quarta-feira, 9 de junho de 2010

Bajo la Sal, de Mario Muñoz


O filme começa com a paisagem desértica de uma salina. Um mar de de sal, numa zona fronteiriça do México, é o local ideal para ocultar um cadáver. Apesar do estado de mumificação em que o cadáver se encontra dá para perceber que se trata de uma das jovens que tem desaparecido nos últimos tempos naquela localidade. Cabe ao comandante Trujillo, enviado da capital, tentar resolver o mistério.

Este filme mexicano é um thriller em todo o seu esplendor, crimes violentos, um policia obcecado em resolver o caso e uma série de suspeitos, qualquer um deles a poder ser o serial-killer.
Levemente baseado no caso das mulheres mortas de Juarez (o caso é referido algumas vezes durante o filme) este é um bom thriller vindo de um país que tem vindo a dar grandes cineastas nos últimos tempos, casos de Gullermo del Toro ou Gonzalez Iñarritu.

NOTA: 8/10


terça-feira, 8 de junho de 2010

Un Prophète, de Jacques Audiard


Malik El Djebena (Tahar Rahim) é condenado a seis anos de prisão. Aos 19 anos, sem saber ler nem escrever, ele parece mais frágil do que na realidade é. Rapidamente se vê enredado nas lutas de gangues, com uma série de "missões" que deverá executar para conquistar a atenção de um dos líderes. Mas Malik é forte e esperto, e rapidamente começa a criar os seus próprios planos…

Grande filme do cinema francês, de Jacques Audiard (realizador de De Tanto Bater o meu Coração Parou) que esteve entre os candidatos ao Oscar de melhor filme estrangeiro, tendo sido uma das surpresas da noite visto que o Oscar acabou por ir para o filme argentino El Secreto de Justificar completamentesus Ojos (tanto este como O Laço Branco são melhores que o filme argentino).

Malik é um anti-herói que tudo faz para se safar dentro da prisão e se possível sair "um pouco mais esperto do que entrou!" Esta é uma das frases da sua primeira vítima, que curiosamente é quem lhe dá as dicas para sobreviver naquele mundo povoado pela máfia corsa, magrebinos, bascos ou marselheses. Um Profeta foi realizado de forma muito realista, com aspectos que vão da simples inocência à mais pura violência.
Destaque ainda para a dupla de actores principais, Tahar Rahim e Niels Arestrup.

NOTA: 9/10


sexta-feira, 4 de junho de 2010

Battlestar Galactica (2003)


Ainda me lembro de quando era teenager ver a série original de Battlestar Galactica. E das batalhas travadas contra os alienígenas Cylons.
Talvez por não ter achado a série original nada de especial, nunca me deu para ver esta nova versão na altura em que dava. Erro grave.
Esta BSG nada tem a ver com a série anterior. Desde logo os cylons foram criados pelos humanos e não por aliens. Humanos esses que os escravizavam o que levou a uma revolta e a uma 1ª guerra entre ambos. Após essa guerra houve um armistício e os cylons desapareceram do mapa... durante 40 anos!
E é aqui que começa a mini-série que antecede a 1ª temporada. Após 40 anos de paz, a Battlestar Galactica, comandada pelo almirante Bill Adama (Edward James Olmos) está prestes a ser desmantelada quando chega a noticia de um inesperado ataque Cylon sobre as 12 colónias humanas, provocando a sua quase total destruição. A Galactica e mais umas quantas naves com o resto dos sobreviventes põe-se em fuga e os seus tripulantes tudo irão fazer para preservar a raça humana.
Além daquela diferença que já citei, esta BSG é muito mais realista e sombria, abordando vários temas com que lidamos na realidade: dramas humanos, racismo, questões politicas, questões religiosas (o velho duelo ciência vs. religião), o uso e abuso do poder, etc. Tudo isto misturado com um excelente elenco e uma magnifica banda sonora, da autoria de Bear McCreary dá uma grande, grande série, que ao longo de 4 temporadas (fora a mini-série e alguns webisódios) me fizeras estar coladinho ao ecrã com vontade de ver um episódio a seguir ao outro.

Como já mostrei, esta série saltou directamente para o meu top 5 das séries preferidas. Mais uma à qual cheguei tarde mas valeu a pena a espera.


The Wolfman, de Joe Johnson


A infância de Lawrence Talbot (Benicio del Toro) terminou na noite da morte da sua mãe. Após deixar a pequena localidade de Blackmoor, passou décadas a tentar recuperar e esquecer o sucedido. Mas quando a noiva do seu irmão, Gwen Conliffe (Emily Blunt), o procura para a ajudar a encontrar o seu amor desaparecido, Talbot regressa a casa para ajudar nas buscas. Descobre, então, que algo de força bruta e sedento de sangue tem vindo a matar os aldeãos e que um desconfiado inspector da Scotland Yard chamado Aberline (Hugo Weaving) foi chamado para investigar o caso. Quando as peças começam a formar o terrível puzzle, Talbot ouve falar de uma maldição antiga que transforma os desesperados em lobisomens aquando da Lua Cheia. Agora, de modo a parar a chacina e proteger a mulher que ele aprendeu a amar, Talbot tem de matar a maligna criatura que se esconde nos bosques que circundam Blackmoor...

