quarta-feira, 8 de abril de 2015

Better Call Saul - 1ª temporada


Para os mais desatentos, ou desinformados, Better Call Saul é um spin-off de Breaking Bad, onde regressamos aos anos 80 para vermos os primeiros passos de Saul Goodman, o advogado de Heisenberg e Jesse Pinkman naquela série.
Já por aqui disse, e quem me conhece sabe que Breaking Bad é uma das minhas séries de eleição, senão mesmo A SÉRIE. E o melhor elogio que se pode fazer a Better Call Saul é que não fica muito atrás.
É assim que ficamos a conhecer Jimmy McGill, um trafulha com ascendência irlandesa que depois de ser preso é convencido pelo seu irmão, advogado e sócio de uma grande firma, a ganhar tino e a juntar-se aos "bons". Jimmy lá tira um curso de advocacia na Farinha Amparo e começa a fazer uns biscates por conta própria, uma vez que na firma do irmão nunca o aceitaram.
Ao longo dos 10 episódios desta 1ª temporada vamos vendo como Jimmy luta para ser alguém na advocacia, a sua ajuda ao irmão, Chuck, que tem um problema com tudo o que é electrónico e vive fechado em casa e até o seu relacionamento com uma das personagens mais carismáticas de Breaking Bad, Mike Ehrmantraut, que aqui tem um papel ainda mais relevante.
Saul Goodman está quase a nascer (já percebemos como o nome vai nascer) e a espera pela 2ª temporada vai deixar água na boca.

Vince Gilligan e Peter Gould continuam em grande a criar mais esta narrativa que promete não deixar os fãs de Breaking Bad desanimados com o seu fim, até porque as ligações entre ambas são mais que muitas.

Melhores Episódios: 1.7 - Bingo; 1.9 - Pimento; 1.10 - Marco

colheita musical de 2015 - #20

Waxahatchee - Ivy Tripp

8/10
Waxahatchee é um projecto musical liderado por Katie Crutchfield, e vêm de Birmingham, Alabama. Pelos vistos já vão no 3º longa duração mas só conheci agora graças a uma das listas que sigo no Spotify. 
Gostei muito.

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terça-feira, 7 de abril de 2015

Discos com História - #15 - Seventeen Seconds


Se há bandas que me tocam cá dentro, os Cure são certamente uma delas. Chegaram a ser a minha banda de eleição, a meio da década de 80, eles que foram uns dos reis da cena musical, do principio ao fim dessa década do séc XX.
No 1º ano dessa década lançam o seu primeiro grande disco, Seventeen Seconds. Não que Three Imaginary Boys fosse mau, mas não tinha a qualidade deste e dos que se seguiriam (Faith e Pornography), que se caracterizaram por um som mais sombrio, rótulo que viria a ficar anexado para sempre à banda.
O som é quase perfeito. O 1º trabalho do baixista Simon Gallup na banda a combinar na perfeição com a bateria de Lol Tolhurst, a guitarra de Robert Smith e as teclas de Matt Hartley.
Seventeen Seconds tem algumas das melhores canções da banda. A Forest (talvez mesmo a melhor) sobre um tipo perdido numa floresta à procura de uma rapariga que nunca existiu, M (de Mary, a namorada de Smith na altura e actual esposa) sobre medo e paranóia ou Play for Today, sobre estar farto de uma relação. Smith escreveu todas as canções em apenas duas ocasiões, em casa dos pais.

"You expect me to act like a lover, consider my moves and deserve the reward. To hold you in my arms, and wait... wait for something to happen" - Play For Today

Colheita Musical de 2015 - #19

Courtney Barnett - Sometimes I Sit And Think and Sometimes I Just Sit

7,5/10
Cantautora australiana que lança este ano o seu primeiro álbum. Agradável surpresa.

segunda-feira, 30 de março de 2015

colheita musical de 2015 - #18

Chastity Belt - Time to Go Home

7/10
Estas americanas apresentam este ano o seu 2º disco. Dois anos depois do provocante No Regrets, a banda vinda dos circuitos universitários, traz um som mais maduro onde as guitarras são parte dominante.

