sexta-feira, 23 de julho de 2010

Inception, de Christopher Nolan


Dominic Cobb (Leonardo DiCaprio) é um sonhador profissional. Os militares criaram uma ferramenta de treino que permite que as pessoas partilhem os sonhos.
Só que há pessoas como Cobb e o seu grupo de amigos que se serve desta tecnologia para roubar segredos e informações importantes. Mas nem tudo são rosas neste mundo, o sonhador preenche o mundo que o arquitecto criou com os seus segredos e consoante a sua personalidade. Cada um pode moldar o sonho conforme a sua conveniência o que pode por em risco toda a missão (o próprio Cobb tem experiência negativa neste aspecto).
Agora Cobb têm uma missão muito mais arriscada, uma das suas vitimas torna-se seu empregador e pede-lhe, não que roube uma informação mas que implante uma ideia na cabeça de alguém. Trabalho impossível para muitos mas não tanto para a equipa de Cobb. Além de que esse trabalho vai permitir a Cobb regressar aos Estados Unidos, país que o persegue após uma missão mal sucedida.
As cenas de acção (algumas delas à la Matrix) são um must. A fotografia de Wally Pfister é do melhor que se tem visto. Um elenco com Leonardo Di Caprio, Marion Cotillard, Ellen Page, Tom Berenger, Michael Caine, Tom Hardy, Joseph Gordon-Levitt, só poderia estar a grande altura. E para ajudar e acompanhar cada frame está uma magnifica banda sonora de Hans Zimmer.

É incrível notar que Chris Nolan tem apenas 39 anos e já um curriculo de fazer inveja, mesmo a alguns dos grandes mestres da 7ª arte.
E mais uma vez, como na maior parte dos seus filmes, Nolan brinca com a nossa mente (Following, Memento, The Prestige, são disso exemplo). Desta vez através dos sonhos, através da sua construção (e desconstrução). O que é sonho? O que é realidade? O filme combina na perfeição, thriller, ficção cientifica e drama humano partindo de um assalto (o tal implante) e parte para um desencadear de emoções que nos vão deixar presos à cadeira durante as 2 horas e meia de duração.
Se algo mais havia a provar, após uma série de excelentes filmes, Chris Nolan entra aqui para a galeria dos mestres da 7ª arte. Se há realizador que pode brincar com a minha mente, esse é Christopher Nolan. Cá ficarei à espera que ele me implante mais um dos seus labirínticos argumentos...

NOTA: 10/10




quarta-feira, 21 de julho de 2010

The Ghost Writer, de Roman Polanski

É sempre com grande entusiasmo que vejo os grandes mestres da 7ª arte recuperarem os thrillers clássicos. Já tinha acontecido este ano com o Shutter Island, de Scorsese e volta a acontecer com este grande filme de Roman Polanski.
Um escritor (Ewan Mcgregor) é contratado para concluir a autobiografia de Adam Lang, (Pierce Brosnan) ex-primeiro ministro britânico, iniciada por um outro escritor que terá morrido "acidentalmente". O projecto é de carácter urgente e obriga a sua ida para uma ilha próxima da Costa Este dos Estados Unidos onde Lang vive, em quase total isolamento, com Ruth (Olivia Williams), a sua mulher, e Amelia (Kim Cattrall), sua assistente e amante.
Mas, o que à primeira vista parece a oportunidade de uma vida, revela-se muito mais complexo. Para começar, quando o escritor chega à ilha, um escândalo rebenta sobre o suposto envolvimento do ex-primeiro ministro em crimes de guerra e espionagem para a CIA. À medida que o seu trabalho na escrita vai avançando, ele percebe que algo de sinistro existe em toda aquela história e uma suspeição paira sobre a morte, supostamente acidental, do seu antecessor e sobre as mensagens encriptadas que o manuscrito por ele deixado contém.

Polanski volta aos bons tempos de Chinatown e Frenetico, alturas em que nos trouxe excelentes thrillers, criando novamente aqui uma aura de film-noir que só quem sabe pode fazer. O filme é baseado no livro "The Ghost", de Robert Harris, que desenvolveu o argumento com o próprio Polanski. O elenco está mais que à altura dos acontecimentos, com McGregor, Brosnan, Williams e Catrall e bom plano, bem secundados por Tom Wilkinson, Timothy Hutton, Jim Belushi e... o grande Eli Wallach.
Na altura em que o filme saiu nos EU este só foi disponibilizado em poucas salas e por poucas semanas mas com o Urso de Prata para melhor realizador, no festival de Berlim e o burburinho criado à volta do filme, este lá teve uma projecção maior (e mais que merecida).

