quinta-feira, 19 de novembro de 2009

The Brothers Bloom, de Rian Johnson


Desde a infância passada numa série de lares e casas de adopção até à idade adulta, como vigaristas de gabarito internacional, Stephen (Mark Ruffalo) e Bloom (Adrien Brody) têm partilhado tudo. Stephen é o cérebro e engendra brilhantes histórias para os dois, mas continua à procura do golpe perfeito.

Farto de viver uma vida de mentira, Bloom aceita fazer parte de um último e espectacular trabalhinho — seduzir uma excêntrica herdeira (Rachel Weisz) para uma aventura que os levará a uma volta ao mundo. Mas quando a elaborada teia engendrada por Stephen começa a apertar, Bloom começa a pensar se o seu irmão não os terá metido na aventura mais perigosa das suas vidas.

Depois do "alternativo" Brick, Rian Johnson regressa para um projecto mais arrojado e a meu ver não se sai mal. As personagens são brilhantes, desde os dois irmãos, passando pela excêntrica herdeira, mulher prendada que sabe falar várias linguas, toca banjo, harpa, guitarra, sabe karaté e para além de espatifar Lamborghinis como se não houvesse amanhã ainda tem orgasmos enquanto ouve trovoada... até à ajudante japonesa dos manos, Bang Bang que só diz duas ou três coisas durante todo o filme.
Um filme que mistura os bons filmes de golpadas (incluindo o mítico filme George Roy Hill) com as ambiências dos filmes de Wes Anderson, com cenários magníficos, boas interpretações... resumindo: está muito bem esgalhado.

NOTA: 8/10


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Duplicity, de Tony Gilroy


Este é o regresso de Tony Gilroy à realização, depois de ter surpreendido com Michael Clayton (2007). Aqui centra-se numa trama de espionagem industrial, onde dois ex-agentes da CIA e do MI6 (Julia Roberts e Clive Owen) trabalham agora para duas empresas rivais que tentam saber o que a outra tem na manga.

Não sendo tão bom como o seu primeiro filme, Tony Gilroy pisca o olho a alguns filmes de Soderbergh (Out of Sight é mais que evidente) com um trhiller em tons de comédia, com um argumento interessante e realização competente.

NOTA: 7/10


terça-feira, 10 de novembro de 2009

Diabo na Cruz

Mais um grande som surgido recentemente a provar que a música portuguesa está bem e recomenda-se! Chamam-se Diabo na Cruz e podem ouvi-los mais aqui.


terça-feira, 3 de novembro de 2009

Som da Frente


O Som da Frente foi um programa que me marcou muito. Estávamos nos anos 80 e eu morava em Grândola. Tive acesso aos Joy Division, Echo and the Bunnymen e outros por parte do meu irmão mais velho. Mas houve uma fase em que senti que queria descobrir por mim aquilo que queria ouvir. Havia o Se7e e o Blitz que divulgavam alguma música boa, mas... não tinham som!
Não havia internet, logo a música não nos chegava como chega hoje. Por isso o Som da Frente surgiu como uma pedrada no charco na malta da minha geração, que como eu não atinava com a música que dava nos top's. O Som da Frente dava tarde e aos dias de semana, mas isso não nos impedia de ouvir o programa e o seu autor de voz grave. Lembro-me de adormecer com a Comercial ligada, som baixo para não acordar a família e até gravar o programa para mais tarde ouvir com mais atenção. E foram muitas as bandas, que hoje são das minhas preferidas de sempre que o António Sérgio me deu a conhecer. Pixies, Stone Roses, Jesus and the Mary Chain, são alguns exemplos.
Quando tive programas na Rádio Clube de Grândola quis que esse programa fossem do género do Som da Frente. Um desses programas até tinha o nome de uma das suas rubricas, Sinais de Fumo.
O Som da Frente marcou uma geração, o António Sérgio é difícil de substituir...

domingo, 1 de novembro de 2009

Tributo a António Sérgio


Foi com profunda tristeza que hoje acordei com a noticia da morte do António Sérgio, um dos meus mestres e um dos homens que mais me influenciou a nível musical.
Era fiel seguidor do Som da Frente ouvindo a sua voz característica praticamente todos os dias da 1 às 3 da manhã. Quando não o ouvia deixava a gravar o programa e com ele ouvi pela primeira vez algumas bandas que ficaram a ser das minhas preferidas.
Pixies, Jesus and the Mary Chain, Ministry, Mute Drivers, Stone Roses, Happy Mondays, Jesus Jones, Screaming Blue Messiahs... e tantas outras!
Por causa dele passei a sintonizar a XFM. Depois a XFM fechou portas e ele voltou à Comercial para tempos mais tarde os senhores daquela rádio terem o desplante de dizer que ele já não servia. E ainda bem que ele saiu dali, porque era uma lufada de ar fresco no meio do esterco que se tinha transformado a Rádio Comercial.
Foi para uma rádio à sua imagem, a Radar, que eu já seguia devido ao gosto musical e sempre que podia lá ouvia o Viriato 25.

Um grande obrigado, António por me dares a ouvir a musica que eu queria ouvir.
Que descanses em paz!


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Best of... Pedro Almodovar


Pedro Almodovar já não é só o melhor realizador espanhol vivo. Já é um dos melhores do mundo do cinema e já atingiu um estatuto que o coloca ao nível do sem compatriota Luis Buñuel! Filme após filme, Almodovar vai deixando a sua marca pessoal. Sexualidade, desejo, família, paixão, cores fortes são imagem de marca do seu cinema e vão com certeza continuar a encantar todos os cinéfilos. Como limitei este top a 10 filmes a escolha foi difícil!

