quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

As minhas séries

Influenciado pelo Paulo Jacinto, que fez idêntico no seu blogue, lembrei-me de fazer um top das minhas séries preferidas. Após alguma meditação eis o TOP e uma lista, por ordem alfabética, de outras séries que também me agradaram bastante, as quais recomendo a quem não viu.

1. Six Feet Under
Six Feet Under é excelente e sem duvida nenhuma uma das melhores séries de sempre. 5 grandes temporadas sobre uma família disfuncional que mantém uma agência funerária. O criador é Alan Ball (o mesmo de True Blood) e tem um excelente naipe de actores/actrizes, entre eles Michael C. Hall (Dexter Morgan).



2. Dexter
He's the one. O analista de sangue da policia de Miami que de noite veste a pele de justiceiro e limpa o sebo àqueles que a justiça não consegue apanhar. Uma 1ª temporada brilhante. Uma 2ªum nível um pouco mais abaixo e a 3ª a descer mais uns degraus. E a 4ª, meus caros? Ui a 4ª temporada... A 5ª e 6ª temporadas tiveram os seus altos e baixos e estamos à espera da 7ª lá para Setembro.




3. The Wire e The Shield (ex-equo)
The Wire é uma excelente série policial passada em Baltimore, criada por David Simon e Ed Burns.
Ao contrário da maioria das séries policiais (CSI, por ex) em que temos um caso que é resolvido durante o decorrer de um episódio, em The Wire temos a investigação a ser feita durante uma temporada.
Centrada no combate ao tráfico de droga e homicídios e guerras de gangues com ele relacionados, a série mostra o ponto de vista dos criminosos e dos policias que os andam a perseguir.
Excelentes personagens, brilhantemente interpretadas com uso ao sotaque típico do submundo da cidade esta é sem duvida uma das melhores séries a que já assisti. McNulty, Bunk, Lester, Omar, Bubbles, Stringer... entre outras, são das melhores personagens que já apareceram em séries de TV.


The Shield deixou um vazio enorme quando acabei de ver. Cheguei tarde mas em boa hora. Que grande série. Nunca perdeu qualidade ao longo de 7 temporadas e aquela trupe é com certeza o melhor grupo de personagens alguma vez criadas. O bem e o mal andaram de mãos dadas ao longo de 89 episódios, ao ponto de deixarmos de saber o que quer "o bem" e o que era "o mal". Genial.


4. The Sopranos
Quem gosta de séries, como eu não poderia deixar de ver The Sopranos, uma das séries mais geniais de sempre.
Ao longo de 6 temporadas vamos acompanhando os dramas e os esquemas desta trupe de mafiosos que nos levam a um dos melhores finais de série alguma vez visto. Parabéns ao argumentista David Chase por isso e por nos ter dado personagens tão maravilhosas como Tony Soprano, Junior Soprano, Silvio Dante, Paulie Gaultieri, Christopher Moltisanti e também com uma forte presença feminina: Dra. Melfi, Carmela Soprano, Janice Soprano, Meadow Soprano, ou Livia Soprano... Para além dos actores residentes temos ao longo das 6 temporadas excelentes secundários (Steve Buscemi, por ex.) e actores convidados a fazer de si próprio (Lauren Bacall, por ex.).

5. Battlestar Galactica
Uma das séries mais marcantes que sendo de ficção cientifica, não deixa de levantar questões pertinentes com as quais temos de lidar no nosso dia a dia. As minhas reticencias em ver deviam-se ao facto de achar que pudesse ser parecida com a série original de 1978, e que não fosse acrescentar nada. Puro engano.

6. Lost
Uma das melhores séries de sempre. Foi a série do momento durante 6 temporadas e o mistério prolongou-se ao longo das mesmas. Terminou esta semana. Talvez os fãs esperassem outro final. Talvez fosse o mais lógico. Nestes casos acontece sempre isto, principalmente quando a fasquia foi muito elevada. É uma das minhas séries preferidas e aquele vazio de não haver mais Lost ocupará aqui um espacinho.


7. Breaking Bad
Mais uma excelente produção da AMC, criada por Vince Gilligan que também trabalhara em X-Files. Conta a história de Walter White, um professor de química a quem é diagnosticado cancro nos pulmões. Entra então para o mundo do crime fabricando metanfetaminas com a ajuda de um seu ex-aluno, Jesse Pinkman que é "agarrado" a essa droga. O objectivo de Walter é garantir a segurança financeira para a sua família. Excelentes interpretações, principalmente de Bryan Cranston e uma fotografia do melhor que já se viu em séries de TV.