Colheita Musical de 2015 - #17

Champs - Vamala
7,6/10

Champs são uma dupla britânica de irmãos, Michael e David Champion que lançam aqui o 4º disco.

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colheita musical de 2015 - #16

California X - Nights in the Dark

5,6/10

colheita musical de 2015 - #15

Will Butler - Policy

8,7/10
Primeiro disco a solo do multi-instrumentista dos Arcade Fire e não se sai nada mal na estreia. Um disco com várias misturas de géneros que se ouve com prazer da primeira à última música.

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sexta-feira, 27 de março de 2015

colheita musical de 2015 - #14

AWOLNATION - Run

8/10

Segundo álbum desta banda americana de rock electrónico, liderada por Aaron Bruno que também produz.



colheita musical de 2015 - #13

Aqualund - 10 Futures

6,7/10

Matt Hales, conhecido desde 2000 por Aqualund, é um músico e produtor de Southampton que assina aqui o seu 6º disco.

Ouvir

quinta-feira, 26 de março de 2015

colheita musical de 2015 - #12

Alex Calder - Strange Dreams

7/10
Ex-parceiro de Mac DeMarco nos Makeout Videotape, Alex Clader era visto como uma sombra do outro. Surge com o seu primeiro disco a solo com um som sónico e voz melodiosa a fazer lembrar os primeiros discos dos Deerhunter. Um nome a ter em atenção no futuro.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Whiplash, de Damien Chazelle


Quase todos os anos, nos nomes para os grandes prémios do cinema, surge um filme que corre por fora do chamado circuito comercial. Este ano o eleito foi Whiplash, que foi muito falado devido à excelente interpretação de JK Simmons, como um professor de uma escola de música, que trata os seus alunos à maneira militar. Andrew (Miles Teller) é um jovem baterista de 18 anos que está obcecado em fazer carreira no mundo do jazz e para isso acontecer entra no no Shaffer Conservatory of Music, uma das mais conceituadas escolas de música do país. É lá que conhece Fletcher, um professor cuja fama de genialidade apenas se compara ao terror que incute aos alunos. A relação entre ambos quase destrói o ultimo pingo de humanidade que restava a Andrew, fazendo-o inclusive deixar de lado a relação com Nicole, uma empregado de um cinema que Andrew costuma frequentar. 

Damien Chazelle filma com mestria, com planos por vezes arrepiantes, que combinam na perfeição com a banda sonora, totalmente composta por música jazz, e no fim deixa-nos um final em aberto dando asas à nossa imaginação. 
Obrigatório.

NOTA: 8,5/10

sábado, 21 de março de 2015

Bosch - Primeira Temporada


Uma série do caraças. 
Um simples caso de um miúdo morto há 20 anos atrás transforma-se em algo muito mais complexo sempre como detective Harry Bosch no centro das atenções. 2 caos para resolver, que podem estar relacionados, uma filha que não vê há 3 anos, uma relação que vai contra o “politicamente correcto” e ainda as questões politicas por trás do departamento de policia de LA.

Papelaço do Titus Welliver, numa série onde também andam Jamie Hector (o Marlo Stanfield de The Wire) e o grande Lance Reddick (de Fringe e Lost).

Baseada nos livros de Michael Connelly, que já viu trabalhos seus adaptados ao cinema: Blood Work, de Clint Eastwood e The Lincoln Lawyer, de Brado Furman, com Matthew McCounaughy.

Melhor Episódio: 1.9 - The Magic Castle

sexta-feira, 20 de março de 2015

colheita musical de 2015 - #11

Ghostpoet - Shedding Skin

8.1
Obaro Ejimiwe, mais conhecido no meio musical como GHOSTPOET, é um músico inglês que apresenta este ano o seu 3º disco, e segundo o próprio é um disco de guitarras. E é um disco para ser ouvido muitas vezes. Ou muito me engano ou está aqui um dos discos do ano.

terça-feira, 17 de março de 2015

máquina do tempo - 1999

'99 foi o ano em que vimos partir Stanley Kubrick, que nos deixou uma ultima e genial obra, Eyes Wide Shut. No cinema foi ainda o ano de The Sixth Sense; Magnolia, do regresso de Star Wars e da estreia de Sam Mendes com American Beauty.
Musicalmente falando o ano foi pouco produtivo, no entanto ainda se fizeram algumas coisas boas:


