quinta-feira, 19 de abril de 2012

Dito Montiel





















Vi por estes dias dois filmes que eu não faço a mais pequena ideia de como chegaram até mim. O mais curioso é que eram ambos do mesmo realizador, coisa que eu desconhecia até à altura do nome do senhor aparecer no genérico.
A verdade é que me pus a ver, primeiro The Son of No One e dias depois A Guide to Recognizing Your Saints.
O 1º é sobre um policia que quando era jovem vivia num bairro problemático onde esteve envolvido em 2 crimes. O 2º filme é supostamente uma autobiografia do realizador (será? pelo menos o nome do protagonista é o mesmo) sobre um tipo que volta a casa vários anos depois para descobrir que se safou ao destino trágico de todos (ou quase todos) com quem andava na altura.
Nos dois filmes há Channing Tatum, pelos vistos o actor fetiche deste realizador. O primeiro filme tem Al Pacino, o segundo tem Robert Downey Jr. Tanto num filme como noutro, o realizador recorre a flashbacks para contar a história.

E pronto, foi assim que aterrei no cinema de Dito Montiel. Não perdia nada se não aterrasse. Mas aterrei. E para darmos valor ao que é bom também temos de conhecer o que é menos bom.

NOTA- A Guide to Recognize Your Saints: 6


NOTA - The Son of No One: 5

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Grande Ecrã


X-Men: First Class, de Matthew Vaughn

Tenho para mim que este é o melhor X-Men feito até ao momento. Sim, melhor que o 1º de Bryan Singer.

Tem bons actores (McAvoy, Fassbender, Jennifer Lawrence...), tenho guarda-roupa anos 60, tem o realizador de Kick-Ass ao comando.
E tem uma boa história, de como surgiram os X-Man. Principalmente os dois maiores protagonistas da saga, Xavier e Magneto.
E tem um cameo do Wolverine.

Nota: 8/10









Route Irish, de Ken Loach

Fergus e Frankie são dois amigos que vão para Bagdad. 3 anos depois Frankie é morto na Route Irish, a estrada mais perigosa da capital iraquiana.
Não acreditando na explicação oficial, Fergus vai investigar sozinho a estranha morte do melhor amigo.

NOTA: 8/10

Hunger (2008)/ Shame (2011), de Steve McQueen

 Este 1º filme do artista britânico Steve McQueen é de uma crueza impressionante.
Retrata a luta que os prisioneiros políticos do IRA levaram a cabo a prisão de Maze em 1981 e que culminou na morte do activista Bobby Sands, devido a greve de fome.
A realização é irrepreensível e mesmo os cerca de 15/20 minutos do plano-sequência em que Sands tenta fazer ver ao padre os benefícios de uma greve de fome para a luta dos presos políticos, são de uma intensidade brutal.
Destaque igualmente para a brilhante interpretação de Michael Fassbender no papel de Bobby Sands.

Um excelente filme

NOTA: 9/10
Brandon (Fassbender) é um viciado em sexo que quando não está com uma mulher, está a ver porno no seu computador, ou a masturbar-se numa qualquer casa-de-banho. Ele vê o seu ciclo vicioso interrompido com a repentina chegada da irmã.

Mais uma vez McQueen realiza de forma competente a angustia de um viciado que perde todo controlo sobre si.

Mais um excelente desempenho de Fassbender.

NOTA: 8/10

terça-feira, 3 de abril de 2012

Adaptações BD ao cinema


Mais uma iniciativa de outro blogue, neste caso o Blockbusters e que visava a escolha de um TOP10 de adaptações de BD/Comics ao cinema, de 2000 para cá.

Um obrigado ao André Marques pelo convite.

Colheita Musical de 2012 - #4

The Shins - Port of Morrow


NOTA: 8/10


sexta-feira, 30 de março de 2012

The Innocents, de Jack Clayton


Nesta adaptação lúgubre, mas brilhante da novela clássica de Henry James "The Turn of the Screw", uma ama do século XIX, Miss Giddens (Deborah Kerr) chega a uma mansão sombria para cuidar de Flora (Pamela Franklin) e Miles (Martin Stephens), dois sobrinhos de um milionário que tem mais que fazer do que lhes dar atenção. À primeira vista as crianças são umas jóias mas logo a ama começa a perceber que há algo de mais perverso por detrás daquele ar angelical. Depois de presenciar várias situações inquietantes, Miss Giddens obtém informações da governanta (Megs Jenkins) que sugere que as crianças possam estar possuídas por espíritos de anteriores trabalhadores da casa, incluindo a antecessora de miss Giddens.


Um filme com 51 anos mas que dá uma lição a muito filmes do género do terror/suspense que por aí pairam, nesta que é cada vez mais a era do 3D.
Deborah Kerr (From Here to Eternity; Black Narcissus) tem um desempenho muito bom, começando com um ar doce de ama para depois de se deparar com algo que não estava à espera ter de partir para um registo diferente. No filme também vemos Michael Redgrave, o patriarca de uma família com tradições no cinema (ele é pai de Vanessa Redgrave).