Remake de um dos clássicos de terror da Universal, este lobisomem não acrescenta nada à história, nem ao suspense a não ser uma série de efeitos especiais que eram impossíveis nos anos 40.
Del Toro tem pinta de lobo, Anthony Hopkins anda há vários filmes a fazer o mesmo papel, Emily Blunt é um bocado insossa, salva-se Hugo Weaving, com a sua já característica voz, no papel de um destemido agente da Scotland Yard.
A realização ficou a cargo de Joe Johnson, um dos protegidos de Steven Spielberg (realizou alguns episódios de The Young Indiana Jones Chronicles e o 3º Jurassic Park, para além de estar nos efeitos especiais de Star Wars - The Empire Strikes Back e The Return of the Jedi e Raiders of Lost Ark.

NOTA: 6/10

Trailer

segunda-feira, 31 de maio de 2010

R.I.P. Dennis Hopper


Ainda novinho, participou ao lado de James Dean em Rebel Without a Cause. Já nos anos 60 realizou e protagonizou um dos filmes míticos dessa década, Easy Rider. Nos anos 70 foi o louco fotógrafo de Apocalypse Now para na década seguinte ser um dos meus vilões de eleição em Blue Velvet, de David Lynch. Estes três filmes marcariam a carreira de um grande actor que tanto teve de génio como de louco, como algumas personagens que interpretou.




sexta-feira, 21 de maio de 2010

El Secreto de sus Ojos, de Juan José Campanella


1999, Benjamin Esposito, um oficial de justiça recentemente aposentado, começa a escrever um romance policial sobre um caso que o próprio investigou em 1974.
Ao regressar ao passado ele vai questionar a forma como a investigação foi feita na altura e tentar ao mesmo tempo encontrar as respostas que ficaram por resolver de um crime que mexeu com a vida de várias personagens e que, passados tantos anos ainda pode vir a mexer.

Este foi um dos filmes que causou surpresa na ultima cerimónia dos Oscars ao arrecadar a estatueta de Melhor Filme Estrangeiro, batendo os favoritos O Laço Branco, de M. Haneke e Um Profeta, de Jacques Audiard.
O argumento, do próprio realizador é adaptado da obra de Eduardo Sacheri e tem todos os condimentos que uma obra deste género deve ter: suspense, romance, mistério, humor...
Destaque ainda para a interpretação de um dos principais actores argentinos, Ricardo Darín, no papel de Benjamín.

NOTA: 8/10


terça-feira, 18 de maio de 2010

30 anos sem Ian Curtis


Ian Curtis decidiu deixar-nos há 30 anos atrás, em mais um dos seus momentos de descontrolo. 30 anos depois e a música não o esquece, e em 2010 são inúmeras as bandas que continuam a inspirar-se nos sons dos Joy Division. Interpol, Bloc Party, Editors, The National são alguns exemplos de bandas que vão beber à fonte de Ian Curtis, continuando a eternizar o som criado por ele, Peter Hook, Bernard Sumner e Stephen Morris.

Hoje em Manchester há homenagem. Na Factory. Com Peter Hook, baixista dos Joy Division e dos New Order a tocar na integra o álbum Unknown Pleasures.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Robin Hood, de Ridley Scott


Ridley Scott e Russel Crowe criaram uma boa dinâmica de trabalho, por isso não é de estranhar que esta seja a quinta colaboração entre ambos (Gladiador, A Good Year, American Gangster e Body of Lies foram as anteriores).
Nesta nova abordagem às aventuras do "bom ladrão", acompanhamos um Robin Longstride antes mesmo de ser Hood.
Inglaterra, século XIII. Robin Longstride (Russell Crowe) toda a sua vida prestou serviço leal ao rei Richard I, de cognome Coração de Leão, mas hoje, após a morte do grande soberano, o país atravessa uma grave crise nas mãos do Príncipe John (Oscar Isaac). Após a morte de Sir Robert Loxley, Robin toma o lugar deste a pedido de seu pai, Walter Loxley (Max Von Sydow) na cidade de Nottingham.
Com a ajuda dos seus amigos, Little John, Friar Tuck e da viúva de sir Robert, Marion Loxley (Cate Blanchet), Robin vai tentar impedir que o vilão Godfrey (Mark Strong) consiga que os franceses conquistem Inglaterra.

Se se disser que este filme é uma prequela às histórias já várias vezes levadas ao cinema não andariamos longe da verdade, pois o filme acaba exactamente com o exílio de Robin na floresta de Nottingham e a criação do mito Robin Hood.
A forma de Ridley Scott mantém-se do principio ao fim, com uma direcção competente e momentos de entretenimento, adrenalina e humor, qb e o filme conta ainda com um elenco muito bom, com Crowe à cabeça mas outros nomes de alto gabarito como Max Von Sydow, Cate Blanchet, Mark Strong, William Hurt, Danny Huston ou Kevin Durand.