NOTA: 9/10


terça-feira, 20 de julho de 2010

Este trailer é para meter no Facebook


Brooklyn's Finest, de Antoine Fuqua


Parece que os "filmes mosaico" andam na moda e Antoine Fuqua (Dia de Treino) decidiu aderir à coisa.

Richard Gere, Ethan Hawke e Don Cheadle interpretam três policias de Brooklyn, Nova York, cada um com a sua história. Gere é um veterano que está a uma semana de se reformar, descrente do rumo que a vida de policia leva, mas instigado pela sede de acção dos rookies. Hawke é o policia católico, com esposa doente e filhos por criar, vê-se tentado a apoderar-se do dinheiro das rusgas. E Cheadle é um detective infiltrado num gang que, depois de anos nisso, tem dificuldade em distinguir qual o seu "eu" verdadeiro.

Não sendo tão bom como Dia De Treino, este filme é bem melhor que outros que este realizador fez depois desse seu maior sucesso. E como filme mosaico andam muito melhores por aí.

NOTA: 7/10


segunda-feira, 19 de julho de 2010

Cum catana...




SBSR


Terminou ontem no Meco a 16ª edição do Super Bock Super Rock. Cheio de coisas boas e coisas más.

As más:
- a poeira descomunal que nos acompanhou ao longo dos 3 dias de festival. Às vezes era impossível respirar.
- A inexistente iluminação em algumas zonas do recinto e no parque de estacionamento.
- os péssimos acessos que levaram a filas de várias horas de espera, para chegar e ontem para sair (alguns falharam Prince devido à interminável fila de acesso ao recinto).

As boas: Os concertos!
- Dia 1: Beach House, Grizzly Bear, Cut Copy - Muito bons; The Temper Trap e Pet Shop Boys: EXCELENTE
- Dia 2: Julian Casablancas - Bom; Hot Chip - Muito bom; Vampire Weekend - EXCELENTE
- Dia 3: Wild Beasts - Muito bom; The National e Prince - EXCELENTE

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Prince no Super Bock, Super Rock

Realiza-se já no próximo fim de semana mais uma edição do SBSR, desta vez voltando ao formato de 3 dias e na agradável zona perto da Lagoa de Albufeira/Praia do Meco.

O que não sabia foi o que noticiou um jornal da zona de Sesimbra:

É por isso um privilegio termos por cá o da Persia. Charles, de Inglaterra estava ocupado neste fim de semana, pelo que recusou amavelmente o convite da organização...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Fantabulástico?

Candidato a melhor filme do ano, isto se a grandiosidade do filme for a mesma da dos trailers e dos posters.


quarta-feira, 7 de julho de 2010

Red Riding

Red Riding é uma trilogia produzida pelo Channel 4 britanico, e é baseada em três dos quatro livros da série Red Riding Quartet, de David Paece.
As três partes, passadas em épocas distintas, baseiam-se em factos reais sobre a perseguição a um assassino conhecido como Estripador de Yorkshire, que durante décadas aterrorizou esta zona da Inglaterra. Cada parte é passada num ano diferente (1974/1980/1983) e cada uma tem um realizador diferente.

Nota: 8/10


segunda-feira, 28 de junho de 2010

My Guilty Pleasures


Jackie Broun, do blogue Cinema JB pediu-me que revelasse alguns dos meus guilty pleasures no que ao cinema diz respeito. De entre aqueles que me deram algum gozo ver mas que não são grandes filmes, estes foram aqueles que me lembrei na altura.

Obrigado pelo convite, Jackie Brown.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Kick-Ass, de Matthew Vaughn


Muito boa adaptação de um comic de Mark Millar e John Romita Jr. Recorde-se que o realizador, Matthew Vaughn já havia adaptado anteriormente um livro de Neil Gaiman, outro autor com ligações aos comics.

