segunda-feira, 27 de julho de 2015

Child 44, de Daniel Espinosa


Passado em 1953, por isso no auge da era sovietica, Child 44 segue um antigo herói da II Guerra tornado agente da policia secreta. Leo Demidov (Tom Hardy) investiga a misteriosa morte de um miúdo perto de uma linha de caminho de ferro. O relatório oficial diz que o rapaz morreu acidentalmente, porque num país perfeito com a União Sovietica, não haviam crimes. Ainda assim Leo acredita que o rapaz foi assassinado e vai investigar à revelia dos seus superiores o que vai causar problemas, não só a si como à sua família. 
Apesar de algumas falhas, a realização do sueco Espinosa é corajosa ao retratar aquela época especifica, não se coibindo de mostrar de forma gráfica a violência e brutalidade em algumas cenas.
O elenco é de luxo e porta-se à altura do seu gabarito, apesar da parte do sotaque russo, que vou sempre achar ridículo (quer seja russo ou outro qualquer), ou falam russo ou falam inglês. Os russos, na Russia (ou União Soviética) não falavam inglês com sotaque. Tom Hardy é um dos actores do momento, mostrando a sua qualidade a cada filme que faz e é bem acompanhado pelos suecos Noomi Rapace e Joel Kinneman (da série The Killing) e pelos mais conhecidos Gary Oldman e Vincent Cassel (que substituiu Philip Seymour Hoffman).
O filme é baseado na novela homónima de Tom Rob Smith.

NOTA: 6,7/10


sábado, 25 de julho de 2015

colheita musical de 2015 - #40

Best Friends - Hot. Reckless. Totally Insane.

6.8

A cidade de Sheffield já nos presenteou com boas bandas, com destaque para os Pulp e Arctic Monkeys. Estes Best Friends vêm de lá e apresentam-nos um primeiro trabalho em sons garage-punk



terça-feira, 21 de julho de 2015

Blackhat, de Michael Mann


Ao 13º filme (11 no cinema + 2 na TV) Michael Mann vira-se para o ciberterrorismo, que há umas décadas atrás podia ser considerado ficção cientifica, hoje já é uma ameaça bem real.
Quando um hacker ataca uma central nuclear chinesa o mundo fica em alerta, mas quando o ataque chega aos Estados Unidos é altura de intervir. Para isso reúne-se uma equipa de peritos chineses que pedem  a colaboração de um antigo colega que se encontra detido numa prisão americana. Nick Hathaway (Chris Hemsworth) está a cumprir uma pena de 15 anos por cibercrime e vai-se juntar ao ex-colega e à irmã para tentarem descobrir quem anda a causar estes atentados. A acção desenrola-se em vários locais do mundo: Hong Kong, EUA, Malásia, Indonésia.

O nome de Michael Mann faz elevar a fasquia para níveis que o filme não tem, no entanto estamos perante um bom thriller e o facto de ser o seu nome que vem à frente do realizador contribui muito.
De facto as marcas de Mann notam-se durante os longos 135 minutos do filme, que se arrasta na primeira metade até começarem a surgir as cenas de acção, onde o realizador é mestre, tendo o seu método já sido seguido por outros colegas de profissão, por mais que uma vez. 
A presença de Hemsworth podia assustar à partida mas o actor porta-se à altura dos acontecimentos, mostrando que a sua escolha não foi um risco. Michael Mann é um perfeccionista e até a música tem de ser escolhida com cuidado, ficando a banda sonora entre a Atticus Ross, habitual colaborador de Trent Reznor, quer nas suas bandas (Nine Inch Nails, How to Destroy Angels, por ex.) quer em bandas sonoras, com as quais já receberam vários prémios (oscar em The Social Network, de David Fincher).

Não sendo dos melhores filmes de Michael Mann, longe disso, Blackhat é um thriller acima da média.

