sexta-feira, 12 de outubro de 2012

filmes de eleição #72 - The Outsiders











discos com história #10 - Velvet Underground & Nico

Pouco haverá a dizer sobre um dos mais importantes discos da história da musica. Os VU (Lou Reed, John Cale, Sterling Morrison e Maureen "Moe" Tucker) tiveram aqui a ajuda de Nico e a produção (e concepção da capa) de Andy Warhol, para um disco repleto de canções belíssimas que eram completamente inovadoras para a época, influenciaram muitas outras bandas e continuam a fazer sentido quando ouvidas. All Tomorrows Parties; Femme Fatale, Heroin, I'm waiting for the man... O melhor é mesmo ouvir.



quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Violência televisiva


As séries de TV continuam a violentar-me com regularidade. Biqueiradas e murros no estômago são-me dados com regularidade e os casos mais recentes são Sons of Anarchy e Hell on Wheels
Meus senhores, se isto continua assim pondero seriamente meter-me a ver a Abelha Maia e a Heidi.


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Moonrise Kingdom, de Wes Anderson


1965, numa ilha localizada ao largo do estado de New England, Sam (Jared Gilman) e Suzy (Kara Hayward), jovens de 12 anos, sentem-se deslocados no meio das pessoas com que vivem. Depois de se conhecerem numa peça teatral na qual Suzy actuava, eles apaixonam-se e passam a trocar curiosas cartas regularmente. Um dia, resolvem deixar tudo para trás e fugir juntos. O que não esperavam era que os pais de Suzy (Bill Murray e Frances McDormand), o capitão Sharp (Bruce Willis) e o escuteiro-chefe Ward (Edward Norton) fizessem todo o possível para encontrá-los. 

 Mais um filme à Wes Anderson, no qual as primeiras imagens mostram logo a assinatura do realizador e recorre a temas habituais no seu trabalho - a família disfuncional; a relação do individuo com o grupo (a família, os escuteiros); o guarda-roupa excêntrico ; as crianças prodígio; os adultos desajustados... Moonrise Kingdom é Wes Anderson no seu melhor e é 1h30 de cinema que deve ser visto e revisto.

NOTA: 8/10

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Dog Pound, de Kim Chapiron

Dog Pound é um drama canadiano que se centra no sistema prisional juvenil e sua dura realidade. O filme segue o encarceramento de três jovens e a sua luta para lidar com a nova realidade. O filme é brutal, com algumas cenas de extrema violência, parecendo por vezes um documentário. A câmara não se centra na perspectiva de uma personagem em particular, simplesmente captando as cenas à medida que elas se desdobram com recurso a close-ups, o que torna o acontecimento que estamos a ver muito mais realista. Representado por actores desconhecidos que ainda assim têm excelentes desempenhos, conseguindo transmitir a dor, a angustia e nalguns casos, a dureza que uma situação daquelas requer.

NOTA: 8/10

terça-feira, 25 de setembro de 2012

discos com história #9 - Ocean Rain


Ocean Rain, dos Echo & the Bunnymen (1984) foi mais um daqueles discos que ouvi vezes sem conta. Estava a entrar na adolescência quando me foi dado a ouvir alguns dos sons que viriam a marcar os meus gostos musicais daí para a frente. 
Entre os discos do meu irmão lá estavam 2 dos Echo & the Bunnymen, Heavan Up Here e este Ocean Rain que passava em repeat. Principalmente The Killing Moon e Seven Seas.
Os Echo marcaram a fase pós-punk, influenciaram várias bandas (ainda hoje se nota isso - Editors ou Interpol) e este é certamente um dos seus melhores discos.

Um disco que não envelheceu. Como todas as coisas de excelência é eterno.



Colheita Musical de 2012 - #17

The XX - Coexist

9/10


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Prometheus, de Ridley Scott


Digam o que disserem sobre este filme uma coisa é certa, há algum tempo que não se fazia algo tão bom em ficção científica.
Ridely Scott pode ter andado algum tempo a fazer filmes menos conseguidos mas não nos podemos esquecer que é o Pai de duas das maiores obras do género da ficção cientifica... de sempre. Para os mais distraídos estou a falar de Alien e Blade Runner.
Por isso foi com entusiasmo que recebi a noticia de que Scott iria regressar ao universo alien, com uma prequela do seu filme de 1979.

No ano de 2093 a nave Prometheus, com a sua equipa de cinetistas chega ao planeta LV-223 com a finalidade de descobrir a origem da humanidade. O que eles não sabiam era que iam descobrir algo mais que poderia levar à sua extinção.


O design visual faz lembrar o do filme de 79, com as óbvias distâncias uma vez que a tecnologia disponível agora é muito mais avançada. Mas não deixa de ser uma homenagem, mesmo que não seja directamente, ao mundo que Moebius ajudou a criar para Alien.
Prometheus é mais que um filme de suspense, Scott (e os argumentistas Jon Spaihts e Damon Lindelof) metem-nos a filosofar sobre as origens da nossa existência, quem seriam esses seres superiores que nos criaram e por conseguinte, se esses seres eram tão superiores, quem (o que?) eram os seres que levaram à sua (quase) extinção?
O elenco e personagens são competentes, e aqui se inclui o android David de Michael Fassbender (um "filho" do Ash - Ian Holm - de Alien). Noomi Rapace, Idris Elba, Charlize Theron e um irreconhecível Guy Pearce também por lá andam.

