quarta-feira, 14 de abril de 2010

Green Zone, de Paul Greengrass


Paul Greengrass (Domingo Sangrento, Voo 93, Bourne Supremacy, Bourne Ultimatum) e Matt Damon voltam a juntar forças depois dos dois últimos episódios da série Jason Bourne e muitos até se poderão questionar se esta não é uma ida de Bourne ao Iraque, o que nem é negativo de todo, dada a qualidade desses dois filmes.
Greengrass vem da escola realista do documentário social televisivo britânico, com constantes vai-vem da câmara ao ombro, desta vez viaja até Bagdad, logo a seguir à fuga de Saddam para desvendar a vasta teia de mentiras que levaram os EUA a esta guerra, mais propriamente a não existência de armas de destruição maciça. O oficial do exército Roy Miller (Matt Damon) e os seus homens têm por missão encontrar essas armas e seguem informações confidenciais dadas por alguém que ninguém sabe quem é. E à terceira tentativa frustrada de encontrar essas armas, Miller começa a desconfiar que alguma coisa está mal contada naquela história e com a ajuda de um operacional da CIA (Brendan Gleeson) vai tentar descobrir o quê...

Um muito bom filme de guerra e acção, inspirado no livro de investigação do jornalista Rajiv Shandrasekaran. Além dos nomes já citados o filme conta ainda com Greg Kinnear, Amy Ryan, Jason Isaacs, Yigal Naor, Khalid Abdalla (que também já tinha filmado com Greengrass - ele era um dos terroristas em Voo 93).
NOTA: 8/10


sábado, 10 de abril de 2010

The Hurt Locker, de Kathryn Bigelow


Dentro do género filmes de guerra/guerra(s) do Iraque, aqui está o melhor filme feito até ao momento. E logo aos olhos de uma mulher, Kathryn Bigelow. Kathryn já foi casada com James Cameron e realizou alguns filmes interessantes, tais como Point Break (com Keanu Reeves e Patrick Swayze), Strange Days (com Ralph Fiennes e Juliette Lewis) e K19-The Widowmaker (um drama baseado em factos reais, passado num submarino russo, com Harrison Ford e Liam Neeson).


Filmado na Jordânia, The Hurt Locker acompanha uma companhia com a maior taxa de baixas de toda a guerra. Eles são especialistas em bombas/minas e armadilhas numa cidade, Bagdad onde o perigo e a morte estão em qualquer lado. Centrado em 3 dos soldados dessa companhia, o filme acompanha-os em alguns episódios baseados em factos reais (o argumentista Mark Boal - In the Valley of Elah - entrevistou vários destes operacionais no campo de batalha).
K. Bigelow filma de forma impressionante - a fotografia é genial - todos os momentos de tensão que se vão vivendo ao longo de mais de duas horas de filme, e estes não são poucos. Além disso foca um aspecto importante que é o do vicio pelo perigo que este tipo de acção pode causa nos soldados.
Com actores ainda pouco conhecidos (ponham os olhos em Jeremy Renner e Anthony Mackie) e apenas breves aparições de Guy Pearce e Ralph Fiennes.
Venham mais filmes assim...

NOTA: 10/10

PS. Como sabem este foi o grande vencedor da ultima cerimónia dos Oscars, para além de ter arrecadado outros prémios importantes.



terça-feira, 6 de abril de 2010

CINEROAD - 10 Breves Perguntas


O Roberto Simões do blogue Cineroad convidou-me para responder a 10 Breves Perguntas, convite ao qual acedi com todo o prazer.
Vejam as respostas aqui e aproveitem para dar uma espreitadela pelo Cineroad pois vale a pena.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

The Shield


Foi em mais ou menos um mês que desbravei as 7 temporadas da magnifica série que é The Shield. Uma das melhores séries que já vi que nos leva a cada episódio a questionar o que está certo ou errado, de que lado está o bem ou o mal.

