segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Mud, de Jeff Nichols


Ellis (Tye Sheridan), um rapaz de 14 anos vive com o seu pai nas margens do Mississipi, próximo da cidade de Dewitt, no Arkansas. Ellis é um sonhador, um idealista que acredita no amor e confia que o tradicional modo de vida pode durar para sempre. Juntamente com o amigo Neckbone (Jacob Lofland), cruzam-se com Mud (Mathew McConaughey), um fugitivo escondido numa das ilhas do rio a quem decidem ajudar, apesar das acusações de homicídio. Isto porque Mud justifica os seus atos com a defesa do seu grande amor, Juniper (Reese Witherspoon), que o aguarda na cidade para fugirem.

Mud é o 3º filme de Jeff Nichols e mostra-nos um ambiente à aventuras de Tom Sawyer e faz lembrar filmes como The Night of the Hunter, ou Stand by Me.
Em competição pela Palma de Ouro na edição de 2013 do Festival de Cannes, este é um "thriller" com argumento e realização de Jeff Nichols, depois do sucesso das suas duas primeiras obras: "Histórias de Caçadeiras" (2007) e "Procurem Abrigo" (2011).
McCounaughey começa a, finalmente escolher os filmes em que participa, e parece ter-se deixado daquelas comédias idiotas em que costumava entrar. A dupla adolescente também sobressai, num filme que conta ainda com Sam Shepard, Ray McKinnon e Michael Shannon, actor presente em todos os filmes de Nichols.

NOTA: 8/10



domingo, 27 de outubro de 2013

Lou Reed


Podia ter sido um dia perfeito mas recebi uma triste noticia. Um dos homens que me tinha ensinado a gostar de musica tinha partido para outro lado. O mundo da musica fica mais pobre, mas ficam anos e anos de sons do mais alto nível, desde Heroin, Sweet Jane, passando por Perfect Day, Vicious, até às mais recentes colaborações com outros consagrados do mundo da musica. 

Lou foi só dar uma volta ao outro lado...

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Pacific Rim, de Guillermo del Toro


Durante anos, a Terra tem lutado contra os Kaiju , monstros gigantes alienigenas que vêm das profundezas do oceano, através de um portal situado nas profundezas do Pacífico. Milhões já morreram , e algumas das maiores cidades do mundo já não existem.

Para se defender, o exército de vários países começa a fabricar jaegers, enormes robôs pilotados por duplas de humanos ligados neurologicamente e capazes de enfrentar os kaijus de igual para igual. É nesse contexto que conhecemos o capitão Raleigh Becket (Charlie Hunnam, o Jax de Sons of Anarchy), que, após perder o irmão em batalha, desiste de pilotar jaegers. Até que o comandante Stacker Pentecost (Idris Elba) lhe dá a volta e o convence a voltar com o intuito de acabar de vez que esta invasão.

Cheio de CGI, lutas espectaculares entre monstros e robôs, este podia ser um filme de Michael Bay ou Roland Emmerich. Mas felizmente não é, e o filme está cheio de momentos Del Toro, como é exemplo a hilariante personagem de Ron Perlman.
Bem feito e sem as lamechices dos filmes-catástrofe dos realizadores citados em cima, Del Toro vai logo direito ao que importa, apresentando os monstros e os robôs que os combatem logo nas primeiras cenas. De resto, bom entretenimento. Não mais que isso.

Foram 5 anos sem filmes de Guillermo del Toro, que pelo meio teve alguns projectos falhados (Hobbit, por exemplo). Que a espera pelo próximo não seja tão longa, de preferência um regresso às produções  em língua espanhola (El Espinazo del Diablo e El Laberinto del Fauno).

