É raro, quase improvavel entrar numa sala de cinema com enormes expectativas e sair de lá não só com essas expectativas completamente superadas como totalmente banzado com aquilo que tinha acabado de ver.
O filme é realmente muito bom, com um argumento bem conseguido pelos irmãos Nolan e nem a sua extensão me incomodou porque ficaria ali mais uns minutos a ver aquela obra de arte. Como sempre a realização de Chris Nolan é excelente, quer seja nos planos abertos da cidade de Gotham ou nos fechados das expressões das personagens. Fotografia (aqueles tons azulados caem que nem ginjas no ambiente sombrio do filme), montagem, caracterizações tudo do melhor que se tem visto. No que diz respeito às interpretações, Christian Bale é o Batman de eleição. É um dos meus actores preferidos, na sua geração e mais uma vez porta-se à altura. Micahel Caine é Michael Caine e o papel do mordomo Alfred assenta-lhe como uma luva, assim como a Morgan Freeman como Lucius Fox (ou não se tratassem de dois dos melhores actores da actualidade). Gary Oldman (James Gordon) é um grande actor e está ao seu nível mais uma vez. Maggie Gyllenhall, como Rachel Dawes é muito melhor que Katie Holmes mas para mim a melhor surpresa foi a interpretação de Aaron Eckhart (Harvey Dent/Two Face) numa interpretação sublime. Já só me falta falar na melhor intrepretação de todas, aquela de que todos falam e desde que começaram a aparecer as primeiras imagens se dizia que era um Joker sublime. Não querendo fazer comparações com outros vilões, mas este Joker de Heath Ledger é genial em toda a sua essencia, é daqueles vilões que nós ganhamos simpatia e do principio ao fim a sua presença enche o ecrã - a cena da saida do hospital é genial e arrepiante. Fala-se em Oscar póstumo e quanto a mim é mais que merecido.
O filme ocupa neste momento o nº 1 no imdb e continua a bater vários records havendo quem ache que é o melhor filme de super-heróis de sempre. Não querendo entrar em comparações, apenas digo que é um dos melhores até porque pode viver à vontade com os Batman de Tim Burton, que também são dos filmes geniais tendo o realizador transportado Gotham City para o seu próprio mundo.
Por falar em filmes de super-heróis ou baseados em comic-books, vêm aí grandes surpresas... Será The Dark Knight o filme do ano?
Apesar da sua idade Gordon-Levitt já brilhou em alguns filmes e séries de TV. Começou a chamar a atenção, com apenas 11 anos no filme de Robert Redford, Duas Vidas e o Rio, e dois anos mais tarde como filho de Demi Moore em A Jurada, mas foi na série de TV 3rd Rock From the Sun que se começou a destacar. Em 1999 contracenou com Heath Ledger e Julia Stiles em 10 Things I Hate About You e viria a confirmar o seu talento nos filmes independentes Mysterious Skin e Brick. Ultimamente fez o thriller The Lookout (ainda por estrear entre nós) e o ultimo filme de Spike Lee, Miracle of St. Anna.
Os Wire apareceram-me na década de 80, por alturas do Som da Frente. Formaram-se na 2ª metade da década de 70 no clima punk que se vivia nessa altura em Inglaterra e ao longo dos anos foram-se reinventando e adquirindo outros estilos. Este ano têm um novo album (Object 47) e continuam a produzir grandes sons. Para já ficam aqui duas musicas mais antigas (do album Read & Burn 01, de 2002) tocadas ao vivo em 2004.
Dr. Horrible's Sing-Along Blog é um musical em 3 actos feito exclusivamente para a internet . O criador é Joss Whedon o homem por trás de Buffy, Angel e principalmente essa grande série que foi (e é) Firefly e o filme que se seguiu, Serenity. Diz quem já viu, que ao principio estranha-se mas depois entranha-se. Vou investigar...
Timur Bekmambetov, realizador russo/cazaque (nasceu no Cazaquistão) da trilogia vampiresca NightWatch; DayWatch, TwilightWatch (este ultimo ainda em fase de produção) faz aqui a sua primeira investida em Hollywood, num filme baseado numa novela gráfica de Mark Millar.