O Monstro Precisa de Amigos - Ornatos Violeta
Midnite Vultures - Beck 
13 - Blur
The Ideal Crash - dEUS 

outros discos que me passaram pelos ouvidos:

69 Love Songs - The Magnetic Fields 
Come on Die Young - Mogwai 
Peasants, Pigs & Astronauts - Kula Shaker 
Central Reservation - Beth Orton 
Performance and Cocktails - Stereophonics 
The Hot Rock - Sleater-Kinney 
Pistolero - Frank Black and the Catholics  
Burning London: The Clash Tribute - Various Artists
What Are You Going to Do with Your Life? - Echo & the Bunnymen 
Head Music - Suede 
Play - Moby 
Californication - Red Hot Chili Peppers 
Dark Side of the Spoon - Ministry 
The White Stripes - The White Stripes 
The Soft Bulletin - The Flaming Lips 
Surrender - Chemical Brothers 
Liquid Skin - Gomez 
The Fragile - Nine Inch Nails 
Showbiz - Muse 
BBC Sessions - Cocteau Twins
Millionaires - James 
The Science of Things - Bush 
Plasma - Blasted Mechanism
Up Up Up Up - Ani DiFranco
The Dirtchamber Sessions - The Prodigy
The Sebadoh - Sebadoh
Ágætis byrjun - Sigur Rós 

ouvir a playlist

segunda-feira, 16 de março de 2015

colheita musical de 2015 - #10

Tobias Jesso Jr. - Goon

8.3

A 1ª musica que ouvi pensei que estivesse a ouvir alguma musica perdida do John Lennon, encontrada num qualquer baú em 2015. Afinal é apenas e só um novo cantautor a merecer acompanhamento nos próximos tempos.

sexta-feira, 13 de março de 2015

colheita musical de 2015 - #9

Father John Misty - I Love You, Honeybear

8/10

Joshua Tillman está de regresso com mais um belissímo disco. Para ouvir com atenção.


colheita musical de 2015 - #8

Galaxie - Zulu

7.7

Banda canadiana formada em 2002, curiosamente chamavam-se Galaxie 500, mesmo nome da banda que ficou famosa nos anos 80, muito apreciada por estes lados e que depois do seu fim deu lugar aos Luna. Este já é o seu 4º disco de originais.
Garage rock que fica no ouvido.

Têm um tema neste disco, intitulado Portugal.

The Game - Mini-série


No inicio dos anos 70, o lider do MI5, Daddy (Brian Cox) forma uma equipa que inclui o espião Joe Lambe (Tom Hughes) e outros cinco operacionais com o objectivo de localizar agentes soviéticos em solo britânico. Neste jogo do gato e do rato qualquer um pode ser um espião soviético, incluindo os próprios membros da equipa.

Uma excelente série de espionagem com a chancela BBC, dividida em 6 partes, que se vê com emoção do primeiro ao ultimo episódio. O elenco brilha com intensidade, principalmente os protagonistas, Brian Cox e Tom Hughes, que nos apresenta um anti-Bond, sem gadgets, nem grandes malabarismos, mais à imagem dos espiões da altura da Guerra-Fria.

Melhor Episódio: 1.5

colheita musical de 2015 - #7

Pearls - Pretend You're Mine

7.5/10
Mais um exemplo do que de bom tem surgido nestes primeiros meses de 2015.

quinta-feira, 12 de março de 2015

colheita musical de 2015 - #6

Sleater-Kinney - No Cities to Lo Love

7,9
Grande regresso destas meninas de Olympia, Washington que fazem o 1º disco em 10 anos, o 8º da banda, e provam que os regressos após muito tempo de inactividade nem sempre são maus.
 No Cities to Love é potente do principio ao fim.

