irmão não os terá metido na aventura mais perigosa das suas vidas.

Depois do "alternativo" Brick, Rian Johnson regressa para um projecto mais arrojado e a meu ver não se sai mal. As personagens são brilhantes, desde os dois irmãos, passando pela excêntrica herdeira, mulher prendada que sabe falar várias linguas, toca banjo, harpa, guitarra, sabe karaté e para além de espatifar Lamborghinis como se não houvesse amanhã ainda tem orgasmos enquanto ouve trovoada... até à ajudante japonesa dos manos, Bang Bang que só diz duas ou três coisas durante todo o filme.
Um filme que mistura os bons filmes de golpadas (incluindo o mítico filme George Roy Hill) com as ambiências dos filmes de Wes Anderson, com cenários magníficos, boas interpretações... resumindo: está muito bem esgalhado.

NOTA: 8/10


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Duplicity, de Tony Gilroy


Este é o regresso de Tony Gilroy à realização, depois de ter surpreendido com Michael Clayton (2007). Aqui centra-se numa trama de espionagem industrial, onde dois ex-agentes da CIA e do MI6 (Julia Roberts e Clive Owen) trabalham agora para duas empresas rivais que tentam saber o que a outra tem na manga.

Não sendo tão bom como o seu primeiro filme, Tony Gilroy pisca o olho a alguns filmes de Soderbergh (Out of Sight é mais que evidente) com um trhiller em tons de comédia, com um argumento interessante e realização competente.

NOTA: 7/10


terça-feira, 10 de novembro de 2009

Diabo na Cruz

Mais um grande som surgido recentemente a provar que a música portuguesa está bem e recomenda-se! Chamam-se Diabo na Cruz e podem ouvi-los mais aqui.


terça-feira, 3 de novembro de 2009

Som da Frente


O Som da Frente foi um programa que me marcou muito. Estávamos nos anos 80 e eu morava em Grândola. Tive acesso aos Joy Division, Echo and the Bunnymen e outros por parte do meu irmão mais velho. Mas houve uma fase em que senti que queria descobrir por mim aquilo que queria ouvir. Havia o Se7e e o Blitz que divulgavam alguma música boa, mas... não tinham som!
Não havia internet, logo a música não nos chegava como chega hoje. Por isso o Som da Frente surgiu como uma pedrada no charco na malta da minha geração, que como eu não atinava com a música que dava nos top's. O Som da Frente dava tarde e aos dias de semana, mas isso não nos impedia de ouvir o programa e o seu autor de voz grave. Lembro-me de adormecer com a Comercial ligada, som baixo para não acordar a família e até gravar o programa para mais tarde ouvir com mais atenção. E foram muitas as bandas, que hoje são das minhas preferidas de sempre que o António Sérgio me deu a conhecer. Pixies, Stone Roses, Jesus and the Mary Chain, são alguns exemplos.
Quando tive programas na Rádio Clube de Grândola quis que esse programa fossem do género do Som da Frente. Um desses programas até tinha o nome de uma das suas rubricas, Sinais de Fumo.
O Som da Frente marcou uma geração, o António Sérgio é difícil de substituir...

domingo, 1 de novembro de 2009

Tributo a António Sérgio


Foi com profunda tristeza que hoje acordei com a noticia da morte do António Sérgio, um dos meus mestres e um dos homens que mais me influenciou a nível musical.
Era fiel seguidor do Som da Frente ouvindo a sua voz característica praticamente todos os dias da 1 às 3 da manhã. Quando não o ouvia deixava a gravar o programa e com ele ouvi pela primeira vez algumas bandas que ficaram a ser das minhas preferidas.
Pixies, Jesus and the Mary Chain, Ministry, Mute Drivers, Stone Roses, Happy Mondays, Jesus Jones, Screaming Blue Messiahs... e tantas outras!
Por causa dele passei a sintonizar a XFM. Depois a XFM fechou portas e ele voltou à Comercial para tempos mais tarde os senhores daquela rádio terem o desplante de dizer que ele já não servia. E ainda bem que ele saiu dali, porque era uma lufada de ar fresco no meio do esterco que se tinha transformado a Rádio Comercial.
Foi para uma rádio à sua imagem, a Radar, que eu já seguia devido ao gosto musical e sempre que podia lá ouvia o Viriato 25.

Um grande obrigado, António por me dares a ouvir a musica que eu queria ouvir.
Que descanses em paz!