sábado, 24 de maio de 2008

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, Steven Spielberg


Em plena Guerra Fria, Indiana Jones escapa por um triz no deserto a uma emboscada dos soviéticos. Mas quando regressa finalmente a casa e à universidade, percebe que por aí as coisas vão de mal a pior. As suas actividades paralelas lançaram fortes suspeitas sobre si e o Governo, em época de caça às bruxas está a pressionar a universidade para que despeça o professor. Ao sair da cidade, Indiana conhece Mutt que lhe faz uma proposta irrecusável: partir à descoberta de um lendário objecto, fonte de fascínio, superstição e medo nas últimas décadas - a Caveira de Cristal de Akator. Mas Indy e Mutt rapidamente percebem que não estão sozinhos nesta busca. Também os soviéticos estão no encalço do mítico tesouro...

Era dos filmes mais agradados do ano, este regresso de um dos meus heróis passados 19 anos da ultima aventura.
O pior que se pode fazer a esta aventura é compara-la com as três anteriores. Se o fizermos é certo que sairemos um pouco desiludidos porque estavamos a falar de 3 obras-primas do cinema de aventuras e qualquer outro filme, seja do Indy ou não seria muito dificil de igualar.
De qualquer maneira este Indiana 4 é um bom filme de aventuras com cenas de pura acção e entretenimento, desde logo com a cena de abertura, das mais emocionantes que temos visto ultimamente (com um cameo da própria Arca da Aliança). Harrison Ford está mais velho, mas não deixa os créditos por mãos alheias e continua com o seu sentido de humor único.
O regresso de Marion Ravenwoon (Karen Allen) é de saudar e o rockabilly Mutt Williams (Shia LaBeouf) também está muito bem.
Uma das mais valias desta 4ª aventura é a vilã Irina Spalko (magnifica Cate Blanchet), uma das melhores de toda a série (a par com o Major Arnold Toht dos Salteadores da Arca Perdida).
Não desvendarei o segredo por detrás da Caveira de Cristal, apenas direi que até ai Spielberg e Lucas estão a jogar em casa...
Pode ser a pior das quatro aventuras mas nestes 19 anos tentaram-se fazer réplicas e outros filmes de aventuras e nenhum supera o Indy, mesmo já a caminhar para a reforma.

NOTA: 9/10


8 comentários:

Pepezito disse...

Sem querer estar a ser demasiado escabroso ou a afrontar algum tipo de idolatração, devo pronunciar a quase total discordância que sinto por aquilo que foi prescrito.

Indiana Jones, no que a mim diz respeito, poderá até nem ter sido o pior filme que vi… não.

Foi, isso sim e sem sombras para dúvidas, o mais desapontante…

E nem me refiro à utilização desgastante e inusitada dos efeitos especiais.

Quanto a isso já eu contava, bem como, de um provável guião sem pernas nem cabeça.

Com o que eu não esperava era com a falta da magia do antigo Indiana Jones…

Mas então por onde começar!!!

A fantasia utópica e os elementos irrealistas que tive que “engolir” foram tantos, que ainda me sinto um pouco atordoado.

Numa altura em que as especulações estão em voga (veja-se o caso da crise petrolífera), porque não especular sobre o futuro do cinema, quem sabe, da própria inteligência humana… por este caminho, a melhor solução mesmo é abstrairmo-nos por completo do que a 7ª arte nos tem reservado, não vá a estupidez ser por demais contagiante…

Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull é um perfeito exemplo de como um filme de acção consegue ultrapassar os limites.

Ainda há pouco tempo tivemos outra marca deste “cerebral” género cinematográfico: Live Free or Die Hard.