Podem ouvir aqui a faixa nº 3, Surface Envy.

terça-feira, 10 de março de 2015

colheita musical de 2015 - #5

A Place to Bury Strangers - Transfixiation

7.2
4º disco desta banda nova-iorquina de noise-rock que segundo o seu líder, Oliver Ackermann, é um disco mais calminho que os anteriores.


segunda-feira, 9 de março de 2015

colheita musical de 2015 - #4

Noel Gallagher's High Flying Birds - Chasing Yesterday

7.8/10
Haja um Gallagher a fazer boa música nos dias que correm. Os manos desavindos continuam a fazer música, agora com carreiras separadas e enquanto Liam não consegue encarreirar, Noel vai fazendo pela vida e apresenta-nos aqui um disco cheio de temas agradáveis.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Hell on Wheels - 4ª temporada


*Spoiler Alert*

Hell on Wheels deve ser daquelas séries que poucos vêem por cá. Eu acompanhei desde o inicio e aquele ambiente agradou-me logo. Teve altos e baixos, como muitas outras, mas manteve os seus fieis seguidores e parte para a 5ª (e ultima) temporada no seu pico de forma.

De facto esta 4ª temporada foi a melhor até ao momento, ou pelo menos foi aquela que teve os melhores episódios. A entrada em cena do governador sem escrúpulos (interpretado por Jake Weber) veio trazer alguma ordem a Cheyenne só que aquilo não é território onde reine a ordem e logo começam a aparecer aqueles que querem voltar à desordem controlada.
Cullen Bohannon só regressa a Cheyenne no 3º episódio, depois da sua estadia forçada junto dos mormons e do seu reencontro com Thor "The Swede" Gundersen. E é no regresso ao activo de Cullen, como responsável pela construção da linha ferroviária e do conflito com os homens do governador Campbell que esta 4ª temporada gira à volta.
O factor negativo foi a desistência de Common, que já havia pedido para sair no fim da 3ª temporada, altura em que vemos Elam a partir à procura de Bohannon que tinha sido raptado por uns mascarados. Durante essa busca é atacado por um urso e é aí que o deixamos... até ao episódio 6 desta temporada onde ficamos a saber o que lhe aconteceu. O episódio 7 marca o seu regresso a Cheyenne, desfigurado e fora de si, após ter sido salvo pelos índios e acaba morto às mãos do seu amigo Cullen Bohannon. Uma despedida inglória de uma das principais personagens que ainda teria muito a dar à série.
A 5ª temporada promete. Bohannon mudou-se para a Central Pacific, rival da Union Pacific de Thomas Durant e procura a mulher e filhos, entretanto desaparecidos. Em Cheyenne, o governador conseguiu correr com os seus inimigos, Bohannon partiu, Mickey McGinnes, mesmo com a ajuda do seu primo não pode lutar contra o poderio de Campbell, e acaba expulso levando consigo os seus homens e Eva, que se torna sua sócia. Resta Durant para fazer frente a Campbell, mas sem o apoio dos outros não consigo ver grande sucesso.

Aguardemos até Junho...

Melhor Episódio: 4.9 - Two Trains

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

colheita musical de 2015 - #3

The Charlatans - Modern Nature

7.5/10

Banda que surgiu no auge da cena Madchester e soube impor o seu espaço desde o inicio. Continuam activos, apesar de algumas perdas da formação inicial (falecimento do teclista em 96 e do baterista em 2013) e a fazer boa música.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Oscars 2015

Embora Birdman seja um bom filme não posso deixar de afirmar:

Perdoa-os Boyhood eles não sabem o que fazem

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Blur com novo disco

Grande noticia musical do dia: novo disco dos Blur. E já para Abril. Chama-se The Magic Whip e este é o primeiro avanço. (Há malta que não consegue fazer coisas más)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

The Judge, David Dobkin


Hank Palmer é um advogado brilhante mas pouco escrupuloso, que faz carreira a defender criminosos. Sem qualquer sentimento de culpa, ele considera que a lei pode ser contornada de forma a incriminar – ou defender – seja quem for. Quando é informado da morte da mãe, segue viagem até à pequena cidade onde cresceu e onde jurou nunca mais regressar. 
Ali reencontra o pai, um juiz da velha guarda que sempre se guiou por uma moral incorruptível e que nunca aceitou a forma leviana com que o filho encarava a culpa ou a inocência. Quando se prepara para regressar a Chicago é informado que o pai bateu com o carro e que há uma vitima mortal. Apesar da relação complicada entre ambos, Hank decide defendê-lo em tribunal. A princípio a relação entre ambos não vai ser fácil mas esta convivência forçada obriga-os a deixar para trás os ressentimentos e a construir algo novo.

