Zangado com a Mãe, Max sonha com um mundo de criaturas gigantescas. Um dia foge de casa e viaja para uma ilha onde encontra essas criaturas!
Estará ele a sonhar ou como disse Freud "o sonho é a concretização de um desejo"?
Uma magnifica fábula, para toda a família, realizada por Spike Jonze, que mais uma vez dá asas a tua a sua criatividade adaptando um romance de Maurice Sendak. O cinema volta a dar-nos um grande filme sobre a infância e sobre a amizade, mesmo que essa amizade seja com caricaturas gigantescas (acho que não via um tão bom nesse sentido desde Stand by Me).
Começa bem o ano, também a nível cinematográfico. Mas queremos mais...
Em primeiro lugar um grande 2010 para todos. Logo no inicio deste ano surge um grande disco para nos animar. É o regresso dos Vampire Weekend, depois do grande álbum homónimo, de 2008 que foi considerado Disco do Ano em alguns sítios, incluindo aqui o Cantinho. O disco é colocado à venda dia 11 mas os rapazes disponibilizam uma audição completa no seu site oficial e até deixam que a malta divulgue! São grandes... Senhoras e Senhores, eis Contra:
4. Public Enemies 5. Gran Torino 6. Watchmen 7. The Curious Case of Benjamin Button 8. Revolutionary Road 9. The Wrestler 10. Star Trek 11. Changeling 12. District 9
Os Maias, uma das mais fascinantes civilizações de todos os tempos, deixaram uma profecia para o século XXI: no ano de 2012, todo o planeta entrará em colapso e sucessivos eventos irão convergir na destruição total da Humanidade. Uma equipa de astrólogos, geofísicos e numerologistas resolve investigar a fundo o significado deste mito ancestral. E os cientistas chegam à assustadora conclusão que todos os cálculos são exactos e que e extinção da Humanidade está escrita há vários séculos. Quando as placas tectónicas começam a deslizar provocando múltiplas réplicas sísmicas em Los Angeles, instalando o caos e a destruição, Jackson Curtis (John Cusack) e toda a sua família começam uma viagem desesperada para impedirem a catástrofe prevista pelas antigas civilizações. Mas nem todos poderão ser salvos... Mais um "thriller" apocalíptico de Roland Emmerich, depois de "O Dia Depois de Amanhã", "O Dia da Independência" e "10.000 AC".
Já era altura de prender este senhor por terrorismo cinematográfico!!!
Àgora é uma arrojada e ambiciosa produção, realizada pelo espanhol Alejandro Aménabar. Ainda por cima é um filme que me diz muito porque mostra a Biblioteca de Alexandria, como era no séc. IV. No ano 391 DC, o cristianismo começava a espalhar-se por todo o lado, o que acontece também em Alexandria, destruindo símbolos e documentação de quem não pensava como eles (o que faz lembrar os talibãs ou o nazismo, para dar exemplos mais recentes). No meio destes conflitos encontramos Hipatia (Rachel Weisz), uma astrónoma e filósofa brilhante que tenta salvar anos e anos de sabedoria aquando do saque da biblioteca. Com ela estão os dois jovens que disputam o seu coração, Orestes (Oscar Isaac), um seu aluno e Davus(Max Minghella - filho do malogrado realizador), o seu fiel escravo, amante da ciência mas em busca da liberdade. O arrojo de Amenabar é de saudar, as imagens da Alexandria daquele tempo são bem conseguidas, com o seu farol (uma das 7 Maravilhas do Mundo Antigo) e a sua biblioteca, num filme que é também um ensaio sobre a intolerância e o conhecimento e o eterno conflito "Religião vs. Ciência".
Num futuro próximo o mundo ficou transformado num enorme parque virtual com todas as pessoas substituídas por "Surrogates", andróides controlados por computador por uma humanidade que vive fechada em casa, evitando crimes, acidentes, doenças, etc. Neste mundo toda a gente é bela e apenas escassas ilhas de humanos o percorrem, humanos esses liderados por um Profeta (Ving Rhames). Tudo é muito bonito neste mundo virtual até ao momento em que surge uma arma que anda a matar simultaneamente os "Surrogates" e o humano que o controla, o que faz com que um agente do FBI (Bruce Willis) largue o seu "substituto" e vá ele próprio para as ruas tentar resolver o mistério...
