segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Melhores de 2016 - Séries

1. Stranger Things (S1)

2. The Missing (S2)

3. Rectify (S4 -series finale)

4. The Night Of (S1)

5. Better Call Saul

6. Ray Donovan (S4)

 7. Bloodline (S2)

8. Peaky Blinders (S3)

9. The Americans (S4)

10. Marco Polo (S2)

11. Narcos (S2)

 12. Banshee (S4 - Series Finale)

13. Black Sails (S3)

14. Vikings (S4)

15. Game of Thrones (S6)

Outras:
Luther (S4)
The Night Manager (mini-série)
Olive Kittridge (mini-série)
The Man in the High Castle (S1)
Vinyl (S1)
Daredevil (S2)
Mr. Robot (S2)
Quarry (S1)
House of Cards (S4)



Melhores 2016 - Cinema

Filmes que vi em 2016. Eis os que mais gostei:

1. The Hateful Eight, de Quentin Tarantino

2. Hell or High Water, David Mackenzie

3. Elle, Paul Verhoeven

4. Carol, de Todd Haynes

5. The Wailing, Hong-jin Na

6. Sicário, Denis Villeneuve

7. Hail, Caesar, Coen Brothers

8. Deadpool, Tim Miller

9. The Revenant, Alejandro G. Iñárritu

10. Memórias de Marnie, Hiromasa Yonebayashi

11. Bridge of Spies, Steven Spielberg

outros filmes em destaque, que vi ou revi:
Horizontes de Glória, Stanley Kubrik
Gascoigne, Jane Preston
Milho Vermelho, Yimou Zhang
Victória, Sebastian Schipper
Não Matarás, Krzystof Kieslowski
Chaser, Hong-jin Na
In a Valley of Violence, Ti West
Bone Tomahawk, S Craig Zahler

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Hell or High Water, de David Mackenzie


Após a morte da mãe, dois irmãos, Toby (Chris Pine) e Tanner (Ben Foster) organizam uma série de assaltos a bancos, escolhendo apenas várias sucursais do mesmo banco. Eles têm poucos dias para pagar a hipoteca ou perdem propriedade da família. Tudo corria dentro da normalidade até se cruzarem com o ranger Marcus Hamilton (Jeff Bridges) que traça o perfil e as motivações dos dois assaltantes, antecipando os seus golpes e perseguindo-os por todo o território norte-americano até que um deles cometa um erro.

Brilhantemente escrito por Taylor Sheridan, que também escreveu o argumento de Sicario, de Denis Villeneuve, este não apenas um filme sobre polícias atrás de bandidos, embora esse lado também esteja muito bem retratado, é também um drama social, com uma crítica implícita à forma como as instituições bancárias tratam as pessoas.
A relação entre os dois irmãos é muito bem desenvolvida. Toby, o irmão mais novo e também o mais calmo, quer salvar a propriedade da família para ter algo para deixar aos filhos. Tanner, o mais velho que saiu recentemente da prisão quer fazer as coisas à sua maneira para ajudar o irmão.  A interpretação de Chris Pine e Ben Foster é irrepreensível, com o primeiro a deixar-me pela primeira vez surpreendido com o seu desempenho.
Quem dispensa apresentações é Jeff Bridges, tremendo no papel de Marcus.
Também a realização de Mackenzie é brilhante. Dele só tinha visto Starred Up e já na altura tinha ficado surpreendido. Consegue brilhantes interpretações dos quatro protagonistas e mesmo quando o filme exige momentos de acção, estes são muito bem desenvolvidos.
Destaque ainda para a tremenda banda sonora de Nick Cave e Warren Ellis e para a fotografia de Giles Nuttgens.

Com tons de western moderno, Hell or High Water (que em Portugal surge com o titulo Custe o Que Custar!) é um dos melhores filmes que estrearam em Portugal em 2016. A não perder.

