domingo, 25 de julho de 2010

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Inception, de Christopher Nolan


Dominic Cobb (Leonardo DiCaprio) é um sonhador profissional. Os militares criaram uma ferramenta de treino que permite que as pessoas partilhem os sonhos.
Só que há pessoas como Cobb e o seu grupo de amigos que se serve desta tecnologia para roubar segredos e informações importantes. Mas nem tudo são rosas neste mundo, o sonhador preenche o mundo que o arquitecto criou com os seus segredos e consoante a sua personalidade. Cada um pode moldar o sonho conforme a sua conveniência o que pode por em risco toda a missão (o próprio Cobb tem experiência negativa neste aspecto).
Agora Cobb têm uma missão muito mais arriscada, uma das suas vitimas torna-se seu empregador e pede-lhe, não que roube uma informação mas que implante uma ideia na cabeça de alguém. Trabalho impossível para muitos mas não tanto para a equipa de Cobb. Além de que esse trabalho vai permitir a Cobb regressar aos Estados Unidos, país que o persegue após uma missão mal sucedida.
As cenas de acção (algumas delas à la Matrix) são um must. A fotografia de Wally Pfister é do melhor que se tem visto. Um elenco com Leonardo Di Caprio, Marion Cotillard, Ellen Page, Tom Berenger, Michael Caine, Tom Hardy, Joseph Gordon-Levitt, só poderia estar a grande altura. E para ajudar e acompanhar cada frame está uma magnifica banda sonora de Hans Zimmer.

É incrível notar que Chris Nolan tem apenas 39 anos e já um curriculo de fazer inveja, mesmo a alguns dos grandes mestres da 7ª arte.
E mais uma vez, como na maior parte dos seus filmes, Nolan brinca com a nossa mente (Following, Memento, The Prestige, são disso exemplo). Desta vez através dos sonhos, através da sua construção (e desconstrução). O que é sonho? O que é realidade? O filme combina na perfeição, thriller, ficção cientifica e drama humano partindo de um assalto (o tal implante) e parte para um desencadear de emoções que nos vão deixar presos à cadeira durante as 2 horas e meia de duração.
Se algo mais havia a provar, após uma série de excelentes filmes, Chris Nolan entra aqui para a galeria dos mestres da 7ª arte. Se há realizador que pode brincar com a minha mente, esse é Christopher Nolan. Cá ficarei à espera que ele me implante mais um dos seus labirínticos argumentos...

NOTA: 10/10




quarta-feira, 21 de julho de 2010

The Ghost Writer, de Roman Polanski

É sempre com grande entusiasmo que vejo os grandes mestres da 7ª arte recuperarem os thrillers clássicos. Já tinha acontecido este ano com o Shutter Island, de Scorsese e volta a acontecer com este grande filme de Roman Polanski.
Um escritor (Ewan Mcgregor) é contratado para concluir a autobiografia de Adam Lang, (Pierce Brosnan) ex-primeiro ministro britânico, iniciada por um outro escritor que terá morrido "acidentalmente". O projecto é de carácter urgente e obriga a sua ida para uma ilha próxima da Costa Este dos Estados Unidos onde Lang vive, em quase total isolamento, com Ruth (Olivia Williams), a sua mulher, e Amelia (Kim Cattrall), sua assistente e amante.
Mas, o que à primeira vista parece a oportunidade de uma vida, revela-se muito mais complexo. Para começar, quando o escritor chega à ilha, um escândalo rebenta sobre o suposto envolvimento do ex-primeiro ministro em crimes de guerra e espionagem para a CIA. À medida que o seu trabalho na escrita vai avançando, ele percebe que algo de sinistro existe em toda aquela história e uma suspeição paira sobre a morte, supostamente acidental, do seu antecessor e sobre as mensagens encriptadas que o manuscrito por ele deixado contém.