Mais um filme que aborda a velha questão humanos/máquinas a fazer lembrar outros, como "À Beira do Fim", de Richard Fleicher; "Blade Runner", de Ridley Scott ou "Eu, Robot", de Alex Proyas. O elogio que se pode fazer a este filme do realizador do 3º Terminator é que vai direito ao assunto, o filme não é muito extenso o que é positivo para o caso. Um dos tais filmes que se vê bem quando não há um GRANDE filme para ver.
Dois dias depois ainda estou em choque com o final da 4ª temporada de Dexter. Completamente inesperado este twist final que muda tudo a partir daqui... ou será que não? Dexter foi das melhores coisas que se fizeram na década que agora termina e esta 4ª temporada é das melhores, senão mesmo a melhor. O meu serial killer preferido estará de volta em Setembro de 2010...
É Natal. E como tal, todos os anos surgem as musicas de Natal. Algumas são sempre as mesmas mas há quem saiba inovar. O "Stroke" Julian Casablancas apresenta-nos um single de Natal com esta maravilhosa capa. Em vinil, como antigamente.
Bom dia. A viagem a Berlim correu bem, obrigado. Gostei. Mas não é disso que vos venho falar...
O novo filme de Christopher Nolan, Inception já tem poster. Confiram em baixo as semelhanças entre este e o anterior filme de Nolan, o genial Dark Knight...
Lorna (Arta Dobroshi) é uma albanesa que casa com o toxicodependente Claudy com o objectivo de obter nacionalidade belga. Ao mesmo tempo ela está metida num esquema com o namorado, Sokol (com o qual quer abrir um bar - e para isso precisam de dinheiro) e Fábio, o homem que faz os "arranjos" matrimoniais. Fábio quer que Lorna volte a casar com um mafioso russo para que este obtenha cidadania belga. Para isso é preciso verem-se livres de Claudy...
Os irmãos Dardenne - O Filho (2002) ; A Criança (2005) - são peritos a filmar estas emoções e a crueldade da sociedade em que vivemos. Aqui retratam um dos problemas que afectam a sociedade dos nossos dias aos olhos de Lorna, com a câmara a segui-la por todo o lado, numa espécie de voyerismo. Arta Dobroshi, com um look à Ellen Page nunca tinha representado e mal sabia falar francês quando foi convidada para interpretar Lorna. Isso não a impediu de ter um desempenho notável.
Como já é habitual nos irmãos Dardenne este foi mais um filme que arrecadou prémios no Festival de Cannes.
E ao terceiro disco de originais os Kasabian estão cada vez melhores. O Sucessor de Kasabian e Empire intitula-se West Ryder Pauper Lunatic Asylum e é um arraso. Este, Underdog é a primeira música do disco:
Desde a infância passada numa série de lares e casas de adopção até à idade adulta, como vigaristas de gabarito internacional, Stephen (Mark Ruffalo) e Bloom (Adrien Brody) têm partilhado tudo. Stephen é o cérebro e engendra brilhantes histórias para os dois, mas continua à procura do golpe perfeito.
Farto de viver uma vida de mentira, Bloom aceita fazer parte de um último e espectacular trabalhinho — seduzir uma excêntrica herdeira (Rachel Weisz) para uma aventura que os levará a uma volta ao mundo. Mas quando a elaborada teia engendrada por Stephen começa a apertar, Bloom começa a pensar se o seu irmão não os terá metido na aventura mais perigosa das suas vidas.
Depois do "alternativo" Brick, Rian Johnson regressa para um projecto mais arrojado e a meu ver não se sai mal. As personagens são brilhantes, desde os dois irmãos, passando pela excêntrica herdeira, mulher prendada que sabe falar várias linguas, toca banjo, harpa, guitarra, sabe karaté e para além de espatifar Lamborghinis como se não houvesse amanhã ainda tem orgasmos enquanto ouve trovoada... até à ajudante japonesa dos manos, Bang Bang que só diz duas ou três coisas durante todo o filme. Um filme que mistura os bons filmes de golpadas (incluindo o mítico filme George Roy Hill) com as ambiências dos filmes de Wes Anderson, com cenários magníficos, boas interpretações... resumindo: está muito bem esgalhado.