NOTA: 8/10


quinta-feira, 6 de maio de 2010

The National - High Violet


Senhoras e senhores, eis um grande disco.
Para quem não acreditava que os The National pudessem fazer melhor do que aquilo que já fizeram até aqui, eis que surge High Violet. É fabuloso. E eu que já o ouvi afirmo que é o melhor da banda até agora.
Terrible Love é logo a primeira música do disco e mostra logo ao que vêm. Estou rendido...
Em Julho temo-los cá... no Meco... ao pé de mim... Lá estarei...


sábado, 1 de maio de 2010

Novelos da Paixão

E cá estou eu de volta à melhor banda tuga, os Mão Morta para apresentar o 1º tema do albúm Pesadelo em Peluche a ter videoclip, Novelos da Paixão:


sexta-feira, 30 de abril de 2010

Fool's Day

Não, não tem nada a ver com o dia 1 de Abril, até porque estamos no dia oposto do mesmo mês. Nem é mentira. Os Blur (sim os 4 membros, Graham Coxon incluído) lançaram mesmo um novo tema, 7 anos depois para celebrar o Record Store Day. E é uma música bem cool o que vem provar que se resolverem voltar às lides musicais ainda estão aí para as curvas.
O tema está disponível gratismente no site oficial da banda mas agora roda aqui:


Ridley Scott regressa a Alien


O britânico Ridley Scott vai regressar à saga que começou, não com uma mas com duas prequelas... e em 3D.
Se aqueles bichos já eram horripilantes normalmente, imaginem em 3D...
Alien é talvez a única saga do cinema que em que todos são grandes filmes. Lembro ainda que o Alien realizado por Scott em 1979 foi o 1º da saga e para mim o melhor.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Pesadelo em Peluche


É o disco do momento e passa em constante repeat pelos meus tímpanos.
Numa altura em que os rapazes comemoram 25 anos de carreira lançam mais um grande disco que teve como ponto de partida o livro The Atrocity Exhibition, de J. G. Ballard (o autor de Crash, levado ao cinema por David Cronenberg ou O Império do Sol, adaptado ao cinema por Spielberg). Fernando Ribeiro, dos Moonspell empresta a voz no brilhante tema "Como um Vampiro".
Hoje, 29 de Abril, há concerto de apresentação no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.


Se forem ao MySpace da banda podem ouvir algumas musicas

quarta-feira, 21 de abril de 2010

LCD Soundsystem - This is Happening


Sai a 17 de Maio aquele que será possivelmente o ultimo trabalho dos LCD Soundsystem.
O primeiro single extraído do dito cujo já tem teledisco e roda aqui:


terça-feira, 20 de abril de 2010

From Paris With Love, de Pierre Morel

Depois do muito bom filme de acção que foi Taken, Pierre Morel continua a movimentar as ruas de Paris. Desta vez são Jonathan Rhys Meyers e John Travolta os americanos que estão encarregues de desmantelar uma célula terrorista, não olhando a meios para conseguir os seus objectivos. Principalmente a personagem interpretada por Travolta.
É um filme de acção banal que podia e devia ter potencial, dada a qualidade dos anteriores filmes de Morel.
É bom entretenimento, não mais do que isso. O que é pena...

NOTA: 6/10


quarta-feira, 14 de abril de 2010

Green Zone, de Paul Greengrass


Paul Greengrass (Domingo Sangrento, Voo 93, Bourne Supremacy, Bourne Ultimatum) e Matt Damon voltam a juntar forças depois dos dois últimos episódios da série Jason Bourne e muitos até se poderão questionar se esta não é uma ida de Bourne ao Iraque, o que nem é negativo de todo, dada a qualidade desses dois filmes.
Greengrass vem da escola realista do documentário social televisivo britânico, com constantes vai-vem da câmara ao ombro, desta vez viaja até Bagdad, logo a seguir à fuga de Saddam para desvendar a vasta teia de mentiras que levaram os EUA a esta guerra, mais propriamente a não existência de armas de destruição maciça. O oficial do exército Roy Miller (Matt Damon) e os seus homens têm por missão encontrar essas armas e seguem informações confidenciais dadas por alguém que ninguém sabe quem é. E à terceira tentativa frustrada de encontrar essas armas, Miller começa a desconfiar que alguma coisa está mal contada naquela história e com a ajuda de um operacional da CIA (Brendan Gleeson) vai tentar descobrir o quê...

Um muito bom filme de guerra e acção, inspirado no livro de investigação do jornalista Rajiv Shandrasekaran. Além dos nomes já citados o filme conta ainda com Greg Kinnear, Amy Ryan, Jason Isaacs, Yigal Naor, Khalid Abdalla (que também já tinha filmado com Greengrass - ele era um dos terroristas em Voo 93).
NOTA: 8/10


sábado, 10 de abril de 2010

The Hurt Locker, de Kathryn Bigelow


Dentro do género filmes de guerra/guerra(s) do Iraque, aqui está o melhor filme feito até ao momento. E logo aos olhos de uma mulher, Kathryn Bigelow. Kathryn já foi casada com James Cameron e realizou alguns filmes interessantes, tais como Point Break (com Keanu Reeves e Patrick Swayze), Strange Days (com Ralph Fiennes e Juliette Lewis) e K19-The Widowmaker (um drama baseado em factos reais, passado num submarino russo, com Harrison Ford e Liam Neeson).


Filmado na Jordânia, The Hurt Locker acompanha uma companhia com a maior taxa de baixas de toda a guerra. Eles são especialistas em bombas/minas e armadilhas numa cidade, Bagdad onde o perigo e a morte estão em qualquer lado. Centrado em 3 dos soldados dessa companhia, o filme acompanha-os em alguns episódios baseados em factos reais (o argumentista Mark Boal - In the Valley of Elah - entrevistou vários destes operacionais no campo de batalha).
K. Bigelow filma de forma impressionante - a fotografia é genial - todos os momentos de tensão que se vão vivendo ao longo de mais de duas horas de filme, e estes não são poucos. Além disso foca um aspecto importante que é o do vicio pelo perigo que este tipo de acção pode causa nos soldados.
Com actores ainda pouco conhecidos (ponham os olhos em Jeremy Renner e Anthony Mackie) e apenas breves aparições de Guy Pearce e Ralph Fiennes.
Venham mais filmes assim...