NOTA: 9/10


sexta-feira, 23 de março de 2012

Grande Ecrã

Dirty Pretty Things, de Stephen Frears
Realizado por Stephen Frears (realizador de The Grifters, Ligações Perigosas, Alta Fidelidade, entre outros), esta é uma história de sobrevivência de dois imigrantes ilegais (ele nigeriano, ela turca) que aprendem que tudo está à venda no submundo de Londres. O nigeriano Okwe (Chiwetel Ejiofor) e a turca Senay (Audrey Tautou) trabalham num hotel em West London, que é uma fachada para actividades ilegais. Uma noite, Okwe faz uma descoberta macabra que coloca os dois num grande dilema e testa os seus limites. Vencedor de alguns festivais europeus, o filme seria nomeado para o Oscar de Melhor Argumento Original, Dirty Pretty Things é um thriller urbano fascinante e difícil de esquecer! Espantosa a interpretação de Ejiofor.
NOTA: 8/10


The Grey, de Joe Carnahan
De regresso a casa, um grupo de trabalhadores de uma refinaria no Alasca vê o seu avião cair ao cruzar a tundra e apenas oito deles sobreviver. Uma matilha de ferozes lobos, semelhantes aos pré-históricos em tamanho e ferocidade, persegue os sobreviventes. Entre eles, John Ottway (Liam Neeson) torna-se líder dos oito que lutam contra as adversidades da natureza e aqueles que os querem caçar, num autêntico contra-relógio. Será que se vão safar?
Mais um filme de sobrevivência numa região inóspita, desta vez com um cheirinho de terror e suspense.
NOTA: 7/10




The Damned United, de Tom Hooper
A história do mitico treinador inglês Brian Clough (excelente Michael Sheen) aquando da sua curta passagem pelo Leeds United (apenas 44 dias), a melhor equipa inglesa da altura. O filme aborda a ascensão de Clough, a forma como colocou o segundo-divisionário Derby County a campeão e a atribulada ida para o Leeds sem o seu braço direito, Peter Taylor para substituir o seu ódio de estimação, Don Revie que tinha ido treinar a selecção inglesa.
Um objecto histórico muito bom para quem gosta de futebol e não só e que nos ajuda a perceber a personalidade difícil (mas que daria frutos) deste génio do futebol britânico que a seguir aos acontecimentos retratados no filme viria a conquistar 2 Taças dos Campeões Europeus com o desconhecido Nottingham Forest. NOTA: 8/10

sexta-feira, 16 de março de 2012

Hugo, de Martin Scorsese

Martin Scorsese foi o realizador ideal para adaptar o livro de Brian Selznick ao cinema. De facto a personagem de Hugo poderia ser o próprio Scorsese. Paris, 1930. Hugo Cabret, um jovem de 12 anos, órfão, que vai viver com o seu tio após a morte do seu pai. Mas, pouco tempo depois, o parente desaparece sem deixar rasto. O rapaz vê-se então obrigado a viver em segredo no interior das paredes da gare e a cuidar dos vários relógios, tarefa que o tio lhe ensinara. Enquanto sobrevive à custa de esmolas e pequenos roubos, tenta arranjar um autómato que o seu pai lhe deixara, seguro de que depois de terminado o arranjo, o autómato lhe trará uma mensagem. É então que conhece Isabelle, uma menina que, tal como ele, vive em quase reclusão e abandono em casa do seu padrinho, um misantropo e sorumbático dono de uma loja de brinquedos. Estranhamente, Isabelle tem a chave em forma de coração que encaixa na pequena fechadura do autómato. Confuso, ele vai tentar perceber porque esta e outras peças se encaixam na perfeição.


O padrinho de Isabelle não é mais que o pioneiro do cinema Georges Méliès e o filme todo é uma enorme ode à 7ª arte. E como seria de esperar, Scorcese realiza de forma sublime, este mundo dickensiano na Paris dos anos 30. Os detractores do filme dizem que Scorsese finalmente se vendeu. Não concordo nada. Aliás, não via outro realizador a adaptar esta obra a não ser ele.
Uma excelente viagem aos primórdios do cinema.
Com excelentes intepretações de Ben Kingsley, Asa Butterfield, Chloë Grace Moretz, Sacha Baron Cohen, Jude Law, Michael Stuhlbarg, Emily Mortimer e Ray Winstone.