Dave Lizewski (Aaron Johnson) é um jovem fanático por heróis de BD com uma vida aborrecida. Um dia decide fazer algo contra a monotonia e tornar-se, ele próprio, um super-herói. Para isso resolve encomendar uma farda apropriada e atirar-se, de corpo e alma, à tarefa de salvar vidas em perigo. De um momento para o outro, de um adolescente que nunca deu nas vistas passa a celebridade e, do meio do nada, surge por toda a cidade uma espécie de epidemia de super-heróis. Mas nem tudo poderia ser perfeito e, se todas as histórias de super-heróis têm um génio do mal, esta não poderia ser excepção: Frank D'Amico (Mark Strong), um perigoso barão da droga. E é quando Dave conhece Big Daddy (Nicolas Cage) e a sua jovem e destemida filha Hit-Girl (Chloe Moretz) que a aventura verdadeiramente se inicia e eles percebem que somente juntos conseguirão derrotar o grande vilão e a sua trupe de bandidos.

Destaque para a excelente banda-sonora, com nomes como Primal Scream, Prodigy ou Danny Elfman e para um belo elenco, com Nicolas Cage e Mark Strong (mais um grande vilão criado por este actor britânico - Sherlock Holmes, Robin Hood, RocknRolla) à cabeça.
Numa altura em que estreia só lixo, é bom apanhar um filme destes.

NOTA: 9/10


quarta-feira, 9 de junho de 2010

Bajo la Sal, de Mario Muñoz


O filme começa com a paisagem desértica de uma salina. Um mar de de sal, numa zona fronteiriça do México, é o local ideal para ocultar um cadáver. Apesar do estado de mumificação em que o cadáver se encontra dá para perceber que se trata de uma das jovens que tem desaparecido nos últimos tempos naquela localidade. Cabe ao comandante Trujillo, enviado da capital, tentar resolver o mistério.

Este filme mexicano é um thriller em todo o seu esplendor, crimes violentos, um policia obcecado em resolver o caso e uma série de suspeitos, qualquer um deles a poder ser o serial-killer.
Levemente baseado no caso das mulheres mortas de Juarez (o caso é referido algumas vezes durante o filme) este é um bom thriller vindo de um país que tem vindo a dar grandes cineastas nos últimos tempos, casos de Gullermo del Toro ou Gonzalez Iñarritu.

NOTA: 8/10


terça-feira, 8 de junho de 2010

Un Prophète, de Jacques Audiard


Malik El Djebena (Tahar Rahim) é condenado a seis anos de prisão. Aos 19 anos, sem saber ler nem escrever, ele parece mais frágil do que na realidade é. Rapidamente se vê enredado nas lutas de gangues, com uma série de "missões" que deverá executar para conquistar a atenção de um dos líderes. Mas Malik é forte e esperto, e rapidamente começa a criar os seus próprios planos…

Grande filme do cinema francês, de Jacques Audiard (realizador de De Tanto Bater o meu Coração Parou) que esteve entre os candidatos ao Oscar de melhor filme estrangeiro, tendo sido uma das surpresas da noite visto que o Oscar acabou por ir para o filme argentino El Secreto de Justificar completamentesus Ojos (tanto este como O Laço Branco são melhores que o filme argentino).

Malik é um anti-herói que tudo faz para se safar dentro da prisão e se possível sair "um pouco mais esperto do que entrou!" Esta é uma das frases da sua primeira vítima, que curiosamente é quem lhe dá as dicas para sobreviver naquele mundo povoado pela máfia corsa, magrebinos, bascos ou marselheses. Um Profeta foi realizado de forma muito realista, com aspectos que vão da simples inocência à mais pura violência.
Destaque ainda para a dupla de actores principais, Tahar Rahim e Niels Arestrup.

NOTA: 9/10


sexta-feira, 4 de junho de 2010

Battlestar Galactica (2003)


Ainda me lembro de quando era teenager ver a série original de Battlestar Galactica. E das batalhas travadas contra os alienígenas Cylons.
Talvez por não ter achado a série original nada de especial, nunca me deu para ver esta nova versão na altura em que dava. Erro grave.
Esta BSG nada tem a ver com a série anterior. Desde logo os cylons foram criados pelos humanos e não por aliens. Humanos esses que os escravizavam o que levou a uma revolta e a uma 1ª guerra entre ambos. Após essa guerra houve um armistício e os cylons desapareceram do mapa... durante 40 anos!
E é aqui que começa a mini-série que antecede a 1ª temporada. Após 40 anos de paz, a Battlestar Galactica, comandada pelo almirante Bill Adama (Edward James Olmos) está prestes a ser desmantelada quando chega a noticia de um inesperado ataque Cylon sobre as 12 colónias humanas, provocando a sua quase total destruição. A Galactica e mais umas quantas naves com o resto dos sobreviventes põe-se em fuga e os seus tripulantes tudo irão fazer para preservar a raça humana.
Além daquela diferença que já citei, esta BSG é muito mais realista e sombria, abordando vários temas com que lidamos na realidade: dramas humanos, racismo, questões politicas, questões religiosas (o velho duelo ciência vs. religião), o uso e abuso do poder, etc. Tudo isto misturado com um excelente elenco e uma magnifica banda sonora, da autoria de Bear McCreary dá uma grande, grande série, que ao longo de 4 temporadas (fora a mini-série e alguns webisódios) me fizeras estar coladinho ao ecrã com vontade de ver um episódio a seguir ao outro.

