sexta-feira, 12 de junho de 2009

Eels - Hombre Lobo : 12 songs of Desire

Mais um grande disco trazido por Mr. E e companhia. Aqui num registo virado para o lobisomem que há em si, também com um lado vampiresco que podia fazer parte da banda sonora de True Blood - a excelente série de vampiros de Alan Ball.
Há uns tempos já tinha avançado com Fresh Blood e desta vez presenteio-vos com Prizefighter!


quinta-feira, 4 de junho de 2009

David Carradine 1936-2009

David Carradine foi encontrado morto num quarto de hotel em Bangkok, onde se encontrava em filmagens.
David ficou famoso nos anos 70 devido à série Kung Fu e mais recentemente voltaria à ribalta graças a Quentin Tarantino que o recuperou para o seu Kill Bill, onde desempenhou precisamente o papel de Bill.
A familia Carradine é muito ligada ao cinema e à TV. David é filho de John Carradine (Barba Azul, de Edgar G. Ulmer) e irmão de Keith Carradine (Thieves Like Us; Dexter) e Robert Carradine. A também actriz Martha Plimpton (Running on Empty; The Goonies) é filha de Keith Carradine.
Tinha 72 anos.

Filmes de Eleição #32 - El


El é um dos melhores filmes de Luis Buñuel, considerado por alguns (Cahiérs du Cinema) como um dos 100 melhores filmes de sempre.

Francisco, um homem rico de meia idade, amargo e em conflito com o mundo, que culpa de tudo o que lhe acontece. Um dia conhece Glória, pela qual se apaixona e tudo fará para a ter.
Os dois lá casam e passado algum tempo as atitudes ciumentas de Francisco começam a sufocar Gloria. Qualquer atitude, por mais inocente que seja de outro homem para ela é considerado por Francisco um ataque à sua esposa.

Este era um dos filmes favoritos de Buñuel nas sua fase de exilado no México, para fugir à ditadura de Franco. O surrealismo presente na maior parte da sua obra é aqui mais uma vez demonstrado neste estudo sobre o ciume e a obsessão.


quarta-feira, 3 de junho de 2009

Der Baader Meinhof Komplex, de Uli Edel


Nos motins que ocorreram aquando da visita do Xá do Irão a Berlim em 1967 um estudante é morto a tiro pela policia. Dias depois após um discurso anti guerra do Vietname o activista Rudi Dutschke é baleado por um extremista de direita.
Motivados por estes e outros acontecimentos um grupo de activistas liderados por Gudrun Ensslin e pelo namorado, o temperamental Andreas Baader incendeia uns armazéns em Frankfurt. A esta luta contra o imperialismo e politicas de direita junta-se a jornalista Ulrike Meinhoff que abandona o marido e as filhas para se dedicar à vida militante.

Muito bom filme sobre este grupo terrorista o RAF (Red Army Faction) que assombrou a Alemanha ocidental durante um largo período (nos anos 90 alguns atentados foram relacionados com o grupo) seguindo a época dos seus primeiros lideres, precisamente Andreas Baader e Ulrike Meinhoff.
Um filme alemão candidato ao Oscar de melhor filme estrangeiro que passou praticamente despercebido por cá. Mas isso já não é novidade para ninguém.

NOTA: 8/10



domingo, 31 de maio de 2009

Let the Right One In, de Thomas Alfredson


Oskar é um rapaz de 12 anos que vive nos subúrbios de Estocolmo. Filho de país separados ele está a maior parte do dia entregue a si próprio e na escola é constantemente vitima de bullying o que o faz ter fantasias de vingança e coleccionar recortes de jornais com noticias de crimes macabros incluindo um ocurrido recentemente em que um jovem foi sangrado até à morte.

A nova vizinha anda a intriga-lo, apesar das temperaturas negativas e da neve, ela não tem frio e diz-lhe no primeiro encontro que não poderão ser amigos. Apesar disso os encontros entre ambos mantém-se e uma paixão começa a nascer.

Obviamente que Oskar ainda não sabe que Eli é uma vampira e tem de se alimentar de sangue humano para sobreviver.
Depois de Twilight, este filme do sueco Thomas Alfredson volta a reinventar o filme de vampiros (agora novamente na moda, também devido à série True Blood) com uma fábula de amor pré-adolescente com toques Bergmanianos à mistura.

Uma agradável surpresa e um belissímo filme que receio passe despercebido à maioria dos espectadores.