NOTA: 10/10

PS. Como sabem este foi o grande vencedor da ultima cerimónia dos Oscars, para além de ter arrecadado outros prémios importantes.



terça-feira, 6 de abril de 2010

CINEROAD - 10 Breves Perguntas


O Roberto Simões do blogue Cineroad convidou-me para responder a 10 Breves Perguntas, convite ao qual acedi com todo o prazer.
Vejam as respostas aqui e aproveitem para dar uma espreitadela pelo Cineroad pois vale a pena.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

The Shield


Foi em mais ou menos um mês que desbravei as 7 temporadas da magnifica série que é The Shield. Uma das melhores séries que já vi que nos leva a cada episódio a questionar o que está certo ou errado, de que lado está o bem ou o mal.

Recheada de personagens complexos e inesquecíveis (Vic Mackey, Shane Vendrell, Lem, Ronnie, Dutch...) e finais de temporada que são um autentico murro no estômago, deixando-nos completamente esmagados.
Cheguei tarde a The Shield mas ainda fui a tempo. Um muito obrigado a quem me aconselhou!!!

sábado, 27 de março de 2010

The Imaginarium of Dr. Parnassus, de Terry Gilliam


Dr. Parnassus (Christopher Plummer) um contador de histórias com o dom de manipular a imaginação dos outros, ficou imortal graças a um pacto que fez com o diabo (Tom Waits). Em troca ele prometeu oferecer a sua filha (Lily Cole) quando esta completasse 16 anos. Agora que ela está prestes a chegar a essa idade, Parnassus e o resto do staff do seu espectáculo de rua (a filha, um anão e um jovem orfão) vão tentar tudo para enganar o mafarrico e assim salvar a sua filha. Para os ajudar contam ainda com o misterioso Tony (Heath Ledger) que eles resgatam de uma morte anunciada.


Quando faleceu em Janeiro de 2008, Heath Ledger encontrava-se em pausa das gravações deste filme e como era de esperar o seu desaparecimento foi um grande choque para todos. Recorrendo à sua fértil imaginação, Terry Gilliam convidou 3 amigos de Heath para completar o filme. Foi assim que surgiram Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrel, que interpretam Tony quando este está dentro do imaginarium.

Gilliam disse que este era o filme mais pessoal que já fez e mais uma vez toda a sua imaginação vem ao de cima na forma do Dr. Parnassus. Recordo que era Terry Gilliam que fazia as animações dos Monty Python (quem não se lembra do pé que caia do céu para esmagar tudo o que encontrasse?) e aqui mais uma vez se destaca o sua apurada estética visual.

O elenco brilha a grande altura (os actores/actrizes dos filmes de Gilliam costumam ser nomeados aos principais prémios, incluindo Oscars - Mercedes Ruhel ganhou um Oscar por Fisher King que também deu a nomeação a Robin Williams, Brad Pitt nomeado por 12 Monkeys) com destaque óbvio para o ultimo papel de Heath Ledger, a provar mais uma vez que já era um excelente actor.

NOTA: 8/10


quarta-feira, 24 de março de 2010

Entrevista no blog Totó da Cabeça


O amigo Paulo Jacinto tem uma rubrica no seu blog onde entrevista outros bloggers. O Paulo além de grande benfiquista, como eu, gosta de grandes séries (como eu) e é amante de cinema (como eu). Temos ainda em comum sermos co-autores do blogue dessa grande série que é Sons of Anarchy. Alguma coisa terá ficado por dizer na entrevista mas penso que correu bem. Um obrigado Paulo foi um prazer responder às questões por ti feitas.

*Para ler a entrevista basta clicar na foto

terça-feira, 23 de março de 2010

The Lovely Bones, de Peter Jackson


O oscarizado realizador Peter Jackson (O Senhor dos Anéis) volta ao seu melhor, algo que não acontecia desde a trilogia da Terra Média. Digo isto porque King Kong não me encheu as medidas, talvez tenha de o rever para confirmar que se trata de uma obra menor na carreira do realizado.

Aqui pega no romance homónimo de Alice Sebold e adapta-o com mestria ao mundo do cinema, servindo belas interpretações a actores mais ou menos conceituados.

Saoirse Ronan, que já havia sido brilhante em Expiação, volta a sê-lo como Susie Salmon, uma rapariga de 14 anos que foi assassinada em Dezembro de 1973, no seu regresso a casa após mais um dia de escola. O seu assassino continua a monte e pode estar mais perto do que se poderia supor. Susie encontra-se aprisionado num extraordinário mundo entre a Terra e o Céu, para onde irá assim que ajudar a desvendar o seu assassinato. Será que se vai fazer justiça para Susie possa descansar em paz?

Completam o resto do elenco Mark Whalberg (o Pai), Rachel Weisz (a Mãe), Susan Sarandon (a avó), a jovem neozelandesa Rose McIver (como a irmã de Susie) ou o Soprano Michael Imperioli (como o policia à frente da investigação). Mas o destaque principal vai para a brilhante interpretação de Stanley Tucci, que lhe valeu a nomeação ao Oscar de melhor actor secundário.

A acompanhar está uma muito boa banda sonora, que tem em Song to the Siren na versão dos This Mortal Coil o seu ponto mais alto.