No trabalho, o seu patrão parece viver para o humilhar à frente dos colegas. Em casa, a sua namorada trai-o com o melhor amigo. Não é por isso de estranhar que Wesley (James McAvoy), tenha de tomar comprimidos para controlar os ataques de pânico. Mas a chegada da sensual Fox (Jolie) irá mudar para sempre a vida patética de Wesley. Fox vai recrutá-lo para a "Fraternidade", uma sociedade secreta de assassinos com capacidades extra-sensoriais, cujo mote é matar um para salvar milhares. Agora, ao descobrir forças que estavam adormecidas no seu corpo, Wesley vai renascer... mas também descobrir que as intenções dos seus parceiros poderão não ser tão nobres quanto parecia.
Wanted é um filme que vale pelo teor visual, com algumas cenas magníficas e pelos actores com o mestre Morgan Freeman à cabeça.
Nesta selecção de jovens talentosos, Keira Knightley já parece uma veterana dada a experiência e os trabalhos de talento que já tem. Os títulos dos filmes em que já participou e o trabalho desenvolvido neles falam por si. Começou quase despercebida em Star Wars - Episode 1 - Phantom Manace, como a sósia da princesa Amidala. Seguiram-se Bend It Like Beckham, Piratas das Caraibas 1, 2 e 3, Love Actually, Pride & Prejudice, Domino, Atonement, Silk... Em qualquer deles a sua qualidade interpretativa salta à vista e com apenas 23 anos, tem um grande e promissor futuro à sua frente!
Quando Ted Crawford (Anthony Hopkins) descobre que a sua esposa, Jennifer (Embeth Davidtz), está a ter um caso, planeia a sua morte… o crime perfeito. O negociador de reféns Rob Nunally (Billy Burke) chega ao local e Crawford admite prontamente ter morto a mulher, mas Nunally está demasiado atordoado para lhe prestar atenção pois a mulher que encontra deitada numa poça de sangue é nada mais nada menos que a sua amante, cuja verdadeira identidade nunca soube. Embora alvejada à queima-roupa, Nunally descobre que ela não está morta. Crawford é imediatamente detido e acusado após a confissão - um caso aparentemente fácil para o influente advogado Willy Beachum (Ryan Gosling), prestes a afastar-se para um trabalho mais lucrativo no sector privado. Mas nada é tão simples como parece, incluindo este caso. Num tenso duelo de intelecto e de estratégia, Crawford e Willy aprendem que uma "ruptura" pode ser sempre encontrada numa fachada aparentemente perfeita.
Um bom thriller de Gregory Hoblit (Primal Fear) com grandes interpretações do principais actores (Hopkins e Gosling) e com um final, para uns previsível, para outros nem tanto.
Nota: 7/10
Sugestão: Primal Fear, de Gregory Hoblit (para rever o surgimento de outro grande actor - Edward Norton e ver o Richard Gere a ouvir o cd da Dulce Pontes)
Sobre este grande filme já tinha falado em altura própria. Agora revi-o em DVD e não sendo a mesma coisa (numa sala de cinema com bom sistema de som vale bem a pena) a grandiosidade mantém-se!
Baseado na novela gráfica de Frank Miller, "300" relata a batalha de Termópilas, na qual o Rei Leónidas (Gerard Butler) e 300 espartanos lutaram até à morte contra Xerxes (Rodrigo Santoro - cada vez mais internacional) e o seu gigantesco exército persa. Desafiando todas as probabilidades, e em larga desvantagem, o seu sacrifício tornou-se inspirador para o povo grego, que após a batalha se uniu para derrotar o poderoso império persa. O filme conta ainda com Lena Headey (Terminator: The Sarah Connor Chronicles), Dominic West (Mona Lisa Smile) e David Wenham (Faramir em O Sr. dos Anéis).
Continuando a nomear os convocados desta selecção sub-30 chaga a vez de mais um jovem promissor. Nick Stahl (29 anos), começou a mostrar as suas qualidades em 2001, ano em que fez In the Bedroom e Bully. Em 2003 foi o escolhido para substituir Edward Furlong, como John Connor em Terminator 3! Os fãs de séries, principalmente da excelente Carnivàle lembrar-se-ão por certo do seu Ben Hawkins mas a sua personagem mais emblemática até ao momento é o tresloucado Roarke Jr./Yellow Bastard em Sin City. Para este ano estão previstas estreias de 3 filmes em que volta a ter o papel principal (How to Rob a Bank, Sleepwalking e Quid Pro Quo).
