O grande vencedor foi The Hurt Locker, de Kathryn Bigelow com 6 galardões, incluindo melhor filme, realizadora e argumento.segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
BAFTA 2010
O grande vencedor foi The Hurt Locker, de Kathryn Bigelow com 6 galardões, incluindo melhor filme, realizadora e argumento.Laputa: Castle in the Sky, de Hayao Miyazaki

Quando um dirigível é atacado por piratas Sheeta, uma jovem adolescente ali detida, aproveita a oportunidade para escapar dos seus raptores. Só que os piratas também estão atrás dela e acaba por se precipitar e cair em direcção ao solo. Cá em baixo, numa pequena aldeia mineira, o jovem Pazu vê uma estanha luz vinda do céu a dirigir-se na sua direcção. Pazu acolhe Sheeta e mais tarde os dois são obrigados a fugir dos piratas que os perseguem e de agentes do governo. Todos estão interessados em Sheeta e na pedra que ela transporta, a chave para descobrir a misteriosa ilha flutuante, Laputa.
Laputa, Castle in the Sky (1986) foi a 2ª longa-metragem de Hayao Miyazaki (a primeira tinha sido Nausicca - 1984) e adapta livremente um dos segmentos de As Viagens de Gulliver, de Johnattan Swift em que o herói passa em Laputa, uma cidade voadora.
Mais uma vez os heróis são crianças, como acontece em (quase) todos os filmes/séries de Miyazaki. Sejam raparigas (Kiki, Chihiro, Nausicaa) ou rapazes (Conan, Ashitaka).
Uma excelente história de aventuras para todas as idades com belas sequências de animação, como só este mestre japonês sabe.
Laputa, Castle in the Sky (1986) foi a 2ª longa-metragem de Hayao Miyazaki (a primeira tinha sido Nausicca - 1984) e adapta livremente um dos segmentos de As Viagens de Gulliver, de Johnattan Swift em que o herói passa em Laputa, uma cidade voadora.
Mais uma vez os heróis são crianças, como acontece em (quase) todos os filmes/séries de Miyazaki. Sejam raparigas (Kiki, Chihiro, Nausicaa) ou rapazes (Conan, Ashitaka).
Uma excelente história de aventuras para todas as idades com belas sequências de animação, como só este mestre japonês sabe.
NOTA: 9/10
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
A Serious Men, Joel e Ethan Coen

Mais uma fábula dos Coen sobre um homem "que não estava lá".
O filme começa com um prólogo passado numa povoação polaca. Um homem chega a casa e diz que encontrou alguém pelo caminho. A mulher fica em estado de choque pois diz que esse alguém já morreu há anos e deve ser o espírito dele. Batem à porta... silêncio. O homem diz que convidou o "possível espirito"para jantar. O homem entra e diz que está vivo e bem de saúde. A mulher continua a achar que ele é um dybbuk (espírito para os judeus) e para o provar espeta-lhe uma faca no peito. O homem sai ensanguentado e a cambalear. Salvação ou maldição? Nunca o saberemos.
Andando para a frente no tempo, vamos até à América dos anos 60 onde Larry Gopnik, um professor de Física da Universidade de Midwestern acaba de ser informado que a sua mulher, Judith o vai deixar. Ela apaixonou-se por um dos seus colegas, Sy Ableman, que, aos seus olhos, é alguém muito mais interessante do que o seu marido. A família de Larry também não ajuda muito: o seu irmão Arthur mora lá em casa e dorme no sofá; o filho Danny é um estudante problemático e rebelde que rouba dinheiro à irmã para comprar charros; e a filha Sarah rouba, frequentemente dinheiro ao pai para fazer uma plástica ao nariz. A juntar a isto um aluno coreano tenta suborná-lo para conseguir uma nota melhor e a partir dai passa a chantageá-lo, o que pode por em causa a sua carreira na Universidade.
Larry decide pedir conselhos a três rabinos diferentes que poderão ou não ajudá-lo a enfrentar este e outros problemas que vão surgindo...
Mais um grande filme dos Coen que para não fugir à regra aborda os temas e técnicas muito usados por eles e filmado pela câmara luminosa de Roger Deakins (outro habitué dos Coen).
As interpretações são espantosas (Michael Stuhlbarg é estupendo) principalmente se notarmos que são actores desconhecidos - o único que conhecia é Adam Arkin da série Sons of Anarchy.