Recheada de personagens complexos e inesquecíveis (Vic Mackey, Shane Vendrell, Lem, Ronnie, Dutch...) e finais de temporada que são um autentico murro no estômago, deixando-nos completamente esmagados.
Cheguei tarde a The Shield mas ainda fui a tempo. Um muito obrigado a quem me aconselhou!!!

sábado, 27 de março de 2010

The Imaginarium of Dr. Parnassus, de Terry Gilliam


Dr. Parnassus (Christopher Plummer) um contador de histórias com o dom de manipular a imaginação dos outros, ficou imortal graças a um pacto que fez com o diabo (Tom Waits). Em troca ele prometeu oferecer a sua filha (Lily Cole) quando esta completasse 16 anos. Agora que ela está prestes a chegar a essa idade, Parnassus e o resto do staff do seu espectáculo de rua (a filha, um anão e um jovem orfão) vão tentar tudo para enganar o mafarrico e assim salvar a sua filha. Para os ajudar contam ainda com o misterioso Tony (Heath Ledger) que eles resgatam de uma morte anunciada.


Quando faleceu em Janeiro de 2008, Heath Ledger encontrava-se em pausa das gravações deste filme e como era de esperar o seu desaparecimento foi um grande choque para todos. Recorrendo à sua fértil imaginação, Terry Gilliam convidou 3 amigos de Heath para completar o filme. Foi assim que surgiram Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrel, que interpretam Tony quando este está dentro do imaginarium.

Gilliam disse que este era o filme mais pessoal que já fez e mais uma vez toda a sua imaginação vem ao de cima na forma do Dr. Parnassus. Recordo que era Terry Gilliam que fazia as animações dos Monty Python (quem não se lembra do pé que caia do céu para esmagar tudo o que encontrasse?) e aqui mais uma vez se destaca o sua apurada estética visual.

O elenco brilha a grande altura (os actores/actrizes dos filmes de Gilliam costumam ser nomeados aos principais prémios, incluindo Oscars - Mercedes Ruhel ganhou um Oscar por Fisher King que também deu a nomeação a Robin Williams, Brad Pitt nomeado por 12 Monkeys) com destaque óbvio para o ultimo papel de Heath Ledger, a provar mais uma vez que já era um excelente actor.

NOTA: 8/10


quarta-feira, 24 de março de 2010

Entrevista no blog Totó da Cabeça


O amigo Paulo Jacinto tem uma rubrica no seu blog onde entrevista outros bloggers. O Paulo além de grande benfiquista, como eu, gosta de grandes séries (como eu) e é amante de cinema (como eu). Temos ainda em comum sermos co-autores do blogue dessa grande série que é Sons of Anarchy. Alguma coisa terá ficado por dizer na entrevista mas penso que correu bem. Um obrigado Paulo foi um prazer responder às questões por ti feitas.

*Para ler a entrevista basta clicar na foto

terça-feira, 23 de março de 2010

The Lovely Bones, de Peter Jackson


O oscarizado realizador Peter Jackson (O Senhor dos Anéis) volta ao seu melhor, algo que não acontecia desde a trilogia da Terra Média. Digo isto porque King Kong não me encheu as medidas, talvez tenha de o rever para confirmar que se trata de uma obra menor na carreira do realizado.

Aqui pega no romance homónimo de Alice Sebold e adapta-o com mestria ao mundo do cinema, servindo belas interpretações a actores mais ou menos conceituados.

Saoirse Ronan, que já havia sido brilhante em Expiação, volta a sê-lo como Susie Salmon, uma rapariga de 14 anos que foi assassinada em Dezembro de 1973, no seu regresso a casa após mais um dia de escola. O seu assassino continua a monte e pode estar mais perto do que se poderia supor. Susie encontra-se aprisionado num extraordinário mundo entre a Terra e o Céu, para onde irá assim que ajudar a desvendar o seu assassinato. Será que se vai fazer justiça para Susie possa descansar em paz?

Completam o resto do elenco Mark Whalberg (o Pai), Rachel Weisz (a Mãe), Susan Sarandon (a avó), a jovem neozelandesa Rose McIver (como a irmã de Susie) ou o Soprano Michael Imperioli (como o policia à frente da investigação). Mas o destaque principal vai para a brilhante interpretação de Stanley Tucci, que lhe valeu a nomeação ao Oscar de melhor actor secundário.