Este é o regresso de Tony Gilroy à realização, depois de ter surpreendido com Michael Clayton (2007). Aqui centra-se numa trama de espionagem industrial, onde dois ex-agentes da CIA e do MI6 (Julia Roberts e Clive Owen) trabalham agora para duas empresas rivais que tentam saber o que a outra tem na manga.
Não sendo tão bom como o seu primeiro filme, Tony Gilroy pisca o olho a alguns filmes de Soderbergh (Out of Sight é mais que evidente) com um trhiller em tons de comédia, com um argumento interessante e realização competente.
O Som da Frente foi um programa que me marcou muito. Estávamos nos anos 80 e eu morava em Grândola. Tive acesso aos Joy Division, Echo and the Bunnymen e outros por parte do meu irmão mais velho. Mas houve uma fase em que senti que queria descobrir por mim aquilo que queria ouvir. Havia o Se7e e o Blitz que divulgavam alguma música boa, mas... não tinham som! Não havia internet, logo a música não nos chegava como chega hoje. Por isso o Som da Frente surgiu como uma pedrada no charco na malta da minha geração, que como eu não atinava com a música que dava nos top's. O Som da Frente dava tarde e aos dias de semana, mas isso não nos impedia de ouvir o programa e o seu autor de voz grave. Lembro-me de adormecer com a Comercial ligada, som baixo para não acordar a família e até gravar o programa para mais tarde ouvir com mais atenção. E foram muitas as bandas, que hoje são das minhas preferidas de sempre que o António Sérgio me deu a conhecer. Pixies, Stone Roses, Jesus and the Mary Chain, são alguns exemplos. Quando tive programas na Rádio Clube de Grândola quis que esse programa fossem do género do Som da Frente. Um desses programas até tinha o nome de uma das suas rubricas, Sinais de Fumo. O Som da Frente marcou uma geração, o António Sérgio é difícil de substituir...
Foi com profunda tristeza que hoje acordei com a noticia da morte do António Sérgio, um dos meus mestres e um dos homens que mais me influenciou a nível musical. Era fiel seguidor do Som da Frente ouvindo a sua voz característica praticamente todos os dias da 1 às 3 da manhã. Quando não o ouvia deixava a gravar o programa e com ele ouvi pela primeira vez algumas bandas que ficaram a ser das minhas preferidas. Pixies, Jesus and the Mary Chain, Ministry, Mute Drivers, Stone Roses, Happy Mondays, Jesus Jones, Screaming Blue Messiahs... e tantas outras! Por causa dele passei a sintonizar a XFM. Depois a XFM fechou portas e ele voltou à Comercial para tempos mais tarde os senhores daquela rádio terem o desplante de dizer que ele já não servia. E ainda bem que ele saiu dali, porque era uma lufada de ar fresco no meio do esterco que se tinha transformado a Rádio Comercial. Foi para uma rádio à sua imagem, a Radar, que eu já seguia devido ao gosto musical e sempre que podia lá ouvia o Viriato 25.
Um grande obrigado, António por me dares a ouvir a musica que eu queria ouvir. Que descanses em paz!
Pedro Almodovar já não é só o melhor realizador espanhol vivo. Já é um dos melhores do mundo do cinema e já atingiu um estatuto que o coloca ao nível do sem compatriota Luis Buñuel! Filme após filme, Almodovar vai deixando a sua marca pessoal. Sexualidade, desejo, família, paixão, cores fortes são imagem de marca do seu cinema e vão com certeza continuar a encantar todos os cinéfilos. Como limitei este top a 10 filmes a escolha foi difícil!
Os Eels regressam já em Janeiro com um novo álbum de originais. Isto apenas 7 meses depois de Hombre Lobo, que ainda deve estar a percorrer os tímpanos de muito boa gente, como é o exemplo deste escriba. Na era do digital onde tudo corre a uma velocidade estonteante e nada se deixa na gaveta, Mr. E não quis perder tempo e lança já "End Times", disco que terá 14 canções. Cá estarei à espera do possível primeiro grande disco de 2010!
Enquanto não chega um novo dos Strokes os seus membros vão-se desembaraçando sozinhos. Desta vez é o vocalista, Julian Casablancas que farto de esperar pelos outros decidiu também ele lançar um disco a solo. Algumas das músicas de Phrases for the Young já se ouvem por aí...