8. Carnivàle
Apanhei esta série uma certa vez ao fazer zapping e parar na SIC Radical. Apesar de só ter visto um bocado aquele estranho mundo fascinou-me e como não gosto de pegar nas coisas a meio decidi que tinha de ver desde o inicio. E assim fiz. Quando sairam os DVD's das duas temporadas peguei logo nesta série e não me arrependi. Mais uma vez a luta entre o Bem e o Mal, aqui passado numa feira, cheia de personagens que podiam ter nascido no Entroncamento. Com o carimbo da HBO, Carnivàle conta ainda com uma forte componente erótica.


9. Twin Peaks
Quem matou Laura Palmer? Esta é a questão que fazemos a cada episódio desta série criada pelo génio David Lynch. Suspense qb numa pequena localidade cheia de personagens lynchianas. Kyle MacLachlan que trabalhou com Lynch em Dune e Blue Velvet é o agente do FBI que investiga o homicídio, também ele com alguns segredos.

10. Sons of Anarchy
Esta é a série a que estou ligado umbilicalmente pois faço parte de um blogue sobre a mesma. Um motorcycle clube e as suas actividades ilícitas (embora alguns membros queiram outro caminho para o clube) são o mote para esta série criada por Kurt Sutter, que também andou envolvido em The Shield.


11. Prison Break

Esta história do engenheiro que tatua o corpo e faz-se prender com o intuito de tirar o irmão da prisão teve uma primeira temporada genial. A segunda ainda se aguentou, mas as seguintes deixaram a ideia de que não havia necessidade daquilo. Ainda assim fica a recordação dessa 1ª temporada.


Extra: Conan, o Rapaz do Futuro
Decidi trazer uma série de animação para o meu Top porque esta foi a minha série de desenhos-animados preferida quando era teenager. O vicio era tal que já nos 30 decidi mandar vir os DVD's directamente de Hong Kong e mais tarde comprar a edição portuguesa que é a que a foto de baixo revela. Criada em 1978 pelo génio da animação japonesa, Hayao Miyazaki, Conan via um futuro, no ano de 2008. A Humanidade enfrentava a ameaça da extinção. As armas ultra-magnéticas, muito mais devastadoras que as armas nucleares, tinham destruído metade do planeta. A crosta da Terra tinha sofrido enormes movimentos, e o próprio eixo tinha sido desviado. Os cinco continentes tinham-se afundado no mar. No meio disto um rapaz de 10 anos, Conan tenta com a ajuda de alguns amigos sobreviver neste mundo e defender-se de vários perigos.


Outras séries de grande nível (por ordem alfabética): 24; Band of Brothers; Black Adder; Boardwalk Empire; CSI; Dollhouse; Firefly; Flash Forward; Fringe; Game of Thrones; Harper's Island; Heroes; Hill Street Blues; Homeland; Jericho; Justified; The Killing; Millenium; Monty Python Flying Cyrcus; The Pacific; The Riches; Rome; Rubicon; Shameless (US); Space: 1999; Surface; Taken; Traveler; True Blood; V; V (2009); The Walking Dead; Weeds; The X-Files


*a bold novas entradas
*em constante edição

Meek's Cutoff, de Kelly Reichardt


1845, Oregon. Uma caravana composta por três famílias de pioneiros contrata Stephen Meek, um explorador com ar de Buffalo Bill, para guiá-los através da Cordilheira das Cascatas. Meek, afirmando conhecer um atalho, conduz o grupo ao longo das planícies desérticas por um caminho não assinalado, acabando por se perder num deserto que mais parece a superfície lunar. Os emigrantes terão de enfrentar a fome, sede e a falta de fé que demonstram no instinto de sobrevivência uns dos outros. Quando um indio se cruza no seu caminho, eles sentem-se divididos entre depositar a sua confiança num guia que provou ser pouco fiável e um homem que sempre viram como um inimigo natural. Meek's Cutoff é um filme com realização de Kelly Reichardt ("Old Joy", "Wendy and Lucy") e argumento de Jonathan Raymond, baseado em diários dos pioneiros encontrados no estado do Oregon. Surpreende pela sua beleza e que não deve ser visto por aqueles para quem a lentidão ou falta de acção são uma falha.
Com: Michelle Williams, Bruce Greenwood (irreconhecível como Meek), Will Patton e Paul Dano.