NOTA: 7/10


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

colheita musical de 2013 - #47

Woodkid - The Golden Age

8/10

Yoann Lamoine é um designer gráfico e realizador de vídeos musicais francês que decidiu não ficar a ver os outros e decidiu ele próprio partir para uma carreira musical sob o nome Woodkid. Depois de 2 EP, em 2011 e 2012, chega agora o primeiro longa duração, supostamente uma autobiografia deste cantautor, que enquanto realizador fez videos para Katy Perry ou Lana del Rey.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

só por isto merece respeito


Há um actor, só 1 que foi morto por um Terminator, por um Predador e por um Alien. Bill Paxton (ao centro na foto, armado em punk para o T-800) entrou nos 2 filmes de James Cameron e no Predador 2 de Stephen Hopkins e, qual Sean Bean não chegou ao fim dos mesmos.

domingo, 13 de outubro de 2013

Low Winter Sun


Mais uma boa série do canal AMC (o mesmo de Breaking Bad), baseada numa mini-série britânica com o mesmo nome.
Nos principais papeis temos Mark Strong (que repete o papel da série original) e Lennie James, no papel de dois detectives da policia de Detroit, que assassinam um colega fazendo depois com que parecesse um suicídio. Só que os Internal Affairs já estavam a investigar aquele que eles assassinam e as coisas começam a complicar-se.

Foram 10 episódios muito intensos e cheios de emoções fortes, e magnificas interpretações dos principais protagonistas, com destaque para a primeira parte do duplo episódio final que tem um incrível solo de Mark Strong ao longo de 45 minutos.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

personagens de séries - eles

1. Walter White aka Heisenberg
 2. Dexter Morgan
 3. Tony Soprano
 4. Vic Mackey
 5. Jesse Pinkman
 6. Omar Little
 7. Al Swearengen
 8. John Luther
 9. Jack Bauer
 10. Nelson Van Alden
 11. Dale Cooper
 12. Stephen Holder
13. Theodore Bagwell aka T-Bag

colheita musical de 2013 - #46

John Grant - Pale Green Ghosts

8/10
Segundo disco a solo do czar John Grant. Para ouvir muitas vezes.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Personagens de Séries - Senhoras

1. Gemma Teller Morrow
2. Debra Morgan
  3. Sarah Linden
4. Kara Thrace aka Starbuck
 5. Alice Morgan
 6. Olivia Dunham
 7. Claire Fisher
 8. Carrie Mathison
 9. Daenerys Targaryen
 10. Lagertha Lothbrok
 11. Dana Scully

colheita musical de 2013 - #45

The Dodos - Carrier

8/10
5º album destes californianos de San Francisco.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Top 10 - Séries

1. Breaking Bad
 2. Six Feet Under
 3. The Shield
 4. The Sopranos
 5. The Wire
 6. Lost
 7. Sons of Anarchy
 8. Game of Thrones
 9. Fringe
 10. Battlestar Galactica



Outras:
24; Appropriate Adult; Band of Brothers; Black Adder; The Black Donnellys; Boardwalk Empire; Carnivàle; Deadwood; Dexter; Falling Skies; Firefly; Hell on Wheels; Heroes; Hill Street Blues; Homeland; Inside Men; Jericho; Justified; The Killing; Last Resort; Luther; Millenium; Monty Python Flying Cyrcus; The Pacific; Person of Interest; Prison Break; The Riches; Rome; Rubicon; Shameless (US); Space: 1999; Surface; Taken; Traveler; True Blood; Twin Peaks; Utopia; Vikings; The Walking Dead; Weeds; The X-Files

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Breaking Bad (2008-2013)

“Just get me home. I’ll do the rest.” – Walter White



Terminou aquela que é, provavelmente a mais genial série de todos os tempos.
Foram 5 temporadas, umas mais curtas que outras mas tudo pensado ao pormenor.
No penúltimo episódio tínhamos visto Walt revelar que tinha assuntos para resolver. E é disso que trata o ultimo episódio. E é isso que Walt diz quanto tenta meter o carro a trabalhar, logo no início do episódio (a frase acima). Há vários episódios que sabíamos que no dia do seu 52º aniversário, Walt tinha na mala de um carro uma M60 e um frasco de ricina. E finalmente ficamos a perceber que uso Walt lhes vai dar.