Como já mostrei, esta série saltou directamente para o meu top 5 das séries preferidas. Mais uma à qual cheguei tarde mas valeu a pena a espera.


The Wolfman, de Joe Johnson


A infância de Lawrence Talbot (Benicio del Toro) terminou na noite da morte da sua mãe. Após deixar a pequena localidade de Blackmoor, passou décadas a tentar recuperar e esquecer o sucedido. Mas quando a noiva do seu irmão, Gwen Conliffe (Emily Blunt), o procura para a ajudar a encontrar o seu amor desaparecido, Talbot regressa a casa para ajudar nas buscas. Descobre, então, que algo de força bruta e sedento de sangue tem vindo a matar os aldeãos e que um desconfiado inspector da Scotland Yard chamado Aberline (Hugo Weaving) foi chamado para investigar o caso. Quando as peças começam a formar o terrível puzzle, Talbot ouve falar de uma maldição antiga que transforma os desesperados em lobisomens aquando da Lua Cheia. Agora, de modo a parar a chacina e proteger a mulher que ele aprendeu a amar, Talbot tem de matar a maligna criatura que se esconde nos bosques que circundam Blackmoor...

Remake de um dos clássicos de terror da Universal, este lobisomem não acrescenta nada à história, nem ao suspense a não ser uma série de efeitos especiais que eram impossíveis nos anos 40.
Del Toro tem pinta de lobo, Anthony Hopkins anda há vários filmes a fazer o mesmo papel, Emily Blunt é um bocado insossa, salva-se Hugo Weaving, com a sua já característica voz, no papel de um destemido agente da Scotland Yard.
A realização ficou a cargo de Joe Johnson, um dos protegidos de Steven Spielberg (realizou alguns episódios de The Young Indiana Jones Chronicles e o 3º Jurassic Park, para além de estar nos efeitos especiais de Star Wars - The Empire Strikes Back e The Return of the Jedi e Raiders of Lost Ark.

NOTA: 6/10

Trailer

segunda-feira, 31 de maio de 2010

R.I.P. Dennis Hopper


Ainda novinho, participou ao lado de James Dean em Rebel Without a Cause. Já nos anos 60 realizou e protagonizou um dos filmes míticos dessa década, Easy Rider. Nos anos 70 foi o louco fotógrafo de Apocalypse Now para na década seguinte ser um dos meus vilões de eleição em Blue Velvet, de David Lynch. Estes três filmes marcariam a carreira de um grande actor que tanto teve de génio como de louco, como algumas personagens que interpretou.




sexta-feira, 21 de maio de 2010

El Secreto de sus Ojos, de Juan José Campanella


1999, Benjamin Esposito, um oficial de justiça recentemente aposentado, começa a escrever um romance policial sobre um caso que o próprio investigou em 1974.
Ao regressar ao passado ele vai questionar a forma como a investigação foi feita na altura e tentar ao mesmo tempo encontrar as respostas que ficaram por resolver de um crime que mexeu com a vida de várias personagens e que, passados tantos anos ainda pode vir a mexer.

Este foi um dos filmes que causou surpresa na ultima cerimónia dos Oscars ao arrecadar a estatueta de Melhor Filme Estrangeiro, batendo os favoritos O Laço Branco, de M. Haneke e Um Profeta, de Jacques Audiard.
O argumento, do próprio realizador é adaptado da obra de Eduardo Sacheri e tem todos os condimentos que uma obra deste género deve ter: suspense, romance, mistério, humor...
Destaque ainda para a interpretação de um dos principais actores argentinos, Ricardo Darín, no papel de Benjamín.