NOTA: 9/10
O filme começa com um prólogo passado numa povoação polaca. Um homem chega a casa e diz que encontrou alguém pelo caminho. A mulher fica em estado de choque pois diz que esse alguém já morreu há anos e deve ser o espírito dele. Batem à porta... silêncio. O homem diz que convidou o "possível espirito"para jantar. O homem entra e diz que está vivo e bem de saúde. A mulher continua a achar que ele é um dybbuk (espírito para os judeus) e para o provar espeta-lhe uma faca no peito. O homem sai ensanguentado e a cambalear. Salvação ou maldição? Nunca o saberemos.
Andando para a frente no tempo, vamos até à América dos anos 60 onde Larry Gopnik, um professor de Física da Universidade de Midwestern acaba de ser informado que a sua mulher, Judith o vai deixar. Ela apaixonou-se por um dos seus colegas, Sy Ableman, que, aos seus olhos, é alguém muito mais interessante do que o seu marido. A família de Larry também não ajuda muito: o seu irmão Arthur mora lá em casa e dorme no sofá; o filho Danny é um estudante problemático e rebelde que rouba dinheiro à irmã para comprar charros; e a filha Sarah rouba, frequentemente dinheiro ao pai para fazer uma plástica ao nariz. A juntar a isto um aluno coreano tenta suborná-lo para conseguir uma nota melhor e a partir dai passa a chantageá-lo, o que pode por em causa a sua carreira na Universidade.
Larry decide pedir conselhos a três rabinos diferentes que poderão ou não ajudá-lo a enfrentar este e outros problemas que vão surgindo...
Mais um grande filme dos Coen que para não fugir à regra aborda os temas e técnicas muito usados por eles e filmado pela câmara luminosa de Roger Deakins (outro habitué dos Coen).
As interpretações são espantosas (Michael Stuhlbarg é estupendo) principalmente se notarmos que são actores desconhecidos - o único que conhecia é Adam Arkin da série Sons of Anarchy.
NOTA: 9/10
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
The Men Who Stare at Goats, de Grant Heslov

Esta é uma historia ligeiramente baseada em factos verdadeiros.
O repórter Bob Wilton (Ewan McGregor) julgava ter tudo o que um homem podia desejar até perceber que, afinal, a mulher, com quem pensava estar bem casado, o trocou pelo editor do jornal onde ambos trabalhavam.
Para provar que consegue ultrapassar a traição, deixa tudo e vai para o cenário de guerra do Iraque, procurar um furo que o torne célebre. E é na fronteira com o Kuwait que conhece Lyn Cassady (George Clooney), um agente de forças especiais New Age que revela estar numa missão secreta em nome da sua Unidade de Super Soldados Jedis liderada por Bill Django (Jeff Bridges).
Inseridos num programa secreto do Governo dos EUA, estes guerreiros pacifistas possuem poderes paranormais que lhes permitem atravessar paredes, encontrar com a mente pessoas desaparecidas ou vencer o inimigo com o poder da mente, sem necessidade de sangue ou violência gratuita. Decidido a atravessar a fronteira com Lyn e encontrar a história que vai mudar a sua vida, Bob vê-se envolvido numa guerra entre os super soldados e Larry Hooper (Kevin Spacey), um antigo discípulo de Bill com contas para ajustar.
O filme adapta e satiriza o livro do jornalista Jon Ronson, com o mesmo título. Uma comédia non-sense bem, ao estilo dos irmãos Coen realizada pelo actor Grant Heslov (aparece nos filmes de Clooney, Good Night and Good Luck e Leatherheads). Destaque ainda para o elenco, principalmente para a personagem de Jeff Bridges, bem ao estilo do seu Lebowski.
NOTA: 8/10
O repórter Bob Wilton (Ewan McGregor) julgava ter tudo o que um homem podia desejar até perceber que, afinal, a mulher, com quem pensava estar bem casado, o trocou pelo editor do jornal onde ambos trabalhavam.
Para provar que consegue ultrapassar a traição, deixa tudo e vai para o cenário de guerra do Iraque, procurar um furo que o torne célebre. E é na fronteira com o Kuwait que conhece Lyn Cassady (George Clooney), um agente de forças especiais New Age que revela estar numa missão secreta em nome da sua Unidade de Super Soldados Jedis liderada por Bill Django (Jeff Bridges).
