segunda-feira, 28 de setembro de 2009

District 9, de Neill Blomkamp


Peter Jackson dá com este filme um chuto no cu dos grandes estúdios que se recusaram a investir no projecto pois pelos vistos queriam um realizador mais credenciado do que aquele escolhido pelo realizador do Senhor dos Anéis.
Bem se lixaram! O filme não só é muito bom, como melhor que muitos produtos do cinema-pipoca estreados recentemente.
Foi em 2006 que o projecto de adaptação do popular videogame Halo. Para isso escolheu o realizador sul-africano Neill Blomkamp, um desconhecido com formação em spots públicitários (é dele o spot em que um Citröen C4 se transforma num robot dançarino).
Mas o que chamou a atenção de Jackson foi uma curta realizada por Blomkamp. Alive in Joburg é um falso documentário onde é mostrada a vida dos extraterrestres quando a sua nave chega a Joanesburgo! No fundo o porto de partida deste District 9.
O apartheid regressou à África do Sul mas desta vez as vitimas são extraterrestres que estão no local há 20 anos depois da nave em que viajavam ter supostamente avariado sobre Joanesburgo.
Eles são isolados do resto da população num gueto, o chamado Distrito 9 e estão sobre a huarda da Multi-National United (MNU), uma empresa de segurança privada, e também a maior fabricante de armas do mundo.
Um incidente com um dos comandantes da MNU vai ter proporções, digamos que... inesperadas!

NOTA: 9/10


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Best of... Coen brothers


Das duplas mais criativas do cinema e dois dos meus cineastas preferidos. Têm coisas hilariantes, as quais eu adoro pelo que foi com grande dificuldade que elaborei este top 10. De certeza que quem vem a este cantinho terá outra opinião mas neste momento esta é a minha:

1. Fargo 10/10



2. Big Lebowski 10/10

3. No Country fo Old Men 10/10

4. Miller's Crossing 10/10

5. Blood Simple 9/10

6. The Man That Wasn't There 9/10

7. O' Brother, Where Art Thou? 9/10

8. Barton Fink 9/10

9. Burn After Reading 9/10

10. Raising Arisona 8/10

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

The Resistence


Já por aí anda o novo disco dos Muse. Intitula-se The Resistence e tem como 1º single este Uprising. É um disco que pode-se estranhar de principio mas depois entranha-se!
E o teledisco é muito bom, diga-se...


Nothing but the truth, de Rod Lurie


A história de Rachel Armstrong (Kete Beckinsale), uma jovem repórter da secção nacional do Capitol Sun-Times, um dos mais importantes jornais diários de Washington. Rachel escreve um artigo explosivo, revelando a identidade de uma agente da CIA sob disfarce, Erica Van Doren (Vera Farmiga), que ao ser publicada desencadeia um verdadeiro vendaval, levando o Governo a pedir a identificação da fonte de Rachel. Com o apoio da sua editora, Bonnie Benjamin (Angela Basset), do advogado do jornal, Avril Aaronson (Alan Alda) e do marido, Ray (David Schwimmer), Rachel desafia o carismático e decidido Procurador, Patton Dubois (Matt Dillon). Quando Rachel também se recusa a revelar a sua fonte ao Juíz Hall, este acusa-a de desrespeito pelo Tribunal e manda-a para a cadeia, afirmando que só ela tem o poder de sair da cela e que o tempo a passar no Centro de detenção a ajudará a perceber isso. Só que Rachel não cede e os dias e meses de cadeia vão passando e toda a gente está ansiosa por saber: quem é afinal a fonte e porque razão está Rachel disposta a sacrificar-se para a proteger?

O filme baseia-se num facto real (e polémico) ocorrido nos EU em 2005 quando uma jornalista se recusou a revelar a sua fonte e foi detida, acusada de traição à pátria.
Rod Lurie que já tinha filmado os meandros da politica em The Contender (2000), volta aqui a um terreno que sabe pisar bem, filmando com competência esta complicada trama.
Matt Dillon e Alan Alda estão ao seu nível e Kate Beckinsale tem aqui a sua melhor interpretação até ao momento.

NOTA: 7/10


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Humbug

Os Arctic Monkeys estão de regresso com o 3º disco de originais. E continuam a sua fase ascendente uma vez que têm vindo a melhorar de disco para disco. Humbug é desde já candidato a disco do ano. Este Crying Lightning é o 1º single extraído do mesmo


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

What Doesn't Kill You, de Brian Goodman


Brian Goodman, actor de TV (podemos vê-lo em 24 e Lost, por ex.) com algumas aparições em cinema (Catch me if you can; Munich) realiza aqui o seu primeiro filme, que co-escreveu com Donnie Whalberg (irmão de Mark), filme esse que se inspira no seu difícil percurso de vida nas ruas.

Brian (Mark Ruffalo) e Paulie (Ethan Hawke) são dois amigos de infância que cresceram juntos num bairro problemático do sul de Boston. Para eles, nascidos e criados no seio de uma comunidade marginal, o destino estava escrito. Habituados a pequenos crimes, cedo passam a planos mais arrojados acabando por cair nas mãos de Pat Kelly (o próprio Brian Goodman), chefe do crime organizado da zona. A partir daí as suas vidas são um caminho sem retorno...

