sexta-feira, 29 de julho de 2016

Stranger Things

Stranger Things é das melhores coisas que se fizeram para TV nos últimos tempos. 

Uma carta de amor aos anos 80, não só porque se passa nessa década do séc. XX mas principalmente pelas inúmeras referências que por lá andam nos oito episódios. Se falarmos em filmes recentes, Stranger Things podia ser Super 8 passado para televisão. Sendo que Super 8 já era uma homenagem a alguns filmes produzidos ou realizados por Steven Spielberg durante a década de 80. 

Passado em 1983 na pequena localidade de Hawkins, Indiana acompanhamos 4 amigos, Mike, Lucas, Dustin e Will, durante uma jogatana de Dungeons & Dragons em casa de um deles. Depois de terminado o jogo Will, durante o trajecto para casa desaparece misteriosamente. Enquanto muitos pensam que está morto, a mãe, os 3 amigos e uma rapariga estranha, que entretanto aparece tentam encontrá-lo. 
As referências aos 80’s começam logo com os excelentes créditos iniciais acompanhados por uma música à John Carpenter (pelos S U R V I V E). Como não podia deixar de ser a marca que Steven Spielberg deixou durante aquela década faz-se notar. E.T. (os amigos, a fuga nas bicicletas, Eleven, a menina com poderes especiais que também vive escondida em casa de um deles, como o Extraterrestre em casa de Elliot) ou Encontros Imediatos do 3º Grau (a obsessão da mãe de Will ou Goonies (novamente a amizade). Também nos lembramos de Stephen King, dos filmes de monstros e de Stand by Me. As referências tornam-se mais evidentes nos posters nas paredes do quarto de algumas personagens juvenis (JAWS, The Thing, por exemplo). 
Outro dos pontos fortes da série é o seu elenco. Principalmente o elenco juvenil, liderados pela excelente Millie Bobby Brown na pele de Eleven, uma rapariga que passou sua infância a servir de cobaia para a maléfica organização que está instalada nas redondezas da cidade. Matthew Modine (actor que teve o seu momento alto nos anos 80) está medonho como o líder dessa organização e Winona Ryder é a mãe de Will e cumpre no papel que desempenha, mas o destaque nos adultos vai para David Harbour no papel do xerife local. 
Os irmãos Matt e Ross Duffer criaram uma das melhores séries de 2016, uma viagem no tempo a uma época que me diz muito e onde até a banda sonora recorda aqueles tempos: Joy Division, New Order, Echo & the Bunnymen, The Clash, Peter Gabriel, entre outros.

Eu que tinha a idade destes putos em 1983 adorei. Senti-me em casa e revi-me em cada um deles, em cada tijolo Panasonic, ou gira-discos, ou filmes, ou aventuras que vivemos naquela altura.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Banshee

Não sabia o que era Banshee até há pouco mais de uma semana e assim que lhe peguei só consegui parar porque já não havia mais episódios para ver.
Um homem é libertado ao fim de 15 anos de prisão devido a um roubo de diamantes que correu mal. Ao sair da prisão é perseguido pela máfia ucraniana, a mando do seu chefe, Mr. Rabbit. Depois de descobrir onde está a sua ex-namorada Anastasia (filha de Rabbit), este desconhecido dirige-se para a pequena localidade de Banshee, na Pensilvania, onde Anastasia vive agora sob o pseudónimo de Carrie Hopewell e está casada com um procurador público local.
Entretanto chega à cidade um novo xerife, Lucas Hood que se irá apresentar no dia seguinte.  Só que este é morto por dois rufias locais e o nosso John Doe assume a sua identidade e começa assim a sua saga como xerife de Banshee, tendo como principal inimigo um ex-Amish Kai Proctor, o senhor do crime da região, enquanto tenta recuperar a sua parte dos diamantes roubados e fugir a Mr. Rabbit que o quer morto a todo e qualquer custo.

São 4 temporadas de 10 episódios (a última tem apenas 8), de uma série criada por Jonathan Tropper e David Schickler, e que conta ainda com a presença como produtor executivo de Alan Ball (Six Feet Under e True Blood).
Muita acção, muito suspense e personagens do melhor (Job, Kai Proctor ou o sinistro Clay Burton são exemplo disso).