NOTA: 8/10


terça-feira, 18 de maio de 2010

30 anos sem Ian Curtis


Ian Curtis decidiu deixar-nos há 30 anos atrás, em mais um dos seus momentos de descontrolo. 30 anos depois e a música não o esquece, e em 2010 são inúmeras as bandas que continuam a inspirar-se nos sons dos Joy Division. Interpol, Bloc Party, Editors, The National são alguns exemplos de bandas que vão beber à fonte de Ian Curtis, continuando a eternizar o som criado por ele, Peter Hook, Bernard Sumner e Stephen Morris.

Hoje em Manchester há homenagem. Na Factory. Com Peter Hook, baixista dos Joy Division e dos New Order a tocar na integra o álbum Unknown Pleasures.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Robin Hood, de Ridley Scott


Ridley Scott e Russel Crowe criaram uma boa dinâmica de trabalho, por isso não é de estranhar que esta seja a quinta colaboração entre ambos (Gladiador, A Good Year, American Gangster e Body of Lies foram as anteriores).
Nesta nova abordagem às aventuras do "bom ladrão", acompanhamos um Robin Longstride antes mesmo de ser Hood.
Inglaterra, século XIII. Robin Longstride (Russell Crowe) toda a sua vida prestou serviço leal ao rei Richard I, de cognome Coração de Leão, mas hoje, após a morte do grande soberano, o país atravessa uma grave crise nas mãos do Príncipe John (Oscar Isaac). Após a morte de Sir Robert Loxley, Robin toma o lugar deste a pedido de seu pai, Walter Loxley (Max Von Sydow) na cidade de Nottingham.
Com a ajuda dos seus amigos, Little John, Friar Tuck e da viúva de sir Robert, Marion Loxley (Cate Blanchet), Robin vai tentar impedir que o vilão Godfrey (Mark Strong) consiga que os franceses conquistem Inglaterra.

Se se disser que este filme é uma prequela às histórias já várias vezes levadas ao cinema não andariamos longe da verdade, pois o filme acaba exactamente com o exílio de Robin na floresta de Nottingham e a criação do mito Robin Hood.
A forma de Ridley Scott mantém-se do principio ao fim, com uma direcção competente e momentos de entretenimento, adrenalina e humor, qb e o filme conta ainda com um elenco muito bom, com Crowe à cabeça mas outros nomes de alto gabarito como Max Von Sydow, Cate Blanchet, Mark Strong, William Hurt, Danny Huston ou Kevin Durand.

NOTA: 8/10


quinta-feira, 6 de maio de 2010

The National - High Violet


Senhoras e senhores, eis um grande disco.
Para quem não acreditava que os The National pudessem fazer melhor do que aquilo que já fizeram até aqui, eis que surge High Violet. É fabuloso. E eu que já o ouvi afirmo que é o melhor da banda até agora.
Terrible Love é logo a primeira música do disco e mostra logo ao que vêm. Estou rendido...
Em Julho temo-los cá... no Meco... ao pé de mim... Lá estarei...


sábado, 1 de maio de 2010

Novelos da Paixão

E cá estou eu de volta à melhor banda tuga, os Mão Morta para apresentar o 1º tema do albúm Pesadelo em Peluche a ter videoclip, Novelos da Paixão:


sexta-feira, 30 de abril de 2010

Fool's Day

Não, não tem nada a ver com o dia 1 de Abril, até porque estamos no dia oposto do mesmo mês. Nem é mentira. Os Blur (sim os 4 membros, Graham Coxon incluído) lançaram mesmo um novo tema, 7 anos depois para celebrar o Record Store Day. E é uma música bem cool o que vem provar que se resolverem voltar às lides musicais ainda estão aí para as curvas.
O tema está disponível gratismente no site oficial da banda mas agora roda aqui:


Ridley Scott regressa a Alien


O britânico Ridley Scott vai regressar à saga que começou, não com uma mas com duas prequelas... e em 3D.
Se aqueles bichos já eram horripilantes normalmente, imaginem em 3D...
Alien é talvez a única saga do cinema que em que todos são grandes filmes. Lembro ainda que o Alien realizado por Scott em 1979 foi o 1º da saga e para mim o melhor.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Pesadelo em Peluche


É o disco do momento e passa em constante repeat pelos meus tímpanos.
Numa altura em que os rapazes comemoram 25 anos de carreira lançam mais um grande disco que teve como ponto de partida o livro The Atrocity Exhibition, de J. G. Ballard (o autor de Crash, levado ao cinema por David Cronenberg ou O Império do Sol, adaptado ao cinema por Spielberg). Fernando Ribeiro, dos Moonspell empresta a voz no brilhante tema "Como um Vampiro".
Hoje, 29 de Abril, há concerto de apresentação no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.


