segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Inglorious Basterds, de Quentin Tarantino


Once upon a time in nazi-occupied France...


Em primeiro lugar há que dizer que Inglorious Basterds é muito mais que um filme de guerra. É principalmente uma homenagem ao cinema.

No primeiro ano da ocupação de França pelos nazis, Shosanna Dreyfus testemunha a execução da sua família às mãos do Coronel Hans Landa (magnífico Christoph Waltz). Shosanna escapa por pouco, e foge para Paris onde vai adquirir o nome de Emmanuelle Mimieux e dirigir uma sala de cinema.·
Entretanto, noutro ponto da Europa, o Tenente Aldo Raine organiza um grupo de soldados judeus americanos, com o simples objectivo de liquidar nazis. Conhecidos pelos seus inimigos como "os sacanas", o bando de Raine une-se à actriz e agente infiltrada alemã Bridget von Hammersmark numa missão para destruir os lideres do Terceiro Reich. Todas estas personagens se vão juntar num cinema e talvez aí decidir o futuro da humanidade, colocando um ponto final na guerra.

Com já disse, esta é acima de tudo uma homenagem ao cinema. De facto o filme está repleto de referências cinematográficas: temos um actor de cinema que é soldado (e herói nacional), temos uma actriz de cinema que é espia, temos um crítico de cinema que é espião, temos a dona de uma sala de cinema e temos o próprio cinema que se vai transformar num improvável campo de batalha. Além de varias outras “escondidas” em todo o filme.

A juntar a tudo isto estão os já famosos diálogos “à la Tarantino”, resultantes de mais um excelente argumento de Tarantino.

Nota máxima para todo o elenco, encabeçado por Brad Pitt no papel de Aldo Raine e com a presença além de outros de Eli Roth que surge também como realizador convidado, tendo dirigido o hilariante filme de propaganda nazi, “O Orgulho da Nação”. Mas para mim a melhor personagem é a do Cor. Hans Landa numa magnífica interpretação do desconhecido actor austríaco Christoph Waltz. De se tirar o chapéu e já a piscar o olho a uma possível nomeação ao Óscar de melhor secundário.

Ah. E como é normal no Tarantino não faltam os tiros, o sangue, as facadas, as bastonadas e os escalpes a serem tirados fazerem parte da colecção de Aldo Raine.

Tarantino Vintage…


NOTA: 10/10



quinta-feira, 10 de setembro de 2009

The Nines, de John August


Já andava para ver isto há algum tempo e no dia 09.09.09 decidi que tinha chegado a hora!
Um interessante filme realizado pelo argumentista de Charlie e a Fábrica de Chocolate, A Noiva Cadáver e Big Fish, dividido em 3 histórias que aparentemente não têm nada a ver mas afinal verifica-se que há uma ligação.
Um problemático actor de TV é colocado em prisão domiciliária depois de ter tido um acidente enquanto conduzia sob o efeito de estupefacientes. Um produtor televisivo entra num reality show enquanto cria uma nova série. E por fim um casal viaja com a sua filha e têm um problema no carro. O pai parte em busca de ajuda mas é afastado do caminho de volta...

O eterno "onde estou, para onde vou, o que faço aqui", com um Ryan Reynolds numa tripla interpretação (ou será só uma?) e em busca do seu "eu"!


NOTA: 7/10


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Five Minutes of Heaven, de Olivier Hirschbiegel


Irlanda no Norte, 1975. O Ulster Volunteer Force, um grupo paramilitar protestante, tem por alvo os católicos, que afirmam ser republicanos militantes. Alistair Little, com 17 anos, é o líder de uma célula do UVF, a quem é dada a ordem para matar James Griffin, como forma de aviso para os católicos. Quando o assassinato é executado, o irmão de 11 anos de James assiste horrorizado e passa a vida atormentado por aquele episódio: a mãe acusa-o de não ter feito nada, o pai e outro irmão morreram pouco tempo depois. 30 anos depois, Joe Griffin (James Nesbitt) e Alistair (Liam Neeson) têm encontro marcado, em frente às câmaras, para uma reconciliação. Alistair cumpriu a sua sentença na prisão, e o que procura é redenção. Mas Joe não vai ao programa para um aperto de mãos...

Olivier Hirschbiegel realizou, ainda na Alemanha, seu país de origem os muito bons, A Experiência e A Queda e teve uma experiência pouco positiva nos Estados Unidos com A Invasão, filme que foi estraçalhado pelo estúdio que o produziu. Agora no Reino Unido realiza mais um bom filme sobre factos reais ocorridos na Irlanda do Norte. Liam Nesson é competente no desempanho da sua personagem, fazendo de um homem quase em transe o filme todo. Mas o destaque vai inteirinho para James Nesbitt, brilhante com o seu Joe Griffin toda a sua esquizofrenia e a busca pelos cinco minutos de paz que desde aquele episódio não tem.
Uma lufada de ar fresco no meio de tanto lixo que vemos estrear por cá.