Polanski volta aos bons tempos de Chinatown e Frenetico, alturas em que nos trouxe excelentes thrillers, criando novamente aqui uma aura de film-noir que só quem sabe pode fazer. O filme é baseado no livro "The Ghost", de Robert Harris, que desenvolveu o argumento com o próprio Polanski. O elenco está mais que à altura dos acontecimentos, com McGregor, Brosnan, Williams e Catrall e bom plano, bem secundados por Tom Wilkinson, Timothy Hutton, Jim Belushi e... o grande Eli Wallach.
Na altura em que o filme saiu nos EU este só foi disponibilizado em poucas salas e por poucas semanas mas com o Urso de Prata para melhor realizador, no festival de Berlim e o burburinho criado à volta do filme, este lá teve uma projecção maior (e mais que merecida).

NOTA: 9/10


terça-feira, 20 de julho de 2010

Este trailer é para meter no Facebook


Brooklyn's Finest, de Antoine Fuqua


Parece que os "filmes mosaico" andam na moda e Antoine Fuqua (Dia de Treino) decidiu aderir à coisa.

Richard Gere, Ethan Hawke e Don Cheadle interpretam três policias de Brooklyn, Nova York, cada um com a sua história. Gere é um veterano que está a uma semana de se reformar, descrente do rumo que a vida de policia leva, mas instigado pela sede de acção dos rookies. Hawke é o policia católico, com esposa doente e filhos por criar, vê-se tentado a apoderar-se do dinheiro das rusgas. E Cheadle é um detective infiltrado num gang que, depois de anos nisso, tem dificuldade em distinguir qual o seu "eu" verdadeiro.

Não sendo tão bom como Dia De Treino, este filme é bem melhor que outros que este realizador fez depois desse seu maior sucesso. E como filme mosaico andam muito melhores por aí.

NOTA: 7/10


segunda-feira, 19 de julho de 2010

Cum catana...




SBSR


Terminou ontem no Meco a 16ª edição do Super Bock Super Rock. Cheio de coisas boas e coisas más.

As más:
- a poeira descomunal que nos acompanhou ao longo dos 3 dias de festival. Às vezes era impossível respirar.
- A inexistente iluminação em algumas zonas do recinto e no parque de estacionamento.
- os péssimos acessos que levaram a filas de várias horas de espera, para chegar e ontem para sair (alguns falharam Prince devido à interminável fila de acesso ao recinto).

As boas: Os concertos!
- Dia 1: Beach House, Grizzly Bear, Cut Copy - Muito bons; The Temper Trap e Pet Shop Boys: EXCELENTE
- Dia 2: Julian Casablancas - Bom; Hot Chip - Muito bom; Vampire Weekend - EXCELENTE
- Dia 3: Wild Beasts - Muito bom; The National e Prince - EXCELENTE

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Prince no Super Bock, Super Rock

Realiza-se já no próximo fim de semana mais uma edição do SBSR, desta vez voltando ao formato de 3 dias e na agradável zona perto da Lagoa de Albufeira/Praia do Meco.

O que não sabia foi o que noticiou um jornal da zona de Sesimbra:

É por isso um privilegio termos por cá o da Persia. Charles, de Inglaterra estava ocupado neste fim de semana, pelo que recusou amavelmente o convite da organização...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Fantabulástico?

Candidato a melhor filme do ano, isto se a grandiosidade do filme for a mesma da dos trailers e dos posters.


quarta-feira, 7 de julho de 2010

Red Riding

Red Riding é uma trilogia produzida pelo Channel 4 britanico, e é baseada em três dos quatro livros da série Red Riding Quartet, de David Paece.
As três partes, passadas em épocas distintas, baseiam-se em factos reais sobre a perseguição a um assassino conhecido como Estripador de Yorkshire, que durante décadas aterrorizou esta zona da Inglaterra. Cada parte é passada num ano diferente (1974/1980/1983) e cada uma tem um realizador diferente.

Nota: 8/10


segunda-feira, 28 de junho de 2010

My Guilty Pleasures


Jackie Broun, do blogue Cinema JB pediu-me que revelasse alguns dos meus guilty pleasures no que ao cinema diz respeito. De entre aqueles que me deram algum gozo ver mas que não são grandes filmes, estes foram aqueles que me lembrei na altura.