Inseridos num programa secreto do Governo dos EUA, estes guerreiros pacifistas possuem poderes paranormais que lhes permitem atravessar paredes, encontrar com a mente pessoas desaparecidas ou vencer o inimigo com o poder da mente, sem necessidade de sangue ou violência gratuita. Decidido a atravessar a fronteira com Lyn e encontrar a história que vai mudar a sua vida, Bob vê-se envolvido numa guerra entre os super soldados e Larry Hooper (Kevin Spacey), um antigo discípulo de Bill com contas para ajustar.
O filme adapta e satiriza o livro do jornalista Jon Ronson, com o mesmo título. Uma comédia non-sense bem, ao estilo dos irmãos Coen realizada pelo actor Grant Heslov (aparece nos filmes de Clooney, Good Night and Good Luck e Leatherheads). Destaque ainda para o elenco, principalmente para a personagem de Jeff Bridges, bem ao estilo do seu Lebowski.NOTA: 8/10
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Two Days in the Valley, de John Herzfeld

Este filme de 1996, de John Herzfeld é uma colagem descarada a Pulp Fiction mas obviamente numa escala menor.
Apesar disso não deixa de ser um filme interessante que gira em torno de eventos passados urante 48 horas nas vidas de um grupo de pessoas unidos por um assassinato.
Um simpático assassino de meia idade (Danny Aiello) é contratado pelo frio Lee Woods (James Spader) para o ajudar a assassinar um homem. Eric Stoltz e Jeff Daniels fazem de 2 policias da brigada de combate ao narcotráfico que vão parar à cena do crime. Um realizador falhado, um coleccionador de arte com pedra nos rins, uma ex-atleta olímpica, a namorado de um dos assassinos e uma enfermeira também tem protagonismo nesta história (mais uma) de vidas cruzadas.
O elenco, para além dos já citados conta ainda com Charlize Theron (a namorada sueca de James Spader) e Teri Hatcher (a mulher do morto).
NOTA: 7/10
Apesar disso não deixa de ser um filme interessante que gira em torno de eventos passados urante 48 horas nas vidas de um grupo de pessoas unidos por um assassinato.
Um simpático assassino de meia idade (Danny Aiello) é contratado pelo frio Lee Woods (James Spader) para o ajudar a assassinar um homem. Eric Stoltz e Jeff Daniels fazem de 2 policias da brigada de combate ao narcotráfico que vão parar à cena do crime. Um realizador falhado, um coleccionador de arte com pedra nos rins, uma ex-atleta olímpica, a namorado de um dos assassinos e uma enfermeira também tem protagonismo nesta história (mais uma) de vidas cruzadas.
O elenco, para além dos já citados conta ainda com Charlize Theron (a namorada sueca de James Spader) e Teri Hatcher (a mulher do morto).
NOTA: 7/10
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
O Monte do Vendavais, de Luis Buñuel

Adaptação livre do romance de Emile Brontë, O Monte dos Vendavais, com o mestre do surrealismo Luis Buñuel a dar a sensibilidade e paixão habituais na sua filmografia, transportando a história para ambientes mexicanos.
Após longos anos de ausência, Alejandro (Jorge Mistral) o ex-criado de uma fazenda do México rural do séc. XIX, regressa agora rico para se vingar de quem o afastou da filha do patrão, Catalina (Irasema Dilián). Ela agora está casada com Eduardo (Ernesto Alonso), um abastado vizinho da família. Alejandro pede a Calalina para que fujam mas ela diz que é tarde demais. Assim ele vira-se para Isabel, irmã de Eduardo pretendendo casar-se com ela mesmo que não nutra mais do que ódio e a veja como forma de se vingar do irmão.
Após longos anos de ausência, Alejandro (Jorge Mistral) o ex-criado de uma fazenda do México rural do séc. XIX, regressa agora rico para se vingar de quem o afastou da filha do patrão, Catalina (Irasema Dilián). Ela agora está casada com Eduardo (Ernesto Alonso), um abastado vizinho da família. Alejandro pede a Calalina para que fujam mas ela diz que é tarde demais. Assim ele vira-se para Isabel, irmã de Eduardo pretendendo casar-se com ela mesmo que não nutra mais do que ódio e a veja como forma de se vingar do irmão.