A acompanhar está uma muito boa banda sonora, que tem em Song to the Siren na versão dos This Mortal Coil o seu ponto mais alto.

NOTA: 8/10


quinta-feira, 11 de março de 2010

Alice in Wonderland, de Tim Burton


A história deste filme não é aquela a que as nossas avozinhas estavam habituadas a ouvir e que apaixonou várias gerações.
Esta Alice (Mia Wasikowska) tem 19 anos e vive atormentada com o mesmo pesadelo desde os seis com coelhos brancos, gatos que desaparecem, lagartas que fumam. Ela pensa que são sonhos maus e que está a ficar maluca. Um dia após fugir de um pedido insólito de casamento ela vê o coelho do sonho e ao segui-lo cai dentro de um buraco sem fundo que a conduz ao Pais das Maravilhas. Ali, entre poções para crescer e diminuir ela vai ter de ajudar os seus amigos, o Coelho Branco, Tweedledee e Tweedledum, a Ratazana, a Lagarta, o Gato Cheshire, e claro, o Chapeleiro Louco (Johnny Depp) a destronar a perversa Rainha Vermelha (Helena Bonham Cárter) que usurpou o trono à irmã, a Rainha Branca (Anne Hathaway).

Os mundos criados por Tim Burton são por norma geniais e o País das Maravilhas não foge à regra, dando um toque às personagens de Lewis Carrol, personagens essas que estão brilhantemente representadas, com destaque para o Chapeleiro Louco de Johnny Depp e para a Rainha Vermelha de Helena Bonham Carter, com uns toques de loucura que fazem lembrar Bette Davis dos tempos de What Ever Happened to Baby Jane?, com os seus "Off with their heads!"
Por lá também andam Alan Rickman e Stephen Fry como a Lagarta Azul e o Gato Cheshire, Matt Lucas (como os gémeos) e Michael Sheen.(Coelho Branco).

NOTA: 9/10


segunda-feira, 8 de março de 2010

Oscars - Vencedores e derrotados


Talvez tenha sido meia surpresa, uma vez que esperava (esperar não é desejar) que Avatar vencesse, pelo menos com Melhor Filme. Dai que a vitória daquele que considerei o 2º melhor filme de 2009 me tenha deixado satisfeito. Já disse que a minha preferência ia para Inglorious Basterds mas o que é um facto é que The Hurt Locker também é um grande filme.


Na véspera do Dia Internacional da Mulher a grande vencedora da noite acabou por ser Kathryn Bigelow ao conquistar a estatueta para Melhor Realizador(a) e ver o seu filme ser o Melhor para a Academia (conquistaria ainda mais 4 Oscars, incluindo Melhor Argumento Original). Nas categorias de Actor e Actor Secundário acabaram por conquistar o prémios os meus preferidos.

A desilusão para mim foi o único Oscar conquistado pelo filme de Tarantino (precisamente Christopher Waltz). Nem filme, nem realizador, nem argumento original.
Surpresa ainda na categoria de Melhor Filme em Língua não-Inglesa com o favorito O Laço Branco a ser preterido em vez de El Secreto de Sus Ojos, da Argentina.

Aqui estão todos os nomeados e vencedores

sexta-feira, 5 de março de 2010

Law Abiding Citizen, de F. Gary Gray


Na onda do tipo que faz justiça pelas próprias mãos surge este filme de F. Gary Gray.

O filme conta a história de Clyde Shelton (Gerald Butler) que vê a mulher e a filhe serem assassinadas aquando de um assalto a sua casa.
Após anos de luta na justiça, só um dos assaltantes é acusado (precisamente aquele que não matou) e o outro sai em liberdade depois de ajudar o promotor público Nick Rice (Jamie Foxx) a acusar o "amigo". Shelton fica revoltado com esta decisão e espera alguns anos para se começar a vingar... Contra os assassinos da família... e contra o sistema judicial!

Este não é um tema novidade no mundo do cinema - assim à primeira lembro-me logo de Death Wish, com Charles Bronson" - o que não quer dizer que não seja um bom filme de acção e com um twistezinho, muito do agrado do público.