NOTA: 8/10


segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Best of... Terry Gilliam

"De génio e louco todos temos um pouco". Se há realizador a quem isto se pode aplicar, esse realizador é Terry Gilliam, o Python americano. Foi um dos fundadores da trupe, estando de inicio apenas a cargo das animações. É dele por exemplo o famoso pé que vinha do céu e esmagava tudo.
Iniciou-se nas longas metragens com a co-realização de Monty Python and the Holy Grail e a partir daí foi sempre a andar com filmes com elevadas doses de loucura neles incluidas.
Aqui fica o meu top Terry Gilliam:

1. 12 Monkeys 9/10



2. Monty Phyton and the Holy Grail 9/10

3. The Meaning of Life 8/10

4. The Fisher King 8/10

5. Brazil 8/10

6. Time Bandits 8/10

7. Fear and Loathing in Las Vegas 7/10

8. Tideland 7/10

9. The Brothers Grimm 6/10

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Ponyo on a Cliff by the Sea, de Hayao Miyazaki


O génio do cinema de animação está de volta com esta adaptação livre de A Pequena Sereia. Fiel à animação 2D e ao desenho à mão, Miyazaki e seus colaboradores do Studio Ghibli criam mais uma vez uma obra prima de cor e imagem, como só eles são capazes de conceber.
Sosuke, um rapaz de 5 anos vive numa casa, no topo de uma falésia com o pai (sempre ausente) comandante de um navio e a mãe, empregada num lar de idosos. Um dia quando passeava junto ao mar encontra aprisionada dentro de uma garrafa uma menina-peixe e decide guarda-la e protegê-la. Só que o pai dela, um poderoso feiticeiro do mundo marinho consegue leva-la de volta para o oceano. Só que Ponyo é persistente e quer a todo o custo transformar-se numa menina. Afrontando o pai e com a ajuda da mãe, uma deusa das águas ela consegue fugir mas liberta o elixir da vida, o que vai criar um tsunami que põe em risco, não só a aldeia piscatória onde vive Sosuke, como todos os barcos que navegam naquelas águas.

Não sendo tão bom como os melhores de Miyazaki, Ponyo à Beira-Mar (título em Portugal) é uma excelente longa-metragem de animação.

NOTA: 8/10


quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Filmes de Eleição #35 - El Espinazo del Diablo


El Espinazo de Diablo foi a 3ª longa metragem do visionário realizador mexicano, Guillermo de Toro e a sua primeira obra prima. Aqui embarca pela primeira vez no universo da Guerra Civil Espanhola (mais tarde iria lá voltar em O Labirinto do Fauno) para nos mostrar um orfanato dirigido pelo regime franquista que recebe uma criança filho de um guerrilheiro morto. Carlos entra em conflito com o lider das crianças e cedo começa a perceber que o orfanato está envolto em mistérios...
A produção esteve a cargo de Pedro Almodovar.


segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O novo Christopher Nolan

Quem me segue sabe da adoração que eu tenho por este realizador, um dos melhores do panorama cinematográfico actual. O seu próximo filme é Inception e este é o teaser:

Best of... Hayao Miyazaki

No que à animação diz respeito, este senhor é um dos meus mestres. Tive o primeiro contacto com ele através da série de animação Conan, o Rapaz do Futuro, apesar de na altura ainda não estar muito interessado em quem era o realizador daquilo. Mais tarde vi a Princesa Mononoke e fiquei maravilhado e não demorou muito até que adquirisse a colecção do Studio Ghibli, com os filmes realizados até então por Miyazaki e Isao Takahata. Depois disso já realizou mais três animações e ganhou um Oscar por A Viagem de Chihiro. Quase a estrear está Ponyo à Beira Mar. Eis então o meu top Miyazaki:

1. Laputa: Castle in the Sky 10/10



2. Princesa Mononoke 10/10

3. A Viagem de Chihiro 10/10

4. Nausicaa of the Valley of the Wind 9/10

5. Porco Rosso 8/10

6. O Castelo Andante 8/10

7. My Neighbour Totoro 7/10

8. Kiki's Delivery Service 7/10


sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Benicio Del Lobo

Mais um trailer disponibilizado recentemente, o de The Wolf Man, remake do filme da Universal, de 1941 com o mesmo título.
O protagonista é Benicio Del Toro ajudado por Anthony Hopkins e Hugo Weaving. A realização está a cargo de Joe Johnston (Jurassic Park 3).


quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Avatar, o teaser

... E agora algo completamente maravilhoso

Depois de Titanic e de uma longa espera, James Cameron submerge das profundezas e apresenta-nos Avatar, o seu novo delírio.


terça-feira, 18 de agosto de 2009

Best of... Michael Mann

Começo hoje uma nova rúbrica aqui no Cantinho, uma espécie de top, ou best of, como queiram de realizadores de culto.
Já que se fala muito do Michael Mann e das comparações entre o seu último Public Enemies e um dos seus melhore filmes, Heat é por ele que começo. É suposto ser um Top 10, embora no caso de Michael Mann só tenha 7 filmes para classificar. Os comentários estão abertos à espera do outras opiniões.

1. Heat - 10/10



2. The Insider - 9/10

3. Manhunter - 9/10

4. Public Enemies - 9/10

5. Collateral - 8/10

6. Miami Vice - 8/10

7. The Last of the Mohicans - 8/10

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Eels no MySpace

Mr. E fez uma sessão acústica para o MySpace composta por 4 canções do último Hombre Lobo. Esta é uma delas.

Os 20 melhores filmes desde 1992 para Tarantino

Em 1992, Quentin Tarantino realizava o seu primeiro filme, Cães Danados. E foi a partir dessa data até à actualidade que ele escolheu 20 filmes.
Confiram a lista:



terça-feira, 11 de agosto de 2009

Public Enemies, de Michael Mann


Public Enemies não é uma biografia de John Dillinger com a história contada desde a sua infancia, apesar de ser a personagem central do filme.
John Dillinger era um assaltante de bancos e foi o inimigo público #1 nos Estados Unidos durante os 13 meses em que decorre a acção.
Na altura da Grande Depressão que assolou os EU, havia uma grande revolta da população para com os bancos que eram os culpados da crise. Dillinger foi visto como um novo Robin Hood, pelos seus assaltos e pelas fugas épicas da prisão.
O recém criado FBI, liderado por J. Edgar Hoover decide colocar o seu melhor homem, Melvin Purvis à cata dos Inimigos Públicos. Era a época de grandes criminosos como Pretty Boy Floyd, Baby Face Nelson, Ma Barker, Bonnie & Clyde e claro John Dillinger.