Mas como começou tudo isto? Aos 50 anos, um pacato professor de Quimica, que se mata a trabalhar para sustentar a família (esposa grávida e um filho com problemas físicos) recebe a notícia de que tem um cancro e apenas alguns meses de vida. Só que em vez de se entregar à doença, Walter White decide usar as suas capacidades e com a ajuda de um seu ex-aluno começa a fabricar metanfetamina, com o objectivo de deixar dinheiro suficiente à família quando morrer.
O problema é que Walt começa a gostar do que faz e a enredar-se cada vez mais naquele mundo, ao ponto de já não haver volta a dar. E são as pontas que deixou soltas que Walt vai tentar atar neste ultimo episódio e a escrita genial de Vince Gilligan dá o final que esta brilhante série merecia.

* O título do episódio final é “Felina”, que é um anagrama de “finale”
Fe-Li-Na = Ferro-Litio-Sódio = Sangue-Meth-Lágrimas.
Felina é ainda uma referência a à musica “El Paso”, de Marty Robbins, cuja cassete Walt encontra no carro que rouba. A musica ouve-se quando o carro começa a trabalhar e mais tarde é cantarolada por Walt, enquanto ele monta a M60.



Guess I got what I deserve 
Kept you waiting there, too long my love 
All that time, without a word 
Didn't know you'd think, that I'd forget, or I'd regret 

The special love I have for you My baby blue

PERFEITO!!!

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Dexter (2006-2013)


Uma das personagens mais míticas da história da televisão (pelo menos para mim) merecia uma final melhor. Muito melhor. 
Foram 8 temporadas, muitos altos e baixos mas sinceramente não esperava uma temporada final a roçar o ridículo. Ainda por cima a temporada tinha começado bem e prometia fazer jus ao culto à volta da série e dar um final à altura às diversas personagens. Não foi isso que os “argumentistas” decidiram. 
Na memória ficam as melhores temporadas, os grandes momentos que fizeram de Dexter uma das melhores séries dos tempos recentes. Mas para que a série continue nesse patamar e deixe saudades é preciso esquecer esta ultima temporada.
E rapidamente….

Diria que Dexter não acabou, Dexter desistiu.

Star Trek: Into Darkness, de JJ Abrams

Quando a tripulação da Enterprise regressa a casa após ter realizado uma longa viagem, é surpreendida por uma força que destruiu a frota e tudo o que ela significa, colocando o mundo em perigo de total aniquilação. Com o Capitão Kirk a liderar o grupo de resistentes, terão de encontrar o responsável pelo sucedido e restaurar a no universo. Porém, terão de lidar com um adversário mais temível do que o que esperavam e sacrificios terão de ser feitos para salvar a população da USS Enterprise.
A realização é de J. J. Abrams e argumento conjunto de Roberto Orci, Alex Kurtzman e Damon Lindeloff, tudo malta ligada a duas das melhores séries dos ultimos tempo, Lost e Fringe
No elenco encontramos os residentes Chris Pine, Zoe Saldana,  Karl Urban, Simon Pegg e Zachary Quinto, com Benedict Cumberbatch a estrear-se em grande como o vilão de serviço.

O melhor elogio que poderei fazer aos Star Trek de JJ Abrams, é que não deve desapontar os trekkies (fãs da série) e ganha adeptos naqueles que eram menos familiarizados com o fenómeno.
Acção, efeitos especiais, a história, os twists (algo que JJ tanto gosta), são ingredientes que não falham neste reboot da série.

NOTA: 8/10

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

colheita musical de 2013 - #44

Neko Case - The Worse Things Get, the Harder I Fight, the Harder I Fight, the More I Love You

8/10
A senhora dos New Pornographers lança aqui o seu 6º disco a solo.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Ozymandias

Não é normal eu falar de um episódio de uma série mas desta vez tem que ser. E o que vão ler a seguir contém SPOILERS!