NOTA: 8/10


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Melhores Discos 2016

1- David Bowie - Blackstar

 2 - Radiohead - A Moon Shaped Pool

3. Wild Beasts - Boy King

4. The Kills - Ash & Ice

 5. Savages - Adore Life

6. Nick Cave - Skeleton Tree

7. PJ Harvey - The Hope Six Demolition Project

8. Suede - Night Thoughts

9. Animal Collective - Painting With

10. Iggy Pop - Post Pop Depression

11. Bat For Lashes - The Bride

12. Jagwar Ma - Every Now & Then

13 - Diiv - Is the is Are

14. The Last Shadow Puppets - Everything You've Come to Expect

15. Warpaint - Heads Up

16. Capitão Fausto - Capitão Fausto Têm os Dias Contados

17. Underworld - Barbara, Barbara, We Face a Shining Future

18. IAMX - Everything is Burning

19. Toy - Clear Shot

20. Metronomy - Summer 08



sábado, 26 de novembro de 2016

Elle, de Paul Verhoeven

Michèle (Isabelle Huppert) é uma mulher de meia-idade que dirige uma grande companhia de videojogos e comanda com mão de ferro tanto os seus negócios como a sua vida sentimental. Um dia, é atacada e violada por um homem mascarado, na sua própria casa. Em vez de chamar a polícia ou entrar em desespero, Michele limpa os estragos, toma banho e arquitecta um plano de vingança. Entre ela e o criminoso dá-se então início a um perigoso jogo de perseguição que depressa fica fora de controlo.
Baseado no romance "Oh…", escrito, em 2012, por Philippe Djian, este é um "thriller" psicológico que marca o regresso à realização de Paul Verhoeven ("Instinto Fatal”, “Robocop”, “Total Recall” ou “Livro Negro”).
Perturbadora e inquietante obra de Paul Verhoeven, que aqui regressa ao seu melhor. O filme tem o seu quê de hitchcockiano mas também nos faz lembrar Instinto Fatal (também de Verhoeven) ou Ata-me, de Pedro Almodovar.

Com uma Isabelle Huppert sublime no papel de Michèle Leblanc, Elle é um filme a não perder na obra deste multifacetado cineasta holandês.

NOTA: 8/10

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Bahuaus ao vivo em 1980


Faz hoje 36 anos que foi lançado o 1º álbum de Bauhaus, In the Flat Field.
3 dias antes, na noite de Halloween deram um show na Universidade de Londres. Aqui fica esse registo histórico:

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

The Wailing, de Hong-jin Na


Uma onda de assassinatos violentos assola uma pacata vila sul-coreana. Esses crimes coincidem com a chegada de um misterioso forasteiro que se instala na vizinhança, o que desperta medo e desconfiança nos locais. Entre os moradores está o policial Jong-Goo (Kwak Do-won), que comanda a investigação e até a sua própria filha se torna alvo da maldição que assola a região. Para combater este poder maléfico ele pede a ajuda de um xamã para encontrar e destruir o culpado das mortes.

Mais um bom exemplo da qualidade do cinema sul-coreano, não só no género de terror (como é aqui o caso) mas também noutros géneros. Hong-jin Na é o realizador de The Chaser, que também vi recentemente.



segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Rectify - 4ª Temporada


Já começou a 4ª e ultima temporada de Rectify
Continua a luta de Daniel Holden, que passou 19 anos no corredor da morte para se encaixar na sociedade, agora longe de casa, devido a um acordo que fez e sem possibilidade de regressar. Um 1º episódio muito intenso, totalmente passado na sua nova morada/emprego/amigos. 
 Prove-se ou não que Daniel é inocente a sua vida já está arruinada e será difícil voltar à normalidade. 

Trailer da 4ª temporada

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Ontem houve PJ Harvey no Coliseu




The Americans


Andava para ver The Americans há algum tempo, aliás vi o primeiro episódio na altura que estreou mas só agora meti a série em dia.
São quatro temporadas do melhor que se faz para TV com suspense e situações inesperadas a ocorrer a qualquer momento.
Estamos no inicio dos anos 80 e a guerra-fria ainda está bem viva. EUA e URSS têm espiões por todo o lado, sendo os mais importantes aqueles que estão infiltrados no país inimigo. Philip e Elizabeth são um casal de espiões soviéticos que desde há muito tempo vive nos Estados Unidos, onde passam despercebidos como uma família normal. Têm emprego numa agência de viagens, filhos, mas secretamente espião para o seu país de origem, a União Soviética. Um dia aparecem uns novos vizinhos no bairro. Um casal com um filho, o pai é agente do FBI e trabalha para o departamento que caça espiões soviéticos.