Almodovar está de regresso e tal como Tarantino fez em Inglorious Basterds, também ele presta homenagem ao cinema nesta história sobre um homem cego, escritor e argumentista de cinema de pseudónimo Harry Caine. Actualmente ele vive graças ao argumentos que escreve, com a ajuda da sua antiga produtora e do filho desta, Diego, que é seu secretario, escrivão e guia. Um dia aparece-lhe alguém que lhe pede para escrever um argumento, argumento esse que o vai fazer recordar os tempos da sua verdadeira identidade, Mateo Blanco.
Mais um grande filme deste realizador espanhol que volta a filmar com Penelope Cruz, tirando desta o que de melhor ela sabe fazer. Além do mais temos uns cameos de algumas das musas de Almodovar, como por exemplo Rossy de Palma.
Tony Scott tem alguns dos melhores filmes de acção dos últimos tempos. Com alguns dos mestres do género dos anos 80 (caso de John McTiernan) em stand by, é o irmão de Ridley Scott que tem assumido o protagonismo recentemente.
Este é mais um caso de um bom filme de acção, baseado num livro de John Godey (pseudónimo de Morton Freedgood) que já havia sido adaptadocinema em 1974 por Joseph Sargent. E esta nova versão peca em muitas coisas em relação ao filme anterior. Desde logo a revelação da identidade dos bandidos, coisa que não acontecia no filme de Sargent, com estes a serem apenas conhecidos por cores (pormenor repescado por Quentin Tarantino para o seu Reservoir Dogs): Mr. Brown, Mr. Blue, Mr. Green... o que quer queiramos quer não tira alguma emoção à trama.
Nesta nova versão Walter Garber (Denzel Washington), é um controlador de tráfego da linha do metro de Nova Iorque que se vê envolvido no sequestro de um dos comboios por quatro bandidos armados, comandados por Ryder (John Travolta), líder tão brilhante quanto implacável, que ameaça matar a sangue frio os 18 passageiros caso o resgate de um milhão de dólares não seja pago no prazo máximo de uma hora. Garber e Camonetti (John Turturro), negociador da polícia de Nova Iorque, são as pessoas do outro lado do telefone que usarão todos os meios para vencer os criminosos e salvar os passageiros. Mas um problema continua sem solução: mesmo que os ladrões consigam o dinheiro, como poderão escapar da linha de metro?
Curiosidade: O título da obra original refere-se ao metro que partia da estação Pelham Bay Park, à 1h23.
Entretanto a série Sons of Anarchy já vai para o 5º episódio da 2ª temporada. E os motards da localidade de Charming estão aí para as curvas embora tenham novos adversários que os querem destruir custe o que custar! Para por a par do que se vai passando nesta excelente série surgiu um novo blogue "Sons of Anarchy Portugal", para o qual eu dou o meu humilde contributo.
Já está aí em força mais uma temporada de séries televisivas. Entre algumas que já acompanhava, como Dexter, Sons of Anarchy, Fringe ou Dollhouse, estreou uma que pelos dois episódios já vistos parece que vai fazer sucesso. FlashForward conta a história de um misterioso incidente que provoca um desmaio de dois minutos e dezassete segundos a toda a Humanidade. Durante esse lapso temporal todos têm visões estranhas sobre o futuro (exactamente o dia 29 de Abril de 2010). Depois desse estado de caos e confusão começará um longo e perigoso caminho para descobrir como aquilo aconteceu, se estas imagens se vão tornar realidade e se podem ou não mudar o destino do Planeta.
Baseada no “best-seller” de ficção científica de Robert J. Sawyer, a série foi criada por Bannon Braga (24; Threshold; Star Trek: Enterprise) e David S. Goyer, o homem que escreveu Dark City, Batman Begins e The Dark Knight. No elenco podemos encontrar Joseph Fiennes e Sonya Walger (a Penelope Widmore - namorada de Desmond - de Lost). A série estreia já amanhã (7 de Outubro), em Portugal, através do canal por cabo AXN (22.25h).