NOTA: 8/10

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Vikings - 3ª temporada


SPOILER ALERT

Depois de criarem e deixarem uma colónia em terras britânicas com a ajuda do rei de Wessex, os Vikings regressam à sua terra onde alguns acontecimentos estranhos aconteceram na sua ausência. O passo seguinte é atacar Paris, cidade considerada estratégica e, com a ajuda de Athelstan, Ragnar começa a preparar o ataque. Só que Floki continua a não perceber bem a falta de fé de Ragnar para com os Deuses dos Vinkings e o facto de estar cada vez mais interessado no religião cristã. 
O ataque a Paris não corre como esperado, e Ragnar parece estar com os dias contados. Só que entre o parecer e o ser vai uma grande distância, como se vê no ultimo episódio desta temporada, portanto aguardemos o que nos espera a 4ª temporada desta brilhante série.

colheita musical de 2015 - #39

Tame Impala - Currents

9/10

3º álbum de estúdio destes australianos, que pela qualidade dos temas que foram sendo conhecidos a conta-gotas, dava a entender que viria aí algo grandioso. E logo à 1ª audição isso fica comprovado. Currents é um disco recheado de grandes canções, não só as que já eram conhecidas com a maioria dos temas que o compõem. Os próprios músicos dizem que se inspiraram a ouvir Bee Gees sob o efeito de cogumelos alucinogénos. Se for para fazer mais coisas destas podem continuar. 

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Bloodline - 1ª temporada

"We're not bad people, but we did a bad thing"


Bloodline é mais uma série do caraças.
Passada nas Florida Keys, conta com um elenco de luxo onde se destacam os veteranos Sam Shepard e Sissi Spacek mas quem mais brilha é o australiano Ben Mendelsohn (Animal Kingdom; The Dark Knight Rises; Killing Them Softely; The Place Beyond the Pines).
Uma família aparentemente normal, respeitada naquela zona da Florida, com um negócio que prospera e aparentemente com a ficha limpa, vê os seus segredos virem à  superfície com a chegada do filho mais velho (Ben Mendelsohn).
Numa série onde ninguém é inocente e toda a gente engana o próximo.

O resto é ver que vale muito a pena. A 2ª temporada já está confirmada. Com o carimbo da Sony e Netflix.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

colheita musical de 2015 - #36

Mini Mansions - The Great Pretenders

8/10

Segundo longa duração desta banda de Los Angeles, que é liderada pelo baixista dos Queeens of the Stone Age, Michael Shuman. Josh Homme colaborou nas misturas e Brian Wilson (Beach Boys) e Alex Turner (Arctic Monkeys) emprestam a voz em duas músicas (Any Emotions no caso de Wilson e Vertigo no caso de Turner).




quinta-feira, 18 de junho de 2015

Ex-Machina, de Alex Garland


Caleb (Domhnall Gleeson - filho de Brendan Gleeson) é um programador informático na BlueBook, empresa criadora de um dos maiores motores de pesquisa do mundo (uma espécie de Google). É-lhe dada oportunidade de passar uma semana com Nathan (Oscar Isaac), o génio que criou a BlueBook. Nathan vive numa casa tecnologicamente avançada, com acesso restrito a cada divisão da mesma, onde se escondem as suas extraordinárias invenções. A sua casa também está isolada da civilização, no meio de uma floresta, acessível apenas de helicóptero.
Nathan escolheu Caleb com o objectivo de testar o seu novo projecto, uma inteligência artificial chamada Ava. Caleb tem de determinar quão humana Ava é.



Ex-Machina faz uma série de questões, algumas já foram levantadas noutros filmes (estou-me a lembrar por exemplo de A.I., pensado por Kubrick e realizado por Spielberg): Podem as emoções ser programadas? O que aconteceria se nos apaixonássemos por um robot? Quais as consequências se a humanidade da criação exceder as expectativas do seu criador? Quem o manipulador e quem é o manipulado?

Alex Garland, autor de A Praia, que chegou ao cinema pela mão de Danny Boyle, com o qual colaborou (autor do argumento) por mais duas vezes (28 Days Later e Sunshine) realiza pela primeira vez. O elenco está em bom nível, com destaque para Oscar Isaac que se tem vindo a mostrar nos ultimos tempo como um actor versátil (Inside Llewin Davis, dos irmãos Coen ou A Most Violent Year, são bons exemplos disso).

