quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Agradável surpresa


A curta Shoot Me, de André Badalo foi distribuída comercialmente no inicio de The Town, iniciativa que se saúda.
E foi uma boa surpresa esta curta com Maria João Bastos, Ivo Canelas e Philippe Leroux, sobre um triângulo amoroso, com uma filha pelo meio e a escolha de uma mulher entre a estabilidade e a liberdade.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

The Town, de Ben Affleck


Ben Affleck estreou-se na realização em 2007 com o excelente Gone Baby Gone e regressa novamente à sua cidade adoptiva, Boston, para continuar a filmar o mundo do crime, depois do rapto de uma criança desta vez os assaltos a bancos, com o próprio realizador a assumir o papel de protagonista.

Passado no bairro de Charlestown, o filme segue Doug MacRay (Bem Affleck) e os seus leais amigos de infância em mais um assalto a um banco. Só que desta vez as coisas não correm como o esperado e eles são obrigados a fazer refém a gerente do banco, Claire (Rebecca Hall) apenas a libertando quando já estão a salvo. Para terem a certeza de que ela não sabe de nada e não os pode denunciar, Doug começa a segui-la e acaba por se envolver com ela. Ao ver que o agente do FBI Adam Frawley (John Hamm) está cada vez mais perto da verdade, James (Jeremy Renner) o membro mais impulsivo do bando e também melhor amigo de Doug não concorda com esta relação e pensa que Doug poderá estragar tudo e terá de por um fim (literalmente) àquela história. Só que Doug já se decidiu a mudar de vida e levar Claire para longe daquela cidade… mas antes será obrigado a fazer um ultimo serviço…

A realização de Affleck é muito boa, com aquela cidade a ser o seu cenário ideal. O elenco é do melhor que se tem visto ultimamente. Além de Affleck e Rebecca Hall conta com Jeremy Renner que confirma tudo o que tinha mostrado em The Hurt Locker. Depois ainda há John Hamm (de Mad Man), Blake Lively (de Gossip Girl), Titus Welliver (de Sons of Anarchy) e os consagrados Pete Postlethwaite e Chris Cooper.
O argumento não evita alguns clichés mas prende-nos a atenção do primeiro ao último minuto e fica provado que Bem Affleck é um autor a ter em conta e a seguir com atenção nos próximos projectos. Gone Baby Gone e este The Town certamente que não são grandes filmes por acaso.

NOTA: 8,5/10


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Eat Pray Love, de Ryan Murphy


Ryan Murphy, mais conhecido por ser o criador das séries Nip/Tuck e Glee realiza aqui a sua segunda longa metragem, adaptando o livro homónimo de Elizabeth Gilbert sobre uma sua experiência pessoal.

Liz Gilbert (Julia Roberts) tinha a vida que muitas mulheres desejariam ter, bom marido, boa casa, boa carreira. Mas pelos vistos isso parecia não a agradar. Depois de um divórcio litigioso ele começa por namorar um homem mais novo, para descobrir pouco tempo depois que não era isso que queria. Parte então à aventura para três destinos diferentes em busca dos prazeres que que fala o título, Comer em Roma; Orar na Índia; Amar em Bali.

O elenco é muito bom destacando-se dois secundários, Javier Bardem e Richard Jenkins. Já gostava de Jenkins dos filmes dos Coen. Passei a gostar mais depois de ver The Visitor e Six Feet Under. Aqui prova mais uma vez todo o seu talento.
Destaque ainda para uma excelente banda sonora com Neil Young e Eddie Vedder metidos ao barulho.

NOTA: 6/10


sábado, 16 de outubro de 2010

Orgasmo cinematográfico



O projecto baseia-se no livro I Heard You Paint Houses de Charles Brandt, sobre o hitman da máfia Frank “The Irishman” Sheeran.

Quanto a títulos já li que seria I Heard You Paint Houses ou The Irishman.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Predators, de Nimrod Antal


Depois das palhaçadas que fizeram com este bicharoco e com o Alien havia que recuperar o franchise daí que se optou por eliminar os filmes feitos a seguir ao original (com Arnold Schwaznegger) e retomar a série a partir daí.
A ideia foi a mesma de Alien que teve o 2º título (de James Cameron) elevado ao plural.
Assim sendo, neste segundo filme da saga Predator um grupo de desconhecidos é atirado para um planeta desconhecido, habitado por estas criaturas que aniquilam tudo à sua volta. À excepção de um todos eram assassinos no planeta de origem, predadores humanos contra os predadores locais.
Ao contrário de Aliens em que todos sabiam ao que iam (apenas não imaginando as consequências) aqui a premissa vai de encontro a Predator com um grupo de homens armados, numa selva a dar de caras com um ser estranho que os quer aniquilar.