Michael Mann (Manhunter, Heat, Collateral, Miami Vice...) pega aqui no livro de Bryan Burrough "America's Greatest Crime Wave and the Birth of the FBI" e volta a usar a câmara digital (já o tinha feito em Miami Vice e Collateral). Mann é um dos melhores realizadores da actualidade e a sua "obsessão" pelo mais ínfimo pormenor volta a fazer-se notar ele é exímio a filmar cenas de acção. Volta a mostrar-nos um bandido com charme, de quem o público gosta, como tinha acontecido em Heat.
Johnny Depp e o seu charme dão um toque especial a Dillinger, num desempenho digno dos seus melhores, Christian Bale traça uma personagem fria com o seu Melvin Purvis e o resto do elenco está muito bem trabalhado.
Public Enemies é mais um grande filme de Michael Mann e também um dos melhores do ano até ao momento.

NOTA: 9/10


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Dexter - 4ª temporada

Genial.

Quem me conhece sabe que sou fanático pelo Benfica, por cinema, por música e por algumas séries de TV.

No meio dessas "algumas" há esta. Que é genial. Se é a melhor de sempre não sei. Mas a meu ver anda lá perto. A nível se TV Shows, Dexter, Lost e True Blood enchem-me as medidas nos últimos tempos.

Este é um dos geniais cartazes da 4ª temporada de Dexter, a estrear em Setembro!

domingo, 9 de agosto de 2009

Raúl Solnado, 1929-2009


Sou muito selectivo em relação ao humor. Prefiro o humor inteligente ao humor brejeiro. Raramente me rio com uma anedota. Em 100 sou capaz de achar piada a 10. Há alguns humoristas que gosto em Portugal e este Senhor era certamente um dele. Ainda ontem estive a ouvir algumas das suas coisas e ri num momento triste. Homem do teatro, da comédia, do cinema, da televisão.
O seu talento passou para além fronteiras como se pode comprovar pelo vídeo aqui em baixo.
Parte fisicamente um dos maiores ícones do humor em Portugal, uma daquelas pessoas que pensamos sempre que são imortais. Como ele gostava de pedir, façamos o favor de continuar a ser felizes!


sexta-feira, 7 de agosto de 2009

John Hughes 1950-2009


Faleceu aquele que foi considerado o pai dos teen movies. Foi imitado por muitos mas sem grande sucesso. Como argumentista tem no currículo obras como Sozinho em Casa ou 101 Dalmatas. Os oito filmes que realizou deixaram marca: Sixteen Candles, Ferrie Buller's Day Off (por cá conhecido como o Rei dos Gazeteiros) e principalmente The Breakfast Club, filme que revi há pouco tempo e o qual comentei aqui!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

The Temper Trap


Directamente da Austrália para os meus tímpanos chegam estes rapazes e soam assim:


quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Filmes de Eleição #34 - Once Upon a Time in the West


Mais um filme de Sergio Leone nesta minha lista de eleição. Um grande Western Spaghetti com um dos melhores começos de um filme da história do cinema.Três bandidos esperam pela chegada de um comboio. Enquanto esperam tentam entreter-se com qualquer coisa, nem que seja a prender moscas no cano da pistola. A espera torna-se longa, não há diálogos, apenas o som do ambiente que os rodeia. Ouve-se então o som do comboio que se aproxima, o som aumentando, o comboio chega à estação e dele sai apenas um homem que toca harmónica... Segue-se uma curta conversa entre os quatro e o primeiro tiroteio do filme...

Henry Fonda (um biltre da pior espécie), Charles Bronson (o homem da harmónica), Claudia Cardinale (uma mulher a quem acabaram de assassinar o marido) e Jason Robards brilham em grande estilo e a música de Ennio Morricone encaixa na perfeição.

Uma obra prima.


sexta-feira, 24 de julho de 2009

Karl Malden, 1912-2009


Faleceu no inicio deste mês, aos 97 anos o grande actor, Karl Malden que entrou em alguns dos filme mais importantes da história do cinema, como por exemplo A Street Car Named Desire ou On the Waterfront.

Mas do que palavras, aqui fica o seu talento a representar. A cena é do filme On the Waterfront (Há Lodo no Cais), que contava com outro grande Senhor: Marlon Brando!


quinta-feira, 23 de julho de 2009

Comédias

Pineapple Express, de David Gordon Green

Uma das comédias que fez mais sucesso nos ultimos tempos e que conta a história de Dale (Seth Rogen) e do seu dealer Saul (James Franco) que se metem em encrencas quando o primeiro presencia um assassinato e é reconhecido pelos assassinos pela qualidade da erva que fuma.

NOTA: 7/10

The Darjeeling Limited, de Wes Anderson

Três irmãos americanos (Owen Wilson, Adrien Brody e Jason Shwartzman) emreendem uma viagem espiritual pela India com o intuito de encontrarem paz interior e voltarem a relacionar-se.
Wes Anderson (The Royal Tenenbaums; The Life Aquatic with Steve Zissou) é um dos novos talentos do cinema americano e mais uma vez mostra a sua originalidade partindo de um argumento dele próprio de de Roman Coppola (filho de Francis Ford). No elenco estão nomes que habitualmente com ele trabalham, como Clive Owen e Jason Shartzman (primo de Roman e sobrinho de F.F.) e estou em crer que se Bill Murray tem apanhado o combóio no inicio teria também entrado no filme!