NOTA: 9/10
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Gone Baby Gone, de Ben Affleck

Goste-se ou não do que tem feito em alguns filmes como actor (estou-me a lembrar de Pearl Harbour ou Daredevil) a verdade é que Ben Affleck já fez coisas boas tanto nessas funções como nas de argumentista onde, convém recordar já ganhou um Oscar (Good Will Hunting juntamente com Matt Damon).
Em 2007 surgiu pela primeira vez como realizador e não se safou nada mal, antes pelo contrário.
Já se sabe que a estreia de Gone Baby Gone foi por várias vezes adiada em alguns países europeus (incluindo Portugal) devido a certas semelhanças com o caso "Maddie McCann" (histeria dos pudicos ingleses, direi eu...)!
O irmão mais novo de Ben, Casey Affleck que contracenou com ele em Good Will Hunting e mais recentemente foi nomeado ao Oscar por The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford, desempenha o papel de Patrick Kenzie, um detective privado de Boston que, com a sua namorada Angie (Michelle Monaghan) costumam desvendar casos de adultério e de pessoas desaparecidas, mais propriamente aquelas que devem dinheiro a alguém. Mas desta vez o caso é diferente, eles são contratados pelos tios de uma menina de 4 anos que foi vitima de um possível rapto. À cabeça da investigação policial está Jack Doyle (Morgan Freeman) e os seus dois melhores investigadores, Remy Bressant (Ed Harris) and Nick Poole (John Ashton).
Devido ao vicio da mãe da criança, Helene (Amy Ryan - nomeada ao Oscar por este papel) Patrick e Angie descobrem haver uma relação desta com um perigoso traficante local e que isso pode estar ligado com o desaparecimento de Amanda.
Ben e Casey foram criados em Boston dai moverem-se pela cidade com grande à vontade, o que se nota tanto na realização dum como na interpretação do outro e a história é baseada na obra homónima de Denis Lehane, o mesmo de Mystic River e volta a abordar o tema dos abusos na infância.
Um bom filme que revi agora em DVD, com um grande elenco.
NOTA: 8/10
Em 2007 surgiu pela primeira vez como realizador e não se safou nada mal, antes pelo contrário.
Já se sabe que a estreia de Gone Baby Gone foi por várias vezes adiada em alguns países europeus (incluindo Portugal) devido a certas semelhanças com o caso "Maddie McCann" (histeria dos pudicos ingleses, direi eu...)!
O irmão mais novo de Ben, Casey Affleck que contracenou com ele em Good Will Hunting e mais recentemente foi nomeado ao Oscar por The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford, desempenha o papel de Patrick Kenzie, um detective privado de Boston que, com a sua namorada Angie (Michelle Monaghan) costumam desvendar casos de adultério e de pessoas desaparecidas, mais propriamente aquelas que devem dinheiro a alguém. Mas desta vez o caso é diferente, eles são contratados pelos tios de uma menina de 4 anos que foi vitima de um possível rapto. À cabeça da investigação policial está Jack Doyle (Morgan Freeman) e os seus dois melhores investigadores, Remy Bressant (Ed Harris) and Nick Poole (John Ashton).
Devido ao vicio da mãe da criança, Helene (Amy Ryan - nomeada ao Oscar por este papel) Patrick e Angie descobrem haver uma relação desta com um perigoso traficante local e que isso pode estar ligado com o desaparecimento de Amanda.
Ben e Casey foram criados em Boston dai moverem-se pela cidade com grande à vontade, o que se nota tanto na realização dum como na interpretação do outro e a história é baseada na obra homónima de Denis Lehane, o mesmo de Mystic River e volta a abordar o tema dos abusos na infância.
Um bom filme que revi agora em DVD, com um grande elenco.
NOTA: 8/10
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Arctic Monkeys no Campo Pequeno

Nesta sua terceira passagem pelo nosso país os Arctic Monkeys deram um optimo concerto na noite da passada Quarta-Feira, dia 3 de Fevereiro.
Cada vez melhores, fruto da experiência ganha e de convívio com outros músicos (o produtor do ultimo Humbug é Josh Homme) os britânicos navegaram pelos 3 discos de originais e apresentaram ainda a sua versão de «Red Right Hand», de Nick Cave.
Venham mais concertos destes em 2010! A malta agradece.
Cada vez melhores, fruto da experiência ganha e de convívio com outros músicos (o produtor do ultimo Humbug é Josh Homme) os britânicos navegaram pelos 3 discos de originais e apresentaram ainda a sua versão de «Red Right Hand», de Nick Cave.