Portanto, aqui deixo alguns apontamentos:
- Indiana Jones esquece-se da faca em casa? A sério!!!
- Para quê três cataratas??? Uma só, já não era ridiculamente estapafúrdia!!!!
- Um frigorifico que é capaz de resistir a uma bomba atómica!!! Era de chumbo… ai sim!!! Desculpem então… mas… não ia alguém lá dentro???
- Uma dimensão entre outras? Simmmmmmm!!!!
- Um disco voador a emergir do chão… lindo!!!!
- A cena dos macacos… nem se fala… qual Tarzan qual quê!!!!
- A relação entre Indy e Marion, claramente pouco ou nada desenvolvida… Cate Blanchett
incrivelmente sobrevalorizada… aliás, tirando a interpretação de Harrinson Ford, mais nenhuma sobra…
- “O tesouro não era o ouro… era sim o conhecimento”… Isto é pura poesia…
- A cena da perseguição dos carros na selva… palavras para quê!?

... e muito mais poderia ser mencionado...

Este Indy não faz sentido nenhum, desde o início ao fim... as exageradas cenas de acção e um guião infantil (escrito provavelmente pelos macacos vistos na cena da selva) concede-nos… absolutamente Nada!!!

Kingdom of the Crystal Skull não é apenas o pior dos quatro, é isso sim, um tremendo desconsolo para a vista e que infelizmente tive a oportunidade (leia-se azar) de assistir… mas não desesperem… pois estou certo que muitos mais virão…

Termino com algo que li noutras bandas:
“The question remains: Why in heaven's name had this film to be made? Let's hope it'll be buried and never in a thousand years found, so that people in the future will remember Indy the way he should be, contrary to the people who've witnessed this failure, for whom the image of a once great hero, is forever ruined. Well done, gentleman”

Despeço-me com amizade, afinal de contas: “this is just a movie”…

João Bizarro disse...

Pepezito, repito e afirmo, o Indy 4 é dos melhores, senão o melhor filme de aventuras dos ultimos 19 anos.

Fazes-me lembrar um amigo meu que gritava: "BARRETE!!!" quando o Indy caia num barco de borracha com a Willie e o Short Round de um avião!!! Ou quando sobrevivia à risca a uma enxurrada de água, ou quando o Mola Ram lhe tentava arrancar o coração...

Isto é cinema!!!

Ricardo disse...

Sem querer alimentar polemicas, eu tb concordo com o pepezito. Penso que sem ser uma fraude, o filme e desapontante.

Ricardo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
O Império disse...

Concordo com o pepezito.

Com o respeito que devo ter na casa dos outros (ou blog dos outros), acho que algo murchou em mim (e não foi o "coiso") depois de ver este reclame de pastilha elástica (leia-se Kingdom of the Crystal Skull).

O Indy? Como é possível que uma série de filmes que nos transformou a todos em herois de aventuras naquelas horas em que assistiamos aos filmes pode concluir assim e entregar-se à lógica comercial holiwoodesca?

Um filme demasiado rápido, usando de forma vulgar a fórmula típica de holliwood de pancadaria, perseguiçoes e tiros que só acertam nos maus da fita. E desta vez acrescentaram o pormenor fantastico e cada vez mais recorrente da personagem extremamente inteligente que descobre os enigmas através de deduções tiradas do chapeu e a uma velocidade estonteante. (Com a idade ganha-se experiência é isso?)

Se é para para promover pastilhas elásticas tenho um conselho para o Indiana :

Não apanhes mais o chapeu do chão Indy...

Um abraço para o dono do blog. Como sabes tratam-se apenas de opiniões... :)

O Império disse...

PS.: Mas devo dar nota máxima ao Harrison Ford pelo desempenho fisico, pois pelo que eu ouvi dizer ele fez muitas cenas sem duplo. O velhote ainda tem estaleca!

João Bizarro disse...

Meus caros, não sei o que estavam à espera num filme do Indiana Jones?!?!

Esperavam uma espécie de documentário sobre um arqueólogo? Tudo muito realista?!?!

Vindo das mentes do Spielberg e do Lucas que a história fosse esta. Depois de saber os poderes da Arca da Aliança, de ver um gajo a arrancar corações com a mão, de ter bebido do Cálice Sagrado, qual o problema do Indy, nos anos 50 ter um encontro imediato do 3º grau?

Red Dust disse...

Um bom filme de aventuras que, em nada, renega a sua herança.

Terá os seus pecadilhos, mas não deixa de ser consistente.

A minha classificação: 8/10.