Peter Jackson dá com este filme um chuto no cu dos grandes estúdios que se recusaram a investir no projecto pois pelos vistos queriam um realizador mais credenciado do que aquele escolhido pelo realizador do Senhor dos Anéis. Bem se lixaram! O filme não só é muito bom, como melhor que muitos produtos do cinema-pipoca estreados recentemente. Foi em 2006 que o projecto de adaptação do popular videogame Halo. Para isso escolheu o realizador sul-africano Neill Blomkamp, um desconhecido com formação em spots públicitários (é dele o spot em que um Citröen C4 se transforma num robot dançarino). Mas o que chamou a atenção de Jackson foi uma curta realizada por Blomkamp. Alive in Joburg é um falso documentário onde é mostrada a vida dos extraterrestres quando a sua nave chega a Joanesburgo! No fundo o porto de partida deste District 9. O apartheid regressou à África do Sul mas desta vez as vitimas são extraterrestres que estão no local há 20 anos depois da nave em que viajavam ter supostamente avariado sobre Joanesburgo. Eles são isolados do resto da população num gueto, o chamado Distrito 9 e estão sobre a huarda da Multi-National United (MNU), uma empresa de segurança privada, e também a maior fabricante de armas do mundo. Um incidente com um dos comandantes da MNU vai ter proporções, digamos que... inesperadas!
Das duplas mais criativas do cinema e dois dos meus cineastas preferidos. Têm coisas hilariantes, as quais eu adoro pelo que foi com grande dificuldade que elaborei este top 10. De certeza que quem vem a este cantinho terá outra opinião mas neste momento esta é a minha:
Já por aí anda o novo disco dos Muse. Intitula-se The Resistence e tem como 1º single este Uprising. É um disco que pode-se estranhar de principio mas depois entranha-se! E o teledisco é muito bom, diga-se...
A história de Rachel Armstrong (Kete Beckinsale), uma jovem repórter da secção nacional do Capitol Sun-Times, um dos mais importantes jornais diários de Washington. Rachel escreve um artigo explosivo, revelando a identidade de uma agente da CIA sob disfarce, Erica Van Doren (Vera Farmiga), que ao ser publicada desencadeia um verdadeiro vendaval, levando o Governo a pedir a identificação da fonte de Rachel. Com o apoio da sua editora, Bonnie Benjamin (Angela Basset), do advogado do jornal, Avril Aaronson (Alan Alda) e do marido, Ray (David Schwimmer), Rachel desafia o carismático e decidido Procurador, Patton Dubois (Matt Dillon). Quando Rachel também se recusa a revelar a sua fonte ao Juíz Hall, este acusa-a de desrespeito pelo Tribunal e manda-a para a cadeia, afirmando que só ela tem o poder de sair da cela e que o tempo a passar no Centro de detenção a ajudará a perceber isso. Só que Rachel não cede e os dias e meses de cadeia vão passando e toda a gente está ansiosa por saber: quem é afinal a fonte e porque razão está Rachel disposta a sacrificar-se para a proteger?
O filme baseia-se num facto real (e polémico) ocorrido nos EU em 2005 quando uma jornalista se recusou a revelar a sua fonte e foi detida, acusada de traição à pátria. Rod Lurie que já tinha filmado os meandros da politica em The Contender (2000), volta aqui a um terreno que sabe pisar bem, filmando com competência esta complicada trama. Matt Dillon e Alan Alda estão ao seu nível e Kate Beckinsale tem aqui a sua melhor interpretação até ao momento.
Os Arctic Monkeys estão de regresso com o 3º disco de originais. E continuam a sua fase ascendente uma vez que têm vindo a melhorar de disco para disco. Humbug é desde já candidato a disco do ano. Este Crying Lightning é o 1º single extraído do mesmo
Brian Goodman, actor de TV (podemos vê-lo em 24 e Lost, por ex.) com algumas aparições em cinema (Catch me if you can; Munich) realiza aqui o seu primeiro filme, que co-escreveu com Donnie Whalberg (irmão de Mark), filme esse que se inspira no seu difícil percurso de vida nas ruas.
