terça-feira, 1 de novembro de 2011

Midnight in Paris, de Woody Allen


Desde há algum tempo Woody Allen tem-nos presenteado com um filme por ano. Apesar de esses filmes não estarem todos ao mesmo nível, há sempre algo interessante que me leva a vê-los.
No seu périplo por cidades europeias nos últimos anos, chega-nos este Midnight in Paris filme que abriu o Festival de Cannes tendo recebido rasgados elogios.

Midnight in Paris recorre a elementos já vistos noutros filme de Allen, como a fantasia de The Purple Rose of Cairo e as carta de amor a uma cidade, com Paris a substituir New York desta vez.
Desta vez coube a Owen Wilson fazer de Woody Allen como um argumentista que sonha viver em Paris e escrever o romance da sua vida. Actualmente ele encontra-se de férias na Cidades das Luzes com a sua noiva e os pais desta e uma noite, embriagado pela beleza da cidade e por algum vinho, ele vai ter a um bar onde Cole Porter está sentado ao piano a cantar. Nessa Paris dos anos 20, aquela que ele considera a idade de ouro, ele vai conviver com as mais diversas personagens famosas (Hemingway, Picasso, Scott Fitzgerald, Salvador Dali, Luis Buñuel, entre outros).
Midnight in Paris é um filme maravilhoso e divertido, um dos melhores de Allen dos últimos tempos. Tem sequências hilariantes entre a personagem de Owen Wilson e alguns dos famosos, como por exemplo quando ele dá a ideia do argumento de Anjo Extreminador a Luis Buñuel e este não entende.
Owen Wilson tem um magnifico desempenho como o neurótico argumentista e Woody Allen está mais uma vez em grande estilo, mesmo na recriação da Paris dos anos 20.
Para além de Owen Wilson, o elenco conta ainda com: Kathy Bates, Adrien Brody, Carla Bruni, Marion Cotillard, Rachel McAdams e Michael Sheen.

NOTA: 9/10

sábado, 22 de outubro de 2011

Colheita Musical de 2011 - #32

Jane's Addiction - The Great Escape Artist

NOTA: 7/10




TV de qualidade

Terminou a semana passada a 4ª temporada de Breaking Bad.
A temporada começou morninha mas foi aquecendo à medida que se aproximava do final. Final esse que foi em grande.
Esta que é das melhores séries do momento, já foi renovada para uma 5ª temporada e depois destes últimos acontecimentos, vamos ver o que nos reserva.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

The Conspirator, de Robert Redford




Em 14 de abril de 1865, Abraham Lincoln, o 16º presidente dos Estados Unidos foi baleado e morto enquanto assistia à peça Our American Cousin no Ford's Theatre em Washington D.C. O autor, um conhecido actor de nome John Wilkes Booth (Toby Kebbell).
Mas este filme de Robert Redford não fica centrado no assassinato de Lincoln, mas sim no julgamento de Mary Surrat, a dona de uma pensão onde os conspiradores se encontravam e acusada de saber o que se estava a planear.
Apesar de sempre se declarar inocente, Mary Surratt torna-se o bode expiatório de uma nação sedenta de justiça e vingança. E é então que Frederick Aiken (James McAvoy), ex-combatente do exército do norte e advogado de 28 anos, ciente das dificuldades mas crendo na sua inculpabilidade, decide defendê-la em tribunal militar. Mas, mesmo conseguindo provar a sua inocência, conseguirá o jovem advogado salvar-lhe a vida? Um drama histórico, realizado pelo actor e realizador Robert Redford (“O Encantador de Cavalos”, “A Lenda de Bagger Vance”, “Gente Vulgar”) e inspirado num acontecimento verídico que se tornou um marco na história dos EUA durante os críticos anos da Guerra de Secessão.

O filme está muito bem representado (James McAvoy, Robin Wright, Kevin Kline, Evan Rachel Wood, Tom Wilkinson), o guarda-roupa e a fotografia ajudam a recriar com excelência a época em questão.