Obrigado pelo convite, Jackie Brown.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Kick-Ass, de Matthew Vaughn


Muito boa adaptação de um comic de Mark Millar e John Romita Jr. Recorde-se que o realizador, Matthew Vaughn já havia adaptado anteriormente um livro de Neil Gaiman, outro autor com ligações aos comics.

Dave Lizewski (Aaron Johnson) é um jovem fanático por heróis de BD com uma vida aborrecida. Um dia decide fazer algo contra a monotonia e tornar-se, ele próprio, um super-herói. Para isso resolve encomendar uma farda apropriada e atirar-se, de corpo e alma, à tarefa de salvar vidas em perigo. De um momento para o outro, de um adolescente que nunca deu nas vistas passa a celebridade e, do meio do nada, surge por toda a cidade uma espécie de epidemia de super-heróis. Mas nem tudo poderia ser perfeito e, se todas as histórias de super-heróis têm um génio do mal, esta não poderia ser excepção: Frank D'Amico (Mark Strong), um perigoso barão da droga. E é quando Dave conhece Big Daddy (Nicolas Cage) e a sua jovem e destemida filha Hit-Girl (Chloe Moretz) que a aventura verdadeiramente se inicia e eles percebem que somente juntos conseguirão derrotar o grande vilão e a sua trupe de bandidos.

Destaque para a excelente banda-sonora, com nomes como Primal Scream, Prodigy ou Danny Elfman e para um belo elenco, com Nicolas Cage e Mark Strong (mais um grande vilão criado por este actor britânico - Sherlock Holmes, Robin Hood, RocknRolla) à cabeça.
Numa altura em que estreia só lixo, é bom apanhar um filme destes.

NOTA: 9/10


quarta-feira, 9 de junho de 2010

Bajo la Sal, de Mario Muñoz


O filme começa com a paisagem desértica de uma salina. Um mar de de sal, numa zona fronteiriça do México, é o local ideal para ocultar um cadáver. Apesar do estado de mumificação em que o cadáver se encontra dá para perceber que se trata de uma das jovens que tem desaparecido nos últimos tempos naquela localidade. Cabe ao comandante Trujillo, enviado da capital, tentar resolver o mistério.

Este filme mexicano é um thriller em todo o seu esplendor, crimes violentos, um policia obcecado em resolver o caso e uma série de suspeitos, qualquer um deles a poder ser o serial-killer.
Levemente baseado no caso das mulheres mortas de Juarez (o caso é referido algumas vezes durante o filme) este é um bom thriller vindo de um país que tem vindo a dar grandes cineastas nos últimos tempos, casos de Gullermo del Toro ou Gonzalez Iñarritu.

NOTA: 8/10


terça-feira, 8 de junho de 2010

Un Prophète, de Jacques Audiard


Malik El Djebena (Tahar Rahim) é condenado a seis anos de prisão. Aos 19 anos, sem saber ler nem escrever, ele parece mais frágil do que na realidade é. Rapidamente se vê enredado nas lutas de gangues, com uma série de "missões" que deverá executar para conquistar a atenção de um dos líderes. Mas Malik é forte e esperto, e rapidamente começa a criar os seus próprios planos…

Grande filme do cinema francês, de Jacques Audiard (realizador de De Tanto Bater o meu Coração Parou) que esteve entre os candidatos ao Oscar de melhor filme estrangeiro, tendo sido uma das surpresas da noite visto que o Oscar acabou por ir para o filme argentino El Secreto de Justificar completamentesus Ojos (tanto este como O Laço Branco são melhores que o filme argentino).