Venham mais concertos destes em 2010! A malta agradece.
Alinhamento:1. Dance Little Liar
2. Brianstorm
3. This House Is A Circus
4. Still Take You Home
5. Potion Approaching
6. Red Right Hand (Nick Cave cover)
7. My Propeller
8. Crying Lightning
9. Catapult
10. The View From The Afternoon
11. I Bet You Look Good On The Dancefloor
12. Fluorescent Adolescent / Only You Know (Dion cover)
13. If You Were There, Beware
14. Pretty Visitors
15. Do Me A Favour
16. When The Sun Goes Down
17. Secret Door
Encore
18. Cornerstone
19. 505
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Sherlock Holmes, de Guy Richie
Este Sherlock Holmes apresenta-se como um belo entretenimento, algo entre aquilo que já nos habituou o cinema de Richie e a sua devoção pela personagem de Conan Doyle.
Aqueles familiarizados com anteriores adaptações vão concerteza estranhar este Holmes, habituados que estão a certos tiques de outros Sherlock Holmes.
A história segue o mais famoso detective de sempre (exemplarmente interpretado por Robert Downey Jr.) a tentar resolver o caso do serial killer Lord Blackwood (Mark Strong), que depois de condenado e enforcado parece ter regressado do mundo dos mortos. Ajudado pelo seu velho companheiro Dr Watson (um não menos exuberante Jude Law), Holmes usa de toda a sua habitual perspicácia para reunir todas as provas que levem à divulgação do mistério por trás dos crimes de Blackwood.
Aqueles familiarizados com anteriores adaptações vão concerteza estranhar este Holmes, habituados que estão a certos tiques de outros Sherlock Holmes.
A história segue o mais famoso detective de sempre (exemplarmente interpretado por Robert Downey Jr.) a tentar resolver o caso do serial killer Lord Blackwood (Mark Strong), que depois de condenado e enforcado parece ter regressado do mundo dos mortos. Ajudado pelo seu velho companheiro Dr Watson (um não menos exuberante Jude Law), Holmes usa de toda a sua habitual perspicácia para reunir todas as provas que levem à divulgação do mistério por trás dos crimes de Blackwood.
NOTA: 7/10
Os meus Oscars

Ficamos ontem a conhecer as nomeações para a 82ª edição dos Oscars.
De entre os nomeados para as principais categorias, estes eram os meus escolhidos:
Melhor Filme: Inglorious Basterds
Melhor Actor: Jeff Bridges
Melhor Actriz: Carey Mulligan
Actor Secundário: Christoph Waltz
Actriz Secundária: Anna Kendrick
Melhor Realizador: Quentin Tarantino
Melhor Argumento: Inglorious Basterds
Melhor Argumento Adaptado: Up in the Air
Melhor Fotografia: The Hurt Locker
Melhor Filme de Animação: Fantastic Mr. Fox
Melhor Filme em lingua não inglesa: Das weisse Band (Germany)
Aqui podem ver todos os nomeados
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Up in the Air, de Jason Reitman

O realizador do excelente Juno, Jason Reitman regressa com a adaptação de uma obra de Walter Kirn, Up in the Air na qual Ryan Bingham (George Clooney) é um executivo que passa a vida a viajar pelos Estados Unidos para despedir pessoas. A sua casa em Omaha serve apenas para guardar as suas pequenas coisas. Ele é um solteirão convicto, sendo até alérgico ao casamento. Esta vivência estranha levam-no a ter pouco contacto com as irmãs. As coisas que mais aprecia na vida são alguns cartões de fidelidade de companhias aéreas e hotéis por onde vai passando.
Tudo vai correndo de vento em popa até à chegada à empresa da jovem Natalie (Anna Kendrick) que vem com ideias inovadoras que passam por despedir as pessoas através de vídeo-conferência, o que arruinará o modo de vida de Ryan, e este tudo fará para que fique tudo na mesma principalmente depois de conhecer Alex (Vera Farmiga) , com quem começa a sincronizar encontros em locais específicos onde se cruzem.
Embora feito a partir da dor e da tragédia que é uma pessoa ficar no desemprego, Reitman filma com a qualidade que já nos habituara nos seus filmes anteriores uma comédia com toques de reportagem social, com grandes interpretações e dois grandes cameos - JK Simmons e Sam Elliott.