NOTA: 9/10




terça-feira, 26 de maio de 2009

Memories of Murder, de Joon-ho Bong


Entre 1986 e 1991, várias mulheres foram assassinadas numa pequena localidade rural da Coreia do Sul. Apesar dos esforços da policia - às vezes exagerados - o criminoso nunca foi encontrado. A desorganização da policia local é total, na ânsia de encontrar um culpado e tem de vir ajuda de Seul para dar um toque mais moderno às investigações.

Mais um bom filme surgido do cinema asiático do mesmo realizador de The Host - A Criatura! Mais um filme que foi arredado das estreias portuguesas e que pode ser encontrado em DVD numa das lojas de cinema vindo do oriente.

NOTA: 8/10


segunda-feira, 25 de maio de 2009

Filmes de Eleição - #31 - Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb, de Stanley Kubrick


Uma das mais geniais comédias de sempre tem a assinatura desse grande génio da 7ª arte que é Stanley Kubrick. No auge da guerra fria, teve a ousadia de fazer este filme recheado de cenas hilariantes que já pertencem à elite das melhores cenas da história do cinema.
Para mim Kubrick foi um dos melhores realizadores de sempre que o cinema nos deu, faltam-me ver dois dos seus filmes mais antigos e dos mais geniais (quase todos) é difícil escolher o melhor.

A luta entre o general (George C. Scott) e o embaixador russo na War Room! O comandante texano do B52, com sotaque à cowboy, Major King Kong e a música dos westerns que acompanha essas cenas. O vilão Jack D. Ripper. O telefonema do capitão Mandrake para o presidente dos EU a partir de uma cabine telefónica... Todas as cenas do Dr. Strangelove... Geroge C. Scott e... Peter Sellers (em três personagens diferentes).
Grandioso.

NOTA: 10/10

Não deixo aqui um trailer mas sim a brilhante sequência final, onde o Dr. Strangelove traça o plano de sobrevivência caso a "doomsday machine" entre em accção! E claro, o brilhante milagre final! Mein Führer! I can Walk!


Palma de Ouro para Arena, de João Salaviza

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Jimmy Stewart - Parte II

Para além das qualidades dramáticas James Stewart também tinha um enorme sentido de humor. As imagens que se seguem são de uma das melhores comédias de sempre. Um autentico choque de titãs: James Stewart vs. Cary Grant.
Divinal.


João Bénard da Costa, 1935-2009


Faleceu João Bénard da Costa, homem que dedicou parte da sua vida ao cinema. Foi até há bem pouco tempo director da Cinemateca, cargo que ocupava desde 1980. Publicou ensaios sobre cinema português, livros sobre Hitchcock, Buñuel, John Ford, Hawks, além de outros como Os Filmes da Minha Vida.
Tinha 74 anos .

quarta-feira, 20 de maio de 2009

James Stewart


Se Jimmy Stewart pertencesse ao mundo do vivos faria hoje 101 anos. É daqueles actores que quem ama o mundo do cinema imortalizou. George Cukor, Frank Capra, Alfred Hitchcock, Otto Preminger, John Ford, entre muitos outros, deram-lhe personagens que ficam para sempre. A sua voz caracteritica, o seu olhar, o seu modo de representar ainda hoje me arrepiam e é com uma lágrima de emoção, não de tristeza mas de alegria que recordo imagens como estas:


segunda-feira, 18 de maio de 2009

Prison Break - The End

Terminou finalmente Prison Break. A série que relatava uma brilhante fuga de uma prisão teve uma excelente 1ª temporada e uma 2ª que manteve mais ou menos o nível. A partir daí entrou em piloto automático e só a fidelidade levou os fãs a levarem isto até ao fim. Fim que talvez não fosse o mais esperado mas dado o arrastar da série acaba por ser o que coloca devez um ponto final. Será?

Pois é. Consta que ainda há dois episódios por mostrar e que serão lançados apenas no DVD da 4ª temporada. Parece que esses dois episódios aparecem como se fosse um filme, com os heróis a tentarem tirar alguém de uma prisão.


Lost


Terminou a 5ª temporada de Lost, talvez a mais impressionante série do momento. Agora é esperar até Janeiro de 2010 para ver como tudo aquilo vai acabar.