NOTA: 8/10




terça-feira, 16 de junho de 2015

colheita musical de 2015 - #35

Gengahr - A Dream Outside

7/10
Disco de estreia deste quarteto vindo do norte de Londres. A ter em atenção nos próximos tempos.


quarta-feira, 3 de junho de 2015

colheita musical de 2015 - #33

Eels - Live at Royal Albert Hall

8/10
Mais um grande disco ao vivo da banda de Mark Oliver Everett aka E. Na onda do Live at Town Hall

quarta-feira, 27 de maio de 2015

colheita musical de 2015 - #32

Brandon Flowers - The Desired Effect

8,5/10
Segundo disco a solo de Brandon Flowers, depois de Flamingo (2010), ao qual não tinha achado grande piada. Mas deste gosto bastante e até supera os últimos trabalhos dos The Killers, por larga margem. A produção está a cargo do próprio Brandon Flowers e de Ariel Rechtshaid (produtor de trabalhos de Vampire Weekend, Maddona, Tobias Jesso Jr,, entre outros)



colheita musical de 2015 - #31

Best Coast - California Nights

6,5/10
3º disco de originais deste duo californiano. Musica simpática, para noites de calor mas que não passa disso mesmo.




quarta-feira, 20 de maio de 2015

Interstellar, de Christopher Nolan

Num futuro próximo, numa altura em que o nosso planeta é devastado por várias catástrofes, cientistas e estudiosos procuram mundos habitáveis para evitar a extinção da Humanidade. É assim que um grupo de astronautas parte numa missão, que pode ser sem retorno a um universo paralelo ao nosso, à procura de um local onde a vida do Homem possa progredir.
Cooper (Matthew McCounaghey) é um desses astronautas/exploradores que toma a difícil decisão de deixar os filhos entregues ao avô (John Lithgow) mas com esperança de poderem ter um futuro.
Visualmente espectacular, como já havia sido Inception, Nolan volta a filmar com mestria um argumento novamente escrito em conjunto com o irmão Jonathan. E novamente o espectador é puxado para dentro do jogo, o que normalmente acontece nos seus filmes.

Pessoalmente gosto de entrar nestes puzzles e labirintos, para os quais Nolan nos puxa e levar quase sempre com um twist do qual não estávamos à espera.
Do elenco fazem ainda parte Anne Hathaway, Jessica Chastain, Michael Caine, Matt Damon, Wes Bentley, Casey Affleck, David Gyasi, Mackenzie Foy e Topher Grace. 

Um dos grandes filmes do ano.

NOTA: 9/10

colheita musical de 2015 - #30

Blur - The Magic Whip

8.7

12 anos depois de Think Tank (2003), os Blur regressam com novo álbum. Pelo meio outros projectos, algumas guerrinhas internas e umas musicas (bem porreiras) em conjunto para o Record Store Day, em 2010 e 2012. E também alguns concertos. Agora surgem com a banda completa (Graham Coxon só entrava numa música de Think Tank) e apresentam um dos melhores discos já saídos em 2015. É Blur no seu melhor, com produção do insuspeito Stephen Street.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Secrets and Lies - 1ª temporada

Numa manhã, enquanto fazia jogging, Ben Crawford encontra o corpo de um miúdo seu vizinho e é considerado o principal suspeito. Ao longo dos 10 episódios vemos Ben tentar provar a sua inocência, descobrir o assassino e salvar o seu casamento. 


Mais uma boa série que me passou à frente, baseada na série com o mesmo nome vinda da Austrália. Ben (Ryan Phillipe) é considerado o principal suspeito deste crime pela detective de serviço, Andrea Cornell (Juliette Lewis) e tenta, com as pistas que lhe vão surgindo, descobrir quem foi o assassino daquela criança. Assassino esse que até pode ser ele próprio uma vez que na noite dos acontecimentos Ben tinha ido para um bar com o melhor amigo e não se lembra de nada a partir de uma certa altura.

Em cada episódio vamos descobrindo os segredos destas personagens culminando com a revelação bombástica (ou não) no final.  
Ryan Phillipe tem um dos papeis mais consistentes da carreira e Juliette Lewis, arredada dos grandes momentos há algum tempo, surge com uma personagem enigmática mas muito bem construída.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Black Sails: 2ª temporada


Depois de ter começado em grande estilo e ter andado a engonhar no final da 1ª, Black Sails voltou com uma excelente 2ª temporada.
Novas relações, velhas amizades, mortos que afinal estão vivos, a luta pelo poder em Nassau, a busca por um enorme carregamento de ouro pertencente aos espanhóis, a história do capitão Flint, a tentativa de fazer de Nassau um local próspero, tudo isto ao longo de 10 episódios que culminam em grande estilo, deixando água na boca para a 3ª temporada.

Melhor Episódio: 2.8 - XVI