terça-feira, 31 de março de 2009

Killshot, de John Madden


Este Killshot é um belo filme de acção protagonizado por um belo quarteto de actores.
Baseado num conto de Elmore Leonard (3:10 to Yuma; Rum Punch que originou Jackie Brown) traz-nos a história de um casal à beira da ruptura que se vê acidentalmente a resolver uma tentativa de suborno levado a cabo por um bandido de meia tigela (Joseph Gordon Levitt) e o seu recém compincha, o assassino profissional mais conhecido por Blackbird (Mickey Rourke). Carmen e Wayne vão passar a viver protegidos e com outra identidade mas os assassinos não vão desistir facilmente.
O realizador é John Madden, do premiado Shakespeare in Love.

NOTA: 7/10

quinta-feira, 26 de março de 2009

Ten

Já faz 18 anos que foi editado o primeiro disco dos Pearl Jam. Era a época do boom do grunge, das camisas de flanela, dos calções e das botas. Na RTP2 dava um programa apresentado pelo Zé Pedro e o Henrique Amaro onde podíamos ouvir estas e outras músicas.
Parece que foi ontem que o meu irmão aparecia em casa com um papel escrevinhado, com nódoas de vinho com a letra de uma música que falava de um puto que se matou na sala de aula.
Para festejar a maioridade foi agora editada uma Legacy Edition.
Ten tinha (e tem) grandes canções. Esta é uma delas. Talvez a melhor delas.


quarta-feira, 25 de março de 2009

Filmes de Eleição #27 - The Lady from Shanghai


Mais um dos grandes filmes de Orson Welles, de 1947, ele que estava sempre a inovar em cada filme que fazia. Algumas cenas míticas ficaram para sempre gravadas na nossa memória como a cena final na casa de espelhos. Rita Hayworth está divinal.


sábado, 21 de março de 2009

20 anos

O 1º disco dos Stone Roses foi editado em Março de 1989. Trouxe uma lufada de ar fresco à música que se fazia nessa altura e catapultava-os para o estrelato que infelizmente durou pouco.
Um dos grandes discos da história da música. Pelo menos da música que eu gosto.
A voz de Ian Brown e os riffs de John Squire (que também desenhava as capas dos discos) eram geniais. Depois da morte de Ian Curtis e o fim dos The Smiths, Manchester voltava a ganhar cor.

Senhoras e Senhores, I Wanna Be Adored


sexta-feira, 20 de março de 2009

Máquina do Tempo #8 - Genesis

Na altura do Peter Gabriel fizeram das melhores coisas que já si fizeram a nível musical. A nível de som, a nível de imagem (nos concertos) com um estilo muito teatral. E é essa época dos Genesis com o Peter Gabriel que recordo agora.
Os fãs do Phil Collins não desesperem. Ele também é bom. Mas na bateria.


quinta-feira, 19 de março de 2009

Dia do Pai

Filmes de Eleição #26 - Monty Python and the Holy Grail

Esta foi a primeira de três incursões da familia Python no grande ecrã. E nessas três estão duas das mais geniais comédias de sempre. Esta é uma delas. A busca do Santo Graal visto por esta trupe é de chorar a rir.


Natasha Richardson, 1963-2009

Filha da actriz Vanessa Redgrave e do falecido realizador Tony Ricardson. Esposa do actor Liam Neeson. Faleceu após um acidente de ski.
RIP

quarta-feira, 18 de março de 2009

Máquina do Tempo #7 - Sisters of Mercy

Outra das bandas de culto dos anos 80. Músicas como This Corrosion, Temple of Love ou este More ainda se ouvem hoje em dia. Com prazer. Há 2 dias voltaram a Portugal para um concerto no Coliseu dos Recreios.

segunda-feira, 16 de março de 2009

O regresso dos Yeah Yeah Yeahs

Os Yeah Yeah Yeahs estão de volta com It's Blitz. O primeiro single é este Zero.
O video não é oficial, foi feito por um fã, mas a música é.



O video oficial pode ser visto aqui

Vampire Weekend - Ca Plane Pour Moi



E o original:


Gran Torino, de Clint Eastwood


Walt Kowalski é um homem irascível, que ficou viúvo recentemente, que não se dá com os filhos, ex-combratente na guerra da Coreia, que manda uma piadas racistas de vez em quando. Apesar das mudanças que se deram no mundo e no seu bairro, numa localidade do Michigan, ele continua a pensar como nos anos 50 e tem sempre à mão uma espingarda pronta a disparar.
Uma noite alguém tenta roubar o seu Gran Torino, de 1972: o seu vizinho adolestcente Thao pressionado por um gang de Hmongs. Walt começa-se a dar com a familia do rapaz e a defendê-lo contra as ameaças do gang.

Um grande filme de Eastwood (mais um) que se despede em grande das lides da representação (a partir de agora só vai realizar), com o que podia ser uma recriação do seu Harry Callahan. De facto este Walt Kowalski tem muitos pontos em comum com o Dirty Harry.
Venham mais destes, Mr. Eastwood

NOTA: 9/10


sexta-feira, 13 de março de 2009

The Visitor, de Thomas McCarthy


Walter Vale (Richard Jenkins), um solitário professor de Connecticut, recentemente viúvo, vê-se obrigado a regressar a Nova Iorque para participar numa conferência e encontra o seu apartamento de Manhattan ocupado por um jovem casal de imigrantes ilegais. Depois de esclarecida a intromissão, Vale convida o casal - um jovem músico sírio chamado Tarek e a sua namorada senegalesa - a ficarem temporariamente a viver com ele. Uma improvável amizade acaba por se desenvolver entre o pacato Professor e o vibrante Tarek, mas os bons momentos depressa são perturbados pela injusta prisão de Tarek e a ameaça da sua possível deportação. Vale, que está determinado a ajudar, inicia uma verdadeira cruzada pela libertação de Tarek.