Brian (Mark Ruffalo) e Paulie (Ethan Hawke) são dois amigos de infância que cresceram juntos num bairro problemático do sul de Boston. Para eles, nascidos e criados no seio de uma comunidade marginal, o destino estava escrito. Habituados a pequenos crimes, cedo passam a planos mais arrojados acabando por cair nas mãos de Pat Kelly (o próprio Brian Goodman), chefe do crime organizado da zona. A partir daí as suas vidas são um caminho sem retorno... NOTA: 6/10
Deixou-nos hoje um dos ícones dos anos 80. Não seria um dos meus actores preferidos mas por ele tinha um grande respeito. Começou por ser um dos irmãos Curtis (era o irmão mais velho de Ponyboy Curtis) num dos meus filmes preferidos dos anos 80, Marginais, de Francis Ford Coppola. Entrou ainda em Red Dawn (que focava os medos de uma invasão soviética aos EU, durante a guerra fria) e na série Norte e Sul, mas ficou mais conhecido, principalmente para o sexo feminino pela sua participação em Dirty Dancing. Ajudou Whoopi Goldberg a ganhar um Oscar em Ghost. Nos anos 90 foi um surfista assaltante de bancos em Point Break, de Kathryn Bigelow. Já nos anos 2000 esteve no filme de culto Donnie Darko e já quando lhe foi diagnosticado o cancro no pâncreas apareceu em Jump.
Em primeiro lugar há que dizer que Inglorious Basterds é muito mais que um filme de guerra. É principalmente uma homenagem ao cinema.
No primeiro ano da ocupação de França pelos nazis, Shosanna Dreyfus testemunha a execução da sua família às mãos do Coronel Hans Landa (magnífico Christoph Waltz). Shosanna escapa por pouco, e foge para Paris onde vai adquirir o nome de Emmanuelle Mimieux e dirigir uma sala de cinema.·
Entretanto, noutro ponto da Europa, o Tenente Aldo Raine organiza um grupo de soldados judeus americanos, com o simples objectivo de liquidar nazis. Conhecidos pelos seus inimigos como "os sacanas", o bando de Raine une-se à actriz e agente infiltrada alemã Bridget von Hammersmark numa missão para destruir os lideres do Terceiro Reich. Todas estas personagens se vão juntar num cinema e talvez aí decidir o futuro da humanidade, colocando um ponto final na guerra.
Com já disse, esta é acima de tudo uma homenagem ao cinema. De facto o filme está repleto de referências cinematográficas: temos um actor de cinema que é soldado (e herói nacional), temos uma actriz de cinema que é espia, temos um crítico de cinema que é espião, temos a dona de uma sala de cinema e temos o próprio cinema que se vai transformar num improvável campo de batalha. Além de varias outras “escondidas” em todo o filme.
A juntar a tudo isto estão os já famosos diálogos “à la Tarantino”, resultantes de mais um excelente argumento de Tarantino.
Nota máxima para todo o elenco, encabeçado por Brad Pitt no papel de Aldo Raine e com a presença além de outros de Eli Roth que surge também como realizador convidado, tendo dirigido o hilariante filme de propaganda nazi, “O Orgulho da Nação”. Mas para mim a melhor personagem é a do Cor. Hans Landa numa magnífica interpretação do desconhecido actor austríaco Christoph Waltz. De se tirar o chapéu e já a piscar o olho a uma possível nomeação ao Óscar de melhor secundário.
Ah. E como é normal no Tarantino não faltam os tiros, o sangue, as facadas, as bastonadas e os escalpes a serem tirados fazerem parte da colecção de Aldo Raine.
Já andava para ver isto há algum tempo e no dia 09.09.09 decidi que tinha chegado a hora!
Um interessante filme realizado pelo argumentista de Charlie e a Fábrica de Chocolate, A Noiva Cadáver e Big Fish, dividido em 3 histórias que aparentemente não têm nada a ver mas afinal verifica-se que há uma ligação. Um problemático actor de TV é colocado em prisão domiciliária depois de ter tido um acidente enquanto conduzia sob o efeito de estupefacientes. Um produtor televisivo entra num reality show enquanto cria uma nova série. E por fim um casal viaja com a sua filha e têm um problema no carro. O pai parte em busca de ajuda mas é afastado do caminho de volta...
O eterno "onde estou, para onde vou, o que faço aqui", com um Ryan Reynolds numa tripla interpretação (ou será só uma?) e em busca do seu "eu"!