Malik é um anti-herói que tudo faz para se safar dentro da prisão e se possível sair "um pouco mais esperto do que entrou!" Esta é uma das frases da sua primeira vítima, que curiosamente é quem lhe dá as dicas para sobreviver naquele mundo povoado pela máfia corsa, magrebinos, bascos ou marselheses. Um Profeta foi realizado de forma muito realista, com aspectos que vão da simples inocência à mais pura violência.
Destaque ainda para a dupla de actores principais, Tahar Rahim e Niels Arestrup.

NOTA: 9/10


sexta-feira, 4 de junho de 2010

Battlestar Galactica (2003)


Ainda me lembro de quando era teenager ver a série original de Battlestar Galactica. E das batalhas travadas contra os alienígenas Cylons.
Talvez por não ter achado a série original nada de especial, nunca me deu para ver esta nova versão na altura em que dava. Erro grave.
Esta BSG nada tem a ver com a série anterior. Desde logo os cylons foram criados pelos humanos e não por aliens. Humanos esses que os escravizavam o que levou a uma revolta e a uma 1ª guerra entre ambos. Após essa guerra houve um armistício e os cylons desapareceram do mapa... durante 40 anos!
E é aqui que começa a mini-série que antecede a 1ª temporada. Após 40 anos de paz, a Battlestar Galactica, comandada pelo almirante Bill Adama (Edward James Olmos) está prestes a ser desmantelada quando chega a noticia de um inesperado ataque Cylon sobre as 12 colónias humanas, provocando a sua quase total destruição. A Galactica e mais umas quantas naves com o resto dos sobreviventes põe-se em fuga e os seus tripulantes tudo irão fazer para preservar a raça humana.
Além daquela diferença que já citei, esta BSG é muito mais realista e sombria, abordando vários temas com que lidamos na realidade: dramas humanos, racismo, questões politicas, questões religiosas (o velho duelo ciência vs. religião), o uso e abuso do poder, etc. Tudo isto misturado com um excelente elenco e uma magnifica banda sonora, da autoria de Bear McCreary dá uma grande, grande série, que ao longo de 4 temporadas (fora a mini-série e alguns webisódios) me fizeras estar coladinho ao ecrã com vontade de ver um episódio a seguir ao outro.

Como já mostrei, esta série saltou directamente para o meu top 5 das séries preferidas. Mais uma à qual cheguei tarde mas valeu a pena a espera.


The Wolfman, de Joe Johnson


A infância de Lawrence Talbot (Benicio del Toro) terminou na noite da morte da sua mãe. Após deixar a pequena localidade de Blackmoor, passou décadas a tentar recuperar e esquecer o sucedido. Mas quando a noiva do seu irmão, Gwen Conliffe (Emily Blunt), o procura para a ajudar a encontrar o seu amor desaparecido, Talbot regressa a casa para ajudar nas buscas. Descobre, então, que algo de força bruta e sedento de sangue tem vindo a matar os aldeãos e que um desconfiado inspector da Scotland Yard chamado Aberline (Hugo Weaving) foi chamado para investigar o caso. Quando as peças começam a formar o terrível puzzle, Talbot ouve falar de uma maldição antiga que transforma os desesperados em lobisomens aquando da Lua Cheia. Agora, de modo a parar a chacina e proteger a mulher que ele aprendeu a amar, Talbot tem de matar a maligna criatura que se esconde nos bosques que circundam Blackmoor...

Remake de um dos clássicos de terror da Universal, este lobisomem não acrescenta nada à história, nem ao suspense a não ser uma série de efeitos especiais que eram impossíveis nos anos 40.
Del Toro tem pinta de lobo, Anthony Hopkins anda há vários filmes a fazer o mesmo papel, Emily Blunt é um bocado insossa, salva-se Hugo Weaving, com a sua já característica voz, no papel de um destemido agente da Scotland Yard.
A realização ficou a cargo de Joe Johnson, um dos protegidos de Steven Spielberg (realizou alguns episódios de The Young Indiana Jones Chronicles e o 3º Jurassic Park, para além de estar nos efeitos especiais de Star Wars - The Empire Strikes Back e The Return of the Jedi e Raiders of Lost Ark.

NOTA: 6/10

Trailer