NOTA: 7/10


terça-feira, 27 de setembro de 2011

discos com história #4 - Rum, Sodomy & the Lash

The Pogues foram-me apresentados com este grande disco de 1985, o segundo da banda. O título terá sido tirado de uma citação de Winston Churchill: "Don't talk to me about naval tradition. It's nothing but rum, sodomy, and the lash." e foi sugerido pelo baterista Andrew Ranken.
É um disco cheio de grandes canções, abrilhantadas pela voz embriagada de Shane McGowen, autor da maioria delas.
Tive o prazer de os ver em 88 ou 89, ainda com a formação original num dos maiores concertos a que assisti.



segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Grande Ecran

Fast Five, de Justin Lin
Após terem sido cúmplices na libertação de Dominic Toretto (Vin Diesel), a sua irmã Mia (Jordana Brewster) e o ex-polícia Brian O''Conner (Paul Walker) são também procurados pela polícia. Agora, a viver no anonimato na cidade do Rio de Janeiro, os três tentam um último golpe com o propósito de reconquistar a liberdade. Contudo, mesmo longe do seu país, acabam perseguidos pelo agente do FBI Luke Hobbs (Dwayne Johnson), um homem determinado a fazer cumprir a lei a qualquer custo. Mas chegado ao Brasil, Hobbs percebe que a lei nem sempre está do lado da justiça e que, neste caso, terá de confiar na sua intuição se quiser encontrar os verdadeiros criminosos. Realizado por Justin Lin, é o quinto filme da saga "Velocidade Furiosa", dedicado aos adeptos do "tuning" e do "drift racing" - uma sucessão de acelerações com o conta-rotações no limite, travagens bruscas e derrapagens controladas -, desta vez com o Rio de Janeiro como cenário. No elenco, o português Joaquim de Almeida. NOTA: 7/10

Micmacs, à tire-larigot, de Jean-Pierre Jeunet
Bazil (Dany Boon) é um rapaz com azar. Primeiro, uma mina leva-lhe o pai, soldado na guerra. Trinta anos depois, uma bala perdida arranca-o à sua existência rotineira e torna-o num sem-abrigo. É nas ruas de Paris que se faz amigo de Placard (Jean-Pierre Marielle), que o convida a juntar-se ao grupo com quem vive, que mora no interior de uma lixeira. E quando Bazil descobre, por puro acaso, os dois fabricantes de armas responsáveis pelos incidentes que lhe marcaram o destino, decide vingar-se de uma forma pouco ortodoxa, ajudado pela sua nova "família" e pelos seus improváveis poderes... "Micmacs - Uma Brilhante Confusão" é a mais recente criação do visionário Jean-Pierre Jeunet, realizador de "Delicatessen" e de "O Fabuloso Destino de Amélie", apresentado em antestreia na Festa do Cinema Francês e no Fantasporto. NOTA: 7/10

Season of the Witch, de Dominic Sena
Depois de anos de cruzada na Terra Santa, os cavaleiros Behmen (Nicolas Cage) e Felson (Ron Perlman) regressam a Inglaterra, onde descobrem um país assolado pela Peste Negra. Acusados de deserção, só uma missão os pode livrar do cárcere: escoltar uma jovem acusada de bruxaria que todos acreditam ser a responsável pela epidemia. O destino é um mosteiro isolado nas montanhas, onde ela será julgada pelos monges e purificada num ritual religioso... Uma aventura medieval realizada por Dominic Sena ("Gone in 60 Seconds", "Swordfish"). NOTA: 5/10




Considerações:


Depois de ter lido bem sobre este 5º filme da série "Velocidade Furiosa" decidi-me a ver, apesar de não ter visto nenhum outro da série. E a verdade é que é agradável de se ver e um filme razoável dentro do género.
Do J-P Jeunet chega-nos mais um dos seus delírios e é uma agradável comédia com os seus já habituas personagens e a sua peculiar forma de filmar.
Sobre o outro filme... enfim... é mais um dos "grandes" momentos de Nick Cage na sua "brilhante" carreira cinematográfica dos últimos já longos anos. Nem tudo é mau na sua carreira ultimamente, como são os casos de Kick-Ass ou Knowing. Mas já são muitos Drive Angry ou Ghost Rider (vai aí outro) o que só prova que o homem aceita tudo o que lhe dão e não conseguiu gerir da melhor forma a sua carreira.
Quanto a Dominic Sena, ficou-se pelo Kalifornia em 1993.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Pérolas


"Oh, my life is a waste? Well, fuck you. At least I enjoy it." - Nate Fisher

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

I Saw the Devil, de Kim Ji-woon

Da Coreia chega-nos mais um filme de vingança - falo da trilogia de vingança de Chan-wook Park, desta vez de Kim Ji-woon, realizador de Doce Tortura e Tale of Two Sisters, por ex.