Se forem ao MySpace da banda podem ouvir algumas musicas

quarta-feira, 21 de abril de 2010

LCD Soundsystem - This is Happening


Sai a 17 de Maio aquele que será possivelmente o ultimo trabalho dos LCD Soundsystem.
O primeiro single extraído do dito cujo já tem teledisco e roda aqui:


terça-feira, 20 de abril de 2010

From Paris With Love, de Pierre Morel

Depois do muito bom filme de acção que foi Taken, Pierre Morel continua a movimentar as ruas de Paris. Desta vez são Jonathan Rhys Meyers e John Travolta os americanos que estão encarregues de desmantelar uma célula terrorista, não olhando a meios para conseguir os seus objectivos. Principalmente a personagem interpretada por Travolta.
É um filme de acção banal que podia e devia ter potencial, dada a qualidade dos anteriores filmes de Morel.
É bom entretenimento, não mais do que isso. O que é pena...

NOTA: 6/10


quarta-feira, 14 de abril de 2010

Green Zone, de Paul Greengrass


Paul Greengrass (Domingo Sangrento, Voo 93, Bourne Supremacy, Bourne Ultimatum) e Matt Damon voltam a juntar forças depois dos dois últimos episódios da série Jason Bourne e muitos até se poderão questionar se esta não é uma ida de Bourne ao Iraque, o que nem é negativo de todo, dada a qualidade desses dois filmes.
Greengrass vem da escola realista do documentário social televisivo britânico, com constantes vai-vem da câmara ao ombro, desta vez viaja até Bagdad, logo a seguir à fuga de Saddam para desvendar a vasta teia de mentiras que levaram os EUA a esta guerra, mais propriamente a não existência de armas de destruição maciça. O oficial do exército Roy Miller (Matt Damon) e os seus homens têm por missão encontrar essas armas e seguem informações confidenciais dadas por alguém que ninguém sabe quem é. E à terceira tentativa frustrada de encontrar essas armas, Miller começa a desconfiar que alguma coisa está mal contada naquela história e com a ajuda de um operacional da CIA (Brendan Gleeson) vai tentar descobrir o quê...

Um muito bom filme de guerra e acção, inspirado no livro de investigação do jornalista Rajiv Shandrasekaran. Além dos nomes já citados o filme conta ainda com Greg Kinnear, Amy Ryan, Jason Isaacs, Yigal Naor, Khalid Abdalla (que também já tinha filmado com Greengrass - ele era um dos terroristas em Voo 93).
NOTA: 8/10


sábado, 10 de abril de 2010

The Hurt Locker, de Kathryn Bigelow


Dentro do género filmes de guerra/guerra(s) do Iraque, aqui está o melhor filme feito até ao momento. E logo aos olhos de uma mulher, Kathryn Bigelow. Kathryn já foi casada com James Cameron e realizou alguns filmes interessantes, tais como Point Break (com Keanu Reeves e Patrick Swayze), Strange Days (com Ralph Fiennes e Juliette Lewis) e K19-The Widowmaker (um drama baseado em factos reais, passado num submarino russo, com Harrison Ford e Liam Neeson).


Filmado na Jordânia, The Hurt Locker acompanha uma companhia com a maior taxa de baixas de toda a guerra. Eles são especialistas em bombas/minas e armadilhas numa cidade, Bagdad onde o perigo e a morte estão em qualquer lado. Centrado em 3 dos soldados dessa companhia, o filme acompanha-os em alguns episódios baseados em factos reais (o argumentista Mark Boal - In the Valley of Elah - entrevistou vários destes operacionais no campo de batalha).
K. Bigelow filma de forma impressionante - a fotografia é genial - todos os momentos de tensão que se vão vivendo ao longo de mais de duas horas de filme, e estes não são poucos. Além disso foca um aspecto importante que é o do vicio pelo perigo que este tipo de acção pode causa nos soldados.
Com actores ainda pouco conhecidos (ponham os olhos em Jeremy Renner e Anthony Mackie) e apenas breves aparições de Guy Pearce e Ralph Fiennes.
Venham mais filmes assim...