Todos os dias, num lar de idosos Duke (James Garner) lê a mesma história de amor a Allie. A história de amor que ele lhe lê a a de um rapaz sulista (Ryan Gosling) e de uma rapariga de boas famílias (Rachel McAdams) que se apaixonam mas vêm o seu amor ser impedido pelos país dela devido aos diferentes extractos socias. A chegada da II Guerra adensa ainda mais a separação e mais tarde ela encontra um novo amor com quem está prestes a casar. Mas um dia vê uma foto num jornal...
Baseado no romance de Nicholas Sparks.
O outro filme que tinha visto baseado num livro de Sparks (Message in a Bottle) deixou muito a desejar e por isso parti para este com um pé atrás e só o facto de ter bons actores e um realizador "mais ou menos" me levou a vê-lo. E o melhor elogio que lhe posso fazer é dizer que não me arrependi. E uma história de amor diferente e emocionante desempenhada com profissionalismo pelos intervenientes (Ryan Goslin, para não variar) e com uma realização responsável do filho de John Cassavetes, Nick (Alpha Dog). O filme conta ainda com Sam Shepard e Joan Allen.
Com apenas 12 anos, Abigail Breslin já tem interpretações de fazer inveja a muita gente grande. A sua primeira aparição no mundo da 7ª arte foi como a pequena filha de Mel Gibson no thriller Signs, de M. Night Shyamalan (2002) mas foi 4 anos mais tarde que viria a surpreender tudo e todos com a sua Olive Hoover em Little Miss Sunshine, com o qual foi nomeada ao Oscar. Depois deste já entrou em No Reservations, Definitly, Maybe e Nim's Island.
Vencedor do Grande Prémio do Juri no Sundance Film Festival, The Believer é um ousado e emocionante retrato de um jovem judeu que desenvolve uma visão anti-semitica e se torna neo-nazi. Inspirado em acontecimentos reais (nos anos 60 o New York Times revelou que um membro do Ku Klux Klan era afinal judeu) esta é a história de Danny Balint (Ryan Gosling) e a sua luta entre destruir o seu próprio povo e o regresso ao judeismo.
Gosling tem aqui uma das primeiras grandes interpretações da sua carreira provando desde logo vir a ter um grande futuro. O filme conta ainda com Billy Zane (Titanic; Calma de Morte), Theresa Russel (Kafka; A Viúva Negra) e Summer Phoenix (irmã de River e Joaquin Phoenix).
É verdade! Apenas vi 3 filmes em que entra o Paul Dano (24 anos). Num deles (Taking Lives) mal dei por ele mas nos outros dois a sua presença faz com que seja um dos actores a ter em atenção nos próximos tempos. O atormentado Dwayne de Little Miss Sunshine e os gémeos Paul e Eli Sunday de There Will Be Blood indicam que há ali qualidade interpretativa.
Depois de muitos anos a viver na solidão da garagem anexa à casa do irmão, Lars Lindstom (Ryan Gosling) um jovem tímido decide convidar Bianca, uma amiga que coneceu na internet, para o visitar. Mas quando a apresenta ao irmão e à cunhada estes ficam atónitos. Bianca não passa de uma boneca em tamanho real e Lars comporta-se como se ela fosse verdadeira. Gus (Paul Schneider - O Assassinio de Jesse James pelo Cobarde Robert Ford) e Karen (Emily Mortimer - Match Point) resolvem consultar a médica de família (Patricia Clarkson - Good Night and Good Luck) que não sabe o que provoca este delírio mas aconselha-os a deixar-se levar na fantasia.
Um filme muito bom e comovente com mais uma grande interpretação de Ryan Gosling (eu avisei!) que já está a deixar de ser uma promessa e afirma-se como uma certeza no mundo do cinema.
NOTA: 9/10
Sugestão: The United States of Leland, de Matthew Ryan Hoge (para ver ou rever os primeiros passos de Gosling
Shyamalan é dos melhores realizadores do momento a filmar o medo. E para isso vai beber à fonte dos mestres Hitchcock e Spielberg mostrando-no esse medo, de forma brilhante neste The Happening.
Um onda de suicídios começa a alastrar-se pela zona leste dos Estados Unidos. Um professor de ciências em fuga vai tentar sobreviver ao mesmo tempo que tenta descobrir o que está por detrás deste estranho fenómeno! Será um virus? Um atentado terrorista? Uma revolta da natureza?
Já indexado como eco-thriler este é um regresso de Shyamalan ao seu melhor depois do incompreendido A Senhora da Água.
