sexta-feira, 13 de março de 2015

The Game - Mini-série


No inicio dos anos 70, o lider do MI5, Daddy (Brian Cox) forma uma equipa que inclui o espião Joe Lambe (Tom Hughes) e outros cinco operacionais com o objectivo de localizar agentes soviéticos em solo britânico. Neste jogo do gato e do rato qualquer um pode ser um espião soviético, incluindo os próprios membros da equipa.

Uma excelente série de espionagem com a chancela BBC, dividida em 6 partes, que se vê com emoção do primeiro ao ultimo episódio. O elenco brilha com intensidade, principalmente os protagonistas, Brian Cox e Tom Hughes, que nos apresenta um anti-Bond, sem gadgets, nem grandes malabarismos, mais à imagem dos espiões da altura da Guerra-Fria.

Melhor Episódio: 1.5

colheita musical de 2015 - #7

Pearls - Pretend You're Mine

7.5/10
Mais um exemplo do que de bom tem surgido nestes primeiros meses de 2015.

quinta-feira, 12 de março de 2015

colheita musical de 2015 - #6

Sleater-Kinney - No Cities to Lo Love

7,9
Grande regresso destas meninas de Olympia, Washington que fazem o 1º disco em 10 anos, o 8º da banda, e provam que os regressos após muito tempo de inactividade nem sempre são maus.
 No Cities to Love é potente do principio ao fim.

Podem ouvir aqui a faixa nº 3, Surface Envy.

terça-feira, 10 de março de 2015

colheita musical de 2015 - #5

A Place to Bury Strangers - Transfixiation

7.2
4º disco desta banda nova-iorquina de noise-rock que segundo o seu líder, Oliver Ackermann, é um disco mais calminho que os anteriores.


segunda-feira, 9 de março de 2015

colheita musical de 2015 - #4

Noel Gallagher's High Flying Birds - Chasing Yesterday

7.8/10
Haja um Gallagher a fazer boa música nos dias que correm. Os manos desavindos continuam a fazer música, agora com carreiras separadas e enquanto Liam não consegue encarreirar, Noel vai fazendo pela vida e apresenta-nos aqui um disco cheio de temas agradáveis.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Hell on Wheels - 4ª temporada


*Spoiler Alert*

Hell on Wheels deve ser daquelas séries que poucos vêem por cá. Eu acompanhei desde o inicio e aquele ambiente agradou-me logo. Teve altos e baixos, como muitas outras, mas manteve os seus fieis seguidores e parte para a 5ª (e ultima) temporada no seu pico de forma.

De facto esta 4ª temporada foi a melhor até ao momento, ou pelo menos foi aquela que teve os melhores episódios. A entrada em cena do governador sem escrúpulos (interpretado por Jake Weber) veio trazer alguma ordem a Cheyenne só que aquilo não é território onde reine a ordem e logo começam a aparecer aqueles que querem voltar à desordem controlada.
Cullen Bohannon só regressa a Cheyenne no 3º episódio, depois da sua estadia forçada junto dos mormons e do seu reencontro com Thor "The Swede" Gundersen. E é no regresso ao activo de Cullen, como responsável pela construção da linha ferroviária e do conflito com os homens do governador Campbell que esta 4ª temporada gira à volta.
O factor negativo foi a desistência de Common, que já havia pedido para sair no fim da 3ª temporada, altura em que vemos Elam a partir à procura de Bohannon que tinha sido raptado por uns mascarados. Durante essa busca é atacado por um urso e é aí que o deixamos... até ao episódio 6 desta temporada onde ficamos a saber o que lhe aconteceu. O episódio 7 marca o seu regresso a Cheyenne, desfigurado e fora de si, após ter sido salvo pelos índios e acaba morto às mãos do seu amigo Cullen Bohannon. Uma despedida inglória de uma das principais personagens que ainda teria muito a dar à série.
A 5ª temporada promete. Bohannon mudou-se para a Central Pacific, rival da Union Pacific de Thomas Durant e procura a mulher e filhos, entretanto desaparecidos. Em Cheyenne, o governador conseguiu correr com os seus inimigos, Bohannon partiu, Mickey McGinnes, mesmo com a ajuda do seu primo não pode lutar contra o poderio de Campbell, e acaba expulso levando consigo os seus homens e Eva, que se torna sua sócia. Resta Durant para fazer frente a Campbell, mas sem o apoio dos outros não consigo ver grande sucesso.