1.
Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos



2.
Tudo Sobre a Minha Mãe

3.
Que Fiz eu Para Merecer Isto

4.
Ata-me

5.
A Flor do Meu Segredo

6.
Carne Trémula

7.
Abrazos Rotos

8.
Volver

9.
Negros Hábitos

10.
Kika

domingo, 25 de outubro de 2009

Eels já têm novo disco preparado


Os Eels regressam já em Janeiro com um novo álbum de originais. Isto apenas 7 meses depois de Hombre Lobo, que ainda deve estar a percorrer os tímpanos de muito boa gente, como é o exemplo deste escriba.
Na era do digital onde tudo corre a uma velocidade estonteante e nada se deixa na gaveta, Mr. E não quis perder tempo e lança já "End Times", disco que terá 14 canções.
Cá estarei à espera do possível primeiro grande disco de 2010!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Julian Casablancas

Enquanto não chega um novo dos Strokes os seus membros vão-se desembaraçando sozinhos. Desta vez é o vocalista, Julian Casablancas que farto de esperar pelos outros decidiu também ele lançar um disco a solo. Algumas das músicas de Phrases for the Young já se ouvem por aí...


terça-feira, 13 de outubro de 2009

Los Abrazos Rotos, de Pedro Almodovar


Almodovar está de regresso e tal como Tarantino fez em Inglorious Basterds, também ele presta homenagem ao cinema nesta história sobre um homem cego, escritor e argumentista de cinema de pseudónimo Harry Caine. Actualmente ele vive graças ao argumentos que escreve, com a ajuda da sua antiga produtora e do filho desta, Diego, que é seu secretario, escrivão e guia. Um dia aparece-lhe alguém que lhe pede para escrever um argumento, argumento esse que o vai fazer recordar os tempos da sua verdadeira identidade, Mateo Blanco.

Mais um grande filme deste realizador espanhol que volta a filmar com Penelope Cruz, tirando desta o que de melhor ela sabe fazer. Além do mais temos uns cameos de algumas das musas de Almodovar, como por exemplo Rossy de Palma.

NOTA: 9/10



quinta-feira, 8 de outubro de 2009

The Taking of Pelham 1 2 3, de Tony Scott


Tony Scott tem alguns dos melhores filmes de acção dos últimos tempos. Com alguns dos mestres do género dos anos 80 (caso de John McTiernan) em stand by, é o irmão de Ridley Scott que tem assumido o protagonismo recentemente.

Este é mais um caso de um bom filme de acção, baseado num livro de John Godey (pseudónimo de Morton Freedgood) que já havia sido adaptadocinema em 1974 por Joseph Sargent. E esta nova versão peca em muitas coisas em relação ao filme anterior. Desde logo a revelação da identidade dos bandidos, coisa que não acontecia no filme de Sargent, com estes a serem apenas conhecidos por cores (pormenor repescado por Quentin Tarantino para o seu Reservoir Dogs): Mr. Brown, Mr. Blue, Mr. Green... o que quer queiramos quer não tira alguma emoção à trama.

Nesta nova versão Walter Garber (Denzel Washington), é um controlador de tráfego da linha do metro de Nova Iorque que se vê envolvido no sequestro de um dos comboios por quatro bandidos armados, comandados por Ryder (John Travolta), líder tão brilhante quanto implacável, que ameaça matar a sangue frio os 18 passageiros caso o resgate de um milhão de dólares não seja pago no prazo máximo de uma hora. Garber e Camonetti (John Turturro), negociador da polícia de Nova Iorque, são as pessoas do outro lado do telefone que usarão todos os meios para vencer os criminosos e salvar os passageiros. Mas um problema continua sem solução: mesmo que os ladrões consigam o dinheiro, como poderão escapar da linha de metro?

Curiosidade: O título da obra original refere-se ao metro que partia da estação Pelham Bay Park, à 1h23.

NOTA: 7/10


terça-feira, 6 de outubro de 2009

Sons of Anarchy PT

Entretanto a série Sons of Anarchy já vai para o 5º episódio da 2ª temporada. E os motards da localidade de Charming estão aí para as curvas embora tenham novos adversários que os querem destruir custe o que custar!
Para por a par do que se vai passando nesta excelente série surgiu um novo blogue "Sons of Anarchy Portugal", para o qual eu dou o meu humilde contributo.

Flash Forward


Já está aí em força mais uma temporada de séries televisivas. Entre algumas que já acompanhava, como Dexter, Sons of Anarchy, Fringe ou Dollhouse, estreou uma que pelos dois episódios já vistos parece que vai fazer sucesso.
FlashForward conta a história de um misterioso incidente que provoca um desmaio de dois minutos e dezassete segundos a toda a Humanidade. Durante esse lapso temporal todos têm visões estranhas sobre o futuro (exactamente o dia 29 de Abril de 2010). Depois desse estado de caos e confusão começará um longo e perigoso caminho para descobrir como aquilo aconteceu, se estas imagens se vão tornar realidade e se podem ou não mudar o destino do Planeta.

Baseada no “best-seller” de ficção científica de Robert J. Sawyer, a série foi criada por Bannon Braga (24; Threshold; Star Trek: Enterprise) e David S. Goyer, o homem que escreveu Dark City, Batman Begins e The Dark Knight. No elenco podemos encontrar Joseph Fiennes e Sonya Walger (a Penelope Widmore - namorada de Desmond - de Lost).
A série estreia já amanhã (7 de Outubro), em Portugal, através do canal por cabo AXN (22.25h).

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

District 9, de Neill Blomkamp


Peter Jackson dá com este filme um chuto no cu dos grandes estúdios que se recusaram a investir no projecto pois pelos vistos queriam um realizador mais credenciado do que aquele escolhido pelo realizador do Senhor dos Anéis.
Bem se lixaram! O filme não só é muito bom, como melhor que muitos produtos do cinema-pipoca estreados recentemente.
Foi em 2006 que o projecto de adaptação do popular videogame Halo. Para isso escolheu o realizador sul-africano Neill Blomkamp, um desconhecido com formação em spots públicitários (é dele o spot em que um Citröen C4 se transforma num robot dançarino).
Mas o que chamou a atenção de Jackson foi uma curta realizada por Blomkamp. Alive in Joburg é um falso documentário onde é mostrada a vida dos extraterrestres quando a sua nave chega a Joanesburgo! No fundo o porto de partida deste District 9.
O apartheid regressou à África do Sul mas desta vez as vitimas são extraterrestres que estão no local há 20 anos depois da nave em que viajavam ter supostamente avariado sobre Joanesburgo.
Eles são isolados do resto da população num gueto, o chamado Distrito 9 e estão sobre a huarda da Multi-National United (MNU), uma empresa de segurança privada, e também a maior fabricante de armas do mundo.
Um incidente com um dos comandantes da MNU vai ter proporções, digamos que... inesperadas!