Irlanda no Norte, 1975. O Ulster Volunteer Force, um grupo paramilitar protestante, tem por alvo os católicos, que afirmam ser republicanos militantes. Alistair Little, com 17 anos, é o líder de uma célula do UVF, a quem é dada a ordem para matar James Griffin, como forma de aviso para os católicos. Quando o assassinato é executado, o irmão de 11 anos de James assiste horrorizado e passa a vida atormentado por aquele episódio: a mãe acusa-o de não ter feito nada, o pai e outro irmão morreram pouco tempo depois. 30 anos depois, Joe Griffin (James Nesbitt) e Alistair (Liam Neeson) têm encontro marcado, em frente às câmaras, para uma reconciliação. Alistair cumpriu a sua sentença na prisão, e o que procura é redenção. Mas Joe não vai ao programa para um aperto de mãos...
Olivier Hirschbiegel realizou, ainda na Alemanha, seu país de origem os muito bons, A Experiência e A Queda e teve uma experiência pouco positiva nos Estados Unidos com A Invasão, filme que foi estraçalhado pelo estúdio que o produziu. Agora no Reino Unido realiza mais um bom filme sobre factos reais ocorridos na Irlanda do Norte. Liam Nesson é competente no desempanho da sua personagem, fazendo de um homem quase em transe o filme todo. Mas o destaque vai inteirinho para James Nesbitt, brilhante com o seu Joe Griffin toda a sua esquizofrenia e a busca pelos cinco minutos de paz que desde aquele episódio não tem. Uma lufada de ar fresco no meio de tanto lixo que vemos estrear por cá.
"De génio e louco todos temos um pouco". Se há realizador a quem isto se pode aplicar, esse realizador é Terry Gilliam, o Python americano. Foi um dos fundadores da trupe, estando de inicio apenas a cargo das animações. É dele por exemplo o famoso pé que vinha do céu e esmagava tudo. Iniciou-se nas longas metragens com a co-realização de Monty Python and the Holy Grail e a partir daí foi sempre a andar com filmes com elevadas doses de loucura neles incluidas. Aqui fica o meu top Terry Gilliam:
O génio do cinema de animação está de volta com esta adaptação livre de A Pequena Sereia. Fiel à animação 2D e ao desenho à mão, Miyazaki e seus colaboradores do Studio Ghibli criam mais uma vez uma obra prima de cor e imagem, como só eles são capazes de conceber. Sosuke, um rapaz de 5 anos vive numa casa, no topo de uma falésia com o pai (sempre ausente) comandante de um navio e a mãe, empregada num lar de idosos. Um dia quando passeava junto ao mar encontra aprisionada dentro de uma garrafa uma menina-peixe e decide guarda-la e protegê-la. Só que o pai dela, um poderoso feiticeiro do mundo marinho consegue leva-la de volta para o oceano. Só que Ponyo é persistente e quer a todo o custo transformar-se numa menina. Afrontando o pai e com a ajuda da mãe, uma deusa das águas ela consegue fugir mas liberta o elixir da vida, o que vai criar um tsunami que põe em risco, não só a aldeia piscatória onde vive Sosuke, como todos os barcos que navegam naquelas águas.
Não sendo tão bom como os melhores de Miyazaki, Ponyo à Beira-Mar (título em Portugal) é uma excelente longa-metragem de animação.
El Espinazo de Diablo foi a 3ª longa metragem do visionário realizador mexicano, Guillermo de Toro e a sua primeira obra prima. Aqui embarca pela primeira vez no universo da Guerra Civil Espanhola (mais tarde iria lá voltar em O Labirinto do Fauno) para nos mostrar um orfanato dirigido pelo regime franquista que recebe uma criança filho de um guerrilheiro morto. Carlos entra em conflito com o lider das crianças e cedo começa a perceber que o orfanato está envolto em mistérios... A produção esteve a cargo de Pedro Almodovar.
Quem me segue sabe da adoração que eu tenho por este realizador, um dos melhores do panorama cinematográfico actual. O seu próximo filme é Inception e este é o teaser:
No que à animação diz respeito, este senhor é um dos meus mestres. Tive o primeiro contacto com ele através da série de animação Conan, o Rapaz do Futuro, apesar de na altura ainda não estar muito interessado em quem era o realizador daquilo. Mais tarde vi a Princesa Mononoke e fiquei maravilhado e não demorou muito até que adquirisse a colecção do Studio Ghibli, com os filmes realizados até então por Miyazaki e Isao Takahata. Depois disso já realizou mais três animações e ganhou um Oscar por A Viagem de Chihiro. Quase a estrear está Ponyo à Beira Mar. Eis então o meu top Miyazaki:
Mais um trailer disponibilizado recentemente, o de The Wolf Man, remake do filme da Universal, de 1941 com o mesmo título. O protagonista é Benicio Del Toro ajudado por Anthony Hopkins e Hugo Weaving. A realização está a cargo de Joe Johnston (Jurassic Park 3).