Eis um pequeno resumo deste último episódio:


sexta-feira, 15 de maio de 2009

Filmes de Eleição #30 - Double Indemnity


Double Indemnity (que em Portugal surgiu com o título Pagos a Dobrar) é, à imagem de Sunset Boulevard um dos melhores filmes de Billy Wilder, de uma carreira recheada de muito bons filmes.
A tradução à letra do filme (dupla indemnização) faz referência ao prémio a dobrar que uma viuva receberia da companhia de seguros se o seu marido tivesse uma morte "pouco convencional".
Wilder adapta a novela de James M. Cain como só ele sabe e o filme, tal como acontecia com Sunset Blvd. começa no fim, com o agente de seguros Walter Neff a contar em flashbacks aquilo que aconteceu.

Um must para qualquer cinéfilo que pode ser encontrado por exemplo aqui.
Um clássico do film noir, um dos grandes filmes da história do cinema, com diálogos do melhor: 

Walter Neff: You'll be here too?
Phyllis: I guess so, I usualy am.
Walter Neff: Same chair, same perfume, same anklet?
Phyllis: I wonder if you know what you mean.
Walter Neff: I wonder if you wonder.


quarta-feira, 13 de maio de 2009

Star Trek, de JJ Abrams


Não sendo um trekkie por natureza gostava de ver a série original do Star Trek quando passava na RTP. Via-a com alguma regularidade embora a minha preferida de ficção cientifica fosse o Espaço 1999, que até tenho em DVD. Dos 10 filmes que já se tinham feito baseados nesta mítica série apenas vi um ou dois e mesmo desses não tenho uma recordação muito presente.

Então se não era um fã desmedido da série, o que é que me fez ir ao cinema ver esta nova versão de Star Trek, com actores jovens e imberbes?
JJ Abrams, senhoras e senhores. Apesar de achar que o terceiro capitulo de Missão: Impossível era dispensável, qualquer coisa que este senhor toque deixa-me curioso.
E de facto temos aqui algo de muito bom. Um filme para aqueles que não gostam ou não conhecem a série, mesmo para quem não é fã da ficção científica. Ao mesmo tempo os verdadeiros trekkies de certo que não irão ficar desapontados.
Depois tem aqueles piscar de olho brilhantes, ou não fossem os mesmos argumentistas de Lost e Cloverfield (a bebida fictícia que eles pedem no bar, no inicio do filme, aparece também em Lost e Cloverfield e as legendas que aparecem aquando da mudança de lugar são as mesmas do logótipocameo desse ícone que é Leonard Nimoy (o Spock original), no papel de... Spock. O elenco é bem conseguido, com especial destaque para o novo Mr. Spock, Zachary Quinto (o Sylar da série Heroes) e Eric Bana, maléfico com o seu vilão Nero. Embora não me lembre bem de alguns personagens da série/filmes originais veio-me logo à memória o original Dr. McCoy assim que vi o novo, desempenhado pelo actor Karl Urban.
Um filme obrigatório, cheio de grandes cenas de acção e efeitos especiais do melhor, que me fez vontade de ver (ou rever) alguns dos Star Trek anteriores.


NOTA: 9/10


segunda-feira, 11 de maio de 2009

The International, de Tom Tykwer


Luis Salinger (Clive Owen), agente da Interpol e Eleanor Whitman (Naomi Watts), assistente do procurador-geral de New York, estão decididos a desmascarar as actividades ilicitas de um dos mais poderosos bancos do mundo (o fictício IBBC). De Berlin a Nova Iorque, de Milão a Istanbul eles seguem o dinheiro ao mesmo tempo que lutam pela sobrevivência, pois há quem faça tudo para cumprir os seus objectivos, incluindo matar.

Temos aqui uma piscadela de olho de Tom Tykwer (Corre Lola, Corre) a filmes paranóia dos anos 70, mais propriamente Os Três dias do Condor (Sidney Pollack) e O Vigilante (FF Coppola) num thriller competente que numa altura de crise financeira à escala mundial é bom de ver, ainda que na ficção, alguém que combate e faz frente àqueles que levaram a esta situação.
Cenas de acção do melhor que se tem visto, principalmente aquela passada no Museu Guggenheim, em Manhattan. O qual é completamente metralhado.
Clive Owen encaixa bem na sua personagem mas a de Watts não se percebe bem o que anda lá a fazer. Destaque ainda para a presença de um secundário como Armin Mueller-Stahl!