NOTA: 9/10


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Best of... Coen brothers


Das duplas mais criativas do cinema e dois dos meus cineastas preferidos. Têm coisas hilariantes, as quais eu adoro pelo que foi com grande dificuldade que elaborei este top 10. De certeza que quem vem a este cantinho terá outra opinião mas neste momento esta é a minha:

1. Fargo 10/10



2. Big Lebowski 10/10

3. No Country fo Old Men 10/10

4. Miller's Crossing 10/10

5. Blood Simple 9/10

6. The Man That Wasn't There 9/10

7. O' Brother, Where Art Thou? 9/10

8. Barton Fink 9/10

9. Burn After Reading 9/10

10. Raising Arisona 8/10

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

The Resistence


Já por aí anda o novo disco dos Muse. Intitula-se The Resistence e tem como 1º single este Uprising. É um disco que pode-se estranhar de principio mas depois entranha-se!
E o teledisco é muito bom, diga-se...


Nothing but the truth, de Rod Lurie


A história de Rachel Armstrong (Kete Beckinsale), uma jovem repórter da secção nacional do Capitol Sun-Times, um dos mais importantes jornais diários de Washington. Rachel escreve um artigo explosivo, revelando a identidade de uma agente da CIA sob disfarce, Erica Van Doren (Vera Farmiga), que ao ser publicada desencadeia um verdadeiro vendaval, levando o Governo a pedir a identificação da fonte de Rachel. Com o apoio da sua editora, Bonnie Benjamin (Angela Basset), do advogado do jornal, Avril Aaronson (Alan Alda) e do marido, Ray (David Schwimmer), Rachel desafia o carismático e decidido Procurador, Patton Dubois (Matt Dillon). Quando Rachel também se recusa a revelar a sua fonte ao Juíz Hall, este acusa-a de desrespeito pelo Tribunal e manda-a para a cadeia, afirmando que só ela tem o poder de sair da cela e que o tempo a passar no Centro de detenção a ajudará a perceber isso. Só que Rachel não cede e os dias e meses de cadeia vão passando e toda a gente está ansiosa por saber: quem é afinal a fonte e porque razão está Rachel disposta a sacrificar-se para a proteger?

O filme baseia-se num facto real (e polémico) ocorrido nos EU em 2005 quando uma jornalista se recusou a revelar a sua fonte e foi detida, acusada de traição à pátria.
Rod Lurie que já tinha filmado os meandros da politica em The Contender (2000), volta aqui a um terreno que sabe pisar bem, filmando com competência esta complicada trama.
Matt Dillon e Alan Alda estão ao seu nível e Kate Beckinsale tem aqui a sua melhor interpretação até ao momento.

NOTA: 7/10


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Humbug

Os Arctic Monkeys estão de regresso com o 3º disco de originais. E continuam a sua fase ascendente uma vez que têm vindo a melhorar de disco para disco. Humbug é desde já candidato a disco do ano. Este Crying Lightning é o 1º single extraído do mesmo


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

What Doesn't Kill You, de Brian Goodman


Brian Goodman, actor de TV (podemos vê-lo em 24 e Lost, por ex.) com algumas aparições em cinema (Catch me if you can; Munich) realiza aqui o seu primeiro filme, que co-escreveu com Donnie Whalberg (irmão de Mark), filme esse que se inspira no seu difícil percurso de vida nas ruas.

Brian (Mark Ruffalo) e Paulie (Ethan Hawke) são dois amigos de infância que cresceram juntos num bairro problemático do sul de Boston. Para eles, nascidos e criados no seio de uma comunidade marginal, o destino estava escrito. Habituados a pequenos crimes, cedo passam a planos mais arrojados acabando por cair nas mãos de Pat Kelly (o próprio Brian Goodman), chefe do crime organizado da zona. A partir daí as suas vidas são um caminho sem retorno...

NOTA: 6/10



terça-feira, 15 de setembro de 2009

Patrick Swayze, 1952-2009


Deixou-nos hoje um dos ícones dos anos 80. Não seria um dos meus actores preferidos mas por ele tinha um grande respeito. Começou por ser um dos irmãos Curtis (era o irmão mais velho de Ponyboy Curtis) num dos meus filmes preferidos dos anos 80, Marginais, de Francis Ford Coppola. Entrou ainda em Red Dawn (que focava os medos de uma invasão soviética aos EU, durante a guerra fria) e na série Norte e Sul, mas ficou mais conhecido, principalmente para o sexo feminino pela sua participação em Dirty Dancing. Ajudou Whoopi Goldberg a ganhar um Oscar em Ghost. Nos anos 90 foi um surfista assaltante de bancos em Point Break, de Kathryn Bigelow. Já nos anos 2000 esteve no filme de culto Donnie Darko e já quando lhe foi diagnosticado o cancro no pâncreas apareceu em Jump.

Aqui fica uma das cenas de Ghost


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Inglorious Basterds, de Quentin Tarantino


Once upon a time in nazi-occupied France...


Em primeiro lugar há que dizer que Inglorious Basterds é muito mais que um filme de guerra. É principalmente uma homenagem ao cinema.

No primeiro ano da ocupação de França pelos nazis, Shosanna Dreyfus testemunha a execução da sua família às mãos do Coronel Hans Landa (magnífico Christoph Waltz). Shosanna escapa por pouco, e foge para Paris onde vai adquirir o nome de Emmanuelle Mimieux e dirigir uma sala de cinema.·
Entretanto, noutro ponto da Europa, o Tenente Aldo Raine organiza um grupo de soldados judeus americanos, com o simples objectivo de liquidar nazis. Conhecidos pelos seus inimigos como "os sacanas", o bando de Raine une-se à actriz e agente infiltrada alemã Bridget von Hammersmark numa missão para destruir os lideres do Terceiro Reich. Todas estas personagens se vão juntar num cinema e talvez aí decidir o futuro da humanidade, colocando um ponto final na guerra.