Aguardemos até Junho...

Melhor Episódio: 4.9 - Two Trains

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

colheita musical de 2015 - #3

The Charlatans - Modern Nature

7.5/10

Banda que surgiu no auge da cena Madchester e soube impor o seu espaço desde o inicio. Continuam activos, apesar de algumas perdas da formação inicial (falecimento do teclista em 96 e do baterista em 2013) e a fazer boa música.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Oscars 2015

Embora Birdman seja um bom filme não posso deixar de afirmar:

Perdoa-os Boyhood eles não sabem o que fazem

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Blur com novo disco

Grande noticia musical do dia: novo disco dos Blur. E já para Abril. Chama-se The Magic Whip e este é o primeiro avanço. (Há malta que não consegue fazer coisas más)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

The Judge, David Dobkin


Hank Palmer é um advogado brilhante mas pouco escrupuloso, que faz carreira a defender criminosos. Sem qualquer sentimento de culpa, ele considera que a lei pode ser contornada de forma a incriminar – ou defender – seja quem for. Quando é informado da morte da mãe, segue viagem até à pequena cidade onde cresceu e onde jurou nunca mais regressar. 
Ali reencontra o pai, um juiz da velha guarda que sempre se guiou por uma moral incorruptível e que nunca aceitou a forma leviana com que o filho encarava a culpa ou a inocência. Quando se prepara para regressar a Chicago é informado que o pai bateu com o carro e que há uma vitima mortal. Apesar da relação complicada entre ambos, Hank decide defendê-lo em tribunal. A princípio a relação entre ambos não vai ser fácil mas esta convivência forçada obriga-os a deixar para trás os ressentimentos e a construir algo novo.

David Dobkin vem das comédias para realizar o seu primeiro drama, filme que vale sobretudo pelas boas interpretações de Robert Duval, Robert Downey Jr., Vincent D'Onofrio e Vera Farmiga.

NOTA: 7/10

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

sábado, 7 de fevereiro de 2015

máquina do tempo - 1998


A nível musical 1998 foi o ano das boas colectâneas. Bauhaus (que regressaram nesse ano e deram um grande concerto no Pavilhão Atlântico), Pixies, Depeche Mode (com uma colectânea e um disco de tributo) são exemplos do que digo. Ao nível de discos originais nasceram coisas muito boas, estou-me a lembrar do Mezzanine dos Massive Attack, do Electro-Shock Blues dos Eels ou do Mutations do Beck. No cinema os filmes de guerra nunca mais foram os mesmos depois de Saving Private Ryan, com Spielberg mais uma vez a inovar. Foi também o ano de Big Lebowski, The Thin Red Line e de Roberto Benigni a ser Charlie e a brincar com o Holocausto em A Vida é Bela. Apesar da existência daqueles grandes filmes, a Academia de Hollywood resolveu premiar uma coisa chamada Shakespeare in Love. Vá-se lá perceber esta gente!!!

Massive Attack - Mezzanine
PJ Harvey - Is this Desire?
Beck - Mutations
Eels - Electro-Shock Blues
Placebo - Withou You I'm Nothing

*Pixies - Pixies at the BBC
*Bauhaus - Crackle

outros que me passaram pelos ouvidos e/ou que constam na minha colecção (assinalados a bold):