NOTA: 8/10


quinta-feira, 11 de março de 2010

Alice in Wonderland, de Tim Burton


A história deste filme não é aquela a que as nossas avozinhas estavam habituadas a ouvir e que apaixonou várias gerações.
Esta Alice (Mia Wasikowska) tem 19 anos e vive atormentada com o mesmo pesadelo desde os seis com coelhos brancos, gatos que desaparecem, lagartas que fumam. Ela pensa que são sonhos maus e que está a ficar maluca. Um dia após fugir de um pedido insólito de casamento ela vê o coelho do sonho e ao segui-lo cai dentro de um buraco sem fundo que a conduz ao Pais das Maravilhas. Ali, entre poções para crescer e diminuir ela vai ter de ajudar os seus amigos, o Coelho Branco, Tweedledee e Tweedledum, a Ratazana, a Lagarta, o Gato Cheshire, e claro, o Chapeleiro Louco (Johnny Depp) a destronar a perversa Rainha Vermelha (Helena Bonham Cárter) que usurpou o trono à irmã, a Rainha Branca (Anne Hathaway).

Os mundos criados por Tim Burton são por norma geniais e o País das Maravilhas não foge à regra, dando um toque às personagens de Lewis Carrol, personagens essas que estão brilhantemente representadas, com destaque para o Chapeleiro Louco de Johnny Depp e para a Rainha Vermelha de Helena Bonham Carter, com uns toques de loucura que fazem lembrar Bette Davis dos tempos de What Ever Happened to Baby Jane?, com os seus "Off with their heads!"
Por lá também andam Alan Rickman e Stephen Fry como a Lagarta Azul e o Gato Cheshire, Matt Lucas (como os gémeos) e Michael Sheen.(Coelho Branco).

NOTA: 9/10


segunda-feira, 8 de março de 2010

Oscars - Vencedores e derrotados


Talvez tenha sido meia surpresa, uma vez que esperava (esperar não é desejar) que Avatar vencesse, pelo menos com Melhor Filme. Dai que a vitória daquele que considerei o 2º melhor filme de 2009 me tenha deixado satisfeito. Já disse que a minha preferência ia para Inglorious Basterds mas o que é um facto é que The Hurt Locker também é um grande filme.


Na véspera do Dia Internacional da Mulher a grande vencedora da noite acabou por ser Kathryn Bigelow ao conquistar a estatueta para Melhor Realizador(a) e ver o seu filme ser o Melhor para a Academia (conquistaria ainda mais 4 Oscars, incluindo Melhor Argumento Original). Nas categorias de Actor e Actor Secundário acabaram por conquistar o prémios os meus preferidos.

A desilusão para mim foi o único Oscar conquistado pelo filme de Tarantino (precisamente Christopher Waltz). Nem filme, nem realizador, nem argumento original.
Surpresa ainda na categoria de Melhor Filme em Língua não-Inglesa com o favorito O Laço Branco a ser preterido em vez de El Secreto de Sus Ojos, da Argentina.

Aqui estão todos os nomeados e vencedores

sexta-feira, 5 de março de 2010

Law Abiding Citizen, de F. Gary Gray


Na onda do tipo que faz justiça pelas próprias mãos surge este filme de F. Gary Gray.

O filme conta a história de Clyde Shelton (Gerald Butler) que vê a mulher e a filhe serem assassinadas aquando de um assalto a sua casa.
Após anos de luta na justiça, só um dos assaltantes é acusado (precisamente aquele que não matou) e o outro sai em liberdade depois de ajudar o promotor público Nick Rice (Jamie Foxx) a acusar o "amigo". Shelton fica revoltado com esta decisão e espera alguns anos para se começar a vingar... Contra os assassinos da família... e contra o sistema judicial!

Este não é um tema novidade no mundo do cinema - assim à primeira lembro-me logo de Death Wish, com Charles Bronson" - o que não quer dizer que não seja um bom filme de acção e com um twistezinho, muito do agrado do público.


NOTA: 7/10



Oscars, as injustiças do passado e os desejos para Domingo


O Ipsilon de hoje lança um inquérito interessante a algumas personalidades (umas mais outras menos famosas, mas não é isso que interessa).

1. Qual foi o Oscar mais mal entregue na história da Academia?
2. Qual a maior injustiça da Academia, o Óscar que nunca foi dado e deveria ter sido.
3. Qual a aposta emocional para este ano? Quem ou que filme gostaria de ver receber um Oscar?

Aqui ficam as minhas respostas:

1. Duas das piadas de pior gosto dizem respeito aos Oscars conquistados por "Rocky" e "Gente Vulgar" em vez de "Taxi Driver" e "Raging Bull"!!!

2. "Citizen Kane" não venceu. "Pulp Fiction" não venceu. Scorsese devia ter recebido Oscar mais cedo, grandes actores como Peter Sellers nunca ganharamentre muitos outros...

3. Deveria vencer "Inglorious Basterds" ou "The Hurt Locker" mas temo que seja Avatar a conquistar. Se Christopher Walz não vencer melhor actor secundário será um escândalo. Como actor principal gostaria que vencesse o Dude, Jeff Bridges. E como realizado... Quentin Tarantino.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Gorillaz regressam com Plastic Beach


Cinco anos depois de Demon Days, os Gorillaz estão de volta com Palstic Beach, um disco cheio de contribuições de peso, como por ex. Lou Reed e Mark E. Smith.