 NOTA: 9/10


quinta-feira, 15 de março de 2012

Beach House - "Myth"

Já roda por aí a nova musica dos Beach House. 
É maravilhosa. Chama-se Myth. Faz parte do novo album, Bloom que sai em breve (14 de Maio).

quarta-feira, 14 de março de 2012

leituras recentes



A Invenção de Hugo Cabret, de Brian Selznick


Quem diz mal do filme do Scorsese é porque nunca leu o livro, nem sabe do que trata. Agora que li o livro compreendo que só o melhor realizador vivo o poderia ter adaptado ao cinema. Pois é disso mesmo que trata. Cinema. 

Outras leituras:




terça-feira, 13 de março de 2012

Machine Gun Preacher, de Marc Forster

Quando um antigo biker toxicodependente decide mudar de vida, parte para África com o objectivo de conseguir redenção ajudando os mais necessitados. É ali que se vai deparar com uma realidade que irá mudar a sua vida, crianças forçadas a combater para os senhores da guerra.
Esta é a história veridica de Sam Childers que ajudou milhares de crianças sudanesas a sair dos horrores da guerra e a terem uma vida mais digna.

O primeiro filme de Marc Forster (Monster's Ball; Finding Neverland) depois de Quantum of Solace não vem confirmar aquilo de bom que ele já fez, o argumento deixa um pouco a desejar com algumas pontas soltas e outras aprofundadas demais.

Com Gerald Butler, Michelle Monaghan e Michael Shannon nos papeis principais.

NOTA: 7/10

segunda-feira, 12 de março de 2012

A arte de Giraud/Moebius/Gir

Auto-retrato, anos 70
 
Blueberry
Incal

Metal Hurlant

Long Tomorrow, que inspirou o universo de Blade Runner

Alien

The Abyss

Tron
 
O mestre perante Major Grubert, de Garagem Hermética

Major Grubert encontra a estátua do seu criador

sábado, 10 de março de 2012

Jean Giraud/Moebius 1932-2012


Chegaram ao fim as aventuras do tenente Blueberry e de John Difool. O desenhador e argumentista Jean Giraud (que para parte da sua carreira usou o pseudónimo de Moebius) faleceu este Sábado, 10 de Março.


Para a eternidade ficam as várias obras de banda desenhada que nos deixou, como as que em cima citei. As Aventuras de Blueberry, criado juntamente com o belga Jean-Michel Charlier e O Incal, criado com argumento do chileno Alejandro Jodorowski.


Muitas outras colaborações na BD, como a que teve com Stan Lee para Silver Surfer. Era fã de Hayao Miyazaki tendo até colocado à filha o nome de Nausicaa.

No cinema a sua arte foi usada em filmes como Alien, Ridley Scott; Tron; O Abismo, de James Cameron ou O 5º Elemento, de Luc Besson.
Em Star Wars, George Lucas baseou-se no mundo de Moebius para algumas das suas criações, entre elas o planeta Coruscant.
Os desenhos de Giraud para o comic "The Long Tomorrow" ajudaram Ridley Scott a criar o ambiente de Blade Runner

RIP GIR/Moebius

sexta-feira, 9 de março de 2012

Jeffrey DeMunn e Frank Darabont

O actor Jeffrey DeMunn, que faz de Dale na excelente série The Walking Dead tem uma parceria de longa data com Frank Darabont (criador da série).

De facto, DeMunn participou em todos os filmes realizados por Darabont para o grande ecrã. 
Apesar de a lista não ser extensa, uma vez que só realizou 4 filmes até à data o facto não deixa de ser curioso. É mais um caso de actor fetiche.

É o advogado que condena Andy Dufresne em Shawshank Redemption
 
Foi um dos guardas da prisão em The Green Mile

Como Earnie Cole em The Magestic

Dan Miller, em The Mist

Dale, na série The Walking Dead

segunda-feira, 5 de março de 2012

discos com história #7 - Hup


De 1989, este segundo disco dos The Wonder Stuff é o melhor da banda. 
Mais um som que conheci através do Som da Frente do grande António Sérgio. Não era das bandas mais conhecidas de finais dos anos 80, princípios de 90 mas produziram belas musicas. 
Duraram 4 discos, muito bons por sinal e terminaram funções em 1994. Ainda regressaram nos anos 2004 tendo gravado um disco mas não voltaram ao que eram.
Este é um disco recheado de grandes canções.. Para ouvir do principio ao fim.


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Carnage, de Roman Polanski

O mais recente filme de Roman Polanski é baseado na peça teatral, O Deus da Carnificina, de Yasmina Reza.
A história é simples, os casais Longstreet (Jodie Foster e John C. Reilly) e Cowan (Kate Winslet e Christoph Waltz) encontram-se para resolver uma briga entre Zachary e Ethan, os seus filhos de 11 anos. Porém o que parecia ser apenas uma reunião civilizada, transforma-se em algo mais à medida que são puxados para a conversa assuntos que a principio poderiam ser considerados insignificantes. Roman Polanski realiza com competência esta adaptação que tem no extraordinário desempenho dos actores o seu ponto forte.

NOTA: 8/10