NOTA: 7/10



Oscars, as injustiças do passado e os desejos para Domingo


O Ipsilon de hoje lança um inquérito interessante a algumas personalidades (umas mais outras menos famosas, mas não é isso que interessa).

1. Qual foi o Oscar mais mal entregue na história da Academia?
2. Qual a maior injustiça da Academia, o Óscar que nunca foi dado e deveria ter sido.
3. Qual a aposta emocional para este ano? Quem ou que filme gostaria de ver receber um Oscar?

Aqui ficam as minhas respostas:

1. Duas das piadas de pior gosto dizem respeito aos Oscars conquistados por "Rocky" e "Gente Vulgar" em vez de "Taxi Driver" e "Raging Bull"!!!

2. "Citizen Kane" não venceu. "Pulp Fiction" não venceu. Scorsese devia ter recebido Oscar mais cedo, grandes actores como Peter Sellers nunca ganharamentre muitos outros...

3. Deveria vencer "Inglorious Basterds" ou "The Hurt Locker" mas temo que seja Avatar a conquistar. Se Christopher Walz não vencer melhor actor secundário será um escândalo. Como actor principal gostaria que vencesse o Dude, Jeff Bridges. E como realizado... Quentin Tarantino.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Gorillaz regressam com Plastic Beach


Cinco anos depois de Demon Days, os Gorillaz estão de volta com Palstic Beach, um disco cheio de contribuições de peso, como por ex. Lou Reed e Mark E. Smith.

O primeiro single extraido é Stylo e conta com a ajuda de Bobby Womack e Mos Def a Damon Albran e companhia.
O vídeoclip conta com a presença de Bruce Willis.


Best of... Sam Peckinpah


David Samuel Peckinpah (1925-1984) foi um dos duros de Hollywood, tanto nos filmes que concebia, cheios de violência, como na vida real (era conhecido como "Bloody Sam"). Realizou 17 filmes em 22 anos de carreira e tinha como referencias o cinema de John Ford e Sergio Leone. Walter Hill, que com ele trabalhou foi seu seguidor nalguns dos seus filmes dos anos 70/80 e o próprio Quentin Tarantino pisca-lhe o olho de vez em quando.

1. The Wild Bunch (A Quadrilha Selvagem)


2. Straw Dogs (Cães de Palha)

3. Cross of Iron (Cruz de Ferro)

4. The Getaway (Tiro de Escape)

5. Bring me the Head of Alfredo Garcia

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Shutter Island, de Martin Scorsese



O ano é 1954, o US Marshal Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) é um homem atormentado pela experiência vivida na II Guerra Mundial, mais propriamente no campo de concentração de Bachau e pela morte recente da sua esposa. Ele e o seu novo parceiro Chuck Aule (Mark Ruffalo) dirigem-se de ferry para o hospital psiquiátrico, para criminosos com perturbações mentais situado numa ilha perto da costa de Boston, Shutter Island. O objectivo é investigar o desaparecimento de Rachel Solano, uma paciente/prisioneira que afogou os 3 filhos. Ela desapareceu da sua cela deixando apenas um pequeno papel com uma pergunta indecifrável.
Os médicos, funcionários e enfermeira(o)s da instituição não parecem muito empenhados em cooperar com a investigação e há algo de particularmente misterioso em Dr. Cawley (Ben Kingsley), o director do hospital. Com um furacão a aproximar-se, rodeados por um ambiente psicótico e pacientes perigosos, ambos percebem que as suas vidas podem estar em risco e que podem não conseguir sair vivos daquela ilha maldita.


A partir do livro "Paciente 67" de Dennis Lehane (Mystic River; Gone Baby Gone), Martin Scorsese transporta-nos para uma das épocas douradas do cinema, com referências evidentes - logo no inicio notamos isso - a grandes clássicos da série B desse época (Leonardo DiCaprio teve de ver Out of the Past, de Jacques Tourneur) e constrói um pesadelo claustrofóbico onde nada é o que parece ser e onde não podemos confiar em ninguém.
Mais um grande filme de um dos maiores realizadores vivos, filmado exemplarmente e com detalhes magistrais (a cena da caverna, por ex.) ao longo de toda a sua duração. Se juntarmos a isto uma banda sonora assustadora e um magnifico elenco, temos já em Fevereiro um dos maiores filmes de 2010.