Com já disse, esta é acima de tudo uma homenagem ao cinema. De facto o filme está repleto de referências cinematográficas: temos um actor de cinema que é soldado (e herói nacional), temos uma actriz de cinema que é espia, temos um crítico de cinema que é espião, temos a dona de uma sala de cinema e temos o próprio cinema que se vai transformar num improvável campo de batalha. Além de varias outras “escondidas” em todo o filme.

A juntar a tudo isto estão os já famosos diálogos “à la Tarantino”, resultantes de mais um excelente argumento de Tarantino.

Nota máxima para todo o elenco, encabeçado por Brad Pitt no papel de Aldo Raine e com a presença além de outros de Eli Roth que surge também como realizador convidado, tendo dirigido o hilariante filme de propaganda nazi, “O Orgulho da Nação”. Mas para mim a melhor personagem é a do Cor. Hans Landa numa magnífica interpretação do desconhecido actor austríaco Christoph Waltz. De se tirar o chapéu e já a piscar o olho a uma possível nomeação ao Óscar de melhor secundário.

Ah. E como é normal no Tarantino não faltam os tiros, o sangue, as facadas, as bastonadas e os escalpes a serem tirados fazerem parte da colecção de Aldo Raine.

Tarantino Vintage…


NOTA: 10/10



quinta-feira, 10 de setembro de 2009

The Nines, de John August


Já andava para ver isto há algum tempo e no dia 09.09.09 decidi que tinha chegado a hora!
Um interessante filme realizado pelo argumentista de Charlie e a Fábrica de Chocolate, A Noiva Cadáver e Big Fish, dividido em 3 histórias que aparentemente não têm nada a ver mas afinal verifica-se que há uma ligação.
Um problemático actor de TV é colocado em prisão domiciliária depois de ter tido um acidente enquanto conduzia sob o efeito de estupefacientes. Um produtor televisivo entra num reality show enquanto cria uma nova série. E por fim um casal viaja com a sua filha e têm um problema no carro. O pai parte em busca de ajuda mas é afastado do caminho de volta...

O eterno "onde estou, para onde vou, o que faço aqui", com um Ryan Reynolds numa tripla interpretação (ou será só uma?) e em busca do seu "eu"!


NOTA: 7/10


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Five Minutes of Heaven, de Olivier Hirschbiegel


Irlanda no Norte, 1975. O Ulster Volunteer Force, um grupo paramilitar protestante, tem por alvo os católicos, que afirmam ser republicanos militantes. Alistair Little, com 17 anos, é o líder de uma célula do UVF, a quem é dada a ordem para matar James Griffin, como forma de aviso para os católicos. Quando o assassinato é executado, o irmão de 11 anos de James assiste horrorizado e passa a vida atormentado por aquele episódio: a mãe acusa-o de não ter feito nada, o pai e outro irmão morreram pouco tempo depois. 30 anos depois, Joe Griffin (James Nesbitt) e Alistair (Liam Neeson) têm encontro marcado, em frente às câmaras, para uma reconciliação. Alistair cumpriu a sua sentença na prisão, e o que procura é redenção. Mas Joe não vai ao programa para um aperto de mãos...

Olivier Hirschbiegel realizou, ainda na Alemanha, seu país de origem os muito bons, A Experiência e A Queda e teve uma experiência pouco positiva nos Estados Unidos com A Invasão, filme que foi estraçalhado pelo estúdio que o produziu. Agora no Reino Unido realiza mais um bom filme sobre factos reais ocorridos na Irlanda do Norte. Liam Nesson é competente no desempanho da sua personagem, fazendo de um homem quase em transe o filme todo. Mas o destaque vai inteirinho para James Nesbitt, brilhante com o seu Joe Griffin toda a sua esquizofrenia e a busca pelos cinco minutos de paz que desde aquele episódio não tem.
Uma lufada de ar fresco no meio de tanto lixo que vemos estrear por cá.

NOTA: 8/10


segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Best of... Terry Gilliam

"De génio e louco todos temos um pouco". Se há realizador a quem isto se pode aplicar, esse realizador é Terry Gilliam, o Python americano. Foi um dos fundadores da trupe, estando de inicio apenas a cargo das animações. É dele por exemplo o famoso pé que vinha do céu e esmagava tudo.
Iniciou-se nas longas metragens com a co-realização de Monty Python and the Holy Grail e a partir daí foi sempre a andar com filmes com elevadas doses de loucura neles incluidas.
Aqui fica o meu top Terry Gilliam:

1. 12 Monkeys 9/10



2. Monty Phyton and the Holy Grail 9/10

3. The Meaning of Life 8/10

4. The Fisher King 8/10

5. Brazil 8/10

6. Time Bandits 8/10

7. Fear and Loathing in Las Vegas 7/10

8. Tideland 7/10

9. The Brothers Grimm 6/10

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Ponyo on a Cliff by the Sea, de Hayao Miyazaki


O génio do cinema de animação está de volta com esta adaptação livre de A Pequena Sereia. Fiel à animação 2D e ao desenho à mão, Miyazaki e seus colaboradores do Studio Ghibli criam mais uma vez uma obra prima de cor e imagem, como só eles são capazes de conceber.
Sosuke, um rapaz de 5 anos vive numa casa, no topo de uma falésia com o pai (sempre ausente) comandante de um navio e a mãe, empregada num lar de idosos. Um dia quando passeava junto ao mar encontra aprisionada dentro de uma garrafa uma menina-peixe e decide guarda-la e protegê-la. Só que o pai dela, um poderoso feiticeiro do mundo marinho consegue leva-la de volta para o oceano. Só que Ponyo é persistente e quer a todo o custo transformar-se numa menina. Afrontando o pai e com a ajuda da mãe, uma deusa das águas ela consegue fugir mas liberta o elixir da vida, o que vai criar um tsunami que põe em risco, não só a aldeia piscatória onde vive Sosuke, como todos os barcos que navegam naquelas águas.