Criada por Joe Weisberg, ele próprio ex-agente da CIA, e que já havia escrito para séries como Falling Skies e Damages, The Americans tem no trio de protagonistas ( Keri Russel, Matthew Rhys e Noah Emmerich) um dos seus pontos fortes.

sábado, 24 de setembro de 2016

Victoria, de Sebastian Schipper


Na história do cinema não é novidade um filme ser rodado em apenas um take. 
Recentemente, Biutiful de Alejandro Iñarritu não foi filmado num só take mas foi editado criando essa ilusão. Sebastian Schipper vai mais longe e filma as 2 horas de Victoria em apenas um take. Claro que isto não é novidade na história do cinema, A Arca Russa, de Aleksandr Sokurov (2002), foi filmado assim. Clássicos como Goodfellas (Scorsese), Shining (Stanley Kubrick) ou The Rope (Hitchcock) têm longos e extraordinários takes e o mesmo já foi experimentado em séries de TV, como é o caso de True Detective, no 4º episódio da 1ª temporada, filmado por Cary Joji Fukunaga. 

E é por isso que este Victoria é um projecto ambicioso, com Sebastian Schipper a pegar num argumento de apenas 12 páginas, co-escrito por ele e outros dois comparsas. 

Victoria (Laia Costa) é uma jovem trabalhadora-estudante espanhola que está a aproveitar as ultimas horas da madrugada a dançar numa discoteca de Berlim, onde vive há algum tempo. Com o amanhecer a aproximar-se ela sai da discoteca para ir descansar um pouco, antes de abrir o café onde trabalha. E é cá fora que ela encontra um grupo de amigos, Sonne (Frederick Lau), Boxer (Franz Rogowski), Blinker (Burak Yigit) e Fuss (Max Mauff). Victoria identifica-se logo com eles, acha-lhes piada e decide passar algum tempo com o grupo a beber, fumar e conversar. Só que uma chamada recebida por Boxer vai alterar o rumo dos acontecimentos. E não é para melhor. 
De inicio somos levados a temer pela segurança de Victoria, a rapariga estrangeira metida no meio de um grupo de alemães com intensões duvidosas. Mas depois começamos a perceber que um deles, Sonne gosta mesmo da rapariga e começamos a ficar um pouco mais confortáveis no filme até ao início das incidências que dão uma reviravolta à madrugada deste grupo que só se queria divertir. Uma agradável surpresa, que descobri por acaso e que até venceu alguns prémios importantes em Festivais de Cinema, incluindo o de Berlim.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

The Night Of


Há séries do caraças e The Night Of é uma delas.
Criada e realizada (a maior parte dos 8 episódios) por Steven Zaillian, argumentista de A Lista de Schindler, entre outras coisas, para a HBO.

Quando quer uma noite de farra com os amigos, Nasir rouba o taxi do pai mas perde-se pela cidade de Nova Iorque. Uma bela rapariga entra-lhe pelo taxi e pede que a leve à praia. Deslumbrado com a beleza da moça, Naz esquece a festa com os amigos e leva-a onde ela quer. Sendo que estala uma quimica entre ambos e o próxima etapa é o apartamento dela. Depois de algumas (muitas) drogas, álcool e jogos mais ou menos perigosos os dois acabam na cama. Na cena seguinte vemos Naz acordar sentado numa cadeira, na cozinha e dirige-se ao quarto para se despedir da rapariga. E é aí que repara que ela está toda esfaqueada e no meio do pânico foge do local do crime levando a faca com que tinham estado a "brincar".

O que se segue é uma história processual com este jovem paquistanês a ver a sua vida ser completamente alterada por aquele acontecimento.

Em The Nigt of é tudo tão bom que quase sinto que é injusto só referir John Turturro (aquele que se oferece para ser advogado de Naz). Riz Ahmed, que faz o papel de Nasir também está à altura e na prisão vai encontrar o grande Michael Kenneth Williams que o vai ajudar a sobreviver naquele perigoso mundo. E ainda há o detective Box (excelente Bill Camp) e a irritante advogada de acusação (Jeannie Berlin).

São apenas 8 episódios mas sempre em a crescer a nível de qualidade.