NOTA: 8/10

terça-feira, 18 de setembro de 2012

As Flores da Guerra, de Zhang Yimou

Zhang Yimou é um dos melhores realizadores chineses e já nos apresentou filmes maravilhosos: Milho Vermelho, Judou, Esposas e Concubinas, A Tríade de Xangai, Herói, O Segredo dos Punhais Voadores. Todos eles filmes maravilhosos.
Desta vez deparou-se com o filme chinês mais caro de sempre e com a presença de uma estrela do cinema ocidental, Christian Bale.

Yimou foca aqui um acontecimento da Segunda Guerra sino-nipónica (o massacre de Nanquim - por aquela altura a capital da China) onde os japoneses, após conquistarem a cidade, procederam a todo o tipo de atentados contra a humanidade, desde violações a execuções em massa.
O filme tem algumas cenas espectaculares, algo já habitual no cinema de Yimou mas ainda assim longe da beleza fotográfica de filmes como Herói ou O Segredo dos Punhais Voadores.
Nota: 7/10

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Fall Season 2012 - as minhas expectativas

Mais um Verão se está a passar, com uma série aqui e outra série ali onde alguns aproveitam para meter as séries atrasadas em dia. 
 É já na próxima semana que começa a Fall Season, com o regresso de algumas séries para novas temporadas e a estreia de outras, que vão tentar a sua sorte, no parvo mundo das audiências.
 Aqui vão as minhas expectativas quanto aos regressos: 

 Expectativas a ferver 
Expectativas mornas 
Expectativas geladas 

  •  Boardwalk Empire – O final da primeira temporada tinha sido um bocado intermitente mas a segunda temporada melhorou muito. Quando se pensa que Nucky está prestes a cair, eis que ele se ergue e fica mais forte. Entretanto novos inimigos surgem. 
  • Dexter – Não vou esperar muito desta 7ª temporada para não ficar desiludido. A temporada anterior teve os seus pontos altos mas também teve aquela palhaçada, descoberta pela psicóloga da Debra. Vamos ver como Debra vai reagir à outra face do irmão, SPOILER agora que descobriu que está apaixonada por ele. FIM DE SPOILER 
  • Fringe – Expectativas em alta para uma das grandes séries do momento. SPOILER Esta 5ª (e ultima) temporada passa-se em 2036, onde o mundo é controlado pelos Observadores. Como já tínhamos visto num dos episódios finais da 4ª temporada, Peter, Walter e Astrid são tirados do âmbar e terão de procurar Olivia para voltar a reunir a Divisão Fringe FIM DE SPOILER, Espera-se um grande season finale. Vamos esperar que sim. 
  • Homeland – Obviamente expectativas altíssimas para a nova temporada de uma das séries do momento. Como vimos no final da season 1, Carrie aceitou fazer um tratamento de choque para controlar a sua bipolaridade. Só que à última hora lembra-se do que liga Brody a Abu Nazir. A 2ª temporada começa 6 meses depois, com Brody já congressista. Que seja tão boa como a primeira. 
  • Person of Interest – Grande surpresa (ou não) esta série de Jonathan Nolan (irmão do outro e argumentista dos Batman e outros filmes do irmão). Uma “máquina” que prevê crimes, uma dupla que trabalha para os evitar. Finch é raptado e Reese tem de pedir ajuda à “máquina” para o conseguir salvar… Conseguirá? Quem? (ou) O que é? a “máquina”? 
  • Sons of Anarchy – Muita coisa se irá passar em Charming (e arredores) nesta nova temporada. Clay continua vivo, mas afastado da liderança do MC. Agora é apenas um dos fundadores. Cabe a Jax a presidência dos Sons e lidar com os problemas (e não são poucos) que se deparam. Entretanto Gemma parece não ter gostado de passar a ser a 2ª dama. Tanto no MC como na vida do filho. 
  • The Walking Dead – Esqueceram-se do Morgan Jones? 

Em relação às séries que vão estrear, quero espreitar o episódio piloto das seguintes e depois logo decido se é para continuar: 

  • Last Resort – por ser uma série do autor de The Shield, Shawn Ryan. Um grupo de militares de um submarino nuclear revolta-se contra as ordens que os mandavam disparar misseis. 
  • Revolution – Série de JJ Abrams passada num futuro pós-apocalíptico onde um fenómeno fez com que a electricidade e todos os aparelhos tecnológicos deixassem de funcionar. 
  • Vegas – Série com Dennis Quaid a fazer de xerife que quer prender um mafioso (Michael Chiklis – Vic Mackey de The Shield).