Aos 24 anos, Scarlett Johansson já dispensa apresentações. Surgiu quase sem se dar por ela como filha de Sean Connery no thriller Just Cause, mas foi em O Encantador de cavalos (1998) que começou a dar nas vistas. Nos anos seguintes entrou no excelente filme dos irmãos Coen, The Man Who Wasn't There e em Ghost World, baseado na excelente BD de Daniel Clowes. Em 2003 atinge o estrelato com os filmes Lost in Translation e Rapariga com Brinco de Pérola. Nos ultimos tempos não tem parado e tornou-se já uma das divas de Woody Allen estando prestes a estrear a sua 3ª colaboração com o realizador nova-iorquino (Vicky Cristina Barcelona). A Love Song for Bobby Long, The Prestige e Black Dahlia são outros exemplos de bons filmes que contam com a participação de Scarlett.
O primeiro filme que vi com Ryan Goslin foi Murder by Numbers, mas foi em Stay (Marc Forster) que fiquei surpreendido com todo o seu talento, depois confirmado em Half Nelson com o qual foi nomeado ao Oscar. Antes destes todos teve uma brilhante interpretação em United States of Leland. Também o podemos ver em Fracture, onde contracena com Anthony Hopkins. Filmes que não vi mas tenho curiosidade: The Believer; The Notebook e Lars and the Real Girl.
Aqui fica uma das cenas mais marcantes de Half Nelson:
Em 1926, Harry Houdini - mágico e escapista - é o maior artista do mundo e o público reúne-se para assistir às suas proezas. Determinado em desmascarar falsos videntes e charlatães, Houdini (Guy Pearce) propõe oferecer dez mil dólares a quem conseguir comunicar com a sua defunta mãe. Quando Mary, uma misteriosa e deslumbrante impostora (Catherine Zeta-Jones) aceita o desafio, Houdini não tem dúvidas que se trata de burla. Mas à medida que o mágico vai convivendo com Mary, vai sucumbindo ao seu charme, acabando refém dos seus próprios sentimentos. Conseguirá o maior escapista do mundo libertar-se da força do amor? Este será o desafio mais arriscado da sua carreira.
Mais um deambular pelo mundo da magia, neste caso com uma divagação sobre a vida de Houdini não passando de um filme simpático com dois bons actores acompanhados pela jovem promessa Saoirse Ronan (a jovem Briony de Expiação).
NOTA: 6/10
Sugestão: The Prestige, Christopher Nolan (já que falamos de magia, um filme a sério)
Ellen Page, de 21 anos teve o seu primeiro grande desempenho no filme Hard Candy, quando tinha apenas 17. Em 2007 chegou a confirmação do seu talento, tendo-lhe sido dado o papel principal nos filmes An American Crime, Tracey Fragments e Juno, com o qual foi nomeada ao Oscar. Pelo meio ainda entrou no X-Men 3. Espera-se pois com alguma curiosidade pelos próximos fimes desta jovem actriz.
Daniel Craig interpreta uma personagem sem nome. Um jovem e bem sucedido traficante de droga, que espera pelo último negócio para se reformar. No entanto, é obrigado por um barão da droga a negociar com quem não deseja, e é aqui que as coisas correm mal. A encomenda – pastilhas de ecstasy – começa a dar problemas, e uma série de jogos de poder e traição põe em causa a vida do jovem traficante e dos seus colegas – Morty (George Harris) e Gene (Colm Meaney).
Matthew Vaughn vai buscar inspiração aos 2 bons filmes de Guy Richie, quando este ainda não era Mr. Maddona e torna este Layer Cake num belo filme de gangsters.
Terá sido este o filme que abriu as portas a Craig para ser Bond, James Bond!
NOTA: 8/10
Sugestão: Lock, Stock and Two Smoking Barrales, de Guy Richie
Calvaire é um thriller francês, de 2004 que não me lembro de ter estreado nas salas portuguesas (o DVD está à venda na Amazon, por ex.). Um cantor percorre pequenas localidades com o seu espectáculo, até que um dia a sua carrinha tem uma avaria e ele vai experimentar um misto de Misery com Deliverance... Suspense de alto nível.