David Dobkin vem das comédias para realizar o seu primeiro drama, filme que vale sobretudo pelas boas interpretações de Robert Duval, Robert Downey Jr., Vincent D'Onofrio e Vera Farmiga.

NOTA: 7/10

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

sábado, 7 de fevereiro de 2015

máquina do tempo - 1998


A nível musical 1998 foi o ano das boas colectâneas. Bauhaus (que regressaram nesse ano e deram um grande concerto no Pavilhão Atlântico), Pixies, Depeche Mode (com uma colectânea e um disco de tributo) são exemplos do que digo. Ao nível de discos originais nasceram coisas muito boas, estou-me a lembrar do Mezzanine dos Massive Attack, do Electro-Shock Blues dos Eels ou do Mutations do Beck. No cinema os filmes de guerra nunca mais foram os mesmos depois de Saving Private Ryan, com Spielberg mais uma vez a inovar. Foi também o ano de Big Lebowski, The Thin Red Line e de Roberto Benigni a ser Charlie e a brincar com o Holocausto em A Vida é Bela. Apesar da existência daqueles grandes filmes, a Academia de Hollywood resolveu premiar uma coisa chamada Shakespeare in Love. Vá-se lá perceber esta gente!!!

Massive Attack - Mezzanine
PJ Harvey - Is this Desire?
Beck - Mutations
Eels - Electro-Shock Blues
Placebo - Withou You I'm Nothing

*Pixies - Pixies at the BBC
*Bauhaus - Crackle

outros que me passaram pelos ouvidos e/ou que constam na minha colecção (assinalados a bold):

(sem qualquer sequência)
Pearl Jam - Yield
Kristin Hersh - Strange Angels
Pulp - This is Hardcore
Gomez - Bring it On
Fugazi - End Hits
Spoon - A series of Sneaks
Sonic Youth - A Thousand Leaves
Garbage - Version 2.0
Smashing Pumpkins - Adore
Jesus and the Mary Chain - Munki
Billy Bragg & Wilco - Mermaid Avenue
At the Drive-in - In/Casino/Out
Death Cab for Cutie - Something About Airplanes
Moloko - I'm not a Doctor
Manic Street Preachers - This is My Truth, Tell Me Yours
The Divine Comedy - Fin de Siècle
Belle & Sebastian - The Boy with the Arab Strap
Blonde Redhead - In an Expression of the Inexpressible
Marilyn Manson - Mechanical Animals
Queens of the Stone Age - Queens of the Stone Age
Ash - Nu-Clear Sounds
Cake - Prolonging the Magic
R.E.M. - Up
Fun Lovin' Criminals - 100% Colombian
Pearl Jam - Live on Two Legs
*Tribute to Depeche Mode - For the Masses
*Depeche Mode - The Singles

*colectâneas





segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

A Most Violent Year, de J.C. Chandor


O ano de 1981 foi dos mais violentos da história de Nova York. Fora toda a miséria e incertezas do plano económico para a recuperação do país governado por Ronald Reagan, o corte no orçamento da segurança deixaram os moradores da Big Apple nas mãos dos criminosos. Os índices de assaltos, violações e assassinatos daquele ano colocaram os Estados Unidos em estado de alerta. É neste contexto que o imigrante Abel Morales (Oscar Isaac) tenta fazer crescer seu negócio de combustível de aquecimento doméstico com sua esposa, Anna (Jessica Chastain), responsável por gerir as contas da empresa. Apesar da boa condição financeira do casal, os problemas começam quando um grupo desconhecido começa a roubar os camiões da sua empresa que faziam a distribuição do combustível. Ao mesmo tempo que Abel procura descobrir quem está por trás deste esquema, o promotor público Lawrence (David Oyelowo) acusa Abel de desviar milhares de dólares e fugir aos impostos. 

Neste seu 3º filme (Margin Call e All is Lost) JC Chandor apresenta-nos um homem que quer manter-se recto e seguir a sua linha de honestidade num mundo cada vez mais pantanoso onde a traição pode vir de quem menos se espera.