Apesar de ser muito melhor actor, Adrien Brody não faz esquecer Arnie e as suas famosas tiradas ("You're one... *ugly* motherfucker!") mas safa-se bem como herói de acção e está bem secundado por actores como Laurence Fishburne, Danny Trejo, Walter Goggins ou a brasileira Alice Braga.

Curiosidade: Robert Rodriguez, que é o produtor quis realizar isto em 1994. Mas o projecto foi considerado pela FOX muito caro na altura.

NOTA: 7/10


terça-feira, 12 de outubro de 2010

The Walkmen - Lisbon


Mais um grande disco saído da colheita de 2010, desta feita o regresso dos The Walkmen que homenageiam Lisboa e a passagem dupla da banda pela capital portuguesa em 2008, Super Bock em Stock e Super Bock-Super Rock, no qual estive presente.


terça-feira, 5 de outubro de 2010

Straw Dogs, de Sam Peckinpah


Straw Dogs é um filme bastante violento de Sam Peckinpah, datado de 1971.
Nele um pacato matemático norte-americano, David Sumner (Dustin Hoffman) muda-se com a sua esposa britânica para uma zona rural do interior de Inglaterra. Mas o que parecia ser uma vida de sonho depressa se transforma em pesadelo quando os homens que David contrata para reparar a garagem começam um jogo de intimidação e medo, invadindo a sua casa e a privacidade do casal. O pacato (para não usar um termo mais depreciativo) David vai ser posto à prova e tudo fazer para afastar aqueles homens da sua casa.

Um filme perturbador e um dos melhores de Peckinpah.
O título Straw Dogs (Cães de Palha em português) não vem explicado no filme mas referes-se a uma passagem do manual taoísta I Ching que diz que o céu e a terra trata a todos como cães de palha, ou seja coisas baratas e facilmente descartáveis.

NOTA: 8/10


quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Tony Curtis 1925-2010



Sweet Smell of Success, The Defiant Ones, Some Like it Hot, Spartacus foram alguns dos filmes protagonizados por este grande actor que foi casado com Janet Leigh (Psycho, Touch of Evil, The Manchurian Candidate) e era pai de Jamie Lee Curtis (Halloween, A Fish Called Wanda).


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Wall Street - Money Never Sleeps, de Oliver Stone


Em 1987 Oliver Stone dava-nos a conhecer os meandros do mundo financeiro com Wall Street, onde ganância, poder e dinheiro andavam de mãos dadas. O filme apresentava-nos Gordon Gekko (papel que valeria a Michael Douglas o Oscar de melhor actor) e mostrava-no que aquele mundo poderia cair como um castelo de cartas.
Neste novo filme Gekko sai da prisão ao fim de 8 anos e lança um livro que diz que "Greed is Good" (A Ganancia é boa). Mas aquele mundo que ele outrora dominou não está neste momento ao seu alcance e vai-se aliar ao namorado da filha, Jake (Shia LaBoeuf) com o intuito de regressar numa altura de colapso mundial das bolsas.
Stone aproveitou o colapso financeiro de 2008 para fazer regressar Gekko e trouxe um excelente naipe de actores para acompanhar Douglas nesta nova cruzada: Frank Langella, Eli Wallach, Shia Laboeuf, Susan Sarandon e principalmente Josh Brolin no papel de um vilão, também ele ganancioso, no fundo um Gekko elevado a 10.
Destaque ainda para a excelente banda sonora de David Byrne e Brian Eno, com muitas musicas tiradas do seu album de 2008, Everything That Happens Will Happen Today misturadas com outras mais antigas.
Em relação à presença feminina e apesar de Carey Mulligan não se sair mal ficamos com saudades da Darryl Hannah do 1º filme.

Curiosidades:
1- O toque de telemóvel de Jake é o tema de O Bom, o Mau e o Vilão. Eli Wallach, que era o Vilão do filme de Sergio Leone também entra no filme.
2- Bud Fox (personagem principal de Wall Street-1987), aparentemente aprendeu bem com o mestre Gekko como é provado pelo breve cameo de Charlie Sheen no filme.
3 - Numa cena em que Gordon Gekko está a experimentar fatos, numa loja em Londres vê-se por trás dele uma foto autografada de Kirk Douglas.

NOTA: 8/10


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

The Horsemen, de Steven Kastrissios


Mais um filme sobre um pai que tudo faz para vingar a morte da filha partindo à procura daqueles que a mataram ou possam ter alguma coisa a ver com a sua morte. O Ponto de partida é uma cassete (VHS) pornográfica em que a sua filha participa. É um filme extremamente violento este vindo da Austrália e o desempenho Peter Marshall no papel do Pai é frio, duro, com ausência de culpa e ultra-violento.