Dois dias após ver a obra prima de Akira Kurosawa, não resisti a rever o remake feito nos States por John Struges. Foi uma adaptação feita ao Western, onde uma aldeia mexicana é tomada de assalto por bandidos, tendo os camponeses de contratar 7 pistoleiros que os ajudem a defender a sua comunidade. Protagonizado por alguns dos melhores actores da época (Yul Bryner, Steve McQueen, Eli Wallach, Charles Bronson), nesta adaptação dá-se mais ênfase aos vilões, principalmente ao seu líder Calvera , protagonizado pelo grande Eli Wallach. Não sendo tão bom e tão elaborado como o original, Os 7 Magníficos não deixa de ser um bom western e a banda sonora de Elmer Bernstein já faz parte da nossa memória cinematográfica (pelo menos da minha faz).
NOTA: 8/10
Sugestão: Para não estar a sugerir o Seven Samurai, vou sugerir Once Upon a Time in the West, de Sergio Leone
Grande filme que esteve na corrida nos ultimos Oscars, que eu já vi há algum tempo mas que por qualquer razão tinha escapado a um comentário aqui no Cantinho.
Juno é uma adolescente segura e descontraída com resposta para tudo e para todos. Juno não tem um problema de atitude; tem atitude a mais. Para sobreviver a mais uma tarde de aborrecimento, Juno decide ter sexo com o seu inseguro colega de escola Bleeker. Confrontada com uma gravidez indesejada, Juno e a sua melhor amiga Leah traçam um plano para encontrar os pais perfeitos para o bebé que ainda vai nascer.
Excelente comédia com toques dramáticos, ao nível de outras boas comédias que se têm feito ultimamente - as de Wes Anderson e Little Miss Sunshine, por exemplo.
Oscar para Diabo Cody pelo argumento original. Juno conta ainda com a excelente interpretação de uma actriz em ascensão: Ellen Page. Velvet Underground, Sonic Youth, Belle & Sebastian, são algumas das bandas que fazem parte da banda sonora do filme.
No Japão feudal, séc XVI uma aldeia de camponeses é ameaçada por um grupo de bandidos. Sem outra alternativa, eles decidem contratar 7 samurais desempregados para proteger a sua aldeia.
Obra incontornável do cinema de Akira Kurosawa, os Sete Samurais é um marco não só do cineasta japonês mas de toda a história do cinema. Com grandes interpretações, principalmente o eterno Toshiro Mifune. Adaptado por uns, copiado por outros este é um filme que deve ser visto por qualquer amante de cinema e deve fazer parte da sua DVDteca ideal.
NOTA: 10/10
Sugestão: Ran, os Senhores da Guerra, também de Akira Kurosawa
Mandy Lane é a miúda que todos andam atrás. O facto de não dar trela aos rapazes faz com que seja ainda mais apetecivel e todos a querem nas suas festas.
Um dia, numa dessas festas o melhor amigo de Mandy, Emmet incentiva outro rapaz a saltar do telhado da casa para a piscina com o intuito de impressionar a rapariga... Está visto que a coisa não vai acabar bem!
Um thriler jeiotsinho embora tenha percebido logo quem era o "feiticeiro de Oz"!!!
Uma mulher sexualmente frustrada (Angie Dickinson) é brutalmente assassinada após ter tido um encontro erótico com um homem que conhecera num museu. Uma prostituta (Nancy Allen - nomeada ao Golden Globe por este papel) vê o crime e está prestes a tornar-se a próxima vitima. A assassina e a vitima eram pacientes de um psiquiatra (Michael Caine) e o jovem filho da vitima vai querer fazer de detective para descobrir quem matou a mãe.
Um dos clássicos de De Palma, aqui mais do que nunca a abraçar o seu lado hitchcockiano, tendo o filme algumas piscadelas de olho a obras do mestre do suspense, principalmente a Psico. Destaque para a primeira parte do filme toda virada para a personagem de Dickinson, onde acompanhamos o magnifico movimento de câmara a que Brian de Palma já nos habituou (quem não se lembra da cena das escadas em Os Intocáveis, ou da evocação a essa mesma cena em A Dália Negra).