NOTA: 10/10

PS. Como sabem este foi o grande vencedor da ultima cerimónia dos Oscars, para além de ter arrecadado outros prémios importantes.



terça-feira, 6 de abril de 2010

CINEROAD - 10 Breves Perguntas


O Roberto Simões do blogue Cineroad convidou-me para responder a 10 Breves Perguntas, convite ao qual acedi com todo o prazer.
Vejam as respostas aqui e aproveitem para dar uma espreitadela pelo Cineroad pois vale a pena.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

The Shield


Foi em mais ou menos um mês que desbravei as 7 temporadas da magnifica série que é The Shield. Uma das melhores séries que já vi que nos leva a cada episódio a questionar o que está certo ou errado, de que lado está o bem ou o mal.

Recheada de personagens complexos e inesquecíveis (Vic Mackey, Shane Vendrell, Lem, Ronnie, Dutch...) e finais de temporada que são um autentico murro no estômago, deixando-nos completamente esmagados.
Cheguei tarde a The Shield mas ainda fui a tempo. Um muito obrigado a quem me aconselhou!!!

sábado, 27 de março de 2010

The Imaginarium of Dr. Parnassus, de Terry Gilliam


Dr. Parnassus (Christopher Plummer) um contador de histórias com o dom de manipular a imaginação dos outros, ficou imortal graças a um pacto que fez com o diabo (Tom Waits). Em troca ele prometeu oferecer a sua filha (Lily Cole) quando esta completasse 16 anos. Agora que ela está prestes a chegar a essa idade, Parnassus e o resto do staff do seu espectáculo de rua (a filha, um anão e um jovem orfão) vão tentar tudo para enganar o mafarrico e assim salvar a sua filha. Para os ajudar contam ainda com o misterioso Tony (Heath Ledger) que eles resgatam de uma morte anunciada.


Quando faleceu em Janeiro de 2008, Heath Ledger encontrava-se em pausa das gravações deste filme e como era de esperar o seu desaparecimento foi um grande choque para todos. Recorrendo à sua fértil imaginação, Terry Gilliam convidou 3 amigos de Heath para completar o filme. Foi assim que surgiram Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrel, que interpretam Tony quando este está dentro do imaginarium.

Gilliam disse que este era o filme mais pessoal que já fez e mais uma vez toda a sua imaginação vem ao de cima na forma do Dr. Parnassus. Recordo que era Terry Gilliam que fazia as animações dos Monty Python (quem não se lembra do pé que caia do céu para esmagar tudo o que encontrasse?) e aqui mais uma vez se destaca o sua apurada estética visual.

O elenco brilha a grande altura (os actores/actrizes dos filmes de Gilliam costumam ser nomeados aos principais prémios, incluindo Oscars - Mercedes Ruhel ganhou um Oscar por Fisher King que também deu a nomeação a Robin Williams, Brad Pitt nomeado por 12 Monkeys) com destaque óbvio para o ultimo papel de Heath Ledger, a provar mais uma vez que já era um excelente actor.

NOTA: 8/10


quarta-feira, 24 de março de 2010

Entrevista no blog Totó da Cabeça


O amigo Paulo Jacinto tem uma rubrica no seu blog onde entrevista outros bloggers. O Paulo além de grande benfiquista, como eu, gosta de grandes séries (como eu) e é amante de cinema (como eu). Temos ainda em comum sermos co-autores do blogue dessa grande série que é Sons of Anarchy. Alguma coisa terá ficado por dizer na entrevista mas penso que correu bem. Um obrigado Paulo foi um prazer responder às questões por ti feitas.

*Para ler a entrevista basta clicar na foto

terça-feira, 23 de março de 2010

The Lovely Bones, de Peter Jackson


O oscarizado realizador Peter Jackson (O Senhor dos Anéis) volta ao seu melhor, algo que não acontecia desde a trilogia da Terra Média. Digo isto porque King Kong não me encheu as medidas, talvez tenha de o rever para confirmar que se trata de uma obra menor na carreira do realizado.

Aqui pega no romance homónimo de Alice Sebold e adapta-o com mestria ao mundo do cinema, servindo belas interpretações a actores mais ou menos conceituados.

Saoirse Ronan, que já havia sido brilhante em Expiação, volta a sê-lo como Susie Salmon, uma rapariga de 14 anos que foi assassinada em Dezembro de 1973, no seu regresso a casa após mais um dia de escola. O seu assassino continua a monte e pode estar mais perto do que se poderia supor. Susie encontra-se aprisionado num extraordinário mundo entre a Terra e o Céu, para onde irá assim que ajudar a desvendar o seu assassinato. Será que se vai fazer justiça para Susie possa descansar em paz?