Não sendo tão bom como os melhores de Miyazaki, Ponyo à Beira-Mar (título em Portugal) é uma excelente longa-metragem de animação.

NOTA: 8/10


quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Filmes de Eleição #35 - El Espinazo del Diablo


El Espinazo de Diablo foi a 3ª longa metragem do visionário realizador mexicano, Guillermo de Toro e a sua primeira obra prima. Aqui embarca pela primeira vez no universo da Guerra Civil Espanhola (mais tarde iria lá voltar em O Labirinto do Fauno) para nos mostrar um orfanato dirigido pelo regime franquista que recebe uma criança filho de um guerrilheiro morto. Carlos entra em conflito com o lider das crianças e cedo começa a perceber que o orfanato está envolto em mistérios...
A produção esteve a cargo de Pedro Almodovar.


segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O novo Christopher Nolan

Quem me segue sabe da adoração que eu tenho por este realizador, um dos melhores do panorama cinematográfico actual. O seu próximo filme é Inception e este é o teaser:

Best of... Hayao Miyazaki

No que à animação diz respeito, este senhor é um dos meus mestres. Tive o primeiro contacto com ele através da série de animação Conan, o Rapaz do Futuro, apesar de na altura ainda não estar muito interessado em quem era o realizador daquilo. Mais tarde vi a Princesa Mononoke e fiquei maravilhado e não demorou muito até que adquirisse a colecção do Studio Ghibli, com os filmes realizados até então por Miyazaki e Isao Takahata. Depois disso já realizou mais três animações e ganhou um Oscar por A Viagem de Chihiro. Quase a estrear está Ponyo à Beira Mar. Eis então o meu top Miyazaki:

1. Laputa: Castle in the Sky 10/10



2. Princesa Mononoke 10/10

3. A Viagem de Chihiro 10/10

4. Nausicaa of the Valley of the Wind 9/10

5. Porco Rosso 8/10

6. O Castelo Andante 8/10

7. My Neighbour Totoro 7/10

8. Kiki's Delivery Service 7/10


sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Benicio Del Lobo

Mais um trailer disponibilizado recentemente, o de The Wolf Man, remake do filme da Universal, de 1941 com o mesmo título.
O protagonista é Benicio Del Toro ajudado por Anthony Hopkins e Hugo Weaving. A realização está a cargo de Joe Johnston (Jurassic Park 3).


quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Avatar, o teaser

... E agora algo completamente maravilhoso

Depois de Titanic e de uma longa espera, James Cameron submerge das profundezas e apresenta-nos Avatar, o seu novo delírio.


terça-feira, 18 de agosto de 2009

Best of... Michael Mann

Começo hoje uma nova rúbrica aqui no Cantinho, uma espécie de top, ou best of, como queiram de realizadores de culto.
Já que se fala muito do Michael Mann e das comparações entre o seu último Public Enemies e um dos seus melhore filmes, Heat é por ele que começo. É suposto ser um Top 10, embora no caso de Michael Mann só tenha 7 filmes para classificar. Os comentários estão abertos à espera do outras opiniões.

1. Heat - 10/10



2. The Insider - 9/10

3. Manhunter - 9/10

4. Public Enemies - 9/10

5. Collateral - 8/10

6. Miami Vice - 8/10

7. The Last of the Mohicans - 8/10

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Eels no MySpace

Mr. E fez uma sessão acústica para o MySpace composta por 4 canções do último Hombre Lobo. Esta é uma delas.

Os 20 melhores filmes desde 1992 para Tarantino

Em 1992, Quentin Tarantino realizava o seu primeiro filme, Cães Danados. E foi a partir dessa data até à actualidade que ele escolheu 20 filmes.
Confiram a lista:



terça-feira, 11 de agosto de 2009

Public Enemies, de Michael Mann


Public Enemies não é uma biografia de John Dillinger com a história contada desde a sua infancia, apesar de ser a personagem central do filme.
John Dillinger era um assaltante de bancos e foi o inimigo público #1 nos Estados Unidos durante os 13 meses em que decorre a acção.
Na altura da Grande Depressão que assolou os EU, havia uma grande revolta da população para com os bancos que eram os culpados da crise. Dillinger foi visto como um novo Robin Hood, pelos seus assaltos e pelas fugas épicas da prisão.
O recém criado FBI, liderado por J. Edgar Hoover decide colocar o seu melhor homem, Melvin Purvis à cata dos Inimigos Públicos. Era a época de grandes criminosos como Pretty Boy Floyd, Baby Face Nelson, Ma Barker, Bonnie & Clyde e claro John Dillinger.

Michael Mann (Manhunter, Heat, Collateral, Miami Vice...) pega aqui no livro de Bryan Burrough "America's Greatest Crime Wave and the Birth of the FBI" e volta a usar a câmara digital (já o tinha feito em Miami Vice e Collateral). Mann é um dos melhores realizadores da actualidade e a sua "obsessão" pelo mais ínfimo pormenor volta a fazer-se notar ele é exímio a filmar cenas de acção. Volta a mostrar-nos um bandido com charme, de quem o público gosta, como tinha acontecido em Heat.
Johnny Depp e o seu charme dão um toque especial a Dillinger, num desempenho digno dos seus melhores, Christian Bale traça uma personagem fria com o seu Melvin Purvis e o resto do elenco está muito bem trabalhado.
Public Enemies é mais um grande filme de Michael Mann e também um dos melhores do ano até ao momento.

NOTA: 9/10


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Dexter - 4ª temporada

Genial.

Quem me conhece sabe que sou fanático pelo Benfica, por cinema, por música e por algumas séries de TV.

No meio dessas "algumas" há esta. Que é genial. Se é a melhor de sempre não sei. Mas a meu ver anda lá perto. A nível se TV Shows, Dexter, Lost e True Blood enchem-me as medidas nos últimos tempos.