Woody Allen continua de costas voltadas para os Estados Unidos. "O Sonho de Cassandra", que antecede a sua incursão por terras espanholas, volta a ter o Reino Unido como palco e tem Ewan McGregor e Colin Farrell como protagonistas. Ian e Terry são irmãos. Apesar dos problemas económicos que enfrentam, compram um veleiro em segunda mão chamado "Cassandra's Dream", com o objectivo de o recuperarem e poderem navegar durante os fins-de-semana. Ian apaixona-se por Ângela, uma jovem actriz que procura o êxito no mundo da representação. Já a maior paixão de Terry é o jogo e as dívidas que vai acumulando vão deixá-los numa situação delicada. Quando o tio Howard regressa dos Estados Unidos, traz com ele o que parece ser um alívio económico para Ian e Terry. Mas tudo tem um preço e os dois irmãos serão postos à prova.
Tragédia grega adaptada ao séc. XXI ou o shakespearizar de Allen. O veterano realizador nova-iorquino volta aqui a dar cartas e a provar que está ai para as curvas. Com Woody Allen nenhum actor representa mal e Colin Farrell e Ewan McGregor provam todo o seu talento. Venha de lá o Vicky Cristina Barcelona...
Sandra (Asia Argento), uma ex-prostituta sensual, reencontra um antigo amante, Miles (Michael Madsen), empresário agora enterrado em dívidas. Reatar um velho romance não está nos planos de Sandra. Vendo-se obrigada a voar para Hong Kong para procurar nova vida, Sandra conta com a ajuda de um casal que lhe promete os papéis e o dinheiro que precisa para emigrar. Contudo, nada corre como Sandra esperava e os seus sentimentos e intenções permanecem um mistério até ao fim.
Cineasta francês com alguns bons registos no currículo (Paris Desperta - 1991), Olivier Assayas deixa com este filme algo a desejar.
Prémio de melhor filme no Fantasporto, é a história de uma equipa de repórteres de televisão que decide documentar em directo uma patrulha de bombeiros em serviço durante a noite. O objectivo é registar todos os momentos destes profissionais, mesmo as situações mais arriscadas. A primeira missão da noite é resgatar uma idosa que se encontra fechada no seu apartamento por motivos desconhecidos. Mas algo durante a missão corre terrivelmente mal. O que parecia ser uma simples tarefa de rotina torna-se num inferno. Algo sinistro e maléfico anda à solta e ameaça a corporação de bombeiros e a equipa de televisão. E a câmara continuará sempre a filmar até ao último momento...
Na linha de Blair Witch Project e mais recentemente Cloverfield, [Rec] é mais uma prova do bom cinema de terror que nuestros hermanos vêm desenvolvendo nos últimos tempos.
Aos oito anos Brian Lackey acordou na cave da sua casa com o nariz a sangrar, sem ter ideia de como ali foi parar.Neil CcCormick (Joseph Gordon-Levitt) é o rapaz de que todos gostam mas de que não se aproximam e que aos 18 anos se lembra da relação que tinha com o treinador de basebol aos oito anos. Baseado no aclamado romance de Scott Heim, Mysterious Skin conduz-nos ao interior dos corações e das mentes de dois rapazes muito diferentes com vidas muito diferentes que talvez não sejam tão diferentes quanto aparentam.
Pedofilia, homossexualidade, extraterrestres são temas delicados tratados nesta obra indie que mostra mais uma vez o talento do jovem Joseph Gordon Levitt (Brick).
Keanu Reeves é Tom Ludlow, um polícia veterano da brigada especial de Los Angeles, que sente dificuldade em encarar a vida após a morte da sua mulher. Quando as provas o apontam como responsável pela execução violenta de um colega, ele vê-se forçado a ir contra a própria cultura policial, questionando a lealdade e honestidade de todos os que o rodeiam. Forest Whitaker é Capitão Wander, o supervisor e mentor de Ludlow, cujas obrigações incluem protegê-lo e mantê-lo dentro dos limites da lei e longe das garras do Capitão Biggs dos Assuntos Internos (Hugh Laurie sem a bengala do Dr. House), no entanto, Ludlow, juntando-se a um jovem detective de homicídios (Chris Evans), lança-se numa cega busca para descobrir os assassinos do seu anterior parceiro. A sua determinação dá frutos quando os dois detectives finalmente encontram os assassinos, mas as suas tentativas de fazer justiça terão de enfrentar e ultrapassar muitas barreiras…
Na mesma onda de filmes como Dark Blue, Dia de Treino (num patamar mais elevado) ou LA Confidential (esse já clássico num patamar inalcançável), o filme não traz nada de novo ao genero mas à falta de melhor serve de entretenimento, e vale pelo bom desempenho dos protagonistas.