NOTA: 9/10



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Whatever Works, de Woody Allen


Boris Yelnikoff (Larry David) é um fanfarrão de meia idade, génio da física que sofre de insatisfação crónica e desprezo pelo género humano. Depois de perder a mulher num divórcio, um prémio Nobel e de quase ter perdido a sua própria vida numa tentativa de suicídio mal sucedida, resolve dar largas à sua misantropia e isolar-se numa pequena casa na cidade de Nova Iorque. Um dia encontra à sua porta Melody (Evan Rachel Wood), uma jovem fugitiva do Mississípi, cuja inocência e alegria de viver contagiante contrastam com o cinismo do cientista. Com o passar do tempo a doce rapariga instala-se em sua casa e invade a sua vida, preenchendo todas as lacunas do insatisfeito Boris. As suas vidas parecem perfeitas até ao dia em que os pais dela resolvem aparecer e revolucionar tudo à sua volta...

Este é o regresso de Woody Allen a casa, depois das experiências britânica e espanhola.
E é o Woody Allen de sempre, com o seu humor subtil, espirituoso mas também desencantado com a vida, com o amor, questionando por diversas vezes o sentido da vida e da religião.
Desta vez o alter ego de Allen é Larry David (Seinfeld ou Curb your Enthusiasm) bem secundado pelas excelentes Patricia Clarkson e a jovem Evan Rachel Wood.

NOTA: 8/10


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

BAFTA 2010

O grande vencedor foi The Hurt Locker, de Kathryn Bigelow com 6 galardões, incluindo melhor filme, realizadora e argumento.

Laputa: Castle in the Sky, de Hayao Miyazaki


Quando um dirigível é atacado por piratas Sheeta, uma jovem adolescente ali detida, aproveita a oportunidade para escapar dos seus raptores. Só que os piratas também estão atrás dela e acaba por se precipitar e cair em direcção ao solo. Cá em baixo, numa pequena aldeia mineira, o jovem Pazu vê uma estanha luz vinda do céu a dirigir-se na sua direcção. Pazu acolhe Sheeta e mais tarde os dois são obrigados a fugir dos piratas que os perseguem e de agentes do governo. Todos estão interessados em Sheeta e na pedra que ela transporta, a chave para descobrir a misteriosa ilha flutuante, Laputa.

Laputa, Castle in the Sky (1986) foi a 2ª longa-metragem de Hayao Miyazaki (a primeira tinha sido Nausicca - 1984) e adapta livremente um dos segmentos de As Viagens de Gulliver, de Johnattan Swift em que o herói passa em Laputa, uma cidade voadora.
Mais uma vez os heróis são crianças, como acontece em (quase) todos os filmes/séries de Miyazaki. Sejam raparigas (Kiki, Chihiro, Nausicaa) ou rapazes (Conan, Ashitaka).
Uma excelente história de aventuras para todas as idades com belas sequências de animação, como só este mestre japonês sabe.

NOTA: 9/10


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A Serious Men, Joel e Ethan Coen


Mais uma fábula dos Coen sobre um homem "que não estava lá".
O filme começa com um prólogo passado numa povoação polaca. Um homem chega a casa e diz que encontrou alguém pelo caminho. A mulher fica em estado de choque pois diz que esse alguém já morreu há anos e deve ser o espírito dele. Batem à porta... silêncio. O homem diz que convidou o "possível espirito"para jantar. O homem entra e diz que está vivo e bem de saúde. A mulher continua a achar que ele é um dybbuk (espírito para os judeus) e para o provar espeta-lhe uma faca no peito. O homem sai ensanguentado e a cambalear. Salvação ou maldição? Nunca o saberemos.