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Deadwood


Terminei mais uma grande série, que infelizmente não teve o final que merecia devido aos cancelamentos, por vezes idiotas por parte da estação.
 Neste caso foi a HBO, o que me deixa ainda mais abismado visto que deste canal têm saído (e continuam a sair) das melhores séries que vêm dos Estados Unidos. E Deadwood tinha tudo para ser uma dessas "melhores" séries.

A acção passa-se durante a caça ao ouro no oeste americano, pós-guerra da secessão e acompanhamos o evoluir de uma cidade, que na altura era apenas um acampamento de apoio às minas de ouro - Deadwood. Por lá passaram nomes famosos como Wild Bill Hickok, Calamity Jane ou Wyatt Earp, que se misturaram com outras personagens reais (e algumas fictícias) que agora fiquei a conhecer.

Em Deadwood vemos grandes interpretações de actores que já conhecia, indo o destaque para Ian McShane no papel de Al Swearengen.


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Tony Scott, 1944-2012


Realizador e produtor. Ficou conhecido por ter filmado Top Gun mas o seu melhor filme é True Romance onde contou com argumento escrito por Quentin Tarantino. Era irmão de Ridley Scott com quem partilhava a produtora Scott Free. Teve uma filmografia sempre virada para os filmes de acção.


Entre eles destacam-se Domino, Man on Fire, Deja Vu, Spy Game ou The Hunger, curiosa incursão ao mundo dos vampiros, com David Bowie, Catherine Deneuve e Susan Sarandon.

Também andava a produzir algumas séries televisivas (Os Pilares da Terra, The Good Wife).

R.I.P.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Best of... Brad Pitt

1. Fight Club

2. Inglourious Basterds

3. Snatch

4. 12 Monkeys

5. Se7en

6. Burn After Reading

7. The Curious Case of Benjamin Button

8. The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford

9. Interview with the Vampire: The Vampire Chronicles

10. Kalifornia

segunda-feira, 23 de julho de 2012

o que vou vendo #5 - Deadwood


Deadwood (3 temporadas: 2004-2006) mostra-nos o nascimento daquela cidade norte-americana, desde o tempo em que era apenas um campo que dava assistência aos exploradores de ouro. Por lá passaram alguns dos mais famosos pistoleiros do wild-west americano. Foi lá, por exemplo que foi morto Wild Bill Hickok.



É neste local sem lei que vemos surgir os mais incríveis personagens (a maior parte deles existiram na realidade). Por trás dessas personagens está um leque de actores/actrizes extraordinários e um argumento rico em excelentes diálogos que fazem desta uma série peculiar, muito mais que um western

Apesar de saber que Deadwood não teve o final que o seu criador, David Milcher esperava atrevo-me a dizer que vai valer a pena (vou quase no final da 1ª temporada).




Colheita Musical de 2012 - #12

Damon Albarn - Dr. Dre

7/10




sexta-feira, 13 de julho de 2012

70º aniversário

Pode não ter ganho Oscars, pode não ser um actor consensual, mas...


PARABÉNS Mr. FORD

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Blur com novas músicas

Os Blur anunciaram recentemente que tinha lançado 2 novas musicas. The Puritan é uma delas e esta Under the Westway a outra.
Quem sabe, não esquece. Nem sempre é assim mas neste caso isso é evidente.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

sexta-feira, 6 de julho de 2012

O Couraçado Potemkin, de Sergei M. Eisenstein


 O Couraçado Potemkin foi apenas o segundo filme de Sergei Eisenstein  e foi feito, na altura como comemoração dos 20 anos do acontecimento nele descrito -  a revolta do porto de Odessa de 1905. Os eventos que ocorreram durante esse ano serviram de catalisador para a revolução de 1917.
Tudo começou quando os marinheiros se recusaram a ingerir a comida estragada que os oficiais os estavam a obrigar a comer. E o que começou num motim transformou-se numa revolta contra o regime czarista. 

Considerado um dos melhores filmes de todos os tempos, O Couraçado Potemkin (1925) continua a ser um marco na história do cinema, pelo tema tratado, pelas tecnicas inovadoras para a época em que foi filmado e deve ser visto por todos os amantes da Sétima Arte.

A cena da escadaria foi homenageada por Brian de Palma no seu Untoutchables.

NOTA: 10/10

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Take Shelter, de Jeff Nichols


O realizador e argumentista Jeff Nichols volta a fazer parelha com Michael Shannon depois de Shotgun Stories. Aqui vemos a história de Curtis, um pai de familia, residente no Midwestern americano com a sua esposa (Jessica Chastain) e a sua filha Hannah (Tova Stewart) que é surda. 
Quando começa a ser atormentado por visões de uma tempestade apocalíptica ele teme estar a ficar esquizofrénico como a mãe (Kathy Baker). Com os pesadelos a piorar, Curtis cada vez mais paranóico, constrói um abrigo subterrâneo junto a sua casa para proteger a família da tempestade que se aproxima. 

Soberbamente escrito e muito bem dirigido (a cena final é soberba, por ex.), Take Shelter é um drama emocional, com toques de suspense e tem um desempenho fantástico de Michael Shannon. Mais um.

NOTA: 8/10