Kyung-chul (Choi Min-sik) é um sádico sexual que mata sem remorsos e com requintes de malvadez. Com toda a polícia de Seul no seu encalço, nada o parece parar até ao dia em que escolhe como vítima a jovem noiva de Soo-hyun (Lee Byung-hun), um agente da polícia secreta coreana. Devastado pelo sofrimento e obcecado com a vingança, Soo-hyun só tem um objectivo: fazer o assassino sentir ainda mais horror e sofrimento do que a sua noiva sentiu. Começa assim um jogo macabro em que caçador e presa trocam de papéis: o psicopata assassino é convertido em vítima e a sua presa acaba transformado num monstro igual àquele que desejava destruir.

I Saw the Devil é um filme de extrema violência sobre a natureza da vingança, uma experiência visceral que nos deixa abananados, do principio ao fim. 
Um dos grandes filmes estreados este ano nas salas portuguesas.

NOTA: 9/10


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Grande Ecran

The Eagle, de Kevin McDonald
Ano 120 a.C.. O comandante romano Flavius Aquila e a sua legião de cinco mil homens desaparecem sem deixar rasto durante uma missão a norte do Império Romano. Vinte anos depois, o seu filho Marcus Flavius Aquila (Channing Tatum) parte com os seus homens, em busca da verdade, numa tentativa de recuperar a honra dos Aquila. Para isso decide levar Esca (Jamie Bell), um escravo originário das tribos locais que conhece a zona e cuja capacidade extraordinária de sobrevivência e agilidade são vistas como essenciais nessas paragens longínquas. Mas Esca, capturado e mantido como gladiador, nutre um profundo desprezo por Roma e por tudo o que ela significa. Porém, uma vez longe, perdidos nas montanhas inóspitas e perante a ameaça das tribos rebeldes, escravo e senhor vão ter de ultrapassar as suas motivações pessoais e assumir que apenas a união lhes poderá salvar a vida. Com realização de Kevin Macdonald ("Touching the Void - Uma História de Sobrevivência", "O Último Rei da Escócia") é a adaptação cinematográfica do primeiro livro da reconhecida saga juvenil sobre o Império Romano, escrita pela inglesa Rosemary Sutcliff.
NOTA: 7/10

The Lincoln Lawyer, Brad Furman
Michael Haller (Matthew McConaughey) é advogado em Los Angeles. Cínico e manipulador, para ele a lei pouco ou nada tem a ver com culpa ou inocência. O seu escritório é o banco de trás do seu velho Lincoln Continental, que tem a particularidade de ter como matrícula NTGUILTY, onde ele estuda os processos e arquitecta as suas causas. Praticamente toda a sua carreira tem sido a defesa de pequenos criminosos. Até que é contratado para um caso importante: a defesa de um playboy rico de Beverly Hills, acusado da violação e tentativa de assassínio de uma prostituta. Mas o que parecia ser um caso simples e muito rentável transforma-se numa perigosa disputa entre dois mestres da manipulação... The Lincoln Lawyer é uma adaptação de um romance do escritor Michael Connelly.
NOTA: 7/10

The Way Back, de Peter Weir
Este é o regresso de Peter Weir após o muito acessível Master and Comander e quanto a mim requer uma versão do realizador pois esta edição parece ter sido feita um tanto ou quanto à pressa quando o argumento até tem alguma substancia para ser esmiuçada.

URSS, 1940. Um grupo de sete prisioneiros consegue fugir de um campo de trabalhos forçados da Sibéria. Numa região deserta e completamente gelada, eles sabem que ainda não estão a salvo e que o pior está para vir. Assim, durante um duro e longo ano, numa luta diária para manterem as suas vidas e a sua sanidade mental, eles vão ter de percorrer sete mil quilómetros a pé, atravessando o deserto de Gobi e a cordilheira dos Himalaias, para conseguirem chegar à a uma zona que a guerra ainda não tenha afectado. The Way Back inspira-se no livro de memórias do polaco Slavomir Rawicz, "The Long Walk: The True Story of a Trek to Freedom". Entre o elenco vemos Ed Harris, Colin Farrell, Jim Sturgess, Saoirse Ronan e Mark Strong.

NOTA: 7/10

Mongol, de Sergey Bodrov


Genghis Kahn ficou conhecido como um dos maiores conquistadores de todos os tempos (só superado por Alexandre, o Grande). Este filme do realizador russo Sergei Bodrov olha para os anos de formação de Temudjin, o menino feito escravo que se viria a tornar Genghis Kahn, passando pela luta pela liberdade, a vingança pela morte da familia às mãos de um dos lideres de um clã rival, o mesmo que o tornou escravo.
Com uma bela direcção de fotografia e grandes cenas de batalha, este filme venceria o Oscar para melhor filme estrangeiro de 2008.

NOTA: 8/10