Baseado no romance de Truman Capote com o mesmo título, In Cold Blood conta a verdadeira história da morte da família Clutter e dos autores da chacina. O filme segue o trajecto dos dois assassinos, desde o planeamento do golpe até à sua condenação e morte na forca. Perry Smith e Dick Hickock planearam o assalto pensando que iam encontrar uma fortuna mas acabaram por cometer os crimes levando pouco mais que 40 dolares. Um dos bons filmes de Richard Brooks, realizador de filmes como Gata em Telhado de Zinco Quente, O Falso Profeta ou Corações na Penumbra.
Curiosidades: O filme Capote, que deu o Oscar de melhor actor a Philip Seymour Hoffman acompanha a relação entre Truman Capote (na sua pesquisa para o livro) e Perry Smith.
Anthony Hopkins estudou ao promenor a personagem de Perry Smith, desempenhada por Robert Blake para o seu Hannibal Lecter.
Robert Blake foi acusado e preso, em 2002 por ter assassinado a esposa. Em 2005 foi absolvido. Blake ficou famoso nos anos 70 ao protagonizar a série Baretta. O seu ultimo filme foi Estrada Perdida, de David Lynch onde curiosamente fazia de um homem que matava a esposa.
A 7ª Arte volta a ficar mais pobre com o falecimento de mais um dos seus grandes nomes. Realizador, produtor, actor, Pollack fez de tudo no mundo do cinema. Começou na TV onde realizou episódios de Hitchcock Apresenta e O Fugitivo, mas foi no cinema que alcançou fama tendo conquistado 2 Oscars. Para sempre ficam filmes como África Minha, Os 3 Dias do Condor; Tootsie, Jeremiah Johnson, Havana ou mais recentemente A Interprete. E como actor em filmes como Eyes Wide Shut, de Stanley Kubrick ou Michael Clayton, ao lado de George Clooney.
Em plena Guerra Fria, Indiana Jones escapa por um triz no deserto a uma emboscada dos soviéticos. Mas quando regressa finalmente a casa e à universidade, percebe que por aí as coisas vão de mal a pior. As suas actividades paralelas lançaram fortes suspeitas sobre si e o Governo, em época de caça às bruxas está a pressionar a universidade para que despeça o professor. Ao sair da cidade, Indiana conhece Mutt que lhe faz uma proposta irrecusável: partir à descoberta de um lendário objecto, fonte de fascínio, superstição e medo nas últimas décadas - a Caveira de Cristal de Akator. Mas Indy e Mutt rapidamente percebem que não estão sozinhos nesta busca. Também os soviéticos estão no encalço do mítico tesouro...
Era dos filmes mais agradados do ano, este regresso de um dos meus heróis passados 19 anos da ultima aventura. O pior que se pode fazer a esta aventura é compara-la com as três anteriores. Se o fizermos é certo que sairemos um pouco desiludidos porque estavamos a falar de 3 obras-primas do cinema de aventuras e qualquer outro filme, seja do Indy ou não seria muito dificil de igualar. De qualquer maneira este Indiana 4 é um bom filme de aventuras com cenas de pura acção e entretenimento, desde logo com a cena de abertura, das mais emocionantes que temos visto ultimamente (com um cameo da própria Arca da Aliança). Harrison Ford está mais velho, mas não deixa os créditos por mãos alheias e continua com o seu sentido de humor único. O regresso de Marion Ravenwoon (Karen Allen) é de saudar e o rockabilly Mutt Williams (Shia LaBeouf) também está muito bem. Uma das mais valias desta 4ª aventura é a vilã Irina Spalko (magnifica Cate Blanchet), uma das melhores de toda a série (a par com o Major Arnold Toht dos Salteadores da Arca Perdida). Não desvendarei o segredo por detrás da Caveira de Cristal, apenas direi que até ai Spielberg e Lucas estão a jogar em casa... Pode ser a pior das quatro aventuras mas nestes 19 anos tentaram-se fazer réplicas e outros filmes de aventuras e nenhum supera o Indy, mesmo já a caminhar para a reforma.
William Friedkin é um realizador que tem filmes que muito aprecio. Confesso que não vou na histeria elogiosa ao Exorcista, que para mim é apenas um bom filme mas longe do que eu mais gosto num filme de terror. Já filmes como The French Connection ou Live and Die in L.A. estão num patamar mais elevado.
Este Bug é o seu regresso ao bom cinema depois de algumas coisas menos conseguidas.