O primeiro single extraido é Stylo e conta com a ajuda de Bobby Womack e Mos Def a Damon Albran e companhia.
O vídeoclip conta com a presença de Bruce Willis.


Best of... Sam Peckinpah


David Samuel Peckinpah (1925-1984) foi um dos duros de Hollywood, tanto nos filmes que concebia, cheios de violência, como na vida real (era conhecido como "Bloody Sam"). Realizou 17 filmes em 22 anos de carreira e tinha como referencias o cinema de John Ford e Sergio Leone. Walter Hill, que com ele trabalhou foi seu seguidor nalguns dos seus filmes dos anos 70/80 e o próprio Quentin Tarantino pisca-lhe o olho de vez em quando.

1. The Wild Bunch (A Quadrilha Selvagem)


2. Straw Dogs (Cães de Palha)

3. Cross of Iron (Cruz de Ferro)

4. The Getaway (Tiro de Escape)

5. Bring me the Head of Alfredo Garcia

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Shutter Island, de Martin Scorsese



O ano é 1954, o US Marshal Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) é um homem atormentado pela experiência vivida na II Guerra Mundial, mais propriamente no campo de concentração de Bachau e pela morte recente da sua esposa. Ele e o seu novo parceiro Chuck Aule (Mark Ruffalo) dirigem-se de ferry para o hospital psiquiátrico, para criminosos com perturbações mentais situado numa ilha perto da costa de Boston, Shutter Island. O objectivo é investigar o desaparecimento de Rachel Solano, uma paciente/prisioneira que afogou os 3 filhos. Ela desapareceu da sua cela deixando apenas um pequeno papel com uma pergunta indecifrável.
Os médicos, funcionários e enfermeira(o)s da instituição não parecem muito empenhados em cooperar com a investigação e há algo de particularmente misterioso em Dr. Cawley (Ben Kingsley), o director do hospital. Com um furacão a aproximar-se, rodeados por um ambiente psicótico e pacientes perigosos, ambos percebem que as suas vidas podem estar em risco e que podem não conseguir sair vivos daquela ilha maldita.


A partir do livro "Paciente 67" de Dennis Lehane (Mystic River; Gone Baby Gone), Martin Scorsese transporta-nos para uma das épocas douradas do cinema, com referências evidentes - logo no inicio notamos isso - a grandes clássicos da série B desse época (Leonardo DiCaprio teve de ver Out of the Past, de Jacques Tourneur) e constrói um pesadelo claustrofóbico onde nada é o que parece ser e onde não podemos confiar em ninguém.
Mais um grande filme de um dos maiores realizadores vivos, filmado exemplarmente e com detalhes magistrais (a cena da caverna, por ex.) ao longo de toda a sua duração. Se juntarmos a isto uma banda sonora assustadora e um magnifico elenco, temos já em Fevereiro um dos maiores filmes de 2010.


NOTA: 9/10



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Whatever Works, de Woody Allen


Boris Yelnikoff (Larry David) é um fanfarrão de meia idade, génio da física que sofre de insatisfação crónica e desprezo pelo género humano. Depois de perder a mulher num divórcio, um prémio Nobel e de quase ter perdido a sua própria vida numa tentativa de suicídio mal sucedida, resolve dar largas à sua misantropia e isolar-se numa pequena casa na cidade de Nova Iorque. Um dia encontra à sua porta Melody (Evan Rachel Wood), uma jovem fugitiva do Mississípi, cuja inocência e alegria de viver contagiante contrastam com o cinismo do cientista. Com o passar do tempo a doce rapariga instala-se em sua casa e invade a sua vida, preenchendo todas as lacunas do insatisfeito Boris. As suas vidas parecem perfeitas até ao dia em que os pais dela resolvem aparecer e revolucionar tudo à sua volta...

Este é o regresso de Woody Allen a casa, depois das experiências britânica e espanhola.
E é o Woody Allen de sempre, com o seu humor subtil, espirituoso mas também desencantado com a vida, com o amor, questionando por diversas vezes o sentido da vida e da religião.
Desta vez o alter ego de Allen é Larry David (Seinfeld ou Curb your Enthusiasm) bem secundado pelas excelentes Patricia Clarkson e a jovem Evan Rachel Wood.

NOTA: 8/10


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

BAFTA 2010

O grande vencedor foi The Hurt Locker, de Kathryn Bigelow com 6 galardões, incluindo melhor filme, realizadora e argumento.

Laputa: Castle in the Sky, de Hayao Miyazaki


Quando um dirigível é atacado por piratas Sheeta, uma jovem adolescente ali detida, aproveita a oportunidade para escapar dos seus raptores. Só que os piratas também estão atrás dela e acaba por se precipitar e cair em direcção ao solo. Cá em baixo, numa pequena aldeia mineira, o jovem Pazu vê uma estanha luz vinda do céu a dirigir-se na sua direcção. Pazu acolhe Sheeta e mais tarde os dois são obrigados a fugir dos piratas que os perseguem e de agentes do governo. Todos estão interessados em Sheeta e na pedra que ela transporta, a chave para descobrir a misteriosa ilha flutuante, Laputa.

Laputa, Castle in the Sky (1986) foi a 2ª longa-metragem de Hayao Miyazaki (a primeira tinha sido Nausicca - 1984) e adapta livremente um dos segmentos de As Viagens de Gulliver, de Johnattan Swift em que o herói passa em Laputa, uma cidade voadora.
Mais uma vez os heróis são crianças, como acontece em (quase) todos os filmes/séries de Miyazaki. Sejam raparigas (Kiki, Chihiro, Nausicaa) ou rapazes (Conan, Ashitaka).
Uma excelente história de aventuras para todas as idades com belas sequências de animação, como só este mestre japonês sabe.