NOTA: 8/10

A Vida é um Milagre, de Emir Kusturica

O cinema louco de Kusturica volta a ser mostrado neste filme de 2004.

Bosnia, 1992, Luka, um engenheiro sérvio vai com a mulher, Jadranka, ex-cantora de ópera, e o filho que quer ser futebolista, para uma aldeia no meio do nada, para ajudar a construir uma linha de caminhos de ferro que trará turismo à região. Só que em vez de turistas o que vem é a guerra e quando eclode o conflito a sua vida dá uma grande volta. A mulher foge com um músico bulgaro, o filho Milos em vez de ir jogar para o Partizan de Belgrado, é chamado para o combate.
Para agravar a situação os sérvios confiam a Luka a guarda de uma refém muçulmana, Sabaha, devendo esta servir de moeda de troca com Milos que foi feito prisioneiro pelo inimigo. Só que Luka e Sabaha apaixonam-se...
Toda esta mixórdia é acompanhada pela habitual música dos filmes de Kusturica.

NOTA: 8/10

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Super Rock


Terminou no passado Sábado a edição nº 15 do Super Bock Super Rock, este ano e mais uma vez com características diferentes.
A edição deste ano foi realizada em dois fins de semana diferentes e em dois palcos diferentes: Estádio do Bessa, no Porto e Estádio do Restelo, em Lisboa.
Desloquei-me ao Estádio do Restelo para ver The Walkmen e The Killers, os primeiros já cá tinham estado, os segundos foi a primeira vez!
The Walkmen deram um concerto curto mas o que foi pouco, foi muito bom. Músicas como "In the New Year", "On the Water" ou "The Rat" deliciaram umas centenas de fãs que apesar do calor não arredaram pé de junto do palco!

Umas horas depois, e já de barriga cheia depois de uns 45 minutos (ou mais) numa fila para poder comer qualquer coisa, entraram em palco os The Killers. E o que posso dizer é que a banda de Brendon Flowers deu um grande concerto, apenas faltando a meu ver o tema "Bones", do album Sam's Town!
Começou com aquela que a maioria das pessoas conhecem mais (o que não significa que seja a melhor - longe disso), "Human"! Depois partiram para uma passagem pelos seus três albuns não faltado a incursão ao universo Joy Division, com "Shadowplay"!
"Read my mind", "Mr. Brightside", "All the Things That I've Done", "Sombody Told Me" e "Spaceman" (com direito a repetição) foram as mais aplaudidas (e cantadas).

Depois desta energia toda a primeira música do encore, "I Can't Stay" não terá sido a melhor escolha mas "Jenny Was a Friend of Mine" veio logo fazer esquecer isso! Nos concertos deste ano costumavam terminar ou com "Bones" ou com "When You Were Young", coube a esta última encerrar o concerto do Restelo não sem antes Brendon ter prometido voltar.

Depois de tantos anos nisto parece que a organização não aprendeu. Depois do rídiculo que foi na1ª edição, no Parque Tejo ter acabado a cerveja às 22.30, continuam agora as filas, e filas, e filas... para tudo e mais alguma coisa. Para os lados da Super Bock continua a lei do menor esforço!

sábado, 11 de julho de 2009

Following, Christopher Nolan

Hoje em dia Christopher Nolan é mais que conhecido (e reconhecido), principalmente depois de ter dado um novo tom a Batman, com Batman Begins e The Dark Knight. Mas ele é muito mais que estes dois filmes do herói morcego pois além destes têm outros grande filmes: The Prestige, Insomnia e... Memento. E foi precisamente de Memento que me lembrei ao ver este Following, a sua primeira longa-metragem (apesar de só ter 1 hora e pouco).
Um jovem e perturbado escritor anda pelas ruas a seguir pessoas à procura de inspiração e material de escrita. E é numa dessas perseguições que conhece um ladrãozeco que logo o convence a participar nos seus assaltos e o forma na sua arte... Além destas duas personagens ainda há uma loira por quem o jovem escritor se apaixona, que não é mais que uma das vitimas dos seus assaltos.
Como em Memento também aqui a narrativa anda aos saltos no tempo, sem pontos de referência com as explicações sobre uma ou outra cena em que andamos à nora a serem só dadas mais tarde.
Chris Nolan é um dos melhores realizadores da actualidade e já aqui mostrava ao que vinha.


É um mimo reparar que na porta de casa do jovem escritor está o logo de Batman (este filme é de 98, Batman Begins de 2005)!



NOTA: 9/10


quarta-feira, 8 de julho de 2009

Filmes de Eleição #33 - Once Upon a Time in America


É sem dúvida alguma um dos marcos da 7ª arte, este filme realizado por Sergio Leone em 1984. As suas quase 4 horas não se notam a passar dada a intensidade e forma como somos levados para aquele mundo do crime.
É a historia de 4 amigos que começam cedo a cometer pequenos crimes e vão subindo até se tornarem cada vez mais poderosos e vamos acompanhando a sua evolução desde crianças até à velhice.
Uma excelente realização de Leone com brilhantes interpretações de Robert de Niro e James Woods e ainda uma magnífica banda sonora da autoria de Ennio Morricone. Este é sem a mínima dúvida um dos meus filmes de eleição.