Este é um dos geniais cartazes da 4ª temporada de Dexter, a estrear em Setembro!

domingo, 9 de agosto de 2009

Raúl Solnado, 1929-2009


Sou muito selectivo em relação ao humor. Prefiro o humor inteligente ao humor brejeiro. Raramente me rio com uma anedota. Em 100 sou capaz de achar piada a 10. Há alguns humoristas que gosto em Portugal e este Senhor era certamente um dele. Ainda ontem estive a ouvir algumas das suas coisas e ri num momento triste. Homem do teatro, da comédia, do cinema, da televisão.
O seu talento passou para além fronteiras como se pode comprovar pelo vídeo aqui em baixo.
Parte fisicamente um dos maiores ícones do humor em Portugal, uma daquelas pessoas que pensamos sempre que são imortais. Como ele gostava de pedir, façamos o favor de continuar a ser felizes!


sexta-feira, 7 de agosto de 2009

John Hughes 1950-2009


Faleceu aquele que foi considerado o pai dos teen movies. Foi imitado por muitos mas sem grande sucesso. Como argumentista tem no currículo obras como Sozinho em Casa ou 101 Dalmatas. Os oito filmes que realizou deixaram marca: Sixteen Candles, Ferrie Buller's Day Off (por cá conhecido como o Rei dos Gazeteiros) e principalmente The Breakfast Club, filme que revi há pouco tempo e o qual comentei aqui!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

The Temper Trap


Directamente da Austrália para os meus tímpanos chegam estes rapazes e soam assim:


quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Filmes de Eleição #34 - Once Upon a Time in the West


Mais um filme de Sergio Leone nesta minha lista de eleição. Um grande Western Spaghetti com um dos melhores começos de um filme da história do cinema.Três bandidos esperam pela chegada de um comboio. Enquanto esperam tentam entreter-se com qualquer coisa, nem que seja a prender moscas no cano da pistola. A espera torna-se longa, não há diálogos, apenas o som do ambiente que os rodeia. Ouve-se então o som do comboio que se aproxima, o som aumentando, o comboio chega à estação e dele sai apenas um homem que toca harmónica... Segue-se uma curta conversa entre os quatro e o primeiro tiroteio do filme...

Henry Fonda (um biltre da pior espécie), Charles Bronson (o homem da harmónica), Claudia Cardinale (uma mulher a quem acabaram de assassinar o marido) e Jason Robards brilham em grande estilo e a música de Ennio Morricone encaixa na perfeição.

Uma obra prima.


sexta-feira, 24 de julho de 2009

Karl Malden, 1912-2009


Faleceu no inicio deste mês, aos 97 anos o grande actor, Karl Malden que entrou em alguns dos filme mais importantes da história do cinema, como por exemplo A Street Car Named Desire ou On the Waterfront.

Mas do que palavras, aqui fica o seu talento a representar. A cena é do filme On the Waterfront (Há Lodo no Cais), que contava com outro grande Senhor: Marlon Brando!


quinta-feira, 23 de julho de 2009

Comédias

Pineapple Express, de David Gordon Green

Uma das comédias que fez mais sucesso nos ultimos tempos e que conta a história de Dale (Seth Rogen) e do seu dealer Saul (James Franco) que se metem em encrencas quando o primeiro presencia um assassinato e é reconhecido pelos assassinos pela qualidade da erva que fuma.

NOTA: 7/10

The Darjeeling Limited, de Wes Anderson

Três irmãos americanos (Owen Wilson, Adrien Brody e Jason Shwartzman) emreendem uma viagem espiritual pela India com o intuito de encontrarem paz interior e voltarem a relacionar-se.
Wes Anderson (The Royal Tenenbaums; The Life Aquatic with Steve Zissou) é um dos novos talentos do cinema americano e mais uma vez mostra a sua originalidade partindo de um argumento dele próprio de de Roman Coppola (filho de Francis Ford). No elenco estão nomes que habitualmente com ele trabalham, como Clive Owen e Jason Shartzman (primo de Roman e sobrinho de F.F.) e estou em crer que se Bill Murray tem apanhado o combóio no inicio teria também entrado no filme!

NOTA: 8/10

A Vida é um Milagre, de Emir Kusturica

O cinema louco de Kusturica volta a ser mostrado neste filme de 2004.

Bosnia, 1992, Luka, um engenheiro sérvio vai com a mulher, Jadranka, ex-cantora de ópera, e o filho que quer ser futebolista, para uma aldeia no meio do nada, para ajudar a construir uma linha de caminhos de ferro que trará turismo à região. Só que em vez de turistas o que vem é a guerra e quando eclode o conflito a sua vida dá uma grande volta. A mulher foge com um músico bulgaro, o filho Milos em vez de ir jogar para o Partizan de Belgrado, é chamado para o combate.
Para agravar a situação os sérvios confiam a Luka a guarda de uma refém muçulmana, Sabaha, devendo esta servir de moeda de troca com Milos que foi feito prisioneiro pelo inimigo. Só que Luka e Sabaha apaixonam-se...
Toda esta mixórdia é acompanhada pela habitual música dos filmes de Kusturica.

NOTA: 8/10

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Super Rock


Terminou no passado Sábado a edição nº 15 do Super Bock Super Rock, este ano e mais uma vez com características diferentes.
A edição deste ano foi realizada em dois fins de semana diferentes e em dois palcos diferentes: Estádio do Bessa, no Porto e Estádio do Restelo, em Lisboa.
Desloquei-me ao Estádio do Restelo para ver The Walkmen e The Killers, os primeiros já cá tinham estado, os segundos foi a primeira vez!
The Walkmen deram um concerto curto mas o que foi pouco, foi muito bom. Músicas como "In the New Year", "On the Water" ou "The Rat" deliciaram umas centenas de fãs que apesar do calor não arredaram pé de junto do palco!