Em suma, mais um grande filme que estreia em 2010 e ainda só estamos em Janeiro.
NOTA: 9/10
Tudo vai correndo de vento em popa até à chegada à empresa da jovem Natalie (Anna Kendrick) que vem com ideias inovadoras que passam por despedir as pessoas através de vídeo-conferência, o que arruinará o modo de vida de Ryan, e este tudo fará para que fique tudo na mesma principalmente depois de conhecer Alex (Vera Farmiga) , com quem começa a sincronizar encontros em locais específicos onde se cruzem.
Embora feito a partir da dor e da tragédia que é uma pessoa ficar no desemprego, Reitman filma com a qualidade que já nos habituara nos seus filmes anteriores uma comédia com toques de reportagem social, com grandes interpretações e dois grandes cameos - JK Simmons e Sam Elliott.
Em suma, mais um grande filme que estreia em 2010 e ainda só estamos em Janeiro.
NOTA: 9/10
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Antichrist, de Lars Von Trier

Após dois filmes que não estrearam nas sala portuguesas (Manderlay-2005 e The Boss of it All-2006) eis que Anticristo traz de volta o polémico realizador dinamarquês Lars von Trier ao nosso país.
E de polémica vive mais uma vez este filme, interpretado por Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg, que compõem um casal que após a morte do filho se refugia numa cabana chamada Eden, no meio de um bosque. Ele é psicólogo e tenta tudo para ajudá-la a ultrapassar a perda, mas os medos dela aliados ao poder que a floresta em si exerce, vão desencadear acontecimentos inesperados.
Perito em mostrar a dor humana e acusado de gostar de "torturar" mulheres (Ondas de Paixão, Dancing in the Dark, Dogville, são disso bons exemplos), Von Trier volta a fazê-lo num filme onde as relações entre humanos e destes com a natureza estão fortemente vincadas.
Um filme dificil de classificar ou não fossem todos os de Lars von Trier...
E de polémica vive mais uma vez este filme, interpretado por Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg, que compõem um casal que após a morte do filho se refugia numa cabana chamada Eden, no meio de um bosque. Ele é psicólogo e tenta tudo para ajudá-la a ultrapassar a perda, mas os medos dela aliados ao poder que a floresta em si exerce, vão desencadear acontecimentos inesperados.
Perito em mostrar a dor humana e acusado de gostar de "torturar" mulheres (Ondas de Paixão, Dancing in the Dark, Dogville, são disso bons exemplos), Von Trier volta a fazê-lo num filme onde as relações entre humanos e destes com a natureza estão fortemente vincadas.
Um filme dificil de classificar ou não fossem todos os de Lars von Trier...
NOTA: 8/10
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Das weisse Band, de Michael Haneke

Magnifico filme do realizador austríaco Michael Haneke, situado pouco antes da I Guerra Mundial, numa pequena localidade do norte da Alemanha atormentada por uma série de incidentes violentos que não eram mais do que um presságio de horrores maiores que estavam para vir.
A história é narrada por uma das personagens centrais do filme, o professor (papel que Haneke escreveu para Ulrich Mühe - o agente da Stasi de As Vidas dos Outros - mas o actor faleceu antes de se iniciarem as gravações) que vai relatando os estranhos acontecimentos que se vão sucedendo ao longo de vários anos. Grande parte desta localidade está dependente do Barão que dá emprego a maior parte da população, ao mesmo tempo que são fieis ao pastor da igreja.
O primeiro incidente dá-se logo no inicio quando o médico local é atirado do cavalo quando este é feito cair por um arame amarrado a duas árvores, e fica gravemente ferido. Obviamente trata-se de um crime mas ninguém sabe quem é/são o(s) culpado(s).
Nas semanas seguintes uma mulher que trabalhava para o Barão aparece morta, uma plantação do barão é vandalizada, o pequeno filho do barão é espancado e deixado à beira da morte, um celeiro do barão é incendiado e uma criança deficiente é agredida e amarrada de cabeça para baixo a uma árvore, ficando quase cega.
Quem poderá estar por trás destas punições e porque é que elas acontecem?
Filmado a preto e branco, recorrendo frequentemente a planos estáticos, Michael Haneke mostra-nos o lado negro do comportamento humano. O Laço Branco é uma parábola aos primórdios do fascismo, retrato de uma sociedade disfuncional, construída sobre a desconfiança, a injustiça e o medo, à beira da Primeira Guerra Mundial.