Dollhouse


Entretanto acabei de ver uma excelente série de Joss Whedon. Dollhouse conta a história de uma jovem que vai "trabalhar" para uma organização que presta vários tipos de serviços. A memória de quem lá trabalha é apagada e para cada missão é-lhes implantada uma nova identidade e uma nova memória. Echo (Eliza Dushku) é a única (?) que desenvolve para compreender os seus actos e parece recordar-se de memórias passadas, o que pode ser um problema para a organização. A querer a todo o custo desmascarar (e descobrir) esta organização está o agente do FBI, Paul Ballard (Tahmo Penikett), que vive obcecado com o que muitos consideram um mito urbano: a Dollhouse.
Joss Whedon é também autor de Buffy, Angel, Firefly e do filme que se seguiu, Serenity.
A série começou um pouco monótona mas à medida que ia avançando a qualidade ia aumentando a que não será alheio o facto de a FOX ter tido mão nos primeiros episódios mas depois foi o próprio Josso Whedon que conduziu o barco. Devido a estas divergências criativas a FOX cancelou a série e nem passou o último episódio que só aparecerá no DVD.


The Gossip - Music for Men

Já roda por aí o novo da gordinha mais sexy e roqueira do panorama musical. É o regresso dos The Gossip que para primeiro single escolheram este Heavy Cross:


terça-feira, 30 de junho de 2009

Shotgun Stories, de Jeff Nichols

Shotgun Stories é uma trágica história de vingança. Numa remota pequena localidade dos Estados Unidos vivem 3 irmãos a quem um pai alcoólico e uma mãe odiosa atribuiram os nomes de Son (filho), Boy (rapaz) e Kid (miudo).
Son (brilhante Michael Shannon) é o mais velho e aquele que se preocupa com o bem-estar dos irmãos e apesar de não ter muito dinheiro gasta o que tem no casino, o que leva a que a mulher sair de casa. Tudo muda na vida deles quando um dia a mãe vai lá a casa informá-los que o pai, que agora tinha outra mulher e mais 4 filhos, morreu. Este depois de os abandonar entrou em recuperação, entregou-se a Jesus e formou uma nova família que o adora. Só que no funeral, Son tem um discurso difamatório não esquecendo o que aquele homem, que se tinha transformado em bom fora um dia um monstro. Essa atitude leva a que a outra familia se revolte e apele por vingança.

Este é um filme independente, muito bem feito e bem estruturado onde se destaca a fotografia em wide-screan e a já referida boa interpretação de Michael Shannon (que já tinha brilhado em Bug e Revolutionary Road - que lhe deu uma nomeação ao Oscar de melhor secundário).

NOTA: 8/10


quarta-feira, 24 de junho de 2009

O novo Shyamalan

Já por aí anda o teaser do novo filme de M. Night Shyamalan, The Last Airbender. Gosto do homem e não alinho na histeria colectiva que lhe malha à força toda.


sexta-feira, 19 de junho de 2009

Dexter - poster da 4ª temporada

Já devem ter percebido que eu sou um autêntico fanático pelo Dexter e já mamei as três temporadas por duas vezes.
A 4ª temporada já está a ser preparada e estreia em Setembro nos Estados Unidos. Este é o genial poster de lançamento.

terça-feira, 16 de junho de 2009

The Alphabet Killer, de Rob Shmidt


Tive o azar de ver esta "coisa" mas ainda não sei o que me levou a fazê-lo.
Talvez tenha sido por ter gostado de ver o trabalho da Eliza Dushku no Dollhouse, o facto é que tinha sido avisado.
A história é aparentemente baseada em factos reais, pelo menos no que aos assassínios diz respeito.
Também já vi filmes em que o investigador fica alterado com o decorrer das investigações, isso tudo bem, é normal e pode acontecer até na vida real. Mas com 30 segundos de investigação a gaja passa-se?!?!? Porquê? Para quê? A partir daqui é um sem fim de cenas ridículas, num filme que até tem alguns actores que já fizeram coisas boas. Também já se viu, com bons resultados, filmes baseados em crimes que nunca foram resolvidos (Black Dhalia; Zodiac), aqui a experiência é traumatizante, para não dizer ridícula!
Quanto à Eliza Dushku já lhe vi melhores dias e até pode ter sido que este esforço inglório tivesse a ver com o facto de se produtora executiva disto. Saiu-lhe o tiro pela culatra. O realizador, Rob Schmidt quer-se tornar num mestre do terror, mas ainda vai ter de pedalar muito!!!
Depois disto, fiquei com vontade de ver um filme bom. Para limpar a alma.

NOTA: 4/10


sexta-feira, 12 de junho de 2009

Eels - Hombre Lobo : 12 songs of Desire

Mais um grande disco trazido por Mr. E e companhia. Aqui num registo virado para o lobisomem que há em si, também com um lado vampiresco que podia fazer parte da banda sonora de True Blood - a excelente série de vampiros de Alan Ball.
Há uns tempos já tinha avançado com Fresh Blood e desta vez presenteio-vos com Prizefighter!


quinta-feira, 4 de junho de 2009

David Carradine 1936-2009

David Carradine foi encontrado morto num quarto de hotel em Bangkok, onde se encontrava em filmagens.
David ficou famoso nos anos 70 devido à série Kung Fu e mais recentemente voltaria à ribalta graças a Quentin Tarantino que o recuperou para o seu Kill Bill, onde desempenhou precisamente o papel de Bill.
A familia Carradine é muito ligada ao cinema e à TV. David é filho de John Carradine (Barba Azul, de Edgar G. Ulmer) e irmão de Keith Carradine (Thieves Like Us; Dexter) e Robert Carradine. A também actriz Martha Plimpton (Running on Empty; The Goonies) é filha de Keith Carradine.
Tinha 72 anos.