“My name is ASAC Schrader, and you can go fuck yourself.”
Ontem vi aquele que é, possivelmente o melhor episódio de sempre de uma série. 
Já sabia que após 6 anos e 5 temporadas, Breaking Bad tinha subido ao patamar de uma das melhores séries de todos os tempos. 
Esta 5ª temporada começou com um nível alto. Teve uma interrupção de quase um ano deixando-nos com água na boca (e as calças na mão) para os 8 episódios finais. Mas nada nos tinha preparado para este episódio 14. 
Foi como se fossemos fazer uma montanha russa a bordo de um TGV. Depois do final do episódio anterior somos atirados para o passado, no momento e no local onde Walter e Jesse faziam o primeiro fabrico de metanfetaminas. O mesmo local onde tinha terminado o tiroteio do episódio 13. Segue-se o genérico da série e a partir daí o coração começa a querer sair-nos do peito durante os 45 minutos restantes do episódio e só conseguimos soltar uma lufada de ar pelo minuto 20 e tal, altura em que  os autores aproveitam para meter o nome dos actores e resto do pessoal responsável por Ozymandias.
Há muito que não me sentia assim, quer num filme, quer numa série e quando faltam apenas 2 episódios não sei, obviamente como a série vai acabar, acredito que vá acabar em grande mas é muito difícil bater a qualidade de Ozymandias.

“I watched Jane die. I was there. And I watched her die. I watched her overdose and choke to death. I could have saved her. But I didn’t.” (Walt para Jesse)

I told you Skyler, I warned you for a solid year: You cross me, and there will be consequences.” (Walt para Skyler)

“I’ve still got things left to do.” (Walt para Skyler)

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

let's talk about tv shows


Uma série que andava para ver há algum tempo é The Black Donnellys
Conta a história de 4 irmãos, de origem irlandesa que vivem no bairro nova-iorquino de Hell's Kitchen.
Tommy (Jonathan Tucker) é o mais inteligente dos manos. É o único que não entrava nos esquemas dos irmãos mas acaba por ser quem os vai safar dos inúmeros problemas com que se deparam. Apesar de não ser o mais velho, é visto por todos como o líder.
Jimmy (Tom Guiry) é o mais velho e o que mais se mete em sarilhos. É viciado em crack e está sempre a meter a família em risco com os seus esquemas. 
Kevin (Billy Lush) é um apostador falhado que tem instinto para a coisa, mas nunca aposta no seu instinto. É por causa de uma divida dele que se inicia toda a confusão que vamos acompanhar ao longo da série.
Sean (Michael Stahl-David) é o mais novo e o que tem mais sucesso com as mulheres, vai pagar pelas confusões em que os irmãos se meteram.

Os irmãos vão ter de lidar com a máfia irlandesa e italiana, e mais uma série de personagens que incluem Jenny (Olivia Wilde), o amor da vida de Tommy e Joey "Ice Cream", amigo de infância dos Donnellys e também o narrador da série.

The Black Donnelys foi criada por Paul Haggis, argumentista de Million Dolar Baby, Cartas de Iwo Jima e realizador de Crash. A série acabou por ser cancelada inicialmente, com a NBC a passar apenas 6 episódios, sendo os restantes transmitidos online.
Pena o cancelamento. Mais 2 episódios e podiam ter dado um fim a isto.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

colheita musical de 2013 - #42

Arctic Monkeys - AM

9/10

Confesso que fiquei preocupado depois de ouvir Suck It and See. Humbug foi muito bom e uma queda na qualidade levou-me a temer o pior. 
Afinal estava enganado e com AM, Alex Turner e sua trupe conseguem fazer ainda melhor que aquele que era o seu melhor disco até à data.