Mais uma um retrato da América pós-11 de Setembro (a América de Bush) este é um filme de um homem à procura de algum sentido para a sua vida. A mulher morreu há pouco tempo, o filho está em Londres, já não tem prazer na única aula que dá, nem inspiração para escrever. E até o artigo que é obrigado a ir comentar na conferência não foi ele que escreveu apesar de ter lá o nome como co-autor. Daí que esta viagem a Nova Iorque e o súbito encontro com estes imigrantes vai mudar a sua vida.
Richard Jenkins, conhecido pelas suas participações em 3 filmes dos irmãos Coen ou na série 7 Palmos de Terra, tem um desempenho notável, reconhecido pela Academia com uma nomeação.

NOTA: 8/10


quinta-feira, 12 de março de 2009

The master is back...

Sam Raimi desembaraça-se das teias e volta ao género que o celebrizou. Terror.
A ver aqui pelo trailer a coisa promete. Drag Me to Hell é o sugestivo título!


quarta-feira, 11 de março de 2009

terça-feira, 10 de março de 2009

Animal Colective - Merriweather Post Pavilion


Já anda por aí há algum tempo o novo dos Animal Colective.
Muito bom, diga-se!

Aqui fica uma das músicas deste disco.


domingo, 8 de março de 2009

Watchmen, de Zack Snyder

Quis custodiet ipsos custodes


Muitos diziam que era impossível adaptar para o cinema o grandioso comic-book de Alan Moore, que foi lançado nos Estados Unidos entre 1986 e 1987. Um dos que estavam contra esta adaptação era o próprio Moore, que recusa que o seu nome apareça nos créditos de filmes que adaptem obras suas. From Hell, Constantine e V for Vendetta não foram assim tão maus quanto isso, agora aquela coisa inenarrável a que chamaram de Liga de Cavalheiros Extraordinários não tinha nada a ver com o comic de Moore e foi uma ofensa a todos os amantes dos livros e ao próprio autor.
A Zack Snyder, que já havia adaptado de forma brilhante 300, de Frank Miller calhou a espinhosa missão de adaptar e realizar a mais celebrada obra de Alan Moore, Watchmen.
E o melhor elogio que se pode fazer é dizer que é das mais fiéis adaptações que já se fizeram.
Tudo começa com um dos créditos iniciais mais fantásticos dos últimos tempos. Ao som de Times They Are A-Changin de Bob Dylan vamos acompanhando a ascensão e queda dos primeiros super-heróis.
De seguida partimos para a cena inicial com a morte do Comediante (um excelente Jeffrey Dean Morgan, mais conhecido das séries televisivas Anatomia de Grey e Sobrenatural). A entrada em cena do Rorschach (Jackie Earle Haley encarna a personagem na prefeição), com a cena com que começa a novela gráfica "Rorschach's journal. October 12th, 1985..." faz-nos entrar para esta América onde Nixon vai para o seu 4º mandato e a tensão da Guerra Fria está no auge, com EUA e URSS à beira da guerra nuclear. Um mundo onde os "heróis" têm problemas morais, éticos e existenciais. Convencido que há uma conspiração para acabar com os Watchmen, Rorschach vai investigar a morte do Comediante. Rorschach é o único que se mantém no activo, por conta própria. Devido à Lei Keene que tornou os "super-heróis" ilegais, excepto se trabalhassem para o Governo, casos do Dr. Manhattan e do Comediante, enquanto os restantes (Nite Owl II; Silk Spectre II, Ozymandias) penduraram os fatos e dedicaram-se a uma vida normal. E é precisamente Rorschach e a morte do Comediante que os fazer tirar os fatos do armário (ou do expositor) e voltar à acção e tentar perceber o que se está a passar e quem está por de trás da maléfica conspiração contra eles.

Zack Snyder teve o condão de, com a ajuda de Alex Tse conseguir adaptar aquilo que à partida parecia inadaptável mantendo-se o mais fiel possível à novela gráfica. Os actores, parece que foram escolhidos a dedo tal é a perfeição com que encarnam as personagens. Depois há uma banda sonora divinal, cenas de acção do melhor que se tem visto ultimamente (a cena do "resgate" de Rorschach é exemplo disso), tudo misturado resulta numa obra arrebatadora que me faz babar só de pensar que aí vem um Director's Cut, de 220 min. a sair em DVD.
Depois disto vou-me lançar à novela gráfica (que conheço só até à 4ª parte) e ao motion comic o que me saciará esta sede de mais Watchmen.
NOTA: 9/10

sábado, 7 de março de 2009

Opening credits

Ao som do magnifico Times They Are a Changin, do Bob Dylan eis os não menos magnificos créditos iniciais de Watchmen:



Já vi o filme e quando me passar o efeito falarei sobre ele... Digo desde já que é brilhante.