Filmes de Eleição #32 - El


El é um dos melhores filmes de Luis Buñuel, considerado por alguns (Cahiérs du Cinema) como um dos 100 melhores filmes de sempre.

Francisco, um homem rico de meia idade, amargo e em conflito com o mundo, que culpa de tudo o que lhe acontece. Um dia conhece Glória, pela qual se apaixona e tudo fará para a ter.
Os dois lá casam e passado algum tempo as atitudes ciumentas de Francisco começam a sufocar Gloria. Qualquer atitude, por mais inocente que seja de outro homem para ela é considerado por Francisco um ataque à sua esposa.

Este era um dos filmes favoritos de Buñuel nas sua fase de exilado no México, para fugir à ditadura de Franco. O surrealismo presente na maior parte da sua obra é aqui mais uma vez demonstrado neste estudo sobre o ciume e a obsessão.


quarta-feira, 3 de junho de 2009

Der Baader Meinhof Komplex, de Uli Edel


Nos motins que ocorreram aquando da visita do Xá do Irão a Berlim em 1967 um estudante é morto a tiro pela policia. Dias depois após um discurso anti guerra do Vietname o activista Rudi Dutschke é baleado por um extremista de direita.
Motivados por estes e outros acontecimentos um grupo de activistas liderados por Gudrun Ensslin e pelo namorado, o temperamental Andreas Baader incendeia uns armazéns em Frankfurt. A esta luta contra o imperialismo e politicas de direita junta-se a jornalista Ulrike Meinhoff que abandona o marido e as filhas para se dedicar à vida militante.

Muito bom filme sobre este grupo terrorista o RAF (Red Army Faction) que assombrou a Alemanha ocidental durante um largo período (nos anos 90 alguns atentados foram relacionados com o grupo) seguindo a época dos seus primeiros lideres, precisamente Andreas Baader e Ulrike Meinhoff.
Um filme alemão candidato ao Oscar de melhor filme estrangeiro que passou praticamente despercebido por cá. Mas isso já não é novidade para ninguém.

NOTA: 8/10



domingo, 31 de maio de 2009

Let the Right One In, de Thomas Alfredson


Oskar é um rapaz de 12 anos que vive nos subúrbios de Estocolmo. Filho de país separados ele está a maior parte do dia entregue a si próprio e na escola é constantemente vitima de bullying o que o faz ter fantasias de vingança e coleccionar recortes de jornais com noticias de crimes macabros incluindo um ocurrido recentemente em que um jovem foi sangrado até à morte.

A nova vizinha anda a intriga-lo, apesar das temperaturas negativas e da neve, ela não tem frio e diz-lhe no primeiro encontro que não poderão ser amigos. Apesar disso os encontros entre ambos mantém-se e uma paixão começa a nascer.

Obviamente que Oskar ainda não sabe que Eli é uma vampira e tem de se alimentar de sangue humano para sobreviver.
Depois de Twilight, este filme do sueco Thomas Alfredson volta a reinventar o filme de vampiros (agora novamente na moda, também devido à série True Blood) com uma fábula de amor pré-adolescente com toques Bergmanianos à mistura.

Uma agradável surpresa e um belissímo filme que receio passe despercebido à maioria dos espectadores.


NOTA: 9/10




terça-feira, 26 de maio de 2009

Memories of Murder, de Joon-ho Bong


Entre 1986 e 1991, várias mulheres foram assassinadas numa pequena localidade rural da Coreia do Sul. Apesar dos esforços da policia - às vezes exagerados - o criminoso nunca foi encontrado. A desorganização da policia local é total, na ânsia de encontrar um culpado e tem de vir ajuda de Seul para dar um toque mais moderno às investigações.

Mais um bom filme surgido do cinema asiático do mesmo realizador de The Host - A Criatura! Mais um filme que foi arredado das estreias portuguesas e que pode ser encontrado em DVD numa das lojas de cinema vindo do oriente.

NOTA: 8/10


segunda-feira, 25 de maio de 2009

Filmes de Eleição - #31 - Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb, de Stanley Kubrick


Uma das mais geniais comédias de sempre tem a assinatura desse grande génio da 7ª arte que é Stanley Kubrick. No auge da guerra fria, teve a ousadia de fazer este filme recheado de cenas hilariantes que já pertencem à elite das melhores cenas da história do cinema.
Para mim Kubrick foi um dos melhores realizadores de sempre que o cinema nos deu, faltam-me ver dois dos seus filmes mais antigos e dos mais geniais (quase todos) é difícil escolher o melhor.

A luta entre o general (George C. Scott) e o embaixador russo na War Room! O comandante texano do B52, com sotaque à cowboy, Major King Kong e a música dos westerns que acompanha essas cenas. O vilão Jack D. Ripper. O telefonema do capitão Mandrake para o presidente dos EU a partir de uma cabine telefónica... Todas as cenas do Dr. Strangelove... Geroge C. Scott e... Peter Sellers (em três personagens diferentes).
Grandioso.

NOTA: 10/10

Não deixo aqui um trailer mas sim a brilhante sequência final, onde o Dr. Strangelove traça o plano de sobrevivência caso a "doomsday machine" entre em accção! E claro, o brilhante milagre final! Mein Führer! I can Walk!


Palma de Ouro para Arena, de João Salaviza

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Jimmy Stewart - Parte II

Para além das qualidades dramáticas James Stewart também tinha um enorme sentido de humor. As imagens que se seguem são de uma das melhores comédias de sempre. Um autentico choque de titãs: James Stewart vs. Cary Grant.
Divinal.