NOTA: 8/10

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Filmes de Eleição - #63 - The Crying Game


 



discos com história #5 - The Ideal Crash


E ao 3º disco os belgas dEUS fizeram o seu melhor disco até ao momento. The Ideal Crash é um disco quase perfeito, com grande musicas do principio ao fim. O primeiro da banda que não hesitei em adquirir.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

The Ides of March, de George Clooney


George Clooney volta a filmar a politica americana. Depois do excelente Good Night and Good Luck onde esmiuçava os meandros da caça às bruxas nos anos 50 e como isso afectou várias actividades da sociedade norte americana. Agora foca-se na campanha para encontrar um candidato à presidência dos Estados Unidos e logo aos olhos do partido democrata.
Ryan Gosling é um idealista director de campanha do governador George Clooney, e é dos melhores na sua área. Ele acredita piamente que o seu candidato tem as convicções e energia necessárias para liderar aquele país. Só que o simples facto de ele acreditar não significa que seja verdade e o lado escondido da politica é mais obscuro do que pensava, cheio de truques, onde ao mínimo descuido se pode ser pisado e deixado fora de jogo.

The Ides of March é um bom thriller politico, com excelentes interpretações (principalmente de Ryan Gosling), mas também com um elenco destes, outra coisa não seria de esperar: Gosling, Clooney, Paul Giamatti, Philip Seymour Hoffman, Marisa Tomei, Jeffrey Wright, Evan Rachel Wood.

NOTA: 8/10

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Melhores Filmes 2011

1. Winter's Bone

2. Black Swan

3. I Saw the Devil

 4. Confessions

 5. Super 8

 6. Midnight in Paris

 7. True Grit

8. Biutiful

9. The Ides of March

10. Pearl Jam Twenty


Por motivo de paternidade no ano de 2011 fui menos vezes ao cinema. Dos filmes que vi estes foram os que mais me entusiasmaram.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

The Hobbit

Aí está o 1º trailer em glorioso HD. Um ano de espera no qual se pode rever O Senhor dos Anéis.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Discos do Ano

1. PJ Harvey - Let England Shake
2. The Black Keys - El Camino
3. Fleet Foxes -  Helplessness Blues
4. TV on the Radio - Nine Types of Light
5. Radiohead - The King of Limbs
6. The Horrors - Skying
7. Metronomy - The English Riviera
8. Wu Lyf - Go Tell Fire to the Mountain
9. Chapel Club - Palace
10. The Kills - Blood Pressures
11. The Vaccines -  What Did You Expect from the Vaccines?
12. Thurston Moore - Demolished Thoughts
13. Arctic Monkeys - Suck it and See
14. Low - C'Mon
15. Jane's Addiction - The Great Escape Artist

Portugueses

PAUS - PAUS
B Fachada – Deus, Pátria e Família
You Can’t Win, Charlie Brown – Chromatic
Capitão Fausto - Gazela


Especial

Tom Waits - Bad as Me

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Biutiful, de Alejandro González Iñárritu

Primeiro filme de Iñarritu sem a colaboração do parceiro argumentista Guillermo Arriaga. Foram-se as histórias cruzadas mas ficou o mergulho profundo no sofrimento das personagens.
No submundo de Barcelona encontramos Uxbal (Javier Bardem) um homem que tem o dom de falar com os mortos e vive de negócios ilícitos (sendo esse um deles).
Quando descobre que tem um cancro em fase terminal, Uxbal fica preocupado com os 2 filhos, que não podem contar com a mãe, prostituta toxicodependente.
Dá para perceber que não há nada de biutiful nesta história dos argumentistas Armando Bo e Nicolás Giacobone, num filme que aborda a morte, as personagens que vão surgindo fazem de tudo para sobreviver, mesmo que não seja da forma mais "politicamente correcta" de o fazer. O desempenho de Bardem é soberbo e o filme é acompanhado pela subtileza musical de Gustavo Santaolalla.