NOTA: 7/10


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Best of... Christopher Nolan


Aos 40 anos é já um dos realizadores mais talentosos do mundo do cinema, com meia-duzia de filmes, qual deles o melhor. Aos 7 anos já fazia filmes com a Super 8 do pai. A 1ª longa metragem apareceu aos 28 anos. Following foi o ponto de partida para o que viria a seguir já que a acção é nos apresentada de forma descontrolada. Memento, o filme seguinte criou um culto à sua volta. Apresentava-nos um homem com amnésia, incapaz de fabricar memórias recentes com o filme a ser apresentado do fim para o principio. 7 filmes no currículo e todos de grande qualidade. A escolha foi difícil mas aqui vai:

1. Memento


2. The Dark Knight

3. Inception

4. The Prestige

5. Following

6. Batman Begins

7. Insomnia

Filmes de Eleição #45 - Goodfellas





terça-feira, 14 de setembro de 2010

Brothers, de Jim Sheridan


O Capitão Sam Cahill (Tobey Maguire) e o irmão Tommy Cahill (Jake Gyllenhaal) são o complete oposto. O primeiro é um US Marine prestes a embarcar na sua quarta comissão de serviço, um verdadeiro homem de família, casado com a namorada de liceu, Grace (Natalie Portman), com quem tem duas filhas. Tommy, o irmão mais novo, é um jovem à deriva, acabado de sair da prisão, e que rapidamente veste a pele de provocador da família, no jantar de despedida de Sam em casa dos pais, Elsie (Mare Winningham) e Hank Cahill (Sam Shepard), também ele com ligações à vida militar. A ida de Sam para o Afeganistão e o seu desaparecimento em combate, onde chega a ser dado como morto, vai alterar para sempre as vidas destas personagens.


O realizador britânico Jim Sheridan (O Meu Pé Esquerdo, Em Nome do Pai, O Boxeur ou Na América) adapta aqui o filme dinamarquês Brødre, de Susanne Bier (Tudo o Que Perdemos). Ainda não vi o filme original (fiquei com curiosidade) mas pelo que tenho lido Sheridan e o argumentista David Benioff foram fieis ao mesmo. A transformação da personagem de Sam, após o que passou no cenário do conflito é das coisas mais poderosas do filme e dão a Tobey Maguire um dos melhores, senão mesmo o melhor desempenho da sua (ainda curta) carreira. Jake Gyllenhaal, Natalie Portman (que foi nomeada a um Golden Globe por este papel) e Sam Shepard também têm desempenhos à altura.
Uma agradável surpresa.

Nota: 8/10

Trailer

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Sons of Anarchy na Premiere


Como amante de cinema que sou comecei a comprar a revista Premiere desde o 1º número, sem falhas. Neste último número, adquirido na passada Sexta-Feira tem um destaque a uma das minhas séries preferidas do momento: Sons of Anarchy.
Até aqui tudo normal, mas ao chegar ao fim do texto deparo com um destaque ao blogue do qual sou colaborador (http://sonsofanarchypt.blogspot.com/) o que me encheu de orgulho.
Parabéns a todos, principalmente ao Paulo Jacinto, o mentor deste projecto e o membro que mais carbura para que o blogue se mantenha em alta...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Rubicon

Um homem suicida-se após deixar um trevo de 4 folhas sobre um jornal. Will Travers (James Badge Dale, de 24 e The Pacific)que trabalha numa agência governamental norte-americana descobre uma código secreto escondido nas palavras cruzadas de diferentes jornais. O sogro de Will (que também é seu chefe) morre num estranho acidente de comboio após reportar essa descoberta.

Todos estes pontos são lançado no 1º episódio desta série que estou a acompanhar e a partir daqui, como refere o título de um dos episódios: Connect the dots...
Para continuar a ver com atenção.

Drag Me To Hell, de Sam Raimi


Em boa hora Sam Raimi se livrou das teias de aranha e voltou ao género pelo qual ficou conhecido, o terror e o fantástico.
Drag me to Hell é um belo filme de terror onde uma funcionária bancária é obrigada a ordenar o despejo duma senhora idosa da sua casa, por falta de pagamentos ao banco, mas ao fazê-lo fica vítima de uma maldição diabólica que vai virar a sua vida do avesso.
Raimi volta assim ao seu melhor estilo e ao terror clássico, gore, com toques de humor que já não víamos um americano fazer talvez desde os tempo dos Evil Dead (é dele, of course) . Tem uma jovem, aparentemente inocente, tem uma cigana, tem um namorado apaixonado, tem uma maldição, tem um espírito maligno, tem um exorcista, tem uma cena num cemitério, se a isto juntarmos que nada é forçado reparamos que estamos perante um belo filme deste género que é muito difícil de me agradar. Não vou cá em adaptações de filmes de terror japoneses e mesmo esses, nem todos são bons.

NOTA: 8/10