Andando para a frente no tempo, vamos até à América dos anos 60 onde Larry Gopnik, um professor de Física da Universidade de Midwestern acaba de ser informado que a sua mulher, Judith o vai deixar. Ela apaixonou-se por um dos seus colegas, Sy Ableman, que, aos seus olhos, é alguém muito mais interessante do que o seu marido. A família de Larry também não ajuda muito: o seu irmão Arthur mora lá em casa e dorme no sofá; o filho Danny é um estudante problemático e rebelde que rouba dinheiro à irmã para comprar charros; e a filha Sarah rouba, frequentemente dinheiro ao pai para fazer uma plástica ao nariz. A juntar a isto um aluno coreano tenta suborná-lo para conseguir uma nota melhor e a partir dai passa a chantageá-lo, o que pode por em causa a sua carreira na Universidade.
Larry decide pedir conselhos a três rabinos diferentes que poderão ou não ajudá-lo a enfrentar este e outros problemas que vão surgindo...

Mais um grande filme dos Coen que para não fugir à regra aborda os temas e técnicas muito usados por eles e filmado pela câmara luminosa de Roger Deakins (outro habitué dos Coen).
As interpretações são espantosas (Michael Stuhlbarg é estupendo) principalmente se notarmos que são actores desconhecidos - o único que conhecia é Adam Arkin da série Sons of Anarchy.

NOTA: 9/10


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

The Men Who Stare at Goats, de Grant Heslov

Esta é uma historia ligeiramente baseada em factos verdadeiros.

O repórter Bob Wilton (Ewan McGregor) julgava ter tudo o que um homem podia desejar até perceber que, afinal, a mulher, com quem pensava estar bem casado, o trocou pelo editor do jornal onde ambos trabalhavam.
Para provar que consegue ultrapassar a traição, deixa tudo e vai para o cenário de guerra do Iraque, procurar um furo que o torne célebre. E é na fronteira com o Kuwait que conhece Lyn Cassady (George Clooney), um agente de forças especiais New Age que revela estar numa missão secreta em nome da sua Unidade de Super Soldados Jedis liderada por Bill Django (Jeff Bridges).
Inseridos num programa secreto do Governo dos EUA, estes guerreiros pacifistas possuem poderes paranormais que lhes permitem atravessar paredes, encontrar com a mente pessoas desaparecidas ou vencer o inimigo com o poder da mente, sem necessidade de sangue ou violência gratuita. Decidido a atravessar a fronteira com Lyn e encontrar a história que vai mudar a sua vida, Bob vê-se envolvido numa guerra entre os super soldados e Larry Hooper (Kevin Spacey), um antigo discípulo de Bill com contas para ajustar.

O filme adapta e satiriza o livro do jornalista Jon Ronson, com o mesmo título. Uma comédia non-sense bem, ao estilo dos irmãos Coen realizada pelo actor Grant Heslov (aparece nos filmes de Clooney, Good Night and Good Luck e Leatherheads). Destaque ainda para o elenco, principalmente para a personagem de Jeff Bridges, bem ao estilo do seu Lebowski.

NOTA: 8/10


sábado, 13 de fevereiro de 2010

Two Days in the Valley, de John Herzfeld


Este filme de 1996, de John Herzfeld é uma colagem descarada a Pulp Fiction mas obviamente numa escala menor.
Apesar disso não deixa de ser um filme interessante que gira em torno de eventos passados urante 48 horas nas vidas de um grupo de pessoas unidos por um assassinato.
Um simpático assassino de meia idade (Danny Aiello) é contratado pelo frio Lee Woods (James Spader) para o ajudar a assassinar um homem. Eric Stoltz e Jeff Daniels fazem de 2 policias da brigada de combate ao narcotráfico que vão parar à cena do crime. Um realizador falhado, um coleccionador de arte com pedra nos rins, uma ex-atleta olímpica, a namorado de um dos assassinos e uma enfermeira também tem protagonismo nesta história (mais uma) de vidas cruzadas.
O elenco, para além dos já citados conta ainda com Charlize Theron (a namorada sueca de James Spader) e Teri Hatcher (a mulher do morto).

NOTA: 7/10