Completam o resto do elenco Mark Whalberg (o Pai), Rachel Weisz (a Mãe), Susan Sarandon (a avó), a jovem neozelandesa Rose McIver (como a irmã de Susie) ou o Soprano Michael Imperioli (como o policia à frente da investigação). Mas o destaque principal vai para a brilhante interpretação de Stanley Tucci, que lhe valeu a nomeação ao Oscar de melhor actor secundário.

A acompanhar está uma muito boa banda sonora, que tem em Song to the Siren na versão dos This Mortal Coil o seu ponto mais alto.

NOTA: 8/10


quinta-feira, 11 de março de 2010

Alice in Wonderland, de Tim Burton


A história deste filme não é aquela a que as nossas avozinhas estavam habituadas a ouvir e que apaixonou várias gerações.
Esta Alice (Mia Wasikowska) tem 19 anos e vive atormentada com o mesmo pesadelo desde os seis com coelhos brancos, gatos que desaparecem, lagartas que fumam. Ela pensa que são sonhos maus e que está a ficar maluca. Um dia após fugir de um pedido insólito de casamento ela vê o coelho do sonho e ao segui-lo cai dentro de um buraco sem fundo que a conduz ao Pais das Maravilhas. Ali, entre poções para crescer e diminuir ela vai ter de ajudar os seus amigos, o Coelho Branco, Tweedledee e Tweedledum, a Ratazana, a Lagarta, o Gato Cheshire, e claro, o Chapeleiro Louco (Johnny Depp) a destronar a perversa Rainha Vermelha (Helena Bonham Cárter) que usurpou o trono à irmã, a Rainha Branca (Anne Hathaway).

Os mundos criados por Tim Burton são por norma geniais e o País das Maravilhas não foge à regra, dando um toque às personagens de Lewis Carrol, personagens essas que estão brilhantemente representadas, com destaque para o Chapeleiro Louco de Johnny Depp e para a Rainha Vermelha de Helena Bonham Carter, com uns toques de loucura que fazem lembrar Bette Davis dos tempos de What Ever Happened to Baby Jane?, com os seus "Off with their heads!"
Por lá também andam Alan Rickman e Stephen Fry como a Lagarta Azul e o Gato Cheshire, Matt Lucas (como os gémeos) e Michael Sheen.(Coelho Branco).

NOTA: 9/10


segunda-feira, 8 de março de 2010

Oscars - Vencedores e derrotados


Talvez tenha sido meia surpresa, uma vez que esperava (esperar não é desejar) que Avatar vencesse, pelo menos com Melhor Filme. Dai que a vitória daquele que considerei o 2º melhor filme de 2009 me tenha deixado satisfeito. Já disse que a minha preferência ia para Inglorious Basterds mas o que é um facto é que The Hurt Locker também é um grande filme.


Na véspera do Dia Internacional da Mulher a grande vencedora da noite acabou por ser Kathryn Bigelow ao conquistar a estatueta para Melhor Realizador(a) e ver o seu filme ser o Melhor para a Academia (conquistaria ainda mais 4 Oscars, incluindo Melhor Argumento Original). Nas categorias de Actor e Actor Secundário acabaram por conquistar o prémios os meus preferidos.

A desilusão para mim foi o único Oscar conquistado pelo filme de Tarantino (precisamente Christopher Waltz). Nem filme, nem realizador, nem argumento original.
Surpresa ainda na categoria de Melhor Filme em Língua não-Inglesa com o favorito O Laço Branco a ser preterido em vez de El Secreto de Sus Ojos, da Argentina.

Aqui estão todos os nomeados e vencedores

sexta-feira, 5 de março de 2010

Law Abiding Citizen, de F. Gary Gray


Na onda do tipo que faz justiça pelas próprias mãos surge este filme de F. Gary Gray.

O filme conta a história de Clyde Shelton (Gerald Butler) que vê a mulher e a filhe serem assassinadas aquando de um assalto a sua casa.
Após anos de luta na justiça, só um dos assaltantes é acusado (precisamente aquele que não matou) e o outro sai em liberdade depois de ajudar o promotor público Nick Rice (Jamie Foxx) a acusar o "amigo". Shelton fica revoltado com esta decisão e espera alguns anos para se começar a vingar... Contra os assassinos da família... e contra o sistema judicial!

Este não é um tema novidade no mundo do cinema - assim à primeira lembro-me logo de Death Wish, com Charles Bronson" - o que não quer dizer que não seja um bom filme de acção e com um twistezinho, muito do agrado do público.


NOTA: 7/10