A Palma De Ouro conquistada em Cannes para o filme e realizador foram mais do que merecidas. Ainda esta semana o filme recebeu o Golden Globe para melhor filme estrangeiro.
NOTA: 10/10
A história é narrada por uma das personagens centrais do filme, o professor (papel que Haneke escreveu para Ulrich Mühe - o agente da Stasi de As Vidas dos Outros - mas o actor faleceu antes de se iniciarem as gravações) que vai relatando os estranhos acontecimentos que se vão sucedendo ao longo de vários anos. Grande parte desta localidade está dependente do Barão que dá emprego a maior parte da população, ao mesmo tempo que são fieis ao pastor da igreja.
O primeiro incidente dá-se logo no inicio quando o médico local é atirado do cavalo quando este é feito cair por um arame amarrado a duas árvores, e fica gravemente ferido. Obviamente trata-se de um crime mas ninguém sabe quem é/são o(s) culpado(s).
Nas semanas seguintes uma mulher que trabalhava para o Barão aparece morta, uma plantação do barão é vandalizada, o pequeno filho do barão é espancado e deixado à beira da morte, um celeiro do barão é incendiado e uma criança deficiente é agredida e amarrada de cabeça para baixo a uma árvore, ficando quase cega.
Quem poderá estar por trás destas punições e porque é que elas acontecem?
Filmado a preto e branco, recorrendo frequentemente a planos estáticos, Michael Haneke mostra-nos o lado negro do comportamento humano. O Laço Branco é uma parábola aos primórdios do fascismo, retrato de uma sociedade disfuncional, construída sobre a desconfiança, a injustiça e o medo, à beira da Primeira Guerra Mundial.
A Palma De Ouro conquistada em Cannes para o filme e realizador foram mais do que merecidas. Ainda esta semana o filme recebeu o Golden Globe para melhor filme estrangeiro.
NOTA: 10/10
Eels - End Times
Menos de um ano depois Mr. E e os seus Eels estão de volta com mais um disco de originais. End Times estará nas lojas na próxima semana e já tem uma musica a rodar por aí.
Este vídeo de Little Bird foi gravado à porta de casa de Mark Everett, numa manhã qualquer...
Este vídeo de Little Bird foi gravado à porta de casa de Mark Everett, numa manhã qualquer...
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Golden Globe Awards
Nem vale a pena falar da escolha de Avatar para melhor filme na recente cerimónia dos Golden Globe Awards. Um filme que nem cabe no meu top 10 de 2009... Enfim.Das poucas coisas boas que teve a cerimónia, para além da apresentação de Ricky Gervais foi a consagração de dois grandes actores da série Dexter: Michael C. Hall e John Lithgow. Quanto a mim mais que merecido.
Quanto a outros prémios fiquei contente com os prémios de melhor actor conquistados por Jeff Bridges e Robert Downey Jr. Dois grandes actores que já mereciam ser reconhecidos.
O prémio para Christopher Waltz pelo seu papel em Inglorious Basterds é indiscutível.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Avatar, de James Cameron
Era uma probabilidade real. Muitos o escolheram para o seu top 10 e até como melhor filme do ano. Mas felizmente para mim e infelizmente para o filme a minha lista não vai sofrer alterações.
James Cameron que já fez coisas boas no cinema (não, não estou a falar de Titanic) demorou alguns anos a realizar este projecto. Na altura que terminou Titanic achou que a industria cinematográfica ainda não tinha os meios necessários para o realizar e esperou. Fez alguns documentários no fundo do mar e esperou... E pelo que me foi dado a ver essa espera valeu a pena. O filme é visualmente deslumbrante e o facto de ser em 3D só vem aumentar essa espectacularidade. O argumento é que apesar de não ser mau dá ideia que está pouco trabalhado e de já ter sido visto em qualquer lado (Pocahontas; Princesa Mononoke):
Apesar de confinado a uma cadeira de rodas, Jake Sully (Sam Worthington), um ex-marine, continua em combate. É recrutado para uma missão em Pandora, um corpo celeste que órbita um enorme planeta gasoso, para explorar um mineral alternativo chamado Unobtainium, usado na Terra como recurso energético. Porém, devido ao facto de a atmosfera de Pandora ser altamente tóxica para os humanos, é usado um programa de avatares híbridos, que possibilita a transferência da mente de qualquer humano para um corpo Na'vi - os nativos que habitam Pandora.