NOTA: 9/10


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A Serious Men, Joel e Ethan Coen


Mais uma fábula dos Coen sobre um homem "que não estava lá".
O filme começa com um prólogo passado numa povoação polaca. Um homem chega a casa e diz que encontrou alguém pelo caminho. A mulher fica em estado de choque pois diz que esse alguém já morreu há anos e deve ser o espírito dele. Batem à porta... silêncio. O homem diz que convidou o "possível espirito"para jantar. O homem entra e diz que está vivo e bem de saúde. A mulher continua a achar que ele é um dybbuk (espírito para os judeus) e para o provar espeta-lhe uma faca no peito. O homem sai ensanguentado e a cambalear. Salvação ou maldição? Nunca o saberemos.

Andando para a frente no tempo, vamos até à América dos anos 60 onde Larry Gopnik, um professor de Física da Universidade de Midwestern acaba de ser informado que a sua mulher, Judith o vai deixar. Ela apaixonou-se por um dos seus colegas, Sy Ableman, que, aos seus olhos, é alguém muito mais interessante do que o seu marido. A família de Larry também não ajuda muito: o seu irmão Arthur mora lá em casa e dorme no sofá; o filho Danny é um estudante problemático e rebelde que rouba dinheiro à irmã para comprar charros; e a filha Sarah rouba, frequentemente dinheiro ao pai para fazer uma plástica ao nariz. A juntar a isto um aluno coreano tenta suborná-lo para conseguir uma nota melhor e a partir dai passa a chantageá-lo, o que pode por em causa a sua carreira na Universidade.
Larry decide pedir conselhos a três rabinos diferentes que poderão ou não ajudá-lo a enfrentar este e outros problemas que vão surgindo...

Mais um grande filme dos Coen que para não fugir à regra aborda os temas e técnicas muito usados por eles e filmado pela câmara luminosa de Roger Deakins (outro habitué dos Coen).
As interpretações são espantosas (Michael Stuhlbarg é estupendo) principalmente se notarmos que são actores desconhecidos - o único que conhecia é Adam Arkin da série Sons of Anarchy.

NOTA: 9/10


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

The Men Who Stare at Goats, de Grant Heslov

Esta é uma historia ligeiramente baseada em factos verdadeiros.

O repórter Bob Wilton (Ewan McGregor) julgava ter tudo o que um homem podia desejar até perceber que, afinal, a mulher, com quem pensava estar bem casado, o trocou pelo editor do jornal onde ambos trabalhavam.
Para provar que consegue ultrapassar a traição, deixa tudo e vai para o cenário de guerra do Iraque, procurar um furo que o torne célebre. E é na fronteira com o Kuwait que conhece Lyn Cassady (George Clooney), um agente de forças especiais New Age que revela estar numa missão secreta em nome da sua Unidade de Super Soldados Jedis liderada por Bill Django (Jeff Bridges).
Inseridos num programa secreto do Governo dos EUA, estes guerreiros pacifistas possuem poderes paranormais que lhes permitem atravessar paredes, encontrar com a mente pessoas desaparecidas ou vencer o inimigo com o poder da mente, sem necessidade de sangue ou violência gratuita. Decidido a atravessar a fronteira com Lyn e encontrar a história que vai mudar a sua vida, Bob vê-se envolvido numa guerra entre os super soldados e Larry Hooper (Kevin Spacey), um antigo discípulo de Bill com contas para ajustar.

O filme adapta e satiriza o livro do jornalista Jon Ronson, com o mesmo título. Uma comédia non-sense bem, ao estilo dos irmãos Coen realizada pelo actor Grant Heslov (aparece nos filmes de Clooney, Good Night and Good Luck e Leatherheads). Destaque ainda para o elenco, principalmente para a personagem de Jeff Bridges, bem ao estilo do seu Lebowski.

NOTA: 8/10


sábado, 13 de fevereiro de 2010

Two Days in the Valley, de John Herzfeld


Este filme de 1996, de John Herzfeld é uma colagem descarada a Pulp Fiction mas obviamente numa escala menor.
Apesar disso não deixa de ser um filme interessante que gira em torno de eventos passados urante 48 horas nas vidas de um grupo de pessoas unidos por um assassinato.
Um simpático assassino de meia idade (Danny Aiello) é contratado pelo frio Lee Woods (James Spader) para o ajudar a assassinar um homem. Eric Stoltz e Jeff Daniels fazem de 2 policias da brigada de combate ao narcotráfico que vão parar à cena do crime. Um realizador falhado, um coleccionador de arte com pedra nos rins, uma ex-atleta olímpica, a namorado de um dos assassinos e uma enfermeira também tem protagonismo nesta história (mais uma) de vidas cruzadas.
O elenco, para além dos já citados conta ainda com Charlize Theron (a namorada sueca de James Spader) e Teri Hatcher (a mulher do morto).

NOTA: 7/10


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O Monte do Vendavais, de Luis Buñuel


Adaptação livre do romance de Emile Brontë, O Monte dos Vendavais, com o mestre do surrealismo Luis Buñuel a dar a sensibilidade e paixão habituais na sua filmografia, transportando a história para ambientes mexicanos.