NOTA: 8/10

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Unbroken, de Angelina Jolie


Louis Zamperini era um promissor atleta americano que chegou a participar nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, estando nos seus planos ser medalhado nos JO de 1940. Só que por essa altura o mundo já estava ocupado com uma guerra e Zamperini foi chamado para a tribulação de um bombardeiro que combatia no Pacífico. Durante uma missão de salvamento o bombardeiro cai no meio do oceano e sobrevivem Zamperini e outros 2 camaradas. Andam à deriva num bote salva-vidas durante 47 dias (um deles acaba por falecer ao fim de 30 dias) e são resgatados por um navio japonês. Zamperini é feito prisioneiro de guerra, em alguns campos japoneses e tem como carrasco um dos mais sádicos guardas de campo japoneses, Mustsuhiro Watanabe. 
O filme tenta mostrar a resistência deste homem que é por diversas vezes posto à prova mas nota-se que falta intensidade dramática e um argumento que podia se melhor explorado. Apesar das mais de 2 horas sente-se que se podia ter ido mais além. Estranhamente o nome dos irmãos Coen surge associado ao argumento mas quero acreditar que eles fizeram uns rabiscos que depois passaram para outras mãos. Palavra para o actor Jack O'Connel, que desempenha com competência o papel de Zamperini 

NOTA: 6.5/10

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A Most Wanted Man, de Anton Corbijn

Filme de espionagem passado em Hamburgo, cidade onde andaram alguns dos terroristas do 11 de Setembro e que na actualidade não quer repetir erros passados. 
Philip Seymour Hoffman tem aqui um dos seus últimos papeis como um agente dos serviços secretos alemães que tem por missão provar que um recém chegado à cidade não é um terrorista mas sim um cidadão à procura de asilo politico.

NOTA: 7.5/10

colheita musical de 2015 - #1

Belle & Sebastian - Girls in Peacetime Want to Dance

7.8/10
Os escoceses enveredam por ritmos mais dançantes e não se dão mal.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

máquina do tempo - 1997


97 foi o ano de OK Computer. Foi o ano de Urban Hymns. Foi o ano do ultimo disco bom dos Oasis. Foi o ano do ultimo disco dos INXS com Michael Hutchence que se suicidaria no final desse ano. O mundo da musica também perderia Jeff Buckley nesse ano. Depois de Pop os U2 iriam estar até 2014 para gravarem um disco que se ouvisse. 
No cinema foi o ano de L.A. Confidential e Boogie Nights e da banda sonora de Romeo + Juliet. Foi também o ano de duas grandes colectâneas: Death to the Pixies e Kettle Whistle (Jane's Addiction) 

Radiohead - OK Computer
Blur - Blur
Depeche Mode - Ultra
The Verve - Urban Hymns
Primal Scream - Vanishing Point

outros que me passaram pelos ouvidos ou que constam na minha colecção (assinalados):

Spoon - Soft Effects
David Bowie - Earthling *
The Divine Comedy - A Short Album About Love*
Echo & the Bunnymen - Evergreen*
L7 - The Beauty Process
James - Whiplash*
U2 - Pop*
Nick Cave and the Badseeds - Boatman's Call*
Morphine - Like Swimming*
INXS - Elegantly Wasted*
Chemical Brothers - Dig Your Own Hole*
Faith no More - Album of the Year
The Prodigy - The Fat of the Land*
Jesus Jones - Already*
Luna - Pup Tent*
Tanya Donelly - Love Songs for Underdogs
Morrissey - Maladjusted*
Oasis - Be Here Now*
Bjork - Homogenic*
Portishead - Portishead*
Patti Smith - Peace and Noise
Everclear - So Much for the Afterglow*
Mogwai - Young Team*
Pixies - Death to the Pixies*
Jane's Addiction - Kettle Whistle*


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Oscars. Os nomeados. Algumas considerações

Já se sabe como é isto dos prémios, nem sempre se está de acordo e às vezes os melhores até ficam de fora. Mas isso é apenas a opinião de cada um e aqui a que dita é a minha.