Como as relações entre as duas raças tem estado em crise, Jake, já no seu corpo avatar, é também incumbido de tentar infiltrar-se naquela sociedade e encontrar uma forma de a dominar. Mas após ter sido salvo por Neytiri (Zoe Saldana), uma bela nativa, e perceber que afinal as ordens da Terra não vão ao encontro daquilo em que sempre acreditou, Jake questiona essas razões.
NOTA: 8/10
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Lost 6

Já falta pouco para a estreia da 6ª e ultima temporada de uma das melhores séries dos últimos tempos (há mesmo quem a considere a melhor de sempre). É já dia 2 de Fevereiro (em Portugal estreia a 9 na Fox) que se vai começar a perceber (ou não) o que realmente se passa naquela ilha.
Se não sabem do que estou a falar vejam as 5 temporadas já exibidas neste resumo de 8 min e 40 seg.
Se não sabem do que estou a falar vejam as 5 temporadas já exibidas neste resumo de 8 min e 40 seg.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
The Road, de John Hillcoat
Gostaria de dizer em primeiro lugar que já não ia a uma ante-estreia desde O Dia da Independencia (numa sessão no Monumental às 2 da manhã) curiosamente realizado por um homem que gosta de filmar o fim do mundo. Desta feita fui por cortesia da Take Magazine. Um muito obrigado a eles.Excelente adaptação da obra de Cormac McCarthy (Este País não é Para Velhos), The Road mostra-nos um futuro pós-apocalíptico, onde todos os animais e a vida selvagem foram completamente extintos e a própria humanidade está prestes a desaparecer. Chuva constante num mundo cinzento, terramotos e incêndios sucedem-se a toda a hora e os poucos humanos que existem tornaram-se selvagens e o canibalismo é habitual.
No meio deste ambiente um pai (Viggo Mortensen) e um filho (Kodi Smit-McPhee) caminham sozinhos pela América rumo à costa, embora não saibam o que os espera por lá. Eles apenas querem lutar pela sua sobrevivência, com o frio a fome e os "canibais" a atravessarem-se constantemente no seu caminho. Apesar da esperança de encontrarem algo melhor os dois levam com eles uma arma com 2 balas, uma para cada um caso sejam apanhados. A Mãe (Charlize Theron) já tinha desistido há algum tempo, aparecendo apenas nos sonhos do Pai.

McCarthy gosta de colocar nas suas obras a natureza humana a elevados níveis de pressão (Llewelyn Moss de No Country for Old Men encontra uma mala cheia de dinheiro) e mais uma vez isso volta a acontecer, com pai e filho a tentar manter um nivel de racionalidade num mundo cada vez mais selvagem.
Hillcoat (realizador do excelente A Proposta) e Aguirresarobe (o director de fotografia) retratam quase na perfeição esta devastação e as interpretações são soberbas(até uma pequena aparição de um quase irreconhecível Robert Duval) com Viggo Mortensen a ser possível candidato ao Oscar.
NOTA: 9/10
Where the Wild Things Are, de Spike Jonze

Zangado com a Mãe, Max sonha com um mundo de criaturas gigantescas. Um dia foge de casa e viaja para uma ilha onde encontra essas criaturas!
Estará ele a sonhar ou como disse Freud "o sonho é a concretização de um desejo"?
Uma magnifica fábula, para toda a família, realizada por Spike Jonze, que mais uma vez dá asas a tua a sua criatividade adaptando um romance de Maurice Sendak.
O cinema volta a dar-nos um grande filme sobre a infância e sobre a amizade, mesmo que essa amizade seja com caricaturas gigantescas (acho que não via um tão bom nesse sentido desde Stand by Me).
Começa bem o ano, também a nível cinematográfico. Mas queremos mais...
NOTA: 9/10
Uma magnifica fábula, para toda a família, realizada por Spike Jonze, que mais uma vez dá asas a tua a sua criatividade adaptando um romance de Maurice Sendak.
O cinema volta a dar-nos um grande filme sobre a infância e sobre a amizade, mesmo que essa amizade seja com caricaturas gigantescas (acho que não via um tão bom nesse sentido desde Stand by Me).
Começa bem o ano, também a nível cinematográfico. Mas queremos mais...
NOTA: 9/10
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