Após longos anos de ausência, Alejandro (Jorge Mistral) o ex-criado de uma fazenda do México rural do séc. XIX, regressa agora rico para se vingar de quem o afastou da filha do patrão, Catalina (Irasema Dilián). Ela agora está casada com Eduardo (Ernesto Alonso), um abastado vizinho da família. Alejandro pede a Calalina para que fujam mas ela diz que é tarde demais. Assim ele vira-se para Isabel, irmã de Eduardo pretendendo casar-se com ela mesmo que não nutra mais do que ódio e a veja como forma de se vingar do irmão.

NOTA: 9/10

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Gone Baby Gone, de Ben Affleck


Goste-se ou não do que tem feito em alguns filmes como actor (estou-me a lembrar de Pearl Harbour ou Daredevil) a verdade é que Ben Affleck já fez coisas boas tanto nessas funções como nas de argumentista onde, convém recordar já ganhou um Oscar (Good Will Hunting juntamente com Matt Damon).
Em 2007 surgiu pela primeira vez como realizador e não se safou nada mal, antes pelo contrário.
Já se sabe que a estreia de Gone Baby Gone foi por várias vezes adiada em alguns países europeus (incluindo Portugal) devido a certas semelhanças com o caso "Maddie McCann" (histeria dos pudicos ingleses, direi eu...)!
O irmão mais novo de Ben, Casey Affleck que contracenou com ele em Good Will Hunting e mais recentemente foi nomeado ao Oscar por The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford, desempenha o papel de Patrick Kenzie, um detective privado de Boston que, com a sua namorada Angie (Michelle Monaghan) costumam desvendar casos de adultério e de pessoas desaparecidas, mais propriamente aquelas que devem dinheiro a alguém. Mas desta vez o caso é diferente, eles são contratados pelos tios de uma menina de 4 anos que foi vitima de um possível rapto. À cabeça da investigação policial está Jack Doyle (Morgan Freeman) e os seus dois melhores investigadores, Remy Bressant (Ed Harris) and Nick Poole (John Ashton).
Devido ao vicio da mãe da criança, Helene (Amy Ryan - nomeada ao Oscar por este papel) Patrick e Angie descobrem haver uma relação desta com um perigoso traficante local e que isso pode estar ligado com o desaparecimento de Amanda.

Ben e Casey foram criados em Boston dai moverem-se pela cidade com grande à vontade, o que se nota tanto na realização dum como na interpretação do outro e a história é baseada na obra homónima de Denis Lehane, o mesmo de Mystic River e volta a abordar o tema dos abusos na infância.
Um bom filme que revi agora em DVD, com um grande elenco.

NOTA: 8/10


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Arctic Monkeys no Campo Pequeno


Nesta sua terceira passagem pelo nosso país os Arctic Monkeys deram um optimo concerto na noite da passada Quarta-Feira, dia 3 de Fevereiro.
Cada vez melhores, fruto da experiência ganha e de convívio com outros músicos (o produtor do ultimo Humbug é Josh Homme) os britânicos navegaram pelos 3 discos de originais e apresentaram ainda a sua versão de «Red Right Hand», de Nick Cave.
Venham mais concertos destes em 2010! A malta agradece.

Alinhamento:

1. Dance Little Liar
2. Brianstorm
3. This House Is A Circus
4. Still Take You Home
5. Potion Approaching
6. Red Right Hand (Nick Cave cover)
7. My Propeller
8. Crying Lightning
9. Catapult
10. The View From The Afternoon
11. I Bet You Look Good On The Dancefloor
12. Fluorescent Adolescent / Only You Know (Dion cover)
13. If You Were There, Beware
14. Pretty Visitors
15. Do Me A Favour
16. When The Sun Goes Down
17. Secret Door

Encore
18. Cornerstone
19. 505

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Sherlock Holmes, de Guy Richie


Este Sherlock Holmes apresenta-se como um belo entretenimento, algo entre aquilo que já nos habituou o cinema de Richie e a sua devoção pela personagem de Conan Doyle.
Aqueles familiarizados com anteriores adaptações vão concerteza estranhar este Holmes, habituados que estão a certos tiques de outros Sherlock Holmes.
A história segue o mais famoso detective de sempre (exemplarmente interpretado por Robert Downey Jr.) a tentar resolver o caso do serial killer Lord Blackwood (Mark Strong), que depois de condenado e enforcado parece ter regressado do mundo dos mortos. Ajudado pelo seu velho companheiro Dr Watson (um não menos exuberante Jude Law), Holmes usa de toda a sua habitual perspicácia para reunir todas as provas que levem à divulgação do mistério por trás dos crimes de Blackwood.

NOTA: 7/10


Os meus Oscars


Ficamos ontem a conhecer as nomeações para a 82ª edição dos Oscars.

De entre os nomeados para as principais categorias, estes eram os meus escolhidos:

Melhor Filme: Inglorious Basterds

Melhor Actor: Jeff Bridges

Melhor Actriz: Carey Mulligan

Actor Secundário: Christoph Waltz

Actriz Secundária: Anna Kendrick

Melhor Realizador: Quentin Tarantino

Melhor Argumento: Inglorious Basterds

Melhor Argumento Adaptado: Up in the Air

Melhor Fotografia: The Hurt Locker

Melhor Filme de Animação: Fantastic Mr. Fox

Melhor Filme em lingua não inglesa: Das weisse Band (Germany)

Aqui podem ver todos os nomeados