A grande surpresa é o afastamento de Nightcrawler das principais categorias, só tem 1 para Argumento Original. Penso que pelo menos Jake Gyllenhall merecia estar entre os eleitos para melhor actor.
Gone Girl e David Fincher também estão afastados de Melhor Filme e Realizador.
Na categoria de Melhor Filme temos American Sniper, que não deixa de ser um bom filme mas está longe da qualidade do filme de Fincher. A serem os 10 dos ultimos anos, cabiam lá Foxcatcher e Gone Girl.
Posto isto, e como não tenho mais nada a dizer fiquem com os meus eleitos às principais categorias:

Melhor Filme: Birdman
Melhor Realizador: Richard Linklater
Melhor Actor: Michael Keaton ou Steve Carell
Melhor Actriz: Julianne Moore
Argumento Original: Birdman
Argumento Adaptado: The Imitation Game


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Coherence, de James Ward Byrkit

Um filme de ficção cientifica nem sempre precisa de efeitos especiais para ser bom, até há casos em que.
Coherence é um bom exemplo. Numa noite em que um cometa passa bem perto da terra, um grupo de amigos marca um jantar para todos juntos observarem o fenómeno. Só que uma série de ocorrências extraordinárias, presumivelmente derivadas à passagem do dito cometa vão afectar a noite a todos os participantes naquele jantar.
Contenção de custos e recursos (o filme foi filmado em casa do realizador e os actores usaram as próprias roupas) provam que com poucos meios se pode fazer um bom filme.
Lembrei-me várias vezes de The Big Chill e The Man From Earth

NOTA: 7.5/10

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

os melhores de 2014 - cinema

1. The Wolf of Wall Street

2. Boyhood

3. Gone Girl

4. Nightcrawler

5. Keze Tachinu

6. Grand Budapest Hotel

 7. The Immigrant

8. Nebraska

 9. Cold in July

 10. Before I Disappear

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

MAUS

MAUS, impressionante relato gráfico de um filho cujo pai e a mãe passaram pelos horrores do holocausto. Consegue chocar mais que alguns filmes sobre o tema.



sábado, 20 de dezembro de 2014

Gone Girl, de David Fincher


A menina bonita desapareceu. Nick Dunne descobre isso quando é chamado por um vizinho numa tarde de 5 de Julho. Em casa há sinais de luta e algumas manchas de sangue, um ferro da lareira ainda quente e uma atitude algo despreocupada de Nick. Assim começa a busca de Amy Dunne, uma jovem mimada, ex-Barbie, vinda de uma família abastada por quem Nick se viu perdido numa relação baseada em estimulação intelectual, sexo intenso e vida abastada.

Vemos através do diário de Amy e com recurso a flashbacks, o início da relação que a princípio parecia correr pelo melhor até ao dia em que tem de ir viver para a cidade de Nick devido à doença da mãe deste. E a partir daqui as coisas começam-se a deteriorar. Tédio, dependência, desconfiança, culpa.
Mas isso pertence ao passado, ao qual Fincher nos transporta em vários outros momentos, com o intuito de percebermos como se chegou aqui, ao presente onde Nick fornece todos os detalhes à polícia, é apoiado pela irmã e embora Nick seja suspeito do seu desaparecimento, Fincher nunca revela mais do que é necessário.

O filme é baseado na obra homónima de Gillian Flynn, também a cargo do argumento e a sua narrativa ultrapassa o tradicional “whodunit”. O filme tem outras coisas interessantes que são exploradas como a instituição casamento, o fascínio dos americanos por crimes sexuais, principalmente se meterem casais, a obsessão dos media em esmiuçar ao máximo, manipulando o público a seu bel-prazer.
Outro dos méritos do filme são as personagens, onde cada uma conta e nenhuma tem um papel que se possa dizer que é desnecessário. O trabalho dos actores que lhes dão vida muito ajuda a que isso seja possível e até Bem Affleck que por muitas vezes fez papéis que não lembram a ninguém, tem aqui um desempenho notável, bem secundado por Rosamund Pike, Carrie Coon (excelente na série The Leftovers), Kim Dickens e os outros.
Palavra final para a excelente banda sonora de Trent Reznor e Atticus Ross, os oscarizados colaboradores habitués dos filmes de Fincher.
A ver e a rever...

NOTA: 8,5/10