NOTA: 7/10


sábado, 9 de maio de 2009

A série do momento


Harper's Island é uma nova série da CBS sobre um grupo de familiares e amigos que viajam para uma ilha isolada, na costa de Seattle para assistir a um casamento. A ilha ficou famosa 7 anos antes devido a uma série de assassinatos aí ocorridos. Todas as pessoas que partem para a ilha vão com o objectivo de se divertir, passar um bom momento e até descobrir o amor. O que eles não sabem é que também podem ir para morrer. 
À medida que as festividades começam, segredos acerca destas pessoas vão sendo descobertos e as primeiras vitimas começam a surgir. 
Em cada episódio é feita pelo menos uma vitima e qualquer um pode ser o assassino, incluindo o de há 7 anos atrás que todos julgam morto. No final dos 13 episódios todas as questões serão reveladas, conhecer-se-à o assassino e apenas muito poucos sobreviverão.
Terror e suspense em quantidade numa série que mistura Scream com a obra de Agatha Christie, And Then There Were None.



quinta-feira, 7 de maio de 2009

Knowing, de Alex Proyas


Alex Proyas é um realizador que eu muito aprecio. No seu currículo estão alguns filmes já considerados de culto, como por exemplo O Corvo, o filme que viu morrer uma possível estrela que estava a tentar despertar, Brandon Lee. Além deste tem Dark City e I, Robot.

Foi pois com alguma expectativa que fui ver este Knowing esfriada por alguns comentários que li noutros blogues, de pessoal que assistiu à ante-estreia.
E apesar de não ser tão bom como outros filmes de Proyas encontra-se aqui bom material e também um Nicholas Cage muito melhor que os últimos "filmes" em que tem entrado.

No final dos anos 50 (mais precisamente em 1959) os alunos de uma escola fazem uns desenhos imaginando como será o mundo dali a 50 anos. Esses desenhos são metidos dentro de uma cápsula que será enterrada no pátio da escola e aberta precisamente 50 anos depois.
Quando a cápsula é aberta em 2009 um dos miudos fica, não com um desenho mas uma espécie de mapa numérico. O pai dele (Nick Cage) ao investigar essas inscrições descobre com surpresa que se tratam de datas, números de mortos e local de acidentes que aconteceram... e ainda vão acontecer!

É um filme com um enorme potencial, com cenas de cortar a respiração e dá a sensação que podia ter ido mais além.

NOTA: 8/10


segunda-feira, 4 de maio de 2009

Sonic Youth de regresso

Com um novo disco intitulado The Eternal prestes a saír os Sonic Youth dão a conhecer alguns dos temas desse disco.
Dia 1 de Maio, enquanto uns se manifestavam e outros agrediam e cuspiam em politicos, eles foram ao programa do Jools Holland, e por estes dois temas dá pra ver que a coisa promete.


sexta-feira, 1 de maio de 2009

Death Proof, de Quentin Tarantino

Agora que revi o filme chunga de Tarantino em DVD trago aqui aquilo que escrevi aquando do visionamento num cinema. Também vi a versão Grindhouse e esta que surgiu na Europa acrescenta muito mais à trama.

Depois de algumas revisitações que incluíram filmes de artes marciais e western spaghetti, Quentin Tarantino virou-se agora (juntamente com Robert Rodriguez) para os filmes xunga (série Z) que passavam em sessões duplas em salas chamadas Grindhouse.

 

Em Portugal os 2 filmes Grindhouse foram apresentados separadamente estreando primeiro este À Prova de Morte.

E ainda bem que assim foi pois esta versão tem mais 27 minutos que aquela que foi apresentada nos Estados Unidos.

A cicatriz que marca a cara de Stuntman Mike (um excelente Kurt Russell) é o que ele tem de menos inquietante. Duplo de filmes e séries de televisão dos anos 70, ele distrai-se a utilizar o seu carro Chevy Nova “à prova de morte” para matar belas jovens.

A estrutura do filme divide-se em duas partes separadas por alguns meses e por dois grupos de mulheres perseguidas por Stuntman Mike. O primeiro grupo formado por raparigas arrogantes que só pensam em divertir-se, o segundo grupo com mulheres mais temperamentais e decididas que vão causar mais dificuldades ao vilão.

Sendo já hábito em Tarantino, À Prova de Morte está cheio de referências de filmes anteriores, repare-se por exemplo no carro amarelo com lista preta fazendo lembrar a vestimenta que Uma Thurman usava em Kill Bill. E só para reparar nestes pequenos pormenores já vale a pena ir ver o filme.

E como bom filme série Z,  À Prova de Morte tem tudo aquilo a que tem direito: uma cópia riscada, saltos de imagem, falhas no som,... Por isso, senhores espectadores, não vale a pena tentar agredir o projeccionista! O filme é mesmo assim!

Quanto a mim é imperdivel.

NOTA: 9/10