NOTA: 6/10



terça-feira, 15 de setembro de 2009

Patrick Swayze, 1952-2009


Deixou-nos hoje um dos ícones dos anos 80. Não seria um dos meus actores preferidos mas por ele tinha um grande respeito. Começou por ser um dos irmãos Curtis (era o irmão mais velho de Ponyboy Curtis) num dos meus filmes preferidos dos anos 80, Marginais, de Francis Ford Coppola. Entrou ainda em Red Dawn (que focava os medos de uma invasão soviética aos EU, durante a guerra fria) e na série Norte e Sul, mas ficou mais conhecido, principalmente para o sexo feminino pela sua participação em Dirty Dancing. Ajudou Whoopi Goldberg a ganhar um Oscar em Ghost. Nos anos 90 foi um surfista assaltante de bancos em Point Break, de Kathryn Bigelow. Já nos anos 2000 esteve no filme de culto Donnie Darko e já quando lhe foi diagnosticado o cancro no pâncreas apareceu em Jump.

Aqui fica uma das cenas de Ghost


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Inglorious Basterds, de Quentin Tarantino


Once upon a time in nazi-occupied France...


Em primeiro lugar há que dizer que Inglorious Basterds é muito mais que um filme de guerra. É principalmente uma homenagem ao cinema.

No primeiro ano da ocupação de França pelos nazis, Shosanna Dreyfus testemunha a execução da sua família às mãos do Coronel Hans Landa (magnífico Christoph Waltz). Shosanna escapa por pouco, e foge para Paris onde vai adquirir o nome de Emmanuelle Mimieux e dirigir uma sala de cinema.·
Entretanto, noutro ponto da Europa, o Tenente Aldo Raine organiza um grupo de soldados judeus americanos, com o simples objectivo de liquidar nazis. Conhecidos pelos seus inimigos como "os sacanas", o bando de Raine une-se à actriz e agente infiltrada alemã Bridget von Hammersmark numa missão para destruir os lideres do Terceiro Reich. Todas estas personagens se vão juntar num cinema e talvez aí decidir o futuro da humanidade, colocando um ponto final na guerra.

Com já disse, esta é acima de tudo uma homenagem ao cinema. De facto o filme está repleto de referências cinematográficas: temos um actor de cinema que é soldado (e herói nacional), temos uma actriz de cinema que é espia, temos um crítico de cinema que é espião, temos a dona de uma sala de cinema e temos o próprio cinema que se vai transformar num improvável campo de batalha. Além de varias outras “escondidas” em todo o filme.

A juntar a tudo isto estão os já famosos diálogos “à la Tarantino”, resultantes de mais um excelente argumento de Tarantino.

Nota máxima para todo o elenco, encabeçado por Brad Pitt no papel de Aldo Raine e com a presença além de outros de Eli Roth que surge também como realizador convidado, tendo dirigido o hilariante filme de propaganda nazi, “O Orgulho da Nação”. Mas para mim a melhor personagem é a do Cor. Hans Landa numa magnífica interpretação do desconhecido actor austríaco Christoph Waltz. De se tirar o chapéu e já a piscar o olho a uma possível nomeação ao Óscar de melhor secundário.

Ah. E como é normal no Tarantino não faltam os tiros, o sangue, as facadas, as bastonadas e os escalpes a serem tirados fazerem parte da colecção de Aldo Raine.

Tarantino Vintage…


NOTA: 10/10



quinta-feira, 10 de setembro de 2009

The Nines, de John August


Já andava para ver isto há algum tempo e no dia 09.09.09 decidi que tinha chegado a hora!
Um interessante filme realizado pelo argumentista de Charlie e a Fábrica de Chocolate, A Noiva Cadáver e Big Fish, dividido em 3 histórias que aparentemente não têm nada a ver mas afinal verifica-se que há uma ligação.
Um problemático actor de TV é colocado em prisão domiciliária depois de ter tido um acidente enquanto conduzia sob o efeito de estupefacientes. Um produtor televisivo entra num reality show enquanto cria uma nova série. E por fim um casal viaja com a sua filha e têm um problema no carro. O pai parte em busca de ajuda mas é afastado do caminho de volta...

O eterno "onde estou, para onde vou, o que faço aqui", com um Ryan Reynolds numa tripla interpretação (ou será só uma?) e em busca do seu "eu"!


NOTA: 7/10


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Five Minutes of Heaven, de Olivier Hirschbiegel


Irlanda no Norte, 1975. O Ulster Volunteer Force, um grupo paramilitar protestante, tem por alvo os católicos, que afirmam ser republicanos militantes. Alistair Little, com 17 anos, é o líder de uma célula do UVF, a quem é dada a ordem para matar James Griffin, como forma de aviso para os católicos. Quando o assassinato é executado, o irmão de 11 anos de James assiste horrorizado e passa a vida atormentado por aquele episódio: a mãe acusa-o de não ter feito nada, o pai e outro irmão morreram pouco tempo depois. 30 anos depois, Joe Griffin (James Nesbitt) e Alistair (Liam Neeson) têm encontro marcado, em frente às câmaras, para uma reconciliação. Alistair cumpriu a sua sentença na prisão, e o que procura é redenção. Mas Joe não vai ao programa para um aperto de mãos...

Olivier Hirschbiegel realizou, ainda na Alemanha, seu país de origem os muito bons, A Experiência e A Queda e teve uma experiência pouco positiva nos Estados Unidos com A Invasão, filme que foi estraçalhado pelo estúdio que o produziu. Agora no Reino Unido realiza mais um bom filme sobre factos reais ocorridos na Irlanda do Norte. Liam Nesson é competente no desempanho da sua personagem, fazendo de um homem quase em transe o filme todo. Mas o destaque vai inteirinho para James Nesbitt, brilhante com o seu Joe Griffin toda a sua esquizofrenia e a busca pelos cinco minutos de paz que desde aquele episódio não tem.
Uma lufada de ar fresco no meio de tanto lixo que vemos estrear por cá.

NOTA: 8/10