João Bénard da Costa, 1935-2009


Faleceu João Bénard da Costa, homem que dedicou parte da sua vida ao cinema. Foi até há bem pouco tempo director da Cinemateca, cargo que ocupava desde 1980. Publicou ensaios sobre cinema português, livros sobre Hitchcock, Buñuel, John Ford, Hawks, além de outros como Os Filmes da Minha Vida.
Tinha 74 anos .

quarta-feira, 20 de maio de 2009

James Stewart


Se Jimmy Stewart pertencesse ao mundo do vivos faria hoje 101 anos. É daqueles actores que quem ama o mundo do cinema imortalizou. George Cukor, Frank Capra, Alfred Hitchcock, Otto Preminger, John Ford, entre muitos outros, deram-lhe personagens que ficam para sempre. A sua voz caracteritica, o seu olhar, o seu modo de representar ainda hoje me arrepiam e é com uma lágrima de emoção, não de tristeza mas de alegria que recordo imagens como estas:


segunda-feira, 18 de maio de 2009

Prison Break - The End

Terminou finalmente Prison Break. A série que relatava uma brilhante fuga de uma prisão teve uma excelente 1ª temporada e uma 2ª que manteve mais ou menos o nível. A partir daí entrou em piloto automático e só a fidelidade levou os fãs a levarem isto até ao fim. Fim que talvez não fosse o mais esperado mas dado o arrastar da série acaba por ser o que coloca devez um ponto final. Será?

Pois é. Consta que ainda há dois episódios por mostrar e que serão lançados apenas no DVD da 4ª temporada. Parece que esses dois episódios aparecem como se fosse um filme, com os heróis a tentarem tirar alguém de uma prisão.


Lost


Terminou a 5ª temporada de Lost, talvez a mais impressionante série do momento. Agora é esperar até Janeiro de 2010 para ver como tudo aquilo vai acabar.

Eis um pequeno resumo deste último episódio:


sexta-feira, 15 de maio de 2009

Filmes de Eleição #30 - Double Indemnity


Double Indemnity (que em Portugal surgiu com o título Pagos a Dobrar) é, à imagem de Sunset Boulevard um dos melhores filmes de Billy Wilder, de uma carreira recheada de muito bons filmes.
A tradução à letra do filme (dupla indemnização) faz referência ao prémio a dobrar que uma viuva receberia da companhia de seguros se o seu marido tivesse uma morte "pouco convencional".
Wilder adapta a novela de James M. Cain como só ele sabe e o filme, tal como acontecia com Sunset Blvd. começa no fim, com o agente de seguros Walter Neff a contar em flashbacks aquilo que aconteceu.

Um must para qualquer cinéfilo que pode ser encontrado por exemplo aqui.
Um clássico do film noir, um dos grandes filmes da história do cinema, com diálogos do melhor: 

Walter Neff: You'll be here too?
Phyllis: I guess so, I usualy am.
Walter Neff: Same chair, same perfume, same anklet?
Phyllis: I wonder if you know what you mean.
Walter Neff: I wonder if you wonder.


quarta-feira, 13 de maio de 2009

Star Trek, de JJ Abrams


Não sendo um trekkie por natureza gostava de ver a série original do Star Trek quando passava na RTP. Via-a com alguma regularidade embora a minha preferida de ficção cientifica fosse o Espaço 1999, que até tenho em DVD. Dos 10 filmes que já se tinham feito baseados nesta mítica série apenas vi um ou dois e mesmo desses não tenho uma recordação muito presente.

Então se não era um fã desmedido da série, o que é que me fez ir ao cinema ver esta nova versão de Star Trek, com actores jovens e imberbes?
JJ Abrams, senhoras e senhores. Apesar de achar que o terceiro capitulo de Missão: Impossível era dispensável, qualquer coisa que este senhor toque deixa-me curioso.
E de facto temos aqui algo de muito bom. Um filme para aqueles que não gostam ou não conhecem a série, mesmo para quem não é fã da ficção científica. Ao mesmo tempo os verdadeiros trekkies de certo que não irão ficar desapontados.
Depois tem aqueles piscar de olho brilhantes, ou não fossem os mesmos argumentistas de Lost e Cloverfield (a bebida fictícia que eles pedem no bar, no inicio do filme, aparece também em Lost e Cloverfield e as legendas que aparecem aquando da mudança de lugar são as mesmas do logótipocameo desse ícone que é Leonard Nimoy (o Spock original), no papel de... Spock. O elenco é bem conseguido, com especial destaque para o novo Mr. Spock, Zachary Quinto (o Sylar da série Heroes) e Eric Bana, maléfico com o seu vilão Nero. Embora não me lembre bem de alguns personagens da série/filmes originais veio-me logo à memória o original Dr. McCoy assim que vi o novo, desempenhado pelo actor Karl Urban.
Um filme obrigatório, cheio de grandes cenas de acção e efeitos especiais do melhor, que me fez vontade de ver (ou rever) alguns dos Star Trek anteriores.


NOTA: 9/10


segunda-feira, 11 de maio de 2009

The International, de Tom Tykwer


Luis Salinger (Clive Owen), agente da Interpol e Eleanor Whitman (Naomi Watts), assistente do procurador-geral de New York, estão decididos a desmascarar as actividades ilicitas de um dos mais poderosos bancos do mundo (o fictício IBBC). De Berlin a Nova Iorque, de Milão a Istanbul eles seguem o dinheiro ao mesmo tempo que lutam pela sobrevivência, pois há quem faça tudo para cumprir os seus objectivos, incluindo matar.