Umas horas depois, e já de barriga cheia depois de uns 45 minutos (ou mais) numa fila para poder comer qualquer coisa, entraram em palco os The Killers. E o que posso dizer é que a banda de Brendon Flowers deu um grande concerto, apenas faltando a meu ver o tema "Bones", do album Sam's Town!
Começou com aquela que a maioria das pessoas conhecem mais (o que não significa que seja a melhor - longe disso), "Human"! Depois partiram para uma passagem pelos seus três albuns não faltado a incursão ao universo Joy Division, com "Shadowplay"!
"Read my mind", "Mr. Brightside", "All the Things That I've Done", "Sombody Told Me" e "Spaceman" (com direito a repetição) foram as mais aplaudidas (e cantadas).

Depois desta energia toda a primeira música do encore, "I Can't Stay" não terá sido a melhor escolha mas "Jenny Was a Friend of Mine" veio logo fazer esquecer isso! Nos concertos deste ano costumavam terminar ou com "Bones" ou com "When You Were Young", coube a esta última encerrar o concerto do Restelo não sem antes Brendon ter prometido voltar.

Depois de tantos anos nisto parece que a organização não aprendeu. Depois do rídiculo que foi na1ª edição, no Parque Tejo ter acabado a cerveja às 22.30, continuam agora as filas, e filas, e filas... para tudo e mais alguma coisa. Para os lados da Super Bock continua a lei do menor esforço!

sábado, 11 de julho de 2009

Following, Christopher Nolan

Hoje em dia Christopher Nolan é mais que conhecido (e reconhecido), principalmente depois de ter dado um novo tom a Batman, com Batman Begins e The Dark Knight. Mas ele é muito mais que estes dois filmes do herói morcego pois além destes têm outros grande filmes: The Prestige, Insomnia e... Memento. E foi precisamente de Memento que me lembrei ao ver este Following, a sua primeira longa-metragem (apesar de só ter 1 hora e pouco).
Um jovem e perturbado escritor anda pelas ruas a seguir pessoas à procura de inspiração e material de escrita. E é numa dessas perseguições que conhece um ladrãozeco que logo o convence a participar nos seus assaltos e o forma na sua arte... Além destas duas personagens ainda há uma loira por quem o jovem escritor se apaixona, que não é mais que uma das vitimas dos seus assaltos.
Como em Memento também aqui a narrativa anda aos saltos no tempo, sem pontos de referência com as explicações sobre uma ou outra cena em que andamos à nora a serem só dadas mais tarde.
Chris Nolan é um dos melhores realizadores da actualidade e já aqui mostrava ao que vinha.


É um mimo reparar que na porta de casa do jovem escritor está o logo de Batman (este filme é de 98, Batman Begins de 2005)!



NOTA: 9/10


quarta-feira, 8 de julho de 2009

Filmes de Eleição #33 - Once Upon a Time in America


É sem dúvida alguma um dos marcos da 7ª arte, este filme realizado por Sergio Leone em 1984. As suas quase 4 horas não se notam a passar dada a intensidade e forma como somos levados para aquele mundo do crime.
É a historia de 4 amigos que começam cedo a cometer pequenos crimes e vão subindo até se tornarem cada vez mais poderosos e vamos acompanhando a sua evolução desde crianças até à velhice.
Uma excelente realização de Leone com brilhantes interpretações de Robert de Niro e James Woods e ainda uma magnífica banda sonora da autoria de Ennio Morricone. Este é sem a mínima dúvida um dos meus filmes de eleição.


Dollhouse


Entretanto acabei de ver uma excelente série de Joss Whedon. Dollhouse conta a história de uma jovem que vai "trabalhar" para uma organização que presta vários tipos de serviços. A memória de quem lá trabalha é apagada e para cada missão é-lhes implantada uma nova identidade e uma nova memória. Echo (Eliza Dushku) é a única (?) que desenvolve para compreender os seus actos e parece recordar-se de memórias passadas, o que pode ser um problema para a organização. A querer a todo o custo desmascarar (e descobrir) esta organização está o agente do FBI, Paul Ballard (Tahmo Penikett), que vive obcecado com o que muitos consideram um mito urbano: a Dollhouse.
Joss Whedon é também autor de Buffy, Angel, Firefly e do filme que se seguiu, Serenity.
A série começou um pouco monótona mas à medida que ia avançando a qualidade ia aumentando a que não será alheio o facto de a FOX ter tido mão nos primeiros episódios mas depois foi o próprio Josso Whedon que conduziu o barco. Devido a estas divergências criativas a FOX cancelou a série e nem passou o último episódio que só aparecerá no DVD.


The Gossip - Music for Men

Já roda por aí o novo da gordinha mais sexy e roqueira do panorama musical. É o regresso dos The Gossip que para primeiro single escolheram este Heavy Cross:


terça-feira, 30 de junho de 2009

Shotgun Stories, de Jeff Nichols

Shotgun Stories é uma trágica história de vingança. Numa remota pequena localidade dos Estados Unidos vivem 3 irmãos a quem um pai alcoólico e uma mãe odiosa atribuiram os nomes de Son (filho), Boy (rapaz) e Kid (miudo).
Son (brilhante Michael Shannon) é o mais velho e aquele que se preocupa com o bem-estar dos irmãos e apesar de não ter muito dinheiro gasta o que tem no casino, o que leva a que a mulher sair de casa. Tudo muda na vida deles quando um dia a mãe vai lá a casa informá-los que o pai, que agora tinha outra mulher e mais 4 filhos, morreu. Este depois de os abandonar entrou em recuperação, entregou-se a Jesus e formou uma nova família que o adora. Só que no funeral, Son tem um discurso difamatório não esquecendo o que aquele homem, que se tinha transformado em bom fora um dia um monstro. Essa atitude leva a que a outra familia se revolte e apele por vingança.

Este é um filme independente, muito bem feito e bem estruturado onde se destaca a fotografia em wide-screan e a já referida boa interpretação de Michael Shannon (que já tinha brilhado em Bug e Revolutionary Road - que lhe deu uma nomeação ao Oscar de melhor secundário).