(sem qualquer sequência)
Pearl Jam - Yield
Kristin Hersh - Strange Angels
Pulp - This is Hardcore
Gomez - Bring it On
Fugazi - End Hits
Spoon - A series of Sneaks
Sonic Youth - A Thousand Leaves
Garbage - Version 2.0
Smashing Pumpkins - Adore
Jesus and the Mary Chain - Munki
Billy Bragg & Wilco - Mermaid Avenue
At the Drive-in - In/Casino/Out
Death Cab for Cutie - Something About Airplanes
Moloko - I'm not a Doctor
Manic Street Preachers - This is My Truth, Tell Me Yours
The Divine Comedy - Fin de Siècle
Belle & Sebastian - The Boy with the Arab Strap
Blonde Redhead - In an Expression of the Inexpressible
Marilyn Manson - Mechanical Animals
Queens of the Stone Age - Queens of the Stone Age
Ash - Nu-Clear Sounds
Cake - Prolonging the Magic
R.E.M. - Up
Fun Lovin' Criminals - 100% Colombian
Pearl Jam - Live on Two Legs
*Tribute to Depeche Mode - For the Masses
*Depeche Mode - The Singles

*colectâneas





segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

A Most Violent Year, de J.C. Chandor


O ano de 1981 foi dos mais violentos da história de Nova York. Fora toda a miséria e incertezas do plano económico para a recuperação do país governado por Ronald Reagan, o corte no orçamento da segurança deixaram os moradores da Big Apple nas mãos dos criminosos. Os índices de assaltos, violações e assassinatos daquele ano colocaram os Estados Unidos em estado de alerta. É neste contexto que o imigrante Abel Morales (Oscar Isaac) tenta fazer crescer seu negócio de combustível de aquecimento doméstico com sua esposa, Anna (Jessica Chastain), responsável por gerir as contas da empresa. Apesar da boa condição financeira do casal, os problemas começam quando um grupo desconhecido começa a roubar os camiões da sua empresa que faziam a distribuição do combustível. Ao mesmo tempo que Abel procura descobrir quem está por trás deste esquema, o promotor público Lawrence (David Oyelowo) acusa Abel de desviar milhares de dólares e fugir aos impostos. 

Neste seu 3º filme (Margin Call e All is Lost) JC Chandor apresenta-nos um homem que quer manter-se recto e seguir a sua linha de honestidade num mundo cada vez mais pantanoso onde a traição pode vir de quem menos se espera.

NOTA: 8/10

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Unbroken, de Angelina Jolie


Louis Zamperini era um promissor atleta americano que chegou a participar nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, estando nos seus planos ser medalhado nos JO de 1940. Só que por essa altura o mundo já estava ocupado com uma guerra e Zamperini foi chamado para a tribulação de um bombardeiro que combatia no Pacífico. Durante uma missão de salvamento o bombardeiro cai no meio do oceano e sobrevivem Zamperini e outros 2 camaradas. Andam à deriva num bote salva-vidas durante 47 dias (um deles acaba por falecer ao fim de 30 dias) e são resgatados por um navio japonês. Zamperini é feito prisioneiro de guerra, em alguns campos japoneses e tem como carrasco um dos mais sádicos guardas de campo japoneses, Mustsuhiro Watanabe. 
O filme tenta mostrar a resistência deste homem que é por diversas vezes posto à prova mas nota-se que falta intensidade dramática e um argumento que podia se melhor explorado. Apesar das mais de 2 horas sente-se que se podia ter ido mais além. Estranhamente o nome dos irmãos Coen surge associado ao argumento mas quero acreditar que eles fizeram uns rabiscos que depois passaram para outras mãos. Palavra para o actor Jack O'Connel, que desempenha com competência o papel de Zamperini 

NOTA: 6.5/10

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A Most Wanted Man, de Anton Corbijn

Filme de espionagem passado em Hamburgo, cidade onde andaram alguns dos terroristas do 11 de Setembro e que na actualidade não quer repetir erros passados. 
Philip Seymour Hoffman tem aqui um dos seus últimos papeis como um agente dos serviços secretos alemães que tem por missão provar que um recém chegado à cidade não é um terrorista mas sim um cidadão à procura de asilo politico.