Começo hoje uma nova rúbrica aqui no Cantinho, uma espécie de top, ou best of, como queiram de realizadores de culto.
Já que se fala muito do Michael Mann e das comparações entre o seu último Public Enemies e um dos seus melhore filmes, Heat é por ele que começo. É suposto ser um Top 10, embora no caso de Michael Mann só tenha 7 filmes para classificar. Os comentários estão abertos à espera do outras opiniões.
Em 1992, Quentin Tarantino realizava o seu primeiro filme, Cães Danados. E foi a partir dessa data até à actualidade que ele escolheu 20 filmes. Confiram a lista:
Public Enemies não é uma biografia de John Dillinger com a história contada desde a sua infancia, apesar de ser a personagem central do filme. John Dillinger era um assaltante de bancos e foi o inimigo público #1 nos Estados Unidos durante os 13 meses em que decorre a acção. Na altura da Grande Depressão que assolou os EU, havia uma grande revolta da população para com os bancos que eram os culpados da crise. Dillinger foi visto como um novo Robin Hood, pelos seus assaltos e pelas fugas épicas da prisão. O recém criado FBI, liderado por J. Edgar Hoover decide colocar o seu melhor homem, Melvin Purvis à cata dos Inimigos Públicos. Era a época de grandes criminosos como Pretty Boy Floyd, Baby Face Nelson, Ma Barker, Bonnie & Clyde e claro John Dillinger.
Michael Mann (Manhunter, Heat, Collateral, Miami Vice...) pega aqui no livro de Bryan Burrough "America's Greatest Crime Wave and the Birth of the FBI" e volta a usar a câmara digital (já o tinha feito em Miami Vice e Collateral). Mann é um dos melhores realizadores da actualidade e a sua "obsessão" pelo mais ínfimo pormenor volta a fazer-se notar ele é exímio a filmar cenas de acção. Volta a mostrar-nos um bandido com charme, de quem o público gosta, como tinha acontecido em Heat. Johnny Depp e o seu charme dão um toque especial a Dillinger, num desempenho digno dos seus melhores, Christian Bale traça uma personagem fria com o seu Melvin Purvis e o resto do elenco está muito bem trabalhado. Public Enemies é mais um grande filme de Michael Mann e também um dos melhores do ano até ao momento.
Quem me conhece sabe que sou fanático pelo Benfica, por cinema, por música e por algumas séries de TV.
No meio dessas "algumas" há esta. Que é genial. Se é a melhor de sempre não sei. Mas a meu ver anda lá perto. A nível se TV Shows, Dexter, Lost e True Blood enchem-me as medidas nos últimos tempos.
Este é um dos geniais cartazes da 4ª temporada de Dexter, a estrear em Setembro!
Sou muito selectivo em relação ao humor. Prefiro o humor inteligente ao humor brejeiro. Raramente me rio com uma anedota. Em 100 sou capaz de achar piada a 10. Há alguns humoristas que gosto em Portugal e este Senhor era certamente um dele. Ainda ontem estive a ouvir algumas das suas coisas e ri num momento triste. Homem do teatro, da comédia, do cinema, da televisão. O seu talento passou para além fronteiras como se pode comprovar pelo vídeo aqui em baixo. Parte fisicamente um dos maiores ícones do humor em Portugal, uma daquelas pessoas que pensamos sempre que são imortais. Como ele gostava de pedir, façamos o favor de continuar a ser felizes!
Faleceu aquele que foi considerado o pai dos teen movies. Foi imitado por muitos mas sem grande sucesso. Como argumentista tem no currículo obras como Sozinho em Casa ou 101 Dalmatas. Os oito filmes que realizou deixaram marca: Sixteen Candles, Ferrie Buller's Day Off (por cá conhecido como o Rei dos Gazeteiros) e principalmente The Breakfast Club, filme que revi há pouco tempo e o qual comentei aqui!