NOTA: 8/10


quarta-feira, 24 de junho de 2009

O novo Shyamalan

Já por aí anda o teaser do novo filme de M. Night Shyamalan, The Last Airbender. Gosto do homem e não alinho na histeria colectiva que lhe malha à força toda.


sexta-feira, 19 de junho de 2009

Dexter - poster da 4ª temporada

Já devem ter percebido que eu sou um autêntico fanático pelo Dexter e já mamei as três temporadas por duas vezes.
A 4ª temporada já está a ser preparada e estreia em Setembro nos Estados Unidos. Este é o genial poster de lançamento.

terça-feira, 16 de junho de 2009

The Alphabet Killer, de Rob Shmidt


Tive o azar de ver esta "coisa" mas ainda não sei o que me levou a fazê-lo.
Talvez tenha sido por ter gostado de ver o trabalho da Eliza Dushku no Dollhouse, o facto é que tinha sido avisado.
A história é aparentemente baseada em factos reais, pelo menos no que aos assassínios diz respeito.
Também já vi filmes em que o investigador fica alterado com o decorrer das investigações, isso tudo bem, é normal e pode acontecer até na vida real. Mas com 30 segundos de investigação a gaja passa-se?!?!? Porquê? Para quê? A partir daqui é um sem fim de cenas ridículas, num filme que até tem alguns actores que já fizeram coisas boas. Também já se viu, com bons resultados, filmes baseados em crimes que nunca foram resolvidos (Black Dhalia; Zodiac), aqui a experiência é traumatizante, para não dizer ridícula!
Quanto à Eliza Dushku já lhe vi melhores dias e até pode ter sido que este esforço inglório tivesse a ver com o facto de se produtora executiva disto. Saiu-lhe o tiro pela culatra. O realizador, Rob Schmidt quer-se tornar num mestre do terror, mas ainda vai ter de pedalar muito!!!
Depois disto, fiquei com vontade de ver um filme bom. Para limpar a alma.

NOTA: 4/10


sexta-feira, 12 de junho de 2009

Eels - Hombre Lobo : 12 songs of Desire

Mais um grande disco trazido por Mr. E e companhia. Aqui num registo virado para o lobisomem que há em si, também com um lado vampiresco que podia fazer parte da banda sonora de True Blood - a excelente série de vampiros de Alan Ball.
Há uns tempos já tinha avançado com Fresh Blood e desta vez presenteio-vos com Prizefighter!


quinta-feira, 4 de junho de 2009

David Carradine 1936-2009

David Carradine foi encontrado morto num quarto de hotel em Bangkok, onde se encontrava em filmagens.
David ficou famoso nos anos 70 devido à série Kung Fu e mais recentemente voltaria à ribalta graças a Quentin Tarantino que o recuperou para o seu Kill Bill, onde desempenhou precisamente o papel de Bill.
A familia Carradine é muito ligada ao cinema e à TV. David é filho de John Carradine (Barba Azul, de Edgar G. Ulmer) e irmão de Keith Carradine (Thieves Like Us; Dexter) e Robert Carradine. A também actriz Martha Plimpton (Running on Empty; The Goonies) é filha de Keith Carradine.
Tinha 72 anos.

Filmes de Eleição #32 - El


El é um dos melhores filmes de Luis Buñuel, considerado por alguns (Cahiérs du Cinema) como um dos 100 melhores filmes de sempre.

Francisco, um homem rico de meia idade, amargo e em conflito com o mundo, que culpa de tudo o que lhe acontece. Um dia conhece Glória, pela qual se apaixona e tudo fará para a ter.
Os dois lá casam e passado algum tempo as atitudes ciumentas de Francisco começam a sufocar Gloria. Qualquer atitude, por mais inocente que seja de outro homem para ela é considerado por Francisco um ataque à sua esposa.

Este era um dos filmes favoritos de Buñuel nas sua fase de exilado no México, para fugir à ditadura de Franco. O surrealismo presente na maior parte da sua obra é aqui mais uma vez demonstrado neste estudo sobre o ciume e a obsessão.


quarta-feira, 3 de junho de 2009

Der Baader Meinhof Komplex, de Uli Edel


Nos motins que ocorreram aquando da visita do Xá do Irão a Berlim em 1967 um estudante é morto a tiro pela policia. Dias depois após um discurso anti guerra do Vietname o activista Rudi Dutschke é baleado por um extremista de direita.
Motivados por estes e outros acontecimentos um grupo de activistas liderados por Gudrun Ensslin e pelo namorado, o temperamental Andreas Baader incendeia uns armazéns em Frankfurt. A esta luta contra o imperialismo e politicas de direita junta-se a jornalista Ulrike Meinhoff que abandona o marido e as filhas para se dedicar à vida militante.

Muito bom filme sobre este grupo terrorista o RAF (Red Army Faction) que assombrou a Alemanha ocidental durante um largo período (nos anos 90 alguns atentados foram relacionados com o grupo) seguindo a época dos seus primeiros lideres, precisamente Andreas Baader e Ulrike Meinhoff.
Um filme alemão candidato ao Oscar de melhor filme estrangeiro que passou praticamente despercebido por cá. Mas isso já não é novidade para ninguém.

NOTA: 8/10



domingo, 31 de maio de 2009

Let the Right One In, de Thomas Alfredson


Oskar é um rapaz de 12 anos que vive nos subúrbios de Estocolmo. Filho de país separados ele está a maior parte do dia entregue a si próprio e na escola é constantemente vitima de bullying o que o faz ter fantasias de vingança e coleccionar recortes de jornais com noticias de crimes macabros incluindo um ocurrido recentemente em que um jovem foi sangrado até à morte.

A nova vizinha anda a intriga-lo, apesar das temperaturas negativas e da neve, ela não tem frio e diz-lhe no primeiro encontro que não poderão ser amigos. Apesar disso os encontros entre ambos mantém-se e uma paixão começa a nascer.

Obviamente que Oskar ainda não sabe que Eli é uma vampira e tem de se alimentar de sangue humano para sobreviver.
Depois de Twilight, este filme do sueco Thomas Alfredson volta a reinventar o filme de vampiros (agora novamente na moda, também devido à série True Blood) com uma fábula de amor pré-adolescente com toques Bergmanianos à mistura.

Uma agradável surpresa e um belissímo filme que receio passe despercebido à maioria dos espectadores.


NOTA: 9/10