NOTA: 7.5/10

colheita musical de 2015 - #1

Belle & Sebastian - Girls in Peacetime Want to Dance

7.8/10
Os escoceses enveredam por ritmos mais dançantes e não se dão mal.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

máquina do tempo - 1997


97 foi o ano de OK Computer. Foi o ano de Urban Hymns. Foi o ano do ultimo disco bom dos Oasis. Foi o ano do ultimo disco dos INXS com Michael Hutchence que se suicidaria no final desse ano. O mundo da musica também perderia Jeff Buckley nesse ano. Depois de Pop os U2 iriam estar até 2014 para gravarem um disco que se ouvisse. 
No cinema foi o ano de L.A. Confidential e Boogie Nights e da banda sonora de Romeo + Juliet. Foi também o ano de duas grandes colectâneas: Death to the Pixies e Kettle Whistle (Jane's Addiction) 

Radiohead - OK Computer
Blur - Blur
Depeche Mode - Ultra
The Verve - Urban Hymns
Primal Scream - Vanishing Point

outros que me passaram pelos ouvidos ou que constam na minha colecção (assinalados):

Spoon - Soft Effects
David Bowie - Earthling *
The Divine Comedy - A Short Album About Love*
Echo & the Bunnymen - Evergreen*
L7 - The Beauty Process
James - Whiplash*
U2 - Pop*
Nick Cave and the Badseeds - Boatman's Call*
Morphine - Like Swimming*
INXS - Elegantly Wasted*
Chemical Brothers - Dig Your Own Hole*
Faith no More - Album of the Year
The Prodigy - The Fat of the Land*
Jesus Jones - Already*
Luna - Pup Tent*
Tanya Donelly - Love Songs for Underdogs
Morrissey - Maladjusted*
Oasis - Be Here Now*
Bjork - Homogenic*
Portishead - Portishead*
Patti Smith - Peace and Noise
Everclear - So Much for the Afterglow*
Mogwai - Young Team*
Pixies - Death to the Pixies*
Jane's Addiction - Kettle Whistle*


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Oscars. Os nomeados. Algumas considerações

Já se sabe como é isto dos prémios, nem sempre se está de acordo e às vezes os melhores até ficam de fora. Mas isso é apenas a opinião de cada um e aqui a que dita é a minha.

A grande surpresa é o afastamento de Nightcrawler das principais categorias, só tem 1 para Argumento Original. Penso que pelo menos Jake Gyllenhall merecia estar entre os eleitos para melhor actor.
Gone Girl e David Fincher também estão afastados de Melhor Filme e Realizador.
Na categoria de Melhor Filme temos American Sniper, que não deixa de ser um bom filme mas está longe da qualidade do filme de Fincher. A serem os 10 dos ultimos anos, cabiam lá Foxcatcher e Gone Girl.
Posto isto, e como não tenho mais nada a dizer fiquem com os meus eleitos às principais categorias:

Melhor Filme: Birdman
Melhor Realizador: Richard Linklater
Melhor Actor: Michael Keaton ou Steve Carell
Melhor Actriz: Julianne Moore
Argumento Original: Birdman
Argumento Adaptado: The Imitation Game


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Coherence, de James Ward Byrkit

Um filme de ficção cientifica nem sempre precisa de efeitos especiais para ser bom, até há casos em que.
Coherence é um bom exemplo. Numa noite em que um cometa passa bem perto da terra, um grupo de amigos marca um jantar para todos juntos observarem o fenómeno. Só que uma série de ocorrências extraordinárias, presumivelmente derivadas à passagem do dito cometa vão afectar a noite a todos os participantes naquele jantar.
Contenção de custos e recursos (o filme foi filmado em casa do realizador e os actores usaram as próprias roupas) provam que com poucos meios se pode fazer um bom filme.
Lembrei-me várias vezes de The Big Chill e The Man From Earth

NOTA: 7.5/10

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

os melhores de 2014 - cinema

1. The Wolf of Wall Street

2. Boyhood

3. Gone Girl

4. Nightcrawler

5. Keze Tachinu

6. Grand Budapest Hotel

 7. The Immigrant

8. Nebraska

 9. Cold in July

 10. Before I Disappear