Agnes (Ashley Judd) é uma empregada de mesa solitária. O seu violento ex-marido (Harry Connick Jr.) acabou de sair da prisão em liberdade condicional e a sua melhor amiga acolheu recentemente um misterioso veterano da Guerra do Golfo chamado Peter (Michael Shannon).Fragilizada, Agnes apaixona-se por Peter e cedo Peter começa a partilhar o sombrio quarto de motel de Agnes. Tudo parece correr bem… até que Peter começa a falar de forma obsessiva nos “insectos” que o governo injecta nos corpos dos ex-combatentes.Estará Peter a contar a verdade? Será apenas paranóia?
Thriller psicológico onde a paranóia é contagiosa e levada ao extremo. Será?
Mais uma adaptação de um comic book por parte da Marvel Studios e da Paramount Pictures.
Robert Downey Jr. (parece que os problemas já lá vão) aparece aqui como um milionário da industria de armamento e génio da invenção, que é raptado e obrigado a construir uma arma de destruição devastadora. Em vez disso ele cria uma armadura de ferro e assim consegue fugir do seu cativeiro. De volta a casa ele assume a sua armadura, cria-lhe mais uns "gadgets" e promete proteger o mundo como O Homem de Ferro.
Quando não é um realizador conhecido e bom naquilo que faz a adaptar estes comics é de ficar preocupado mas neste caso Jon Favreau consegue safar-se bem e o filme é bem agradável de se ver. A ajudar também está o excelente elenco, composto para além de Downey Jr., por Jeff Bridges, Gwyneth Paltrow e Terrence Howard.
Filme acima da média, este de James Gray que tem vindo a abordar o mundo da máfia nos seus filmes anteriores, Little Odessa, filme premiado no festival de Veneza e The Yards (também com Joaquin Phoenix). Nova Iorque, fim dos anos 80. Com a explosão do tráfico de droga, a máfia russa estende a sua influência ao mundo da noite. Bobby (Joaquin Phoenix) é o jovem gerente de um bar, que aparentemente pertence aos russos. Para continuar a sua ascensão neste mundo, Bobby deve ocultar os laços familiares: Joseph, o irmão, e Burt, o pai, são importantes membros da polícia nova-iorquina. Apenas Amada (Eva Mendes) conhece o seu segredo. Mas cada dia que passa, os confrontos entre a máfia russa e as autoridades são mais violentos e, face às ameaças contra a sua família, Bobby terá de escolher de que lado da batalha está.
Bons desempenhos de Joaquin Phoenix, Mark Whalberg e Robert Duval.
Não fosse o regresso do meu herói Indiana Jones, este seria sem duvida o filme do ano. Ainda não vi qualquer deles como é óbvio, mas algo de extraordinário se espera.
Mais um filme de terror e suspense francês, saído da vaga de novo cinema de terror deste país com tradição no cinema. Como bom filme de terror que é e sendo francês, não estreou nas nossas salas, (dando antes lugar a autenticas bostas) estando já em DVD no mercado europeu. Neste género os franceses anda a exagerar um bocado. Mas que raios, se é terror, tem de ser TERROR mesmo. E isso eles levam à letra nestes dois últimos filmes que vi, não tendo problemas em exagerar no sangue e na carne a ser desfeita.
A premissa é simples, uma mulher grávida (Alysson Paradis) tem um acidente de automóvel onde perde o marido. 4 meses depois, no final da gravidez recebe uma visita inesperada a meio da noite... O Pior é o resto.
Em 1535 um alquimista cria um artefacto em ouro que oferece a vida eterna a quem o possuir. 450 anos mais tarde o artefacto vai parar acidentalmente às mãos de um vendedor de antiguidades que por um acaso faz disparar o seu maquinismo... Longe estava ele de saber que para além de oferecer vida eterna também tinha um vampiresco efeito secundário!
À medida que vou conhecendo a filmografia de Del Toro vou gostando cada vez mais do realizador mexicano. Depois de ver Hellboy, O Labirinto do Fauno, El Espinazo del Diablo, consegui ver agora este filme de 1993. Não atingindo a genialidade de O Labirinto do Fauno ou El Espinazo del Diablo, não deixa de ser um bom filme esta que foi a primeira longa-metragem de Guillermo del Toro. Com Ron Perlman e o argentino Federico Luppi, dois habitués dos filmes de Del Toro.