Temos aqui uma piscadela de olho de Tom Tykwer (Corre Lola, Corre) a filmes paranóia dos anos 70, mais propriamente Os Três dias do Condor (Sidney Pollack) e O Vigilante (FF Coppola) num thriller competente que numa altura de crise financeira à escala mundial é bom de ver, ainda que na ficção, alguém que combate e faz frente àqueles que levaram a esta situação.
Cenas de acção do melhor que se tem visto, principalmente aquela passada no Museu Guggenheim, em Manhattan. O qual é completamente metralhado.
Clive Owen encaixa bem na sua personagem mas a de Watts não se percebe bem o que anda lá a fazer. Destaque ainda para a presença de um secundário como Armin Mueller-Stahl!

NOTA: 7/10


sábado, 9 de maio de 2009

A série do momento


Harper's Island é uma nova série da CBS sobre um grupo de familiares e amigos que viajam para uma ilha isolada, na costa de Seattle para assistir a um casamento. A ilha ficou famosa 7 anos antes devido a uma série de assassinatos aí ocorridos. Todas as pessoas que partem para a ilha vão com o objectivo de se divertir, passar um bom momento e até descobrir o amor. O que eles não sabem é que também podem ir para morrer. 
À medida que as festividades começam, segredos acerca destas pessoas vão sendo descobertos e as primeiras vitimas começam a surgir. 
Em cada episódio é feita pelo menos uma vitima e qualquer um pode ser o assassino, incluindo o de há 7 anos atrás que todos julgam morto. No final dos 13 episódios todas as questões serão reveladas, conhecer-se-à o assassino e apenas muito poucos sobreviverão.
Terror e suspense em quantidade numa série que mistura Scream com a obra de Agatha Christie, And Then There Were None.



quinta-feira, 7 de maio de 2009

Knowing, de Alex Proyas


Alex Proyas é um realizador que eu muito aprecio. No seu currículo estão alguns filmes já considerados de culto, como por exemplo O Corvo, o filme que viu morrer uma possível estrela que estava a tentar despertar, Brandon Lee. Além deste tem Dark City e I, Robot.

Foi pois com alguma expectativa que fui ver este Knowing esfriada por alguns comentários que li noutros blogues, de pessoal que assistiu à ante-estreia.
E apesar de não ser tão bom como outros filmes de Proyas encontra-se aqui bom material e também um Nicholas Cage muito melhor que os últimos "filmes" em que tem entrado.

No final dos anos 50 (mais precisamente em 1959) os alunos de uma escola fazem uns desenhos imaginando como será o mundo dali a 50 anos. Esses desenhos são metidos dentro de uma cápsula que será enterrada no pátio da escola e aberta precisamente 50 anos depois.
Quando a cápsula é aberta em 2009 um dos miudos fica, não com um desenho mas uma espécie de mapa numérico. O pai dele (Nick Cage) ao investigar essas inscrições descobre com surpresa que se tratam de datas, números de mortos e local de acidentes que aconteceram... e ainda vão acontecer!

É um filme com um enorme potencial, com cenas de cortar a respiração e dá a sensação que podia ter ido mais além.

NOTA: 8/10


segunda-feira, 4 de maio de 2009

Sonic Youth de regresso

Com um novo disco intitulado The Eternal prestes a saír os Sonic Youth dão a conhecer alguns dos temas desse disco.
Dia 1 de Maio, enquanto uns se manifestavam e outros agrediam e cuspiam em politicos, eles foram ao programa do Jools Holland, e por estes dois temas dá pra ver que a coisa promete.


sexta-feira, 1 de maio de 2009

Death Proof, de Quentin Tarantino

Agora que revi o filme chunga de Tarantino em DVD trago aqui aquilo que escrevi aquando do visionamento num cinema. Também vi a versão Grindhouse e esta que surgiu na Europa acrescenta muito mais à trama.

Depois de algumas revisitações que incluíram filmes de artes marciais e western spaghetti, Quentin Tarantino virou-se agora (juntamente com Robert Rodriguez) para os filmes xunga (série Z) que passavam em sessões duplas em salas chamadas Grindhouse.

 

Em Portugal os 2 filmes Grindhouse foram apresentados separadamente estreando primeiro este À Prova de Morte.

E ainda bem que assim foi pois esta versão tem mais 27 minutos que aquela que foi apresentada nos Estados Unidos.

A cicatriz que marca a cara de Stuntman Mike (um excelente Kurt Russell) é o que ele tem de menos inquietante. Duplo de filmes e séries de televisão dos anos 70, ele distrai-se a utilizar o seu carro Chevy Nova “à prova de morte” para matar belas jovens.

A estrutura do filme divide-se em duas partes separadas por alguns meses e por dois grupos de mulheres perseguidas por Stuntman Mike. O primeiro grupo formado por raparigas arrogantes que só pensam em divertir-se, o segundo grupo com mulheres mais temperamentais e decididas que vão causar mais dificuldades ao vilão.

Sendo já hábito em Tarantino, À Prova de Morte está cheio de referências de filmes anteriores, repare-se por exemplo no carro amarelo com lista preta fazendo lembrar a vestimenta que Uma Thurman usava em Kill Bill. E só para reparar nestes pequenos pormenores já vale a pena ir ver o filme.

E como bom filme série Z,  À Prova de Morte tem tudo aquilo a que tem direito: uma cópia riscada, saltos de imagem, falhas no som,... Por isso, senhores espectadores, não vale a pena tentar agredir o projeccionista! O filme é mesmo assim!

Quanto a mim é imperdivel.

NOTA: 9/10