NOTA: 8/10

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Grande Ecrã

Carancho, de Pabrlo Trapero

Carancho (abutre na língua do filme) começa com a informação de que na Argentina morrem, anualmente, cerca de 8.000 pessoas em acidentes de trânsito. Muitas indemnizações ocorrem devido a esses acidentes. E, com isso, advogados gananciosos saíam à caça de potenciais clientes, perseguindo as ambulâncias até os hospitais.
Sosa (Ricardo Darín), é um desses advogados, que se aproveita das vítimas, levando boa parte da indemnização das mesmas (daí o título). Ao envolver-se com uma médica (Martina Gusman) que trata dessas vitimas ele vai questionar as suas práticas e tentar uma saída airosa.
Um thriller de denuncia bem realizado e interpretado (Ricardo Darin é estrela no cinema argentino, com ele também já se viu o oscarizado O Segredo dos teus olhos).

NOTA: 7/10


Buried, de Rodrigo Cortés

Buried é um filme claustrofóbico passado inteiramente dentro de um caixão.
Paul Conroy (Ryan Raynolds) é um motorista de  camião norte-americano, a trabalhar no Iraque que é raptado e enterrado vivo. Os seus raptores deixam-lhe um telemóvel com o qual tenta negociar a sua libertação ou tentar que alguém o descubra.
Ideia engraçada para quem não tem problemas de claustrofobia.... como eu.

NOTA: 7/10

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Falling Skies

Falling Skies é uma série criada por Robert Rodat e produzida por Steven Spielberg. Nela seguimos um grupo de resistentes a uma invasão alienígena.
Seis meses depois da invasão inicial, os poucos sobreviventes que restam reúnem-se numa escola para começar a difícil tarefa de resistir.
No centro da série está Tom Mason (Wyle), um professor de história de Boston, cuja família foi dilacerada. A sua mulher foi morta no ataque inicial, e um dos três filhos foi capturado.
Determinado a ter o filho de regresso e garantir a segurança dos outros dois, Tom coloca o seu conhecimento de história militar à prova, como um dos líderes do movimento de resistência conhecido como o 2nd Mass, devido à sua localização em Boston, estado de Massachusetts. O objectivo é conhecer cada vez melhor os alienígenas, com a esperança de um dia superá-los e refazer as suas vidas.
A 1ª temporada teve 10 episódios e já está agendada uma 2ª, a estrear no Verão de 2012.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Midnight in Paris, de Woody Allen


Desde há algum tempo Woody Allen tem-nos presenteado com um filme por ano. Apesar de esses filmes não estarem todos ao mesmo nível, há sempre algo interessante que me leva a vê-los.
No seu périplo por cidades europeias nos últimos anos, chega-nos este Midnight in Paris filme que abriu o Festival de Cannes tendo recebido rasgados elogios.

Midnight in Paris recorre a elementos já vistos noutros filme de Allen, como a fantasia de The Purple Rose of Cairo e as carta de amor a uma cidade, com Paris a substituir New York desta vez.
Desta vez coube a Owen Wilson fazer de Woody Allen como um argumentista que sonha viver em Paris e escrever o romance da sua vida. Actualmente ele encontra-se de férias na Cidades das Luzes com a sua noiva e os pais desta e uma noite, embriagado pela beleza da cidade e por algum vinho, ele vai ter a um bar onde Cole Porter está sentado ao piano a cantar. Nessa Paris dos anos 20, aquela que ele considera a idade de ouro, ele vai conviver com as mais diversas personagens famosas (Hemingway, Picasso, Scott Fitzgerald, Salvador Dali, Luis Buñuel, entre outros).
Midnight in Paris é um filme maravilhoso e divertido, um dos melhores de Allen dos últimos tempos. Tem sequências hilariantes entre a personagem de Owen Wilson e alguns dos famosos, como por exemplo quando ele dá a ideia do argumento de Anjo Extreminador a Luis Buñuel e este não entende.
Owen Wilson tem um magnifico desempenho como o neurótico argumentista e Woody Allen está mais uma vez em grande estilo, mesmo na recriação da Paris dos anos 20.
Para além de Owen Wilson, o elenco conta ainda com: Kathy Bates, Adrien Brody, Carla Bruni, Marion Cotillard, Rachel McAdams e Michael Sheen.

NOTA: 9/10

sábado, 22 de outubro de 2011

Colheita Musical de 2011 - #32

Jane's Addiction - The Great Escape Artist

NOTA: 7/10




TV de qualidade

Terminou a semana passada a 4ª temporada de Breaking Bad.
A temporada começou morninha mas foi aquecendo à medida que se aproximava do final. Final esse que foi em grande.
Esta que é das melhores séries do momento, já foi renovada para uma 5ª temporada e depois destes últimos acontecimentos, vamos ver o que nos reserva.